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Haras Anaití: há 14 anos se dedicando na criação do Campolina funcional

Titular do criatório, localizado em Irará/BA, Paulo Mariotti conta um pouco sobre a história de sua criação

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A história do Haras Anaití começa antes mesmo da compra de suas terras. Afinal, no ano 2000, Paulo Mariotti adquiriu o seu primeiro exemplar puro de origem, Hiato do Bandarra. Assim, começou a frequentar a Associação Baiana dos Criadores do Cavalo Campolina, bem como suas exposições. 

Contudo, somente após alguns anos, em 2006, o plantel do Haras Anaití começou a tomar forma Sobretudo, resultado da compra do primeiro garanhão, Netuno do Pinval. Na época, ainda um potro, fruto do cruzamento de Desacato da Maravilha com Irônica da JC, ambos ícones da raça Campolina.

Depois, em novembro de 2007, Paulo Mariotti e sua esposa fundaram, enfim, o Haras Anaití. Foi nas terras na cidade de Irará, interior da Bahia. Desde então, todos os esforços foram concentrados para o desenvolvimento de um criatório direcionado para o Campolina Funcional. Onde, além da beleza e imponência características da raça, é trabalhada a marcha com apoios bem definidos, proporcionando conforto e satisfação aos usuários.

Para saber mais detalhes sobre a história do Haras Anaití a equipe de reportagem bateu um papo com Paulo Mariotti. E a entrevista, na íntegra, você confere abaixo:

Haras Anaití fica localizado em Irará, na Bahia – Foto: Arquivo Pessoal

Primeiro contato com o mundo dos cavalos

“Eu tive contato com os cavalos desde a minha infância. Logo cedo já caminhava na garupa do meu avô pelos campos da fazenda. Era uma paixão que começava a nascer e vinha com grande força dentro de mim.

Não sei o quanto para dizer a verdade, mas posso afirmar que abri mão de muita coisa por conta de cavalo. Ele é muito importante para mim.”

Escolha pelo cavalo Campolina

“Campolina para mim é um cavalo completo. Bonito, elegante, com bom porte e andamento muito confortável. Para passeio sem dúvida impressiona onde passa. No campo também não deixa a desejar, atente bem na lida do gado e nas caminhadas de trabalho a pasto.

Iniciamos nosso primeiro com o cavalo Hiato do Bandarra, comprado junto ao criador Roque Santana. Um Grande criatório que investia bastante em animais de bom andamento. A princípio era só hobby, brincadeira de fim de semana.

Depois a coisa foi tomando proporção e começamos a investir em genética. Ganhar a nacional e entrar para o seleto grupo dos que conquistaram essa façanha era a nossa meta. Queríamos ser referência na criação de Cavalos Campolina.”

Pódio com Hermes do Anaití, Campeão Nacional de Marcha e Raça – Foto: Arquivo Pessoal

Estrutura do haras

“O Haras Anaití é formado por 50 baias fechadas e 20 piquetes para descanso dos animais. Investimos em andador e piscina para treinamento dos nosso cavalos. Dedicamos tempo a treinamento da equipe e acompanhamento especializado com veterinário exclusivo do haras.

Continuamos investindo em animais diferenciados que podem acrescentar no nosso haras.
funcionários, metragem… quem são os treinadores e profissionais que atuam junto.”

Meta de criação

“A nossa meta é fazer novos e grandes criadores. Criadores que perdurem dentro da raça e formem uma grande família levando o nome do Haras Anaití cada vez mais longe.”

Carlota do Anaití – Tetra Campeã Nacional – Foto: Arquivo Pessoal

Família no meio do cavalo

“Criar cavalos exige um envolvimento familiar. É uma dedicação de tempo que sem o apoio da família, não conseguiríamos realizar. Todos aqui gostam de cavalos, é um animal fascinante.”

Evolução do haras

“Acho que conseguimos fazer um bom trabalho e somos reconhecidos por isso. Nosso Leilão Marcha na Veia hoje é referência dentro da raça. Colocamos o que temos de melhor. Nos dedicamos para fazer novos e grandes criadores.

