Fazenda Educadora leva projeto brasileiro de inclusão pelo esporte à final do FEI Inspire

Desenvolvida em Bragança Paulista (SP), iniciativa aproxima crianças e jovens dos cavalos, reúne atividades educativas e já revelou integrantes da equipe brasileira Junior de volteio

O contato com os cavalos abriu caminhos para crianças e jovens de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, e agora coloca uma iniciativa brasileira em evidência no cenário internacional. Desenvolvido na Fazenda São Sebastião, onde está localizado o Haras Endurance, o projeto Fazenda Educadora está entre os quatro finalistas da categoria FEI Inspire, do FEI Awards 2026, promovido pela Federação Equestre Internacional (FEI). A votação está aberta ao público até 1º de novembro.

A indicação reconhece uma proposta que reúne educação, cultura e esporte para ampliar as oportunidades dos participantes. Segundo a FEI, o projeto foi lançado em 2020 e atende crianças e adolescentes de seis a 18 anos, oferecendo experiências que estimulam a descoberta de habilidades e o desenvolvimento da confiança. Em 2026, dez jovens participaram de clínicas e competições de volteio. Dois atletas formados na iniciativa chegaram à equipe brasileira Junior da modalidade.

A fazenda como espaço de aprendizagem

Coordenado por Viviane Lessa, o Fazenda Educadora tem como público os filhos de trabalhadores da propriedade. A proposta parte do entendimento de que a aprendizagem também acontece nas relações e nas experiências cotidianas, aproveitando o ambiente rural como espaço de descoberta.

As atividades incluem oficinas de arte e natureza, apoio pedagógico e ações sobre temas como reciclagem, empreendedorismo e tecnologia, além de orientação às famílias. O planejamento considera as necessidades e os interesses dos participantes, aproximando o trabalho educativo da realidade de cada um.

Em entrevista anterior à CBH, Viviane explicou que o desenvolvimento humano orienta as decisões do projeto. A participação nas competições surgiu a partir do envolvimento dos jovens com as atividades e das oportunidades encontradas ao longo do percurso. A intenção é prepará-los para experiências que também ultrapassem os limites da propriedade.

Do primeiro contato com os cavalos às competições

A presença do Haras Endurance favoreceu a aproximação com os esportes equestres. As aulas de equitação abriram espaço para a prática do enduro, enquanto experiências com atividades circenses contribuíram para o caminho que levou ao volteio.

A formação ganhou apoio de profissionais como Mário Destro e Jacqueline Modinos, treinadores brasileiros que passaram a orientar os jovens. A iniciativa também recebeu atletas e técnicos internacionais, entre eles Lambert Leclézio, Quentin Jabet, Rob de Bruin, Agnes Werhahn e Anthony Bro-Petit, proporcionando contato com diferentes experiências da modalidade.

O intercâmbio se estendeu aos integrantes da seleção brasileira. Em fevereiro de 2026, por exemplo, a técnica internacional Agnes Werhahn conduziu uma atividade na fazenda que reuniu os participantes do projeto e atletas da equipe nacional em um dia de treinamento e aprendizagem.

Reconhecimento para uma trajetória de oportunidades

Entre os resultados estão Alex Bispo Carneiro e Jonathan Bispo Carneiro, integrantes da equipe brasileira Junior de volteio. No enduro, participantes disputam percursos de 20 a 80 quilômetros. O projeto também abriu espaço para a profissionalização, com jovens aprendizes no setor administrativo da fazenda.

Para Viviane, a indicação pode ajudar a ampliar esse alcance. “O reconhecimento internacional pode contribuir para que os sonhos e as oportunidades destes jovens possam alçar voos cada vez mais altos”, afirmou à publicação da CBH.

A votação do FEI Awards segue até 1º de novembro, com participação do público pelo site da Federação Equestre Internacional.

Com informações da CBH
Fotos: Reprodução/Internet

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