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Final Nacional da Paleteada apresenta seus campeões do ciclo

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Prova em Esteio/RS contou com a participação de quase 200 duplas, divididas em Força A e Força B

O Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio/RS, recebeu entre os dias 8 e 11 de outubro, a Final Nacional da Paleteada. Sobretudo, o ciclo 2020 do cavalo Crioulo da modalidade pode ser resumido em uma palavra: gente.

Em duplas, o gado foi paleteado por companheiros de lida, por mulheres e por campeões do Freio de Ouro. Bem como por amigos e irmãos, por gente que, acima de tudo, ama o Cavalo Crioulo.

Desse modo, essa atmosfera foi testemunhada por milhares de pessoas por meio das transmissões ao vivo feitas pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). Afinal, foi respeitado o protocolo sanitário aplicado entidade, que não permitiu a presença do público em Esteio.

Antes de mais nada vale destacar que a Final Nacional da Paleteada distribuiu R$ 30 mil em premiação. Sendo assim, o ciclo da modalidade contou 51 etapas. Assim, foram ranqueadas 521 duplas – somando as duas forças. Como resultado, a final, por sua vez, mobilizou quase 200 dessas duplas e 650 cabeças de gado.

De acordo com a ABCCC, foram um pouco mais de 30 horas de prova na pista mais importante do cavalo Crioulo. Os jurados responsáveis por montar as classificações finais foram: Júlio Hax e Renato Morrone (na 1ª fase da Força A); Leandro Amaral e Fabrício Barbosa (na fase final da Força A); e, por fim, Gustavo Rodrigues e João Vitor Dutra (na Força B).

Campeões da Final Nacional da Paleteada

Antes de serem campeões da Força A, a dupla Luiz Alberto Martins Bastos, montando Cartilha 3725 da Tradição, e Carlos Silva Loureiro de Souza, montando Pioneira 3777 da Tradição, havia terminado a primeira fase na 2ª colocação.

Contudo, o salto à liderança se deu no domingo decisivo, quando os ginetes atingiram 87,50 pontos. Além do primeiro lugar, Carlos Silva Loureiro de Souza ainda garantiu o 4º lugar no pódio, desta vez com Guinther de Quadros Clós, que montou Itapitocai Epopeia 460.

“É uma satisfação muito grande pra gente que é apaixonado, que está sempre tentando estar aqui entre os melhores. O nível é muito forte, é muito competitivo. Sem dúvidas, a gente depende de muita gente, depende do apoio da família, dos patrões, dos amigos”, disse Carlos Loureiro de Souza.

E ainda acrescentou: “O Luiz Alberto, meu companheiro, merecia ser campeão há muito tempo. É extremamente dedicado, cavaleiro e foi quem fez o possível e o impossível para a nossa dupla estar no lugar mais alto do pódio”.

Na sequência, nas primeiras voltas por entre porteiras da Força B, a dupla Leonardo Kruger Comis e Greice Fabiana Zacharias Gomes, que montaram respectivamente Que Fera 3303 da Tradição e Estrella do Itapevy, terminou a 1ª fase na segunda colocação, com 46,50 pontos.

Porém, no domingo, a dupla conseguiu saltar à liderança, finalizando, assim, o certame com 76,25 de nota final. “Primeiramente, por ser um ano atípico e por ter aquela expectativa sobre acontecer ou não, é emocionante. Ainda mais pra gente que é apaixonado pelo Cavalo Crioulo, por estar no meio de amigos e por ganhar uma Força B que não é fácil. Ser campeã, principalmente aqui, em Esteio, nesta prova, é muito emocionante”, relatou a campeã Greice Fabiana.

