Geral

‘Keep it simple’: mantenha tudo mais simples que seu cavalo irá compreender

Aluisio Marins relembra nesse artigo uma clinica da UC com a treinadora norte-americana Bo Hill; dicas e ensinamentos que progridem com o tempo

Publicado

⠀em

Keep it simple: Aluisio Marins relembra nesse artigo uma clinica da UC com a treinadora norte-americana Bo Hill; dicas e ensinamentos

Em uma oportunidade fantástica, a UC trouxe ao Brasil uma das treinadoras de Três Tambores de mais sucesso nos Estados Unidos, especialista em potros. Antes de mais nada, durante três dias de clínica muito se conversou sobre sistemas de treinamento, equipamentos, ferramentas e as formas de se obter um cavalo mais rápido, mais detalhista e mais preciso nas viradas do tambor: ‘Keep it simple’.

Essa era a frase, então, que ela repetia a todo instante, para todos os casos, independentemente de nível de competidor, de ferramentas usadas, de experiência de cavalos. Assim, a resposta que mais se ouviu durante a clinica foi para mantermos tudo ao mais simples que seu cavalo irá compreender o que você quer sem se preocupar com outras coisas.

Um exemplo que ocorreu muito na clínica: a maioria dos cavalos se apresentou com diferentes tipos de embocaduras. Freios levantadores, pernas longas, bocais altos e baixos, gamarras presas demais, soltas demais. Enfim, cada um com o que estava acostumado a usar. Bo Hill colocou a maioria dos cavalos para trabalhar com um simples bridão. O resultado? A maioria destes cavalos melhorou a forma de trabalhar.

Outro exemplo foi a das viradas no tambor. Fazendo muitas viradas a passo, os cavalos aprenderam a posição, os locais certos de entrada e saída, o volume de flexionamento necessário. E, quando viraram rápido, todos melhoraram a virada. Assim como o passo fez os cavalos melhorarem quando em velocidade.

Keep it simple: Aluisio Marins relembra nesse artigo uma clinica da UC com a treinadora norte-americana Bo Hill; dicas e ensinamentos
Foto: Barrel Horse News

Keep it simple

Por conseqüência, os participantes relataram exatamente a simplicidade e as formas calmas de treinamento adotadas na clínica juntamente com o resultado obtido nos cavalos.

Dessa forma, todas as vezes que o cavalo foi mais considerado, os resultados apareceram. Todas as vezes que somente o cavaleiro foi considerado, ou seja, o tempo de virada, a impressão passada, a velocidade, etc, os cavalos não mostraram resultados agradáveis.

Em três dias, quem disse que seu cavalo não melhorou, com certeza não focou sua clinica em seu cavalo. E aí sim o complicado tomou conta do simples. Ou seja, quem pensou simples, agiu simples. Mostrou ao cavalo que é mais fácil fazer o simples.

“Reduza tudo à sua forma mais simples e terá metade do caminho andado… Simplicidade, essa é a regra do jogo”, já dizia Jack Welch.

Por Aluísio Marins
Diretor da
UC, instruindo cavaleiros a mais de 20 anos
Crédito da foto: Divulgação/Freeimages

Veja outras notícias no portal Cavalus

Geral

Maremmano é dócil, inteligente, sensível e robusto

As condições ambientais do seu habitat natural, na região de Maremma, sobretudo, determinaram a adaptação da raça a ambientes difíceis

Publicado

⠀em

O Maremmano é uma raça de cavalos originária da região de Maremma, Toscana e Lácio na Itália. Tradicionalmente uma linhagem de cavalos trabalhadores usados pelos Butteri (pecuaristas toscanos) para serviços pecuários. Hoje, principalmente, é um cavalo de sela.

Extensivamente cruzado com puro-sangues e outras raças, o Maremmano ganhou um tipo mais atlético. É uma raça inteligente, sensível e robusta. Além disso, também possui uma boa adaptabilidade a diferentes tipos de exigências.

Dessa forma, evoluiu a partir do cavalo Napolitano e de outras raças europeias. A princípio, usado originalmente para trabalhos agrícolas e pecuários na região toscana da Maremma, ao norte de Roma.

Sem dúvida, é uma das raças italianas mais importantes e antigas. Atualmente, implementou-se na região um programa sistemático de reprodução a fim de manter o genótipo antigo e garantir uma variação mais ampla dentro da raça.

Maremmano: as condições ambientais do seu habitat natural, na região de Maremma determinaram a adaptação da raça a ambientes difíceis

Sua origem data de 800 a.C. como a raça de cavalos dos etruscos, os primeiros italianos a levar a sério a criação desses animais. Assim, o Maremmano esteve presente ao longo da costa do Tirreno. Posteriormente, houve um longo período improdutivo. No entanto, durante o Renascimento (Século 16), ressurgiram.

Outro uso para essa raça era o de puxar as carruagens senhoriais dos Papas por causa da sua força e grande imponência. Após a Segunda Guerra Mundial, a raça quase caiu em extinção, mas o interesse por ela ressurgiu na década de 1970.

A altura na cernelha é de cerca de 1,58m para os machos e 1,55m para as fêmeas, aos 42 meses de idade. Geralmente, a cabeça é grande e, em alguns casos, um pouco curvada. Na região acidentada da Toscana é possível cavalgar em maremmanos no Parque Nacional de Maremma.

Fonte: Wikipedia e Meus Animais
Crédito das fotos: Divulgação/Horsebreedpictures

Veja outras notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

De filho para mãe: uma homenagem do portal Cavalus no Dia das Mães

Para comemorar essa data especial esse ano pedimos que filhos competidores contassem um momento especial com suas mães a fim de homenagear todas as mães nesse dia

Publicado

⠀em

Qual melhor jeito de comemorar o Dia das Mães senão com uma bela homenagem dos filhos em forma de depoimentos? Queremos com esse artigo que todas as mães, do cavalo ou não, se sintam homenageadas!

Antes de mais nada, você sabe a origem dessa data? Conta a história que o Dia das Mães foi criado como uma homenagem à vida de Ann Jarvis. O falecimento dela, em 9 de maio de 1905, afetou bastante a sua filha, Anna Jarvis. Anos depois, ela decidiu criar uma data comemorativa para homenagear a sua mãe. Realizou então um memorial em maio de 1908.

A popularização dessa data nos Estados Unidos fez com que ela eventualmente chegasse ao Brasil. Apesar de historiadores datarem o dia 12 de maio de 1918 como o começo dessa celebração por aqui, o Dia das Mães foi oficializado no Brasil na década de 1930. O presidente Getúlio Vargas emitiu o Decreto nº 21.366, em 5 de maio de 1932, estabelecendo o segundo domingo de maio como momento para comemorar os ‘sentimentos e virtudes’ do amor materno.

E assim vamos seguir, comemorando os sentimentos e virtudes do amor materno, através de alguns depoimentos que colhemos. Pedimos que os filhos contassem o momento mais marcante com a sua mãe em uma situação envolvendo cavalos.

Será que eles vão contar o que sentem quando estão em pista e as mães estão por perto? Ou quando eles estão na arquibancada acompanhando suas mães na pista? Até mesmo momentos engraçados dos bastidores, do dia-a-dia de treinos. Certo mesmo que a mãe é a fã N° 1 dos filhos, e vice e versa. Vamos lá, então?!

Família Boer

Do filho Albertus de Boer Neto para a mamãe Letícia Dayana Teodoro de Boer

“Desde que comecei a competir tive a presença de minha mãe nas provas. Ela sempre me apoia, me reconforta nos erros, filma tudo e ajuda a me acalmar quando necessário. Assim como em vários outros momentos.

Acredito que ter a mãe presente nessas horas é de grande importância para criar confiança, principalmente no início. Saber que ela está perto, nos erros e nos acertos, sem dúvida, me passa segurança.

Minha mãe é uma pessoa descontraída, divertida, animada, que sempre deixa os lugares mais leves com suas brincadeiras. Vejo que eu minha irmã tivemos muita sorte em ter o apoio de nossa mãe nas provas e nos treinos. Sem ela, provavelmente, não iríamos conseguir enfrentar desafios e situações desagradáveis em nossas vidas. Só tenho a agradecer por tudo que ela fez e faz por nós até hoje.”

Cris e Lelo

Do filho Marco Aurélio Pereira Filho para a mamãe Maria Cristina Todescato Pereira

“Com toda a certeza, não tem só apenas um momento marcante. São vários. Passamos todos tipos de situações juntos boas, ruins, alegrias e tristezas. Tanto minha mãe quanto meu pai sempre foram muito presentes em treinos e provas.

Mais uma coisa que mais me lembro até hoje foi o fato de quando mais novo, há uns 25 anos atrás mais ou menos, ainda em São João da Boa Vista/SP, todos feriados e fins de semana estava lá ela, no sol da arena, sempre filmando nossos treinos ou até mesmo soltando bezerro. Sempre registrando as imagens e momentos que temos até hoje em DVD.

Minha família sempre foi o combustível para nós continuarmos no laço. Nunca mediram esforços e se privaram de muitas coisas para eles a fim de que pudéssemos praticar e estarmos sempre em junto em torno do cavalo.”

Para comemorar o Dia das Mães pedimos que filhos competidores contassem um momento especial com suas mães em homenagem a todas as mães
O momento descrito abaixo virou quadro

De José Carlos Rodrigues Filho para a mamãe Jacira Rodrigues de Oliveira

“Em 2013, durante o Potro do Futuro da ANCA, uma prova emocionante e desafiadora entre todas as outras, estava muito ansioso em busca de mostrar o meu trabalho, que tanto me dedico. Minha mãe, com sua imensa paciência e sabedoria, conversou muito comigo naquele momento tão importante.

Meu pai classificou uma potra para a final da categoria Aberta e se sagrou campeão e a minha categoria seria no dia seguinte. Logo após o titulo do meu pai busquei novamente o consolo da mãe. E ela me disse: ‘Filho, não tenha dúvida do seu trabalho, da sua capacidade. Entregue seu espirito nas mãos de Deus, pois ele sabe da sua luta’.

Era meu primeiro Potro do Futuro como finalista e ela do meu lado, como em todos os outros momentos. Acordei tranquilo no dia seguinte. Mais uma vez, antes de entrar em pista, recebi seu apoio: ‘Vai com Deus meu filho, confia no seu trabalho, por que você já meu campeão’. Em seguida, recebi uma boa nota e fui campeão na minha categoria.

Como prometido, minha mãe tirou o chapéu dela e me deu, e lembro de novo das suas palavras: ‘Deus sabe da sua luta, da sua garra, da sua dedicação, está aí resultado, meu filho, te amo muito e você merece estar no pódio’. Uma emoção muito grande tomou conta de nós dois.

E com esse relato quero dizer que toda a minha base para domar os cavalos veio dela. E que todo apoio das suas palavras sábias e carinhosas são importantes. Aprendi com ela todo cuidado com os animais nos mínimos. Espero que ela saiba o quão importante é em nossas vidas. Apaixonada pelos animais e que sempre esteve, junto com meu pai, em inúmeros momentos de nossas vidas.

Arrisco-me a dizer, por fim, que brincamos em casa que meu pai é o Doc Bar e minha mãe é a Royal Blue Boon. Feliz Dia das Mães! Te amo, mãe, inspiração para nossas vidas.”

Pedro e Carol

Do filho Pedro Vieira Dadalto para a mamãe Caroline Dadalto

“Eu gosto que a minha mãe vai comigo em todas as provas, porque ela me apoia e me ajuda em tudo. Te amo, mãe! Feliz Dia das Mães!”

Para comemorar o Dia das Mães pedimos que filhos competidores contassem um momento especial com suas mães em homenagem a todas as mães
Juninho e Eliziane Nogueira

Do filho Junior Nogueira para a mamãe Eliziane Nogueira

“São vários os momentos que foram muito marcantes para mim ao lado da minha mãe. Ela é a minha companheira desde sempre, durante toda minha vida, minha melhor amiga. Pensei bastante e lembrei de dois momentos. 

Antes do meu pai falecer, eu gostava de laçar pé, ele laçava pé, então treinávamos e eu resolvi laçar cabeça. Quando ele partiu, um tempo depois, estávamos no Rancho Quarto de Milha, em Presidente Prudente/SP. Eu já estava correndo prova nessa época, bem como início de tudo.  E eu lembro que estava com ela e fui no pé.

