Hipismo

Campeonato de Salto em Brasília movimenta modalidade

O Torneio de Verão da Federação Hípica de Brasília contou com duas etapas

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O Centro Hípico Lago Sul recebeu os cavaleiros e amazonas para a 2ª etapa do Torneio de Verão 2021 da Federação Hípica de Brasília. O Campeonato de Salto teve como objetivo incentivar e fomentar o esporte, bem como desenvolver a base.

De acordo com o presidente FHBr, o Campeonato de Salto nesse começo do ano teve ainda a missão de fazer provas interessantes para os Amadores e Jovens Cavaleiros. “O Torneio de Verão foi mais uma ação buscando esse objetivo e foi um sucesso!”, comenta Almir Lustosa Vieira.

A principio, a FHBr não realizaria provas nesse período do ano. “A novidade foi que buscamos reiniciar as provas mais cedo, já que no ano passado o calendário hípico ficou muito tempo paralisado pela pandemia da Covid-19”, complementa Vieira.

Destaques

Entre os dias 13 e 14 de fevereiro, o encerramento do torneio foi com a principal prova do final de semana. Assim, a Copa Ouro, disputada a 1.30m, contou com premiação de R$ 15 mil aos seis primeiros colocados. Com precisão e técnica, Luiz Felipe Pimenta Alves (foto) garantiu primeiro, segundo e terceiro lugares.

Campeão com LM Holanda, 37s64; vice com Phoenix SH, em 38s98; e bronze com HFB Kentucky, tempo de 39s80. Em quarto lugar João Victor Silveira, com e SL Bombástico III (40s31), cavaleiro que também levou o quinto lugar. Em dupla com Barney fechou a prova em 30s45. Por fim, Geovanne Vargas e Bier do Bosque completaram o pódio na sexta colocação, 40s07.

A Copa Prata, R$10 mil de premiação em espécie para os seis primeiros colocados, teve sua decisão no desempate. Ficou com o título o jovem Vinícius Paulino, que classificou suas três montarias para a decisão. Com New Prince zerou o percurso em apenas 29s50.

Mesmo com o término do Torneio de Verão, o calendário segue em Brasília. A próxima etapa do Ranking FHBr de Salto 2021 acontece dias 6 e 7 de março, no Brasília Country Club.

Colaboração: Assessoria FHBr
Crédito das fotos: Edson Júnior / TM Foto e Vídeo

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Hipismo

Copa Santo Amaro de Salto bate recorde de participações

Cesar Almeida fatura o mini-GP e Pedro Tavora é campeão do GP em prova no Clube Hípico de Santo Amaro

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A primeira etapa da Copa Santo Amaro de Salto 2021 bateu recordes. Maior ranking interclubes do país registrou, portanto, a participação de mais de 1,1 mil inscrições. As provas na capital paulista, no Clube Hípico de Santo Amaro, incluíram atletas de todas as idades e níveis. Ademais, o Hipismo vem crescendo durante a pandemia.

Em 2021, a Copa Santo Amaro abriu sua 25ª edição entre 18 e 21 de fevereiro. No sábado (20), o ponto alto foi o mini-GP, a 1.35. Dos 44 conjuntos, 13 zeraram a primeira passagem e 12 foram ao desempate. Nada menos que nove voltaram a zerar e a vitória ficou para Cesar Almeida.

O cavaleiro campeão pan-americano forma com Ulena Império Egípcio uma das duplas mais velozes em atividade no país. A dupla, então, garantiu o título com boa margem, em 36s90.

Enquanto no domingo (21), o GP, a 1.40/1.45m, fechou a primeira etapa da Copa Santo Amaro de Salto. Com participação de 19 conjuntos, três foram ao desempate no percurso idealizado pelo course-designer internacional Gabriel Malfatti. Sagrou-se vencedor o top da casa Pedro Távora de Matos.

Cesar Almeida fatura o mini-GP e Pedro Tavora é campeão do GP em prova da Copa Santo Amaro de Salto no CHSA em São Paulo/SP
Cesar Almeida – Foto: Duilio Andrade

Apresentando Veruska Vila Fal, único conjunto a garantir duplo zero em 47s51. Por outro lado, entre os iniciantes, a geração futuro brilhou nas provas vara no chão, 0.40m, 0.60m, 0.80m e 0.90m. Participantes da casa e de escolas de equitação de toda a região metropolitana e Estado.