Confira os resultados

FORÇA A

1º lugar
Luiz Alberto Martins Bastos montando Cartilha 3725 da Tradição e Carlos Silva Loureiro de Souza montando Pioneira 3777 da Tradição
Nota: 87,50

2º lugar
Emerson Luiz Barbosa Tomé Francisco montando Camb Quartela 522 e Guinther de Quadros Clós montando Camb Rubirosa 473
Nota: 84,75

3º lugar
Pedro Martins da Silva Móglia montando Percanta de Santa Thereza e Ramiro Raposo de Moura montando Pluma da Guajuvira
Nota: 79,00

4º lugar
Guinther de Quadro Clós montando Itapitocai Epopeia 460 e Carlos Silva Loureiro de Souza montando Itapitocai Salamanca 435

FORÇA B

1º lugar
Leonardo Kruger Comis montando Que Fera 3303 da Tradição e Greice Fabiana Zacharias Gomes montando Estrella do Itapevy
Nota: 76,25

2º lugar
Antonio Luis Martins Almada montando Hawai da GAP São Pedro e Gustavo Ferreira Domingues montando Fundamento de São Pedro
Nota: 73,13

3º lugar
Paulo Ricardo de Souza Lima montando FF Joia Rara e Floriano de Faria Corrêa montando Corticeira do Comaru
Nota: 70,88

4º lugar
Arthur Linhares Obino montando Farofa de São Pedro e Rafael Linhares da Silva montando Honduras da GAP São Pedro
Nota: 65,13

Fonte: ABCCC
Crédito da foto em destaque: Luiz Alberto e Carlos

Crédito da foto: Divulgação/ABCCC/Fernando Spolavori

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Melhores domadores do ano são premiados na final em Esteio

Doma de Ouro e Um Ano de Freio conheceram seus vencedores do ciclo promovido pela ABCCC

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Peça chave por trás de todo cavalo atleta, os domadores são, inegavelmente, a base para toda e qualquer atividade executada pelo cavalo Crioulo. Dessa forma, desde 2015, os profissionais da doma têm a possibilidade de demonstrar oficialmente, e para todo o público da raça, os detalhes que envolvem o ofício.

Neste ano, as finais da Doma de Ouro – etapa de Redomão da ABCCC + Um Ano de Freio – aconteceram entre quinta-feira (19) e o domingo (22), em Esteio/RS. Como resultado, a quantia de R$ 40 mil foi distribuída entre os melhores do ano, reconhecendo, portanto, a importância da atividade.

Ao todo, participaram 49 conjuntos na Doma de Ouro e 16 na Um Ano de Freio, admitidos pelo técnico Thiago Andreolla Persici.

Melhores domadores do ano

Em destaque na disputa do ciclo 2020, o domador Rian Valadão, que iniciou a carreira no Redomão da Lagoa, em 2011, e trilhou um caminho de vitórias no Freio Jovem da ABCCC. Assim, garantiu as principais colocações da etapa de Um Ano de Freio com Jardineira do Mako e Comunista da Estagira.

“Graças a Deus, meu pai e meu irmão que me fizeram um costado, consegui levar o 1º e 2º lugar para casa”, comemorou o jovem que dividiu a pista, inclusive, com o irmão – Nathan Valadão. Além da 1ª e 2ª colocação, Rian também foi o grande vencedor do título de Domador do Ano – Troféu Vilson Souza, que consagra o competidor que obteve a maior nota somada entre a final de 21 dias e Um Ano de Freio.

Já na competição da Doma de Ouro, que avalia a doma de 21 dias de um potro, o domador do ano de 2019 voltou à pista e assumiu o lugar mais alto do pódio: Marcos Silveira, montando Boina do Kavaju Porã.

Sobretudo, Marcos carrega a experiência adquirida como ex-ginete do Freio de Ouro e, atualmente, exerce profissionalmente a função da doma e treinamentos de Cavalos Crioulos. Afinal, não é à toa que ele também garantiu a 4ª colocação na Um Ano de Freio.

Antes de mais nada vale frisar que os conjuntos foram avaliados pelos jurados Gabriel Viola Marty e Luciano Correa Passos.