O Haras Anaití, sem dúvida, deixou um legado de trabalho, na função do nosso cavalo. Campolina Anaití é bonito e funcional.”

Joalheiro do RM, 13 x Campeão Nacional e 87 campeonatos regionais – Foto: Arquivo Pessoal
Gata do Anaití, Grande Campeã Nacional – Foto: Arquivo Pessoal

Animais de destaque e prêmios

“São muitos animais que formaram a nossa história. Contudo, posso citar: Joalheiro do Rm, Corcel do Anaití, Gata do Anaití, Carlota do Anaití, Flor do Anaití. Todos Campeões Nacionais e Grande Campeões, que nos deram muitas alegrias

Além disso, todos os prêmios são importantes para nós. Mas se tiver que eleger o mais emocionante, foi, sem dúvidas, o da Flor do Anaití, quando foi Grande marchadeira e grande Campeã Nacional da Raça por mim mesmo montada. Foi emocionante”.

Planos para o futuro

“Nos mantermos no foco de produzir cavalos para família. Acima de tudo, o cavalo funcional que qualquer pessoa possa montar. Cavalo que seja campeão na pista, seja desejado nas cavalgadas e de um show no campo. Esse é o Campolina Anaití.”

Por Natália de Oliveira
Legenda da foto em destaque: Flor do Anaití, Grande Marchadeira Nacional e Grande Campeã Nacional da Raça
Crédito das fotos: Divulgação/Haras Anaití

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Conheça os grandes marchadores da 3ª Exposição do Cavalo Campolina de Jacareí

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O portal Cavalus e a ZRTV transmitem ao vivo pela internet as disputas do cavalo Campolina que ocorrem no Agrocentro, sede do Sindicato Rural

Evento foi realizado entre os dia 22 e 24 de outubro, no Agrocentro, sede do Sindicato Rural da cidade, e contou com transmissão ao vivo pelo portal Cavalus + ZRTV

Após três dias de disputas, foram nomeados os grandes marchadores da 3ª Exposição do Cavalo Campolina de Jacareí/SP. De acordo com a organização, o evento contou com a participação de 110 animais. Tanto na marcha picada quanto na marcha batida.

Antes de mais nada vale lembrar que a exposição aconteceu entre os dias 22 e 24 de outubro, na sede do Sindicato Rural de Jacareí, o Agrocento. Além disso, em decorrência da pandemia, houve a transmissão ao vivo do evento pela internet através do portal Cavalus + ZRTV.

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De acordo com Renan de Lana Ardito, presidente do Clube do Cavalo Campolina do Estado de SP e proprietário do Haras Expoente, o evento foi um sucesso. Afinal, em pista foi visto um altíssimo nível dos animais. “Categorias de encher os olhos, sem dúvida”, ressalta.

Sobretudo, isso entre as 68 categorias disputadas. Incluindo, aliás, os grande campeonatos e a morfologia. Por fim, não perca tempo e confira abaixo o nome dos grandes marchadores da 3ª Exposição do Cavalo Campolina de Jacareí. Estes que, aliás, deram um show de marcha em pista.

Campeões pelagem uniforme

Grande Marchador Macho de Marcha Batida
Baruck do Roc Marchador
Gil Guilherme Tavares Willcox e SilvaFazenda Alvorada – Ouro Preto – MG

Grande Marchador Fêmea de Marcha Batida
Aurora do REPOL
Eustáquio Soares Maia Haras Repol – Conselheiro Lafaiete – MG

Grande Marchador Macho de Marcha Picada
Zico do Atalho
Osmar da Silveira Morais Haras do Atalho – Barbacena – MG

Grande Marchador Fêmea de Marcha Picada
Xanta do Pinval
Condomínio Brothers Rancho Santo Antônio – Cachoeira de Macacu

Campeões pelagem pampa

Grande Marchador Macho de Marcha Batida
Boris do REPOL
Eustáquio Soares Maia Haras Repol – Conselheiro Lafaiete – MG

