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Sonho dos cavaleiros: uma relação perfeita com seu cavalo

Dalva Marques fala em sua coluna que todo equitador quer um cavalo dócil, manso, tranquilo. E, ao mesmo tempo, ativo, habilidoso, ágil e responsivo aos comandos

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O maior sonho dos cavaleiros é ter uma relação perfeita com seu cavalo. Sem dúvida, buscam um cavalo dócil, manso, tranquilo. E ainda ativo, habilidoso, ágil e responsivo aos comandos. Isso é possível desde que o animal seja tratado com amor. Com toda a certeza, a maneira como o tratamos influencia nos resultados. Portanto, tenhamos em mente que os primeiros a serem ‘treinados’ somos nós mesmos.

Julgo que o respeito mútuo é fundamental. Em algum momento, ouvimos reclamações sobre cavalos rebeldes. No entanto, devemos nos perguntar: como o animal é tratado? De que maneira foi tocado pela primeira vez? As pessoas a sua volta o tratam com amor? Sem dúvida, a maneira ideal para acessar um cavalo é a convicção do que queremos. E, sobretudo, amor e respeito.

O cavalo só não faz aquilo que requisitamos quando não entende. Dessa forma, cabe a nós sabermos de fato o que buscamos. Ele aprende por repetição. Saiba não só a hora exata de corrigi-lo, bem como o momento certo para agradá-lo. Seguros do que pretendemos, passando de forma adequada o que almejamos. Se estabelece, então, uma relação de total confiança. E a cumplicidade só ganha força.

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Construa uma relação de respeito

Muitos confundem medo com respeito. Na realidade, o animal tem que sentir prazer no que faz. Ser obrigado a realizar determinado exercício não faz bem para o cavalo. Acima de tudo, não são todos os cavaleiros com discernimento. É importante ter o bom senso de perguntar: onde estou errando? Porque essa reação negativa do animal?

O fato é que não paramos para pensar que estamos nos relacionando com seres vivos. Eles também sentem, pensam e decidem. O cavalo, sem dúvida, é o nosso espelho. Temos que corrigi-lo e agradá-lo imediatamente após cada situação. A disciplina é necessária e tem que existir. Mas, com certeza, os mais disciplinados têm que ser os equitadores, ou seja, nós mesmos.

Temos nossos limites e eles também. Convictos do que queremos, com calma e respeito, saberemos cada vez mais acessar o nosso cavalo. O sucesso a cada etapa realizada chegará. Não devemos pular fases, haja vista que alguns respondem imediatamente e outros são tardios, porém todos são acessíveis.

De uma forma geral, os equídeos – asininos, muares e equinos – aprendem por repetição. E toda ação gera uma reação, por isso é importante decidirmos o que queremos. Nossas atitudes influenciam diretamente nas respostas deles. São animais que foram criados para serem respeitados. Em troca, proporcionam a nós momentos inesquecíveis.

Então, que saibamos cuidar, respeitar, amar. Acima de tudo, aproveitar o que eles têm de melhor a nos oferecer. Só assim a nossa relação será um verdadeiro espetáculo!

Por Dalva Marques
Criadora, apresentadora e treinadora |
CT Rancho Bigorna | jurada de equinos e muares de marcha
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal e Márcio Mitsuishi

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2 Comments

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Alguns deveres dos proprietários de cavalos

O quanto você conhece seus cavalos e sabe o que se passa com eles no dia a dia do haras ou centro de treinamento?

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Nesse artigo, Aluisio Marins lista 9 deveres dos proprietários de cavalos. Sem dúvida, apenas alguns pontos a respeito de uma ‘função’ que exige amor e dedicação. Confira!

