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Você sabe a diferença entre puro de origem, puro por cruza e mestiço?

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Luciano Rodrigues explica para você a diferença entre os animais da raça Quarto de Milha puro de origem, puro por cruza e mestiço

A ABQM oferece o Serviço de Registro Genealógico do Cavalo Quarto de Milha – SRGCQM. Acima de tudo, responsável em ‘manter o registro genealógico, a identidade e propriedade do cavalo Quarto de Milha, zelando pela pureza da Raça e para tais fins’.

Portanto, é através deste serviço que a ABQM registra os animais da raça. Com um acompanhamento, através de sua equipe técnica, desde a comunicação de cobertura do garanhão, passando pelo nascimento e vistoria do potro até a morte do animal.

A fim de buscar manter o padrão racial do cavalo Quarto de Milha, a ABQM emite o Certificado de Registro para os animais. Antes de mais nada, podemos dizer que equivale a um ‘documento de identidade’. O certificado diz que aquele animal responde as exigências técnicas do padrão racial.

Contudo, cruzamentos com outros animais, principalmente com o Puro Sangue Inglês, foram e são aceitos conforme alguns critérios. Porém, com anotação no Registro Genealógico sobre a categoria, conforme o nível de pureza do animal.

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Puro de origem

Os animais considerados puros de origem devem descender de genitores devidamente registrados em Stub Book Oficial. Consideram-se, então, puros os animais registrados a partir de 1940, quando a American Quarter Horse Association- AQHA foi criada. Eventualmente, houve o registro do primeiro animal: Wimpy.

A partir destes registros na AQHA é que se tem a manutenção do padrão racial. No Brasil, com a criação da ABQM, no dia 15 de agosto de 1969, os registros se pautavam nos animais com registro na AQHA. Principalmente pelas importações de animais realizadas pela Swift-King Ranch. O primeiro animal registrado na ABQM foi Caracolito.

Mestiços

O cruzamento de garanhões devidamente registrado em Stud Book Oficial com éguas sem registro é possível. Em outras palavras, precisa ter anotação no Registro Genealógico como animal mestiço, ou seja, que tem entre 1/2 (meio) e 15/16 (quinze dezesseis avos) de composição racial Quarto de Milha.

Como exemplo, vejamos a égua Peppa Tol Fame, de propriedade Antenor Pinheiro, Rancho E3A. Peppa é filha de Impacto Tol Fame Kid, garanhão Puro de Origem. Sua mãe é Laidy E2A (sufixo anterior), uma égua sem registro. Assim, Peppa possui apenas 50% de pureza (Mestiço 1/2).

Luciano Rodrigues explica para você a diferença entre os animais da raça Quarto de Milha puro de origem, puro por cruza e mestiço
Fonte: ABQM

O fracionamento depende da localização do animal comum na árvore genealógica. Seguindo o seguinte padrão:

No caso da Peppa Tol Fame, podemos considerar os seguintes fracionamentos de pureza:

Outro exemplo é de Cromo Down Jet WA. Montado por Ana Carolina Cardozo, conseguiu o Tricampeonato da Associação Nacional dos Três Tambores – ANTT. Cromo é um mestiço 7/8, sua bisavó Zambia 43 é uma égua sem registro. Assim, de oito animais na 4ª geração (bisavôs), apenas um não é puro. Por isso, sete animais puros de um total de oito animais (7/8).

Luciano Rodrigues explica para você a diferença entre os animais da raça Quarto de Milha puro de origem, puro por cruza e mestiço

Puros por cruza ou puros por cruzamento

Os animais puros por cruza ou puros por cruzamento, seguem o mesmo raciocínio dos mestiços. Porém, sendo analisados a partir da 6º geração (tetravôs). Com composição racional igual ou superior a 31/32 avos, ‘obtidos através de cruzamentos com éguas sem registros no SRGCQM ou com animais puros de outras raças, devidamente cadastrados na ABQM’.

Puros por cruza ou puros por cruzamento possuem animais puro de origem até a 5ª geração, a partir da 6º geração surgem os animais sem registro.

Essa categorização é importante para manter e aprimorar a raça, contudo, não se deve realizar julgamentos de valor de animais sem ou com registro, antes de avaliar questões morfológicas e de conformação.