Ela laçou um boi e eu, em seguida, lacei também e foi a primeira vez que eu enrolei. E dei aquela esticada no boi e essa é uma das primeiras lembranças fortes, me marcou muito. E o outro momento que sempre gosto de frisar como destaque, já é mais para frente um pouco na minha história.

Sempre tive o sonho de vir para os Estados Unidos. Falava que um dia eu ia laçar um boi na Finals [National Finals Rodeo da PRCA] e minha mãe estaria lá. Quando isso acontecesse, iria apontar para ela na arquibancada. E isso aconteceu!  Acho que foram as duas coisas mais importantes  da minha vida ao lado dela, marcante na nossa vida, essa minha primeira laçada na Finals.”

Para comemorar o Dia das Mães pedimos que filhos competidores contassem um momento especial com suas mães em homenagem a todas as mães
Silvia e Juninho Simionato

Do filho Wagner Toledo Simionato para a mamãe Silvia Toledo Simionato

“Ter minha mãe torcendo por mim nas pistas é algo inexplicável, porque ela me passa muita confiança, assim como me dá vários conselhos, no dia-a-dia também. Me motiva muito tê-la sempre comigo nas competições, e é um privilégio, visto que muitos não tem essa mesma oportunidade.

Ela sempre faz muita oração por mim também. Mesmo quando calha dela não ir a alguma prova, está presente a todo momento, me manda mensagem a fim de me me ajudar e me manter motivado. Agradeço muito a Deus por ter uma mãe como ela na minha vida. Graças a Deus sempre me ajudou e motivou.

E quando precisa, ela dá sim alguns puxões de orelha, e eu respeito muito isso. Por isso eu só sou o que sou hoje por causa dela.”

Malu e Juliana Fruet

Da filha Maria Luisa Fruet Bernardes para a mamãe Juliana Fruet

“Minha mãe é tudo para mim. Ela que me trouxe ao mundo equestre e é meu porto seguro.
Ela começou bem nova, nos Três Tambores, mas parou na época da faculdade. Depois de terminar a faculdade e me ter, ela tentou me levar pra fazer Tambor, mas eu nunca liguei.

Até que ela começou a fazer Rédeas, aí eu me apaixonei pelos cavalos e comecei a fazer também. E desde então praticamente todo fim de semana vamos treinar e também em quase todas as provas vamos competir. São muitos os momentos marcantes, não consegui escolher um!”

Por Luciana Omena
Colaboração: Ana Olivera
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Depositphotos

Veja outras notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Pontos a observar quando for comprar um cavalo

Dalva Marques, em sua coluna da semana, dá dicas preciosas do alto dos seus 35 anos como cavaleira, treinadora e instrutora

Publicado

⠀em

Apenas beleza não é o fator fundamental quando você decide comprar um cavalo. É importante saber se ele terá aptidão ao que se destina, quer seja cavalgadas, poeirões, quer sejam as provas oficiais.

Sabemos que além de suas qualidades morfológicas, aptidão e função dependem muito de três fatores: doma, treino e exigências ao animal. Idade, porte físico, bem como sua índole, temperamento principalmente sua saúde, devem ser avaliados.

Comprar um cavalo adequadamente não só exige investimento financeiro, mas também emocional. Temos o hábito de agir com o coração e não com a razão. Algo que devemos fazer com mais calma. Nem sempre conseguimos comprar com segurança, imediatamente após nos decidimos comprá-lo.

Devemos ainda montar e experimentar vários para se ter um parâmetro. Não monte em qualquer animal quando for ver, principalmente, se não tiver prática. Desse modo, peça sempre ao responsável para montar primeiro e apresentá-lo a você.

LEIA TAMBÉM

Ouça sempre um profissional experiente e de sua confiança. Caso tenha um instrutor, ele é o mais indicado para saber suas habilidades e orientá-lo na hora de você comprar um cavalo ideal para seu nível de equitação.

Em seguida, peça a um veterinário para examiná-lo. Checar sua integridade física, se não há nenhuma lesão grave nos tendões e nas articulações, se não sofre nenhuma claudicação, a ponto de ter que ficar tratando e medicando.

Observe bem o comportamento desse cavalo. Monte várias vezes. Dê preferência a lugares diferentes, pois os cavalos têm hábito de ter reações em lugares que não estão acostumados e você precisa estar apto para essas situações.

Cavalo para cavalgadas

Dê preferência a animais adultos. Cavalo novo ou potro não são ideais. A menos que você tenha muita experiência.

Ao iniciante ou o amador, um cavalo já traquejado, que já passou por várias situações e transmita segurança sempre a quem monta.

Potros e recém nascidos são para pessoas experientes.

Procure saber sobre a reputação do vendedor, sempre! Não compre na mão de qualquer pessoa. Assim como é importante levantar informações seguras do negociantes.

Cavalo para poeirões

Índole, temperamento e integridade física também são fatores importantíssimos. Idade e, principalmente, qualidade em seu diagrama de marcha comodidade e maciez

Assim, procure um animal com um bom estilo, rendimento em suas passadas, sendo amplo os movimentos com equilíbrio.

Essa modalidade não exige que o animal possua registro. O ideal é que tenha pois assim pode participar das provas oficiais em sua respectiva categoria, seja movimento de tríplice apoio ou diagonalizado.

Dalva Marques, em sua coluna da semana, dá dicas preciosas de como comprar um cavalo do alto dos seus 35 anos como cavaleira, treinadora

Cavalos para copas de marcha

Seguimos buscando também os itens de base essências: idade, integridade física, temperamento, índole, qualidade em seu andamento, movimentos sincronizados e em equilíbrio.

Não deve ser nem rasteiros, nem exarcebados. Sem movimentos parasitas, ou seja, oscilações nas espáduas ou na garupa, nem lateral, nem vertical, que altere ou tire o contato do cavaleiro.

Movimento progressivo com liberdade de espáduas, movimento tomados dos anteriores, porém sem exageros, assim como nos seus posteriores. Eficiente, que realmente empurre a massa trazendo rendimento a sua toada.

Lembrando que sendo bem orientado ou tendo um pouco de conhecimento, há detalhes para melhorar em treinamento, quando são costumes. Dessa forma, detalhes de uma boa equitação e um treinamento adequado farão com que cavalgadas, poeirões e copas de marcha sejam um verdadeiro ESPETÁCULO!

Por Dalva Marques
Criadora, apresentadora e treinadora |
CT Rancho Bigorna | jurada de equinos e muares de marcha
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

Veja outras notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Papel da fêmea em uma manada de cavalos

Quem fala do assunto é Flávia de Oliveira Ramos, formadora de líderes no mundo corporativo, colocando em prática as lições que os cavalos ensinam

Publicado

⠀em

Uma manada de cavalos tem, primordialmente, uma liderança matriarcal. São as fêmeas que lideram. Elas são, sobretudo, os indivíduos mais sábios e mais velhos do bando. Necessariamente, elas precisam ter ainda saúde física.

Portanto, as éguas matriarcas de uma manada de cavalos têm que ser mais velhas, fortes e saudáveis. Historicamente, existem mais de uma fêmea na liderança um grupo de cavalos, várias matriarcas. De tal forma que elas se alternam nas decisões conforme o talento de cada uma.

Essa é a primeira grande lição das manadas de cavalos. Esse sistema matricial, com toda a certeza, perpetuou a espécie por mais 50 milhões de anos. A sagacidade das fêmeas matriarcas e a forma com que elas lideram a manada.

éguas em uma manada de cavalos: quem fala do assunto é Flávia de Oliveira Ramos, formadora de líderes no mundo corporativo Brasil afora

Alternância de posto

Então, em uma manada de cavalos há mais de uma égua matriarca. Como acontece essa alternância de posto? Toma decisão a égua que tem mais talento para determinado momento.

Por exemplo, precisa suprir o fornecimento de água para o grupo, assim tem uma fêmea com sensibilidade maior para encontrar água. Enquanto encontramos outra com sensibilidade para sentir um predador por perto. Assim como existe no bando a égua que sabe o momento de pausa para descanso.

E esse comportamento é muito natural para elas. Todas estão conectadas com a manada. Entendem, acima de tudo, qual é a necessidade do grupo e também momentos de fuga ou de disciplina.

Só para ilustrar, veja o caso de um potro ou um cavalo jovem fazendo muita bagunça, com risco de atrair um predador porque está chamando muita atenção. Entra em ação uma das matriarcas, com o devido corretivo para esse cavalo. Vai impor limite, já que o jeito indisciplinado dele compromete e coloca a manada em perigo.

Elas estão sempre orquestrando isso. Tem sempre uma fêmea que é boa em determinado assunto importante. E elas alternam a liderança justamente porque a tomada de decisão de um bando é algo bastante complexo, muitas decisões a serem tomadas.

Com muita naturalidade elas dividem essas tomadas de decisões de acordo com talento de cada uma. Se a gente pudesse aplicar isso no ambiente corporativo, não teríamos necessidade de ter um ambiente parecido com o modelo militar.

O modelo de hierarquia piramidal não existiria. Quanto mais se sobe de posto, menos líderes tomam decisões. A concentração de poder fica na mão de um só. Com isso, mais responsabilidade e sobrecarrega, impedindo que esse líder tome as melhores decisões.

Por isso, ao adotar o sistema matriarcal, lidamos com alternância de posto e compartilhamento de  decisões.

éguas em uma manada de cavalos: quem fala do assunto é Flávia de Oliveira Ramos, formadora de líderes no mundo corporativo Brasil afora

Senso de bem comum em uma manada de cavalos

As matriarcas conquistam esse posto naturalmente dentro do bando. Não há brigas e nem disputas. A manada sabe que elas são as mais sábias e, portanto, as seguem. Acima de tudo, o foco principal delas é o bem comum da manada. Estão sempre pensando no todo, no que é melhor para todo o grupo.

Uma questão muito interessante é que as manadas podem ter algumas diferenças entre umas e outras. O convívio social, sobretudo, é determinado muito pelas matriarcas. Há manadas de 12, 25 e até 30 cavalos. E quanto maior, mais complexa será a gestão. Mais ‘gente’ para acolher e para considerar nas tomadas de decisão.

Em outras palavras, vemos um papel bem sofisticado da alternância de liderança das matriarcas, pois são elas que cuidam do todo. Patriarcado e matriarcado são coisas muito humanas. Para as espécies animais não existe isso. Existe o ser daquele bando que realmente se preocupa com o coletivo e assume a liderança. 

Foco no bem comum sempre e cada um no seu devido lugar, com a mesma importância, mas com seu com seu respectivo papel. E tem outra coisa também muito importante que são os ciclos, indo nesse mesmo quesito de bem comum. 

Quando um cavalo envelhece e percebe que não consegue mais acompanhar a manada, decide parar de segui-la a fim de não atrasar o bando. Para não prejudicar o coletivo, então ele mesmo se coloca fora. Ninguém é expulso de uma manada, a não ser quando há indisciplina que afete o coletivo.

Liderança matriarcal

Liderança essa que fica com as éguas, porque que são elas que possuem o senso de comunidade. O garanhão, por analogia, representa proteção e procriação. O macho não tem esse senso de coletivo, o foco dele é procriar e proteger.

É, portanto, um papel mais reduzido na organização de uma manada de cavalos. Contudo, não quer dizer que o papel da égua ou das éguas é mais ou menos importante do que o do garanhão. São papeis diferentes apenas, mas igualmente importantes.

Podemos dizer que as matriarcas de uma manada têm um papel holístico, que busca um entendimento integral dos fenômenos. Elas pensam no todo a fim de também contribuir com a perpetuação da espécie dela. Assim, a líder entende que para conseguir tem que manter o bando em harmonia e em equilíbrio.

E não existe uma bando só de éguas, pois para procriar e perpetuar precisam do garanhão. Além disso, eles são os que as protegem e aos potros. Elas entendem que tem que ter equilíbrio. E isso é muito natural para as éguas matriarcais.

Quando a gente fala, por exemplo, de liderança feminina nas palestras e workshops da For Leaders, é a liderança de quem pensa no bem comum, independente do gênero. Quem toma principais decisões o faz pensando no bem-estar do todo.

