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Técnico da seleção brasileira de vôlei, José Roberto Guimarães fala da sua paixão por cavalos

Aos 66 anos, o tricampeão olímpico como treinador de vôlei participou de sua primeira competição de Salto em setembro do ano passado

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Quem viu José Roberto Guimarães saltando um cavalo na Sociedade Hípica Paulista ano passado e não entendeu nada, calma. O tricampeão olímpico como treinador vôlei não caiu de paraquedas nesse meio. Nascido no interior de São Paulo, na cidade de Quintana, sempre foi um apaixonado por cavalos.

O ídolo do esporte, aliás, já foi criador de animais e proprietário de animais das raças Mangalarga e Lusitano. Hoje, seu foco é o Hipismo. Inclusive, aproveitou a pandemia para se dedicar ao Salto e fez sua primeira prova em setembro durante o Brasileiro de Masters 2020 da Sociedade Hípica Paulista. Sagrou-se reservado campeão da Master B, sem faltas nos obstáculos, com somente dois pontos perdidos por excesso de tempo.

Mesmo com algumas experiências prévias, essa foi a primeira competição oficial no Hipismo de José Roberto Guimarães. Em entrevista ao Instagram da SHP, por exemplo, ele falou que sentiu um frio na barriga enorme, já que em sua visão encarar estreia no Salto foi muito mais difícil do que uma disputar final olímpica.

O técnico da seleção brasileira feminina de vôlei e do São Paulo-Barueri é sócio da SHP. Ele montou nessa oportunidade o cavalo Hunter Massangana. Foi a vontade de aprimorar a técnica no Salto que o levou a ter aulas. Conversamos com ele por telefone a fim de conhecer melhor sua história com os cavalos e essa paixão que vem de infância. Confira!

José Roberto Guimarães, o tricampeão olímpico como treinador vôlei, participou de sua primeira competição de Salto em setembro do ano passado
Pódio do Campeonato Brasileiro de Masters 2020: José Roberto Guimarães vice-campeão

O começo

“O cavalo está no meu DNA. Nasci no interior de São Paulo, em uma cidade que fica 500 km da capital, chamada Quintana. Em um tempo em que o meio de locomoção local era o cavalo, como o uso de charretes, jardineiras e carros de boi. Então eu cresci nesse meio. Meu avô e meu pai tinham sítio e viviam do campo. A família toda morava no sítio e meu pai trabalhava vendendo na cidade o que produziam no sítio. Dessa forma, montar a cavalo foi algo natural para mim.

Com 4 anos de idade eu estava sempre montado. Comecei com essa idade e nunca mais parei, até hoje. Mesmo depois que meu pai casou e foi morar na cidade, a gente ficava muito no sítio. Quando eu tinha 6 anos nos mudamos para a capital. Então, eu só ia ao interior nas férias. Esperava o tempo todo por esse momento e nunca queria que acabasse.

Enquanto crescia frequentava a fazenda de familiares em Araraquara e São Carlos. Era uma paixão muito grande, passava as férias da escola montado. Até que aos 12 anos descobri o vôlei morando em Santo André (região da Grande São Paulo). Com os treinos e a escola, me afastei do meio do cavalo por um tempo”.

Primeiro cavalo

“Já adulto, trabalhava como técnico de vôlei, casado, consegui comprar meu primeiro cavalo. Era uma égua Mangalarga Paulista chamada Jandita. Preta, linda! Ela ficava no centro de hipoterapia do meu irmão mais novo, Fernando, em Jundiaí/SP. Ele também sempre teve paixão por cavalos e fez uma especialização na Áustria para trabalhar no atendimento de crianças excepcionais.

Como resultado, eu criei um pouco de Mangalarga Paulista. Até que em 1993, logo depois das Olimpíadas de Barcelona 1992 (primeira medalha de ouro como técnico), conheci mais de perto o Lusitano. Quem me aproximou da raça foi um grande amigo, Gersino Magalhães, o Tio Gê. Transitei pelo Lusitano também pelas mãos de outro grande amigo, Tony Pereira, o Tonico.

