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Fique por dentro da Hipoterapia

Conversamos com o fisioterapeuta Fernando Guimarães que implementou a técnica no Brasil há mais de 30 anos

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Antes de mais nada, Equoterapia é um termo amplo, referindo-se às várias áreas que empregam o cavalo por equipes multidisciplinares, com objetivos terapêuticos variados. Dentre suas subdivisões está a Hipoterapia, que se destina à utilização do cavalo por um fisioterapeuta e equipe para o tratamento de reabilitação.

Os efeitos motores e psíquicos do tratamento com o cavalo são os que produzem os resultados terapêuticos. Na Hipoterapia, após avaliação pelo fisioterapeuta – com indicação de um neurologista ou neuropediatra -, conduz-se o trabalho um fisioterapeuta especializado, com o auxílio de assistentes, além do tratador do cavalo. Esta modalidade terapêutica complementa a reabilitação motora de pacientes portadores de deficiências diversas.

Podemos dizer que a Hipoterapia baseia-se na terapia de um ser vivo, o paciente, através de outro ser vivo, o cavalo. Este, ao movimentar-se, provoca o deslocamento tridimensional do centro de gravidade do paciente, com cadência, ritmo e trajetória similares ao movimento pélvico observado na deambulação humana.

Em resumo, é impressionante observar o comportamento de indivíduos portadores de grandes incapacidades, que convivem diariamente com a impotência para a realização de atividades simples, diante da possibilidade de comandar um cavalo e desfrutar o deslocamento livre no espaço, como que trocando momentaneamente ‘duas pernas paralisadas por quatro boas’.

Para nos aprofundar um pouco e entender melhor essa técnica, conversamos com o fisioterapeuta Fernando Guimarães, que tem uma clínica de Hipoterapia no Clube Hípico de Santo Amaro, em São Paulo. Ao estudar sobre essa forma de trabalho na Áustria, ele a implementou no Brasil há mais de 30 anos. Confira!

Utiliza-se a Hipoterapia no tratamento de quais síndromes/doenças?

“A Hipoterapia é indicada para qualquer patologia ligada ao sistema nervoso central, ou seja, tudo que mexe com equilíbrio. Assim, atuamos com pacientes que tem tenham paralisia cerebral – Encefalopatia Crônica Não Progressiva; AVE – Acidente Vascular Encefálico (derrame); Esclerose Múltipla, Parkinson, traumatismos cranioencefálicos; lesados medulares.

Na clínica, também atendemos muitos pacientes com Síndrome de Down, Autismo. Bem como algumas síndromes que não são muito conhecidos público, Síndrome de Lennox-Gastaut e a Síndrome Angio-osteohipertrófica, que têm características próprias.

Primeiro passo: fazer uma anaminese para saber se a Hipoterapia é realmente indicada para o paciente. Dependemos de alguns fatores para que a técnica surta efeito, como o grau do estágio da patologia ou da idade do paciente, por exemplo. Então, essa entrevista prévia nos ajuda a entender melhor o caso para que possamos, enquanto fisioterapeutas, atuar de maneira eficaz.

Fazemos, portanto, a terapia em cima do cavalo e cada sessão dura 30 minutos. Em alguns casos, damos um tempo a mais para que o paciente tenha um contato maior com o cavalo, por exemplo, escovando-o. É muito interessante também esse vínculo do cavalo e do paciente. Além de escovar, dar comida, entre outros. 

Nesses 30 minutos, dependendo do paciente, fazemos diversas mudanças posturais, diversas mudanças de decúbito, uma série de exercícios de posicionamento. E a cada ação queremos ganhar alguma coisa na evolução desse paciente”.

Conversamos sobre Hipoterapia com o fisioterapeita Fernando Guimarães que implementou a técnica no Brasil há mais de 30 anos
Fernando Guimarães é precussor da Hipoterapia no Brasil, onde atua há mais de 30 anos – Foto: Arquivo Pessoal

Na Hipoterapia, trabalha-se com quais partes do corpo?

“O cavalo trabalha sempre antagonicamente qualquer padrão patológico. Então, se a criança é espástica, que seria mais rígida, o cavalo consegue relaxar essa musculatura, deixar o tônus mais perto da normotonia possível. Ou seja, ao seu estado normal ou ideal. O mesmo se o paciente é hipertônico (musculatura mais tensa) ou hipotônico (musculatura mais flácida), nós também conseguimos deixar deixar o tônus mais perto da normotonia possível.

