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Leilão acontece em prol do Hospital de Amor de Barretos

Instituição, que é sediada na capital do rodeio na América Latina e tem um déficit de quase R$ 30 milhões, pede ajuda

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Leilão em prol do Hospital de Amor de Barretos, instituição que tem um déficit de quase R$ 30 milhões, a fim de pagar o 13° dos funcionários

Referência no tratamento oncológico, o Hospital de Amor pede ajuda. Atuante no trabalho de prevenção do câncer é sediado em Barretos/SP. Em resumo, o presidente Henrique Prata informou que um leilão da gado acontecerá no próximo dia 19 de dezembro, à 13h pelo Canal do Criador. O remate ocorre com a finalidade de ajudar no pagamento do 13° salário dos funcionários.

Há mais de 58 anos, o antigo Hospital de Câncer de Barretos oferece assistência extensiva a pacientes oncológicos. Antes de mais nada, tudo 100% gratuito. Atualmente, a instituição possui sete unidades de tratamento, bem como 24 unidades fixas de prevenção. Além disso, tem dezenas de unidades móveis que, juntas, atendem mais de 2.300 municípios em todo o Brasil.

Com um déficit operacional mensal de quase R$ 30 milhões, o suporte dos diversos setores da sociedade se torna indispensável para garantir o funcionamento de toda essa estrutura. Mais do que oferecer tratamento de alta qualidade aos seus pacientes, o Hospital de Amor tem como missão promover saúde das pessoas de maneira humanizada e integral.

“Há mais de 30 anos como gestor da instituição, nunca, apesar de tantas dificuldades, atrasei um dia sequer o salário das pessoas”, comenta Henrique Prata. “Pessoas que comigo ajudam a acolher com carinho e tratar com dignidade os pacientes que sofrem com a terrível doença do câncer”, continua ele em carta.

Com a pandemia, o presidente esclarece que não pôde buscar a parceria financeira junto a população. Dessa forma, o valor do 13° somado à folha de pagamento do mês se mostrou uma carga pesada para o Hospital.

Doações para o leilão do Hospital de Amor

A fim de conseguir o máximo possível de arrecadação com o leilão, Henrique Prata pede a cada cidade parceira a doação de no mínimo cinco cabeças de gado. A saber, todos da mesma cor, sexo e idade.

A carta endereçada especialmente aos coordenadores do Hospital de Amor em cada cidade pede que os que puderem doar entrem em contato com esses voluntários. Ou fale com o setor de captação de recursos pelo (17) 3321-6607.

Outros canais de informações: Facebook ohospitaldeamor | Instagram @hospitaldeamor | Site oficial www.hospitaldeamor.com.br.

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto: Divulgação/Hospital de Amor

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10 dicas para comprar seu primeiro cavalo

Você sempre teve vontade de comprar um cavalo e agora acha que chegou a hora certa! Mas, é preciso ficar atento a alguns pontos para que essa experiência seja realmente prazerosa

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Quando a gente sabe que chegou a hora de realizar um sonho antigo, quer logo mergulhar de cabeça no projeto. Por exemplo, você sempre quis comprar um cavalo e, finalmente, isso será possível.

Tenha em mente que seu primeiro cavalo será inesquecível. Aquele que sempre terá um lugar especial na sua história, independente do que aconteça no processo. Por isso, é importante prestar atenção em alguns pontos para que esse momento seja positivo em sua memória para sempre.

Dizem por ai que se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Mas, nesse caso, ajudará você a começar na direção certa!

Você sempre teve vontade de comprar um cavalo e agora acha que chegou a hora certa? Preste atenção nessas dicas que são super importantes!

