Hipismo

Brasileiros do Salto emplacam bons resultados nos Estados Unidos

Competidores estão na Flórida para esse início de temporada na modalidade; no CCE, Nilson da Silva registrou mais um índice olímpico com Rock Phantom

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A tarde de sábado, 27 de março, foi especial para os competidores brasileiros do Salto que estão nos Estados Unidos nesse início de temporada. O Brasil esteve em pista no GP5* Rolex, a 1.60m, na arena de grama Global International.

A disputa na Equestrian Village foi o ponto alto do final de semana no Winter Equestrian Festival 2021. Aliás, o destaque de todo o evento desde seu início em janeiro, já que pagou a maior premiação, US$ 500 mil, entre todos as demais provas nas outras semanas.

A saber, um dos eventos de Salto mais importantes do calendário da modalidade, que chegou sua penúltima de 12 semanas de competição. Nomes de destaque da modalidade seguem até esse domingo (4) em Wellington, na Flórida.

Antes de mais nada, o GP5* Rolex teve armação de pista do course-designer olímpico, o brasileiro Guilherme Jorge. Dentre os 44 conjuntos da prova, oito habilitaram-se ao desempate. A melhor colocação para o Brasil foi de Yuri Mansur (foto) montando Vitiki. Com dois derrubes em 38s35, a dupla fechou na oitava colocação.

Dois dias antes, no WEF Challenge Cup, Yuri foi décimo colocado com Ibelle Ask, 4 pontos perdidos no desempate em 41s91. Outros dois brasileiros do Salto também tiveram atuação muito boa na primeira passagem desse GP. Rodrigo Pessoa e Carlito´s Way fecharam com apenas um derrube (4 p.p.), enquanto Rodrigo Lambre e Catover registram apenas uma falta (4p.p.) e 1 ponto por excesso tempo.

Os três brasileiros garantiram índice olímpico e estão entre os candidatos ao Time Brasil de Salto nos Jogos Olímpicos de Tóquio. A definição da equipe se dará na Europa – que no momento está com suas competições internacionais suspensas até 11 de abril devido a um surto de herpes vírus equino.

Eduardo – Foto: Cedida/CBH

Hits Ocala Winter Circuit

Em outra parte da Flórida, Ocala, pelo 39° Hits Ocala Winter Circuit, sexta-feira (26) produtiva para Eduardo Menezes. Com Calypso des Matis, foi sexto colocado em GP com US$ 25 mil de premiação. Um dia antes, quinta-feira (25), Eduardo e Calypso de Matis ficaram no Top 5: segundo posto do Prêmio Hits Open, dotado em US$ 10 mil.

Do mesmo modo, o evento contou com 12 semanas de duração e encerrou a edição 2021 no domingo (28) com GP Great American, a 1,60m, US$ 1 milhão em prêmios. Mais um vice para Eduardo Menezes na prova mais importante da rodada. Dessa vez com H5 Chaganus foi um dos três a zerar o percurso na primeira volta, de 60 conjuntos que largaram.

Com oito habilitados ao desempate, entrando na pista em sexto, Eduardo e H5 Chaganus fizeram um desempate perfeito em 35s7, garantindo não só o segundo lugar como também a fatia de US$ 200 mil da premiação. A dupla, entre outros feitos, integrou o Time Brasil medalha de ouro no Pan Lima 2019. 

Satisfeito com seus resultados, Eduardo, 40, que monta H5 Chaganus desde o final de 2018, ficou feliz com sua participação nesse evento. Ele vinha de várias semanas de boas disputas e algumas classificações positivas no WEF em Wellington. Ademais, o cavalo já teve sob sua sela Rodrigo Pessoa e Yuri Mansur, então proprietário. E está com Eduardo desde que foi vendido para a H5 Stables.

Os competidores brasileiros do Salto que participam das provas nos Estados Unidos ainda terão o encerramento do WEF essa semana e mais três semanas no próprio Palm Beach International Equestrian, um Nacional e dois Internacionais 3*. Como dito a cima, a reta final de preparação para as Olimpíadas será na Europa, para onde todos devem rumar em seguida.

