Criadores brasileiros de cavalos Quarto de Milha precisarão ficar atentos às novas regras de registro aprovadas pela American Quarter Horse Association (AQHA). As determinações entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2029, mas já devem ser consideradas na definição dos próximos acasalamentos.
A principal mudança está relacionada ao registro dos genitores. A partir da data estabelecida, um animal somente poderá obter o registro na AQHA se seu pai e sua mãe também possuírem certificados emitidos diretamente pela associação norte-americana.
A exigência terá impacto nos países que possuem entidades reconhecidas pela AQHA, como o Brasil. Dessa forma, não será suficiente que os genitores estejam registrados apenas na associação nacional para garantir a elegibilidade do futuro produto perante a entidade dos Estados Unidos.
Regra vale para animais Puros e Cruzados 15/16
A alteração está prevista na regra REG104.4 e será aplicada aos animais Puros e Cruzados 15/16. Para que o produto seja aceito, os dois genitores deverão estar regularmente registrados na AQHA.
O critério também alcançará os animais elegíveis ao registro de Apêndice, conforme estabelece a regra REG105.5. Quando um dos pais for Puro Sangue Inglês (PSI), a exigência poderá ser atendida desde que o animal esteja inscrito em um stud book reconhecido pela AQHA.
Na prática, produtos que atualmente atenderiam aos critérios internacionais poderão perder a elegibilidade a partir de 2029 caso seus genitores não estejam registrados diretamente na associação norte-americana.
Planejamento dos acasalamentos deve considerar as novas exigências
Embora a mudança passe a valer somente em 2029, seus efeitos começam antes, especialmente para criadores que planejam os próximos acasalamentos e pretendem manter o acesso ao registro internacional.
A adequação é particularmente importante para quem deseja participar de provas e programas promovidos pela AQHA, exportar animais ou preservar a inserção de determinadas linhagens no mercado mundial do Quarto de Milha.
O registro internacional também pode influenciar as possibilidades esportivas e comerciais dos animais. Por isso, a falta de regularização dos pais poderá resultar em restrições para os futuros produtos, mesmo que o acasalamento tenha sido realizado antes da entrada em vigor da regra.
O que os criadores devem verificar?
A recomendação é conferir com antecedência se garanhões e matrizes possuem certificados de registro emitidos pela AQHA. O planejamento também deve incluir uma revisão dos acasalamentos previstos para os próximos anos.
Caso algum reprodutor ainda não esteja regularizado, o criador deverá avaliar sua elegibilidade e os procedimentos necessários para obter o registro diretamente na entidade norte-americana.
A Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM) informou que continuará acompanhando o assunto e divulgará novas orientações aos criadores sempre que necessário.
Por Redação/Portal Cavalus (Com informações da ABQM)
Foto: Reprodução/Pexels
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