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Amizade na partilha de conhecimento

Luciano Rodrigues, cavaleiro e pesquisador, escreve nesse artigo sobre o Dia do Amigo, celebrado no último dia 20

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Amizade na partilha de conhecimento

Dia 20 de julho, Dia do Amigo, data em que o Brasil vem adotando para celebrar a amizade. Imprescindível para nossa vida, as amizades surgem, desaparecem, o amigo nasce, morre, se transforma, os amigos do futebol, do trabalho, do cavalo, mas eles sempre estão a nossa volta.

Este elo de trocas de saberes e afetos faz desenvolver o sujeito, não mais como no período das cavernas pautadas somente na sobrevivência. Hoje a amizade significa muito mais, principalmente em momentos que precisamos fortalecer o coletivo, numa sociedade que tende a prevalecer o individualismo.

Amizade

Amizade é um vínculo afetivo. Como sabemos, os humanos são seres sociais, assim como os cavalos. Necessitamos um do outro para nossa sobrevivência.
A passagem do sujeito selvagem para a civilização se dá pela apropriação de regras pensando no coletivo. Assim, tribos, clãs, famílias, formam um uma rede de relacionamento pensando no bem comum do grupo. Quando os homens eram presas, a união entre os sujeitos se torna mais forte para enfrentar os predadores e as intempéries da vida.

Dessa forma, a coletividade é importante para a manutenção e perpetuação da sociedade civilizada. A amizade como vínculo afetivo é este respeito e partilha cultural. O cavalo pode ser um destes pontos de compartilhamento na qual mantem os amigos unidos.

Amizade na partilha de conhecimento

Amigos pelos cavalos

Nossos encontros são em torno do cavalo, até podemos, hora ou outra, conversar sobre outros assuntos. Se você está lendo este artigo, o nosso vínculo é com o cavalo, você chegou até aqui procurando alguma coisa sobre cavalo, todavia, falamos de outras coisas, mas sempre retornamos a eles; como foi a laçada, o comportamento daquele animal, prefere o cavalo X ou Y, que ferradura eu uso, etc, etc, etc.

Assim vamos pulando de assunto em assunto, até passar o dia. Amanhã começamos tudo novamente. E para que serve isso? Para termos o sentimento de fazer parte, precisamos fazer parte de algum grupo, isso remete aquela sobrevivência da época das cavernas.

Rodas de conversa

Fim do treino, começamos a rever as passadas, o que aconteceu naquela laçada, como estão os animais, ou qualquer outro assunto. Mas o assunto principal recai sobre a barreira do bezerro: porque queimamos tanto?

Conversa entre amigos que estão crescendo juntos na modalidade, tentativa de erros e acertos e desta forma vão se aperfeiçoando. Mas em um ponto esbarramos, e para isso servem os amigos: o que ainda falta para não queimar a barreira?

Um fala sobre a técnica, outro fala de apenas laçar sem se preocupar. Cada um apresenta a sua versão; postura na equitação como técnica, olhar a cabeça do boi, controle de velocidade, ou apenas esquecer com esses detalhes, pois logo estaria laçando sem queimar a barreira.

Aqui damos destaque para o papel do amigo, este um profissional que ali estava, que não poupou esforços para nos ensinar, explicou os detalhes, um altruísmo sem se preocupar se ele é melhor ou não. Descobrimos que todos tinham um pouco de saber, e que todos tinham alguma razão no seu ponto de vista.

O melhor do treino nem sempre é o próprio treino, mas a conversa e a troca com aquele amigo que está por perto, ele nos apresenta pontos que não tínhamos visto ou percebido, trocamos informações e isso vai construindo nossa rede de afetos para aquele que guarda um minuto da vida para o outro.

O dia do amigo não é apenas um dia, são todos. Assim, pensemos em como podemos ser útil para o outro, uma conversa pode salvar vidas.

Colaboração: Luciano Ferreira Rodrigues Filho
Cavaleiro e Pesquisador | 
Haras Dom Herculano
Crédito da foto de chamada: Pixabay

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Decoração

Country Home oferece o que há de melhor em enxovais com o estilo western

Se você quer deixar a sua casa ainda mais com a sua cara, no estilo western, Country Home é a opção ideal

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Country Home oferece o que há de melhor em enxovais com o estilo western

Criada em 2018, a marca Country Home nasceu através de Janaína e Michel, apaixonados por cavalos e residentes em Ibitinga (SP). A cidade é conhecida como a “Capital Nacional do Bordado”, município que a economia gira em torno dos enxovais que são fabricados na cidade e comercializados em todo território nacional e internacional.

Após perceber a carência destes produtos no meio country, criaram a marca e a empresa para desenvolver enxovais para o público da moda western.

“Meus pais tem uma empresa no ramo há 28 anos e trabalho com eles desde 2012, porém desde que eu e o Michel nos conhecemos, fomos nos envolvendo cada vez mais com o mundo do cavalo, pois ele participa de provas e, percebemos que esse mercado country estava carente de produtos para a cama”, relata Janaína.

Atualmente a Country Home produz jogos de lençol, cobre leitos, edredons, porta travesseiros, travesseiros, toalhas de banho, almofadas e panos de prato voltados para o universo Western.

Então, para quem é fã desse estilo e apaixonado por cavalo, a loja é um verdadeiro parque de diversões. São peças com sofisticação e qualidade, tudo que você precisa para embelezar a sua cama, banheiro, cozinha do universo que você ama.

“Gostaríamos de agradecer a todos os nossos clientes e amigos pela aceitação que estão tendo com nossos produtos, pois nosso objetivo é produzir com qualidade para que fiquem satisfeitos”, finaliza a empresária.