Competidores brasileiros do Salto estão na Flórida para esse início de temporada na modalidade; no CCE, mais um índice para Nilson da Silva
Nilson – Foto: Cedida/CBH

Brasil com mais um índice no CCE

Dando sequencia em sua busca por uma vaga no Time Brasil de Concurso Completo de Equitação nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o cavaleiro brasileiro Nilson Moreira da Silva voltou a registrar índice olímpico com Rock Phanton.

Eles competiram no Internacional 4* curto – CCI4*S – no Aiken Horse Park, Carolina do Sul, Estados Unidos, nos dias 26 e 27 de março. Nilson e Rock Phantom registraram -30,80 pontos no Adestramento, duas faltas no Salto e percurso zerado no Cross e 5,20 pontos por ultrapassar a faixa de tempo fechando com 44 pontos perdidos na 12ª colocação.

Nilson, cavaleiro que integrou o Time Brasil no Mundial 2018 e foi reserva na Rio 2016, e Rock Phantom também registraram índice olímpico em 14 de março, no CCI4* Curto Red Hills International na Flórida. Anteriormente, em 15 de novembro do ano passado, já tinham índice no Internacional CCI4* Longo, em Tryon, Carolina do Norte.

Ele apresentou quatro cavalos nesse evento, dois na série 4* e mais dois na série 2*. “Estou satisfeito com o desempenho dos meus cavalos e, acima de tudo, animado para seguir o calendário. Se Deus quiser serei convocado representar o Brasil nas Olimpíadas. Mantendo um trabalho duro, evoluo para representar o Brasil da melhor forma possível. Agradeço a CBH e a todos que torcem por mim”, comenta o cavaleiro.

Além de Nilson, estão na briga Rafael Losano, Marcio Appel, Marcelo Tosi, Carlos Parro e Ruy Fonseca Filho.

Fonte: Assessoria de Imprensa CBH
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Nuno Vicente

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Hipismo

Volteio artístico é uma modalidade equestre de técnica e equilíbrio

Cavaleiro ‘voador’, o volteador faz acrobacias sobre o lombo do cavalo enquanto ele é mantido no galope

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Modalidade equestre presente nos calendários da Confederação Brasileira de Hipismo e da Federação Equestre Internaiconal, o Volteio artístico tem sua origem na Idade Média (Séculos 5 a 15). Havia, portanto, a necessidade de subir e descer do cavalo durante a guerra sem a ajuda das mãos. Técnica utilizada no treinamento militar, como forma de desenvolver o equilíbrio de cavaleiros, que em combate utilizavam as duas mãos para carregar escudo e espada.

Com o tempo, os movimentos ganharam suavidade e precisão. Hoje, a estética e a harmonia também são características muito valorizadas no Volteio artístico. Você também pode chamar essa modalidade de ginástica sobre um cavalo em movimento, já que o volteador faz acrobacias sobre o lombo do cavalo enquanto ele é mantido no galope.

Antes de mais nada, além de técnica e equilíbrio, o esporte exige do volteador confiança plena em seu cavalo, e vice e versa. Com toda a certeza, é uma das modalidades que mais estimula o respeito mútuo entre o homem e o animal. Por isso, se algum dia você decidir praticá-lo, uma dica é: crie um vínculo de confiança com seu cavalo.

O objetivo do Volteio é o aprimoramento da harmonia, do sincronismo e da ressonância com o cavalo em movimento. Proporciona ao volteador, então, uma oportunidade de maior conhecimento das qualidades deste animal. No esporte, o atleta desenvolve o equilíbrio, a força muscular e o reflexo, bem como o domínio do corpo sobre o cavalo é uma arte ao alcance de crianças e adultos.

Volteio artistico: Cavaleiro 'voador’, o volteador faz acrobacias sobre o lombo do cavalo enquanto ele é mantido no galope
Lá nos idos de 1958

Volteio no Brasil

O esporte é bastante forte na França e na Alemanha, e na Europa de modo geral. Chegou ao Brasil há mais de 30 anos. O auge por aqui foi entre 2005 e 2010, quando chegamos a ter 300 volteadores ativos e inscritos na Confederação Brasileira de Hipismo. Há escolas e competições da modalidade em algumas hípicas, como a Sociedade Hípica Paulista e o Clube Hípico de Santo Amaro, ambos em São Paulo.