Nada menos que 38 pequenos grandes cavaleiros e amazonas emocionaram a seus familiares, instrutores e amigos na prova de vara no chão. Nela, as crianças aprendem a realizar a sequencia de um percurso e podem ou não contar com ajuda na condução.

Hipismo em crescimento

A outra boa nova implantada pela diretoria do CHSA foi a realização das Copas Paládio (1m), Cobre (1.10m), Bronze (1.20m) e Prata (1.30m). Classificação para as jovens talentos nas séries mini-mirim, pré-mirim, mirim, pré-junior, junior. Bem como para jovens cavaleiros amadores e masters (amadores acima de 40 anos).

Lembrando sempre que o Hipismo é o único esporte olímpico em que homens e mulheres competem em condições de igualdade. Ainda com diferencial da idade não ser um fator limitante. E, sem dúvida, por ser praticado individualmente e normalmente ao ar livre, o Hipismo cresce na pandemia. Haja vista a grande procura por matrículas em Escolas de Equitação da capital.

A Copa Santo Amaro conta com dez etapas e a próxima acontece de 11 a 14 de março. Fique por dentro: @chsa_oficial.

Colaboração: Assessoria de Imprensa
Foto de chamada: Pedro Távora de Matos/Crédito: Luis Ruas

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Hipismo

Doda Miranda abre o DTC Tour 2021, seu campeonato de Salto

Com o carnaval suspenso em todo o país, as provas de abertura do DTC Tour 2021 aconteceram de 17 a 21 de fevereiro

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A primeira etapa do DTC Tour 2021 aconteceu de 17 a 21 de fevereiro, no Doda Training Center, em Itatiba/SP. Em seu ano de estreia, o foco do campeonato, idealizado pelo cavaleiro Olímpico Doda Miranda (foto), foi a premiação. De fato, algo que se mantém ainda para essa temporada. Serão oito etapas até dezembro, quando realizará a final.

Em ano olímpico, ‘a largada’ do DTC Tour 2021 contou com a participação de alguns cavaleiros brasileiros que pretendem participar das seletivas de Salto para os Jogos de Tóquio. Provas no exterior que definirão a equipe olímpica da modalidade com quatro integrantes. Entre esses candidatos, Stephan Barcha e próprio Doda Miranda, que representaram o país nos últimos Jogos do Rio, em 2016.

“A minha meta é de tentar integrar a equipe do nosso país, pela sétima vez consecutiva, em uma Olimpíada. Exatamente por isso e, principalmente, para oferecer um melhor treinamento para outros cavaleiros adiantamos a disputa deste ano do DTC Tour 2021”, explica Doda.

“Aproveitamos o feriado, sem folia, para fazer justamente a primeira etapa nesta semana”. Ele ainda reforça: “não me lembro, mas acredito que, no Brasil, nunca houve um concurso de nível tão elevado começando justamente na quarta-feira, após o período de carnaval”.

Com o carnaval suspenso em todo o país, as provas de abertura do DTC Tour 2021 aconteceram de 17 a 21 de fevereiro, no Doda Training Center
Bruno Pessanha e Transwall Cerise de Muze

DTC Grand Prix

O DTC Grand Prix encerrou, domingo (21) à noite, a primeira etapa do DTC Tour 2021. Foi a última e principal prova do evento. Guardando segredo e informando apenas à direção, o experiente cavaleiro Bruno Chaves Pessanha já tinha decidido aposentar a sua égua Transwall Cerise de Muze, de 19 anos. Assim, no final do Grande Prêmio, faria uma homenagem especial para ela não importando o resultado na competição.

Contudo, Pessanha conseguiu encerrar a carreira de Transwall em grande estilo. A dupla venceu o GP e ainda foi o único conjunto com duplo zero, sem perder pontos por excesso de tempo. Por serem os melhores da classificatória com 30 participantes, foram os últimos a entrar no desempate entre 12 conjuntos.

José Reynoso Fernandez Filho e Asrael W zeraram no desempate, mas tinham 4 pontos perdidos da primeira volta. Enquanto Luciana de Almeida Camargo, com Chamboard JMen, liderava com 1 ponto perdido por excesso de tempo na primeira passagem. Pressão para Pessanha e Transwall, que não podiam errar. E deu tudo certo! Ao desmontar, fez sua homenagem mais do que merecida para sua parceira no centro da pista.

A premiação dessa categoria foi R$ 80 mil divididos entre os finalistas. Pessanha em primeiro lugar, com Luciana em segundo e Reynoso em terceiro. Artemus de Almeida e André Xavier Nascimento completaram o pódio, quarto e quinto lugares.

