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Expo Amparo / Copa de Marcha / Função Cobasi

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IBEqui debate prioridades do setor com autoridades do Estado de SP

A implantação de mudanças no sistema de emissão de GTA e a redução nos entraves na exportação de equídeos foram alguns dos temas da reunião

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O presidente executivo do Instituto Brasileiro de Equideocultura (IBEqui), Manuel Rossitto, participou, na quinta-feira (02/12), de reunião com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária de São Paulo, na qual foram debatidas pautas importantes para o setor, como o novo sistema de identificação de animais e emissão de GTA.

Temas como a desburocratização de processos de licenciamento para a realização de eventos com cavalos, bem como a necessidade de aprimoramento da exportação de equídeos no Brasil, também estiveram na pauta do encontro.

Foi apresentado um cronograma de implantação das mudanças, recentemente anunciadas pela Câmara Setorial de Equideocultura da Secretaria de Agricultura de SP, com relação à modernização do sistema de dados dos animais, exames de Anemia Infecciosa Equina (AIE), Mormo e GTA Eletrônica. 

“O IBEqui vai colaborar com a divulgação e com toda a orientação para criadores sobre os procedimentos a serem adotados para utilização da nova ferramenta no sistema”, explicou Manuel Rossitto.

Além do presidente do IBEqui, do coordenador de Defesa Agropecuária do estado, Luiz Fernando Bianco, e do coordenador-substituto, William Alves Correa, também estiveram presentes o veterinário César Vilela e o superintendente técnico da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM), Daniel Fechio.

Os participantes também conversaram sobre a questão de sanidade animal, uma vez que o Aeroporto de Viracopos é a única porta para o transporte de equídeos no país. O IBEqui defende a construção de um quarentenário para equídeos na região, como forma de viabilizar a exportação no país. O pleito já foi levado pelo Instituto ao secretário de Agricultura do Estado, Itamar Borges, e ao coordenador das Câmaras Setoriais da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Alberto Amorim.

A possibilidade de regionalização de áreas livres de Mormo em São Paulo, considerando que a Defesa Agropecuária possui ao menos 40 escritórios espalhados pelo Estado, também foi lembrada pelo IBEqui. Na ocasião, o Instituto explanou ainda sobre o levantamento de toda a casuística, mediante os referidos escritórios. “Desta maneira, seriam ampliadas as chances de exportação”, completou Rossitto.

A importância de Viracopos para o setor

Na mesma semana, representantes do IBEqui estiveram reunidos com a secretária de Desenvolvimento Econômico de Campinas (SP), Adriana Flosi. Na ocasião, tratou-se sobre a relevância do Aeroporto Internacional de Viracopos como a porta da importação e exportação de equídeos no Brasil.

No próximo dia 14/12, será promovida uma reunião para tratar sobre o futuro de Viracopos. O IBEqui estará presente, destacando a importância desta estrutura.

Por: Equipe Cavalus Comunicação

Fotos: Divulgação

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Doc’s Gamay, outro nome que deixou sua marca na história do Quarto de Milha

O jornalista, Abdalla Jorge Abib, escreve em sua coluna no Portal Cavalus, sobre Doc’s Gamay

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Além da Apartação, produziu inúmeros filhos premiados em mais dez modalidades

Entre os primeiros e importantes exemplares norte-americanos a pisarem no Brasil, trazidos pela Fazenda Berrante, de Assis (SP), como Catchme Ifyoucan, Shady Apolo Bars, Sanjay, Mr Jay Bee Dee, e em parceria com o Haras Jota Sá, o tordilho de Corrida Mito Wise Dancer, entre outros. Destaco agora, o alazão tostado Doc’s Gamay, nascido em 05/04/1974. Escolhido pelo visionário Renato Eugênio Rezende Barbosa (Tô), desembarcou em dezembro de 1976. Fez curta campanha nas pistas, obtendo entre seus principais títulos na Apartação as vitórias no V Campeonato Nacional do QM de Trabalho, em 1982, e na XI Exp. Feira Agropecuária Industrial de Maringá, em 1983, além do 2º lugar na I Semana do Cavalo do Estado do Rio de Janeiro de 1984, todos na classe Aberta Livre, apresentado por Jayme de Jesus Rodrigues (Hall da Fama 2014). Mas foi na reprodução que esse filho da “lenda” Doc Bar e a reprodutora Candy Tivio (Poco Tivio) atingiu posição de destaque.

Deixou um legado na reprodução

Mesmo desaparecido há 16 anos, foi responsável pela produção de inúmeros animais premiados em 11 modalidades, totalizando 657,5 pontos, destacando-se a Apartação com 272 pontos, Rédeas (168 pontos), Seis Balizas (75), Três Tambores (45), Laço Individual (24), Laço Cabeça (13) e a Conformação com 33.