Por fim, para conhecer mais sobre a marca e adquirir as peças é só acessar o Instagram @countryhomecontato, ou através do WhatsApp (16) 99646-7447 Janaína.

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Por Equipe Cavalus
Crédito das fotos: Divulgação/Country Home

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Kerabol® é aliado na saúde dos cascos, essencial para o sucesso dos cavalos crioulos

Suplemento atua como tratamento e prevenção em cavalos Crioulos

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Saúde dos cascos é essencial para o sucesso dos cavalos crioulos

A saúde dos cascos é essencial para animais de esportes, como os cavalos crioulos que participam do Freio de Ouro – uma das mais importantes competições equestres do país, que tem 50 anos de tradição e acontece no Rio Grande do Sul. Não menos importante, o pelo e a pele dos equinos são atributos extremamente relevantes para esses cavalos atletas. A manutenção dessas características é obtida por meio de uma nutrição adequada, com ração balanceada e suplementação nutricional de qualidade.

“Em toda competição profissional, procuramos atingir o ‘alto nível’ e o máximo da performance dos nossos cavalos. Como a maioria das pessoas do segmento sabe, o sucesso dos cavalos atletas começa pelo casco”, comenta Zeca Macedo, treinador de animais do Freio de Ouro com 20 anos de carreira. Seu vitorioso currículo inclui tetracampeonato como ginete no Freio e 50 animais classificados na modalidade. O primeiro desses prêmios foi alcançado em 2006.

Kerabol®

O segredo dos bons resultados de Zeca Macedo inclui Kerabol®, suplemento com eficácia reconhecida mundialmente. “Esse produto tem muita importância, pois proporciona crescimento mais rápido dos cascos, que muitas vezes são fonte de problemas, já que sofrem com a umidade, o tempo seco ou mesmo um ‘chão muito duro’. Com o uso de Kerabol®, protegemos os cascos, dando-lhes mais consistência e proteção”, destaca Macedo.

Mais do que um tratamento para cuidado com casco, o treinador explica que tem utilizado o suplemento na prevenção em cavalos Crioulos, uma das mais importantes raças de equinos do país. “Kerabol® mantém a hidratação dos cascos e auxilia na recuperação entre um ferrageamento e outro. E não é só isso: além de evitar a quebra do casco, ele facilita a cicatrização e dá grande brilho aos pelos dos animais”, complementa Zeca Macedo.

Kerabol® faz parte da linha Equistro®, líder e referência mundial na suplementação nutricional para equinos, com 35 anos de existência. A linha faz parte do portfólio da Vetoquinol, uma das 10 maiores indústrias veterinárias do mundo. A solução é composta por nutrientes na forma orgânica Ipaligo®, exclusivo da linha Equistro®. Esses componentes estimulam a produção de queratina, proteína que fortalece pelo e cascos.

“Kerabol® faz com que os animais aproveitem 100% dos nutrientes que recebem. Os cascos ficam mais saudáveis e menos quebradiços, proporcionando animais mais resistentes a lesões e fadiga. Com isso, os equinos se recuperam muito mais rápido dos exercícios, mostrando que estão prontos para provas”, explica Antônio Coutinho, gerente de produtos para equinos da Vetoquinol Saúde Animal. O produto está disponível nas melhores revendas especializadas em Equinos de todo Brasil.

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Colaboração: Assessoria de Imprensa
Crédito da foto: Divulgação/Assessoria de Imprensa

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Campeonato Grand Slam 2021 já começou e está a todo vapor em Barretos (SP)

Provas de Ranch Sorting começaram na quinta-feira (16) e seguem até o domingo, dia 19; já as disputas de Team Penning vão de 23 a 26/09

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Campeonato Grand Slam 2021 já começou e está a todo vapor em Barretos (SP)

O ‘Grand Slam’ está de volta à ‘Terra do Peão’! Desta vez, em dois finais de semana, com transmissão ao vivo. De 16 a 19 setembro, com disputas de Ranch Sorting, modalidade que está, pela primeira vez na programação, e de 23 a 26/09, as provas de Team Penning.

Segundo os organizadores das competições, esta será a maior edição com duas modalidades da América Latina. De longe, a premiação já chama atenção. Ao todo, serão mais de R$ 400 mil em prêmios.

E ainda, pela primeira vez, o Campeonato Grand Slam unirá forças com a já reconhecida Prova Team Penning do Bem. A 6ª edição da competição solidária acontecerá em parceria, para arrecadação de recursos em prol do Hospital de Amor de Barretos (SP).

Resultados

Então, durante o primeiro dia de competições de Ranch Sorting, a Hípica do Parque do Peão de Barretos recebeu os competidores de quatro categorias: Cavalo Iniciante; Potro do Futuro Aberta; Derby Aberta e Profissional Light.

Evandro Luis Soldi com Rosy Rey e Luis Mateus Nistarda, com Smooth Roost, levaram a melhor na categoria Derby Aberta. A dupla campeã conseguiu terminar a prova em 33s620 com 10 bois.

Pelo Potro do Futuro Aberta, a dupla Gabriela Alves Pimenta, na sela de Lena Cat Curly DMFR, e seu parceiro, Bruno Cedrola SA Grise, com Lets Have Somefun ON, subiram no topo mais alto do pódio com 10 bois fechados em 34s420.

Na categoria Cavalo Iniciante, sagrou-se campeã a dupla formada por Evandro Luis Soldi, com Hope Cat Moon e Gabriela Alves Pimenta, com Sheza As Cat FMM. A dupla concluiu a prova com 46s350 e 10 bois fechados.