  • É importante que o proprietário saiba tudo o que acontece com seus cavalos no local em que vive;
  • Precisa ainda conhecer o que eles comem. Por exemplo, quantidades, qualidades, tipos, horários. Enfim, tudo o que envolva a alimentação;
  • Saber sobre: odontologia, reprodução, aspectos clínicos. De tal forma que entenda o que está pagando, porque, como e tudo o que acontece com a saúde dos seus cavalos;
  • Conseguir montar seu cavalo e fazer absolutamente o que quiser com ele. Obviamente, que para este item exige-se um mínimo de técnica. Bem como a ciência de que um cavalo em treinamento para uma modalidade tem um plano de trabalho traçado pelo treinador. Por isso, montadas fora de hora podem atrapalhar;
O quanto você conhece seus cavalos e sabe o que se passa com eles no dia a dia do haras ou centro de treinamento? Deveres dos proprietários
  • Conhecer os aspectos de etologia, comportamento natural do seu cavalo;
  • Telefonar ou entrar em contato com qualquer um dos profissionais que estão em volta do seu animal sem constrangimentos;
  • Ter em mente que um cavalo leva tempo a ser treinado, domado, ‘feito’ para alguma modalidade. Neste caminho, muitas vezes se vai a uma prova já sabendo que as chances de vitória são remotas, mas que esta ida serve para dar experiência ao cavalo;
  • Oferecer a ele o melhor que suas condições financeiras possam dar;
  • Entender que um cavalo precisa de um dono. Uma pessoa que tenha preocupações diversas com ele. Acima de tudo, que faça com que ele se sinta cada vez melhor e mais atendido por todos.

Por Aluísio Marins
Diretor da UC, instruindo cavaleiros a mais de 20 anos
Crédito das fotos: Divulgação/Pexels

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Nacional ANLI 2020 bate recorde de inscrições

Evento – que acontece nos dias 27 e 28 de novembro, no Haras NSG, em São Pedro/SP – registrou 450 inscritos, resultado de 245 cards

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O número de inscrições para o Nacional ANLI 2020 bateu todos os recordes. Ao todo, foram registrados 450 inscritos, entre as provas do Potro do Futuro, Prova Técnica, Final Pro Tie Down, Prova de Cronômetro, além de Breakaway Feminino e Jovem.

Antes de mais nada vale destacar que o evento acontece nos dias 27 e 28 de novembro, na arena do Haras NSG, em São Pedro/SP. Portanto, o local receberá os amantes do Laço Individual para a  disputa de uma premiação garantida que já ultrapassou os R$ 175 mil anunciado incialmente e está em R$ 200 mil. 

De acordo com o presidente da Associação Nacional do Laço Individual (ANLI), Fábio Luis Parizi, o recorde de inscrições é resultado de outra conquista da entidade. Afinal, o número de cards, ou seja, competidores associados pagantes atingiu a marca de 245. 

“A associação todo ano faz um card, que o competidor paga como se fosse uma anuidade. Assim, ele ganha o direito de correr nas provas credenciadas da associação. Além das provas que a associação faz. Como o Potro do Futuro, Prova Técnica e a Final. Vale lembrar que esse ano não teve a Final por causa da pandemia. Então, quem adquiriu o card esse ano vai poder participar da Final no ano que vem. Então, esses 245 cards aí são 245 competidores. Que é um numero muito legal”, frisa o presidente.

Nacional e Potro do Futuro da ANLI 2019 – Foto: Divulgação/Rodolfo Lessa

Ano de ascensão do Laço Individual

Fábio ainda enfatiza que, apesar da pandemia do novo coronavírus, a modalidade de Laço Individual teve uma ascensão significativa em 2020. Sobretudo, até a mais do que a ANLI imaginava no início do ano.

“Começamos o ano com 35 provas agendadas, credenciadas na associação, para ir tirando os rankings. Com isso, a gente projetava 180 cards no ano. Mas veio a pandemia e teve poucas provas. Mesmo com todos esses acontecimentos, conseguimos agora chegar com essa prova fazendo 245 cards, é muito legal. Porque o dinheiro da anuidade do card é 100% revertido para premiação da Final, que ficou para o ano que vem agora”.

Expectativa para o Nacional ANLI 2020

Diante destes números, a expectativa para o Campeonato Nacional ANLI é a melhor possível, garante o presidente. “Nos vamos fazer as provas em uma das melhores estruturas do país. Eu acho que a associação nunca teve uma prova tão bem feita, num lugar tão legal, como vai ser esse evento do dia 27 e 28. Vai ter competidor do Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Brasília e São Paulo”.

Paralelo a isso, a ANLI também tem se preocupado com os demais itens determinantes para o sucesso do evento. “A gente está preparando tudo de melhor. Uma bezerrada de uma qualidade excelente, de cruzamento industrial, de nelore, sadia, tudo lote homogêneo. Além de tudo dividido por categoria. Quadro de juízes com americano muito experiente, um dos melhores que tem nos Estados Unidos para julgar junto dos brasileiros. Manejo e preparado de pista igual é nos eventos da ABQM. Locução do Alessandro Mendes. Então, tudo caminhando para ser a melhor prova que a ANLI já fez”.