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Entre os principais nomes na Apartação, aparecem as premiadas: Doc’s Center, com 55 pontos; Doc Made, 38 pontos; Made Gamay, 15,5; Doc’s Country, 13; Gamay Por Shady, 11; Cactus Candy, 10,5; e Billies Gomay, 9. Já pelos machos, o “cow sense” fica por conta de: Doc Mi com 30 pontos; Golden Doc 2I, 23,5 pontos; Doc’s Art, 18; Billy’s Gamay, 14; e Doc’s Ring MN, 9.

Pela Rédeas, destacam-se os nomes são: Silver Gamay DF com 35 pontos; Doc Magic, 33; além de Billy’s Gamay, Stallion SMA, Doc Belle, Sapahire Cody, Doc Maple, Bingo Doc e Doc’s Sue.

Em relação às provas de Velocidade, destaque para: Barr Doc’s Bossy, totalizando 50 pontos (34 nos Três Tambores e 16 nas Seis Balizas) e Doc Bando com 53 pontos nas Seis Balizas.

No Laço Individual, dois animais dividem as atenções, o castrado Jumbo Doc RT com 9,5 pontos e Gamay Three, 9 pontos, enquanto no Laço Cabeça despontam Doc’s San Sexy e Mr Doc Mistake.

Já a morfologia no Julgamento de Conformação é destacada pela égua Miss Doc Byby com 17 pontos e o cavalo Doc Magic (7 pontos), entre outros.

Doc’s Gamay foi também Líder de Estatísticas como avô materno e paterno, citando entre eles o campeoníssimo de Rédeas, o cavalo castrado, já desaparecido, Buccaneer HDN (Doc’s Safari), somando 126 pontos e detentor de Registro de Mérito Superior pelas classes Aberta e Amador.

Por todo seu desempenho na reprodução e representando também um marco na história da raça, Doc’s Gamay foi eternizado, em 2019, pela ABQM durante o 9° Hall da Fama.

Por Abdalla Jorge Abib – jornalista e design gráfico, que atua há 45 anos com experiência e dedicação à agropecuária e ao cavalo Quarto de Milha. Foi editor e produtor da revista oficial da ABQM por mais de 33 anos
E-mail: ajabibeditor@hotmail.com| Instagram: abdallajorgeabib | Facebook: abdallajorgeabib
Crédito da imagem: Alvaro Maya

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Veri Real participa de grupo de estudos do Instituto Federal Sul de Minas – Campus Muzambinho

Embaixadora do Paratambor vai bater um papo com os alunos de Medicina Veterinária que participam do grupo de estudos Equitana

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Hoje (1), a partir das 19h, a paratleta Veri Real vai participar de uma bate-papo com os alunos de Medicina Veterinária doInstituto Federal Sul de Minas – Campus Muzambinho. O encontro faz parte de um grupo de estudos, o Equitan, que reúne alunos para estudar sobre Horsemanship e Intervenções assistidas com cavalos.

E com o foco ao mundo equestre, o grupo preparou um clico de palestras, com inscrições gratuitas e convidados que são especialistas nos diversos temas apresentados no “Equiducação”.

Dessa forma, para falar do Paratambor, os responsáveis pelo grupo convidaram Veri Real, que é embaixadora do Paratambor, paratleta e Tricampeã Nacional na modalidade pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha – ABQM.

“Foi uma honra receber esse convite, ainda mais que se trata de uma instituição de prestigio. Então, participar desse projeto e poder contar um pouco da minha história é muito gratificante. Espero poder contribuir para a vida de todos os presentes, não só na educação profissional, mas com coisas que eles vão levar para a vida inteira”, enfatiza Veri.

Curso EQUIDUCAÇÃO  – (7°) Paraesporte

Quarta-feira, 1 de dez. · 19:00 – 21:00

Como participar do Google Meet

Por: Equipe Portal Cavalus

Foto: Divulgação

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Constelações Sistêmicas com cavalos contribuem na resolução de questões pessoais e profissionais

Consteladora explica que com o animal, o entendimento das situações é mais fácil

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Constelação Sistêmica é uma prática terapêutica que busca resolver conflitos que atravessam gerações, criada pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger.

A técnica estuda a relação das emoções e das energias que acumulamos, seja consciente ou inconsciente.

Essa prática permite compreender como os fatores influenciam nas tomadas de decisões em nossa vida pessoal ou profissional, de forma a reverter os aspectos negativos que desequilibram nossas vidas.

A terapia sistêmica atua liberando a pessoa de emaranhados de seu campo morfogenético por meio de processos de autoconhecimento e cura emocional, possibilitando clareza nas tomadas de decisões, tanto na vida pessoal quanto profissional. Empresários vem investindo na aplicação da técnica para resolver problemas dentro das suas empresas.

Geralmente, a aplicação da metodologia se dá por meio de pessoas ou objetos que “interpretam” os personagens envolvidos na questão trazendo clareza na resolução do problema. Uma novidade que está atraindo a atenção dos criadores de cavalos é a utilização dos animais neste processo.