Grande Marchador Fêmea de Marcha Batida
Tequila de São João
Renan de Lana Ardito Haras Expoente – Aiuruoca – MG

Grande Marchador Fêmea de Marcha Picada
Fábula da Lagartixa
Paulo Junio Pereira Vaz Haras Vaz / Fazenda Divina Estância – Divinópolis – MG

Por Equipe Cavalus
Crédito das fotos: Divulgação

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Acompanhe a 3ª Exposição do Cavalo Campolina de Jacareí/SP

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O portal Cavalus e a ZRTV transmitem ao vivo pela internet as disputas do cavalo Campolina que ocorrem até sábado (24) no Agrocentro, sede do Sindicato Rural

A 3ª Exposição do Cavalo Campolina de Jacareí/SP reúne 110 animais em julgamento, tanto de Marca Picada quanto de Batida. O evento começou nesta sexta-feira (23) e segue até sábado (24), na sede do Sindicato Rural de Jacareí, o Agrocento.

De acordo com os organizadores, as inscrições para o evento ficaram em 50% para a Marcha Picada e, consequentemente, 50% para a Batida. Ademais, o nível dos animais está alto, tornando as disputas acirradas. Antes de mais nada, vale reforçar que estão sendo respeitados todos os protocolos sanitários dos apresentadores e organização.

“Única exposição regional da raça Campolina do ano hípico. Portanto, a expectativa é excelente diante das restrições para realização e da pandemia. Da mesma forma que temos um nível altíssimo dos animais nos julgamentos. Categorias de encher os olhos”, disse Renan de Lana Ardito, presidente do Clube do Cavalo Campolina do Estado de SP e proprietário do Haras Expoente.

Ao todo, serão disputadas 68 categorias, incluindo os grande campeonatos e a morfologia. Dessa forma, ficou para esta sexta-feira o julgamento das éguas. Já no sábado serão realizados todos os grande campeonatos. “Competem apenas os animais que foram campeões e reservados campeões dos campeonatos de marcha e categoria”, ressalta Renan.

O portal Cavalus e a ZRTV transmitem ao vivo pela internet as disputas do cavalo Campolina que ocorrem no Agrocentro, sede do Sindicato Rural

Transmissão ao vivo pelo portal Cavalus

Como o evento segue os protocolos sanitários em decorrência da pandemia do novo coronavírus, a3ª Exposição do Cavalo Campolina de Jacareí está sendo transmitido ao vivo pela internet. Isso pelo portal Cavalus e a ZRTV, com máximo qualidade de imagem e som.

Portanto, não perca tempo e confira as transmissões clicando aqui.

Por Equipe Cavalus
Crédito das fotos: Cedidas pela organização

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39ª Nacional do Cavalo Campolina atrai 50 mil pessoas em Conselheiro Lafaiate

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Exposição contou com estrutura diferenciada, que possibilitou mais conforto tanto para o cavalo quanto para toda a família campolina

A 39ª edição da Exposição Nacional do Cavalo Campolina foi realizada neste mês de outubro na cidade de Conselheiro Lafaiate/MG. O evento atraiu cerca de 50 mil pessoas ao decorrer dos seis dias da programação.

De acordo com diretor de Marketing da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Campolina (ABCCCampolina), Leandro Chagas, a média de público por dia no parque foi de 8 mil.

39ª Nacional do Cavalo Campolina é realizada em Conselheiro Lafaiate

39ª Nacional do Cavalo Campolina é realizada em Conselheiro Lafaiate – Imagem: Fábio Piva

Pessoas que acompanharam de perto o julgamento de 550 exemplares da raça Campolina que foram testados em pista. Neste ano, a Nacional contou, pela primeira vez, com o maior número de jurados em um evento da raça. 

Além disso, durante a programação da Nacional foram realizados dois leilões, que, segundo o diretor de marketing, ofertaram aproximadamente 35 animais em cada. Assim, os pregões geraram um faturamento total de quase R$ 2 milhões.