Cristiano Leandro Evangelista, com Fancy Time Cat, e Artur Abadio da Silva, com In Blue Solution YM, foi o conjunto vencedor da Profissional Ligth, com 29s830 e 10 bois.

Sobre o Evento

O Grand Slam – Edição Especial de Ranch Sorting & Team Penning – foi idealizado por dois competidores e empresários, Neto Soares e Gabriela Ferreira, em parceria com João Paulo Silveira, com o intuito de fomentar os Esportes Equestres e prestigiar atletas e amantes do cavalo de toda a América Latina.

Por dois anos, a prova foi realizada na cidade de Nova Ponte (MG). Em 2019, pela primeira vez, aconteceu na cidade de Barretos, na Hípica do Parque do Peão, com 3.788 passadas em pista. Um recorde nacional no Team Penning, que contou com as melhores boiadas e excelente infraestrutura.

Por fim, as provas de Ranch Sorting seguem movimentando o Parque do Peão de Barretos. Dessa forma, para o público de casa, as competições podem ser acompanhadas ao vivo através do canal Tony Filmagens, no YouTube. Todos os resultados estão disponíveis no SEQM.

Colaboração: Cavalus Comunicação Equestre
Crédito da foto: Divulgação/Liliane Toledo

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O meio do cavalo sob o aspecto social

Marcelo Pardini comenta em sua coluna da semana sobre o meio do cavalo no aspecto social e o meio rural no Brasil

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O meio do cavalo sob o aspecto social

O bem-estar animal é tratado com esmero e amor pelos criadores de equinos, que também investem na preservação do verde e da água


Os bons tratos e os cuidados para com os animais são premissas dos homens do Agronegócio brasileiro, especialmente os integrantes da indústria equestre. É revoltante ver o setor sendo constantemente atacado por políticos corruptos e pseudoativistas, que usam de meios espúrios para desqualificar uma atividade que é modelo para países de primeiro mundo. Temos que valorizar a paixão dos criadores de cavalos e dos pecuaristas, que defendem o bem-estar animal, bem como devemos apoiar os agricultores, que investem altas somas no desenvolvimento de técnicas e tecnologias que visam a aumentar a produtividade no menor espaço de terra, tendo como foco a preservação do verde e da água. O meio rural é o Brasil que dá certo!

Na Era da Responsabilidade Social e dos investimentos no Terceiro Setor, cuja visão holística possibilita olhar o todo, os criadores de cavalos têm a oportunidade de formar novos profissionais, oriundos das classes mais pobres. Isso é pertinente, pois a baixa qualidade da mão de obra ainda é um dos gargalos do setor.

Os agentes do meio rural brasileiro vêm trabalhando na padronização das ações em prol do bem-estar animal, principalmente em relação às cadeias produtivas, o que envolve códigos morais e éticos. Em se tratando de provas equestres fica evidente que não há maus tratos. Falo com o conhecimento de quem vivencia este meio desde a infância. Sempre ressalto que o cavalo é o melhor amigo do homem (mais sincero até mesmo do que o cachorro!). Quando não gosta de você, ele murcha a orelha, dá um chega pra lá com a cabeça e até escoiceia. Mas se gosta de você, aquele ser enorme, de mais de 500 quilos, torna-se um parceiro fiel, entregando-se totalmente à relação, pronto a ficar ao seu lado sob qualquer condição. Como sei disso? Há centenas de anos o homem aprendeu a se comunicar de diversas formas com os equinos – via gestos, sons e sinais.

Cada vez mais novas formas de diversão, entretenimento, esporte e lazer compõem a vida “out office” de homens e mulheres das metrópoles. Por isso, comunicar-se bem com quem chega ao mundo do cavalo é fundamental. O foco é o relacionamento, por isso, o alto contato é tão importante quanto à alta tecnologia. Engana-se quem pensa que o mercado equestre seja excludente, dominado por abastados. Pelo contrário, a base é formada por pequenos empresários e profissionais liberais, sendo muitos destes oriundos dos grandes centros urbanos. O motivo principal deste envolvimento? O amor para com animais!

Ressalto que o meio do cavalo é um excelente formador de caráter para as crianças. Nas provas, a meninada lida com pessoas de diferentes etnias, credos e classes sociais: aprende sobre compreensão e respeito. Nos campeonatos, o jovem assimila derrotas e vitórias, trabalhando a aceitação e a humildade. E, sobretudo, reconhece limites – os próprios e os do seu amado companheiro de quatro patas. Os meus aplausos ao meio rural!

Por Marcelo Pardini – narrador, poeta, jornalista, pós-graduado em Marketing e leiloeiro rural; titular da marca Agro MP – A voz do Agronegócio.
E-mail: contato@agromp.com.br | Instagram: agromp.marcelopardini
Crédito da imagem: Arquivo Pessoal

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Dan’s Boy Skippy, um dos grandes destaques trazidos pela SKR

O jornalista, Abdalla Jorge Abib, escreve em sua coluna no Portal Cavalus, sobre Dan’s Boy Skippy, um ícone entre tantos animais trazidos pelos norte-americanos

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Dan’s Boy Skippy, um dos grandes destaques trazidos pela SKR

Em pouco tempo se tornou referência no criatório Quarto de Milha

Seguindo a trilha dos importantes exemplares trazidos ao Brasil pela Swift King Ranch, desta vez vou contar um pouco da história de Dan’s Boy Skippy (foto). Nascido em 22/03/1969, no Estado de Pottstown (EUA), esse filho de Dan’s Sugar Bars e Stardeck Skippy (That’s My Boy), desembarcou na Fazenda Bartira, em Rancharia (SP), no dia 30 de agosto de 1974, tornando-se o carro-chefe do famoso sufixo “SKR”, e contribuindo sobremaneira para a expansão da raça Quarto de Milha pelo país. Para Cláudio José Damacena, que nasceu, cresceu e trabalhou por muitos anos até se tornar gerente da empresa, Dan’s Boy Skippy foi um ícone entre tantos animais de destaque trazidos pelos norte-americanos. “O Dan’s Boy era um cavalo de comportamento dócil, com sangue de velocidade, mas com cow sense apurado. Por isso, tornou-se por um longo período o Reprodutor Chefe da King Ranch”, revelou Cláudio.