Segundo a Facilitadora de Terapias Integrativas e Consteladora Sistêmica com Cavalos Rosilene Gomes, as constelações com cavalos são feitas através de uma abordagem sistêmica na qual os animais entram no papel de representantes do sistema familiar do cliente. “O cavalo responde principalmente sobre o que não foi dito, que não foi formulado ou objetivado e por isso, traz para o cliente, muitas vezes, perspectivas diferentes e surpreendentes”, explica Rosilene.

Ainda de acordo com a consteladora, os animais por não terem capacidade de interpretar e julgar as ações expressas nas terapias, não interferem nos resultados. “Quando usamos pessoas, somos seres racionais e instintivamente podemos reagir a determinadas ações e sentimentos apresentados, mesmo que involuntariamente”, afirma.

Passo a passo da terapia

A sessão pode ser realizada em qualquer propriedade e necessita de no mínimo cinco cavalos ou muares, que não podem ser garanhões e que devem estar em um local fechado. “Pode ser até um cercado com cordas, por exemplo”, explica a consteladora.

Na sequência, o cliente inicia os relatos sobre seus problemas e sentimentos e o animal, por meio da energia emitida, traz os movimentos que permitem uma percepção mais aguçada da situação.

Quando o cliente conhece o animal, ele percebe mais facilmente as alterações comportamentais dele

“Lá no início, eu fiz uma constelação com cavalos. Estava com várias questões em minha vida e um conflito com minha mãe apareceu através dos movimentos dos cavalos. Imediatamente, o cavalo que interpretava meu sentimento começou a vir em minha direção para me morder, expressando todas as emoções que eu estava sentindo. Fiquei com medo e olhei desesperada para o meu constelador, Paulo Neumann, que me solicitou para mentalmente pedir a ajuda da minha mãe, um pedido verdadeiro. Quando efetivamente me conectei com minha mãe e clamei por socorro, imediatamente o animal que a representava levantou a cabeça e o outro se afastou e não me mordeu, foi incrível e muito sincrônico”, relembra Rosilene.

A emoção envolvida com a terapia foi tamanha que Rosilene passou a estudar a técnica e hoje se tornou consteladora. “É surpreendente as descobertas e resoluções que encontramos com a técnica”, afirma.

A escolha da propriedade do cliente para a aplicação da terapia é recomendada, pois o cliente conhece o animal e percebe mais facilmente as alterações comportamentais dele, conforme as emoções expressadas.

“O cliente se surpreende com as reações do animal e passa e ter uma melhor percepção sobre o problema e como resolvê-lo. É uma questão pessoal, ninguém muda ninguém, a mudança tem que partir de dentro do cliente. A constelação te ajuda a clarear a situação e assim, revolvê-la, te desprendendo das amarras”, finaliza Rosilene.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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Desafios dos Esportes Equestres no Mundo em Transformação

Orlando Filho, médico veterinário e consultor em equideocultura e agronegócios – EquiAgro, faz uma análise nesse artigo sobre o mercado equestre frentes às tendências de bem-estar animal

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Análise do mercado equestre frente às tendências de bem-estar animal.

O esporte equestre é uma atividade eminentemente cultural em diversas
regiões do mundo, obviamente, possuindo suas particularidades, as quais
basicamente foram originadas e moldadas através da utilização dos equídeos
para fins bélicos, caça e lida no campo, este último com presença marcante até
os dias atuais.

Segundo dados dos últimos Censos Agropecuários – IBGE, respectivamente
dos anos de 2006 e 2017, os equinos utilizados para trabalho no Brasil não
estão somente associados à atividade pecuária como a criação de bovinos,
mas também em outras atividades como produção de lavouras, produção
florestal, horticultura, dentre outras. Assim sendo, as estimativas mais recentes
do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) a cerca da
divisão do efetivo de equinos no país apontam que 78% da tropa são de
animais para lida (trabalho) e 22% são animais destinados ao esporte, lazer e
criação.

No entanto, mesmo com um efetivo menor em comparação aos animais de
trabalho, são os equinos de esporte e lazer que movimentam economicamente
a maior fatia deste mercado. Ou seja, são os consumidores relevantes,
justamente pela representatividade e grande participação junto à sociedade
como um todo. Com essa relevância e grande exposição, os questionamentos,
principalmente sobre questões técnicas e éticas, são inevitáveis e atualmente
se mostram mais frequentes.

Exemplo claro e recente é a decisão da União Internacional de Pentatlo
Moderno (UIPM), entidade que rege essa modalidade olímpica, em excluir a
prova de hipismo da modalidade, após a ONG global PETA (People for the
Ethical Treatment of Animals) encaminhar ao Comitê Olímpico Internacional
(COI) pedido de exclusão da prova que é uma das modalidades disputada com
outras quatro provas no pentatlo moderno. Situação gerada pela polêmica da
acusação de agressão a um cavalo durante as Olimpíadas de Tóquio 2020.