Então vamos as dicas para comprar seu primeiro cavalo

  1. Peça ajuda a um cavaleiro experiente. Nem todo mundo no meio do cavalo é verdadeiro. Seu treinador ou amigo perceberá sinais sutis de problemas de saúde ou de comportamento.
  2. Nunca compre por impulso. A emoção é real, mas evite tomar decisões precipitadas.
  3. É uma boa ideia dar uma olhada em alguns cavalos. E embora o primeiro possa ser o seu favorito, você vai querer ter certeza.
  4. Tire muitas fotos e grave vídeos e mostre ao seu instrutor ou treinador, especialmente se eles não puderem comparecer.
  5. Observe o cavalo do chão, não monte logo de cara. Peça para vê-lo no pasto, na cocheira, sendo preparado. É essencial ter uma ideia do comportamento dele nessas situações.
  6. O vendedor deve montar o cavalo primeiro. Não confie quando ele disser que o animal é quieto e bem-educado. Você vai querer ver por si mesmo.
  7. Conheça a história e a experiência do cavalo. Não tenha medo de fazer muitas perguntas e pesquisas.
  8. Pague o seu próprio veterinário para examinar o cavalo. Também conhecido como exame pré-compra . Essa é uma dica muito útil na identificação de problemas de integridade e saúde.
  9. Peça uma ou duas semanas de teste. Nem todo vendedor concorda com isso, mas é algo que pode ser muito útil. Você verá as verdadeiras ‘cores’ desse cavalo.
  10. Um contrato assinado é obrigatório! Seria bom se tudo pudesse ser um acordo de aperto de mão, mas isso não vai protegê-lo no tribunal.

Além dessas dicas, se você tiver algum outro alerta, compartilha com a gente!

Por Equipe Cavalus
Fonte: Cowgirl Magazine
Crédito das fotos: Divulgação/Pixabay

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O nobre ofício da doma

Karoline Rodrigues, em sua primeira coluna de 2021, aborda sobre esse tema tão peculiar

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Domar cavalos é um trabalho nobre. Sem dúvida, quase uma arte. E que merece todo reconhecimento dada sua importância na vida de um cavalo que vai iniciar seu treinamento. No quesito doma, qualquer pessoa aprende o ofício. Mas, poucos têm o dom.

Sobretudo, cada domador tem um método. Quer seja pelo dom, quer seja pelo esforço do aprendizado, cada método tem seus méritos, finalidades e objetivos. Cada treinador, por sua vez, gosta que seus cavalos sejam iniciados de certa maneira. Tem uma filosofia de trabalho e um programa de treinamento.

Eu, por exemplo, já tentei muitas vezes domar potros, só que nunca completo o processo. Acho que eu até aprendi a doma pelo tanto de vezes que tentei. Seja como for, ainda tenho medo. E não tenho o dom, definitivamente.

Três fases da doma

Da forma como eu enxergo, e isso é só teoria da minha cabeça com base no que eu aprendi, a doma tem três fases:

1 – o trabalho de chão, com e sem sela;

2 – com sela, quebrar o potro e amansar;

3 – levar para fora ou para a pista, e ter controle dele.

Entendo, então, que tudo além disso já diz respeito a treinamento. Aliás, abro um parênteses aqui para dizer que nesse caso estamos falando de cavalos de performance, de genética apurada, características aperfeiçoadas, que já tiveram dois anos de manejo. Não de cavalos semi-selvagens, de índole duvidosa e comportamento repulsivo.

Trabalho de chão, na minha humilde opinião, com os animais que trabalhamos hoje em dia, é introdutório. Uma apresentação de sela e cavaleiro ao cavalo, futuros parceiros, melhores amigos inseparáveis.

Não uma punição, castigo ou sofrimento, para o que eles ainda sequer fizeram de errado. Estão aprendendo. E são incrivelmente receptivos a tudo que são solicitados a fazer.

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Praticidade da doma

Feita essa ressalva, afirmo que eu acredito na praticidade da doma. Tá, você que está lendo pode até pensar quem sou eu pra falar de doma? Compreensível. Mas nunca disse que eu era boa nisso. O que não me impede de ter opinião sobre o assunto.

Uma opinião formada com base no que eu vi meu pai fazendo ao longo dos anos (só eu tenho 33, sim, 33! Ele tem mais uns tantos anos de cavalo). No que ele ensinou outras pessoas a fazer, no que ele pede para quem doma para ele fazer. Ou no que ele me ensinou e eu tentei fazer. E, por fim, no que vi outras pessoas fazendo.

Portanto, o trabalho de chão é importante para introduzir o processo, sem dúvida. Mas ele tem que ter um propósito dentro do treinamento, que convenhamos, é feito montado, obviamente.

‘Quebrar’ o potro para mim significa fazê-lo entender os comandos de controle básicos, respeitar o que lhe é pedido por quem está em cima dele. E, depois disso, fazer o mesmo na pista. Para, então, iniciar o processo de treinamento propriamente dito. Sem violência e sem exaustão, que também é uma forma de violência, embora quem a pratique não admita.

Marco

E falando de doma, eu queria mesmo era falar do Marco. Ele é um daqueles que têm o dom. Dá gosto de vê-lo mexer num potro. Sente cada movimento, sem medo. Conversa com o potro.

