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Você sabe como prevenir incêndios em cocheiras?

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Ao lidar com cocheiras tenha em mente que a segurança é fator primordial. Afinal, são locais que abrigam bens precisos, os cavalos

Cocheiras devem ser seguras. Estão cheias de feno, serragem, borracha e madeira que são materiais altamente inflamáveis ao menor sinal de faísca. Então, por causa do alto risco é importante ser proativo quando se fala em prevenção contra o fogo.

1- Mantenha fios e lâmpadas longe dos cavalos

Os equinos são animais curiosos. Por isso, não deixe luminárias acessíveis para que eles possam ‘examinar’. Ou até fios que eles possam morder.

2- Certifique-se de que seu corredor tenha dimensões adequadas

O corredor central do pavilhão de cocheiras deve ser amplo o suficiente para que um cavalo possa dar meia volta sem esbarrar nas laterais. Bem como, para que dois animais possam se cruzar confortavelmente.

3- Instale sinalizações de emergência e placas informativas

É importante ter uma baia bem sinalizada em caso de incêndio. Uma vez que evita um desastre ainda maior. Além disso, seja firme e intolerante com cigarro nas cocheiras.

4- Mantenha seu espaço sempre limpo

Uma vassoura e um ancinho são as melhores e mais simples ferramentas que você pode ter para te ajudar a prevenir um incêndio. Por isso, mantenha as saídas e corredores sempre livres de empecilhos, carrinhos e outros objetos.

Ao lidar com as cocheiras tenha em mente que a segurança é fator primordial. Afinal, são locais que abrigam bens precisos, os cavalos

5- Tratores, equipamentos e veículos a gasolina fora das cocheiras

O ideal é que eles fiquem guardados em um depósito a, pelo menos, 20 metros de qualquer celeiro com cavalos. De fato, os sistemas elétricos, de combustível e de escape podem causar incêndios. Por outro lado, qualquer que seja seu tipo de abastecimento – álcool, gasolina –  também deve ser armazenado nesse local.

6- Mantenha feno e serragem separados das cocheiras

Nem sempre é possível ter uma edificação separada. Então, os depósitos de estocagem podem ser apenas isolados por alvenaria. Visto que o feno não apenas é inflamável, como também pode sofrer uma combustão espontânea se não estiver bem seco antes de sua armazenagem.

7- Inspecione suas instalações elétricas

Faça isso com frequência. Afinal, fios desencapados ou gastos podem ser perigosos. Desse modo, devem estar sempre envoltos de metal ou PVC a fim de evitar bichos e roedores de mascar sobre eles. Todas as instalações elétricas devem ser embutidas e tomadas e interruptores sempre limpos e longe do alcance dos cavalos.

8- Instale um para-raios

Ao contrário do que alguns pensam, instalar um para-raios é barato. Assim como pode te poupar muita dor de cabeça. Garanta, sobretudo, que o seu sistema de proteção contra descargas atmosféricas esteja devidamente fundamentado. Um profissional certificado deve instalá-lo.

9- Tenha extintores de incêndio e inspecione-os mensalmente

Todo celeiro deve ter extintores de incêndio. Um extintor de multiuso (classificado ABC), aliás, é o tipo recomendado para estábulos. Eles devem ser instalados em cada entrada e no pavilhão a cada 10 metros.

10- Entrada bem sinalizada e de fácil acesso

Ao chamar a emergência, certifique-se de que a entrada do seu haras, hípica ou fazenda será facilmente localizada. A passagem deve ser dimensionada de forma que um caminhão de bombeiros acesse o local sem dificuldades.

Como agir com segurança em caso de incêndio

  • Chame os bombeiros imediatamente no 193.
  • Diga: ‘tenho um incêndio em meu estábulo com cavalos’. Informe seu endereço corretamente. Dessa forma, os bombeiros saberão que se trata de um estabelecimento com animais vivos e não somente instalações.
  • Não entre nas cocheiras se já estiver envolvida em chamas.
  • Se for seguro retire os cavalos um a um de suas baias, começando pelas mais acessíveis.
  • Esteja ciente de que os cavalos tendem a voltar para a cocheira com medo e confusão. Portanto, mantenha os animais longe das cocheiras de forma que eles não possam voltar.
  • Certifique-se de ter todos os seus cavalos examinados por um veterinário logo após o incêndio. A inalação de fumaça pode causar danos graves nos pulmões e complicações respiratórias.
  • Os cavalos são propensos ao estresse e podem ter cólicas depois de um incêndio.