No Brasil, situações em que ocorrem questionamento e intervenções por parte
da sociedade em questões relacionadas aos esportes equestres não são
incomuns. Mesmo com a existência de um extenso aparato legal a fim de
garantir, regular e normatizar as atividades esportivas equestres, é sabido que
diversas provas das mais diferentes modalidades, realizadas em todos os
cantos do país, têm sofrido com este cenário. A priori modalidades com
participação de bovinos tendem a ser o maior alvo, justamente devido à
presença desse terceiro envolvido além do conjunto cavalo e cavaleiro.
Contudo, as demais modalidades equestres também acabam sendo alvos e
não escapam dos olhares vigilantes da sociedade.

Nos dias atuais, cada vez mais a sociedade reconhece a importância de se
preservar a integridade de todos os animais que estão em convívio com os
seres humanos, bem como, de se exigir medidas que visem à ética e o respeito
aos animais. Nesse sentido, setores do agronegócio sequem essa tendência
de atenção ao bem-estar animal, conceito que vem progressivamente tomando
conta dos debates em todo o mercado do Agro. Logo a equideocultura e
especificamente o segmento dos esportes equestres tiveram ações evolutivas
com relação a suas leis e normativas específicas que, sem dúvida, trouxeram
um verdadeiro avanço do princípio jurídico, estabelecendo o direito de regular
as condutas do setor equestre de maneira razoavelmente previsível e estável,
deste modo propiciando a segurança jurídica. Porém, ainda assim, os
enfrentamentos judiciais com relação a questionamentos sobre o bem-estar
dos animais que participam das atividades é uma realidade latente deste
mercado.

E por que isso ocorre? Não se trata de algo simples de se esclarecer, mas, cabe aqui uma consideração relevante na tentativa de ampliarmos um pouco mais o tema.

E por que isso ocorre? Não se trata de algo simples de se esclarecer, mas,
cabe aqui uma consideração relevante na tentativa de ampliarmos um pouco
mais o tema.

No cenário atual que vivemos, criou-se uma barreira entre ideias, propósitos e
atitudes diferentes, dificultando que haja o mínimo de sensatez. Em outras
palavras, em todas as esferas da sociedade existem grupos favoráveis e
grupos radicalmente contrários aos esportes equestres. Com isso, as leis, que
possuem a função de controlar, regrar e legitimar, muitas vezes acabam por
ser contestadas e até mesmo desafiadas por grupos contrários, trazendo luz ao
tema para grande parte da sociedade que por sua vez buscam esclarecimentos
e atitudes positivas do setor. Pois, a obtenção de uma licença formal dos
órgãos governamentais e o atendimento aos requisitos regulatórios, não são
suficientes para os esportes equestres obterem e manterem uma chamada
Licença Social para Operar

O conceito Licença Social para Operar (LSO) vem ganhando espaço nas
publicações acadêmicas nas últimas duas décadas, e sendo amplamente
empregado por diferentes setores como a mineração, fabricação de papel e
celulose, geração de energias alternativas e na agropecuária. No setor
equestre pesquisadores australianos, da Central Queensland University,
interpretam esse cenário socioeconômico da seguinte maneira:

O público questiona se os esportes deveriam estar acontecendo na sociedade
de hoje, se tiver apoio público suficiente, ou “licença”, para a operação, e se os
esportes continuarem, as organizações realmente atenderão ao bem-estar
requerido pelos cavalos?” (Ames, K & Thomas, M. 2018).

Em meio a esses fatores, e conjecturando uma perspectiva otimista e realista,
é possível acreditar que a sustentabilidade dos esportes equestres será sim
possível, desde que haja a busca pelo equilíbrio ético e econômico das ações e
que o controle técnico das condições adequadas para o desenvolvimento dos
esportes equestres sejam medidas fundamentais para garantir o bem-estar dos
animais e o sucesso da atividade. Ainda assim, para almejar a conservação
dos esportes, Confederações, Federações, Associações de Raça, Associações
de Modalidades e Organizadores de provas deverão assumir a
responsabilidade de dialogar com a sociedade e fornecer informações sérias e
de fontes técnicas através de ferramentas de boas práticas, possibilitando a
legitimidade da atividade, o consentimento da sociedade e confiança de todos.
Com tudo, os esportes equestres devem perdurar e evoluir, mas para isso o
bem-estar animal deverá estar em primeiro lugar e o esporte em segundo
lugar.

Referências:

AMES, K. & THOMAS, M. Sports horse welfare and social licence to operate Informing communication strategies. Equestrian cultures in transition Leeds Beckett University, UK 19 -21 June, 2018.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Agropecuário – 2006. Rio de Janeiro, 2006.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Agropecuário – 2017. Rio de Janeiro, 2017.

MAPA – MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. 2016. Revisão do Estudo do Complexo do Agronegócio Cavalo. Brasília, 2016.

UIPM – UNION INTERNATIONALE DE PENTATHLON MODERNE. 2021. Disponível em:

< https://www.uipmworld.org/news >. Acesso em: 25, nov. 2021. 

