Mangalarga Marchador

ABCCMM conquista certificado para exportação de embriões congelados

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Feito inédito conquistado pelo Mangalarga Marchador abrirá caminho para todas as raças de equinos no Brasil que sejam demandadas pelos Estados Unidos, informa ABCCMM

A Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) informa um feito inédito para o agronegócio brasileiro. Trata-se da conquista do certificado zoossanitário internacional para exportação de embriões congelados.

Sobretudo, a entidade deu os primeiros passos dentro deste projeto em agosto de 2019. Isso por meio do presidente da Comissão de Comércio Exterior da ABCCMM, Flávio Tavares.

Na época, ele protocolou o processo junto ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA). Este que, acima de tudo, pleiteava a normatização da produção, controle e exportação de embriões equinos congelados para os Estados Unidos.

Quase um ano depois, todo o empenho de Flávio Tavares alcançou resultados satisfatórios. Afinal, agora é possível a emissão do Certificado Zoossanitário Internacional para Exportação de Embriões Equinos do Brasil juntamente ao MAPA. Sendo assim, todas as raças de equinos do país poderão solicitar a emissão do certificado.

Inegavelmente, os Estados Unidos possui o maior mercado equestre do mundo, com um plantel de 7 milhões de animais. Deste total, 3.1 milhões de cavalos para sela e lazer, onde se encaixa o cavalo Mangalarga Marchador. 

Flávio Tavares é autor do projeto de internacionalização da raça com genética atualizada e diversificada – Foto: Divulgação/ABCCMM

Trabalho árduo

Médico veterinário especialista em reprodução equina e criador de Mangalarga Marchador, Flávio Tavares não mediu esforços para conseguir esse feito. Vista que a normatização ajudará a expandir a raça internacionalmente.

“Em função dos altíssimos custos para a importação de animais, o envio de embriões congelados atenderá um problema que a raça enfrentava e almejava há anos. Este para se expandir internacionalmente”.

E ainda acrescentou: “Portanto, de maneira pioneira, o governo americano aprovou um acordo sanitário que permite o uso dessa biotecnologia. Estou muito feliz por colaborar com o feito. Almejo a evolução da tropa e o aquecimento do mercado internacional”, finaliza.

Fonte: ABCCMM
Crédito da foto em destaque: Divulgação/ABCCMM/Júlio Oliveira

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Mangalarga Marchador

Salvador sedia o 13º Campeonato Brasileiro de Marcha Picada

Provas do Mangalarga Marchador começam nesta terça-feira (1°) e seguem até domingo (06), no Parque de Exposições Agropecuárias da cidade

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Os apaixonados pelo Mangalarga Marchador se preparam para mais um grande evento da raça. Trata-se do 13º Campeonato Brasileiro de Marcha Picada, que começa nesta terça-feira (1º) e segue até domingo (06), no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador/BA.

Criteriosamente organizado, o 13º CBM levará aos participantes infraestrutura e conforto. Além, é claro, de todas as medidas de segurança necessárias para o combate e prevenção ao novo coronavírus. (Clique aqui e acesse a apresentação do evento)

Excepcionalmente para esta edição, os criadores interessados em participar só precisaram efetuar suas inscrições. Afinal, em consequência da pandemia os critérios prévios de classificação foram suspensos.

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De acordo com a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), os campeonatos serão divididos conforme a tabela utilizada na Exposição Nacional.  Ou seja, a quantidade de campeonatos dependerá do número de inscritos, se limitand, a 14 campeonatos.

Além disso, o evento premiará como Campeão(a) e Reservado Campeão(a) Brasileiro Jovem de Marcha os animais puxados que ficarem em primeiro e segundo lugar em suas categorias de Marcha Picada.

Por fim, vale mencionar que os árbitros escalados para o evento são: Marcha, Bruno Souza Lima, Marney José de Mesquita e Willian da Corte;  Morfologia, Aluizio Maciel Pereira Filho e Otto Rapalo Mol; e na Prova Funcional, Marcus Barreto.

Transmissão ao vivo

Sendo assim, os julgamentos começam a partir das 8h desta terça-feira, com transmissão ao vivo pelo portal da ABCCMM. Antes de tudo vale citar que a apresentação e comentários do Campeonato Brasileiro de Marcha Picada ficarão por conta da bancada do Resenha do Marchador, composta por Carlos Augusto Sacchi, Paulo Mello, Pedro Gabriel e Sandro Fusca.

Para conferir todas as categorias disputadas ao longo do evento, clique aqui.

