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Você sabia que apenas três ‘pararam’ nos 10 touros da NFR?

Em mais de 100 anos de história, apenas Adriano Morares, Jim Sharp e Norman Curry garantiram esse feito

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O ano de 1994 foi histórico para o brasileiro Adriano Moraes. Foi sua primeira temporada nos Estados Unidos e ele não só foi campeão mundial da PBR, como também parou nos dez touros da National Finals Rodeo. Vale lembrar que a PBR começou seu campeonato nesse ano, mas a PRCA já era uma instituição lendária.

Assim, montando em Copenhagen Chase no último round da NFR (foto), Adriano Moraes começou em definitivo sua carreira internacional na Montaria em Touros. Era 11 de dezembro de 1994 e esse foi o décimo touro vencido por ele no evento. Dessa forma, o brasileiro entrou para a lista de três competidores na história a terem ‘parado’ nos dez touros da final mundial da PRCA.

Antes dele, apenas Jim Sharp e Norman Curry haviam registrado este feito. E, desde então, não foi obtido por mais nenhum outro competidor até hoje. Ademais, com as dez paradas, o brasileiro venceu a NFR daquele ano pela somatória de notas, 773 pontos. Dois touros a mais que o segundo colocado.

Já naquela época a PRCA pagava bônus por rodada. Então, Adriano venceu o round oito e ganhou premiação em outros dois. Nesse tempo, pagavam a ‘diária’ somente para as quatro melhores notas – hoje são para as seis melhores. Por conseqüência de seu desempenho na competição, o brasileiro embolsou US$ 44.979,00.

Valores que incluíram as premiações diárias e o bônus pelo título da etapa. Ele não foi o campeão mundial da PRCA, contudo subiu de 11° para 5° colocado na classificação final da temporada. Ao todo, somou US$ 94.113,00 em prêmios durante o ano.

Em mais de 100 anos de história da NFR, apenas Adriano Morares, Jim Sharp e Norman Curry garantiram esse feito; ninguém mais depois deles
Jim Sharp – Foto: ProRodeo

NFR daqueles tempos

Vale lembrar que na época a NFR pagava um total de US$ 411 mil em prêmios para a Montaria em Touros durante os dez dias da competição. Em contraste com US$ 1,25 milhões distribuídos na edição 2020.

Se aplicássemos a tabela de premiação do evento deste ano aos resultados de 1994, Adriano Moraes teria embolsado somente na NFR cerca de US$ 124,5 mil. Ou seja, quase três vezes a quantia que de fato ganhou. Ele voltou a NFR em 1996, onde também conquistou o título da etapa. Parou nos nove primeiros touros, caindo apenas na última noite, muito próximo de atingir a marca duas vezes.

Outro fato marcante desta noite de 1994 foi o acidente com Brent Thurman. Levou um ‘pisão’ do touro Red Wolf e saiu inconsciente da arena poucos minutos antes de Adriano montar em seu último touro. Thurman, que era amigo do hoje tricampeão mundial, faleceu seis dias depois em decorrência dos ferimentos no crânio.

Falando em brasileiro na NFR, não podemos esquecer de citar os demais que já passaram pela famosa arena da final mundial. Além de Adriano Moraes (1994 e 1996), Paulo Crimber (2004), ambos na Montaria em Touros. Junior Nogueira no Team Roping competiu sua sétima NFR em 2020 (rookie em 2014, all-around em 2016 e vice-campeão 2016 e 2019). Marcos Alan Costa (2015, 2016 e 2017) no Laço do Bezerro, com direito a título mundial em 2017.

Colaboração: Abner Henrique/Rodeio S.A.
Crédito da foto de chamada: Divulgação ProRodeo Sports News/Dan Hubbell

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Você sabia que a Missa do Vaqueiro tem origem com o ‘Rei do Baião’?

