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O impacto da Covid-19 na produção de proteína animal

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O impacto da Covid-19 na produção de proteína animal Os primeiros sintomas já podem ser sentidos no agronegócio, com a queda nos preços das carnes e a possível tendência de se agravar com o aumento do desemprego

Os primeiros sintomas já podem ser sentidos no agronegócio, com a queda nos preços das carnes e a possível tendência de se agravar com o aumento do desemprego

O agronegócio brasileiro tem um importante papel a cumprir no novo cenário mundial: ajudar a alimentar o mundo, seja na produção de grãos ou de proteína animal. O impacto da Covid-19 representa uma nova reorganização da sanidade humana e animal em um momento de fragilidade que se espalhou pelo mundo em uma velocidade extraordinária.

Para debater o tema, o grupo Aqua Capital – fundo de investidas do agronegócio e detentor da empresa YesSinergy – organizou uma live especial. Houve a participação, principalmente, do CEO da Yes, Luciano Roppa. E ainda do professor de Agronegócio Global do Insper, Marcos Jank e, do ex-CEO da Marfrig, Eduardo Miron. O trio analisou a Covid-19 sob o prisma do agronegócio. A iniciativa contou com o engajamento online de mais de 500 pessoas.

“2020 caminhava para ser um ano incrível para o mercado de carnes. Sobretudo, em virtude da China ainda não ter resolvido totalmente o problema de desabastecimento causado pela peste suína africana. Agora, o cenário é completamente incerto. As reais consequências da Covid-19 estão sendo conhecidas apenas no dia a dia, na medida em que a crise vai evoluindo”, avalia o CEO da Yes, empresa que desenvolve soluções biotecnológicas para uma nutrição animal eficaz, segura e sustentável.

Roppa reforça ainda que, “para quem está dentro da granja, não havia como se planejar para uma situação como essa, principalmente depois de um primeiro trimestre excelente com crescimento de 33% nas exportações de carne suína, 9% de carne de frango e 5% de carne bovina. Mas, o coronavírus saiu da Ásia e chegou até nós”.

Marcas

A Covid-19 atingiu o Brasil em seu momento de produção máxima em todos os setores de proteína animal, pois havia grandes expectativas de exportações e melhora da demanda interna. Com os primeiros sintomas da enfermidade desde o início do isolamento, o desemprego entre os informais aumentou. E, por fim, chegou ao setor agrícola. Se o consumidor não tem renda, ele passa a selecionar o que consome e, no agronegócio, o reflexo é confirmado no aumento da demanda por carne de frango e ovos.

“Percebemos que as cadeias começaram a sentir os impactos a partir da semana do dia 30 de março, com o início da retenção. Houve queda na venda de carnes na casa de 30% e o frango chegou a R$ 2,90 no mercado. A carne bovina começou a apresentar represamento nos cortes nobres, e a suinocultura também tanto nos produtores quanto nos frigoríficos”, detalha Roppa.

Consumo

Sobre o consumo, Eduardo Miron alerta que a mudança já começa a beneficiar as proteínas mais baratas e a cadeia avícola tem vantagem nesse cenário. No entanto, ela precisa se manter atenta, já que com o aumento da velocidade e necessidade dos mercados poderá ocorrer um sufocamento na cadeia de frango, que corre o risco de sofrer um oversupply.

Em exportação, e adiantando-se à depressão do mercado interno, Roppa indica que essa é uma oportunidade para os suinocultores e avicultores, que, ao exportar, trazem uma receita importante que não virá internamente.

Insegurança alimentar em um mundo em desenvolvimento

Para Marcos Jank, a pandemia passa de uma crise de saúde para uma crise de segurança alimentar também, já que a recessão, as rupturas nas cadeias de suprimentos e as restrições ao comércio internacional podem causar desabastecimento, volatilidade de preços, pânico e instabilidade social. “Agora começam as restrições ao comércio internacional alimentar, com o retorno do estado-nação, controles rígidos de fronteiras e favorecimento da produção e dos produtores locais”.

Nesse momento, segundo o professor, as melhores medidas para mitigar uma crise global de segurança alimentar consistem no monitoramento de mercados e preços, em manter a população bem informada, assim como os mercados abertos para a transação internacional, evitando interrupções das cadeias de suprimento. Além disso, o apoio aos agricultores é essencial, bem como garantir a nutrição infantil com a merenda escolar.

Jank pontua que o Brasil tem agora o momento de se afirmar no mundo como um importante abastecedor global de alimentos. “O País precisa liderar a discussão mundial sobre a consistência dos sistemas de vigilância e controle de doenças que atingem animais e humanos”.