Divide-se a prova em categorias e sub-categorias. No Brasil, as categorias são Equipe, Individual e Pas des Deux (duplas). Dividindo os atletas de acordo com suas habilidades em diversos níveis, sendo A o mais alto e E o mais baixo. A competição dos níveis A, B e C são feitas inteiramente ao galope, enquanto nos níveis D e E partes são feitas ao passo. Nas competições internacionais todos os percursos são feitos a galope.

Não há uma raça específica para a prática, entretanto, a CBH e a FEI recomendam o uso de cavalos mais altos, fortes e, necessariamente, calmos. Como você verá abaixo, o cavalo suporta até três pessoas em algumas categorias, por isso essas características são imprescindíveis. No Brasil, a raça mais utilizada é o Brasileiro de Hipismo (BH), mas no exterior as raças alemãs como Hannover e Holsteiner são usuais.

Apresentação de duplas

Competição

Uma apresentação de Volteio individual conta com exercícios livres e exercícios obrigatórios. Os obrigatórios são exercícios básicos e eminentemente individuais. Avaliam as habilidades específicas do atleta em cada nível. Nas competições individuais internacionais também há a apresentações do chamado Teste Técnico. Ou seja, uma série de exercícios que inclui elementos obrigatórios e livres em ritmo de série livre.

A apresentação livre é uma série de exercícios justapostos avaliados segundo sua execução, a forma como são executados, dificuldade e evolução. Diz respeito, sobretudo, à composição da série, ajustamento com a música, criatividade entre outros critérios. Contam como parte dos exercícios livres a subida e a descida do cavalo, além da forma como os exercícios em si são executados.

Há também apresentações por equipes, compostas por até oito atletas, sendo um reserva e sete titulares. Durante os obrigatórios, cada um realiza os mesmos exercícios individualmente em sequência, um após outro, sem intervalo. O objetivo é que a apresentação seja homogênea e que a equipe apresente um ritmo e nível global formando uma unidade.

Na apresentação livre, a equipe propõe exercícios que contam com até três atletas sobre o dorso do cavalo ao mesmo tempo. Todos participam da sequência e o cavalo não pode ficar vazio em momento algum. A apresentação pode ter um tema, mas isto não é compulsório, e tem um tempo máximo de duração. Os atletas em uma equipe se distinguem entre Flyers, Bases e Médios.

Flyers – indivíduos de pequeno porte, carregados e que fazem movimentos acrobáticos no ar, sem o contato direto com o cavalo. Bases – atletas que sustentam o movimento, apoio para o Flyer. Médio – de porte intermediário, exerce as duas funções acima em figuras de transição ou movimentos em dupla. Um Médio também sustenta o Base em um movimento em trio.

Volteio artistico: Cavaleiro 'voador’, o volteador faz acrobacias sobre o lombo do cavalo enquanto ele é mantido no galope
Série livre por equipes

Olimpíadas e Jogos Equestres Mundiais

O Volteio, que junto com a Atrelagem e o Enduro, são esportes hípicos olímpicos, só esteve presente em Olimpíadas em 1920 na Bélgica. Por outro lado, todas essas modalidades – Salto, CCE, Adestramento, Enduro, Volteio, Atrelagem e Rédeas – integram o quadro dos Jogos Equestres Mundiais.

Aliás, os Jogos Equestres Mundiais são as Olimpíadas dos esportes esquestres, do mesmo modo, realizados de quatro em quatro anos. Com participantes do mundo inteiro, incluindo o Brasil, realiza provas de alto nível em todas as disciplinas equestres. Além disso, também de quatro em quatro anos, acontecem os Campeonatos Mundiais de Volteio. E anualmente o Campeonato Europeu.

A melhor colocação de uma equipe brasileira de Volteio em Jogos Equestres Mundiais foi em 2010, no Kentucky, Estados Unidos, sexta colocação. Nesta edição dos Jogos, o Brasil mostrou um volteio consistente e recebeu diversos elogios. Este foi o último resultado de expressão internacional pela equipe brasileira.

No individual, Flávia Themudo Guida obteve a melhor colocação por parte das mulheres, terminando em 14° lugar em Jerez de La Frontera em 2002. No masculino, Nicolas Martinez obteve a 11ª colocação no campeonato mundial de 2008.

Fonte: CBH, Revista Globo Rural, Wikipedia
Crédito das fotos: Divulgação/FEI

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Hipismo

Como surgiu o Hipismo?

