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Superação marca final do Inclusão de Ouro

Nove competidores entraram em pista no sábado para a decisão da modalidade para pessoas com necessidades especiais

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Sem dúvida, não há barreiras que não possam ser rompidas se houver cavalo Crioulo. Afinal, ano a ano, essa afirmação ganha ainda mais envergadura diante das dificuldades. Como é o caso, por exemplo, da atual pandemia. Do mesmo modo, na modalidade Inclusão de Ouro não é diferente.

Na verdade, aliás, o espírito de luta é uma tônica. Sobretudo, essa coragem mais uma vez entrou na pista dos campeões de Esteio/RS, na noite de sábado (28), com a presença de nove conjuntos habilitados à segunda final oficial do Inclusão de Ouro da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

Antes de mais nada vale lembrar que o ciclo foi capaz de promover classificatórias nas cidades de Arroio Grande/RS, Esteio e Rio de Janeiro/RJ, das quais saíram os conjuntos que disputaram a final. Além disso, a dupla de jurados foi formada por José Francisco de Moura e Mário Moglia Suñe.

Campeões da final do Inclusão de Ouro

Na Força A, Ítano Kelvin Pereira Figueiredo com El Barquero 33 Chubut foi bicampeão do Inclusão de Ouro com 44,300. Após a premiação, o campeão disse acreditar que a modalidade nunca parará de crescer.

“Pra nós é uma alegria muito grande a proporção que está tomando. Mesmo com toda essa pandemia este ano, a gente conseguir fazer a nossa final e ter nove participantes. Já é um grande prêmio pra nós”, destacou.

Na Força B, o primeiro lugar ficou novamente com a coordenadora da Subcomissão do Inclusão de Ouro e agora bicampeã, Josilene da Silva Martins, montando Caduco Cala Bassa. “Estar no palco maior da raça, poder terminar o ciclo e saber que a nossa modalidade tem aceitação, tem essa vibração do público e essa torcida, é o que vale a pena. É o que faz a gente trabalhar pra estar aqui e evoluir a cada ano”, avaliou.

Vale frisar que a primeira fase da Força A é composta por uma etapa de andadura e, na segunda fase, por uma de escaramuça livre de 40 segundos. Já a terceira fase é uma figura. Em relação aos competidores da Força B, estão isentos de penalizações e realizam uma andadura e uma escaramuça livre.

Dentro da pista é permitida a presença de treinadores ou guias, além de ser obrigatória a presença de quatro pessoas montadas nas extremidades demarcatórias da pista e quatro a pé, intercaladas, para que ajam se houver alguma emergência.

Hugo Pereira Antonino

Confira todo os resultados

FORÇA A

1º lugar: Ítano Kelvin Pereira Figueiredo montando El Barquero 33 Chubut – 44,300
2º lugar: Fábio Santos dos Santos montando Huarê do Parque – 36,400
3º lugar: Gabriel Paiva dos Santos Alfaro montando Petala do Liscano – 33,600
4º lugar: Dionatan Braz Martins montando Palermo da São Clemente – 31,700

FORÇA B

1º lugar: Josilene da Silva Martins montando Caduco Cala Bassa – 23,000
2º lugar: Hugo Pereira Antonino montando Conquista do Camboatá – 21,850
3º lugar: Luciano Silva Freitas montando El Gladiador 43 do Cerro Velho – 21,800
4º lugar: Marcio de Azevedo Velho montando Atlas do Pampa Livre – 20,200

Menção Honrosa
José Henrique Machado de Lima montando Capão Extremidade – 20,175

Fonte: ABCCC
Legenda da foto em destaque: Ítano Figueiredo
Crédito das fotos:
Divulgação/ABCCC/Fagner Almeida

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Classificatórias ao Freio de Ouro 2021 têm novas datas programadas

ABCCC ajustou a agenda das seletivas de forma a possibilitar mais tempo para a realização das etapas credenciadoras organizadas pelos Núcleos

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O calendário de provas oficiais da raça Crioula tem novas datas para a realização das Classificatórias ao Freio de Ouro 2021. A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) ajustou a agenda das seletivas de forma a possibilitar mais tempo para a realização das etapas credenciadoras organizadas pelos Núcleos, ainda em virtude dos impactos da pandemia de Covid-19.

Com isso, o início das semifinais nacionais está programado para o mês de maio, entre os dias 5 e 9. A princípio, com a realização da decisão entre os inéditos, o Bocal de Ouro. Já a grande final segue, por enquanto, marcada para o período entre 23 e 29 de agosto.

De acordo com o vice-presidente de Exposições Morfológicas e Provas Funcionais da ABCCC, Eduardo Suñe, o objetivo também é dar tempo de programação para que criadores, usuários e ginetes possam se preparar neste período de pandemia.

“Obviamente que é um ano complicado em função da pandemia. Mas temos o nosso próprio protocolo que até agora andou muito bem. Sobretudo, nossa ideia é cumprir este calendário desde que a pandemia permita”, destaca.