Destaque na reprodução

Mesmo desaparecido em julho de 1995, aos 26 anos, Dan’s Boy Skippy deixou 512 filhos, entre eles 69 animais em campanha que acumulam atualmente 1.442 pontos no Registro de Mérito da ABQM, assim distribuídos: Laço Individual Cronômetro com 520 pontos; Três Tambores (360); Laço em Dupla (232,5); Seis Balizas (156); Apartação (51); Rédeas (42); Cinco Tambores (26); Laço Individual Técnico (14); Team Penning (13,5); Laço Cabeça (8,5); Laço Pé (7); Maneabilidade e Velocidade (5,5); Western Pleasure (4); e Conformação (2).

Os primeiros títulos obtidos por seus filhos foram para a Conformação, com o cavalo Macaco SKR e a égua Macanuda SKR. Já no Trabalho, destacaram-se os campeões Nacionais: Panasco SKR; Nagô SKR; Short Cutacross KRB; Eldorado KRB (tricampeão de Laço de Bezerro – Cron. e Téc. Amador, além de obter o título do Congresso da Amador); Elegante KRB (também vencedor do Congresso de Laço Individual); Obrigativo SKR; Totem SKR; Go Sugar KBR; e da sua última geração Icon Skippy KRB, reprodutor na fazenda Formosa. Outro vencedor do Congresso foi Remamba Me KRB, no Team Penning (Jovem Principiante). Pelo Potro do Futuro, destacaram-se Cesare Borgia KRB e Uist Islander KRB. Já na Corrida, produziu os Registros de Mérito: Nescau SKR, Ortivo SKR, Naipada SKR, Nativo SKR, entre outros.

Por todo seu desempenho e representatividade para o plantel nacional, Dan’s Boy Skippy foi homenageado em 2017 com o honroso título do Hall da Fama ABQM.

Por Abdalla Jorge Abib – jornalista e design gráfico, que atua há 45 anos com experiência e dedicação à agropecuária e ao cavalo Quarto de Milha. Foi editor e produtor da revista oficial da ABQM por mais de 33 anos
E-mail: ajabibeditor@hotmail.com| Instagram: abdallajorgeabib | Facebook: abdallajorgeabib
Legenda e Crédito da foto: Dan’s Boy Skippy/Arquivo Pessoal

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Dia do Veterinário – Homenagem Portal Cavalus

Portal Cavalus homenageia todos os profissionais da área, que prestam um serviço de qualidade e que estão ligados diretamente ao Bem-Estar Animal

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Dia do Veterinário – Homenagem Portal Cavalus

Na última quinta-feira (09), foi celebrado o Dia do Veterinário, profissional que dedica sua vida em cuidar dos animais, sejam eles pequenos ou não. Então, o Portal Cavalus, vem hoje, homenagear esses profissionais, que estão diretamente ligados na busca do Bem-Estar Animal.

Dessa forma, para tal homenagem, conversamos com alguns médicos veterinários, que falaram um pouco mais sobre suas escolhas.

Alfredo Ferri

Dr. Alfredo Ferri, proprietário da Clínica ProEquus comenta que a paixão pelos cavalos sempre esteve presente em sua vida. “Na verdade, eu não tive escolha. Minha paixão por cavalos sempre falou mais alto e é o que me motiva até hoje! Sinto a necessidade de ficar perto deles, sendo médico veterinário consigo fazer o que amo diariamente e ainda ser remunerado por isso”, Alfredo Ferri.

Evaldo Aparecido Dias da Rosa

“Eu praticava Team Roping em Tatuí (SP), então, fui trabalhar em Piracicaba (SP) com o Rui Pandolfo. Logo nos anos 2000 comecei a trabalhar com o falecido Dr. Hugo, veterinário da região de Tatuí. Acompanhava ele nos haras da região e também trabalhava no laboratório de sua propriedade. Fui pegando gosto pela profissão e resolvi estudar, entrando para graduação em 2008 e me formando em 2012. Hoje atuo na área clínica de Reprodução Equina”, Evaldo Aparecido Dias da Rosa.

Daniel Pasquini

Daniel Pasquini, diretor da Botupharma, diz que sente privilegiado com relação à profissão. “Na verdade, é muito fácil descrever porque me considero um privilegiado em relação a isso. Desde que me conheço por gente sempre quis fazer medicina veterinária para trabalhar com equinos. Então, no momento de decidir que curso prestar não foi problema algum. Após entrar na faculdade foi só conhecer as diferentes áreas que um veterinário de equinos pode atuar e escolher a que eu mais gostava, no caso Reprodução de Equinos”, Daniel Pasquini.