E a base está na pélvis. Dizemos que a Hipoterapia é única terapia tridimensional simultânea. São três ondas de movimento ao mesmo tempo – um lado pro outro, para cima e para baixo, para frente e para trás. E ainda tem um movimento rotacional, propiciado também pela movimentação que o cavalo realiza sobre a pélvis.

E esse movimento é muito similar ao movimento da marcha humana, da pélvis quando gente anda. Assim, por repetição quebramos o padrão, melhoramos a qualidade do tônus e damos função. Como disse acima, a cada posicionamento queremos ganhar alguma coisa, mas todo o trabalho é feito através da pélvis. Local do corpo humano onde o cavalo propicia nitidamente os movimentos tridimensionais.

E conseguimos assim trabalhar toda a parte de membros inferiores, com fortalecimento, bem como a parte de membros superiores, também alongando e fortalecendo. A cada sessão melhoramos as ações de proteção, de equilíbrio, de assimetria”.

Há um ganho também motivacional para o paciente quando percebe sua evolução?

“Sim, tem outro ponto bastante importante dentro de tudo que conseguimos ganhar na Hipoterapia. Não só sobre o ponto de vista motor, como também sobre o ponto de vista psicológico, que é o sistema motivacional, já que estamos fora do ambiente médico, fora da sala terapêutica.

Para crianças e adultos que são restritos a cadeira de rodas, por exemplo, ou restritos a um leito, de repente estão montando um cavalo. Ou seja, um ser que é muito maior e mais forte do que eles. Naquele momento, durante os 30 minutos de sessão, eles dominam esse ser. Ter a independência de poder ir e vir é de suma importância para a autoestima deles, autoconfiança.

Só para ilustrar, recebemos bastante pacientes hoje em dia com transtornos do espectro autista e transtornos de déficit de atenção. Trabalhamos muito essa parte motivacional com eles. Os tiramos da zona de conforto, aumentando o leque de coisas que eles fazem. Dessa forma, a Hipoterapia melhora a qualidade do tempo deles.

A cada sessão, mostramos a eles que há outras formas de realizar tarefas. Trabalhamos também a concentração. São 30 minutos em que mantemos o paciente focado no cavalo e ele aprende, portanto, a ter foco em outros momentos do seu dia a dia. Um sistema motivacional.

Importante falarmos ainda que o ideal, para resultados mais positivos, são sessões duas vezes por semana. Porque o efeito de cada terapia dura de 48 a 72 horas, por isso o ideal é que quando acabasse o efeito de uma começasse o de outra. Mas entendemos que muitas vezes pelo valor ou pela distância, não é possível. Hoje, 80% dos meus pacientes têm uma sessão semanal; 15% fazem duas sessões por semana; e 5% conseguem vir três vezes por semana”.

Contato com o cavalo cria conexão – Foto: Newswire

Como você enxerga a importância do tratamento com a Hipoterapia?

“Acho que é fundamental. Na verdade, ele tem que ser complementar às terapias convencionais, tem que ser obrigatório, porque os ganhos são muito grandes. A  gente vê uma melhora no quadro motor do paciente muito nítido. Mas como eu disse, acima de tudo, tem que ser através de um sistema motivacional, o paciente tem que gostar daquilo. Quando se gosta de algo, fazemos com muito mais facilidade. 

Em atividades com cavalo, o medo de montar, por exemplo, é fácil de superar. Mas se não gostar de montar, não tem motivo de fazê-lo. Os pais ou responsáveis só estarão ‘rasgando’ dinheiro e perdendo tempo. Então, eu acho que hoje já se entende mais o que é o cavalo, mas penso que as pessoas precisam se preparar para tal atividade.

Do lado do profissional, entender não só da parte de hipologia, como também da parte de neurologia. Já do lado dos responsáveis, saber que é um tratamento e não passeio. Tem muita gente que, às vezes, leva a criança como se fosse dar uma volta em Campos do Jordão ou Serra Negra.

E o trabalho não é esse, é muito mais rico. O cavalo propicia muitas coisas. Tanto na parte motora quanto na parte psicológica a gente tem grande ajuda do cavalo. Ele é uma ferramenta ímpar, especialmente por tudo o que já falamos ao longo dessa conversa”.

Em que patamar ela ainda pode chegar no Brasil?

“O ideal é que houvesse apoio de mais prefeituras e que mais centros de treinamento incluíssem em suas programações. Nos Estados Unidos e na Europa é bem mais amplificado. No Brasil já melhorou muito, sobretudo através do trabalho da ANDE-Brasil, a Associação Nacional de Equoterapia.

Eles divulgam e difundem bastante as terapias com cavalos. E assim as pessoas conseguem ver que realmente vale a pena. Além disso, tem muito estudo científico já provando os benefícios das terapias com cavalo. É possível chegar, por aqui, em um patamar ainda mais alto.

