Breakaway

Mãe e filha no pódio de Breakaway do Haras Monte Alegre

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A segunda edição do Team Roping Haras Monte Alegre aconteceu dias 21 e 22 de setembro, em Conchas

Ano passado, a inauguração do Complexo Monte Alegre agitou o mundo do Laço na região de Conchas e Pereiras, interior de São Paulo. Uma pista moderna, com estrutura top, faz do local um dos ranchos mais bonitos do Brasil. E não sou eu que estou dizendo não! Os próprios competidores adoram fazer prova lá, pois se sentem acolhidos e com conforto, para eles mesmos e seus cavalos.

O sucesso do ano passado foi transferido para esse, com provas de Team Roping, Três Tambores e Breakaway Roping. O laço feminino mais uma vez foi organizado por Lucy Fazzio e aconteceu no encerramento da programação de sábado, reunindo como já é de costume grande público na arquibancada. Cinco laçadoras da região compareceram e a campeã foi Carina Pavan, de Maristela/SP.

Pódio do Breakaway

Segundo lugar para Karol Rodrigues e em terceiro Pâmela Nogueira. A festa das meninas ficou completa com o show da pequena Lavínia Pavan. Se tivesse participado da prova principal, a laçadora Mirim tinha vencido todas as adultas e ficado com o título. Correu três bois em formato de apresentação e laçou dois. “A Lavínia foi sensacional. É diferente essa menina e é uma alegria vê-la laçar”, conta Lucy.

E como não podia deixar de ser a mãe Carina é só orgulho ao falar da filha. “Fiquei muito contente, né? Eu amo laçar pé, é a minha modalidade no laço, mas a Lavínia sempre insiste para que eu corra o Breakaway também. Nem tinha levado o meu cavalo, só a égua dela. Mas por incentivo da minha filha eu me inscrevi”, lembra Carina.

Sr Lilo Pavan, Lavínia Pavan e Carina Pavan

Carina acabou correndo a prova na égua da filha e ganhou. Dos três bois, laçou um na casa dos sete segundos e o outro na casa dos cinco segundos. Ficou com a menor somatória, já que a Karol, que também laçou dois dos três bois, fez tempo mais alto. A surpresa mesmo foi na apresentação da pequena. “Como não temos mirins na região, a Lavínia sempre se apresenta no Breakaway, mas não valendo prômio”, reforça a mãe.

Tudo certo para a apresentação, mas tanto Lucy como o pai de Carina, Sr. Lilo Pavan, incentivaram ela a inscrever a pequena laçadora na categoria Feminina. “Como acho que a Lavínia ainda está muito nova, vi uma boiada bem rápida, adiei essa estreia em uma prova para valer. Mas ela deu um show, laçou dois bois, um deles em 4s77, teria ganho de todas nós! Foi muita emoção, choramos muito, toda minha família estava lá”.

Pódio Aberta, #8 e #6

O formato do Breakaway teve a cessão do espaço pelos organizadores, que deram também a fivela para a campeã da prova. A premiação foi rateio de 100% do arrecadado com as inscrições. Na prova masculina de Team Roping, foram 550 inscrições apuradas, R$ 43 mil em prêmios, sendo oito motos e o restante em dinheiro. Quem tocou em parceria com Elvis e Lourenço Puga foi a MZ Eventos Equestres.

Os laçadores profissionais da região lotaram a categoria Aberta, para os handicaps 8,5 e 6,5. A vitória ficou para a dupla Vinicius Chipoleti e Miguel Zambon, com 6s50 de média, campeões da Aberta. Pela #8,5, os campeões foram Netinho São Carlos e João Duprat, média 6s79; ficando com o título da #6,5 a dupla Cassiano e Diego Pereira, 7s11 de média.

Pódio #4,5, #3 e #2

Fabio Zanin e Robson Gialourenço ganharam a Aberta (geral) dos Handicaps 2, 3 e 4,5 ao marcar 6s09 de média. Fabio Zanin levou outra premiação, na #4,5, sendo campeão ao lado de Gabriel Lima, com 6s19 de média. Pela #3,5, Miguel Zambon voltou ao pódio com Luizinho Capivari e a média de 7s72. Neguinho e Edgard Trevisan ficaram com o prêmio da #2,5, média 7s36. Resultados completos, clique aqui.