Hélio Itapema

“Não fui eu quem escolhi a medicina veterinária, foi ela quem me escolheu. O cavalo é como se fosse um vício, mas é um vício bom, porque todo dia ele te dá um algum benefício em troca. É um desafio vivido diariamente, um problema novo para resolver, mas o cavalo sempre te retribui, indo bem em uma prova, ou melhor, a alegria de ver ele saudável, comendo e feliz. É muito reconfortante, vale a pena passar noite em claro, sem esperar nada de ninguém, somente pelo fato de fazer o que gosta, já é muito gratificante”, comenta Hélio Itapema.

O veterinário ainda fala sobre os futuros profissionais da área. “Ás vezes encontro estagiários que você percebe o brilho no olhar. Percebo que são diferenciados, e depois, com certeza, eles se tornam colegas de profissão”.

“O que fica é que nada me fez escolher, foram os cavalos que me escolheram e quando você vê, já está envolvido até o pescoço”, finaliza Hélio.

Priscila Mattar Atallah

Priscila Mattar Atallah, também escolheu a profissão pela paixão aos cavalos. “Entrei na faculdade porque eu queria trabalhar com cavalos. Sou alucinada por todos os animais, mas desde sempre quis atuar com os cavalos, é uma paixão que vem desde criança, sempre”, finaliza.

Agradecimentos

Então, essa é uma pequena homenagem a você médico veterinário, que não mede esforços para cuidar dos nossos amados cavalos. Enfim, uma homenagem que se estende também a todos os profissionais da área, de animais de grande porte ou não, e estudantes da área. A vocês, o nosso muito obrigado!

Por Heloísa Alves
Crédito Imagem: Divulgação

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O resgate do máximo bem estar

Sylvia Amaral, pesquisadora em bioenergética e fundadora Wonchi fala nesse artigo sobre a importância de cuidar do bem estar através do equilíbrio emocional

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O resgate do máximo bem estar

“Quando Deus criou o mundo, caprichou neste regalo, para
os céus deu os anjos e para nós os cavalos”


“Os animais conhecem a medida da sua necessidade.” Demócrito. “Compartilham do nosso campo bioenergético, o que pode exercer influência nos desequilíbrios.” A afirmação é do cientista e pesquisador russo Konstantin Korotkov. O físico Nikola Tesla explica que o Universo é feito de “energia e informação.” Portanto, tudo o que existe nele resulta dessa energia e vibra continuamente, inclusive no funcionamento de todo organismo.

Unindo esses conceitos, constatamos que os animais também promovem mudanças profundas em si mesmos e em seus donos, pois compartilham do nosso campo bioenergético, principalmente os cavalos, por apresentarem comportamentos e necessidades específicas. Portanto, cuidar do bem estar através do equilíbrio emocional nunca foi tão importante, pois interfere diretamente na saúde física, longevidade e alto desempenho dos equinos.

Seus 5 sentidos são complexos e muito aguçados, sua percepção depende do ambiente e de um perigo eventual, pois estão o tempo todo ligados no que ocorre ao redor, o que torna em geral, muito sensíveis a estímulos externos e também ao campo energético e emocional do cavaleiro, treinador e de outras pessoas.

A Bioenergética é um recurso que faz parte das terapias integrativas e complementares, agem nos traumas, dores físicas e emocionais, que auxiliam nos tratamentos e no bem estar dos animais, proporcionando o equilíbrio, harmonia do corpo físico, mental e emocional, fazendo com que o corpo e alma seja capaz de se revitalizar de forma natural.

O resgate do espírito animal em harmonia, é uma inovação e tecnologia no Universo do bem estar dos equinos. Um projeto harmonizador, que nasceu baseado nos conceitos da bioenergética. Sendo um grande aliado e suporte para alcançar e otimizar todos os benefícios e resultados efetivos na qualidade de vida, no alto desempenho e equilíbrio emocional no mundo equestre, de modo rápido, integral e totalmente orgânico.

Este espírito fortalecido, representa que cada ser possui uma personalidade e sentimento individual e quando equilibrados, forma-se uma perfeita parceria e comunicação com seu dono, pessoas e ambiente.

A tecnologia WONCHI significa ganho de força vital, baseada na bioenergética, atua de forma integral, dinâmica e também na revitalização no mecanismo de luta ou fuga do sistema nervoso autônomo, gerando mais tranquilidade, produtividade e alto desempenho para realizar todas as atividades sem grandes desgastes físicos e emocionais. Ajuda um cavalo que teve algum tipo de trauma que o colocou em uma resposta do tipo “lutar ou fugir”.

Se o cavalo se machucou fisicamente ou apenas ficou com medo, ele pode ficar “preso” emocionalmente naquele lugar. O uso desta tecnologia irá liberar a tensão no sistema nervoso autônomo, que foi causada pelo incidente, podendo ajudar em problemas mentais ou físicos.

Um grande recurso bioenergético, que equilibra o corpo e atualiza os padrões de memória, para que os animais possam se revitalizar de modo rápido, natural, promovendo maior imunidade, alívio da dor e traumas, estabilidade de comportamento, reparação de tecidos e qualidade de vida. Oferece dois aspectos mais importantes no bem estar, a reintegração do sistema nervoso e a melhoria da nutrição.

Quando um cavalo é incapaz de lutar ou fugir devido ao confinamento e treinamento, ele pode acabar em desequilíbrio. Portanto elevar a força vital e emocional dos equinos é fundamental para sua alto performance e êxito de qualquer atividade.

Priorizar e fortalecer o máximo bem estar emocional animal, vai além da estética. Porque é uma forma de mostrar e sentir mais beleza, força e vitalidade contínua. Como nós, os animais capturam a atmosfera ambiental e nossas energias, ter apoio para que todos possam suportar esta carga emocional é nossa contribuição preciosa para o mundo.