Realizada desde 1970, é um evento religioso, tradicional na cultura popular do sertão pernambucano

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Uma tradição cinquentenária, pela primeira vez a Missa do Vaqueiro aconteceu sem público em 2020. A pandemia da Covid-19 interrompeu, momentaneamente, a tradição de reunir centenas de vaqueiros em Serrita/PE. Contudo, uma celebração simbólica marcou os 50 anos do evento idealizado pelo ‘Rei do Baião’.

De fato, essa celebração teve origem a partir do desaparecimento do vaqueiro Raimundo Jacó, primo de Luiz Gonzaga, cantor e compositor pernambucano. Considerado de muita coragem do Sertão nordestino, Jacó foi assassinado traiçoeiramente em 1954 nas caatingas do Sítio das Lages, distrito do município de Serrita.

A primeira homenagem de Luiz Gonzaga foi a música ‘A morte do vaqueiro’. Criada a fim de lembrar a morte do e imortalizada no LP ‘Pisa no Pilão (Festa do Milho)’ de 1963. Sete anos depois, o ‘Rei do Baião’ voltou a homenageá-lo criando, junto com o padre João Câncio, a Missa do Vaqueiro.

Realizada desde 1970, a Missa do Vaqueiro é um evento religioso, tradicional na cultura popular do sertão pernambucano, ideia do Rei do Baião

Celebrada sempre no terceiro domingo do mês de julho, ao ar livre, em um local onde foi construído um altar de pedra rústica em forma de ferradura. Vaqueiros de vários estados do Norte e Nordeste se confraternizam diante da fé cristã. Todos de gibão, chapéu de couro e perneira, como se vestem tradicionalmente. Celebrando bravura, dedicação e a fé do homem sertanejo.

Além da Missa, os vaqueiros participam da tradicional Pega do Boi. Para a cidade, é uma alegria, já que a programação começa uma semana antes com Vaquejada, banda de pífanos, zabumbeiros, sanfoneiros, comida típica, exposição de artesanatos.

Para 2020 não passar em branco então, a Fundação Padre João Câncio, que organiza o evento, preparou uma peça musical Rezas do Sol com artistas que gentilmente de suas casas realizaram uma Live transmitida pelo Youtube.

Fonte: basilio.fundaj, diariodonordeste
Crédito das fotos: Divulgação/G1 e Diário do Nordeste

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Cavalos que têm ligação com o Brasil foram finalistas em prova importante

O NRCHA Celebration of Champions, primeiro grande evento da NRCHA de Working Cow Horse da temporada nos Estados Unidos, tem em sua programação o World’s Greatest Horseman

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‘O Melhor dos Melhores’! Esse é, sem dúvida, o ponto alto do NRCHA Celebration of Champions, primeiro grande evento da NRCHA de Working Cow Horse da temporada. O curioso na edição 2021, no entanto, foi a presença entre os finalistas de dois cavalos que têm ligação com o Brasil.

O World’s Greatest Horseman, traduzindo de forma literal, quer dizer: Maior Cavaleiro do Mundo. Isso porque o cavaleiro e seu cavalo em um mesmo evento competem em quatro diferentes provas. Mostram para os juízes, então, suas habilidades no trabalho de rebanho (cowhorse), trabalho de rédeas, trabalho com gado (apartação) e guia de parada (laço).

De 58 cavalos das classificatórias, 11 chegaram à final e dois cavalos que têm ligação com o Brasil

CSR Lay Down Sally é irmã própria de Dual Patron, de propriedade do Haras Império. Enquanto a mãe de Dual Chexx, Starlight Chex, é de propriedade de Valtoir Ferreira da Silva e mãe de Real Starlight Gun, campeão Potro do Futuro da ANCR.

CSR Lay Down Sally, apresentada por Chris Dawson, encerrou a sua participação em quinto lugar. Sua melhor prova na final foi Steer Work, ou seja, o trabalho com o laço. Antes de mais nada, seus pais são Dual Spark e Look At Her Glo, reprodutores também de propriedade do Haras Império, de Cassilândia/MS. Dual Patron, que é do criatório e também está no Brasil, é um cavalo ganhador em provas de laço, assim como seus pais produziram outros campeões nessa modalidade.