Acima de tudo, sabe que cada um tem o seu devido papel no grupo, não mais e nem menos importante, apenas um papel diferente. Assim, para que perpetuemos como espécie o líder tem que focar no bem comum, a exemplo das éguas matriarcais.

Por Flavia de Oliveira Ramos – Administradora; Executive Coaching; Life Coaching; Consultora em desenvolvimento de liderança
Crédito das fotos: Arquivo/Pinterest

Veja outras notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Vitória do autoconhecimento

Marcelo Pardini comenta em sua coluna da semana sobre como a melhoria contínua é fundamental para nos tornarmos a nossa melhor versão, visando a sermos os agentes das transformações que tanto queremos

Publicado

⠀em

Independentemente da postura do outro, a nossa sempre tem que ser correta. Por isso, criei a máxima: ‘A Fé é o meu guia e a consciência o meu juiz’. Hoje, infelizmente, ser desonesto é comum. Mas não é algo normal! Então, que sigamos fora da manada, para sermos diferentes e termos uma vida repleta de bênçãos!

Certa feita, um dos principais líderes da história humana, Nelson Mandela, logo após deixar a prisão, respondeu à imprensa algo muito valoroso acerca de seus algozes: “posso responsabilizá-los pelas suas atitudes, porém, eu sou o único responsável pelos meus sentimentos”. Nobreza de caráter, resiliência, sabedoria.

Dessa maneira, o coach brasileiro Paulo Vieira reforçou: “você é o único responsável pela vida que tem levado, portanto, somente você pode mudar as circunstâncias”. Isso evidencia a autorresponsabilidade por nossas condutas e palavras. Os nossos pensamentos têm total influência no grau de evolução e satisfação que nos encontramos.

A melhoria contínua é fundamental para nos tornarmos a nossa melhor versão, visando a sermos os agentes das transformações que tanto queremos no mundo. “Quando sou fraco, Deus é forte. Quando colocamos a Fé em prática, somos imbatíveis”, disse o palestrante Nick Vujicic.

Ele é um australiano que nasceu sem braços e pernas, e que fez de suas limitações físicas trampolins para as vitórias, as suas e as dos outros. Antes de mais nada, fonte de inspiração em força, resignação, coragem e Fé para milhares de pessoas. São muitos os seus seguidores nas redes sociais ou pessoas que assistem suas palestras mundo afora.

Como questionou Richard Bandler, co-criador da Programação Neurolinguística: “por que continuar sendo a mesma pessoa de sempre se você pode ser alguém muito melhor?”.

“Os outros não podem nos dizer o que podemos ou não realizar – somente nós mesmos somos capazes de estabelecer os nossos limites e as nossas metas”, falou Walt Disney.

Assim, eu uso esta célebre frase do criador do maior conglomerado de entretenimento do mundo para elucidar que antes de vencer o concorrente ou quem quer que seja, temos que superar a nós mesmos. Ter autoconhecimento, reconhecendo as nossas potencialidades, sem nos abater por nossas próprias limitações (muitas delas impostas a nós pelos outros).

Rhonda Byrne, uma das maiores escritoras contemporâneas, autora do best-seller ‘O Segredo’ (2006), deixou marcado: “dê amor aos outros através da gentileza, do encorajamento, do apoio, da gratidão ou de qualquer outro bom sentimento, e ele voltará para você”.

Sejamos os melhores dentro de nossas possibilidades – qualidades e defeitos. Compreendamos o plano sistêmico, em que tudo tem relevância. Tenhamos rotinas de excelência! Façamos o bem! Visão holística: cuidemos do todo!

Sejamos equilibrados! Já que somos os nossos anjos e demônios, que tenhamos benevolência para conosco! Vamos escolher a paz, o amor, a felicidade, a generosidade, a simplicidade, a gratidão!

Façamos caridade e vivamos o agora, tal qual ensinou Siddhartha Gautama, o Buda: “o segredo está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, mas viver serenamente o presente”.

Por Marcelo Pardini – narrador, poeta, jornalista, pós-graduado em Marketing e leiloeiro rural; titular da marca Agro MP – A voz do Agronegócio.
E-mail: contato@agromp.com.br | Instagram: agromp.marcelopardini
Crédito da foto: Nelsinho Servilheira

Veja outras notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Mamães do cavalo contam como voltar ao trabalho depois do bebê

Na semana do Dia das Mães conversamos com algumas mamães do cavalo, que contaram um pouco da história delas com os filhos da gravidez aos primeiros dias de vida

Publicado

⠀em

Voltar ao trabalho ou à antiga rotina depois de ter um bebê é um dos momentos mais delicados da vida de uma mãe. Seja em que área de atuação for uma possível separação momentânea pesa na tomada de algumas decisões. Pensando nisso, conversamos com algumas mamães do cavalo a fim de entender como foi esse processo para elas.

Os dias atuais, sem dúvida, promovem em todos nós muita correria e um sem número de atividades que, às vezes, pensamos que não daremos conta. Homens e mulheres vivem jornadas extenuantes, por muitas vezes, longe de casa por vários períodos. Adicione um bebê a essa equação e o planejamento precisa estar em dia para que tudo corra bem.

Rotina intensa de treinos e competições, por exemplo, ficam em segundo plano quando a mulher engravida. Toda a rotina muda inesperadamente. Perto do bebê nascer, sobretudo, questões como quem ficará com o filho na volta ao trabalho/rotina passa a ter um peso grande na vida da família como um todo.

Como fazer para tudo isso dar certo? Por isso convidamos algumas mamães do cavalo com o intuito de conhecer as histórias e inspirar outras famílias. Confira!

Na semana do Dia das Mães conversamos com algumas mamães do cavalo que contaram um pouco da história delas com os filhos recém-nascidos
Grávida de José Elias e ao lado de Safira

Juviliana – DJ Treinamento – Mato Grosso

Juviliana Aparecida da Silva, 36, e o marido, o treinador Dimas Donizete, começaram no Ranch Sorting em 2012 na cidade de Holambra/SP. Logo a rotina estava atribulada com eles em busca de conhecimento e aperfeiçoamento com o propósito de se destacar no esporte. Entre buscar novas técnicas e participar das provas, os títulos foram chegando. Uma parte desse dia-a-dia mudou quando ela descobriu a segunda gravidez.

“Quando descobri parei sim de montar. Mas, adaptei o trabalho e continuei dando aula e acompanhando o Dimas nas provas. Sem dúvida, uma forma de estar ao lado dos cavalos ainda até o dia do bebê nascer”, afirma ela que é mãe de Safira, 11, e José Elias, 4 meses. Ela não via a hora de voltar a montar. E 21 após o parto estava em Araçatuba aguardando ser chamada para competir.

“Todo mundo lá em casa ia para a prova e eu fiz duas inscrições sem ninguém saber. Entrei em pista e fui campeã no Ranch Sorting em duas categorias. Foi um dia incrível, felicidade que não cabia no peito. Muitos falaram que eu estava doida, mas a confiança em Deus foi maior”, relembra Juviliana. Dois meses depois estava de volta aos treinos oficialmente.

Ela conta com ajuda do marido e da filha mais velha nos cuidados com o bebê e ainda no ajuste da rotina. “Treino na parte da tarde e eles ajudam a olhar o Zé. Mas ele não dá trabalho nenhum. Muitas vezes enquanto estou montando ele está no carrinho na beira da pista dormindo. Fui muito abençoada.

Juviliana faz questão de dizer que não nasceu no meio do cavalo, mas se apaixonou e largou tudo depois que conheceu o marido. “Foi a melhor decisão da minha vida. Hoje tento conciliar casa, família, cavalos. Não é fácil, mas amo demais essa vida”. Além do marido e dela, a filha mais velha também compete e eles desejam ainda que o caçula siga esse mesmo amor.

A gravidez não foi a primeira vez que ela ficou afastada das pistas. Pouco antes teve uma lesão séria na coluna, contudo, até agora, a vida segue seu curso. “Tenho muito orgulho em poder ver minha filha competindo, meu marido me ajudando com o bebê e com os treinos, como sempre fez. Posso dizer que sou realizada e grata por esta vida que Deus me deu”, encerra Juviliana. Depois de nove anos em São Paulo, eles acabaram de mudar o CT para o Mato Grosso.

Na semana do Dia das Mães conversamos com algumas mamães do cavalo que contaram um pouco da história delas com os filhos recém-nascidos
Dalva e Octávio recém-nascido

Dalva  – CT Rancho Bigorna – São Sebastião da Grama/SP

Há 35 anos trabalhando com cavalos, Dalva Marques, 46, não competia na época que engravidou do seu filho Octávio, hoje com 26 anos. Nascida no meio, ela domava, treinava e preparava os cavalos para outros competirem. Casou aos 19 anos e aos 20 engravidou. Mas, continuou montando até o oitavo mês.

“Com toda a certeza, montava com muita consciência. Minha rotina seguiu praticamente a mesma, pois tive uma gravidez muito tranquila. Passei sempre bem e disposta. Apenas inclui nela o pré-natal e todos os exames rotineiros peculiares do momento”, comenta a treinadora.

Quando Octávio nasceu, quatro dias depois ela foi para a pista montar. “Minha vontade era a de também apresentar meu filho ao mundo dos cavalos e que ele conhecesse o nosso garanhão na época, um Mangalarga chamado Power MJ”. Tomando todos os cuidados, Dalva retomou a rotina. De acordo com ela, logo após o parto normal sua recuperação foi incrível, permitindo seguir os treinamentos com sucesso.

Faltava, então, organizar e definir todo o dia-a-dia após a chegada do filho. “Acabei inserindo o bebê em tudo. Ele estava sempre por perto, acompanhando os trabalhos. Ensinava a ele o principal, amar e respeitar os cavalos, independente de sua raça e finalidade. Octávio cresceu com a ideia que qualquer animal tem sua importância como indivíduo, seja ele quem for”.

Em suas palavras, Dalva é “herdeira de uma paixão”, já que seu pai foi um grande peão. Cristã, criadora, treinadora e apresentadora do CT Rancho Bigorna, ela também é jurada de equinos e muares de Marcha. Além de treinadora e apresentadora, ela também ministra aulas particulares e workshops e mantém ainda uma pequena criação de cavalos Mangalarga e de muares.

Em sua visão, portanto, “não existe sucesso, se não amar e respeitar em primeiro lugar. Entre tantas opções de vida, não tem como deixar de viver intensamente algo que está intrínseco em você. Cavalo sempre foi e continuará sendo um verdadeiro espetáculo em minha vida.”

Na semana do Dia das Mães conversamos com algumas mamães do cavalo que contaram um pouco da história delas com os filhos recém-nascidos
José, Lucas e Aude

Aude – CT Le Domain – Bragança Paulista/SP

Aude Beurdouche Machado é natural de Le Mans na França e atualmente reside em Bragança Paulista/SP, proprietária do CT Le Domaine, centro especializado em Enduro Equestre. Já estava no Brasil com o filho Lucas nasceu. Trabalhando com cavalos – Árabe e ‘derivados’ e Crioulo – profissionalmente há 15 anos, ela conta que deixou de montar quando engravidou, mas continuou na gestão das atividades do CT. 

Além disso, durante a gravidez, Aude participava ativamente também da organização das provas de Enduro Equestre no Estado de São Paulo, até bem próximo ao nascimento do Lucas. Ela conta que teve uma gravidez muito tranquila, permitindo manter algumas atividades e ficar perto dos cavalos enquanto aguardava a chegada do bebê.

Na gestão das atividades do CT, contou com o apoio e ajuda do marido, José Antônio Machado, que também é profissional do cavalo e seu sócio. Além disso, contrataram mais um funcionário a fim de auxiliar, principalmente nos treinos dos cavalos.

“Apesar de todo o apoio e ajuda, o momento coincidiu com um período de dificuldade no negócio. Estávamos há apenas 2 anos por conta própria e o mercado passava por um período de escassez. Alguns clientes deixaram o esporte e nossos serviços e estávamos em busca de novos negócios para continuar a crescer. Porém, o comércio de cavalos e um prêmio muito importante que meu marido ganhou nos permitiu avançar”, relembra.