Fonte: ABCCMM
Crédito das fotos: Divulgação/Sidney Araújo

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Mangalarga Marchador

34º Campeonato Brasileiro de Marcha Batida bate todos os recordes

Evento – que aconteceu de 23 a 28 de novembro, no Haras Raphaela, em Tietê/SP – reuniu 616 animais de todo o país.

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O 34º Campeonato Brasileiro de Marcha Batida, realizado de 23 a 28 de novembro, no Haras Raphaela, em Tietê/SP, bateu todos os recordes. De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), o evento reuniu 616 animais de todo o país, número recorde superado ano a ano.

Antes de mais nada vale lembrar que a final do Campeonato Brasileiro de Marcha Batida é itinerante. Ou seja, a cada ano a Associação promove em um local diferente. “A ideia em ser itinerante é fortalecer as regiões e os estados. Então, a cada ano ele vai sendo realizado em locais diferentes para fortalecer o nosso cavalo em regiões diferentes. É o segundo evento mais importante da raça, porque o primeiro é a Nacional que é realizada em julho em Belo Horizonte”, explica o coordenador de evento da ABCCMM Luciano Rocha.

Dessa forma, para a realização deste evento em Tietê a ABCCMM contou com o apoio dos núcleos da raça no Estado de São Paulo. “A diretoria juntamente com os núcleos do Estado de São Paulo trabalharam a finco para realizar esse evento com muito carinho, mesmo estando no meio da pandemia, seguindo todos os protocolos. Ficamos  muito felizes com o sucesso do evento. Foi um CBM de marcha batida com maior numero de inscritos em todas as edições, estamos felizes”.

Sem dúvida, evento reuniu os melhores exemplares de marcha batida da raça – Foto: Divulgação/H. Possebon

Melhores exemplares de marcha batida da raça

Sem dúvida, o evento reuniu os melhores exemplares de marcha batida da raça. Sobretudo, cavalos e éguas que expressaram muita beleza, qualidade de sela e, principalmente, andamento marchado.

Um dos criadores que marcou presença no evento foi Robson Ferreira, do Haras Slim, de Jaboticatubas/MG. “Para a gente é um prazer ter participado. Foi o nosso primeiro CBM, nós temos menos de dois anos de haras. Nas copas durante a quarentena nos estivemos em toda e aqui é a continuidade de um trabalho que está sendo feito com muita dedicação. Eu achei de altíssimo nível, muito bem organizado, com uma estrutura excelente, de fato, um evento de alto nível”.

Do mesmo modo, outro criador também fez questão de marcar presença no evento. Trata-se do ex-jogador de vôlei e medalhista olímpico Sérgio Dutra Santos, mais conhecido como Serginho ou Escadinha, que também é um grande amante do Mangalarga Marchador. Inclusive, ele ainda é integrante do Núcleo Bandeirantes.

“Primeiramente, eu quero agradecer e parabenizar, não só a Associação, como também o Núcleo Bandeirantes pela organização, segurança, está tudo muito bonito. O Haras Raphaela foi invadido pelo Mangalarga Marchador, a raça comemora esse grande feito, diante de uma pandemia, que as pessoas tem que se cuidar, e estamos nos cuidando aqui, todo mundo com máscara, várias pontos com álcool gel, medicação de temperatura. Eu fico muito feliz com um evento muito bem organizado, com grandes criadores e animal, e a raça só tem a agradecer”.

Sentimento de missão cumprida, diz presidente da ABCCMM – Foto: Divulgação/H.Possebon

Missão cumprida

Na cerimônia de encerramento do evento, o diretor de Eventos da ABCCMM, Antônio Galvão dos Santos Junior, frisou o orgulho de ter o Estado de São Paulo como sede do campeonato. “ Nosso obrigado aos que ajudaram a fazer do CBM um grande evento. Quero reforçar que foi um prazer dividir a alegria de viver com vocês o entusiasmo deste momento”.

Para o presidente da ABCCMM, Daniel Borja o Campeonato Brasileiro de Marcha Batida, foi um grande sucesso. Ele agradece a todos os criadores, funcionários, parceiros e patrocinadores pelo compromisso, confiança e apoio. E, por fim, garantiu que já planeja um 2021 com muitas novidades.

Para ver o resultado completo do 34º Campeonato Brasileiro de Marcha Batida, clique aqui.

