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Laço Individual rege a vida de Kin Yuda

Inserido no meio dos cavalos através do incentivo de sua mãe, hoje tem o Laço como estilo de vida, passado o legado para as futuras gerações

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Laço Individual rege a vida de Kin Yuda

O universo do cavalo é com certeza uma família, e isso o próprio ambiente proporciona, com eventos, competições para todas as idades. Por isso, cada vez mais vemos histórias de quem começou a competir através da inserção nesse universo pela família. É o caso do laçador da modalidade de Laço Individual Kin de Almeida Passos Yuda.

Natural de Jundiaí (SP), o competidor de 32 anos, nos conta que os cavalos e a modalidade foram apresentados pela sua mãe, Adriane Passos, que trabalha nesse meio há mais de 20 anos, que é sua grande incentivadora. “Minha história com os cavalos começou por causa da minha mãe, que já trabalhava no meio desde sempre. Foi então que me apaixonei por eles, então comecei no Tambor e Baliza, e depois de um certo tempo conheci o Laço Individual, um verdadeiro ‘amor à primeira vista’, e quis isso para mim”, relembra.

Além de competir, Kin é formado em Medicina Veterinária, formação que surgiu através desse amor pelos cavalos. “Atuei na área por dois anos, e durante esse tempo continuei laçando, porque como falei antes, o Laço Individual se tornou a minha paixão”. Por essa paixão ao Laço Individual e já tendo como profissão, em 2014 Kin foi morar nos Estados Unidos, no Werneck Ranch, de Frederico Werneck, laçador brasileiro que há muitos anos reside na América.

O período que esteve por lá foi de grande aprendizado o que hoje aplica em seus treinos. “Fiquei um período no Werneck, no Texas e seis meses no Mississippi, na Pickett Farm com um americano chamado King Pickett. Tive a experiência de correr muitas provas e rodeios com os melhores do mundo viajando e conhecendo alguns estados, alguns ranchos dentre os melhores e mais importantes do mundo do Laço. Foi uma grande experiência”, conta.

Destaque no Laço Individual

O laçador, que compete na Aberta, comenta que treina bastante, e com isso, coisas boas acabam acontecendo, e alguns títulos importantes foram conquistados. “Não tinha como não ser o Laço Individual, corro na categoria Profissional há alguns anos, e vivo disso. Treino cavalos para diversas categorias, dou aula, tenho diversos alunos, desde 8 anos de idade até mais velhos, e é isso o que eu faço, não é só um estilo de vida, é a minha vida por inteiro”, destaca.

Entre seus títulos de destaque estão: campeão Nacional ABQM – Aberta Sênior Castrado, campeão Potro do Futuro ABQM, campeão Potro Futuro ANLB, campeão Nacional ABQM – Profissional Light Cronômetro, Top 5 Prorelax, também foi finalista em alguns rodeios importantes como: RJF, Divinaexpo, Rodeio de Cláudio e tem em seu currículo o tão almejado ABQM Awards.

Kin explica que o CT fica na cidade de Santa Cruz da Conceição (SP), que é considerada uma boa localização para os adeptos do Laço Individual. Para ele, essa é uma região “espetacular”, tem muitos ranchos e muitas pessoas laçando.

E, assim como em qualquer esporte, nos esportes equestres também temos os ídolos que inspiram a todos, seja pela trajetória, história de vida ou conquistas. “Tenho algumas pessoas que são inspirações para mim, que, além de ídolos, são na verdade pessoas que me ensinaram muito”.

Em sua trajetória no Laço Individual, Kin nos conta que morou com três pessoas que fizeram ele ser o que é hoje: Fabinho Pereira, Jose Nilton e Flávio de Oliveira. “Esses três caras são referências e me ajudaram muito, continuam me ajudando até hoje. São parceiros para quem está começando no esporte, eles são mais do que ídolos, tudo o que sou hoje, aprendi com eles. Além deles, tenho como ídolos o Marcos Costa e o Junior Nogueira, que são brasileiros campeões do mundo, não tem como não ser eles”.

Kin deixa um recado para quem está começando agora: “A mensagem que eu daria para quem está começando é procurar um profissional com uma boa didática, um profissional que vai te ensinar direito, um cavalo professor, um cavalo velho, que não te de trabalho. Mais a dica maior é procurar um profissional qualificado e um cavalo bom, que na gíria do laço é ‘um cavalo baseado, um cavalo velho’”, afirma.

Sobre as parcerias, o laçador conta que tem alguns parceiros que estão ao seu lado há algum tempo, que são pessoas que acreditaram e continuam acreditando na sua capacidade, contribuindo para bons resultados.

“Agradeço aos meus patrocinadores Organnact, Portal Cavalus e Revista Ropers Sports, por confiarem em meu trabalho para representar o nome de suas empresas em pista. Ao Rancho FP pela parceria, aos meus clientes por acreditarem no trabalho de treinamento e bem-estar animal que faço com médico veterinário. Obrigada a todos os meus alunos e famílias que juntos a gente vem formando um time forte de novos laçadores e laçadoras. E por fim, agradeço a meus amigos e minha família que me apoia em tudo”, finaliza Kin Yuda.

Por Heloisa Alves. Redação Cavalus

Fotos: Arquivo pessoal

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