Por Luciana Omena
Fotos: fotos WTR produções

Breakaway

Breakaway Roping encerra o ano com saldo positivo

A modalidade passou de caráter experimental à consolidação entre eventos e competidoras; após 5 anos, qual o cenário desse esporte no Brasil?

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Desde que chegou ao Brasil, o Breakaway Roping teve o começo de temporada ‘mais aquecido’ de todos os tempos. Provas marcadas em diversos eventos, não só de Laço Individual, como também de Laço em Dupla. O caminho se desenhava forte quando veio a pandemia. Tudo parou e os planos mudaram.

Mas, o que era para ser uma temporada perdida encerra com saldo totalmente positivo. “Sem dúvida, demos um salto com a modalidade. Crescemos a cada ano e caímos no gosto da mulherada de outras modalidades. Com isso, conquistamos cada vez mais adeptas”, comenta Anália Fonseca.

De acordo com ela, houve outra conquista importante. “Ganhamos espaço nas associações e nas provas. Os incentivos aumentaram, quer seja em premiação, quer seja na qualidade do gado. Além disso, o formato dos eventos para o Breakaway Roping ficou muito mais fácil das meninas aderirem”. Por conseqüência, mesmo em um ano de crise, o esporte premiou com quase R$ 30.000,00.

“A ABQM deu premiação de fomento de R$ 8 mil, enquanto a ANLI premiou a modalidade com R$ 10.200,00 mil. Um cenário que mudou totalmente o rumo das coisas. Então, além de aumentarmos nossa participação na ABQM – de 51 inscrições ano passado para 81 no Campeonato Nacional -, garantimos mais duas vagas para o The American”.

Em resumo, o Breakaway Roping bate cada vez mais recordes de número de provas, em inscrições, premiações e incentivo. “Acredito que em 2021, se tudo voltar ao normal, com toda a certeza, cresceremos ainda mais”, reforça Anália, competidora e uma das responsáveis por movimentar a modalidade nos bastidores.

Breakaway Roping passou de caráter experimental à consolidação entre eventos e competidoras; após 5 anos, qual o cenário desse esporte aqui?
Campeonato Nacional ABQM com recorde de participações

De caráter experimental à consolidação

Aliás, as laçadoras formaram uma comissão para representar e dar voz ao Breakaway Roping frente a provas, organizadores de eventos e associações de raça e modalidade. “Eu gosto muito de competir, mas adoro o trabalho nos bastidores, cuidar da imagem do esporte, difundir e inserir a modalidade em provas e rodeios”, reforça Anália.

Assim como ela, outras pessoas estão envolvidas nesse processo. Uma delas é a Dona Nina. Não é competidora, tem uma pequena criação de cavalos QM, e exerce grande influência no meio. Já contamos aqui no portal a história dela com o Breakaway. Sua paixão pelo Laço nasceu, sobretudo, por conta do filho, Nicholas Collard, competidor de Laço Individual.

“Proativa como é, não demorou para ela fazer parte da Comissão do Laço dentro das Associações, como a ABQM e a ANLI. Dona Nina também é conselheira e a Madrinha do Breakaway Roping. Sempre atenta e atuante, nada foge do seu radar. Está sempre presente, uma querida no meio por todos”.

E foi dessa forma, fazendo a ‘lição de casa’, que elas todas conseguiram mudar o cenário desse esporte. De 2015 para cá, formaram a comissão e estão sempre reunidas e traçando estratégias. “Buscamos soluções para aumentar o número de competidoras, fomento, bem como formar alianças com grandes organizadores de provas e associações”.

Por fim, Anália comenta do maior desafio e o que almejam para o futuro da modalidade: “Nosso maior desafio é, sem dúvida, permitir que as mulheres que laçam tenham espaço favorável para competir. E almejamos, assim como muitos competidores, a volta do rodeio completo e a adesão do Breakaway Roping à grade.”

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Divulgação

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Laçadores se unem em mais uma causa do bem

#todospelakarol é a hashtag da campanha em prol da laçadora de Breakaway Karol Rodrigues

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Karoline Rodrigues é laçadora de Breakaway Roping, muita ativa e participativa na modalidade. Ano passado ela passou por um tratamento contra um câncer no útero e se recuperou. Contudo, em exame recente, descobriu que a doença voltou na região da bexiga e ela precisa de cirurgia. Com o intuito de ajudar no custo do tratamento, visto que o SUS não cobre e ela não tem plano de saúde, os laçadores se uniram em campanha.