Nessa época tinha mudado meus cavalos para Santana do Parnaíba/SP, no Rancho Santo Ângelo, propriedade da família da minha esposa. Investimos na criação de Lusitano”.

Treinos de Adestramento

“Mas eu tinha o desejo de aprender a montar com técnica e fui em busca de orientação. Fazia palestras no ramo do esporte e certa vez fui falar para os funcionários da Amil. E um dos co-fundadores da empresa era o Dr. Jorge Rocha, muito ligado aos cavalos e ao Adestramento. Então pedi que me apresentassem para ele. Rapidamente nos afinizamos e ele me convidou para montar e ter aulas em sua propriedade, em Itu/SP.

Comecei a ter aulas de Adestramento com os treinadores do haras do Dr. Jorge, pessoas de renome no esporte. Logo depois fiquei sócio em um cavalo junto com meu amigo Tonico. Era Oceano do Top, que se desenvolveu rápido nas mãos dos treinadores. Em 2007, eu morava na Itália já, trabalhando como técnico, e vedemos o cavalo em um leilão”.

José Roberto Guimarães, o tricampeão olímpico como treinador vôlei, participou de sua primeira competição de Salto em setembro do ano passado
Hunter, José Roberto Guimarães e o treinador Esdra Ramos

Cavalos sempre por perto

“Quem comprou foi Paulo Sales e o Oceano do Top classificou-se para as Olimpíadas de Pequim 2008 em conjunto com Leandro Silva. Primeiro Lusitano na competição, ele ficou em 42° lugar, um feito na época para um cavalo brasileiro. Eu estava lá e ganhei minha segunda medalha de ouro (primeira do esporte coletivo feminino nos Jogos).

Mesmo com todo o cronograma com o time nas Olimpíadas, eu sempre dei um jeito de assistir ao vivo as provas de Adestramento e Salto. Aliás, onde quer que estivesse, dava um jeito de manter o cavalo por perto. Quer seja em momentos como esse dos Jogos Olímpicos, quer seja quando morava fora do Brasil a trabalho.

Nunca montei bem, mas sempre procurei ficar perto dos cavalos. Uma forma de lazer, mesmo que só tivesse tempo para ir até a baia, escovar os cavalos, passar no picadeiro, dar alguns saltos baixinhos. Meus amigos sabiam que eu gostava, então nunca ficava sem ter essa chance. Morei na Europa (Itália – 2006 a 2009), então acompanhava bastante algumas competições de Hipismo por lá. Depois quando morei na Turquia também (2010 a 2012)”.

Transição para o Salto

“A partir de 2005, voltei minhas preferências para o Salto. Comprei alguns cavalos no Leilão Agromen. Mesmo quando estava fora do Brasil, mantive a propriedade em Santana do Parnaíba, assim os cavalos ficavam alojados lá. Mas nunca pensei em competir. Sempre quis treinar, melhorar a minha técnica em equitação.

Gosto de Saltar, mas com a carreira no vôlei, nunca tive o tempo que achava necessário para me dedicar aos treinos. Talvez até por conta da minha profissão no esporte, meu foco sempre foi estar bem preparado para tudo, então a técnica era algo que eu continuava buscando quando montava os cavalos.

Nesse meio tempo montei alguns cavalos Quarto de Milha. O centro de treinamento da seleção brasileira de vôlei em Saquarema/RJ fica perto de alguns locais que alojam cavalos. Dessa forma, tinha – e tenho – sempre a oportunidade de montar quando ficamos um tempo por lá, a fim de me exercitar.

Aliás, em uma oportunidade convidei o Leonardo Feitosa para uma palestra em Saquarema para a seleção, falando sobre Doma Racional e o paralelo com o esporte. Fui com o Léo nessa época em alguns eventos de Apartação e Working Cow Horse. Também faço cavalgadas aos domingos com amigos quando estou de folga, no sentido de confraternização apenas”.