Por: Orlando Filho, Médico Veterinário e Consultor em Equideocultura e Agronegócios – EquiAgro Consultoria @equiagroconsulroria / equiagro@hotmail.com

Fotos: Pixabay

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Projeto de Lei propõe alterações na Guia de Transporte de Animais em Minas Gerais

Se aprovada, prazo de validade do atestado de exame oficial negativo de Anemia Infecciosa Equina (AIE) e Mormo passa de 60 para 180 dias no estado

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Tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o Projeto de Lei (PL) 3.257/21, de autoria do Deputado Estadual, Betinho Pinto Coelho (SD), que trata sobre a ampliação do prazo de validade do atestado de exame oficial negativo de Anemia Infecciosa Equina (AIE) e Mormo, de 60 para 180 dias.

Se aprovada, a PL altera a Lei 16.938, de 2007, que institui a Política Estadual de Controle e Erradicação da Anemia Infecciosa Equina.

Para o deputado a proposta traz muitas vantagens ao setor de equideocultura, pois reduz a burocracia no transito de equinos. “Ao mesmo tempo, diminui custos operacionais importantes, desonerando pequenos, médios e grandes criadores/expositores, atendendo a uma demanda antiga que nos foi solicitada”, enfatizou.”

O criador da raça bretão Aluísio Marsalli, possui um criatório na pequena cidade de Bocaina de Minas, e comemorou a iniciativa. “Eu acho uma ótima iniciativa. Aqui na minha cidade não tem veterinário que se dedique à equinos e não há escritórios do IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária). Não existe laboratório no município e nem próximo a ele. Cada vez que preciso tirar uma GTA (Guia de Trânsito Animal) é uma tremenda mão de obra”, enfatiza Marsalli.

Para o médico veterinário Helio Itapema, a proposta, se aprovada, é extremamente arriscada e pode trazer muito perigo, pois os cavalos, principalmente os de competições, transitam muito entre as cidades e Estados e, eventualmente, um cavalo que tenha entrado em contato com um animal contaminado continuará transitando por seis meses, podendo levar a doença durante seu trajeto.

“Eu particularmente tenho bastante medo, receio. A partir do momento que um animal sai de uma propriedade e entra em contato com um cavalo doente ele pode estar transmitindo a doença, e se você pensar que ele vai estar em contato com outros cavalos por seis meses, é muito arriscado. Imagine um cavalo de esporte, a quantidade de lugares que ele vai, e a quantidade de cavalos que ele tem contato, por estes seis meses. É muito perigoso”, alerta.

A Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou o parecer de 1° turno pela aprovação do Projeto e ele agora vai para votação no plenário.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Pixabay

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Arenas perdem Tenor dos Rodeios

José Rodrigues Pereira, o Barra Mansa, faleceu na manhã de hoje (23)

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O mundo do rodeio acordou mais triste na manhã de hoje. O locutor José Rodrigues Pereira, o Barra Mansa, faleceu hoje (23), em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

Ele estava internado em um hospital da cidade após passar por uma cirurgia de emergência, segundo divulgou em nota sua assessoria de imprensa.

“Infelizmente comunicamos aos amigos e fãs o falecimento do nosso Barra Mansa. Barra Mansa sempre foi referência, ídolo do rodeio, e que deu a oportunidade para muitas pessoas de realizarem seu sonho. Uma pessoa de uma humildade sem igual, com uma fé inabalável, que sempre cuidou da família e dos amigos. A voz que nunca se cansa, descansou. O tenor das arenas está ao lado de Deus. Fica a memória do grande mestre das arenas do Brasil, a voz mais linda do rodeio se calou, mas sempre estará em nossos corações”, disse o comunicado oficial.

No último dia 17 a assessoria do locutor informou que seu quadro de saúde era delicado, após passar por uma cirurgia de emergência para o tratamento de uma hérnia encarcerada. No boletim médico do dia 18, foi informado que seu quadro era grave. Nos dias seguintes, 19 e 21, a assessoria informou que ele estava estável e com pequenos sinais de melhora, mas ainda considerado grave.

O velório será realizado hoje, 23, a partir das 14h, e será sepultamento às 18h, na cidade de Adolfo, interior de São Paulo, sua cidade natal.

Inspiração para outros locutores

Nome respeitado no meio, Barra Mansa sempre incentivou e inspirou os jovens que ingressavam no meio. Dentre os nomes mais consagrados estimulados por ele estão Marco Brasil, Asa Branca, Della Morena, Mara Magalhães, Márcio Procópio, Leandro Sato, entre outros.

Rafael Vilela é uma das vozes dos rodeios que se inspirou em Barra Mansa em toda a sua trajetória. “Eu o acompanhava nas novelas da antiga TV Manchete e o admirava, achava fantástico o trabalho dele. Depois, quando comecei a trabalhar com locução, ele se tornou uma base, referência de seriedade e comprometimento”, afirma Vilela.