Por Natália de Oliveira
Colaboração: Verônica Formigoni
Crédito das fotos: Divulgação/Henrique Possebon

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Mangalarga Marchador

Haras El Far: excelência em Mangalarga Marchador

Confira uma entrevista especial com o titular do criatório, o egípcio naturalizado brasileiro Magdi Shaat, que já foi presidente da ABCCMM

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Localizado no Sul de Minas Gerais, na cidade de Lavras, o Haras El Far se destaca por possuir um dos maiores planteis de Mangalarga Marchador. Sendo considerado, portanto, um dos principais haras do país. 

Quem está à frente do criatório é engenheiro civil e pecuarista Magdi Shaat, que nasceu em Cairo, no Egito, mas veio para o Brasil em 1968. “Eu sou muito mais brasileiro do que muito brasileiro. Sou naturalizado, eu quis ser brasileiro”, brinca o criador que já presidiu a ABCCMM, de 2011 a 2015.

Dentre a tropa do Haras El Far estão alguns animais lendários na raça, tais como Favacho Estanho, Brasa da Encruzilhada, Sinira do Berma todos estes com o selo El Far. Dessa forma, com investimentos em animais de sela, especialmente na genética do Sul de Minas, foram feitos cruzamentos com animais premiados.

Ademais, como resultado de um trabalho criterioso, o Haras El Far vem a cada ano formando vencedores e grandes animais que atendem aos amantes do Mangalarga Marchador. Diante de toda essa qualidade e história, o Top Marchador bateu um papo com Magdi Shaat e a entrevista completa você confere abaixo.

Haras El Far – Foto: Divulgação/Top Marchador

Origem

“Eu sou muito mais brasileiro do que muito brasileiro. Sou naturalizado, eu quis ser brasileiro. Meu avô era criador de cavalo árabe e ele tinha amigos que eram grandes criadores e, entre eles, estava um dos maiores criadores do mundo.

O cavalo árabe tem três linhagens básicas: a egípcia, a polonesa e a americanaEste amigo do meu avô tinha 200 éguas e 20 garanhões. As 200 doadoras eram de várias famílias destas linhagens básicas. O mesmo com os garanhões. E ele fazia os cruzamentos e sempre falava que ficaria mil anos sem consanguinidade.

Dessa forma, eu copiei o modelo dele. Tenho 200 doadoras e 40 garanhões. Acredito que tudo o que eu aprendi com eles foi um ensinamento muito grande para fazer este trabalho de genética no Mangalarga Marchador.

Contudo, o cavalo deles tem outra função, para enduros, alta resistência. Mas eles faziam um trabalho baseado na genética e eu aprendi a fazer a mesma coisa aqui, quando eu comecei a criar o Mangalarga Marchador. Muita gente me chamou de louco. O resultado está chegando agora. Foi a aprendizagem na criação de cavalos que eu trouxe de lá comigo.”

Início no Mangalarga Marchador

Eu entrei na raça como todo criador entra. Eu era um criador novo, conhecia pouco da raça e fui aprendendo ao longo dos anos até chegar ao ponto em que cheguei. Sem dúvida, o primeiro momento, logo que o criador entra na raça, é de investimento em aquisição de animais.

Tive a preferência por algumas éguas para atuarem como doadoras e outras para pista. Todo criador novo começa como expositor. Mas chega um momento em que a gente visualiza o andamento, o cavalo de sela, cavalo marchado. Quando isso aconteceu, eu mudei. Investi mais nestes animais de sela, especialmente na genética do Sul de Minas.

Então, se olhar a nossa tropa hoje, mais de 90% dela é sul-mineira. Fomos fazendo cruzamentos, adequando, até acertar e chegar no ponto ao qual chegamos hoje. É um trabalho criterioso, temos que visitar os amigos, ver o que eles estão fazendo, para que possamos comparar, inclusive em pistas, o que está acontecendo e, assim, fazermos uma avaliação. O objetivo final é e sempre foi o cavalo de sela. “

Diferencial da criação no Sul de Minas

“A simplicidade do criatório, a rusticidade do animal, a forma de criar e o cruzamento certeiro. Eles pensam em todos os cruzamentos. É impressionante! As pessoas de lá, sejam de criatórios grandes ou pequenos, têm um acerto alto no cruzamento.

Todo ano tem animal extraordinário em cada haras. Portanto, mais de 90% da minha tropa é sul-mineira. Esse é o trabalho que eu tenho feito, buscando a genética para produzir animais de sela. No entanto, o que eu sinto no Sul de Minas é falta de mão de obra qualificada para atender a todo mundo”.