Ademais, vale destacar que as classificatórias internacionais ainda seguem previstas como anteriormente. Ou seja, com a Classificatória da Argentina no mês de março e a Classificatória do Uruguai em abril. Todas, sendo assim, sob organização das Associações de cada país.

Confira o novo calendário

  • 10 a 14 de março – Classificatória da Argentina
  • 21 a 25 de abril – Classificatória do Uruguai
  • 05 a 09 de maio – Bocal de Ouro
  • 19 a 23 de maio – Classificatória Gaúcha Sul
  • 10 a 13 de junho – Classificatória Gaúcha Norte
  • 24 a 27 de junho – Classificatória SC, PR e Região 08
  • 14 a 18 de julho – Classificatória Aberta
  • 23 a 29 de agosto – Freio de Ouro

Fonte: ABCCC
Crédito da foto em destaque:
 Divulgação/ABCCC/Felipe Ulbrich

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Final Nacional do Crioulaço 2021 entra para a história

Evento contou com mais de 1 mil exemplares da raça Crioula inscritos para as disputas no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio/RS

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O que parecia impossível para um período tão atípico tornou-se realidade durante os dias 14 e 17 de janeiro de 2021, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio/RS. Com 100% das vagas preenchidas e R$ 78 mil em premiação, a Final Nacional do Crioulaço 2021 mostrou mais uma vez porque é a maior modalidade esportiva dentro da raça Crioula.

De acordo com o coordenador da subcomissão de Crioulaço da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Crioulo (ABCCC), Marcelo da Cruz Corrêa, os pódios foram formados para premiar as duplas das Forças A, B e C. Ao todo, foram 511 duplas premiadas entre as três forças.

“O grande segredo foi poder juntar a ABCCC ao pessoal do laço. Quando eu assumi, tinha uma história que a ABCCC não apoiava, e hoje eu agradeço muito a esse povo aqui do laço. A gente fez, faz e tá aprendendo. O segredo todo é a Casa, a nossa ABCCC, estar junto, respeitando o povo do laço e o povo do laço respeitando a ABCCC”, valorizou o coordenador, que foi homenageado pelos demais membros da subcomissão.

Com transmissão pelos canais oficiais da ABCCC, o domingo decisivo iniciou com as 74 duplas da Força A. Após quase quatro horas de prova, o lugar mais alto do pódio e a premiação (ao todo de R$ 16 mil) foram divididos por duas duplas: Willian Ferreira Dias montando Santa Júlia Hecho a Mano e Samir Poltronieri Goulart montando FPL Coronel; e Josué Rodrigues de Souza montando Felicidad da Pavei e Renan Costa Simão montando Fortunata da Pavei.

O laçador Renan Simão, que já havia faturado o primeiro lugar no Potro de Ouro, explicou os motivos pelos quais as duplas decidiram dividir o prêmio. “Foi uma disputa muito acirrada num gado mocho muito bom. A cancha estava muito pesada devido à chuva e a gente decidiu parar em duas duplas. Como somos todos amigos, dividimos a premiação e resolvemos parar”, contou. 

Depois das disputas da Força A, os laçadores continuaram a passar pela boca do brete durante todo o domingo. Com 191 duplas, a Força B iniciou após a abertura oficial. A Força C, por sua vez, movimentou 174 duplas e encerrou a edição 2021 do Crioulaço.

Abaixo, você confira os resultados completos da Final Nacional do Crioulaço 2021. 

Final Nacional do Crioulaço tem participação de mais de mil exemplares – Foto: Divulgação/ABCCC

Duplas Força A

1º lugar e 2º lugares empatados

  • Willian Ferreira Dias montando Santa Júlia Hecho a Mano e Samir Poltronieri Goulart montando FPL Coronel
  • Josué Rodrigues de Souza montando Felicidad da Pavei e Renan Costa Simão montando Fortunata da Pavei

3º, 4º e 5º lugares empatados

  • Ivo Barbosa Fernandes Neto montando Rob Candango e Tiago Borges montando Xuan da Hulha Negra
  • Alan da Silva Ferraz montando El Sueño Domingueira e Leonardo Gobbi Trindade montando Mancha Rara 42 Del Fuego
  • Marcio Silveira montando Quatro de Paus da Hulha Negra e Rovane Pinto montando CC Firmeza