Nacional fora da Gameleira

Chagas ainda comenta sobre a saída da Nacional do até então palco tradicional, o Parque da Gameleira, em Belo Horizonte/MG. Segundo ele, a decisão foi uma opção da atual gestão da entidade, que tem Plínio Siqueira como presidente.

39ª edição do evento contou com uma estrutura diferenciada para atender a família campolina

39ª edição do evento contou com uma estrutura diferenciada para atender a família campolina – Imagem: Sérgio Piva

“A diretoria viu uma oportunidade e ficou muito feliz com o resultado. Essa foi a terceira vez que saímos do parque da Gameleira”, conta o diretor de Marketing da associação.

Novidades da Nacional

For fim, entre as novidades do evento, que teve uma proposta ousada, dinâmica e inovadora, destaque para a pista coberta, que proporcionou mais conforto aos animais, apresentadores, e criadores.

Pista coberta proporcionou mais conforto tanto para os animais quanto para os apresentadores - Imagem: Alemão

Pista coberta proporcionou mais conforto tanto para os animais quanto para os apresentadores – Imagem: Alemão

Sem falar na transmissão ao vivo do evento pela internet, que engradeceu ainda mais o principal encontro da raça.

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Além disso, outro diferencial da Nacional foi a busca pelo entretenimento. Afinal, shows foram realizados todos os dias do evento, além de um encontro de carros antigos.

Habilidades do cavalo Campolina foram testadas em pista - Imagem: César

Habilidades do cavalo Campolina foram testadas em pista – Imagem: César

Tudo em uma estrutura equipada com área kids, praça de alimentação diversificada, stands empresariais com lojas e utensílios do segmento, tudo para atender da melhor forma a família campolina.

Por Natália de Oliveira
Crédito da foto em destaque: César

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Começa hoje a 38ª Exposição Nacional do Cavalo Campolina

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Raça originária do Sul de Minas, entre as que mais cresce no país, se reunirá em BH, no tradicional Parque da Gameleira

Entre os dias 14 e 20 de outubro, Belo Horizonte se transformará na capital do cavalo Campolina. Estarão reunidos na cidade os melhores exemplares da raça que prometem encher os olhos de todos os apaixonados pelo cavalo com muita beleza e marcha.

O Parque da Gameleira receberá a 38ª edição da Semana Nacional do Cavalo Campolina, promovida pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina. O evento deve gerar cerca de cinco milhões em negócios, número 20% superior ao faturamento da edição passada da exposição.

“A expectativa é que os negócios movimentem cerca de cinco milhões, incluindo os resultados de dois leilões e comercialização em geral” contou Jorge Salum, presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina.

A Exposição contará com cerca de 150 expositores e 600 animais dos mais diversos estados brasileiros. E terá programação para os criadores, para os amantes do cavalo e para todos aqueles que forem ao Parque de Exposições.

“Este é o maior evento da raça Campolina, é tradicional para o criador e para a população de Belo Horizonte. Além dos julgamentos que comprovam a qualidade técnica e beleza dos nossos animais, também preparamos atrações gastronômicas, shows musicais, espaço kids e outras opções que certamente deixarão do dia do visitante bastante agradável. A expectativa é que passem cerca de 4500 pessoas pelo parque diariamente”, explicou Salum.

Além de belo e marchador o Campolina é também um cavalo versátil e os visitantes da exposição poderão apreciar tais funções através provas especiais. A de Maneabilidade, onde o cavalo passa por balizas, tambores e outros obstáculos em tempos mínimos. E o Ranch Sorting, esporte equestre que se baseia na prática pecuária de apartação de gado. Em ambos os casos vencem aqueles que obtiverem os menores tempos.

Julgamentos

Durante todos os dias de evento, das 10h às 19h0, as crianças contarão com muita diversão. Estão programadas oficinas de massinha, balão, palito de picolé, shows de mágica e de personagens além dos tradicionais brinquedos que tanto apetecem a meninada. O investimento para mamães e papais será de R$25,00 por dia.