E não importa o quanto o animal resista ou se assuste, ele consegue fazer o potro entender o que ele quer. Mexendo um potro do chão, mais parece uma dança. Uma dança linda de admirar, de ver progredir, de ver finalizar numa relação de confiança e entrega absoluta.

O Marco é conhecido na região [de Avaré] pelo apelido ‘Amarelo’. Ele treina cavalos para o pessoal aqui e corre provas de Laço Comprido. Reconhecido como um grande cavaleiro. Há anos ele doma pra gente e confiamos absolutamente nesse trabalho que ele faz com maestria.

Mexeu em seis potros nossos de 2 anos, cinco vezes no total, não consecutivas. Um dia numa semana só trabalhou do chão, dessensibilizou. Em seguida, na semana posterior (porque choveu) colocou sela no redondel. E mais dois dias montou na pista de boi, de dois em dois.

Eu, que sou a medrosa, monto em qualquer cavalo que ele mexeu, porque confio no que ele faz. No meio do ano passado, montei nos potros que ele iniciou. Selei nas baias com ajuda do Marcelo, rodei, quebrei do chão, montei, trotei, guiei e galopei. Só fiz isso porque ele não pode vir mexer nos potros, e vou falar disso em outro post.

Nesse artigo, quero só mandar um salve para quem tem o dom, como o Marco. E também para quem aprendeu a fazer isso bem, um trabalho tão essencial e nobre, que é a base de todo esse universo dos cavalos de performance que tanto amamos.

Colaboração: Karoline Rodrigues/Plusoneandahalf
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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As coisas como elas são na rotina com os cavalos

Aluísio Marins relata um caso ocorrido na UC para chamar atenção a um assunto importante: precisamos ter paciência!

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Em um curso aqui na UC, 40 dos melhores ferradores do Brasil na época estiveram absorvendo os conhecimentos de Dusty Franklin, Top 3 do mundo. Disponibilizamos cavalos a todos. Então, em um dos dias, o professor solicitou-nos um cavalo para demonstrar o ferrageamento completo. Fez a ferradura a partir de uma barra de ferro, modelou-a para o casco e colocou-a no animal.

Um trabalho demorado, minucioso, detalhista e, principalmente, de alta responsabilidade, pois um erro poderia significar muito. Os alunos assistiram à demonstração com muita atenção e até mesmo admiração pela qualidade e refinamento. Quando terminou, pediu que dois ferradores terminassem o trabalho.

Esses dois ferradores, nacionalmente conhecidos, assim o fizeram. Terminaram de ferrar aquele cavalo, que foi levado de volta à sua cocheira. Este era o último dia da clinica. No final daquela tarde, todos foram embora e a rotina da UC continuou normalmente. Com os cavalos treinando, trabalhando, etc.

Na manhã do dia seguinte, o cavalo que contei acima foi solto no seu piquete. Saiu correndo, como todas as manhãs. Brincou com os outros que estavam lá, comeu, rolou, enfim, fez as chamadas ‘coisas de cavalos’.

Na hora do almoço, retornou à sua cocheira para comer a ração. E, quando entrou no pátio da UC, um som a menos vinha de suas patas.

Aluísio Marins relata um caso ocorrido na UC com um dos cavalos para chamar atenção a um assunto importante: precisamos ter paciência!

Cavalos e suas rotinas

Somente três das quatro ferraduras batiam no chão. Uma delas, a quarta, era somente o casco, sem a ferradura, que havia se perdido no pasto. Amigos, esse cavalo foi ferrado no dia anterior por um dos melhores ferradores do mundo. E, da mesma forma, por dois dos melhores ferradores do Brasil.

Ferrageamento impecável em todos os aspectos. Experiência de sobra ferrando um simples cavalo. Pois ele saiu correndo e perdeu a ferradura. Seu proprietário teve de esperar um ou dois dias até que o ferrador viesse e a repregasse.

Este é um exemplo típico de que trabalhar com cavalos é assim mesmo. O cavalo que usa ferraduras as perde em um galope no piquete e nada podemos fazer. Ficamos, por muitas vezes, impotentes perante diversas situações.

Lições que tomamos destes fascinantes animais. Acima de tudo, eles nos ensinam que devemos ter autocontrole, paciência e calma. Do mesmo modo que eles têm. Talvez seja mais simples do que possamos pensar. Tão simples que complicamos…

Por Aluísio Marins
Diretor da UC, instruindo cavaleiros a mais de 20 anos
Crédito das fotos: Divulgação/Pixabay

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