Aude conta que desde a descoberta da gravidez e o nascimento ficou  1 ano sem montar e treinar. “No início pude perceber que o corpo havia perdido a destreza. Levei dois tombos e ainda tive que segurar um cavalo disparado. Mas foi isso que me motivou a me superar e me aperfeiçoar ainda mais”. Novos aprendizados, com toda a certeza, não apenas como atleta, mas também na nova rotina que vinha pela frente.

“Com o nascimento do Lucas eu tinha a ideia que conseguiria equilibrar melhor minha rotina, entre o lado pessoal e profissional, mas logo percebi que foi uma falsa ilusão. Quando voltei aos treinos e competições percebi que sozinha não seria possível alcançar tal equilíbrio. Tive muita sorte de ter minha mãe ao meu lado nesse momento. Ela veio comigo para o Brasil e teve um papel muito importante no cuidado do Lucas. Estavam sempre nas provas e nos treinos e ela cuidava dele com o mesmo carinho que eu!”

Ser mãe a transformou, especialmente no sentimento da competidora. Aude atesta que mudou a forma como encara os momentos desde então. “Nos momentos de maior pressão nas provas a gana por ganhar foi reduzida, dando mais espaço à análise dos riscos envolvidos. O pensamento de que havia uma pessoa que dependeria de mim por diversas ganhava força”, reforça ela.

Por consequência, algo que pode acontecer com todas as mamães do cavalo aconteceu com Aude. “O engraçado disso foi que o cuidado com os cavalos também aumentou. Me tornei uma treinadora mais consciente dos efeitos do treinamento no físico e psicológico dos cavalos, o que me conduziu a também me preocupar mais com seu bem estar. Logo, minha vocação para treinar cavalos ganhou maior espaço, em detrimento da vocação para competição.”

Na semana do Dia das Mães conversamos com algumas mamães do cavalo que contaram um pouco da história delas com os filhos recém-nascidos
Com Laura e Otávio

Ana Flávia – CT Vinicius Moraes – Jaguariúna/SP

Ana Flavia Duarte Belumat pratica equitação desde muito jovem. Seus primeiros registros em cima de um cavalo são com ela aos 3 anos de idade. No começo, participou  de cavalgadas e concursos de marcha ao lado de animais da raça Mangalarga Marchador. Posteriormente, vieram os cavalos Quarto de Milha e as competições de Três Tambores.

Ou seja, uma vida toda com a intensa rotina de treinos e provas. Quando descobriu que estava gravida, Flavinha optou então por suspender qualquer atividade envolvendo montaria em cavalos. “A minha ideia inicial era voltar aos treinos logo após o nascimento do Otávio, porém veio a fase de amamentação. E, como eu gosto de ser mais presente, achei por bem acompanhá-lo mais de perto e adiar meu retorno ao esporte”.

Passados alguns meses, ela voltou aos treinos, embora com pouca frequência. Chegou até a participar de algumas provas. O filho já tinha 1 ano, mais independente, e ela se preparou para retornar à antiga rotina quando foi surpreendida de modo muito feliz com a segunda gravidez. “Os planos foram revistos e voltei a mesma rotina adotada anteriormente”.

Hoje a Laura já tem 1 ano e 10 meses e o Otávio 3 anos e 8 meses. “E eu me dedico exclusivamente a eles. Minha rotina com eles inclui idas frequentes ao haras, apresentando os cavalos, os tambores, montando junto com eles e incentivando pra que eles também gostem e participem deste esporte que é uma paixão para mim”.

Flavinha aguarda agora, a normalização das aulas das crianças, suspensas no modo presencial por conta da pandemia da Covid-19. Quem está acostumado a vê-las nas pistas, com certeza tem saudade, mas ela avisa: pretende voltar. “Pretendo voltar a me dedicar aos treinos preparativos visando o retorno às competições.”

Joana e Anita

Joana – Cabanha A Tala – Dom Pedrito/RS

Competidora da modalidade Rédeas há 17 anos, Joana Giudice Azevedo, 31 anos, conta que engravidou ‘no susto’. “Não sabia que já estava grávida da Anita e só descobri depois que corri uma prova de Rédeas e uma de Paleteada (risos)”.

Assim, quando a gravidez se confirmou Joana decidiu parar de montar. “Acabei enviando os meus cavalos para que os treinadores corressem neles todo o resto do ano hípico. Minha ideia era voltar a treinar, assim que eu tivesse minha filha e assim foi”, lembra.

Nesse processo, inclusive, Joana começou a domar um cavalo. Do mesmo modo que preparou tudo para voltar às pistas. “Quando a Anita completou 5 meses, voltei a montar e comecei a doma de um cavalo. Logo depois, quando ela já estava com 9 meses, corri a primeira prova, bem em meio a pandemia. Juntas fomos campeãs Nacionais Amador de Rédeas em 2020. Digo juntas, porque ela esteve 100% do tempo comigo”.

Joana lembra que a preparação foi intensa para que tudo desse certo nesse novo modelo de rotina ao lado da filhota. “Organizava as mamadas antes de treinar e o tempo de treino pensando, antes de tudo, no conforto da Anita. Foi uma experiência incrível, que Graças a Deus, acabou da melhor maneira possível!”

A partir de então, Anita é presença constante com a mamãe ao lado dos cavalos, seja nos momento de lazer ou provas. “Ela está em tudo comigo. Tenho uma babá, que nos ajuda e faz com que ela esteja presente em todas as minhas rotinas de treino. Lavamos, inclusive, o cavalo juntas, após os treinos! Ela ama! Me sinto completa hoje. E o fato de eu saber que terei uma companheira ao meu lado, faz tudo isso ser ainda mais maravilhoso.”

Por Luciana Omena
Colaboração: Ana Olivera
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Depositphotos

Veja outras notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Desperado NOP está entre os cavalos mais importantes do Adestramento

Parceiro de competições da atleta holandesa Emmelie Scholten, os dois faziam sucesso nas pistas quando as provas foram interrompidas por conta da pandemia

Publicado

⠀em

Desperado NOP, um garanhão negro KWPN de 13 anos, e Emmelie Scholten atualmente são número 16 no ranking mundial da FEI. Tudo ia bem para a dupla até que veio a pandemia ano passado. A temporada 2019 foi magnífica para eles, incluindo a medalha de prata da equipe holandesa no Campeonato Europeu da FEI.

Logo depois de impressionar juízes de Adestramento e público em Lyon e Estocolmo, durante a temporada indoor, Desperado NOP venceu as eliminatórias do FEI Dressage World Cup™. Bateu um recorde pessoal de 85% de aproveitamento. Além disso, Scholten e seu parceiro tiveram uma performance espetacular com grandes notas nesse evento.

Contudo, cancelaram final do FEI Dressage World Cup ™ do ano passado em Las Vegas e as chances de qualificação para a final deste ano em Gotemburgo foram mínimas. A próxima aparição de Desperado NOP seria no Dutch Masters, cancelado também devido ao surto de EHV-1.

Esses acontecimentos ensinaram a Scholten a se manter em forma, aconteça o que acontecer. Por isso, ela está de olho no cronograma nos Jogos Olímpicos de Tóquio enquanto prepara Desperado NOP para essa competição. Ele se destaca tanto no esporte quanto como garanhão, e pode se tornar uma estrela no cenário mundial caso entre para o time nas Olimpíadas.

Desperado NOP é parceiro de competições da atleta holandesa Emmelie Scholten e os dois faziam sucesso nas pistas quando as provas adiaram

Linhagem de Desperado NOP

Os donos do garanhão são seus criadores, Teunis Andeweg e Ad Valk. E Scholten o monta desde que ele tinha 3 anos de idade. “O mais especial com esse cavalo é toda a nossa jornada juntos. Estou muito orgulhosa dele”, comenta a competidora holandesa de Adestramento.

Embora os proprietários de Desperado NOP confiem e apoiem bastante a dupla, em vista do momento já cogitaram abrir mão dele. Para que isso não aconteça, eles recebem apoio financeiro da Federação Holandesa e do Comitê Olímpico Holandês.

Como um garanhão ativo, ele ainda tem que se dividir entre as funções de competidor e reprodutor. Mas, para traçar um cronograma ideal para que as duas atividades se complementem, os responsáveis por ele aguardam a situação da pandemia de Covid-19 e do surto de EHV-1 se normalizar.

De temperamento doce, demonstra gostar da sua função no picadeiro das provas de Adestramento. Na reprodução, seus filhos já mostram o talento e a capacidade atlética do pai. Desperado NOP é filho de Vivaldi, um garanhão warmblood, e Sarita, égua que faz parte da elite do Adestramento, filha de Havidoff. Performance e genética de alto nível.

Fonte e Fotos: FEI

Veja outras notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

6 dicas para o proprietário de cavalos poupar

Se você está ai pensado em como fazer as suas contas com os cavalos fecharem, presta atenção nesse texto

Publicado

⠀em

Quem não quer mais dinheiro em sua conta bancária no final do mês? Se você é um proprietário de cavalos, ficaria feliz em reduzir as despesas e economizar um pouco, não é mesmo?

1 – Pague sua dívida da menor para a maior – conhecido como método da bola de neve. Se você assumiu algumas despesas, como uma grande conta do veterinário ou uma nova sela a crédito, coloque-os em ordem do menor valor ao maior. Siga se livrando as pequenas dívidas até chegar às maiores.

2 – Reduza despesas – crie uma lista de todas as despesas com os cavalos. Todas mesmo. Então, procure áreas que você pode cortar sem afetar o bem-estar deles.

3 – Reduza os custos de energia das baias – em primeiro lugar, troque as lâmpadas para LED. Confira depois se está tudo ok com a fiação a fim de evitar desperdícios

proprietário de cavalos: se você está ai pensado em como fazer as suas contas com os cavalos fecharem, presta atenção nesse texto

4 – Procure descontos – pergunte à sua loja de ração, fornecedor de feno e serragem se eles oferecem descontos por atacado. Você pode até encontrar feno mais barato, se estiver disposto a coletá-lo diretamente do campo.

5 – Experimente alguns projetos DIY – o famoso Faça Você Mesmo. Existem projetos fáceis de realizar em uma propriedade que faz o proprietário de cavalos poupar. Identifique algo a reparar que você mesmo possa realizar, por exemplo.

6 – Venda equipamentos de sela sobressalentes e não utilizados – não deixe seu quarto de sela encher com coisas que você não usa. Em vez disso, venda tudo e ganhe dinheiro extra. Isso não apenas ajudará você a economizar, como também forçará uma maior organização do espaço.

Por Equipe Cavalus
Crédito das fotos: Divulgação/Free Images

Confira outras Dicas no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Linha Equistro® oferece o que há de melhor em suplementação de alta qualidade para cavalos

Desde 2001, a linha de suplementos Equistro faz parte da Vetoquinol, laboratório farmacêutico veterinário conhecido internacionalmente; como resultado, os produtos foram reformulados a fim de que o cavalo receba os nutrientes necessários em sintonia com a própria fisiologia

Publicado

⠀em

Fundada em 1986 na Alemanha, a linha de suplementos para cavalos Equistro® se tornou referência em todo mundo por oferecer produtos de alta qualidade. Tanto que, a partir de 2001, passou a fazer parte da Vetoquinol, o laboratório farmacêutico veterinário internacional, e, assim, migrou a sua produção para Tarare, na França.

Com a união das duas marcas, a Equistro® se tornou a marca de suplementos para equinos de alta performance da Vetoquinol, auxiliando o desempenho dos melhores cavalos do mundo. Sobretudo, por oferecer o que há de melhor em soluções nutricionais para equinos.

Tratam-se de produtos que reúnem ingredientes nobres, de qualidade e fitonutrientes. Para tanto, a Vetoquinol dedica cuidado e atenção especiais à origem dos seus ingredientes puros para a linha Equistro®, através de um rígido controle de qualidade.