Minha maior preocupação, no entanto, é quanto aos profissionais. Eu sempre falo que são várias as contraindicações para a Hipoterapia, entre elas, em minha opinião, a maior de todas é o terapeuta ruim. Inclusive, comento isso em cursos e palestras. Cavalo ruim com terapeuta bom você faz a terapia, mas com cavalo bom e terapeuta ruim não tem terapia. Precisamos tomar muito cuidado com isso”.

O uso da Hipoterapia em atletas paralímpicos como a Gisele…

Na sua outra vertente profissional, com o vôlei, já utilizou o cavalo?

“Essa história com o vôlei começou em 1997. Eu era fisioterapeuta e meu irmão o técnico e começamos a levar as meninas do time para cima do cavalo. Entre outros, atividades que ajudavam a melhorar o equilíbrio, a postura, o fortalecimento de vários grupos musculares que elas nunca trabalharam, assim como o reconhecimento de líderes.

Então, usamos dois cavalos e separamos as meninas em duas equipes de seis em cada atividade. E colocamos elas em várias tarefas a fim de que cumprissem visando a vitória de uma equipe sobre a outra. Assim, elas precisavam determinar estratégia para fazer a volta mais rápida, por exemplo, e como um membro podia ajudar o outro. 

Promovíamos várias de gincanas utilizando o cavalo com o intuito delas se ajudarem. Às vezes, colocávamos duas no mesmo cavalo e elas tinham que definir posições, comandos, estratégia para vencer. E foi muito legal, sobretudo, o reconhecimento dos líderes para a capitã da equipe. Cada passo definido por ela para buscar êxito sobre o time adversário, tudo utilizando tarefas com o cavalo”.

…e o Tiago – Fotos: Arquivo Pessoal

No vôlei sentado você utiliza esse método no treinamento dos atletas?

“Inclusive, foi até tema de um trabalho que eu apresentei no Congresso Mundial de Hipoteraia no ano 2000 na França. E como comecei a trabalhar com equipes paralímpicas também resolvi fazer com os meus atletas do vôlei sentado.

Entre eles, fiz com a Gisele, atleta do Sesi, que é a melhor levantadora e a melhor líbero do mundo e é da seleção brasileira paralímpica. Também fiz com o Tiago, que é da minha equipe em São Paulo, do Paulistano. E eles adoraram, foi uma experiência muito bacana. Mas veio a pandemia e a gente não conseguiu continuar.

Mas para eles é espetacular, principalmente para o Tiago que é cadeirante. Em cima do cavalo, ele tem movimentação dos membros superiores, consegue equitar o cavalo sozinho, isso é bárbaro. A Gisele não tem problema de locomoção, mas é extremamente inteligente e competitiva. Todo desafio que eu passo, ela consegue fazer. Estava sendo super bacana e positivo para eles como atletas, e espero retomar em breve.”

Por Luciana Omena
Crédito da foto de chamada: Divulgação/GreenHilltherapy

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Cirurgias veterinárias podem ser suspensas por causa da pandemia

De acordo com a Agência Brasil, a ação irá ajudar a diminuir o uso de medicamentos e oxigênio durante o enfrentamento da pandemia no novo coronavírus

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As cirurgias veterinárias podem ser suspensas por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). De acordo com a Agência Brasil, a ação deve ocorrer devido as altas taxas de ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) em todo o país. O objetivo, acima de tudo, é reduzir o uso de insumos, como medicamentos e oxigênio.

Vale lembrar que os médicos veterinários têm contribuído voluntariamente com os órgãos de saúde desde o início da pandemia. A principio, para o empréstimo de equipamentos veterinários compatíveis com o uso humano (como ventiladores mecânicos, monitores multiparâmetros e concentradores de oxigênio).

Além disso, veterinários estão contribuindo para a cessão de anestésicos de clínicas veterinárias voltados ao atendimento de pacientes com Covid-19. E até mesmo integrando equipes multidisciplinares na linha de frente ao combate da pandemia.

Como profissionais de saúde, os médicos veterinários foram autorizados pelos governos federal e estaduais a manterem o atendimento em clínicas e hospitais veterinários. Desde que sempre respeitando as determinações das autoridades locais a fim de diminuir o risco de exposição ao vírus.

Cirurgias eletivas devem ser reprogramadas

Ainda de acordo com o CFMV recomendou, os serviços que não forem de urgência e emergência devem ser reprogramados. Afastando, assim, a exposição desnecessária em momentos críticos de propagação do novo coronavírus. Orientando, inclusive, que os tutores evitassem visitar os animais internados.