Duplas Força B

  • Leonardo Rodrigues de Melo montando Costalarga Lluvia e Carlos Augusto de Souza Nunes montando Costalarga Lua Cheia
  • Gabriel Damiani montando MZ Ressolana e Fabrício Bertoldi montando Dom Castro Neca
  • Henrique Bohn Flores montando Figada do Marco de Ferro e Cristiano Muller montando Ibope do Itagiba
  • Guilherme Lazzaretti Pacheco montando Bela da CVC e Nicolas Moehlecke Muller montando Faísca do Carpe Diem
  • Henrique de Oliveira Schenkel montando Xinoca da Mauá e Gustavo Foques montando Mel na Boca da Pyramidis
  • Giovani Lima montando Santa Tecla Índio Velho e Giovan Henrique Flores montando Potyra de São João
  • Fernando Henrique Di Domenico montando Chimarrita da Sacuri e Luiz Alberto da Silva Junior montando Herdeira do Pai e Filho
  • Marcel Carlos dos Santos montando Quelinda do Sá Brito e Alan Junior Pansera montando Surungo da Sanga da Saudade
  • Diogo Rafael Ferrazza montando Garrucha do Pinhal e Maurício Antônio Rosado Carpovinski montando Formiga do Pinhal
  • João Pedro Schafer montando GT Gambá e Rafael Geiss Terra montando GT Cancela de Volta

Duplas Força C

  • Braytner Souza Santos montando Carrascal Labareda e Gustavo Lima de Oliveira montando La Castellana Ozires
  • Matheus Custódio Santos montando Seriema 718 de Nazareth e Eduardo Veit Hainzenreder montando Emissário do Purunã
  • Jorlei Ramos Sbersi montando Descoberta do Redomão e Emanuel Cassel montando Campana Bolero
  • Murilo Goularte Luiz montando Destemido da Dom Vieira e Felipe Fernandes Camargo montando Manchado da Sucuri
  • Maurício Santana Pereira montando Lorota do Duque e Alvim Francisco de Quadros Secco montando Rosa Maria da Olinda
  • Leandro Krenski da Silva montando Cambona II de Santa Angélica e Leonardo Krenski da Silva montando Querência Azul Escândalo
  • Gilberto Kim Camillo Muller montando Luminosa Marupá e Lucas dos Santos dos Santos montando Mais uma Loteria
  • Giovane de Oliveira Faleiro montando Jalisco da Tia Perça e Emerson Oliveira Souza montando Los Haragana da Canoa
  • Luis Carlos Ferrari montando Don Coradino Brasa e Luis Carlos Scheeren montando Barbela 191 de Santo Isidoro
  • Darlan Pinheiro da Costa montando Querência do Galpão Grande e Fabrício Tavares Martins montando Ipê das Águas Claras II
  • Alex Sandro Silva da Silveira montando Aquarela da Kim e Bruno Leandro Olheinik montando Imperatriz de Interlagos
  • Rodrigo Kremer Piovezani montando AMC Galo da Madrugada e Amauri Casaril montando AMC Flor de Luz 

Fonte: ABCCC
Crédito da foto em destaque:
 Divulgação/ABCCC/Felipe Ulbrich

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Gustavo Magalhães sobre ombros de gigantes

Conheça um pouco da história do competidor de Rédeas da raça Crioula

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O entusiasmo em torno da modalidade de Rédeas está vivo há quatro anos na vida de Gustavo Magalhães Reis. Isso sem perder o foco no desenvolvimento pessoal como cavaleiro. Natural de Belo Horizonte/MG, o empresário e engenheiro alcançou resultados de gigantes nas últimas duas edições do Rédeas de Ouro, tanto como competidor quanto incentivador.

Afinal, em 2019 foi Campeão Potro do Futuro Amador, Reservado Campeão Nacional Amador e Campeão Categoria Sênior. Além de outras conquistas como criador e incentivador da raça. “Os nossos cavalos ainda ganharam no Campeonato Nacional Aberto e Potro do Futuro, com o Jone Carlos! E a maior nota da Copa Mapuche Reining”, relembrou com orgulho as vitórias.

Já no Rédeas de Ouro de 2020, Gustavo Magalhães garantiu dois importantes prêmios como competidor. Na Aberta Sênior, foi Reservado Campeão com Don Eldorado Marca dos Santos e, ainda, em terceiro lugar com Guri da Grande Passo. Sem falar ainda do título de Jubileu da Roraima na Nacional com Jone Carlos da Silva.

Crescimento

Para crescer, Gustavo se mantém em contato com grandes nomes de Rédeas. Enxergando, assim, mais longe por estar sobre ombros de gigantes, parafraseando o astrônomo Isaac Newton. “Acho importante sempre buscar evoluir e aprender com essa turma de craques. No ano passado treinei pouco, mas procuro ir ao CT do Junior Martins, em Brasília, ou no Jovenil Dias, em Goiânia. Quando posso, estico até Itatiba/SP e treino com o Jone e equipe”.

Além do esforço para preparar-se, o sentimento de gratidão o acompanha. Além dos agradecimentos à família (à esposa Denise e à filha Beatriz), aos incentivadores e treinadores, Gustavo garante que a Rédeas é uma grande família, que não para de crescer. “Sem dúvida, Rédeas mudou a minha vida. Me deu novas perspectivas. Um esporte que promove a persistência em evoluir continuamente, a fortalecer a humildade e a certeza de que nada somos além de eternos aprendizes”, finaliza.

Fonte: ABCCC
Crédito da foto em destaque:
 Divulgação/ABCCC/Felipe Ulbrich

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