Pandemia e chance de aprimoramento

“No começo de 2020 veio a pandemia. Tivemos que suspender os jogos, o preparo para as Olimpíadas, que foram adiadas. Ficando mais em casa tive mais tempo de montar. Santana do Parnaíba é do lado de Alphaville e sempre quis conhecer a Hípica Manège Alphaville. Sempre passava em frente, mas nunca parava.

Como precisava de alguém que me orientasse nos treinos, melhorando a minha técnica, fui até lá. Conheci o Esdra Ramos Pereira, instrutor e técnico de Salto, e o Caloi. Enquanto treinava nos meus cavalos, comecei a treinar com eles, nos cavalos deles. Levei um cavalo meu lá para a Manège e à medida que evoluía montava outros.

Ia três vezes por semana nesse período até a hípica. E nos demais dias treinava em casa. Por conta da pandemia, conseguia montar todos os dias. A cada ida a Alphaville tentava aproveitar ao máximo os ensinamentos, absorver tudo de maneira positiva.

Um dia estava lá e vi Hunter (Hunter Massangana) na pista. O Esdra me viu observando e me chamou para montá-lo. Experimentei o cavalo e veio o desafio: saltar em uma prova para valer”.

José Roberto Guimarães, o tricampeão olímpico como treinador vôlei, participou de sua primeira competição de Salto em setembro do ano passado
José Roberto Guimarães e o tordilho Hunter Massangana

Estreia nas pistas de Salto

“Faltavam 15 dias para o Campeonato Brasileiro de Masters e eu nunca tinha competido na vida. Treinei e me senti bem. Mesmo faltando uma semana, montei mais duas vezes. Saltei a 90cm, na areia, e fiquei em quinto lugar no Ranking da SHP. O Brasileiro de Master seria na semana seguinte, na grama.

Fiquei inseguro, mas o Esdra me passou muita confiança, disse que eu estava pronto. Fui em frente. No reconhecimento de pista na quarta-feira saltei com o coração na boca. Quinta-feira era a classificatória para a final de domingo. Na distensão (aquecimento) eu estourei a virilha muito feio no último salto e era o primeiro a entrar em pista. A dor estava forte, mas não desisti.

Fui com dor mesmo, confiando no cavalo, e fiz pista limpa. Logo depois da prova fui direto para fisioterapia avaliar o que tinha acontecido. Fiz um tratamento para amenizar a dor e na sexta-feira estava de volta. Mas estourei o tempo e fui penalizado. Na final do domingo eu era de novo o primeiro a saltar, pois levava em consideração do maior tempo da classificatória para o menor.

Entrei e fiz pista limpa novamente. O Hunter foi sensacional comigo. Foram quatro percursos que fizemos nesse evento e a experiência dele contou para me equilibrar. Ainda estava lesionado, mas confiava nele 100%. Só não queria cair ou errar o percurso”.

O futuro

“Agora diminui os treinos, pois minha cabeça está nos Jogos Olímpicos desse ano. Tenho a responsabilidade e a preocupação com a preparação da equipe. Por isso não está nos meus planos competir no Salto novamente esse ano.

Contudo, continuo indo até as cocheiras, passo um tempo com meus cavalos. Monto para dar uma espairecida. O Hunter agora é de minha propriedade e está lá em casa, então eu sempre o visito. Me identifiquei muito com ele. O momento agora é das Olimpíadas, mas os cavalos continuam fazendo parte do meu dia a dia”.

O cavalo na vida de José Roberto Guimarães:

“É uma parte extremamente importante da minha vida. Um pouco do ar que eu respiro, da minha maneira de ser e de olhar o mundo. Os cavalos fazem parte da minha família, principalmente quando me identifico, é muito de sangue. Essa sensibilidade, olhar, reciprocidade, sentimento, presença, troca de energia. Me sinto pleno quando estou montando ou me exercitando com o cavalo.”