Por Sylvia Amaral | Pesquisadora em bioenergética e Fundadora Wonchi
Crédito da foto: Divulgação

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Expointer 2021 contará com programação da Febrac

Homenagens, recepções a autoridades e lançamentos farão parte da agenda da entidade durante a exposição

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Expointer 2021 contará com programação da Febrac

A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) estará com uma extensa programação na 44ª edição da Expointer. O evento começa neste sábado, 4 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). A entidade, que é co-promotora do evento, terá presença efetiva após um mês de intenso trabalho e conquistas em relação às demandas das associações de raças, como a disponibilização da plataforma de transmissão sem custo para os associados da Febrac.

De acordo com o presidente da Febrac, Leonardo Lamachia, todas estas conquistas para os associados visam melhorar e facilitar a vida das associações, dos criadores e dos expositores. Então, a sua expectativa para a exposição é positiva, destacando o número de animais participantes que ficou próximo ao de 2019. Ele reforça a importância de a Expointer em 2020 ter sido realizada, mesmo que de uma forma diferente e menor. “Entramos para a história mostrando que apesar de um ano tão difícil para o mundo, a feira não deixou de acontecer. Nos preparamos e aprendemos a lidar um pouco com esta pandemia que ainda acontece, embora este ano o cenário seja muito melhor”, observa.

Programação

Lamachia ressalta que a Febrac mais uma vez ganha protagonismo na Expointer com uma série de eventos na casa da entidade, no Parque de Esteio. A entidade irá receber o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, fará o lançamento da segunda edição da sua revista e homenageará com o Mérito Febrac seis personalidades: Lila Tellechea, Paulo Gomes Móglia, Ricardo Alfonsin, Paulo Sérgio Pinto, general Valério Stumpf e o vice-governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior, que ocupa também o cargo de secretário Estadual de Segurança Pública.

Dessa forma, a Febrac também vai receber uma homenagem da Assembléia Legislativa pelos seus 18 anos de existência. Lamachia ressalta que o parlamento gaúcho está valorizando e reconhecendo o trabalho da entidade. “Sempre digo que o nosso trabalho é coletivo, tendo iniciado com os ex-presidentes José Paulo Dorneles Cairoli, José Roberto Pires Weber, Elisabeth Cirne Lima e Eduardo Finco. E, nos últimos quatro anos, pela atual diretoria”, pontua.

Fonte: Febrac
Crédito da foto em destaque:
Divulgação/Nestor Tipa Júnior

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Um novo olhar sobre as corridas

Marcelo Pardini comenta em sua coluna da semana sobre as corridas no Jockey Club de Sorocaba, com recorde de visualizações na internet

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Um novo olhar sobre as corridas

A transmissão pela internet dos páreos no Jockey Club de Sorocaba bate recorde de audiência e agrada turfistas do Brasil e do mundo

Devido à pandemia do covid-19 muitas transformações estão em andamento na sociedade, no Brasil e no mundo, culminando em mudanças de hábitos. Na área esportiva não é diferente. Funcionando com os portões fechados, atendendo às normas dos órgãos oficiais de Saúde, o Jockey Club de Sorocaba tem registrado significativo aumento na audiência das transmissões das corridas via internet. Saiba mais:

Para se ter uma ideia, a média de usuários conectados em dia de transmissão é superior a 1.200. Eles acompanham simultaneamente as disputas dos grandes prêmios, somando mais de 20.000 visualizações no cômputo geral. Se considerarmos que há 03 pessoas por aparelho ligado à transmissão, podemos afirmar que cerca de 60.000 espectadores vibram com as corridas, ou seja, o equivalente a uma grande arena esportiva lotada, mais um indicador da força e da pujança do Turfe do cavalo Quarto de Milha no Brasil.

Quando fui convidado pelo presidente Mauro Zaborowsky, à frente da Diretoria no biênio 2018-19, para assumir a locução do Jockey Club de Sorocaba, eu sabia que os desafios seriam enormes. Procurei estudar as características dos principais narradores do Brasil e dos Estados Unidos, com especial atenção ao craque Nilson Genovesi. Vislumbrei a criação de um estilo próprio, que unisse informação e emoção, trazendo a minha tarimba de narrador de provas e rodeios, atividade exercida na juventude, atrelada aos novos conhecimentos oriundos do Jornalismo e do Leilão. E, claro, sempre aprendendo através das observações dos criadores, proprietários, treinadores, além dos bate-papos com os integrantes da Comissão de Corridas, profissionais com vasta experiência no meio, os quais respeito e admiro. Vale dizer que tive total apoio do Luizinho da Raia, que narrou as corridas em Sorocaba por mais de 20 anos. Sou grato a ele pela troca de experiência e por sua generosidade para com o novato.

“É com muito prazer que falo sobre as transmissões do Jockey Club de Sorocaba. Hoje em dia, para mim, tem sido um divertimento muito grande ficar sentado na minha arquibancada particular, a minha poltrona, assistindo as corridas dos nossos cavalos. O formato está muito bom, a imagem maravilhosa, as novidades que vocês implantaram estão interessantes. Eu só posso elogiar a narração, que nos trouxe uma nova emoção em assistir as nossas corridas”, diz Plinio de Rezende Kiehl, da Fazenda Santa Carolina, criador com 45 anos de experiência. “Tenho aproveitado muito. E fique certo de que continuarei acompanhando”.