Muitos dos ingredientes que compõem os produtos da linha são provenientes de folhas, frutas ou raízes, componentes estes que passaram por inúmeras pesquisas e validações, de diferentes materiais de todo o mundo. Afinal, a Equistro® adotou uma abordagem bioeficiente. Ou seja, mantém o compromisso de garantir que um cavalo receba os nutrientes necessários de uma forma que esteja biologicamente em sintonia com a sua própria fisiologia. (Saiba mais sobre a Linha Equistro no vídeo abaixo)

Qualidade e segurança dos produtos

O controle de qualidade é algo levado muito a sério pela Vetoquinol para os seus produtos farmacêuticos. Não seria diferente nos produtos da linha Equistro®. As rígidas medidas de controle de qualidade, dos ingredientes puros ao produto Equistro® acabado, é mantida através da garantia de boas práticas da Vetoquinol.

Além disso, a segurança dos produtos Equistro® é outra preocupação importante e recebem atenção especial da Vetoquinol. Tanto que, para promover total transparência foi criado o programa Equistro® Clean Sport, que especifica as características dos produtos com relação ao Dopping.

Os produtos Equistro, como o Kerabol®, por exemplo, contam com uma tecnologia exclusiva chamada IPALIGO®, desenvolvida pela Vetoquinol e que é uma associação de minerais quelatados e aminoácidos. Estes que proporcionam uma maior absorção e, principalmente, uma maior biodisponibilidade para o organismo do animal. O que, consequentemente, gera aumento do tempo médio de aproveitamento dos minerais. Essa tecnologia então contribui para um melhor desenvolvimento e desempenho do animal, bem como dose otimizada dos produtos e melhor custo benefício.

Equistro® lança dois novos produtos para a sua linha – Foto: Divulgação

Equistro® no Brasil

Os produtos da Equistro® começaram a ser comercializados no Brasil a partir de 2008. Depois, em 2011, a linha foi reformulada e ampliada. São, ao todo, 45 produtos fabricados na França e distribuídos em cerca de 50 países. 

A partir de 2016, a Vetoquinol assumiu a distribuição dos produtos da Equistro® no Brasil. Por aqui, a empresa mantém uma equipe de 35 pessoas, entre coordenadores técnicos, times de campo, gerentes regionais e promotores.

Lançamento

Atualmente, a Equistro® no Brasil conta com 8 produtos em seu portfólio, incluindo neste ano o lançamento de dois grandes produtos no mercado brasileiro. Um deles é o Ipaligo Foal®, que irá dar suporte aos potros desde ao nascimento e, o outro, é o Energy Booster®, que virá para contribuir com recuperação e como fonte energética para os animais em performance.

Portanto, para saber mais sobre esses e outros produtos da linha Equistro®, acesse: www.equistro.com.br e www.vetoquinol.com.br

INFORME PUBLICITÁRIO

Por Natália de Oliveira
Crédito da foto: Divulgação

Veja mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

O que a vestimenta do competidor diz sobre a modalidade que ele pratica?

Só de olhar para roupa de competidores conversando em um grupo, você consegue identificar a modalidade que fazem?

Publicado

⠀em

Antes de mais nada, a roupa que nós usamos expressa a identidade do que somos ou do meio em que vivemos. Transportando esse conceito para a vestimenta do competidor de provas equestres, nada mais verdadeiro, concorda?

No nosso meio, temos o cowboy, também chamado de boiadeiro ou vaqueiro. Aquela pessoa, que montada a cavalo, conduz a boiada de um local a outro. São fáceis de identificar visualmente de acordo com o modo como se veste. Por outro lado, o cowboy também é o atleta, com sua vestimenta característica.

Estamos falando de roupa, mas não estamos falando de moda, não ainda. Apesar da indústria cinematográfica dos Estados Unidos ter popularizado o cowboy de calça jeans e chapéu, o conceito de vestimenta do competidor vai além. Todo competidor usa calça jeans e chapéu, claro, mas a depender da modalidade que pratica, sua vestimenta torna-se sua identidade.

Na época da Renascença (entre meados do Século 14 e o fim do século 16), por exemplo, quando as roupas não eram acessíveis a todos, era possível identificar a classe social da pessoa pelo modo como se vestia. Voltemos para o nosso meio, então: só de olhar para roupa de competidores conversando em um grupo, você consegue identificar a modalidade que fazem?

Em uma prova que congregue todos os esportes, só de olhar para a vestimenta do competidor você consegue identificar a modalidade que fazem?

Vestimenta do competidor: você sabe as diferenças?

Embora, à primeira vista, no meio western ou das provas e rodeios, haja uma forma básica de vestir, há nuances que você pode observar da próxima vez que for a um evento e se deparar com atletas de diversas modalidades.

Rédeas, Western Pleasure, Apartação e Working Cow Horse – confira se o competidor usa uma calça de couro; se o cavalo estiver por perto, nas mulheres da Rédeas e Pleasure, por exemplo, além de camisas com brilho ou bordados, a cor tende a combinar com a manta embaixo da sela;

Três Tambores – para as meninas, usualmente, você verá camisas de muito brilho, combinando com os demais acessórios, seus e do cavalo; os meninos, geralmente, estão de boné e camisas lisas são as preferidas deles;

Laço – os meninos do laço estarão sempre com uma corda na mão; já as meninas do Breakaway gostam de combinar a cor da camisa com a do lenço que vai preso ao final da corda, peça obrigatória para que os juízes visualizem esse equipamento;

Vaquejada – é costume para os vaqueiros entrarem em pista com camisetas identificando a equipe a qual pertencem; equipamento obrigatório, estão sempre com as luvas de proteção e capacete;

Rodeio – os cowboys também usam calça de couro e adicionam um colete de proteção à vestimenta característica;

Provas de Marcha – os competidores usam coletes numerados durante a prova, então você os verá vestidos com eles antes do início da competição;

Hipismo – a vestimenta difere totalmente das modalidades western: casaca, culote, capacete com queixeira e bota de cano longo são os que identificamos logo de cara.

Em uma prova que congregue todos os esportes, só de olhar para a vestimenta do competidor você consegue identificar a modalidade que fazem?

Sem olhar as legendas, você arriscou algum palpite? Confira abaixo na ordem que estão postadas.

Por Luciana Omena
Colaboração: Claudia Sayuri
Legendas: Rédeas, Apartação e Três Tambores | Laço (Foto: TXC Apparel), Breakaway, Vaquejada (Foto: Ana Clark) | Rodeio (Foto: PBR), Provas de Marcha (Foto: ABCMM), Hipismo (Foto: FEI)

Veja outras notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Educação é peça-chave para evolução da Medicina Veterinária no Brasil

Para a Vetnil, o avanço da Medicina Veterinária é fruto da crescente busca dos profissionais por conhecimento técnico e desenvolvimento pessoal

Publicado

⠀em

A Medicina Veterinária encontra-se em um exponencial processo de evolução como ciência médica. Investe-se cada vez mais em equipamentos e exames complementares para obter correto diagnóstico e melhorar o prognóstico dos pacientes. Além disso, há exigência do mercado por profissionais em constante atualização de conhecimento técnico e desenvolvimento de habilidades interpessoais.

Para a Vetnil, presenciar e contribuir com a evolução da Medicina Veterinária é parte essencial de sua missão para proporcionar saúde e bem-estar animal. Os desafios relacionados à profissão são cada vez mais complexos. Ao mesmo tempo, eleva-se a oferta e a diversidade de ferramentas de apoio para superá-los.

Desafios da Medicina Equina

O Brasil apresenta um cenário singular quanto à Medicina Veterinária. Com mais de 400 faculdades, o país está entre aqueles com maior quantidade de profissionais formados no mundo. Isto tem impactado nos critérios para uma boa colocação no mercado, bem como para sua remuneração.

Ao adaptar-se aos desafios do mercado, a medicina equina passou por significativas mudanças. Dentre elas, a busca por ambientes hospitalares, que contam com estrutura para procedimentos de alta complexidade; a crescente especialização dos médicos veterinários; e a valorização de espaços de troca de conhecimento, como congressos e simpósios. Algumas características de um bom profissional, entretanto, permanecem imutáveis.

Há mais de 30 anos trabalhando no Jockey Club de São Paulo e sendo recordista em número de estagiários, tendo supervisionado mais de 2 mil ao longo de sua carreira, Reinaldo de Campos compartilha sua percepção em relação àqueles que obtiveram sucesso. “Falo com toda certeza que, além do conhecimento técnico, o profissional tem que ter garra, ter força de vontade, perseverança e persistência”, assegura.

Evolução na educação

Para o médico veterinário Jairo Jaramillo Cárdenas, professor e especialista em Ortopedia Equina, a concorrência desse mercado hoje está no conhecimento. “Os ciclos da humanidade mudam a cada sete, dez anos. Na Medicina Veterinária, isso tem sido mais precoce. As mudanças na vida cotidiana da humanidade, como os indivíduos utilizam serviços de transporte, ouvem música e assistem vídeos, têm acontecido de forma mais demorada, em comparação com os avanços da educação na Medicina Veterinária”, garante.

Segundo Jairo Cárdenas, as pessoas que querem concorrer na indústria equina não devem só se capacitar tecnicamente, como também buscar desenvolvimento em outras áreas, para alavancar a carreira. “Antigamente, a concorrência era por preço ou pela baixa oferta de profissionais em determinadas regiões. Hoje, o setor começa a concorrer por conhecimento técnico e outras habilidades paralelas, como o desenvolvimento empresarial, comunicação com o cliente e liderança de equipes”, frisa o professor.

O médico veterinário Eider Leandro, especialista em Diagnóstico e Cirurgia Equina, explica que há uma expansão nos hospitais e clínicas de equinos no Nordeste, que se deu pelo avanço da educação e da capacitação dos profissionais da área, especialmente através dos cursos de pós-graduação, que chegaram a todos os estados da região. “A educação continuada é o principal motivo dessa crescente, bem como a vontade dos profissionais em se especializar. Aqui, temos uma grande demanda de animais atletas para Vaquejada e Marcha”, destaca.

Eider, que também é presidente da Associação dos Médicos Veterinários de Equídeos da Bahia (AMVEBA), destacou ainda as principais mudanças no mercado. “Com a crescente dos Esportes Equestres, o valor zootécnico dos animais aumentou, bem como a responsabilidade do médico veterinário. Outra mudança é a quantidade de profissionais ingressando no setor todos os anos. Para ter um diferencial, é necessário foco, disciplina e gostar do que faz. Só os bons se sobressaem e sobrevivem nesse mercado cada vez mais competitivo”, alerta.

Dia Mundial da Medicina Veterinária

Anualmente, no último sábado do mês de abril, é celebrado o ‘Dia Mundial da Medicina Veterinária’. A data foi estabelecida há 19 anos, pela Associação Mundial de Veterinária (World Veterinary Association), com o intuito de promover a Medicina Veterinária em todo o mundo. Neste ano, a celebração ocorreu no dia 24 de abril.

Acompanhe a Vetnil pelo Instagram @vetniloficial e pelo site: www.vetnil.com.br

Fonte: Vetnil
Crédito da foto: Divulgação

Veja mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

10 anos de SIMCAV com muitas novidades

Em um ano de desafios, a tecnologia foi fator fundamental para agregar ainda mais conhecimento. A edição 2021 será online e com uma ampla programação. Entre as novidades, as palestras gravadas do “How to do” com patrocínio Vetnil

Publicado

⠀em

O Simpósio Internacional do Cavalo Atleta (SIMCAV) chega em sua 10ª edição com um novo formato. Este ano é a primeira vez que o evento será on-line, de 26 a 30 de abril, reunindo profissionais gabaritados do segmento.

Serão 23 palestras na programação com a participação de especialistas nacionais e internacionais.  E essa nova versão proporcionou que mais profissionais pudessem fazer parte do SIMCAV, o que para os organizadores foi um dos pontos positivos, apesar da marca do evento ser a recepção de seus congressistas e convidados.

“Uma das nossas marcas registradas é o atendimento personalizado. Gostamos daquele jeito mineiro de receber as pessoas bem, com cafezinho e pão de queijo. Mas para compensar isso temos muitas novidades! Aproveitamos as facilidades do evento on-line para trazer vários palestrantes internacionais, bem além do que normalmente convidamos”, expõe o Professor Dr. Rafael Faleiros, um dos idealizadores do SIMCAV.

Entre as novidades citadas por Faleiros, há um  novo espaço com sessão especial de palestras: o How to Do. Com patrocínio da Vetnil, o caráter inovador do espaço deve-se à possibilidade dos congressistas produzirem as palestras, disponibilizadas antes mesmo do evento.