A ligação entre homem e cavalo é milenar; o primeiro tratado de que se tem notícia sobre o adestramento de cavalos para fins militares remonta a 1.360 a.C

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O Hipismo como esporte surgiu com o hábito da caça na Inglaterra. Antes de mais nada, é a  única prática olímpica – e equestre de modo geral – em que mulheres e homens competem entre si em igualdade de regras e condição técnica.

No entanto, a amizade entre o homem e o cavalo remonta aos princípios da civilização. Antes de servir para esporte, usavam os cavalos como meio de locomoção. Eram eles que conduziam os soldados nas guerras. Até por isso também tornou-se um elemento ligado à vida militar.

Sabe-se ainda que o primeiro tratado de que se tem notícia sobre o adestramento de cavalos para fins militares remonta a 1.360 a.C. Elaborado por Kikkuli, hábil adestrador e professor de equitação do antigo reino de Mitanni, localizado em uma região que hoje abriga parte das terras de Turquia, Síria e Iraque.

Através dos séculos e em diferentes regiões, em dado momento, os cavalos ganharam posição de destaque nas Olimpíadas da Grécia Antiga. Há relatos de que a famosa corrida de bigas, impulsionadas por quatro cavalos, foi incluída na edição das olimpíadas de 648 a.C.

Por outro lado, era costume de nobres europeus, especialmente ingleses, de praticarem a caça à raposa. Nessa atividade, os cavalos saltavam troncos, riachos, pequenos barrancos e outros obstáculos que os caçadores encontravam pelas florestas. A arte de saltar com cavalos em competições, então, tem sua origem no Século 19.

Portanto, houve um desenvolvimento dessa atividade até chegarmos ao Século 20, com a criação das primeiras pistas com obstáculos exclusivamente para a prática de saltos.

Kikkuli – Foto: Wikipedia

O começo

Em 1868, a Real Sociedade de Dublin em Bell’s Bridge promoveu uma prova de salto em altura e outra de salto em distância. O objetivo era o de testar a capacidade dos cavalos de caça. Alguns anos depois, em 1881, a mesma Real Sociedade de Dublin voltou a inovar.

Desenvolveu o que serviria de molde para as competições atuais. Criaram uma pista com quatro obstáculos. Dois deles eram fixos, um se apresentava como uma parede de pedra e o outro consistia em uma espécie de tanque d’água escavado no solo.

No início do século 20, então, o italiano Federico Caprilli revolucionou a técnica de saltos com cavalos ao desenvolver um refinado método que até hoje adota-se. Segundo sua teoria, o cavalo corre melhor quanto tem liberdade de movimentos e, principalmente, se conseguir estender o pescoço.

Assim, Caprilli criou uma técnica para que o animal não sofresse com o puxar das rédeas, permitindo que o cavaleiro pudesse saltar sentado, sem precisar inclinar-se para trás. A técnica foi batizada de ‘assento adiantado’ e, por conta dela, Caprilli é considerado o pai da equitação moderna.

Hipismo: o primeiro tratado de que se tem notícia sobre o adestramento de cavalos para fins militares remonta a 1.360 a.C; assim nasceu
Federico Caprilli – Foto: Memin.com

Hipismo como esporte olímpico

Como esporte olímpico, disputou-se pela primeira vez uma prova de Hipismo nos Jogos Olímpicos de Verão de 1900, em Paris, com provas de saltos. A modalidade só retornou às Olimpíadas em 1912, em Estocolmo, já com Salto, CCE e Adestramento – individual e por equipe. Depois disso, apareceu em todas as edições. Portanto, ausente apenas em St. Louis 1904 e Londres 1908.

Até os Jogos Olímpicos de 1952, na Finlândia, apenas competidores homens tinham permissão para competir. A partir de então tornou-se aberto para ambos os sexos. Outra mudança foi a possibilidade da participação de civis, já que antes apenas militares podiam competir.

Assim, os integrantes da equipe podem ser de ambos os sexos, sem limite mínimo no número de competidores de um determinado sexo, cabendo a cada federação nacional a escolha da equipe. Além disso, o Hipismo é um dos dois únicos esportes olímpicos envolvendo animais, o outro é o Pentatlo Moderno.

