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Nellie Miller mandando bem também no Breakaway Roping

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Amazona campeã mundial e líder do ranking da PRCA em Três Tambores conta sua trajetória no laço

A temporada de rodeios voou mais rápido do que nunca. Muitas coisas emocionantes aconteceram este ano e, embora os Três Tambores sejam o meu foco principal, o Breakaway Roping também me alegra. Laçar tem sido um ótimo complemento, não apenas para o meu ano, mas para o esporte rodeio como um todo. Estou ansiosa para ver o que acontecerá nos próximos meses e anos com esta modalidade.

Algumas pessoas ficam surpresas ao descobrir que eu laço. Cresci em uma família de laçadores, então aprendi a laçar muito jovem. Fiz prova de Team Roping e Breakaway Roping durante todo o ensino médio, faculdade e rodeio amador. Sempre gostei muito mais de rodeios do que de jackpots. Então, quando iniciei nos Três Tambores, o laço ficou em segundo plano. Na época não havia muitas oportunidades para competir nos dois nos mesmos lugares.

Desde a faculdade que eu não participava de provas de laço. Este ano foi realmente a primeira vez que eu pude competir no Tambor e no Breakaway com a mesma capacidade. E pude reaver algumas memórias. Me lembrou o quanto é muito divertido e foi uma mudança de ritmo boa para mim. Fazer minha mente pensar em outra coisa além das provas de Três Tambores tem sido realmente saudável.

Também achei que mudar de ares foi muito bom para os cavalos. Desde que o Tambor tomou conta da minha vida, eu tinha esquecido que começamos como uma família de rodeios no laço. No treinamento dos cavalos, usamos vários exercícios de laço. Meu pai pode ser conhecido por treinar alguns grandes cavalos Tambor, mas poucas pessoas sabem que todos os nossos cavalos eram de laço primeiro – até Sister.

Este ano estava montando um de nossos cavalos que chamamos de Striker. Ele é fiel a todos os que estão no rancho. Serve para as crianças, para os mais velhos, para as mães, e agora para o Breakaway Roping. Nós dois estávamos muito enferrujados quando começamos a laçar na primavera, mas estamos voltando lentamente à forma. Mesmo assim, conseguimos algumas vitórias e fomos convidados para o Rancho Mission Viejo Rodeo, em San Juan Capistrano.

Era um rodeio que eu sempre quis ir, mas nunca tive a oportunidade. Aconteceu em agosto, não ganhamos, mas foi uma experiência incrível. O Breakaway tem sido algo divertido de fazer parte. Estou feliz em assistir à sua evolução. É importante também como adição de outro evento feminino no circuito de rodeios. Há tantas garotas que querem competir e, além dos rodeios amadores, não havia lugar para elas.

Espero que haja muito mais oportunidades no futuro.

Por Nellie Miller/Barrel Horse News
A competidora tem hoje US$ 154.610,50 no ranking mundial de Três Tambores da WPRCA, em primeiro lugar, tendo pontuado em 27 etapas até agora
Na foto: Em Red Bluff, Califórnia, a primeira mulher na história do evento a conquistar o All-Around Championship. Nellie Miller competiu em Três Tambores e Breakaway Roping. Crédito: Foto de Billie-Jean Duff

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Jane Mayo é tricampeã mundial da Girls Rodeo Association

Com uma doença grave quando criança, desacreditada pelos médicos, foi salva quando o pai comprou um cavalo para ela ficar mais tempo ao ar livre

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Montando seu lendário cavalo V’s Sandy, Jane Mayo venceu três campeonatos mundiais consecutivos de Três Tambores. Na época, a associação era chamada de Girls Rodeo Association – GRA, nome dado pelas fundadoras em 1948. Somente em 1982 passou a se chamar Women’s Professional Rodeo Association – WPRA.

De acordo com sua biografia, Jane Mayo foi acometida por uma rara doença no sangue quando era pequena. Os médicos previram que ela morreria antes dos 5 anos de idade. Seu pai, WH Mayo, comprou um cavalo manso para ela, Old Buck. A menina doente aprendeu a cavalgar. De tal forma que ar o fresco e o sol que ela absorveu enquanto montava trouxeram de volta sua saúde.

Assim, Jane começou a competir em rodeios no circuito escolar de Okemah, cidade do Condado de Okfuskee, Oklahoma. Em 1955, ela se formou na Okemah High School e tornou-se membro da Girls Rodeo Association. Desse modo, ganhou seu primeiro cavalo realmente bom, V’s Sandy. Formaram uma dupla e tanto no rodeio americano e nos Três Tambores.