Conclusão

A Covid-19 trouxe um novo pensamento para o mundo de que é preciso pensar nas questões sanitárias, E, acima de tudo, combater o uso de carnes de animais selvagens, que pode ter dado origem ao novo coronavírus. “O Brasil pode ser protagonista nessa área de debate global de sanidade animal no mundo. Temos muito a dizer pelo papel que já cumprimos em termos de segurança alimentar e sustentabilidade”, afirma Jank.

“O brasileiro tem por essência uma grandeza única, afinal somos os maiores produtores de alimentos do mundo. O nosso produtor não abandona sua missão de alimentar o Brasil e o mundo. Acredito nisso, pois participo dessa cadeia há 48 anos e sei da fibra e do valor dos nossos produtores rurais”, finaliza Roppa.

Fonte: Assessoria de imprensa
Crédito da foto: Divulgação/ Pexels

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Ex-Ministro da Agricultura do Brasil é indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2021

Alysson Paolinelli é uma figura importante para o agro brasileiro, com diversos feitos de destaque no setor

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O diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Durval Dourado Neto, protocolou a indicação de Alysson Paolinelli ao Prêmio Nobel da Paz 2021. A nomeação, portanto, já está com o Conselho Norueguês responsável por premiar os vencedores, o The Norwegian Nobel Committee.

Antes de mais nada, especialistas confirmam indicação de Alysson Paolinelli ao Prêmio Nobel da Paz 202 com base na sua dedicação ao conhecimento científico e desenvolvimento da agricultura tropical.

Alysson Paolinelli é ex-Ministro da Agricultura e fundador – no final da década de 60 – da Empresa Brasileira de Pesquisa Agrícola (Embrapa). Mineiro de Bambuí nasceu em 1936 e formou-se em 1959 em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Lavras.

Feitos

Em 1971, Paolinelli assumiu a Secretaria de Agricultura de Minas e criou incentivos e inovações tecnológicas para o Estado. Nessa época, por exemplo, Minas Gerais era o maior produtor de café do Brasil.

Alguns anos depois, aceitou o cargo de ministro da Agricultura no governo de Ernesto Geisel (1974 a 1979). Como Ministro, modernizou a Embrapa e promoveu a ocupação econômica do Cerrado. Envolvido na política, em 1986 elegeu-se deputado federal por Minas Gerais. 

Alysson Paolinelli, figura importante para o agro brasileiro, foi indicado pelo diretor da Esalq ao Prêmio Nobel da Paz 2021
Foto: Agência Senado

O indicado brasileiro ao Prêmio Nobel da Paz 2021 sempre incentivou a pesquisa, a ciência e a tecnologia. De tal forma que, entre outros feitos, implantou um programa de bolsa de estudos para estudantes brasileiros em diversos centros de pesquisa em agricultura pelo mundo.

Cuidou também da reestruturação do crédito agrícola e do reequacionamento da ocupação do bioma amazônico. Sobretudo, foi com a iniciativa de Paolinelli que o Brasil se tornou uma potência alimentar para todo o planeta.

Tem fama de, desde jovem, ter talento para revolucionar setores inteiros. Sua carreira conta ainda com o cargo de presidente do Banco do Estado de Minas Gerais, assim como presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Em 2006, Paolinelli ganhou o prêmio World Food Prize, o equivalente ao Nobel da alimentação. De acordo com o site da Esalq, em junho do ano passado assumiu como Titular da Cátedra Luiz de Queiroz de Sistemas Agropecuários Integrados.

Fonte: Esalq, Wikipedia, Canal Rural
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Esalq

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5G vai trazer US$ 77 bilhões para agricultura

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Transformação digital para a agricultura pode ser “um dos motores da recuperação econômica do país no pós-pandemia”

A chegada da internet 5G no Brasil deve ampliar em cerca de US$ 77 bilhões os ganhos na agricultura. É o que aponta estudo elaborado em conjunto pela Nokia e pela Omdia. Representará, acima de tudo, uma “verdadeira transformação digital. Assim como impulsionará a produtividade na América Latina. Principalmente no Brasil, com ganhos significativos para a economia”.

De acordo com o White Paper ‘Why 5G in Latin America?’, o impacto econômico estimado é de até um ponto percentual a mais no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Conforme os autores, essa transformação digital pode tornar-se “um dos motores da recuperação econômica do país no pós-pandemia”.

Destaque

O estudo aponta o cenário brasileiro com destaque. A expectativa é que o 5G tenha um impacto de até US$ 1,2 trilhão no Produto Interno Produto do país no período de 2021 até 2035. “Os setores mais positivamente impactados serão: Tecnologia, Informação e Comunicação (US$ 241 bilhões). Em seguida, Governo (US$ 189 bilhões), Manufatura (US$ 181 bilhões), Serviços (US$ 152 bilhões). Por fim, Varejo (US$ 88 bilhões), Agricultura (US$ 77 bilhões) e Mineração (US$ 48,6 bilhões)”.