O Volteio, que junto com a Atrelagem e o Enduro, são esportes hípicos, só esteve presente em Olimpíadas em 1920. Por outro lado, todas essas modalidades – Salto, CCE, Adestramento, Enduro, Volteio, Atrelagem – integram o quadro dos Jogos Equestres Mundiais, que inclui ainda a Rédeas.

Jogos Olímpicos de Verão de 1900 – Foto: Wikipedia

Hipismo no Brasil

Não demorou para o Hipismo ganhasse o mundo. Por aqui, em terras brasileiras, o começo também foi através dos militares. Após a Guerra da Tríplice Aliança D. Pedro II trouxe de Portugal o Capitão Luiz de Jácome. Acima de tudo, ele tinha a missão de estabelecer as bases para a criação das coudelarias do Exército.

Sua ação fez-se sentir no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, estimulando a equitação nos quartéis e nos clubes civis. Logo após a proclamação da república, o Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca, então Presidente do Brasil, enviou oficiais à Escola de Cavalaria de Hanover. Com isso, difundiam-se pelo Brasil duas doutrinas, a Francesa e a Alemã.

Os registros históricos dizem, sobretudo, que primeira competição hípica no Brasil foi o Torneio de Cavalaria, realizado em abril de 1641 em Maurícea, onde hoje está Recife/PE. Iniciativa do príncipe holandês João Mauricio de Nassau, único governante geral de colônia não português.

Participaram da prova dois grupos de cavaleiros: de um lado, holandeses, franceses, alemães e ingleses; e do outro, portugueses e brasileiros. O segundo grupo venceu a disputa. Cavalgadas e torneios esportivos como corridas e simulações de combate se tornaram comum no eixo Rio – São Paulo nos séculos 18 e 19. No Brasil foram os nobres que também deram o ‘ponta pé’ para que o Hipismo de desenvolvesse.

Oficialmente, então, as competições começaram em 6 de março de 1847, com Clube de Corridas, que teve como primeiro presidente Luís Alves de Lima e Silva, o duque de Caxias. Em São Paulo, por volta de 1930, a marquesa de Santos foi outra personalidade que incentivou as competições hípicas no campo do bairro da Luz.

Hipismo: o primeiro tratado de que se tem notícia sobre o adestramento de cavalos para fins militares remonta a 1.360 a.C; assim nasceu
Baloubet du Rouet e Rodrigo Pessoa – Foto: FEI

Criação da CBH e medalhas

Com o crescimento do investimento das pessoas no esporte, fez-se necessária a criação de um órgão regulador. Assim, a primeira iniciativa para a formação de uma entidade máxima do Hipismo no País aconteceu em 1935 com a homologação da Federação Brasileira de Hipismo junto à Federação Equestre Internacional (FEI).

À época, a lei determinava a formação de federações estaduais para todos os esportes, com três clubes, no mínimo. Alcançado este objetivo, portanto, – criação de federações – nasceu a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) em 19 de dezembro de 1941, no Rio de Janeiro. O general Valentim Benício da Silva foi o primeiro presidente da entidade.

Órgão máximo do Hipismo nacional, a CBH é responsável pela regulamentação, coordenação, promoção e fomento de oito dos esportes hípicos praticados no País: Adestramento, Atrelagem, Concurso Completo de Equitação, Enduro, Equitação Especial (Paraequestre), Rédeas, Volteio e Salto.

Em Olimpíadas, o Brasil possui apenas três medalhas no Salto. Um ouro individual com Rodrigo Pessoa e Baloubet du Rouet, em Atenas 2004; e dois bronzes por equipe, em Atlanta 2008 e Sidney 2000. Luiz Felipe de Azevedo, Álvaro Miranda Neto ‘Doda’, André Johannpeter e Rodrigo Pessoa fizeram parte das duas conquistas.

Fonte: Rede do Esporte, Café Paddock, CBH, Portal São Francisco, Wikipedia
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Horsenetwork

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Hipismo

Nilson da Silva mira Olimpíadas de Tóquio no CCE

Atleta garantiu novo índice e segue firme em busca da vaga no Time Brasil para a disputa dos Jogos Olímpicos; confira também os resultados dos brasileiros do Salto nos Estados Unidos e no México

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O cavaleiro brasileiro Nilson Moreira da Silva garantiu mais um importante resultado em busca de uma vaga no Time Brasil no Concurso Completo de Equitação para Tóquio 2021. A saber, o CCE é considerado um triatlo equestre, reunindo as modalidades adestramento, cross-country e salto.