A cultura não poderia ficar de fora desta grande festa. O evento contará com animados shows noturnos e gastronomia de primeira que ficará por conta da 68 pizzaria.

Originária do Sul de Minas, a raça Campolina está em pleno crescimento. São cerca de 70 mil cavalos registrados no país. Minas concentra 40% deste plantel. Além dos cavalos serem resistentes e dóceis, o crescimento da raça é estimulado pela grande aplicabilidade dos animais, seja para lazer, prática de esportes ou para trabalho em fazendas e pelos preços variados e acessíveis para todos os portes de criadores.

Fonte: ABCCCampolina

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A história da raça Campolina

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Uma antiga paixão que se renova a cada geração, assim sentem os criadores e entusiastas

Foi em 1870, que Cassiano Campolina, nascido em 10 de julho de 1836, ganhou a égua Medeia, já prenha de um Andaluz de D. Pedro II. Deste cruzamento nasceu o potro batizado Monarca. E assim se deu o início de uma história que dura até hoje, mais de 140 anos, a formação da raça Campolina.

Segundo o site oficial da associação  brasileira que rege a raça, Cassiano tinha como principal objetivo formar cavalos de grande porte, ágeis, resistentes e de boa aparência. Para isso, selecionou e cruzou raças de cavalos como PSI, Anglo-Normando e Marchador, conforme sua intuição e experiência.

Em 1904, após mais de 30 anos trabalhando firme em seu propósito, Cassiano Campolina faleceu. Seus exemplos permaneceram e com a dedicação e empenho de amigos, a raça continuou a ser criada e aperfeiçoada. Famílias como a de Joaquim Pacheco de Resende e do Cel. Gabriel Andrade foram fundamentais nessa missão.

Ao longo dos anos, apontam os especialistas, outros grandes nomes, importantes na perpetuação do Campolina, devem ser citados: Agenor Sampaio, Alfredo Manuel Fernandes, Américo de Oliveira, Américo Ferreira Leite, Antonio Lopes da Silva, Arnaldo Bezerra, Cel. Linto Diniz, Ascanio Diniz, Emir Cadar, Epaminondas Cunha Melo, Fernando Diniz Oliveira, Geraldo Magela Resende, Guaracy Engel Vieira, Guido Pacheco Magalhães, Heitor Lambertucci, Jamil Saliba, José Eugenio Câmara Dutra, José Ferreira Leite, José Geraldo Areias, Leonardo Campos, Luiz Eduardo Cortez (DEADO), Lídio Araujo, Orminio de Almeida, Pedro Joaquim Carlos, Roberto Catelmo, Severino Veloso, Tonico Figueiredo, Valdemar Resende Urbano, Valério Resende, entre tantos outros.

Após aproximadamente 70 anos desenvolvendo a raça conforme as referências de cada criador, tornou-se necessário definir um padrão racial para que todos pudessem unir esforços e aperfeiçoar a raça conforme suas características oficiais. A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina foi fundada em 1951, com sede em Belo Horizonte. Hoje, todos os criadores da raça são responsáveis pela continuidade dessa história que ganha mais admiradores e se consolida a cada ano.

O porte nobre, as formas harmoniosas, os traços curvilíneos e uma estrutura óssea muscular que favorece o andamento marchado são as principais características que diferenciam e tornam o Campolina um cavalo único. Toda essa harmonia é coberta por pelagens de rara beleza, sendo a baia predominante na raça, porém a alazã, castanha, preta, tordilha e pampa também são bastante encontradas, dando ainda mais diversidade e exclusividade à raça.

A cabeça suavemente convexilínia deve ser proporcional ao pescoço rodado de formato trapezoidal, destacando expressivas orelhas lanceoladas de tamanho médio e bem implantadas. Seus olhos vivos e grandes, suas crinas fartas e sedosas e sua garupa ampla e longa, suavemente inclinada também fazem que o Campolina seja reconhecido e marque presença por onde quer que passe. Seu padrão racial faz do Campolina um grande marchador brasileiro.