Rian Valadão – Foto: Divulgação/ABCCC/Felipe Ulbrich

Confira o resultado

DOMA DE OURO – REDOMÃO DA ABCCC

1º lugar: Marcos Braga Silveira de Ávila montando Boina do Kavaju Porã
2º lugar: Rian de Vasconcelos Valadão montando Luz Del Fuego do Mako
3º lugar: Alexandre dos Santos Borges montando Guindo Beribá
4º lugar: Caue Trentini Hertmann montando Sedutora da Bela Aliança

UM ANO DE FREIO

1º lugar: Rian de Vasconcelos Valadão montando Jardineira do Mako
2º lugar: Rian de Vasconcelos Valadão montado Comunista da Estagira
3º lugar: Felipe Santos da Silva montando Moço Bueno 1918 Maufer
4º lugar: Marcos Braga Silveira de Ávila montando Santa Augusta Nega Joana

Fonte: ABCCC
Crédito das fotos:
Divulgação/ABCCC/Felipe Ulbrich

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Estudo trata sobre a predisposição da raça Crioula ao ganho de peso

Pesquisa está buscando avaliar a predisposição à obesidade e a Síndrome Metabólica Equina em animais da raça Crioula

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Um estudo realizado está buscando avaliar a predisposição à obesidade e a Síndrome Metabólica Equina em animais da raça Crioula. Antes de mais nada vale frisar que o trabalho é desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisa em Saúde Digestiva e Desempenho de Equinos (LabEqui), da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ-USP), de Pirassununga/SP.

Dessa forma, o projeto que está sob responsabilidade da mestranda em Nutrição e Produção Animal Raquel Pereira Buroxid. Contudo, sob orientação do Prof. Dr. Alexandre Augusto de Oliveira Gobesso A mestranda é formada em Zootecnia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e parceira de longa data em pesquisas relacionadas a raça Crioula.

Sendo assim, os trabalhos estão sendo desenvolvidos em três etapas. A primeira consiste em um formulário de perguntas direcionado aos proprietários e criadores da raça. Os interessados em participar devem clicar aqui e, portanto, preencher o formulário.

Sobre o estudo

De acordo com Raquel, a pesquisa tem como finalidade comprovar a existência de um fator genético que interfere no desenvolvimento dos animais da raça. A principal explicação para a ocorrência seria o processo evolutivo do animal. Este que, juntamente a domesticação com dietas altamente energéticas, resultaram em uma maior predisposição ao sobrepeso.

Ainda conforme Raquel, há relatos tanto por parte de profissionais da área, quanto de estudos relacionados à Síndrome Metabólica Equina que comprovam esta predisposição ao ganho de peso em raças de mesma origem genética. “É possível notar que em alguns grupos de equinos submetidos as mesmas condições nutricionais, alguns se destacam em relação ao escore de condição corporal e peso” exemplifica a mestranda.

Portanto, a pesquisa também busca desenvolver, a partir da comprovação de seus estudos, um modelo alimentar ideal para a raça. De modo, aliás, a auxiliar proprietários e criadores com o manejo de seus animais. Bem como evitar que os exemplares venham a ter uma longevidade atlética curta.

“O sobrepeso, principalmente a obesidade, faz com que o equino deixe de expressar todo o seu potencial genético. Ao treinar um cavalo que está com sobrepeso ou obesidade, ele pode não expressar o seu melhor, além de poder gerar lesões por isso” afirma a mestranda que também ressalta que em caso de potros em desenvolvimento, tal fator pode ocasionar uma deficiência no crescimento, ou seja, o animal pode não atingir a altura mínima estimada pela raça.

Das etapas da pesquisa

Sendo a primeira etapa do estudo, o formulário auxiliará na pesquisa trazendo um panorama de como é feito, de modo geral, o manejo desses animais. “Através das respostas dos proprietários e criadores, saberemos qual é o biotipo corporal que o criador preconiza, quais alimentos e quantidades são ofertados”, explica Raquel.