Se possível, convide o corpo de bombeiros da sua cidade para fazer uma visita a sua instalação. Verifique ainda os pontos fracos e melhores rotas de fuga. Ninguém melhor do que eles para te aconselhar.

Colaboração: Arquitetura Equestre
Fontes: Fire Safety in Barns, HumaneSociety
Crédito das fotos: Pexels

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Conheça a força, beleza e tradição da Escaramuza mexicana

A Escaramuza é uma prova em que equipes de mulheres realizam exibições equestres de precisão, cavalgam de lado e vestidas de Adelita

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O vestuário extravagante, com padrões ornamentados, chamam a atenção. Mas a incrível habilidade como cavaleiras é o que dá o tom às mulheres que competem na Escaramuza. Antes de mais nada, são consideradas pelos mexicanos as vaqueiras mais arrojadas do planeta. O esporte combina beleza, história e equitação em uma exibição deslumbrante de arte e atletismo.

Sobretudo, a Charrería é o esporte nacional do México. Um evento semelhante a um rodeio, onde charros (cavaleiros mexicanos) competem a cavalo em eventos a fim de mostrar suas habilidades de equitação. Eventualmente famosa com o desenvolvimento das grandes cidades, a Charrería encontra suas raízes no interior do México.  Em contrapartida, é um movimento ainda dominado pelos homens.

Contudo, assim como vaqueiras em todo o mundo, as mexicanas são igualmente habilidosas como amazonas. Por isso que encontraram seus próprios caminhos com a tradicional Escaramuza.

A Escaramuza é uma prova em que equipes de mulheres realizam exibições equestres de precisão, cavalgam de lado e vestidas de Adelita

Prova

A Escaramuza é uma prova em que equipes de mulheres realizam exibições equestres de precisão. Oito vaqueira montam de lado e ficam lado a lado, realizando percursos difíceis em sincronicidade. A competição consiste em 12 movimentos, julgados pela velocidade, sincronização e execução exata. As escaramuzas mostram sua habilidade com a equitação e destreza. Bem como com o treinamento dos cavalos, truques complexos e execução impecável.

Por mais detalhada que seja a competição em si, o traje barroco igualmente chama a atenção. Desde o momento em que os oito cavalos pisam os cascos na arena todos os olhos nas arquibancadas estão vidrados e alertas. Antes de ais nada, como em todo esporte, o uniforme encontra raiz na história.

Os vestidos Adelita são baseados nos usados durante a revolução mexicana. E cada equipe tem o seu estilo. Todavia, as cores preferidas são sempre as tradicionais e os bordados sempre feitos à mão. Por fim, os sombreros usados por cada escaramuza são igualmente extravagantes e cada um é exclusivo para o vestido.

Por Equipe Cavalus
Fonte: Merilee Raynor/Cowgirl Magazine
Crédito das fotos: Vogue.com

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Passo a passo para fazer um cavalo de pau

O cavalo de pau nada mais é do que um brinquedo com uma cabeça de cavalo presa a um pedaço de madeira, podendo ou não ser acompanhado de rodas

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O cavalo de pau, assim como cataventos, multiplicaram-se principalmente a partir do Século 15. Dessa forma, surgiram do espírito de imitação das crianças. Nesse caso, as crianças imitavam as atividades dos adultos de montar a cavalo.

Antes de mais nada, o cavalo de pau surgiu em uma época em que este animal era o principal meio de transporte e de tração. De acordo com nossas pesquisas, esse brinquedo teve origem no Brasil e se espalhou pelo mundo. Não é raro ver uma criança que curte cavalos pedir um cavalo de pau de presente para os pais. E isso acontece até hoje.

De modo que o cavalo de pau nada mais é que um pedaço de madeira com a réplica de uma cabeça de cavalo implantada na parte superior. A partir dai, você pode usar sua imaginação para produzir o melhor brinquedo para o seu filho, neto, sobrinho, amigo. E o melhor, eles podem participar da confecção junto com você!