Por Luciana Omena
Colaboração: Assessoria SHP
Crédito das fotos: Divulgação/Luis Ruas

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Eduardo Menezes é vice em prova 5* no Winter Equestrian Festival

A sétima semana de um dos maiores eventos de Salto do mundo contou com bons resultados dos brasileiros; veja também: Nelson Pessoa integra novo Conselho Técnico da CBH e Taça Bahia Circuito N/NE

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Concursos Internacionais 5* e 2* agitaram a sétima semana – de 14 – do Winter Equestrian Festival 2021. Realizado no Palm Beach Internacional Equestrian, em Wellington, na Flórida, é uma das maiores competições de Salto do mundo. O melhor resultado da rodada para o Brasil foi do medalhista pan-americano Eduardo Menezes. Garantiu o vice na prova 5*, a 1.50m na quinta-feira (25) com H5 Elvaro.

O brasileiro conquistou, então, percurso limpo no desempate em 40s129. Ademais, a disputa contou com 55 conjuntos, dez no desempate e US$ 73 mil em prêmios. Um dia antes, na principal competição da quarta-feira (24), prova FEI5* a 1.45m, Eduardo Menezes e H5 Elvaro (foto) ficaram em sexto lugar. Outro duplo zero, em 30s50. Nessa mesma prova, Yuri Mansur foi quarto com Ibelle Ask, sem faltas em 30s42. Dos 49 conjuntos, 12 habilitaram-se ao desempate.

Rodrigo Lambre também ‘beliscou’ o seu nessa rodada do Winter Equestrian Festival, com J’Adore Van Het Klinkhof. Na série 2*, a 1,45 na sexta-feira (26), foi nono lugar com uma falta no desempate em 38s17. A rodada contou ainda com as participações de Luiz Francisco de Azevedo, Fabio Leivas e Camila Benedicto.

A equipe técnica do Time Brasil de Salto chegou a Wellington semana passada. Ao lado do técnico Philippe Guerdat, Pedro Paulo Lacerda, chefe de equipe, e Rogério Saito, veterinário. Como de praxe, eles acompanham de perto a preparação dos conjuntos candidatos a uma vaga para as Olimpíadas Tóquio.

A CBH divulgará em breve os critérios de qualificação para formação das equipes do Brasil em Jogos Olímpicos, Jogos Equestres Mundiais, Pan-americano e Copas das Nações. 

Eduardo Menezes é vice em prova 5* no Winter Equestrian Festival
Neco Pessoa – Foto: Arquivo Pessoal

A Confederação Brasileira de Hipismo instituiu um Conselho Técnico para a gestão 2021 a 2024. De tal forma que convidou Nelson Pessoa Filho, mais conhecido como Neco, para integrar a equipe como consultor. Sem dúvida, um dos ícones máximos na história do hipismo mundial como cavaleiro e treinador.

Neco reside na Bélgica e se colocou totalmente à disposição da CBH. Ele nasceu no Rio de Janeiro em 1935, onde iniciou sólida e bem sucedida carreira. Em 1961 se mudou para Europa. Disputou cinco Olimpíadas em 1956, 1964, 1968, 1972 e 1992. Foi campeão europeu, quatro vezes campeão brasileiro, sete vezes campeão (recorde de vitórias) do Derby de Hamburgo, entre outros. Atualmente com 85 anos, Neco segue trabalhando como treinador e preparador de cavaleiros e equipes de alto nível.

Por outro lado, a diretoria da gestão 2021/2024 também já definiu boa parte do quadro de diretores. Na modalidade Salto, Pedro Paulo Lacerda e Phillippe Guerdat, respectivamente, como diretor e técnico. Os dois lideraram, sobretudo, a conquista do hexacampeonato do Time Brasil no Pan de Lima 2019. Enquanto o cavaleiro top de Minas Gerais Rodrigo Sarmento assumiu a diretoria técnica da entidade.