O locutor se lembra emocionado do seu primeiro encontro com o ídolo. “Tinha 20 anos e ia narrar algumas provas no Rodeio de Jaguariúna, em 1995, quando me informaram que ele queria me conhecer. Pensei, nossa, como assim, que eu quero conhecê-lo! Ele veio até mim, com aquele vozeirão incrível e me disse: ‘Menino você tem futuro.’ Ele fez uma série de elogios naquele dia que ficaram gravados para sempre no meu coração. Costumo dizer que ele era mais que um amigo, era meu ídolo”, afirma Vilela.

A história do Tenor das Arenas

O início de Barra Mansa nas arenas foi em 1977 e sua estreia como um dos locutores oficiais do Rodeio Internacional de Barretos se deu em 1982, onde permaneceu até os dias de hoje.

Gravou alguns CDs com músicas sertanejas, participou da novela Ana Raia e Zé Trovão da antiga TV Manchete e tinha um programa na rádio Regência FM chamado Rodeio na Regência, com clássicos da viola caipira e o programa Rodeio com Barra Mansa, na rádio Ondas Verdes FM, de Catanduva.


O Portal Cavalus deixa os sentimentos a todos os amigos e familiares do grande Tenor das Arenas, Barra Mansa.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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Homeopatia em equinos traz resultados satisfatórios

Técnica pode ser utilizada em todas as enfermidades, até mesmo durante cirurgias

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Jhonny é um Quarto de Milha, sem registro, que competia em provas de Três Tambores. Em 2019, foi diagnosticado com Bambeira, uma doença que provoca a deterioração do sistema nervoso central.

Após o tratamento com medicamentos alopáticos, seu quadro estagnou, mas ele ficou com uma sequela: arrastando um dos pés.

Segundo sua proprietária Lisandra Carvalho, da Fazenda Nossa Senhora Aparecida, localizada em Salto de Pirapora/SP, o animal recebeu diversos tratamentos e medicamentos para melhorar sua condição, mas nenhum fazia efeito nas pernas. Até que ela conheceu a homeopatia e os benefícios da técnica aplicada em cavalos.

“Conheci através de uma amiga e decidi tentar. Acabei me surpreendendo. Jhonny acabou melhorando, ficando mais animado e brincalhão”, comemora.

A homeopatia, explica a médica veterinária e homeopata Dr. Ana Paula Muniz, pode ser aplicada em todos os tipos de patologias, e tanto em uma fase aguda quando crônica. “O que vai levar a equipe a realmente alcançar o resultado esperado é encontrar o medicamento adequado para aquele animal específico ou mesmo grupo de animais, de acordo com os sinais e sintomas físico, mental e emocional apresentados”, explica.

Ainda de acordo com Dr. Ana, a homeopatia trabalha o animal como um todo, atuando na prevenção e cura de doenças por meio da estabilização do organismo.

“A técnica contribui para a eliminação da doença, blindagem do organismo, pois um corpo equilibrado não fica suscetível à doenças e assim fornecendo a qualidade de vida do indivíduo.”, esclarece.

Quando a doença não tem cura, a homeopatia atua na diminuição dos sinais clínicos, oferecendo mais conforto ao animal.

A técnica é indicada para o tratamento de todos os tipos de enfermidades, porém não descarta a possibilidade de uma intervenção cirúrgica, por exemplo.

“Se há a necessidade de cirurgia, a homeopatia não é capaz de eliminar, assim como a própria medicação alopática, mas ela pode atuar em conjunto, por exemplo diminuindo o uso de sedativos durante o processo, auxiliando na interrupção de uma hemorragia e mesmo no pós-operatório, trabalhando na reabilitação e seguindo somente com ela”.

A técnica pode ser aplicada em todos os animais, desde a gestante ao equino atleta e nos casos de equinos que já estão medicados com remédios alopáticos, essa troca por homeopáticos é gradativa.

“O organismo precisa ‘desmamar’. Então realizamos gradativamente a substituição, ou mesmo atuamos em conjunto a depender da condição da resposta do organismo devido a dependência medicamentosa”, aponta a homeopata.

Contraindicação

Apesar de serem medicamentos 100% naturais, os homeopáticos assim como os alopáticos podem causar intoxicação.

Por isso, é sempre indicado que se consulte um especialista para avaliar o paciente e prescrever o medicamento ideal.

“A intoxicação da medicação homeopatia é diferente da medicação alopática, mas são medicamentos e devem ser administrados adequadamente.

A dosagem na homeopatia não é causa de uma intoxicação, mas a frequência e seleção deste medicamento.

A administração de um medicamento errado pode interferir em outros órgãos e causar outros problemas ao organismo, não sendo assim, somente no órgão em que vê a doença.

Por isso, consulte sempre um especialista”, finaliza. A melhora de Jhonny foi tamanha que Lisandra voltou a montar nele e pretende se despedir das pistas com ele já no ano que vem.

“Mas vamos continuar montando aqui na fazenda porque ele adora. Graças a homeopatia ele voltou a ser quem ele era”, comemora.