“Como princípio fundamental, todos os médicos veterinários devem ficar atentos para que, diante de suas realidades locais, identifiquem e tomem medidas visando contribuir para melhorar as condições de bem-estar, saúde animal, humana e ambiental em equilíbrio com os padrões dos seus serviços”, finalizou a nota do CFMV.

Vale o bom senso

Para o Conselho Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo, os estabelecimentos usem o bom senso. Desde que não prejudiquem a saúde animal. O movimento de interromper as cirurgias eletivas pode ser um bom caminho para ajudar a [controlar] a pandemia.

“Então, a posição oficial do Conselho é o uso do bom senso para não comprometer a saúde animal”, finaliza o médico veterinário Marcio Thomazo Mota, presidente da Comissão de Clínicos de Pequenos Animais do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo.

Fonte: Agência Brasil
Crédito das fotos: 

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Cavalos e cabras são grandes amigos: você sabe o motivo?

Como ambos são animais de rebanho, normalmente se conectam rapidamente

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Sim, cavalos e cabras são grandes amigos! Como animais de rebanho, ficam juntos no mesmo piquete tranquilamente e tornam-se inseparáveis rapidamente. Um faz companhia para o outro e gostam de estar juntos. Quer seja no campo, quer seja nas baias. Caso tenha as duas espécies por perto poderá vê-los comendo, dormindo e brincando juntos.

Antes de mais nada, preste atenção em um ponto importante. Essa simbiose funciona entre as fêmeas e os cavalos, mas não com os machos. Bodes costumam ser mais agressivos com humanos e outros animais. Portando, cavalos são grandes amigos das cabras e só delas. Interessou-se em investir nessa amizade? Então aqui vão alguns alertas para que tudo corra bem:

Cavalos e cabras são animais de rebanho e normalmente se conectam rapidamente: ficam juntos no mesmo piquete e tornam-se inseparáveis
  • Cabras são menores que os cavalos, por isso certifique-se de que as cercas dos piquetes que eles ficarão são seguras e fazem a contenção dos dois do mesmo modo;
  • Escolha cabras sem chifre a fim de evitar acidentes nos cavalos quando eles se enroscarem na convivência do dia-a-dia;
  • Mantenha-os, antes de tudo, confortáveis com a presença um do outro ao colocá-los juntos por longos períodos de tempo. Lentamente, tenha certeza de que eles se deram bem;
  • Cabras são conhecidas por ‘comer até a morte’. Então, se você vai introduzi-las em seu rebanho, confira se todos os tipos de árvores e plantas da região não são prejudiciais, bem como cuide do local onde armazena a comida delas.
  • Por outro lado, a ração do cavalo é prejudicial às cabras. Elas são espertas , então ajuste seu plano de armazenamento;
  • Uma das grandes vantagens de manter cavalos e cabras juntos é que não existem parasitas ou doenças transmissíveis entre eles. No entanto, ambas as espécies ainda requerem vacinas de rotina para mantê-las em condições saudáveis.

Por Equipe Cavalus
Fonte: Equine Helper
Crédito das fotos: Divulfgação/lindensfarm

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Jornalista, poeta e leiloeiro rural, Marcelo Pardini é o novo colunista do portal Cavalus

“Fazendo algo a mais, mostrando-se diferente (fora da curva), certamente 2021 será repleto de bênçãos e realizações para você”, garante Pardini em seu primeiro artigo assinado para o site

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Começo a primeira coluna no Portal Cavalus agradecendo o convite vindo da empresária Adriane Passos. Eu a conheço de longa data, inclusive, trabalhamos juntos nas revistas Tambor & Baliza, Horse’s Life e no anuário Garanhões & Matrizes, títulos à época da Editora HS. Sei da sua luta e do seu amor para com a comunicação no mercado equestre. Estendo o entusiasmo das boas novas à sua competente equipe de trabalho.

Na atual conjuntura é praticamente impossível escrever algo sem tocar no tema ‘pandemia’. Pois bem… A ideia é trazer uma visão otimista, mesmo diante de tantas dores e perdas. Como pano de fundo, trago um treinamento on-line de mais de 10 horas, do qual participei, promovido por Paulo Vieira, o criador do método CIS – Coaching Integral Sistêmico – e o escritor de maior vendagem na atualidade no Brasil. Boa leitura!

“Você é o único responsável pela vida que tem levado, portanto, somente você pode mudar as circunstâncias”, frisou diversas vezes o palestrante, conhecido por tornar famoso o termo ‘autorresponsabilidade’.