A sétima semana do Winter Equestrian Festival contou com bons resultados dos brasileiros; Nelson Pessoa integra novo Conselho Técnico da CBH
Andrea com KCL Estoril JL Sítio Chuín – Foto: Divulgação/Giovàny Gomes

Taça Bahia – 1ª Etapa do Circuito N/NE

A 1ª Etapa do Circuito N/NE aconteceu no Centro Hípico Estoril JL Sítio Chuin, em Camaçari/BA. As provas do primeiro dia (26) acorreram normalmente, contudo canceladas no sábado (27) em respeito às restrições do Estado para contenção da pandemia da Covid-19. 

Na Taça Bahia – aberta aos 50% melhores conjuntos ou zerados da prova a 1.30m e 1.20m e dois convidados dessas mesmas provas – três amazonas baianas dominaram o pódio. Fazendo jus a sua boa forma Andrea Guzzo Muniz Ferreira levou KCL Estoril JL Sítio Chuín à vitória com percurso limpo, 47s87. A saber, a amazona top baiana foi a seu Estado, mas atualmente reside e treina em São Paulo.

O vice-campeonato ficou com a amazona da casa e anftriã Lívia Mendonça Neves. Ela apresentou Miss Potter Estoril JL Sítio Chuin, sem faltas, 51s08. Em terceiro lugar chegou Aida Nunes Hupsel montando Horse Society Galena. Conjunto também cruzou a linha de chegada sem faltas, em 52s26.

Fonte: Imprensa CBH
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Sportfot

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Hipismo

Rodolpho Riskalla obtém vitória em prova de Paradressege no Catar

Atleta é forte candidato a medalha nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2021

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Não é de hoje que Rodolpho Riskalla – dono de medalhas de prata no Mundial 2018 na modalidade Paraequestre – vence no Internacional Al Shaqab, em Doha. De fato, nos últimos três anos o atleta brasileiro coleciona nove vitórias no Catar. Venceu, portanto, as três provas que disputou nessa competição em 2019, 2020 e 2021.

O cavaleiro brasileiro Rodolpho Riskalla, qualificado para a Paralimpíada de Tóquio, retornou então com força total ao picadeiro. Participou do Concurso Internacional CPEDI3* Shaqab. Com Don Henrico, um de seus principais cavalos, venceu a prova Grau IV, na abertura do evento, quinta-feira (25) com expressivos 76,468% de aproveitamento. 

“Fiquei super contente com minha prova. O Don Henrico está muito bem e competir em meio a essa situação da Covid-19, em que muitas provas são canceladas, é muito importante na preparação para os Jogos Olímpicos”, destaca Rodolpho.

Para completa os 100% de aproveitamento, o brasileiro venceu novamente na sexta-feira (26), repetindo o feito no sábado (27). Contudo, nessa última, registrou nada menos 81.075% de Freestyle Grau IV.

“Essa do sábado foi a melhor reprise que já fiz com Don Henrico. Aliás, nos três dias foram os melhores percentuais que já tive com ele. Don Henrico, realmente, está em sua melhor forma. Estamos muito felizes com o resultado”, destaca o campeão que monta esse cavalo, de propriedade da ex-amazona olímpica alemã Ann Katrin Lisenhof, desde julho de 2017.

Rodolpho Riskalla é forte candidato a medalha nos Jogos Paralímpicos de Tóquio; con vaga garantida, treina e participa de provas importantes

Rodolpho Riskalla

O próximo desafio é um Internacional em Macon Chaintre, França. O cavaleiro paralímpico vai levar seu outro cavalo, Don Frederic, propriedade da brasileira Tania Loeb Wald. “Agora o meu foco total é a preparação para Tóquio”, garante Rodolpho, uma das principais apostas de medalha do hipismo brasileiro nos Jogos Olímpico e Paralímpicos em Tóquio.

Aos 37 anos, Rodolpho Riskalla pratica Adestramento desde a infância. Sobretudo, aderiu ao Adestramento Paraequestre no início de 2016. Seis meses após a perda da parte inferior das duas pernas, a mão direita e dedo da mão esquerda em decorrência de uma meningite.