E, por fim, complementa com os próximos passos da pesquisa:  “Depois desse formulário, queremos fazer um experimento para avaliar o microbioma desses animais, quais microrganismos específicos estão ligados a predisposição ao ganho de peso e na terceira etapa iremos avaliar se há marcadores moleculares para rastrear indicadores de Síndrome Metabólica Equina que mostrem que existe uma hereditariedade”, finaliza.

Fonte: ABCCC
Crédito das fotos:
 Divulgação/ABCCC

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Mudança: finais do Rédeas de Ouro e Movimiento a La Rienda serão em Esteio

Aumento do número de casos de Covid-19 na região da Grande Curitiba é apontado como o motivo da mudança das finais de ambos os eventos

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Por conta do aumento do número casos de Covid-19 na região da Grande Curitiba nas últimas semanas, o palco das finais de Movimiento a La Rienda (4 a 6 de dezembro) e Rédeas de Ouro (7 a 12 de dezembro) mudou. Afinal, existe uma série de incertezas em assegurar a realização das finais em Campina Grande do Sul/PR.

Dessa forma, de acordo com a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Crioulo (ABCC), as finais de ambos os eventos será no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio/RS. Sobretudo, na mais importante pista da raça Crioula. Com relação as datas, as mesmas foram mantidas.

Acima de tudo, a ABCCC buscou levar segurança e tranquilidade aos competidores e demais envolvidos nas provas. “Várias tentativas foram feitas com Campina Grande do Sul/PR, e o pessoal tem bastante vontade de fazer. Mas ficamos muito inseguros. Buscamos outras alternativas, de alguma outra pista coberta. Assim, optamos para o palco maior da raça”, frisa o vice-presidente de Exposições Morfológicas e Provas Funcionais, Eduardo Moglia Suñé.

Portanto, com as datas se aproximando, a decisão encontrada pela ABCCC foi a de alterar o local para Esteio. “Então decidimos, com o maior prazo possível, trazer a prova para o parque Assis Brasil. Lá temos o nosso protocolo montado e a segurança de que a prova irá sair. Agora vamos trabalhar bastante para deixar a nossa pista do Freio de Ouro em melhores condições para atender as duas modalidades”, explicou o gerente do Setor de Provas Funcionais, Exposições Morfológicas e Expansão, Gérson de Medeiros.

Esforço em conjunto

Apesar dos desafios impostos pela pandemia, a expectativa por grandes finais animam os coordenadores de ambas as subcomissões. “Essa decisão foi tomada pensando no melhor para todos. Pensando que em Esteio a associação conhece todos os trâmites e todos os caminhos para que seja feito um evento com toda a segurança”, apontou o coordenador da subcomissão de Rédeas, Antônio Corrêa.

No mesmo tom opinou o coordenador da subcomissão de Movimiento a La Rienda, Golbery Accioli de Vasconcellos. “A pista de Esteio seca é excelente! Vamos trabalhar ao máximo para termos uma final, o melhor possível”, projetou.

As finais

> Finais do Rédeas de Ouro 2020
Ainda dá tempo de participar da maior prova de rédeas de uma só raça do Brasil, de 7 a 12 de dezembro no Parque de Exposições Brasil, em Esteio/RS. O período para se inscrever vai até o dia 23 de novembro. São mais de R$ 140 mil* em premiação, e a maior novidade está na premiação ao Snaffe Bit que foi igualada à do Potro do Futuro – clique e saiba mais.

> Movimiento a La Rienda 2020
Com uma premiação de R$ 50 mil*, as inscrições vão até o dia 23 de novembro. A final acontece de 4 a 6 de dezembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio/RS, e celebra também os 10 anos da modalidade dentro da raça Crioula – clique e saiba mais.

Fonte: ABCCC
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 Divulgação/ABCCC

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