Com uma doença grave quando criança, desacreditada pelos médicos, Jane Mayo foi salva quando o pai comprou um cavalo para ela montar

Em 1959, Jane Mayo marcou o menor tempo da final mundial, 19s2. Ganhou dois dos quatro rounds e ficou com o título da etapa. Sua primeira fivela de ouro se confirmou com a soma de US$ 5.814,00 em ganhos na temporada. No ano seguinte (1960), outro título mundial, com ganhos de US$ 7.833,00. Contudo 1961 foi seu auge, quando venceu sua terceira fivela de ouro com um recorde da época de US$ 8.356 em ganhos.

A história conta que ela gostava de laçar bezerros e Bulldog mais do que de Três Tambores. Creditava todo seu sucesso ao seu cavalo e lembra da parte mais difícil do seu trabalho, as longas viagens entre um rodeio e outro.

Fonte: WPRA, okgenweb.net
Crédito das fotos: WPRA

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Brasileiro Marcos Alan Costa fica em terceiro lugar em Waco

Pela PRCA, Marcos Alan, Junior Nogueira, Alex Cardozo e Valdiron Oliveira participaram da final do circuito do Texas

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Um começo de ano diferente para os competidores da PRCA. Alguns dos rodeios mais tradicionais e importantes desse começo de temporada, como Denver, não aconteceram – e não acontecerão – por conta da pandemia da Covid-19. Para Marcos Alan Costa (foto), a estreia em 2021 foi durante a final do RAM Texas Circuit Finals Rodeo.

O brasileiro, que já foi campeão desse circuito, encerrou a competição de Tie-Down Roping em terceiro lugar ao somar 28s9. Marcos Alan acumulou, portanto, US$ 1.063,00 para o ranking. Realizada em Waco, Texas, a final reuniu apenas os competidores da região pontuados ao longo de 2020.

Junior Nogueira também laçou nesse rodeio. Seu melhor resultado ao lado do parceiro Cody Snow foi o segundo lugar na primeira rodada do Team Roping. Eles marcaram 5s2 e ficaram com US$ 1.063,00 de prêmio.

Enquanto pela modalidade Touros, dois brasileiros estiveram na disputa. O melhor resultado foi de Valdiron Oliveira com uma parada na primeira rodada. Empatado com Jeff Askey, marcou 83.5 pontos. Alex Cardozo também montou.

Somente os campeões da final em cada modalidade e os campeões gerais do circuito em soma de ganhos classificam-se para a final nacional na Flórida. Essa semana a PRCA realiza ainda a final do Montana Pro Rodeo Circuit Finals, dias 15 e 16 de janeiro, em Kalispell.

Praticamente todo final de semana tem um rodeio em Fort Worth, Texas. Assim, no final do ano passado, a brasileira Keyla Polizelo Costa foi campeã nos Três Tambores em um desses rodeios com sua égua Zumanity Cristal CMV. Em seguida, uma semana depois, no mesmo Cowtown Coliseum, no coração do Stockyards, ficou em segundo lugar com Spotlite Ta Fame.

Pela PRCA, Marcos Alan Costa, Junior Nogueira; no Laço, Alex Cardozo e Valdiron Oliveira; Touros, participaram da final do circuito do Texas
Leo Camarillo – Foto: Arquivo ProRodeo

Rodeio mundial perdeu dois ícones

O dia 30 de dezembro de 2020 será eternamente marcado pela partida de duas lendas do cavalo: Leo Camarillo e Robbie Schroeder.

Leo Camarillo, ProRodeo Hall of Famer, faleceu aos 74 anos em Chandler, Arizona. Em sua trajetória, foi cinco vezes campeão mundial: Team Roping em 1972-73, 1975, 1983; e All-Around em 1975. Faz parte da galeria da fama desde 1979 em Colorado Springs, Colorado. Ao lado do irmão Jerold, Leo tornou-se uma lenda, com 20 qualificações para a NFR e diversos outros títulos.

Robert ‘Robbie’ Lynn Schroeder tinha 62 anos e era conhecido como um dos melhores horsemans do nosso meio. Atuou em todas as disciplinas ao longo da carreira. De acordo com o site da AQHA, ele tem mais de 100 títulos de campeão e reservado campeão nas raças Quarto de Milha, Paint Horse e Appaloosa. Do mesmo modo que adorava ser mentor e passar um tempo com a família em Whitesboro, Texas.