Menos de um ano depois, então, defendeu o país nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Em seguida, em 2018, foi o melhor brasileiro nos Jogos Equestres Mundiais 2018 nos Estados Unidos, duas pratas. O cavaleiro mudou para Alemanha recentemente, depois de dez anos na França.

A divisão das disputas no Adestramento Paraquestre apresentam os graus I,II,III,IV e V, graus de dificuldade crescentes, portanto, de acordo com classificação funcional da deficiência do atleta. Além de Rodolpho, o cavaleiro Sergio Oliva, residente no Brasil, também tem vaga para Jogos Paralímpicos desse ano.

Colaboração: Assessoria CBH
Crédito das fotos: Divulgação/In2strides

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Copa Santo Amaro de Salto bate recorde de participações

Cesar Almeida fatura o mini-GP e Pedro Tavora é campeão do GP em prova no Clube Hípico de Santo Amaro

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A primeira etapa da Copa Santo Amaro de Salto 2021 bateu recordes. Maior ranking interclubes do país registrou, portanto, a participação de mais de 1,1 mil inscrições. As provas na capital paulista, no Clube Hípico de Santo Amaro, incluíram atletas de todas as idades e níveis. Ademais, o Hipismo vem crescendo durante a pandemia.

Em 2021, a Copa Santo Amaro abriu sua 25ª edição entre 18 e 21 de fevereiro. No sábado (20), o ponto alto foi o mini-GP, a 1.35. Dos 44 conjuntos, 13 zeraram a primeira passagem e 12 foram ao desempate. Nada menos que nove voltaram a zerar e a vitória ficou para Cesar Almeida.

O cavaleiro campeão pan-americano forma com Ulena Império Egípcio uma das duplas mais velozes em atividade no país. A dupla, então, garantiu o título com boa margem, em 36s90.

Enquanto no domingo (21), o GP, a 1.40/1.45m, fechou a primeira etapa da Copa Santo Amaro de Salto. Com participação de 19 conjuntos, três foram ao desempate no percurso idealizado pelo course-designer internacional Gabriel Malfatti. Sagrou-se vencedor o top da casa Pedro Távora de Matos.

Cesar Almeida fatura o mini-GP e Pedro Tavora é campeão do GP em prova da Copa Santo Amaro de Salto no CHSA em São Paulo/SP
Cesar Almeida – Foto: Duilio Andrade

Apresentando Veruska Vila Fal, único conjunto a garantir duplo zero em 47s51. Por outro lado, entre os iniciantes, a geração futuro brilhou nas provas vara no chão, 0.40m, 0.60m, 0.80m e 0.90m. Participantes da casa e de escolas de equitação de toda a região metropolitana e Estado.

Nada menos que 38 pequenos grandes cavaleiros e amazonas emocionaram a seus familiares, instrutores e amigos na prova de vara no chão. Nela, as crianças aprendem a realizar a sequencia de um percurso e podem ou não contar com ajuda na condução.

Hipismo em crescimento

A outra boa nova implantada pela diretoria do CHSA foi a realização das Copas Paládio (1m), Cobre (1.10m), Bronze (1.20m) e Prata (1.30m). Classificação para as jovens talentos nas séries mini-mirim, pré-mirim, mirim, pré-junior, junior. Bem como para jovens cavaleiros amadores e masters (amadores acima de 40 anos).

Lembrando sempre que o Hipismo é o único esporte olímpico em que homens e mulheres competem em condições de igualdade. Ainda com diferencial da idade não ser um fator limitante. E, sem dúvida, por ser praticado individualmente e normalmente ao ar livre, o Hipismo cresce na pandemia. Haja vista a grande procura por matrículas em Escolas de Equitação da capital.

A Copa Santo Amaro conta com dez etapas e a próxima acontece de 11 a 14 de março. Fique por dentro: @chsa_oficial.

Colaboração: Assessoria de Imprensa
Foto de chamada: Pedro Távora de Matos/Crédito: Luis Ruas

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