“São palestras objetivas, práticas,em formato dinâmico. E o melhor, além de convidados de alto gabarito, permitimos que os congressistas também participassem enviando técnicas que desenvolveram no seu dia a dia. Serão mais de 5 horas em palestras desse tipo, para o congressista assistir mesmo antes do evento. Outra vantagem do online, foi disponibilizar mais de 90 apresentações de trabalho com vídeos no nosso canal do Youtube do SIMCAV – EQUINOVA, e muitos outros trabalhos em formato pôster no site. Ou seja, temos muito mais conteúdo técnico e ampla possibilidade de interação por nossos canais nas redes sociais”, ressalta o organizador.

Demais ações

Dentro da plataforma do SIMCAV 2021, o congressista terá acesso, além de palestras do How to do “on demand” e das palestras e mesas redondas ao vivo, aos estandes virtuais dos principais patrocinadores.

No caso do estande virtual Vetnil, os participantes contarão com conteúdo técnico exclusivo, como tutorial para utilização de produtos controlados e apresentação de produtos. E ainda, podem participar de sorteios nos intervalos.

Live Pré –evento

Outra ação é a Live Pré-SIMCAV, com tema Médico Veterinário 360°- Muito além das técnicas veterinárias. Ela será realizada no dia 23 de abril, às 20h, pelo perfil do Instagram da Vetnil (@vetniloficial).

Com mediação de Rodrigo Cavalcanti, gerente de Marketing Equinos Vetnil, a live terá participação de renomados profissionais: o DVM. Msc. PHD. Jairo Jamillo Cárdenas, certificado pela ISELP, titulado pela ALAPILE e fundador da Equarter; a Dra. Brunna Fonseca, professora da Universidade Federal de Viçosa e fundadora da Axial; e a DVSc. Andressa Silveira, professora da Universidade Federal de Minas Gerais e organizadora do SIMCAV.

SIMCAV e Vetnil

A Vetnil faz parte do SIMCAV desde sua criação, apoiando e fomentando as especializações dos profissionais no meio equestre, pela própria visão da empresa em enxergar toda a evolução da Medicina Equina.

“Tivemos a oportunidade de estar diretamente com o Dr. João Carlos no final dos anos 90, e desde então, houve uma sinergia na forma de enxergar a evolução da Medicina Equina no Brasil. Ao longo desses anos temos orgulho de manter esta parceria em busca de melhores serviços e produtos para o Agronegócio Cavalo”, pontua o Professor Dr. Rafael Faleiros.

“Sem sombra de dúvidas, o SIMCAV é um dos grandes eventos nacionais de Medicina Equina, sendo sempre aguardado pelos Veterinários atuantes na área. Com renomados palestrantes e conteúdo de alta qualidade, o evento estimula e promove a evolução dos alunos e profissionais. E é justamente por isso que a Vetnil sempre apoiou e continua apoiando o SIMCAV. A evolução da Medicina Veterinária é um objetivo comum a ambos”, ressalta Rodrigo Cavalcanti, Gerente de Marketing Equinos da Vetnil.

O envolvimento da Vetnil com o SIMCAV, essa troca de conhecimento e incentivo aos profissionais é tamanha que, em 2017, na oitava edição, a empresa recebeu o Prêmio Prof. Geraldo Eleno Silveira Alves de Excelência em Saúde Equina. Ofertado pelo Núcleo de Pesquisa e Inovação para o Desenvolvimento do Agronegócio Cavalo – EQUINOVA UFMG e pela comissão organizadora do SIMCAV. O prêmio foi recebido pela presidente, Vera Godoy Ribeiro.

SIMCAV – 10 anos de história

O Simpósio Internacional do Cavalo Atleta, em sua versão internacional, foi realizado em 2003 pela primeira vez, sendo repetido nos anos ímpares. O evento foi criado pelo Professor Dr. Rafael Faleiros juntamente com o Prof. Geraldo Eleno, ambos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A criação do evento foi uma forma de trazer recursos e conhecimento aos alunos, já que, como instituição pública, e de um setor específico, os recursos são escassos.

“Somos uma instituição pública, que recebe cada vez menos recursos e o nosso setor, de Clínica Cirúrgica de Equinos, sempre ficou nos últimos lugares da fila de distribuição. Assim, aprendemos logo que teríamos que fazer algo além se quiséssemos oferecer o melhor ensino para nossos alunos. E deu certo!”, pontua Faleiros.

Realmente deu certo, já são 10 anos de Simpósio, que vem se inovando a cada edição e criando um crescente público cativo. Esta edição já tem um novo recorde de participantes.

“Temos uma equipe maravilhosa de alunos de graduação e pós-graduação. Eles são a alma do SIMCAV e não medem esforços para que tudo esteja da melhor qualidade possível para nossos congressistas, convidados e patrocinadores”, exalta Faleiros.

O SIMCAV também tem o cuidado em selecionar palestrantes que venham agregar aos participantes não só conhecimento. “Com um cuidado muito especial. Todos eles devem ser altamente competentes considerando o ponto de vista técnico. Mas isto não basta. Estamos sempre à procura de pessoas que contribuem para a expansão do conhecimento e que tenham também, um lado humano de que possam se orgulhar. Sempre buscamos exemplos de competência e caráter”.

Para inscrições, programação completa e demais informações sobre SIMCAV e a participação da Vetnil, acesse www.simcav.com.br.

Fonte: Assessoria de Imprensa Vetnil
Crédito da foto: Divulgação/Istock

Veja mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Cavalo é um aliado na luta contra a depressão

Luciano Rodrigues, cavaleiro e pesquisador, e também psicólogo, faz um convite nesse artigo: vamos falar de depressão?

Publicado

⠀em

Utiliza-se, em alguns casos, frases como ‘isso vai passar’, ‘seja forte’, ‘isso é frescura’, ‘se esforce’, a fim de amparar uma pessoa com sintomas depressivos. Nos últimos meses, alguns fatos tornaram notícia no mundo do cavalo envolvendo pessoas com sintomas de depressão.

De acordo com dados do IBGE, a depressão em 2020 aumentou 34% e atinge 16,3 milhões de brasileiros. Estados do Sul e Sudeste têm 15,2% e 11,5%, respectivamente, de adultos com diagnóstico confirmado de depressão, segundo a pesquisa. Em seguida aparecem Centro-Oeste (10,4%), Nordeste (6,9%) e Norte (5%).

Com a pandemia, esses números tendem a aumentar. Mas, afinal, o que é depressão? E, antes de mais nada, o cavalo pode auxiliar no tratamento?

LEIA TAMBÉM

O que é depressão

Diferente da tristeza, depressão é uma doença. Tristeza passa, depressão não. Conforme o ‘Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5’, os Transtornos Depressivos têm como característica comum a presença de humor triste, vazio ou irritável, acompanhado de alterações somáticas e cognitivas (prejuízo na capacidade de pensar) que afetam significativamente a capacidade de funcionamento do indivíduo.

A depressão também pode apresentar uma diminuição do interesse ou prazer em atividades diárias, perda ou ganho de peso sem uma dieta, insônia ou sonolência, cansaço ou perda de energia, sentimentos de inutilidade e culpa excessiva, baixa autoestima, capacidade diminuída para pensar ou se concentrar, indecisão, ideação suicida entre outros.

Só para ilustrar, Varella (2021) diz que a depressão é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz uma alteração do humor caracterizada por uma tristeza profunda, sem fim, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como a distúrbios do sono e do apetite.

Em nossas vidas, sempre confrontamos com momentos de tristeza: a morte de um familiar, algum trauma, desemprego, problemas econômicos, separações, entre outros. Perante essas tristezas, de alguma forma, superamos. Na depressão, este estado de tristeza persiste, sem nenhuma esperança de melhora.

Por outro lado, o DSM-V também aponta para um grande número de substâncias de abuso (álcool e drogas), alguns medicamentos e diversas outras condições médicas que podem estar associados a fenômenos semelhantes à depressão.

Causa x sintoma

Antes de tudo, vamos falar um pouco de medicina. Algumas práticas médicas, principalmente as antigas, se preocupavam apenas com o sintoma, aquilo que estava errado e precisava ser consertado. A doença era o foco no tratamento. Por isso não interessava o médico olhar no sujeito, ele só precisava saber os sintomas. E buscava através do tratamento resolver os sintomas.

Com o avanço da psiquiatria e da psicologia, percebe-se que os sintomas não são a causa em si, mas o resultado de algum desequilíbrio na vida da pessoa. Não adianta resolver os sintomas se não resolver o que está causando os sintomas. Em uma ressaca, a dor de cabeça é apenas um sintoma, mas a causa dela é a falta de hidratação do corpo. Então a solução é hidratar o corpo e não, apenas, tomar um comprimido para dor de cabeça.

O que causa a depressão

Buscando a causa dos sintomas, o ‘olhar’ médico busca as raízes dos sintomas ou das patologia (conjunto de sintomas). Dessa forma, um olhar para o sujeito e não mais para o sintoma. Assim surgem três fatores que interferem no sujeito: biológico, como uma doença genética ou alterações hormonais; psicológico; podendo ser causada pelas emoções, memórias, afetos etc.; ou social, decorrente das relações com pais, familiares, conjugais, etc, como o bullyng.

A partir desses conceitos, as pessoas são compreendidas de forma biopsicossocial. E a depressão pode vir destes três fatores. Algumas depressões podem ser genéticas, mas isso não é determinante para o surgimento da doença. Colabora com isso os agentes estressores, fatores psicológicos e ambientais como a família, o trabalho, a escola, amigos, entre outros.

Particularmente, minha prática e experiência no atendimento psicológico de depressivos, revela que a maioria das causas são geradas nos conflitos ambientais: história de vida, problemas familiares, condição de vida, situação de miséria, exclusão social. Podendo ser acentuada com uso de álcool e drogas, naquele velho ditado de ‘beber pra esquecer ou afogar as mágoas’. Beber não resolve, só piora.

Tratamento

A depressão pode ser de nível leve, moderado ou grave, dependendo dos sintomas e duração. A leve pode ser tratada com psicoterapia (atendimento psicológico). Enquanto a depressão de moderada a grave é tratada com fármacos (remédios), psicoterapia ou ambos.

Alguns pacientes necessitam de uma combinação de fármacos. A melhora pode não ser aparente de imediato, necessitando um tempo mais longo (acima de 4 semanas).

Importante salientar que a depressão é uma doença crônica. Isso quer dizer que não é possível afirmar que existe uma cura. Entretanto, é possível manter os sintomas sob controle a partir de um tratamento adequado.

Porém, muito importante uma avaliação médica e psicológica, para que se possa realizar o acompanhamento necessário com a medicação correta e com o auxílio de psicoterapias adequadas e reconhecidas, não estou falando de florais, essências de perfumes e qualquer outro método alternativo.

Luciano Rodrigues, cavaleiro e pesquisador, e também psicólogo, faz um convite nesse artigo: vamos falar de depressão? e os cavalos?

Cavalos e a depressão

E o cavalo, é um método alternativo? O cavalo pode curar?

Primeiramente, depressão não tem cura. O que se tem é o controle dela. Assim, o cavalo não pode curar, mas pode ajudar a controlar. Ajuda no humor, motiva, cria vínculos, compromissos, uma atividade física e muitos outros benefícios. Contudo, quando colocamos a cabeça no travesseiro, tudo pode retornar. Os pensamentos estão aí, com os cavalos podemos esquecê-los por um momento, mas os pensamentos ainda continuaram aí.

Pensando no tratamento, a psicoterapia auxiliará a resolver ou entender esses pensamentos que causam a dor e o sofrimento. Mas se realizarmos uma pesquisa na internet veremos inúmeros casos na qual os cavalos auxiliam no tratamento.

Perfeito, isso é Equoterapia! Por trás da prática existe ciência, existem estudos, existem profissionais orientando e auxiliando no processo terapêutico.

Diferente de montar o cavalo e sair andando, laçando, cavalgando e depois aquele churrasco com os amigos, nesta situação não tem nada de tratamento, é apenas um momento agradável, mas não pode dizer que há um processo terapêutico.