Marcelo Jorge, do Haras São Jorge, faz questão de dizer que as transmissões melhoraram. “Principalmente a narração. Para resumir, hoje é possível fechar os olhos e sentir a corrida. A locução está precisa. Narrar corrida de Quarto de Milha não é fácil, dada a velocidade dos animais em 200, 300, 400 metros, com várias alternâncias de posição, especialmente no meio do pelotão, com um atacando, outro parando. A pronúncia dos nomes e dos pedigrees está corretíssima. Em relação à parte técnica, o ponto alto é o posicionamento das câmeras. As imagens no box são bacanas, pois podemos acompanhar o trabalho do largador, ver a condução do treinador. A filmagem do drone, por cima, dá a real precisão da disputa, tirando qualquer dúvida”. Ele também fala sobre a pandemia: “confesso que no começo, fiquei muito assustado, e pensei: o que vai acontecer agora? Mas o mercado reagiu super bem, os leilões virtuais foram excelentes, o que deixou claro o amor das pessoas para com os cavalos, a paixão, o cuidado em não deixar faltar nada. As lives dos vendedores e as assessorias comerciais seguem firmes”.

Para Marcos Zaborowsky, que ao lado do pai, Mauro, comanda o Haras Vista Verde, a transmissão das corridas está em evolução: “Melhorou a internet, as imagens estão mais bonitas, a adição do drone foi incrível. A narração está espetacular, com uma emoção diferente a cada prova. As entrevistas que você implementou, Marcelo, antes da pandemia, também agregaram “, diz o turfista da nova geração. “Acredito que ainda precisa preencher os espaços vazios, entre as corridas, bem como começar a transmissão um pouco antes do primeiro páreo”, sugere.

À frente do Marketing do hipódromo, Marcos Rey, comenta sobre a interatividade: “através das nossas redes sociais, as pessoas têm compartilhado fotos e vídeos de onde acompanham as corridas, e nós as repostamos no Instagram. Outro atrativo é o chat do nosso canal no YouTube, que recebe centenas de comentários a cada encontro”.

A amplitude de divulgação da transmissão das corridas pela internet é algo muito rico. A nossa tropa chega aos mais variados pontos do planeta, da Argentina a Austrália, passando por Bolívia, Paraguai, Uruguai, Chile e Estados Unidos. Isso valoriza o cavalo Quarto de Milha de Corrida do Brasil.

Não paramos de inovar

Ériquinho Braga, do Haras Prata, diz o seguinte: “com o ‘novo normal’, ter a possibilidade de acompanhar as corridas do Jockey Club de Sorocaba ao vivo pela internet é um privilégio. A qualidade das imagens e os vários ângulos de filmagem fazem toda a diferença, além da emoção transmitida na locução de Marcelo Pardini, a voz do Agronegócio. Essa ferramenta traz visibilidade imensurável ao Quarto de Milha de Corrida, atingindo um público que talvez ainda não conheça pessoalmente o maior centro de corrida da América Latina, o Jockey Club de Sorocaba”.

Responsável pela equipe de transmissão do Jockey Club de Sorocaba há mais de 20 anos, Sérgio Marconi fica feliz ao relembrar como o trabalho de foto e vídeo era feito. “No início, usávamos fitas VHS, os cortes eram feitos a mão e o fotochart demorava para revelar os filmes”, diz o profissional. “Depois veio a filmadora digital e o DVD, com áudio captado de um microfone de mão. Daí aumentamos a equipe e investimos numa mesa de edição, para levar as corridas aos camarotes da tribuna do hipódromo, já com os resultados dos páreos. Com o apoio da Diretoria presidida pelo Mauro Zaborowsky, tendo participação efetiva do seu filho, Marquinhos, passamos a trabalhar com câmeras full HD, colocadas em locais estratégicos, a fim de mostrarmos todos os detalhes. Contamos também com imagens aéreas, captadas por drone. Tudo enviado por fibra ótica, em alta qualidade de internet. Hoje, com anuência do presidente Érico Braga e dos atuais dirigentes, seguimos buscando evoluir, mostrando o enfrene e as corridas em tempo real para os mais distantes pontos do Brasil, da América do Sul e dos Estados Unidos, trabalho do qual eu e minha família muito nos orgulhamos em realizar”.

Jockey Club de Sorocaba, vitrine para o mundo

Segundo Alexandre Dias, gerente do Jockey Club de Sorocaba, a transmissão pela internet tem sido de suma importância para os turfistas, por isso ele faz questão de acompanhar tudo de perto, visando a somar forças com a equipe de filmagem: “Este trabalho, no período em que as pessoas não podem vir ao hipódromo, tem sido fundamental para aproximar os espectadores ao mundo do Quarto de Milha de Velocidade”. E continua: “O seu carisma e entusiasmo, Marcelo, tem proporcionado grandes emoções aos turfistas. Reconhecemos a sua dedicação e a sua humildade em busca por conhecimento nessa desafiante atividade de narrador de corridas de cavalos”.

O treinador Sérgio Souza fala que a transmissão das corridas pela internet tem contribuído para fomentar o Turfe quartista. “Tenho clientes de longe, que infelizmente estão impossibilitados de virem ao Jockey, devido à pandemia, então, ficam de olho em todos os lances, torcendo por seus animais. A narração está emocionante. Tudo isso contribui para a ampla procura de novos investidores. O mercado do Quarto de Milha de Corrida segue aquecido”.