O cavalo de pau nada mais é do que um brinquedo com uma cabeça de cavalo presa a um pedaço de madeira, que surgiu no Brasil

Como fazer:

Antes de tudo, você vai precisar de: meia de adulto; tesoura; agulha e linha de costura; cadarço ou corda; lã colorida; feltro na cor marrom; 4 botões (2 pequenos e 2 grandes); fibra siliconada; fio de algodão ou barbante; cabo de vassoura.

1.Comece enchendo a meia com a fibra siliconada de modo fique bastante firme.

2.Com o fio de algodão ou barbante, prenda a meia ao cabo de vassoura. Finalize dando um nó bem forte nas duas pontas.

3.Os botões farão os olhos do cavalinho. Junto o menor no centro do maior e em seguida prenda-os de cada lado da meia.

4.Por outro lado, o feltro ajudará na confecção das orelhas. Corte o tecido em formato de v e ao prender com agulha e linha certifique-se de que elas fiquem dobradas.

5.Para a boca, na ponta da meia, passe a agulha e linha de uma lateral a outra, formando um vinco. Logo depois, passe a linha por fora, como arremate.

6.Com a lá colorida você fará a crina. Enrole a lã em alguma superfície que dê voltas, se baseando no tamanho da sua meia. Posicione um fio no meio desse que enrolou, corte as laterais, e vá dando nós prendendo a parte que você cortou ao fio do meio. Por fim, costure a crina centralizada na cabeça do cavalo de pau.

7.Para a rédeas, use o cadarço. Passe-o em volta da fuça e de um nó bem rente, deixando as pontas soltas.

O cavalo de pau nada mais é do que um brinquedo com uma cabeça de cavalo presa a um pedaço de madeira, que surgiu no Brasil

Essa é apenas uma das formas, mas existem diversas outras maneiras de fazer você mesmo, basta pesquisar

Fonte: Wikipedia, Revista Artesanato
Crédito das fotos: Babyccino Kids, Crafts&DIY

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Você sabe a diferença entre o cavalo Buckskin e Dun?

Todo cavalo Baio é igual? Pele clara e crinas pretas? Encontramos diferenças sutis nessa pelagem, contudo a beleza permanece a mesma

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Está correto dizer que no Brasil todo cavalo que tem o corpo de tonalidade amarelada ou dourada e crina, cauda e membros pretos é Baio. Acima de tudo, essa é a descrição da pelagem oficial em algumas raças que conhecemos, como o Quarto de Milha. Porém, há o cavalo baio que apresenta uma linha no dorso e zebruras nas pernas. E é nesse ponto que eles se diferem.

Muito da nossa cultura do cavalo tem origem nos Estados Unidos. Por lá, essa diferença citada acima tem dois nomes: Buckskin e Dun. No Brasil, o Buckskin é bem conhecido. É o cavalo baio que tem o corpo dourado com crina, cauda e membros pretos. Enquanto os que apresentam uma linha escura ao longo da espinha dorsal até a cauda, chamado de Dun ou simplesmente Baio. Ah, mas é tudo a mesma coisa! Sim, só estamos querendo colocar uma pouco mais de conhecimento no seu dia.

Todo cavalo Baio é igual? Pele clara e crinas pretas? Encontramos diferenças sutis nessa pelagem, contudo a beleza permanece a mesma
Buckskin, dourado de membros crina pretos – Foto: Divulgação/Gringo

Podemos ir até mais longe. Bastante cobiçada, a pelagem baio impressiona e até é considerada por alguns como o símbolo do mundo western. Contudo, as sutilezas vão além. A pelagem Buckskin ocorre como resultado da ação do gene de diluição creme. Por outro lado, o Dun tem um gene diluidor que afeta os pigmentos de vermelho e preto. Baios que são diferentes não apenas visualmente, como também geneticamente.

Há ainda algumas variações que você pode encontrar no Buckskin: dusty (claro), golden (dourado), silvery (prateado), yellow (amarelo) e sooty types (cinza). O assunto pelagem é, sem dúvida, complexo. Se o seu cavalo se encaixa nessas características, procure se aprofundar mais no assunto.

Todo cavalo Baio é igual? Pele clara e crinas pretas? Encontramos diferenças sutis nessa pelagem, contudo a beleza permanece a mesma
Dun, com os pelos mais avermelhados e a linha no dorso – Foto: Reprodução/Facebook

Fonte: Wikipedia, Cowgirl Magazine
Crédito da foto de chamada: Plusoneandahalf

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