O cavalo pode auxiliar, desde que haja uma equipe de profissionais qualificadas para o atendimento (médicos, psicólogos, fisioterapeutas, pedagogos etc.). Existe muita gente charlatã, trazendo uma pomada ou pílula milagrosa, buscando sua conexão com a mãe natureza e com os cavalos, isso é perigoso.

Depressão não é ‘frescura’, é coisa séria. Precisamos conversar mais sobre isso, assim como o suicídio. Não podemos ficar em silêncio e sofrer calados. Sempre deve procurar auxílio médico ou psicológico.

Referências

  • ANDRADE, Juliana. Terapia com cavalos é arma contra a depressão. https://forbes.com.br/escolhas-do-editor/2018/09/terapia-com-cavalos-e-arma-contra-a-depressao/. Acessado em: 23 abr 2021.
  • American PsychiatricAssociation. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
  • PORTER, Robert S.Manual MDS, Transtornos Depressivos. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional. Acessado em 23 abr 2021.
  • VARELLA, Drauzio. Depressão. Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/. Acessado em: 22 abr 2021.

Colaboração: Luciano Ferreira Rodrigues Filho
Cavaleiro e Pesquisador |
Campeira Dom Herculano
Crédito das fotos: Divulgação/Wikimedia Commons e Pixabay

Veja outras notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Benefícios de se viajar a cavalo durante a pandemia

Viajar a cavalo é uma boa alternativa para aliviar o estresse causado pela pandemia, de forma segurança, sem aglomeração e desfrutando do contato com a natureza

Publicado

⠀em

Em meio à pandemia da Covid-19, o número de casos de depressão, bem como estresse e ansiedade, aumentaram cerca de 90%, de acordo com estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A fim de aliviar os impactos causados pela mudança brusca na rotina das pessoas, viajar a cavalo durante a pandemia pode trazer inúmeros benefícios.

Conforme Robério Bianchini, titular da empresa de turismo equestre Coxilha Rica, de Lages/SC, as viagens a cavalo são realizadas de forma segura aos participantes. Ou seja, com limitação máxima de pessoas por grupo e seguindo todos os protocolos dos órgãos de saúde.

“O limite máximo de pessoas por grupo são 16 pessoas por evento. Além disso, estamos seguindo os protocolos, distanciamento, uso de máscara, álcool em gel à disposição, etc. Contudo, vale lembrar que as viagens são feitas em lugares totalmente abertos e afastados do centro urbano”, explica.

Sendo assim, de forma segura, os participantes poderão desfrutar dos benefícios de se viajar a cavalo durante a pandemia visando a saúde mental. Já que o contato com o cavalo já reduz a pressão arterial, diminuindo, consequentemente, os hormônios do estresse. “Esse benefício ocorre porque andar a cavalo não é só uma atividade física, mas também uma interação entre o homem e o animal que já faz muito bem”, cita Robério.

Viajar a cavalo durante a pandemia é uma ótima opção para aliviar o estresse – Foto: Divulgação

Benefícios para a saúde física

Mas os benefícios de viajar a cavalo durante a pandemia não param por aí. Além de seguir os protocolos de segurança e aliviar o estresse, a atividade ainda contribui para que a pessoa se mantenha fisicamente ativa. Afinal, pesquisas relatam a atividade física contribui para fortalecer a imunidade em geral e o sistema respiratório, podendo minimizar, assim, a morbidade e mortalidade decorrentes do vírus.

São mais de 10 grupamentos musculares que são ativados com a prática de andar a cavalo. Haja vista que a atividade causa bastante gasto calórico e, consequentemente, melhora o estado físico geral através da liberação de endorfina, que causa a sensação de bem-estar e relaxamento.

Ademais, os movimentos realizados durante a cavalgada desenvolvem a coordenação motora ritmo, equilíbrio e previnem problemas nas costas. Por fim, vale mencionar ainda que viajar a cavalo melhora até a digestão, já que os vários movimentos repetitivos faz com que os órgãos internos trabalhem fortemente incentivando a função hepática e digestiva.

Faça a sua viagem a cavalo!

Após conferir tantos benefícios, caso tenha interesse em viajar a cavalo durante a pandemia entre em contato com a Coxilha Rica. Trata-se de uma empresa de turismo equestre, com sede em Lages/SC , que tem como principal objetivo ajudar outras pessoas a explorarem a Serra Catarinense de forma segura. Tudo isso aliado a um roteiro atrativo pelas fazendas e, ainda, desfrutando da deliciosa culinária típica da região.

Para desfrutar de tal passeio, a Coxilha Rica oferece toda a infraestrutura necessária aos seus clientes. Como, por exemplo, animais treinados para função, guias especializados na região, carro de apoio e até seguro individual. Bem como parceiros que recebem os turistas para dar suporte no percurso, com alimentação, pousos e muito mais.

Ao todo, a Coxilha Rica disponibiliza seis pacotes diferentes de passeios. Podendo ser de um ou até seis dias de cavalgadas. Uma delas é, aliás, pela região da Coxilha Rica, que é de encher os olhos de emoção e vibração com tanta natureza preservada

Mais informações sobre a empresa podem ser obtidas pelo WhatsApp  (49) 9.9973.1817 ou pelo e-mail: coxilharica@terra.com.br

Instagram: @coxilharica_turismoacavaloFacebook: coxilharica | Site: www.coxilharica.com.br

INFORME PUBLICITÁRIO

Por Natália de Oliveira
Crédito da fotos: Divulgação/Coxilha Rica

Veja mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Hanoverian horse é uma raça de sangue quente originária da Alemanha

Utilizado para fins agrícolas e militares, a raça foi refinada até tornar-se uma das mais procuradas para esportes equestres, como Hipismo

Publicado

⠀em

Hanoverian horse, também chamado de Hanoveriano (Brasil) e Hannoveraner (Alemanha) é uma raça de cavalo de sangue quente originária da Alemanha. De tal forma que se você gosta de Hipismo já viu muitos cavalos saltando em grandes competições como os Jogos Olímpicos, assim como em outros estilos ingleses de equitação.

Ademais, exemplares da raça Hanoverian horse já ganharam medalhas de ouro em todas as três competições olímpicas equestres: Salto, Adestramento e Concurso Completo de Equitação. É, sem dúvida, uma das mais antigas, numerosas e bem-sucedidas entre os Warmblood’s.

Originalmente um cavalo de cavalaria, o Hanoverian horse sofreu infusões de linhagens de cavalos Puro-sangue. A história conta, portanto, que tornaram-se indivíduos mais ágeis e úteis para o esporte equestre. Acima de tudo, é uma raça conhecida por seu bom temperamento, capacidade atlética, beleza e graça.

Utilizado para fins agrícolas e militares, Hanoverian horse foi refinado até tornar-se uma das mais procuradas para esportes equestres,

Sua origem data de 1735, quando George II, Rei da Inglaterra e príncipe-eleito de Hanover, capital do maior estado Alemão, fundou o Celle State Stud. Tratava-se de uma instalação estatal de criação de cavalos em Celle, Alemanha.

Ele comprou, então, garanhões para fins de trabalho na agricultura, bem como para montarias de cavalaria. Por outro lado, inseminou as éguas locais com sangue Holsteiner, Thoroughbred, Cleveland Bay, entre outros.

Houve refinamento e seleção ao longo do tempo e o Stud Book surgiu em 1888. O hanoveriano tornou-se uma das raças mais populares na Europa. O sangue Anglo-Arabian e Trakehner serviram para apurar a raça e refiná-la para os esportes equestres, através de seleção rigorosa de reprodutores.

Hanoverianos são elegantes, fortes e robustos. Apresentam, principalmente, pelagem castanho, alazão, preto e tordilho. Os cavalos hanoverianos têm, geralmente, de 1,60m a 1,75m de altura.

Fonte: Wikipedia
Crédito das fotos: Divulgação/Horsebreedpictures
Na foto de chamada:
Um hanoveriano robusto e versátil (1898)

Veja outras notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Tipos de rédeas: você conhece todos?

Só para não deixar dúvidas: rédea é a correia presa à embocadura do cavalo na qual o cavaleiro segura as mãos para controlar a boca do animal

Publicado

⠀em

Acessório indispensável para montar, especialmente em cavalgadas e esportes equestres, nós sabemos que, antes de mais nada, existem vários tipos de rédeas. Você conhece todos? Por isso, vamos falar sobre alguns desses tipos nesse artigo.

Só para não deixar dúvidas: rédeas são a correia presa à embocadura do cavalo na qual o cavaleiro segura as mãos para controlar a boca dele
Romal

Romal

O romal ganhou popularidade ao longo dos anos, especialmente em eventos de Working Cow Horse. São, principalmente, de couro cru trançado. As pontas de cada lado do freio se encontram em um ponto que viram uma só (o cabo).

O cavaleiro, então, segura as duas rédeas com uma das mãos nesse ponto único. Detalhe, polegar tem que estar para cima. Suavidade de boca é uma marca dos cavalos conduzidos com romal. Reagem, portanto, suavemente aos movimentos da mão. O romal tem mais ‘alavancagem’ se comparado à rédeas abertas.

Só para não deixar dúvidas: rédeas são a correia presa à embocadura do cavalo na qual o cavaleiro segura as mãos para controlar a boca dele
Rédea Aberta (Split)

Rédeas Abertas

A rédea aberta é o equipamento clássico do mundo Western. Normalmente feita de couro e é possível ao cavaleiro segurá-la com uma ou duas mãos. Cada rédea fica presa de um lado da embocadura e as pontas não se prendem uma na outra em ponto algum. Encontradas em vários pesos e comprimentos. Além disso, são as mais versáteis entre os tipos de rédeas.

Rédeas de laço

Rédeas de laço

A rédea de laço consiste em uma só correia conectada a cada ponta de um lado da embocadura. Chamadas assim pois são comumente usadas nesta modalidade. Elas facilitam a prática do laço, já que há menos probabilidade de perdê-las. Elas não se arrastam no chão, por isso sujam menos.

As rédeas de laço vêm em vários comprimentos e são utilizadas em vários eventos de rodeio. Por exemplo, algumas podem ser encontradas com nós para tornar mais fácil para os cavaleiros segurar a rédea na altura necessária para virar no tambor.

Mecate

Mecate

As rédeas do ‘mecate’ são outro tipo de equipamento em laço conectadas, feitas de crina de cavalo ou náilon. Usadas, normalmente, com hackamores ou bridão. Antes de usar as rédeas Mecate, você precisa aprender a amarrar as rédeas corretamente ao seu hackamore ou bridão.

Depois de amarrado corretamente, deve haver rédea suficiente para usar como cabo ou para amarrar à sela durante a condução. Semelhante ao romal, elas se originam dos vaqueiros espanhóis.

Por Equipe Cavalus
Fonte: Cowgirl Magazine
Colaboração: Plusoneadnahalf
Crédito das fotos: Divulgação/AQHA e Art of the Cowgirl

Confira outras Dicas no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Dicas para manter a sua fivela country Sumetal sempre brilhante

Mesmo tendo a qualidade como uma das suas prioridades, as fivelas country da Sumetal precisam ser cuidadas corretamente a fim de preserva-las sempre brilhantes

Publicado

⠀em

Quando o assunto são as melhores fivelas country do Brasil, o nome Sumetal aparece em evidência. Afinal, as peças da marca são fabricadas apenas com as melhores matérias-primas disponíveis no mercado. Contudo, os clientes precisam seguir algumas dicas a fim de manter a sua fivela country Sumetal sempre brilhante.

Antes de mais nada vale lembrar que a empresa é a única no mercado que usa nas fivelas um verniz incolor que não oxida. Ou seja, que não corrói e não enferruja. Sendo assim, não deve ser usado nenhum tipo de produto químico na fivela.

“Para se ter uma ideia é o mesmo verniz utilizado em aviões para aguentar o desgaste do tempo. Com isso, é possível garantir um ano de garantia no produto. Mas temos clientes que possuem a fivela intacta a mais de 20 anos”, explica o sócio proprietário da empresa, Rogério Francisco Alexandre.

