O agronegócio paulista segue demonstrando resiliência em um cenário global desafiador. De janeiro a maio de 2026, o setor registrou superávit de US$ 8,37 bilhões, resultado impulsionado por exportações que alcançaram US$ 10,85 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 2,48 bilhões. O agro respondeu por 38,5% de todas as exportações do Estado de São Paulo no período.
Apesar da redução de 3,2% no valor exportado em comparação ao mesmo período de 2025, o volume embarcado cresceu 5,2%, indicando que os produtores paulistas conseguiram ampliar sua presença nos mercados internacionais mesmo diante da queda das cotações de diversas commodities agrícolas.
Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o desempenho reflete os ganhos de produtividade e a capacidade do setor de atender mercados cada vez mais exigentes. Entre os produtos mais afetados pela retração dos preços internacionais estão o açúcar e o suco de laranja, tradicionalmente importantes na pauta exportadora paulista.
Carnes seguem entre os destaques
Entre os principais grupos exportadores do agro paulista, o complexo sucroalcooleiro liderou as vendas externas, representando 21,3% do total exportado e movimentando US$ 2,3 bilhões. Na sequência aparecem o setor de carnes, com US$ 1,8 bilhão e participação de 17%, e o complexo soja, que respondeu por 14,3% das exportações do período.
O segmento de carnes apresentou um dos melhores desempenhos do ano, registrando crescimento de 20,1% no valor exportado em relação aos cinco primeiros meses de 2025. A carne bovina foi responsável por mais de 80% das exportações do setor.
Também apresentaram crescimento os produtos florestais, com alta de 12,7%, e o complexo soja, que avançou 17,4%. Já os grupos de sucos, sucroalcooleiro e café registraram retração em valor devido à redução dos preços internacionais.
China continua liderando compras
A China permanece como principal destino das exportações do agronegócio paulista, concentrando 27,8% das vendas externas. Os produtos mais demandados pelo mercado chinês incluem itens do complexo soja, carnes, produtos florestais e fibras têxteis. A União Europeia aparece em segundo lugar, com participação de 14,7%, seguida pelos Estados Unidos, com 10,2%.
No cenário nacional, São Paulo ocupa a segunda posição entre os estados exportadores do agronegócio brasileiro, respondendo por 15,4% das exportações do setor, atrás apenas de Mato Grosso.
Perspectivas para o segundo semestre
Apesar das incertezas relacionadas ao cenário geopolítico, aos custos logísticos e às oscilações dos mercados internacionais, especialistas apontam perspectivas positivas para alguns segmentos. Entre eles está o açúcar, que pode ganhar espaço em mercados estratégicos diante das restrições impostas às exportações indianas.
Os números reforçam a importância do agronegócio paulista para a economia brasileira e demonstram a capacidade do setor de manter competitividade mesmo em um ambiente internacional menos favorável.
Com informações: Secretaria de Agricultura de SP
Fotos: Reprodução/Internet
Leia mais notícias aqui.