Programação do evento

Por Natália de Oliveira
Crédito da foto em destaque: Divulgação/Haras NSG

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Três Tambores: o que acontece depois daquela ‘pegada’ na boca do cavalo

Claudia Ono fala em sua coluna da semana sobre os efeitos das embocaduras. Seu cavalo tem segurança dentro e fora de casa?

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É muito comum nos Três Tambores as cenas de puxões nas rédeas, manobras cheias de movimentos de braços e mãos. Algumas vezes desmedidos, outras somente aleatórios. Mas isso não tira o efeito negativo dessa ação que demonstra uma baixa qualidade na equitação.

Quando você dá uma ‘catada’ na boca do seu cavalo, se esquece de que existe um ferro lá dentro. De tal forma que esse ferro causa dor e, principalmente, insegurança. De fato, a mesma insegurança que causaria dentro das nossas bocas. E olha que somos caçadores, não caças…

Psicologicamente, a ‘pegada’ causa receio e o cavalo rapidamente irá associar esse receio ao local onde a ação acontece. Ou seja, se der a ‘pegada’ no segundo tambor, logo ele entenderá que esse tambor é o local do castigo.

Mecanicamente: quando você pega forte o cavalo defende a boca (até nós faríamos isso). Assim como se perde no trabalho e deixa de focar no percurso para prestar atenção na embocadura. Além disso, a paleta dele escapa para fora e ele não consegue se manter no giro e acaba abrindo para se reequilibrar.

Os cavalos não nascem ansiosos ou nervosos, eles ficam assim como consequência das ações pelas quais passa na doma (principalmente) e inicio de treinamento. Se em casa tudo é tranquilo e seguro, quando sai para a prova existe a tensão do cavaleiro, as rédeas mais curtas, o reio, as ‘pegadas na boca’. Com isso ele aprende que na prova ele passará por situações ruins, que deve se defender disso.

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Claudia Ono fala em sua coluna da semana sobre os efeitos das embocaduras nos Três Tambores. Seu cavalo tem segurança dentro e fora de casa?

Por isso, nos Três Tambores e nas modalidades equestres de forma geral, algumas coisas não devem ser feitas nunca. Isso mesmo, nunca!

Se a adrenalina da prova de Três Tambores faz seu cavalo ficar mais duro de frente é porque ele fica mais ‘para frente’ também. Então mostre que não há motivo. Caminhe, trote, monte com seu corpo relaxado. Seja a mesma pessoa dos treinos, não mude. E trate seu cavalo como o mesmo cavalo dos treinos, não mude nada.

As consequências do aumento da pressão no dia da prova são: cavalos ansiosos, nervosos, que ‘amarram’ nas retas, que largam e só pensam em correr, que não largam, que brigam nos giros, que passam reto pelos tambores. Enfim, se mostrar ao seu cavalo que em casa ou fora dela, em treino ou em prova, tudo pode ser seguro, terá um cavalo seguro.

Apenas cavalos medrosos são inseguros. A insegurança gera nervosismo. Isso tudo reflete na hora da prova. E se ele trabalhar mal será ‘corrigido’ em casa; e tudo se agrava mais.

Claudia Ono fala em sua coluna da semana sobre os efeitos das embocaduras nos Três Tambores. Seu cavalo tem segurança dentro e fora de casa?

O correto? Evitar o estrago ao invés de correr atrás de consertar depois

Imagine o seguinte: Todos os dias você chega na quadra da escola para jogar vôlei. Na entrada, para pegar a bola e iniciar o jogo, precisa passar por um corredor de pessoas e sempre uma delas dá um beliscão em você.

Isso aconteceu uma vez. Depois se repetiu semanalmente. Você entra na quadra, vê o corredor humano e a bola no final dele. Tem que pegar a bola para jogar, mas precisa passar pelas pessoas e levar um beliscão.

Ao final de um tempo, você estará nervosa antes de chegar à quadra. E vai sentir o beliscão toda a vez que pensar que precisa pegar a bola. Para consertar isso, as pessoas param de te beliscar. Mas você entra no corredor humano e acha que vai tomar um beliscão. Na semana seguinte, a mesma coisa.

Vai levar um bom tempo para você seguir relaxada até a quadra e passar pelo corredor para pegar a bola. Pense nisso. Pense no seu cavalo.

Por Claudia Ono
Três Giros
Crédito das fotos: Reprodução/Facebook

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