Por Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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Sanjay, um dos grandes ícones da Apartação

Com um “cow sense” extraordinário e oriundo de uma nobre genética, mostrou toda sua qualidade como atleta e deixou um legado na reprodução

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Além de Shady Apollo Bars, a Fazenda Berrante, de Assis (SP), que foi o segundo criatório a alavancar à raça Quarto de Milha pelo Brasil, trouxe um potro que se tornou um craque nas pistas de Apartação e que disseminou na reprodução suas qualidades: Sanjay. Nascido em abril de 1980, foi trazido ao Brasil em outubro do ano seguinte por Renato Eugênio de Rezende Barbosa, o ‘Tô’.

Segundo seu primo, Henrique Barbosa, a Fazenda vinha com uma base sólida com animais originários nas raízes da King Ranch, tais como: Old Sorrel, Silver, Wimpy, King, Hired Hands Cardinal e Bill Cody, então adquiriram nos anos 70 o cavalo Shady Apolo Bars (Ranch Bars) e dois filhos de Doc Bar em mães Poco Tivio: Docs Gamay (74) e Docs Roustabout (75) – precocemente falecido.

Focado no projeto de introdução e melhoramento da sua criação, ‘Tô’ foi aos EUA em visita ao rancho dos amigos Carol e Matlock Rose. E entre diversos potros nascidos, interessou-se por um deles, curiosamente, o único Freckles Playboy do lote: Sanjay. Um descendente de Sugar Bars e que tinha na sua linha baixa o melhor e mais moderno na Apartação da época: o sangue de Peppy San, por parte de sua mãe, Miss Pepsan – uma irmã de sangue de Peponita.

A história deste sucesso teve início no Brasil, aos 22 meses, quando teve seu primeiro contato com o lendário treinador Jayme de Jesus Rodrigues. “Ele me impressionou com a sua docilidade e inteligência, mostrando ser um atleta completo: disciplinado, conciso, forte, valente, ágil nos movimentos, um espelho perfeito de cada movimento do boi, além de ser um amigo insubstituível”, revelou Jayme, concluindo: “Nas provas, se tinha chuva ou não, Sanjay trabalhava sem medo de errar, fazendo o público delirar nas apresentações”.

Lenda das pistas e da reprodução

Sanjay acumulou em seu cartel os títulos pela ABQM de campeão Potro do Futuro, em 1983, e tricampeão Nacional de Apartação (84/85/86), além de campeão Derby ANCA (89), obtendo o Registro de Mérito Superior com 85,5 pontos. Além de extraordinário “cow sense” como atleta, tornou-se um dos destaques na reprodução com 68 animais em campanha, acumulando 685,5 pontos no RMT, em 13 modalidades: Apartação, Rédeas, Laço em Dupla, Laço Individual (técnico e cronômetro), Laço Cabeça e Pé, Vaquejada, Team Penning, além de Três Tambores, Seis Balizas, Western Pleasure e Conformação.

Desaparecido prematuramente em novembro de 1993, aos 13 anos de idade, Sanjay deixou um legado genético dos mais respeitados no criatório da raça Quarto de Milha, ocupando exclusivamente na Apartação o sexto lugar no Ranking de Reprodutores em todos os tempos, somando 443 pontos em 41 filhos nas pistas. Destacam-se entre eles os premiados pela ABQM e ANCA: Handle Doc, Koko Bars, Play Boy Free, Anjin San, Chinoca, Pantera Playgirl, San Spook GR, Jay Streak, Sang Gay Jay, San Pozanji, Caiaque Jay RT, Doc Jay Koko, San Made, Sparta San, GoldenBoy Jay, Playboy Jay, Jay Boy, Ramada Jay: entre outros.

Em 2013, todo esse legado de Sanjay passou a ser eternizado pela ABQM com uma justa homenagem no Hall da Fama.

Por Abdalla Jorge Abib – jornalista e design gráfico, que atua há 45 anos com experiência e dedicação à agropecuária e ao cavalo Quarto de Milha. Foi editor e produtor da revista oficial da ABQM por mais de 33 anos
E-mail: ajabibeditor@hotmail.com| Instagram: abdallajorgeabib | Facebook: abdallajorgeabib
Crédito da imagem: Sebastião Sobrinho

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Calma, brava gente!

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A verdadeira reforma política: enxugar a máquina pública e fiscalizar os governantes, a fim de que parem de defender somente os próprios interesses

Devido ao conturbado momento sócio-político-econômico brasileiro, acho oportuno publicar uma breve reflexão sobre o tema. Antes de dar sugestões, fazer críticas ou tecer elogios, sugiro que você leia todas as linhas a seguir com parcimônia, despido de pré-conceitos (leva só 05 minutinhos)… A análise é bem simplória, apartidária, tendo como intuito pontuar algumas questões díspares que vêm sendo debatidas de forma exacerbada e bastante agressiva nas redes sociais. Tenhamos mais calma, brava gente!