O novo índice veio durante o Red Hills International, na Flórida. Nilson da Silva voltou a marcar bem com Rock Phantom (foto). Ademais, vale lembrar que ele integrou o Time Brasil no Mundial 2018 e foi reserva na Rio 2016.

Os candidatos a uma vaga de Concurso Completo para os Jogos Olímpicos desse ano têm entre 1° de janeiro de 2019 e 21 junho de 2021 para registrar os índices técnicos. Desde que seja em um CCI 5*-Longo ou em CCI 4*-Longo mais um CCI4* Curto.

O mínimo de nota para obter o índice é: 55% no adestramento, zerar ou 11 pontos nos obstáculos e não mais que 75 segundos de excesso tempo (100 segundos em CCI5*L) no cross e no salto não mais que 16 pontos perdidos.

Nilson da Silva já tinha uma qualificação técnica com Rock Phantom em 15/11/2020. Na oportunidade, competiram no Concurso Completo Internacional CCI4* Longo, em Tryon, na Carolina do Norte.

Nessa prova mais recente, um curto quatro estrelas em Red Hills, Nilson e Rock Phantom, registraram apenas 31,3 pontos perdidos (pp) no adestramento, 12 pp no salto e zero pontos no cross country. Assim, fechando a prova em 13º lugar.

Outros índices

O cavaleiro tem índice também em outro cavalo, Magnum’s Martini. Também no  CCI4* Curto em Red Hills fez 41,4 pp no adestramento, zero pp no salto e novamente zero no cross country. Conjunto garantiu, portanto, a 11ª colocação. Em outras palavras, com Magnum’s Martini, Nilson ainda precisa confirmar o índice um Internacional 4* ou 5* Longo. Mesma condição de sua outra montaria, Cash.

“O Rock Phantom é um cavalo relativamente novo para o Concurso Completo. Tem muita qualidade e temos tido excelentes resultados. Ele é o cavalo que pretendo levar nas Olimpíadas se tudo der certo e eu for convocado. Com o Magnum’s estive no Mundial de 2018. Ele é um pouco difícil no adestramento, mas também tem evoluído bastante. Meu terceiro cavalo é o Cash, que já tem um índice e é um cavalo muito bom que tenho usado bastante para me ajudar”, conta Nilson.

Até o momento, Rafael Losano, em atividade na Inglaterra, Nilson da Silva nos EUA e Marcio Appel estão tecnicamente qualificados para os Jogos. Marcelo Tosi, atualmente morando no Brasil, Carlos Parro e Ruy Fonseca Filho já garantiram pelo menos um índice.

Nilson da Silva garantiu novo índice no Concurso Completo e vem firme em busca da vaga no Time Brasil para a disputa dos Jogos Olímpico!!
Eduardo Menezes e H5 Elvaro – Foto: Divulgação/Sportfot

Brasileiros do Salto no exterior

Os cavaleiros brasileiros continuam na disputa do prestigiado Winter Equestrian Festival, na Flórida. A 10ª de 12 semanas aconteceu de 17 a 21 de março, no Palm Beach International Equestrian Center, em Wellington. Entre os destaques, Eduardo Menezes mantém regularidade com importantes classificações.

Na quinta-feira (18), Eduardo montando Calypso de Matis foi quarto colocado na prova International 3*, 1.45m, sem faltas, em 60s90. No dia seguinte, sexta (19), com H5 Elvaro foi destaque no desafio semanal WEF Challenge 3*. Segundo melhor tempo do desempate, 38s932, mas com duas faltas encerrou a prova em quinto lugar. Vale destacar, sobretudo, que eram 93 conjuntos na disputa e somente nove foram à decisão.

Já no México, destaque para Rodrigo Lambre. Montando Bakogan de St Jean honrou o Brasil com vitória na prova de velocidade, a 1.40m, no Internacional 4* Balvanera. A dupla bateu os demais 34 conjuntos com percurso limpo, em 62s70.

Fonte: Assessoria de Imprensa CBH
Crédito da foto de chamada: Divulgação/CBH

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