A fim de não soar presunçoso, deixo claro que os elogios feitos à minha narração foram espontâneos, uma vez que a abordagem aos entrevistados foi em relação à transmissão das corridas pela internet como um todo. Fico feliz com a ampla repercussão e sempre me coloco à disposição para a troca de conhecimento, visando a evoluir e a valorizar o trabalho de toda a equipe do Jockey Club de Sorocaba, do escritório às turmas de limpeza e segurança. Dentre as novidades, a convite do presidente Érico Braga passei a compor o time que realiza os enfrenes (leilões de apostas), bem como estamos alinhando um projeto para fazer entrevistas e visitar os haras, para divulgar tal material nos intervalos dos páreos, visando a fortalecer o Turfe nacional!

E é… agora! Abriu, abriu, abriu!

Por Marcelo Pardini – narrador, poeta, jornalista, pós-graduado em Marketing e leiloeiro rural; titular da marca Agro MP – A voz do Agronegócio.
E-mail: contato@agromp.com.br | Instagram: agromp.marcelopardini
Crédito das imagens: Divulgação/Jack Silva

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Os últimos 30 anos das reprodutoras: A estatística para a construção de uma matriz – parte 2

Luciano Rodrigues, cavaleiro e pesquisador, comenta nesse artigo a segunda parte sobre as estáticas para a construção de reprodutoras

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Os últimos 30 anos das reprodutoras: A estatística para a construção de uma matriz

Na segunda-feira (30), publicamos a primeira parte do artigo do cavaleiro e pesquisador, Luciano Rodrigues, que fala sobre os últimos 30 anos das reprodutoras e as estáticas para a construção de uma matriz.

Dessa forma, confira agora a segunda parte deste artigo, que apresenta dados das décadas de 2000 e 2010.

DÉCADA 2000

É com essa mudança no regulamento que a pontuação das reprodutoras dá um salto, conciliado ao aumento de eventos oficiais e nos investimentos na raça. Porém, vale lembrar que essa mudança só teria efeito na pontuação 4 anos depois, quando se inicia a vida esportiva dos animais, ou seja, em 2009.

Analisando aqui as reprodutoras de todas as modalidades, nos anos 2000 começamos a ver o despontamento da modalidade de três tambores, sendo a modalidade que mais gera pontos aos animais, pela quantidade de eventos e pelo número de participantes.

Dessa forma, haras que se especializam na modalidade mostram estar um passo à frente dos demais, com cruzamentos bem estudados e no investimento de ótima genética.
O haras que surge com esse projeto é o ST do senhor Márcio Matheus Tolentino. Trouble Creek e ST Cajuína são as éguas que se despontam, usando como base a tropa da Fazenda Caruana, principalmente, com divisor de águas: Shady Leo.

São delas que surgem nomes como: ST Tapioca, ST Vanila Fly, ST Caxuxita, ST Sukita, ST Dashin Leo, ST Analeo, ST Creek Fly, ST Caipirosca, entre inúmeras outras que produziram inúmeros pontos na pista e como reprodutoras.

E nesta década que algumas linhagens vão se definindo: trabalho e velocidade. Com os haras se aperfeiçoando na melhor linhagem para suas modalidades e serviços de campo. Contudo, são números pouco expressivos se comparado com os três tambores.

Reprodutoras 2000

DÉCADA DE 2010

ST Cajuína com apenas 34 filhos, ultrapassa os 3.700 mil pontos, merecendo seu lugar no Hall da Fama da raça Quarto de Milha. Grande parte desses números graças a ST Tapioca, um fenômeno nas pistas. E também pela mudança da regra do número de registros possíveis por égua após 2005.

Outro fenômeno na reprodução é Brasita Moon ZO, mãe de WV Mickey Of Fling, Exclusive Moon e de Ta Fame Brasil. Brasita sendo cruzada com os garanhões mais modernos que chegou no Brasil pós 2010: Dash Ta Fame e A Streak Of Fling.

Também vemos o surgimento de “novas” matrizes, que podem fazer bons resultados na próxima década. Um desses casos é a Miss Fortunes Fool, todavia, há poucos registro desde 2017, com uma média de dois registros por ano. Sabe-se que pontuação depende da vida atlética dos filhos, quanto maior esse número maior a possibilidade de pontuação.

Diferente da Bella Sana Lince, que já figura entre as grandes matrizes, e que vai chegar firme a partir de 2023, só devemos saber até quando haverá um projeto para esta reprodutora, que já está perto dos seus 23 anos.

Reprodutoras 2010

O QUE MOSTRA 2021?

Estamos vendo o fortalecimento de uma modalidade: Ranch Sorting. Talvez a modalidade que irá pontuar na mesma quantidade que os três tambores. Nomes como: Curllena, Myrene Duehickey FH, Bee Dee Streak já começam a despontar entre as grandes matrizes.

Não podemos negar que podemos estar passando por uma “troca de bastão”, assim como acontece entre os garanhões. Nomes como Oma Vista, Slostartfastfinish, ST Sukita, ST Analeo, ST Taboquinha, Rockin Gold Paris podem se tornar grandes matrizes.

Porém, teremos que contar com as matrizes nacionais, que são excelentes por sinal, já que durante a crise de 2008 não tivemos importações expressivas de matrizes dos EUA.
Através dos dados, podemos considerar que a construção de uma matriz leva tempo (média de 20 anos), e produzindo bem, com os cruzamentos certos, e muito investimento na prole.

Por fim, construir uma matriz é mais difícil que um garanhão, e os investimentos podem ultrapassar a casa dos milhões. Por isso um planejamento bem estruturado é essencial para os resultados, caso contrário, “quebra” um haras.

Colaboração: Luciano Ferreira Rodrigues Filho
Cavaleiro e Pesquisador | 
Haras Dom Herculano
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Pixabay

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