O evento principal é a Semana do Cavalo Campolina, que realizou em 2017 sua 37ª edição. Em balanço da associação, comemorou-se a geração de cinco milhões em negócios – entre leilões e outras comercializações -, número 20% superior ao faturamento da edição passada.

Fonte e Fotos: ABCCCampolina

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Nacional Campolina teve marcha, julgamentos e ainda provas funcionais

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O evento contou em sua programação, além da parte esportiva, com atrações gastronômicas, shows musicais, espaço kids, espaço mulher e também uma ação de responsabilidade social

Belo Horizonte tornou-se a capital do cavalo Campolina de 9 a 14 de outubro, no tradicional Parque da Gameleira, em Minas Gerais. Na ocasião, a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina promoveu a 37ª Semana Nacional do Cavalo Campolina, com a presença dos melhores exemplares da raça e de criadores e proprietários de todo o Brasil. O balanço da associação comemora a geração de cinco milhões em negócios – entre leilões e outras comercializações -, número 20% superior ao faturamento da edição passada.

Com uma programação diversificada, 200 expositores dos mais diversos estados brasileiros movimentaram o recinto e fizeram história mais uma vez. Este é um evento tradicional para o criador e para a população de Belo Horizonte. “Além dos julgamentos, que comprovam a qualidade técnica dos nossos animais, também preparamos provas funcionais, o Campolina é belo e marchador, mas é também um cavalo versátil, e diversas outras atrações para que o público pudesse passar o dia conosco e curtir esse momento ímpar junto com a Associação”, declarou o presidente, Jorge Salum.

Entre as ações, em parceria com a Setra-BH, houve uma coleta de livros novos e usados, que serão distribuídos, através da campanha ‘O Livro Acolhe, Abriga e Ensina’, para escolas do meio rural de BH. Também foram arrecadados brinquedos novos e usados, que já estão sendo preparados para chegar a crianças de instituições carentes. Com o objetivo de levar informação e também moda e conforto às mulheres que visitaram a exposição, a Associação preparou um espaço especial, que contou com palestras sobre Outubro Rosa e Empoderamento Feminino, e ainda spa para os pés e mãos, maquiagem e desfiles de moda. As crianças se divertiram no espaço kids com as oficinas de massinha, balão, palito de picolé, shows de mágica e de personagens.

Entre os diversos títulos, estavam em jogo o de duas provas funcionais, Maneabilidade, onde o cavalo passa por balizas, tambores e outros obstáculos em tempos mínimos, e o Ranch Sorting, esporte equestre que se baseia na prática pecuária de apartação de gado. Foram campeões de Ranch Sorting Criadores, Paulo Vitor Domingos Meijon Souza e Leonardo Resende Lisboa, e Ranch Sorting Aberta, Rodrigo (mão) e Wellington. Já pela Maneabilidade Aberta, a vitória ficou com Rodrigo (mão) novamente, e na Maneabiliade Criadores, melhor para Dora Oliveira.

A prova de marcha e o julgamento demandaram boa parte das atenções dos entusiastas. Quebra-Nozes do Barulho foi Grande Campeão Marchador Marcha Batida, enquanto na Marcha Picada, o melhor exemplar macho foi Malibu do LM. Entre as fêmeas, a melhor em Marcha Batida foi Duka do Haras Ventania, e Rumba do Bandarra, foi a melhor na Marcha Picada.

Originária do Sul de Minas, a raça Campolina está em pleno crescimento. São cerca de 70 mil cavalos registrados no país e Minas Gerais concentra 40% deste plantel. Além dos cavalos serem resistentes e dóceis, o crescimento da raça é estimulado pela grande aplicabilidade dos animais, seja para lazer, prática de esportes ou para trabalho em fazendas e pelos preços variados e acessíveis para todos os portes de criadores.

Outras Informações: campolina.org.br.

Fonte e fotos: ABCCCampolina

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