Através de diversas ferramentas desenvolvidas por ele e sua equipe – hoje composta por mais de 1300 colaboradores – o coach abordou o passo a passo para quebrar bloqueios internos; apontou formas de fazer, ter e multiplicar riquezas; definiu as chaves para que 2021 seja ‘o ano prometido’, sempre tendo como sustentação a Inteligência Emocional. Como esse tipo de abordagem faz muito sentido para mim, faço questão de dividir alguns insights:

“O que eu não tenho é pelo que eu ainda não sei, porque, se eu soubesse, eu já teria”. Assim Paulo Vieira reforçou a importância de sermos os comandantes da nossa própria vida. Haja vista que dentre as benesses de traçarmos metas claras e visualizarmos o que almejamos estão diversos processos bioquímicos que são desencadeados em nosso corpo, capazes, inclusive, de promoverem o rejuvenescimento celular. Daí a importância de nos conhecermos a fundo, sabermos das nossas crenças de identidade (ser), capacidade (fazer) e merecimento (ter).

Através da visão positiva de futuro (clareza), mantemos acesa a chama que nos move via conexões poderosas, neurologicamente exequíveis. “Se alguém pôde, você também pode”! Então, paremos de nos boicotar. Saiamos da zona de conforto. Aumentemos a nossa eficiência, tendo maior produtividade. Trilhemos o nosso próprio caminho, pagando o preço das nossas escolhas. Integridade, ambição e persistência formam a tríade que nos mostra que “sucesso é tirar o meu melhor em qualquer circunstância”.

O êxito do passado não garante o bom desempenho no futuro. Achar que está pronto para atravessar diferentes labirintos sem novos saberes é cair nos maiores motivos de desgraça: a arrogância e a autossuficiência. “Acredite: se você busca vencer na vida, precisa se tornar um perito em distinguir atalhos de caminhos. As pessoas de sucesso trilham o melhor caminho, não o que chega mais rápido, mas o mais seguro, verdadeiro e justo”. Por isso, façamos as escolhas certas, prestigiemos princípios e valores, tenhamos credibilidade, sejamos reconhecidos por nosso caráter.

“O tempo é o ativo mais democrático que existe. Todos nós temos 24 horas em um dia, sete dias em uma semana, e 52 semanas em um ano. O que diferencia uma pessoa de sucesso de uma fracassada é como cada uma usa isso”. Nada garante mais autoconfiança do que realizar. É importante entender que a capacidade de realização se constrói passo a passo.

“Quem cria a realidade é quem a observa, ou seja, a forma como as pessoas enxergam o mundo ao seu redor determina os acontecimentos que viverão. É por meio dos modelos mentais elaborados ao longo de nossa vida que construímos o nosso mundo de possibilidades. Então, se você quer mudar a sua sorte, mude as suas crenças. E, dessa maneira, você não apenas verá um mundo diferente, mas também criará uma nova forma de viver”.

A realização pode ser definida como a somatória de sonho, visão, objetivo e ação. “Surpreenda, vá além, dê aos outros o que eles não esperam, criando assim memórias positivas que se tornarão sentimentos de gratidão. Toda pessoa grata fará de tudo para retribuir. Isso se chama reciprocidade, um pressuposto de todos os humanos normais”, falou Paulo Vieira.

Você precisa aprender com os seus erros, pois é você quem constrói a sua sorte e o único responsável pela sua felicidade. Traga a autorresponsabilidade como uma crença arraigada em sua mente, suas palavras e atitudes.

“Jesus Cristo é a minha grande inspiração. Ele não criticava, não reclamava, não buscava culpados, não se fazia de vítima. De modo algum Ele julgava, entretanto, confrontava as pessoas e as situações com a verdade”. A abordagem é muito simples: cada um tem a vida que merece. Mude a sua atitude e você mudará a sua vida e os seus resultados.

“Existe um vencedor em você. Você foi concebido para a vitória e criado para o sucesso. Acredite, você tem capacidade para fazer um mundo melhor e deixar marcas positivas para as gerações futuras. Lembre-se de que o livre-arbítrio é a maior e a mais poderosa ferramenta que o ser humano tem, a decisão agora – no presente – de fazer a diferença. Assim sendo, faça diferente, mude a sua vida enquanto há tempo”!

Por Marcelo Pardini – narrador, poeta, jornalista, pós-graduado em Marketing e leiloeiro rural; titular da marca Agro MP – A voz do Agronegócio.
E-mail: contato@agromp.com.br | Instagram: agromp.marcelopardini
Crédito da foto: Arquivo Pessoal

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