Aliás, o documento ainda aponta que a agricultura no Brasil é altamente produtiva. Sobretudo, orientada para a exportação, com importantes efeitos em outras indústrias. A saber: Manufatura e Serviços. Por isso, o 5G tem o potencial de ser a única camada necessária para conectar casos de usos diferentes.

Por exemplo, coleiras de animais, sistemas de irrigação, sensores de equipamentos, câmeras, veículos autônomos e UAVs (drones). A maioria das fazendas no Brasil não possui cobertura de celular, portanto os ganhos potenciais são grande. Conectar a força de trabalho e a infraestrutura pode ter um impacto significativo na produtividade do setor. Principalmente, considerando a possibilidade de avançar diretamente para o 5G.

Análise

Ari Lopes, analista sênior da Omdia, afirma que o 5G terá força. De acordo com ele, “trará grandes impactos para a sociedade e muitos benefícios também. O estudo voltado para a América Latina com a Nokia traz informações interessantes. Antes de mais nada, de como a tecnologia poderá ser aproveitada e o que há em jogo com o atraso da adoção do 5G”.

Para Wilson Cardoso, diretor de soluções da Nokia para a América Latina, o 5G “não é apenas um G. Proporcionará a digitalização da sociedade e todas as máquinas, equipamentos e sensores. Um grande impulso na economia. Além de que todos os elementos conectados irão buscar e trazer informações. Estamos ansiosos em contribuir para o debate público sobre a importância da adoção do 5G na América Latina e no Brasil”.

5G vai trazer US$ 77 bilhões para agricultura. Transformação digital pode ser um dos motores da recuperação econômica do país no pós-pandemia
Foto: Pixabay

CNA mostra que agro abre 86,2 mil vagas e lidera expansão de vagas de janeiro a julho de 2020

O setor agro abriu mais de 86,2 mil postos de trabalho de janeiro a julho deste ano. Como aponta análise feita pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ao analisar dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.

A agropecuária seguiu liderando a geração de novas vagas de trabalho em 2020. Depois de ser o único setor de atividade econômica a abrir vagas no primeiro semestre do ano. Foram 62.663 mil no acumulado dos primeiros seis meses. Segundo o levantamento, em julho o setor apresenta novo saldo positivo com a abertura de mais 23 mil vagas.

Os principais segmentos que mais abriram vagas em julho foram produção de lavouras temporárias, produção de lavouras permanentes. E ainda hortícolas, criação de bovinos, florestas plantadas, criação de aves e criação de suínos. Principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Bahia.

O setor da construção civil também teve aumento dos postos de trabalho, com 8.742 mil de janeiro a julho. Acesse o comunicado técnico da CNA e veja o comparativo entre os setores da economia e o saldo líquido de vagas entre janeiro e julho de 2020.

Fonte: Agrolink / CNA
Crédito da foto: Portal Campo e Negócios

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3 mil caminhões estão atendendo pecuaristas por aplicativo

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O serviço, voltado para criadores de todos os portes, permite a contratação de frete e seguro por meio do celular

De olho no potencial da pecuária brasileira, o braço de transportes da JBS está investindo um milhão de reais no Uboi, aplicativo que atende pequenos, médios e grandes pecuaristas. A ideia, portanto, é usar a frota do grupo para transportar gado de terceiros, um nicho de negócio altamente especializado e com grande demanda no Brasil.

De acordo com a revista Exame, o volume de abates no país gira em torno de 35 milhões de cabeças ao ano. Para cada bovino abatido, ocorrem pelo menos dois transportes – entre engorda e destino final. Com isso, o potencial desse nicho de negócio é de no mínimo 70 milhões de cabeças transportadas por ano.

O serviço do Uboi poderá ser contratado, inicialmente, por produtores dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e na região do Vale do Araguaia, Mato Grosso. A meta é ampliar o alcance nos próximos meses para áreas que contam com operações da JBS.

100% monitorado, para o Uboi são três mil veículos para transporte de gado, somando a frota própria, de 600 caminhões, e a terceirizada. Além disso, o aplicativo é muito intuitivo e que, em três telas é possível fazer o pedido do frete. Para os pecuaristas mais tradicionais, com pouca intimidade com tecnologias, a empresa também tem atendimento por telefone.

Sem metas, o Uboi deve continuar expandindo a oferta para outras regiões do país. O entrevistado da revista Ricardo Gelain, diretor da JBS Transportadora, disse que esse é um segmento extremamente pulverizado. A ideia é entender este mercado, mas ainda não definiram metas, e querem profissionalizar o transporte de gado no país.

Fonte: Exame
Credito da foto: Divulgação/JBS

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