Sexta colocada, apresentada por Jake Gorrell, Dual Chexx é filha de Starlight Chex. A matriz compõe o plantel do criador Valtoir Ferreira da Silva, do Haras Gravataí, no Rio Grande do Sul. Entre outros, Starlight Chex é mãe de Real Starlight Gun, de Joana Azevedo. Os dois foram campeões do Potro do Futuro da ANCR Amador em 2018 e são os atuais campeões Nacionais de Rédeas pela ANCR Amador 2020.

Fonte: NRCHA e Plusoneandahalf
Na foto de chamada: CSR Lay Down Sally/crédito: Reprodução/Instagram

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Você conhece os presidentes dos EUA que gostam de cavalos?

Desde que foi criado em 1789, o cargo já foi ocupado por 45 pessoas e cinco eram apaixonados e muito ligados aos cavalos

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O presidente dos Estados Unidos é o chefe de Estado e chefe de governo do País. Dessa forma, alguns deles ao longo de mais de 230 anos tinham nos cavalos uma forma de lazer. Imagine só, comandar a maior nação do planeta deve ser algo estressante. Por outro lado, para alguns era instrumento de trabalho.

Desde que foi criado em 1789, o cargo de presidente dos EUA já foi ocupado por 45 pessoas e 5 gostam de cavalos e eram apaixonados por eles
Entre os presidentes dos EUA que gostam de cavalos, o famoso Theodore Roosevelt – Foto: friendsofsagamorehill

Desde os primórdios

Como general das forças armadas, andar a cavalo era uma obrigação para o presidente George Washington (1789-1797). Ele começou a cavalgar muito jovem e tinha um profundo respeito por seus parceiros equinos. Durante a Guerra Revolucionária, preferiu montar seu cavalo, Nelson. No entanto, a maioria das pinturas o mostra em seu cavalo tordilho, Blueskin.

O 18° presidente, Ulysses S. Grant (1869-1877), tinha uma incrível habilidade para cavalgar. Dessa forma, sempre foi muito estimado por sua proficiência a cavalo. Ele não era apenas um cavaleiro, mas também um treinador. Ou seja, conhecido por sua habilidade para manejar cavalos. Há rumores de que com apenas 7 anos de idade, Grant ensinou um potro, até então xucro, a puxar um trenó a fim de carregar lenha em apenas um dia.

Como presidente, Theodore Roosevelt (1901-1909) mantinha vários cavalos nos estábulos para que sair e cavalgar a hora que quisesse sozinho ou com os filhos. Ele cresceu cavalgando em fazendas nas Dakotas (Sul e Norte). Roosevelt  fez parte ainda dos Rough Riders (Primeiro Regimento de Cavalaria Voluntária dos Estados Unidos) na Guerra Hispano-Americana.

Desde que foi criado em 1789, o cargo de presidente dos EUA já foi ocupado por 45 pessoas e 5 gostam de cavalos e eram apaixonados por eles
Lyndon B. Johnson também está entre os chefes de estado da nação americana que gostam de cavalos – Foto: historic_imagery

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Lyndon B. Johnson (1963-1969), o 36° presidente, cresceu no trabalho com gado em uma fazenda no Texas. A casa da fazenda na propriedade, inclusive, tinha o nome de Casa Branca do Texas. Famoso por criar gado Hereford, o Rancho LBJ participava de exposições e seus animais tinham grande valor. Ao longo de sua carreira política, ele ajudaria a manter o rancho, local em que foi quando se aposentou.

Já o presidente Ronald Reagan (1981-1989) usou cavalos para fazer uma pausa em sua carreira política. Tanto é verdade, que criou a Unidade Montada de Serviços Secretos. Ele era dono de um rancho em Santa Bárbara, Califórnia, conhecido como ‘Ranch in the Sky’. Sua esposa Nancy também era vista cavalgando ao lado dele.

Fonte: Cowgirl Magazine
Na foto de chamada: George Washington|Crédito: thesummitlighthouse

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