REFERÊNCIAS

Colaboração: Luciano Ferreira Rodrigues Filho
Cavaleiro e Pesquisador | Campeira Dom Herculano |
lu_fr@yahoo.com.br
Crédito da foto: Divulgação/Pexels

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Conheça a força, beleza e tradição da Escaramuza mexicana

A Escaramuza é uma prova em que equipes de mulheres realizam exibições equestres de precisão, cavalgam de lado e vestidas de Adelita

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O vestuário extravagante, com padrões ornamentados, chamam a atenção. Mas a incrível habilidade como cavaleiras é o que dá o tom às mulheres que competem na Escaramuza. Antes de mais nada, são consideradas pelos mexicanos as vaqueiras mais arrojadas do planeta. O esporte combina beleza, história e equitação em uma exibição deslumbrante de arte e atletismo.

Sobretudo, a Charrería é o esporte nacional do México. Um evento semelhante a um rodeio, onde charros (cavaleiros mexicanos) competem a cavalo em eventos a fim de mostrar suas habilidades de equitação. Eventualmente famosa com o desenvolvimento das grandes cidades, a Charrería encontra suas raízes no interior do México.  Em contrapartida, é um movimento ainda dominado pelos homens.

Contudo, assim como vaqueiras em todo o mundo, as mexicanas são igualmente habilidosas como amazonas. Por isso que encontraram seus próprios caminhos com a tradicional Escaramuza.

A Escaramuza é uma prova em que equipes de mulheres realizam exibições equestres de precisão, cavalgam de lado e vestidas de Adelita

Prova

A Escaramuza é uma prova em que equipes de mulheres realizam exibições equestres de precisão. Oito vaqueira montam de lado e ficam lado a lado, realizando percursos difíceis em sincronicidade. A competição consiste em 12 movimentos, julgados pela velocidade, sincronização e execução exata. As escaramuzas mostram sua habilidade com a equitação e destreza. Bem como com o treinamento dos cavalos, truques complexos e execução impecável.

Por mais detalhada que seja a competição em si, o traje barroco igualmente chama a atenção. Desde o momento em que os oito cavalos pisam os cascos na arena todos os olhos nas arquibancadas estão vidrados e alertas. Antes de ais nada, como em todo esporte, o uniforme encontra raiz na história.

Os vestidos Adelita são baseados nos usados durante a revolução mexicana. E cada equipe tem o seu estilo. Todavia, as cores preferidas são sempre as tradicionais e os bordados sempre feitos à mão. Por fim, os sombreros usados por cada escaramuza são igualmente extravagantes e cada um é exclusivo para o vestido.

Por Equipe Cavalus
Fonte: Merilee Raynor/Cowgirl Magazine
Crédito das fotos: Vogue.com

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Passo a passo para fazer um cavalo de pau

O cavalo de pau nada mais é do que um brinquedo com uma cabeça de cavalo presa a um pedaço de madeira, podendo ou não ser acompanhado de rodas

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O cavalo de pau, assim como cataventos, multiplicaram-se principalmente a partir do Século 15. Dessa forma, surgiram do espírito de imitação das crianças. Nesse caso, as crianças imitavam as atividades dos adultos de montar a cavalo.

Antes de mais nada, o cavalo de pau surgiu em uma época em que este animal era o principal meio de transporte e de tração. De acordo com nossas pesquisas, esse brinquedo teve origem no Brasil e se espalhou pelo mundo. Não é raro ver uma criança que curte cavalos pedir um cavalo de pau de presente para os pais. E isso acontece até hoje.

De modo que o cavalo de pau nada mais é que um pedaço de madeira com a réplica de uma cabeça de cavalo implantada na parte superior. A partir dai, você pode usar sua imaginação para produzir o melhor brinquedo para o seu filho, neto, sobrinho, amigo. E o melhor, eles podem participar da confecção junto com você!

O cavalo de pau nada mais é do que um brinquedo com uma cabeça de cavalo presa a um pedaço de madeira, que surgiu no Brasil

Como fazer:

Antes de tudo, você vai precisar de: meia de adulto; tesoura; agulha e linha de costura; cadarço ou corda; lã colorida; feltro na cor marrom; 4 botões (2 pequenos e 2 grandes); fibra siliconada; fio de algodão ou barbante; cabo de vassoura.