Com o carnaval suspenso em todo o país, as provas de abertura do DTC Tour 2021 aconteceram de 17 a 21 de fevereiro, no Doda Training Center
Artemus de Almeida e Limerick JMen

DTC Challenge Cup

O experiente Artemus de Almeida venceu o DTC Challenge Cup por apenas seis centésimos de segundo de vantagem na pista no sábado (20). Na principal prova do dia, o cavaleiro levou Limerick JMen ao desempate. Foram o penúltimo dos 13 conjuntos, não cometeram faltas e venceram com o tempo de 35s14, seis centésimos de segundo mais rápido que Juliano Loureiro Carlos. Um dos mais velozes cavaleiros da nova geração, marcou 35s20 em conjunto com WS Kandanora Z.

Em terceiro lugar ficou a também experiente amazona Luciana Camargo, mais um pódio, com Tindara JMen. Em seguida, André Nascimento Xavier, com Mircana des Flandres; Carolina Souza Chade, com Flying High das Umburanas; e de novo André Nascimento, com Jam Barcelona. Nessa ordem, do quarto ao sexto lugares. O DTC Challenge Cup teve um total de 58 conjuntos inscritos.

A próxima etapa está marcada para 18 a 21 de março. Resultados completos, clique aqui.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Crédito das fotos: Divulgação/Felippe Saad

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Hipismo

Técnico da seleção brasileira de vôlei, José Roberto Guimarães fala da sua paixão por cavalos

Aos 66 anos, o tricampeão olímpico como treinador de vôlei participou de sua primeira competição de Salto em setembro do ano passado

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Quem viu José Roberto Guimarães saltando um cavalo na Sociedade Hípica Paulista ano passado e não entendeu nada, calma. O tricampeão olímpico como treinador vôlei não caiu de paraquedas nesse meio. Nascido no interior de São Paulo, na cidade de Quintana, sempre foi um apaixonado por cavalos.

O ídolo do esporte, aliás, já foi criador de animais e proprietário de animais das raças Mangalarga e Lusitano. Hoje, seu foco é o Hipismo. Inclusive, aproveitou a pandemia para se dedicar ao Salto e fez sua primeira prova em setembro durante o Brasileiro de Masters 2020 da Sociedade Hípica Paulista. Sagrou-se reservado campeão da Master B, sem faltas nos obstáculos, com somente dois pontos perdidos por excesso de tempo.

Mesmo com algumas experiências prévias, essa foi a primeira competição oficial no Hipismo de José Roberto Guimarães. Em entrevista ao Instagram da SHP, por exemplo, ele falou que sentiu um frio na barriga enorme, já que em sua visão encarar estreia no Salto foi muito mais difícil do que uma disputar final olímpica.

O técnico da seleção brasileira feminina de vôlei e do São Paulo-Barueri é sócio da SHP. Ele montou nessa oportunidade o cavalo Hunter Massangana. Foi a vontade de aprimorar a técnica no Salto que o levou a ter aulas. Conversamos com ele por telefone a fim de conhecer melhor sua história com os cavalos e essa paixão que vem de infância. Confira!

José Roberto Guimarães, o tricampeão olímpico como treinador vôlei, participou de sua primeira competição de Salto em setembro do ano passado
Pódio do Campeonato Brasileiro de Masters 2020: José Roberto Guimarães vice-campeão

O começo

“O cavalo está no meu DNA. Nasci no interior de São Paulo, em uma cidade que fica 500 km da capital, chamada Quintana. Em um tempo em que o meio de locomoção local era o cavalo, como o uso de charretes, jardineiras e carros de boi. Então eu cresci nesse meio. Meu avô e meu pai tinham sítio e viviam do campo. A família toda morava no sítio e meu pai trabalhava vendendo na cidade o que produziam no sítio. Dessa forma, montar a cavalo foi algo natural para mim.

Com 4 anos de idade eu estava sempre montado. Comecei com essa idade e nunca mais parei, até hoje. Mesmo depois que meu pai casou e foi morar na cidade, a gente ficava muito no sítio. Quando eu tinha 6 anos nos mudamos para a capital. Então, eu só ia ao interior nas férias. Esperava o tempo todo por esse momento e nunca queria que acabasse.