Mas, então, como manter a fivela country Sumetal sempre brilhante? Muito fácil, basta usar uma flanela. Assim, é só passar a flanela na fivela, deixar ela seca, respirar um pouco e, por fim, guardar na caixa ou gaveta, onde preferir. “Não use nenhum produto químico, confie na qualidade das fivelas da Sumetal”, finaliza Rogério.

Adquira já as melhores fivelas country do Brasil!

A qualidade é uma das maiores prioridades da Sumetal. Tanto que a empresa não possui uma linha inferior. Assim, todos os nossos produtos são confeccionados em Zamac, uma liga metálica resistente a corrosão e desgaste. Além disso, os produtos são banhados inteiramente em metais nobres como prata, ouro, níquel, cobre e outros que inclusive foram desenvolvidos pela Sumetal.

Por fim, se você deseja adquirir as melhores fivelas country do Brasil entre em contato com a Sumetal pelos seguintes canais de atendimento: telefone (18) 3902-6040, WhatsApp (18) 98114-9210 ou e-mail vendas@sumetal.com.br. Além disso, acesse também o site: www.sumetal.com.br

Instagram: Fivelas.Sumetal | Facebook: Fivelas.Sumetal

INFORME PUBLICITÁRIO
Por Natália de Oliveira
Crédito das fotos: Divulgação/Sumetal

Veja mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

Projeto de Lei prevê complementação de formação específica em Zootecnia para agrônomos e veterinários

Proposta de adequação à Lei que regulamenta a Zootecnia tem causado comentários entre os médicos veterinários e agrônomos

Publicado

⠀em

De acordo com a Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ), começou a tramitar no Senado Federal em Brasília o Projeto de Lei 1428/2021. De autoria do senador Zequinha Marinho (PSC-PA), prevê a adequação da Lei 5.550/1968, que regulamenta o exercício da Zootecnia no Brasil.

Antes de mais nada, toda a articulação para essa tramitação partiu da ABZ. Segundo decisão coletiva tomada no último Fórum Nacional de Entidades de Zootecnistas.

A proposta tem como objetivo corrigir uma anomalia na legislação vigente. Contudo, esclarece a Associação, sem prejudicar o direito de outras categorias profissionais a exercerem determinadas atividades relacionadas à criação de animais.

Por criação de animais, portanto, podemos citar a atividade de produção de animais. Nesse caso, por exemplo, o controle zootécnico de animais como gado de corte, bem como o profissional responsável por escolher cruzamentos, que também trabalha na criação, nutrição, manejo geral de diversas espécies.

Produção animal, onde entram também os equinos, é uma área específica de formação do zootecnista. Assunto que gerou polêmica. Mas, no consenso geral, a discussão é pertinente. A divulgação da tramitação desse PL causou grande repercussão entre os médicos veterinários e agrônomos.

E a polêmica está, justamente, quando se analisa os dois lados da questão. Entre os médicos veterinários de equinos, só para ilustrar, há muitos que se especializaram em nutrição equina e que, teoricamente, não poderiam exercer essa função. Por outro lado, na visão dos zootecnistas, precisa-se achar um caminho para que eles não percam espaço de trabalho.

O que diz o Projeto de Lei

Em resumo, o PL propõe a adequação da alínea ‘c’ do art. 2º da Lei de 1968, de forma a demandar complementação de formação específica em Zootecnia para agrônomos e veterinários tornarem-se aptos a exercerem a profissão de Zootecnista.

Para o senador Zequinha Marinho, tal modificação é necessária frente ao fato de que as matrizes de componentes curriculares previstas nas diretrizes curriculares das duas profissões são insuficientes para o exercício das habilidades e competências adquiridas pelo profissional zootecnista em seu processo de formação.

“Não queremos impedir ou proibir o Médico Veterinário ou Agrônomo ou qualquer outra categoria profissional que atua com o agronegócio de atuar na criação e ou produção de animais, mas sim de garantir à adequada prestação de serviços à sociedade por profissionais qualificados, isto é, que tenha a devida correspondência de formação e competência equivalente aos Zootecnistas”, detalha Marinaldo Divino Ribeiro, presidente da ABZ.

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto: Divulgação/Vet Voice

Veja outras notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

‘Médico Veterinário 360º’ é tema de live da Vetnil nesta sexta-feira

Bate-papo virtual com três convidados especiais será promovido a partir 20h, através do perfil oficial da empresa no Instagram

Publicado

⠀em

Você considera importante Médicos Veterinários desenvolverem habilidades, além das técnicas? Para se aprofundar neste assunto, a Vetnil promove nesta sexta-feira (23), a partir das 20h, mais uma live com a temática ‘Médico Veterinário 360º’.

Com mediação de Rodrigo Cavalcanti, Gerente de Marketing Equinos da Vetnil, o bate-papo virtual será realizado como um pré-evento do X Simpósio Internacional de Cavalo Atleta (SIMCAV), que acontece neste ano de 26 a 30 de abril.

Sendo assim, a live sobre ‘Médico Veterinário 360º’ contará ainda com a participação de três profissionais da área. Estes que irão discutir as competências que diferenciam os Médicos Veterinários bem-sucedidos. Portanto, são eles:

  • DVM. Msc. PHD. Jairo Jamillo Cárdenas, Membro e Titulado pelo ALAPILE (Associação Latinoamericana de Patologia e Imagenologia do Sistema Locomotor do Equino); e Membro e Certificado pelo ISELP (International Society of Equine Locomotor Pathology);
  • Dra. Brunna Fonseca, Professora da Universidade Federal de Viçosa e Fundadora da Axial;
  • DVSc Andressa Silveira, Professora Adjunta na Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais.

Para conferir a live da Vetnil é só acessar o perfil da empresa no Instagram (@vetniloficial), a partir das 20h desta sexta-feira. Não perca!

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto: Divulgação/Vetnil

Veja mais notícias no portal Cavalus

Continue lendo

Geral

A força do leilão rural

Marcelo Pardini comenta em sua coluna sobre como a modalidade de compra e venda em pregão ainda é a maneira mais eficiente, objetiva e democrática para se comercializar a produção agropecuária

Publicado

⠀em

Como toda atividade sócio-econômica, o leilão rural também passa por transformações. Muito se tem discutido sobre o protagonismo do pregão frente às novas ferramentas de compra e venda que usam a IA (Inteligência Artificial).

Especialmente via tecnologia ‘blockchain’, cujas análises do perfil do cliente, através de dados extraídos de seus hábitos de consumo, estão cada vez mais sofisticadas e precisas, sendo fundamentais para as ofertas futuras.

No best-seller ‘Ponto de Inflexão’ (Büzz Editora /2019), o empresário bilionário Flávio Augusto da Silva ressalta que nos negócios nada é perene. “A Kodak era líder global no mercado de fotografia e a Blockbuster era a maior locadora de filmes do mundo. Logo, estabilidade não existe.”

Concordo com essa linha de raciocínio e acredito que, independentemente dos avanços tecnológicos e das novidades mercadológicas, duas características sempre serão valorizadas, ratificadas pelos gurus das Finanças: credibilidade e criatividade.

É assim que pauto o meu trabalho, visando a valorizar o leilão rural, uma vez que tal modalidade de compra e venda de animais, bens e implementos agrícolas é a melhor ferramenta de comercialização da produção agropecuária em escala.

Não caia em armadilha

De acordo com a Lei 4.021/61, o leilão rural tem como obrigatoriedade a presença do leiloeiro. Este devidamente credenciado pela Federação da Agricultura do Estado onde reside.

Hoje em dia, alguns sites e grupos de aplicativos promovem remates de maneira ilegal, pois os fazem sem a figura do profissional. O leiloeiro, filiado à entidade representativa da classe é o único que regula e confere legitimidade ao leilão.

Dessa forma, agrega conhecimento e capacidade técnica para transmitir informações precisas e confiáveis. E, além disso, ainda valida os usuais pré-lances e legitima as vendas, haja vista que a Lei lhe confere Fé Pública. Todas as formas de leilão, incluindo as modernas, demandam a presença do leiloeiro, nem que seja de maneira virtual e/ou on-line.

Os valores ético-morais são os pilares da profissão de leiloeiro rural. O profissional que goza de credibilidade, através de atitudes sérias e idôneas, tem liberdade para desempenhar com assertividade e lisura o seu papel. Acima de tudo, ele atua de maneira sinérgica com as novidades digitais, impostas pelo atual dinamismo dos negócios.

Para o sucesso no leilão é preciso cuidar de todos os elos. Ou seja, desde manejo e mão de obra até nutrição, instalações, sanidade animal. Bem como dos efeitos do meio ambiente e genética (marcadores moleculares).

Penso que as novas tecnologias devam ser usadas para otimizar os custos dos promotores dos remates, uma vez que só com acurácia nas informações e pressão de seleção é que se chega à sustentabilidade da atividade rural.

Com uma visão sistêmica de todo processo produtivo, análises mercadológicas e constantes planejamentos, eu ofereço ao mercado assessoria comercial que visa a implementar ações individualizadas para cada cliente.

A metodologia de trabalho está amparada em excelência operacional, otimização de recursos e visão de resultados. O sucesso da empreitada só é possível porque a ‘ferramenta leilão’ continua sendo a maneira mais eficiente, prática, objetiva e democrática de se comprar e vender animais.

Dessa forma, a estratégia para o desenvolvimento dos processos de cada parceiro comercial visa a melhorar a eficiência, a eficácia e a efetividade. Do mesmo modo que busca-se resultados cada vez melhores, unindo ambas as pontas, comprador e vendedor, de forma sinérgica.

Um pouco de história (e estórias)

Em matéria publicada em maio de 2019 –  confira: Agro MP – , o decano dos leiloeiros rurais em atividade no Brasil, Djalma Barbosa de Lima, discorreu sobre as transformações do setor: “O leilão moderno passou por três fases: a primeira, no início, quando Sérgio Piza, Paulo Pimentel e João Sampaio, fundadores da Programa Leilões, em 1975, contrataram os leiloeiros gaúchos Trajano Silva e Pinheiro Machado.

Rapidamente também nos trouxeram para o ofício – eu e o Odemar Costa, que oriundos do Rádio, de forma natural, acabamos mudando a cadência da narrativa, caindo no agrado dos novos usuários paulistas. Em seguida, vieram os leilões-shows, ou seja, com as vendas nos principais hotéis e nas grandes casas de espetáculos dos centros urbanos.

Nesta época, já nos idos dos anos 90, chegamos a realizar leilões milionários, como os de Orpheu José da Costa, Nagib Audi e Afonso Archilla Galan, dentre tantos outros notáveis, com vultosas movimentações financeiras balizadas pelo dólar. Posteriormente, vieram os pregões pela TV.

Com o advento dos canais de televisão especializados no Agronegócio, a solução em comodidade imperou, eliminando os custos estruturais, com buffet, montagem, deslocamento dos animais…

Os primeiros, chamados virtuais, apresentaram lotes de baixa qualidade, algo que rapidamente foi corrigido, passando a vender o que os criadores tinham de melhor, tendo como diferencial a maior visibilidade, o encurtamento das distâncias, permitindo a um vendedor do Paraná comercializar, em fração de minutos, o seu produto a um investidor lá de Rondônia. Tudo isso antes da internet”.

‘Fase de Adequação’

Portanto, o leilão rural passa por mais uma mudança, a qual denomino ‘Fase de Adequação’. Ainda estamos tateando o que as novas tecnologias trarão de benefício e até de prejuízo à atividade.

O fato é que toda a cadeia tem que se adequar ao presente cenário. O processo de desenvolvimento de novos produtos começa, antes de mais nada, com a busca de ideias. As maiores oportunidades são encontradas quando se descobrem as necessidades não satisfeitas dos clientes aliadas às inovações tecnológicas.

Como sempre digo: o Agronegócio é o Brasil que dá certo! Precisamos ser otimistas: com trabalho sério, esmero e amor, tenho plena convicção de que a atividade sobreporá todas as mazelas. Eu acredito na força do campo!

Por Marcelo Pardini – narrador, poeta, jornalista, pós-graduado em Marketing e leiloeiro rural; titular da marca Agro MP – A voz do Agronegócio.
E-mail: contato@agromp.com.br | Instagram: agromp.marcelopardini
Crédito da foto: Arquivo Pessoal

Veja outras notícias no portal Cavalus

Continue lendo