1.Comece enchendo a meia com a fibra siliconada de modo fique bastante firme.

2.Com o fio de algodão ou barbante, prenda a meia ao cabo de vassoura. Finalize dando um nó bem forte nas duas pontas.

3.Os botões farão os olhos do cavalinho. Junto o menor no centro do maior e em seguida prenda-os de cada lado da meia.

4.Por outro lado, o feltro ajudará na confecção das orelhas. Corte o tecido em formato de v e ao prender com agulha e linha certifique-se de que elas fiquem dobradas.

5.Para a boca, na ponta da meia, passe a agulha e linha de uma lateral a outra, formando um vinco. Logo depois, passe a linha por fora, como arremate.

6.Com a lá colorida você fará a crina. Enrole a lã em alguma superfície que dê voltas, se baseando no tamanho da sua meia. Posicione um fio no meio desse que enrolou, corte as laterais, e vá dando nós prendendo a parte que você cortou ao fio do meio. Por fim, costure a crina centralizada na cabeça do cavalo de pau.

7.Para a rédeas, use o cadarço. Passe-o em volta da fuça e de um nó bem rente, deixando as pontas soltas.

O cavalo de pau nada mais é do que um brinquedo com uma cabeça de cavalo presa a um pedaço de madeira, que surgiu no Brasil

Essa é apenas uma das formas, mas existem diversas outras maneiras de fazer você mesmo, basta pesquisar

Fonte: Wikipedia, Revista Artesanato
Crédito das fotos: Babyccino Kids, Crafts&DIY

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Você sabe a diferença entre o cavalo Buckskin e Dun?

Todo cavalo Baio é igual? Pele clara e crinas pretas? Encontramos diferenças sutis nessa pelagem, contudo a beleza permanece a mesma

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Está correto dizer que no Brasil todo cavalo que tem o corpo de tonalidade amarelada ou dourada e crina, cauda e membros pretos é Baio. Acima de tudo, essa é a descrição da pelagem oficial em algumas raças que conhecemos, como o Quarto de Milha. Porém, há o cavalo baio que apresenta uma linha no dorso e zebruras nas pernas. E é nesse ponto que eles se diferem.

Muito da nossa cultura do cavalo tem origem nos Estados Unidos. Por lá, essa diferença citada acima tem dois nomes: Buckskin e Dun. No Brasil, o Buckskin é bem conhecido. É o cavalo baio que tem o corpo dourado com crina, cauda e membros pretos. Enquanto os que apresentam uma linha escura ao longo da espinha dorsal até a cauda, chamado de Dun ou simplesmente Baio. Ah, mas é tudo a mesma coisa! Sim, só estamos querendo colocar uma pouco mais de conhecimento no seu dia.

Todo cavalo Baio é igual? Pele clara e crinas pretas? Encontramos diferenças sutis nessa pelagem, contudo a beleza permanece a mesma
Buckskin, dourado de membros crina pretos – Foto: Divulgação/Gringo

Podemos ir até mais longe. Bastante cobiçada, a pelagem baio impressiona e até é considerada por alguns como o símbolo do mundo western. Contudo, as sutilezas vão além. A pelagem Buckskin ocorre como resultado da ação do gene de diluição creme. Por outro lado, o Dun tem um gene diluidor que afeta os pigmentos de vermelho e preto. Baios que são diferentes não apenas visualmente, como também geneticamente.

Há ainda algumas variações que você pode encontrar no Buckskin: dusty (claro), golden (dourado), silvery (prateado), yellow (amarelo) e sooty types (cinza). O assunto pelagem é, sem dúvida, complexo. Se o seu cavalo se encaixa nessas características, procure se aprofundar mais no assunto.

Todo cavalo Baio é igual? Pele clara e crinas pretas? Encontramos diferenças sutis nessa pelagem, contudo a beleza permanece a mesma
Dun, com os pelos mais avermelhados e a linha no dorso – Foto: Reprodução/Facebook

Fonte: Wikipedia, Cowgirl Magazine
Crédito da foto de chamada: Plusoneandahalf

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