Enquanto crescia frequentava a fazenda de familiares em Araraquara e São Carlos. Era uma paixão muito grande, passava as férias da escola montado. Até que aos 12 anos descobri o vôlei morando em Santo André (região da Grande São Paulo). Com os treinos e a escola, me afastei do meio do cavalo por um tempo”.

Primeiro cavalo

“Já adulto, trabalhava como técnico de vôlei, casado, consegui comprar meu primeiro cavalo. Era uma égua Mangalarga Paulista chamada Jandita. Preta, linda! Ela ficava no centro de hipoterapia do meu irmão mais novo, Fernando, em Jundiaí/SP. Ele também sempre teve paixão por cavalos e fez uma especialização na Áustria para trabalhar no atendimento de crianças excepcionais.

Como resultado, eu criei um pouco de Mangalarga Paulista. Até que em 1993, logo depois das Olimpíadas de Barcelona 1992 (primeira medalha de ouro como técnico), conheci mais de perto o Lusitano. Quem me aproximou da raça foi um grande amigo, Gersino Magalhães, o Tio Gê. Transitei pelo Lusitano também pelas mãos de outro grande amigo, Tony Pereira, o Tonico.

Nessa época tinha mudado meus cavalos para Santana do Parnaíba/SP, no Rancho Santo Ângelo, propriedade da família da minha esposa. Investimos na criação de Lusitano”.

Treinos de Adestramento

“Mas eu tinha o desejo de aprender a montar com técnica e fui em busca de orientação. Fazia palestras no ramo do esporte e certa vez fui falar para os funcionários da Amil. E um dos co-fundadores da empresa era o Dr. Jorge Rocha, muito ligado aos cavalos e ao Adestramento. Então pedi que me apresentassem para ele. Rapidamente nos afinizamos e ele me convidou para montar e ter aulas em sua propriedade, em Itu/SP.

Comecei a ter aulas de Adestramento com os treinadores do haras do Dr. Jorge, pessoas de renome no esporte. Logo depois fiquei sócio em um cavalo junto com meu amigo Tonico. Era Oceano do Top, que se desenvolveu rápido nas mãos dos treinadores. Em 2007, eu morava na Itália já, trabalhando como técnico, e vedemos o cavalo em um leilão”.

José Roberto Guimarães, o tricampeão olímpico como treinador vôlei, participou de sua primeira competição de Salto em setembro do ano passado
Hunter, José Roberto Guimarães e o treinador Esdra Ramos

Cavalos sempre por perto

“Quem comprou foi Paulo Sales e o Oceano do Top classificou-se para as Olimpíadas de Pequim 2008 em conjunto com Leandro Silva. Primeiro Lusitano na competição, ele ficou em 42° lugar, um feito na época para um cavalo brasileiro. Eu estava lá e ganhei minha segunda medalha de ouro (primeira do esporte coletivo feminino nos Jogos).

Mesmo com todo o cronograma com o time nas Olimpíadas, eu sempre dei um jeito de assistir ao vivo as provas de Adestramento e Salto. Aliás, onde quer que estivesse, dava um jeito de manter o cavalo por perto. Quer seja em momentos como esse dos Jogos Olímpicos, quer seja quando morava fora do Brasil a trabalho.

Nunca montei bem, mas sempre procurei ficar perto dos cavalos. Uma forma de lazer, mesmo que só tivesse tempo para ir até a baia, escovar os cavalos, passar no picadeiro, dar alguns saltos baixinhos. Meus amigos sabiam que eu gostava, então nunca ficava sem ter essa chance. Morei na Europa (Itália – 2006 a 2009), então acompanhava bastante algumas competições de Hipismo por lá. Depois quando morei na Turquia também (2010 a 2012)”.

Transição para o Salto

“A partir de 2005, voltei minhas preferências para o Salto. Comprei alguns cavalos no Leilão Agromen. Mesmo quando estava fora do Brasil, mantive a propriedade em Santana do Parnaíba, assim os cavalos ficavam alojados lá. Mas nunca pensei em competir. Sempre quis treinar, melhorar a minha técnica em equitação.

Gosto de Saltar, mas com a carreira no vôlei, nunca tive o tempo que achava necessário para me dedicar aos treinos. Talvez até por conta da minha profissão no esporte, meu foco sempre foi estar bem preparado para tudo, então a técnica era algo que eu continuava buscando quando montava os cavalos.

Nesse meio tempo montei alguns cavalos Quarto de Milha. O centro de treinamento da seleção brasileira de vôlei em Saquarema/RJ fica perto de alguns locais que alojam cavalos. Dessa forma, tinha – e tenho – sempre a oportunidade de montar quando ficamos um tempo por lá, a fim de me exercitar.