Haras El Far acumula, sem dúvidas, inúmeros grandes campeonatos – Foto: Divulgação/Top Marchador

Trabalho de seleção genética

“O sinal para mim, para eu começar o trabalho de seleção visando a marcha, foi quando o ex-presidente da ABCCMM, Alexandre Miranda, criou o regulamento implantando a seletiva pela marcha.

Foi neste momento, portanto, que eu fiz uma mudança radical na tropa. Ali eu comecei a ver que o cavalo tem que ser um animal de sela e comecei a fazer meu trabalho de seleção norteado pela busca por animais de marcha. 

Sangues mais presentes Haras El Far

“Basicamente JB, Favacho e Lobos. Eu tenho animais extraordinários JBanimais extraordinários Favacho. Inclusive, eu sou sócio na empresa Favacho, da qual faz parte o Pedro Venâncio, o Mário Lúcio e a família Favacho.

Entretanto, se tiver um animal extraordinário de uma outra linhagem, de sela e que produz, eu não tenho restrição nenhuma. Acima de tudo, é essa salada de frutas que eu adoro.

Como alcançar o sucesso na criação

“Para se chegar neste ponto são vários os passos principais. Além da seleção e da aquisição de animais de alta qualidade genética, é necessário um manejo extraordinário dentro de casa e tem que ter mão de obra qualificada.

Além do mais, tem que ter a gestão de tudo isso. O trabalho é árduo, eu fico ligado o tempo todoFormei grupos no WhatsApp com as pessoas responsáveis por cada setor do haras, nos falamos o tempo todo. As partes de veterinária, TE, clínica, treinamento. Conversamos d7 horas da manhã até 10 horas da noite

Devido a minha atividade profissional, é impossível estar presente o tempo todo, mas eu me esforço para estar presente o maior tempo possível. Criar os grupos foi uma forma que eu encontrei nestes últimos dois anos para acompanhar melhor tudo o que acontece no haras. 

Daniel Borja, atual presidente da ABCCMM, e Magdi Shaat – Foto: Divulgação/ABCCMM

Formas de comercialização de animais

 “Existem várias formas. Há 10 anos, eu comecei o Shopping Elfar, que é um dia de campo que nós fazemos. Eu fui um dos primeiros a fazer isso. Portanto, esta é uma forma extraordinária para vender animais para pequenos e médios criadores. 

Existe o leilão online, além dos leilões virtuais, via televisão. Eu acho que estes leilões virtuais precisam de um pouco mais de critério, de uma seleção mais rigorosa, precisam ter um dono. Quando o leilão tem dono, leva o nome do criatório, as pessoas que têm vontade de ter um animal daquele criatório buscam este leilão. 

leilão que não tem dono, que reúne várias pessoas sem seleção adequada, dificilmente terá um bom retornoPor isso eu acho que leilão virtual tem que ter o nome de um criatório de referência para ter sucesso. Além dos leilões presenciais, que são leilões de elite.”

Gestão na ABCCMM

“Durante minha gestão, nós focamos nos mercados interno e externo. Para crescer de dois mil para doze mil associados, o crescimento no mercado interno brasileiro tem que ter sido enormeBuscamos criar associações em várias regiões do mundo.

Nos EUA já tinha uma associação, então demos mais suporte técnico. Fundamos a Associação Europeia, na Alemanha, e a Associação Italiana, na Itália. Também na Argentina, mas por problemas com a economia local, o projeto ficou paralisado. 

As barreiras sanitárias complicadas existem, o mormo na Europa e a babésia nos EUA. A opção encontrada foi exportar sêmen e embrião congelados para fortalecer o Mangalarga Marchador no exterior. Fizemos um convênio com a Apex durante dois anos. Eles investiram dois milhões de reais e foi um projeto extraordinário de divulgação da raça na Europa e nos EUA. 

Os núcleos no exterior precisam de apoio técnico, não precisam de apoio financeiro. Por exemplo, em um concurso de prova funcional, enviar um árbitro daqui para julgar, dar aulas, ensinamentos, isso é fundamental para a associação manter o interesse lá fora. Além disso, incentiva a venda de óvulos e sêmen congelados.  

É fundamental divulgar o cavalo no mercado externo. A concorrência do cavalo de marcha lá é muito grande. Passo Fino, Passo Peruano, American Saddle Horse, Tenessee Walker, entre outros, mas que nem chegam perto do nosso cavalo, tanto picada como batida.”

Por Top Marchador
Crédito das fotos: Divulgação/Top Marchador

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