Brasileiros, assim como toda a comunidade do cavalo, lamentaram essas perdas. Veja o depoimento de Junior Nogueira.

Por Luciana Omena
Fonte: PRCA
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Arquivo Pessoal

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Brasileiro Armando Costa Neto vence no Abilene Spectacular

Evento foi a primeira prova de Apartação do calendário americano em 2021

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As competições de Apartação da nova temporada estão oficialmente abertas. Eventos de idade limitada mais importantes desse começo de ano começaram com a programação do Abilene Spectacular Cutting. Entre os campeões, o brasileiro Armando Costa Neto (foto).

Armandinho e Sweet Lil Kit Kat venceram a Mid Level Open (Intermediate) para cavalos de quatro anos hípicos. Marcaram na final a nota 225. Sweet Lil Kit Kat (Kit Kat Sugar x Sweet Smoke Lena) é de propriedade do criador brasileiro Renato Eugênio Rezende Barbosa.

Os dois estiveram juntos no NCHA Open Futurity no final de 2020, onde avançaram até a fase semifinal. Em Abilene, o brasileiro fez ainda a final da Open para cavalos de quatro anos com dois cavalos, mas sem resultados expressivos.

Por outro lado, Armando Costa Neto esteve na final da Mid Level Open (Intermediate) para cavalos de cinco/seis anos hípicos. Com Niki Sixx, de sua propriedade, marcou 221,5 pontos. Como resultado, terminou a prova em terceiro lugar.

Outro brasileiro também esteve nessa competição. Rodrigo Taboga ficou bem perto da nota de corte na Open 4YO ao apresentar Kidd Kat Sugar. Contudo, por meio ponto não avançou. Ele apresentou ainda Sanctus, Playin With Metal e Rocky Mountain Blues na Open 5/6YO.

Os próximos desafios dos brasileiros nesse primeiro trimestre são: Ike Classic, Bonanza Cutting, Arbuckle Futurity, The Cattleman’s Derby e NCHA Super Stakes. Fica fora dessa lista o Augusta Futurity, adiado por conta da pandemia.

Resultados completos, clique aqui.

Evento foi a primeira prova de Apartação do calendário americano em 2021. Os brasileiros Armando Costa Neto e Rodrigo Taboga competiram!
Wimpys Little Step – Foto: Divulgação/John Brasseaux

Rédeas

A menos de dois anos, Wimpys Little Step tornou-se apenas o terceiro garanhão a gerar filhos ganhadores de mais de US$ 11 milhões pela National Reining Horse Association. Nesse meio tempo, com o fim da temporada 2020, ele mudou de nível.

Se juntou a Topsail Whiz e Gunner como garanhão produtor de mais de US$ 12 milhões em ganhos de seus filhos. Ou seja, Wimpys Little Step atingiu a marca de NRHA Twelve Million Dollar Sire.

Filho de Nu Chex To Cash e Leolita Step, Wimpys Little Step foi um projeto da Hilldale Farm. Aos 21 anos de idade, é de propriedade da Silver Spurs Equine, de Purcell, Oklahoma. A saber, criatório que tem o envolvimento do brasileiro Thiago Boechat.

CFR Centenario Wimpy, apresentado pelo brasileiro Franco Bertolani nas pistas, e que hoje está no Brasil, é um dos cinco melhores filhos do garanhão. (Fonte: QHN)

Três Tambores

André Coelho e João Leão começaram a temporada 2021 no Sweep MVP Futurity. A prova aconteceu de 8 a 10 de janeiro, no Southern Buckeye Equestrian Center, Arizona. Assim sendo, na categoria Futurity, André ficou em sétimo lugar 1D com Jesse Famous Fling , 34s847 na soma dos tempos. Eles somaram ganhos ainda na primeira rodada, quinto lugar com 17s509. Enquanto João foi segundo 2D com Special For Tres PZ, 36a189. O conjunto campeão foi Kassie Mowry e Sand In My Socks, 34s137.

Por outro lado, João somou uns dólares a mais na categoria Friday Open, segundo lugar 2D com Flos Hush Money, 17s713. Assim como André e Jesse Famous Fling, décimo lugar 2D na Saturday Open, 17s509. (Fonte: Barrel Racing Report)

Por Luciana Omena
Créditos da foto de chamada: Divulgação/Performance Horse Central

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