O custo inicial estimado era de R$ 40 mil, contudo Karol precisará ficar mais dias na UTI, então o montante necessário passou para R$ 100 mil. “Só temos a agradecer a toda família do cavalo que entrou de cabeça nessa campanha junto com a gente. Mais uma vez o lema ‘um por todos e todos por um’ se mostrou presente. Com toda a certeza, juntos somos mais forte. Quando um de nós precisa de ajuda, a maioria das pessoas não hesita”, conta Anália Fonseca.

#todospelakarol é a hashtag de campanha dis laçadores em prol da laçadora de Breakaway Karol Rodrigues que luta contra um câncer na bexiga

Laçadores em campanha

As primeiras doações, portanto, foram de coberturas de garanhões. Criadores e proprietários de diversas modalidades, prontamente disponibilizaram coberturas de seus cavalos. E a lista não para de crescer. A ideia é conseguir coberturas e outros produtos para vender e reverter em dinheiro para a Karol.

Anália conta que logo depois de iniciada a campanha, a coisa ganhou proporções inimagináveis. “Temos agora cobertura de 20 garanhões diferentes, doadas não só por laçadores, como também por pessoas de outras modalidades. É lindo de ver quanta gente se sensibilizou”.

Em outras palavras, as doações começaram a surgir de todos os lugares. A lista de doações para o leilão também tem botas, camisas, joias, semijoias, bonés, fivelas, chapéus, diversos tipos de acessórios para cavalos, entre outros.

Anália reforça que “toda ajuda é bem vinda e reverteremos para a conta do tratamento. Estamos muito felizes mesmo, pois em pouco tempo alcançamos muito mais do que imaginávamos. Muita gente de todas as esferas do cavalo se envolveu. Sem dúvida, é muito gratificante!”

#todospelakarol é a hashtag de campanha dis laçadores em prol da laçadora de Breakaway Karol Rodrigues que luta contra um câncer na bexiga

Como doar

Para participar da campanha #todospelakarol basta entrar no grupo de Whatsapp clicando aqui. É esse o meio onde os responsáveis divulgam os itens. Portanto, através de leilão as coberturas e os produtos são vendidos – a lista tem quase 100. Todo o valor arrecadado com o leilão é revertido para a campanha. Qualquer pessoa pode participar e ajudar!

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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Laçadoras de Breakaway Roping ‘afiam’ suas cordas durante curso

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Laçadoras de Breakaway Roping ‘afiam’ suas cordas, algo importante para qualquer esporte, já que treino nunca é demais! Sobretudo no esporte equestre

Em qualquer esporte, treino nunca é demais! Sobretudo no esporte equestre, em que as modalidades envolvem não só os atletas, mas também o cavalo e, muitas vezes, uma corda

Laçadoras de Breakaway Roping se reuniram no final do mês de junho para um curso da modalidade em Arealva/SP, ministrado pelo bezerreiro Marcos Nicolielo. Em meio à pandemia, com as provas ainda suspensas, foi oportunidade para aperfeiçoar técnicas ou aprender coisas novas.

O curso para as laçadoras de Breakaway Roping foi idealizado por Lucy Fazzio. “Como está tudo muito parado, muita gente não está nem treinando, tive a ideia de organizar esse curso em dois dias. Nunca tínhamos tido algo do gênero na região de Botucatu-Bauru e aproveitamos a proximidade do Marcos Nicolielo em Arealva para programar”, relata.

Com tudo definido e o curso lançado, em um espaço de 15 dias até a data, eles não esperavam uma adesão alta. “Em quatro dias todas as vagas foram preenchidas”, reforça Lucy. Acima de tudo, foi perceptível a evolução das participantes. “Foi muito bacana mesmo. Inclusive, uma moça do Acre, que estava acompanhando uma amiga, fez o curso e foi uma das que mais se destacou”.

Sem dúvida, pode montar novamente, girar corda e amealhar conhecimento deixou as laçadoras animadas e ainda com mais ritmo. Lucy conta que além dessa inscrição de última hora do Acre, receberam não só meninas da região como também de Minas e Paraná. Seguiram, acima de tudo, as normas de segurança como não compartilhar objetos pessoas, entre outras.

Por Luciana Omena
Crédito da foto: Divulgação

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