Para contribuirmos com o nosso país, antes de tudo, temos que melhorar a nós mesmos. Como? Sendo os melhores possíveis dentro das nossas limitações, ou seja, buscando a evolução, apesar dos inúmeros defeitos que temos. Cito alguns exemplos que elucidam isso: já furei fila de banco; comprei DVD pirata; joguei lixo na rua. Hoje em dia, não repito tais atos falhos, pois acredito que eu sendo bom, estimulo o próximo a fazer o mesmo, daí formamos uma corrente de pessoas do bem, que querem um país seguro, com Leis claras e justas, oportunidades de emprego, boas escolas e hospitais, estradas descentes. Calma, brava gente!

Uso as redes sociais, fundamentalmente, para manter contato com os amigos, divulgar o meu trabalho e estreitar parcerias comerciais. Evito abordar assuntos que não sejam positivos, que não tragam o bem ao todo. Neste sentido, penso ser oportuna a verdadeira discussão em torno da real reforma política. A meu ver é preciso enxugar a máquina pública. Desde o Brasil-colônia, salvo raras exceções, os políticos brasileiros defendem apenas os próprios interesses e suprem as necessidades daqueles que os cercam, não ligando para os anseios do povo. Sendo assim, por que fomentar partidos? Por que viabilizar fundo partidário? Por que não balizar os ganhos dos agentes públicos com o restante da classe trabalhadora do país, atrelando-os ao salário mínimo nacional? Realmente são necessários tantos vereadores, deputados, senadores, além do sem-número de cargos comissionados para gerir o país? Política tem que deixar de ser cabide de emprego, nepotismo. Calma, brava gente!

Há pessoas comprometidas em fazer a diferença na Política. No entanto, o mecanismo precisa ser desmantelado, pois é podre, propenso à corrupção. Culturalmente, o brasileiro acha que “o que é público não tem dono”, uma grande falácia. Como os governantes, invariavelmente, são incompetentes na gestão do bem comum, que validem as privatizações, deixando o Estado responsável pelo básico. Vide as parcerias público-privadas que estão funcionando bem, especialmente em hospitais e instituições educacionais. Com boa vontade, administração competente e contratações via Meritocracia dá para beneficiar a população. Calma, brava gente!

Eu acredito no Brasil. O nosso país tem uma força imensurável. Olhemos para o Agronegócio, que mesmo sofrendo com tantas mazelas, barreiras e desatinos de governantes, registra crescimento ano a ano. A pujança do setor é algo incontestável, fruto do trabalho de homens idôneos, cujas iniciativas servem de modelo em produtividade a países desenvolvidos, sendo referência em desempenho. O caipira de outrora, hoje está moderno e faz de seu árduo trabalho o sustento de uma enorme cadeia econômica-social, sempre valorizando princípios ético-morais, preservando a integridade da fauna e da flora. Calma, brava gente!

Empoderamento feminino? O real poder da mulher eu vejo através das minhas avós: uma que ficou viúva cedo e deu conta de criar quatro filhos com muito empenho, esmero, zelo e amor, e a outra que cuidou dos afazeres do lar e da educação das meninas para dar total suporte ao marido prover a família. Aplaudo a minha mãe, que junto ao meu pai, sempre trabalhou duro para que eu, minha irmã e meu irmão nos tornássemos pessoas íntegras, corretas, com brio, bons modos e força para superar as dificuldades. Valorizo a minha irmã, as minhas tias e primas, a minha esposa e tantas amigas, que não se prostraram e tiveram discernimento para construir os próprios caminhos. Elas não ficaram por aí fazendo barulho, com peitos à mostra, axilas sem depilar e vociferando barbaridades, subjugando-se. Graças a Deus, a nova geração, da qual a minha filhinha faz parte, está se saindo melhor do que a nossa… Calma, brava gente!

Antes do diálogo é preciso respeito. Há que se discordar sim, mas, sobretudo, há que se respeitar. Não é porque gosto do verde, que não acho o azul belo. Não é porque trabalho duramente para pagar as contas no final do mês, que não admiro os mais abastados, tampouco menosprezo os menos favorecidos. Não é porque gosto de jogar tênis, que não prestigio o futebol. Não é porque sou são-paulino, que não brinco com o corintiano. Não é porque sinto prazer em andar a cavalo, que sou contra quem anda de bicicleta. Não é porque crio cachorros, que não aceito os que preferem adotar pets. Não é porque como carne, que não me sento à mesa com o vegano. Calma, brava gente!

Em suma, os mais otimistas (incluo-me neste grupo) acreditam que as crises sirvam para chacoalhar a árvore que dá frutos, prosperando os bons e sadios, excluindo os podres. A minha melhor versão trabalha para tempos vindouros felizes – “quem lança a culpa nos outros é porque não aceita as culpas que têm”, Chico Xavier. Sejamos as mudanças que tanto queremos no mundo! Proteção à Natureza… Integridade! Calma, brava gente!

Por Marcelo Pardini – narrador, poeta, jornalista, pós-graduado em Marketing e leiloeiro rural; titular da marca Agro MP – A voz do Agronegócio.
E-mail: contato@agromp.com.br | Instagram: agromp.marcelopardini
Crédito da imagem: Arquivo Pessoal

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