Aliás, em uma oportunidade convidei o Leonardo Feitosa para uma palestra em Saquarema para a seleção, falando sobre Doma Racional e o paralelo com o esporte. Fui com o Léo nessa época em alguns eventos de Apartação e Working Cow Horse. Também faço cavalgadas aos domingos com amigos quando estou de folga, no sentido de confraternização apenas”.

Pandemia e chance de aprimoramento

“No começo de 2020 veio a pandemia. Tivemos que suspender os jogos, o preparo para as Olimpíadas, que foram adiadas. Ficando mais em casa tive mais tempo de montar. Santana do Parnaíba é do lado de Alphaville e sempre quis conhecer a Hípica Manège Alphaville. Sempre passava em frente, mas nunca parava.

Como precisava de alguém que me orientasse nos treinos, melhorando a minha técnica, fui até lá. Conheci o Esdra Ramos Pereira, instrutor e técnico de Salto, e o Caloi. Enquanto treinava nos meus cavalos, comecei a treinar com eles, nos cavalos deles. Levei um cavalo meu lá para a Manège e à medida que evoluía montava outros.

Ia três vezes por semana nesse período até a hípica. E nos demais dias treinava em casa. Por conta da pandemia, conseguia montar todos os dias. A cada ida a Alphaville tentava aproveitar ao máximo os ensinamentos, absorver tudo de maneira positiva.

Um dia estava lá e vi Hunter (Hunter Massangana) na pista. O Esdra me viu observando e me chamou para montá-lo. Experimentei o cavalo e veio o desafio: saltar em uma prova para valer”.

José Roberto Guimarães, o tricampeão olímpico como treinador vôlei, participou de sua primeira competição de Salto em setembro do ano passado
José Roberto Guimarães e o tordilho Hunter Massangana

Estreia nas pistas de Salto

“Faltavam 15 dias para o Campeonato Brasileiro de Masters e eu nunca tinha competido na vida. Treinei e me senti bem. Mesmo faltando uma semana, montei mais duas vezes. Saltei a 90cm, na areia, e fiquei em quinto lugar no Ranking da SHP. O Brasileiro de Master seria na semana seguinte, na grama.

Fiquei inseguro, mas o Esdra me passou muita confiança, disse que eu estava pronto. Fui em frente. No reconhecimento de pista na quarta-feira saltei com o coração na boca. Quinta-feira era a classificatória para a final de domingo. Na distensão (aquecimento) eu estourei a virilha muito feio no último salto e era o primeiro a entrar em pista. A dor estava forte, mas não desisti.

Fui com dor mesmo, confiando no cavalo, e fiz pista limpa. Logo depois da prova fui direto para fisioterapia avaliar o que tinha acontecido. Fiz um tratamento para amenizar a dor e na sexta-feira estava de volta. Mas estourei o tempo e fui penalizado. Na final do domingo eu era de novo o primeiro a saltar, pois levava em consideração do maior tempo da classificatória para o menor.

Entrei e fiz pista limpa novamente. O Hunter foi sensacional comigo. Foram quatro percursos que fizemos nesse evento e a experiência dele contou para me equilibrar. Ainda estava lesionado, mas confiava nele 100%. Só não queria cair ou errar o percurso”.

O futuro

“Agora diminui os treinos, pois minha cabeça está nos Jogos Olímpicos desse ano. Tenho a responsabilidade e a preocupação com a preparação da equipe. Por isso não está nos meus planos competir no Salto novamente esse ano.

Contudo, continuo indo até as cocheiras, passo um tempo com meus cavalos. Monto para dar uma espairecida. O Hunter agora é de minha propriedade e está lá em casa, então eu sempre o visito. Me identifiquei muito com ele. O momento agora é das Olimpíadas, mas os cavalos continuam fazendo parte do meu dia a dia”.

O cavalo na vida de José Roberto Guimarães:

“É uma parte extremamente importante da minha vida. Um pouco do ar que eu respiro, da minha maneira de ser e de olhar o mundo. Os cavalos fazem parte da minha família, principalmente quando me identifico, é muito de sangue. Essa sensibilidade, olhar, reciprocidade, sentimento, presença, troca de energia. Me sinto pleno quando estou montando ou me exercitando com o cavalo.”

Por Luciana Omena
Colaboração: Assessoria SHP
Crédito das fotos: Divulgação/Luis Ruas

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