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Cavalgada na Rota das Emoções – Sete Cidades/Delta do Parnaíba/Lençóis Maranhenses – 1ª parte

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma cavalgada na Rota das Emoções, que inclui Sete Cidades, Delta do Parnaíba e Lençóis Maranhenses

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Cavalgada na Rota das Emoções – Sete Cidades/Delta do Parnaíba/Lençóis Maranhenses – 1ª parte

Cavalgada na Rota das Emoções, em dois estados que inclui passagens pelo Parque Nacional Sete Cidades, Delta do Parnaíba e os Lençóis Maranhenses. Uma viagem a cavalo surpreendente que permitiu conhecer uma região muito interessante e pouco divulgada do Piauí, com cultura e belezas muito pouco divulgadas.

Nossos cavalos Mangalarga Marchador foram os companheiros ideais para essa viagem a cavalo.

Rota das Emoções

Começamos a cavalgada em Pedro II que fica a 200 km de Teresina, na Serra dos Matões. Trata-se de uma pequena cidade serrana com clima ameno e povo acolhedor. A cidade é conhecida nacional e internacionalmente pela extração de Opala. O garimpo, beneficiamento, lapidação e venda da pedra são a base para o sustento da maioria das pessoas na cidade.

Partindo do Mirante do Gritador, que tem uma vista panorâmica incrível, começamos descer a serra com destino ao Parque Nacional Sete Cidades. No caminho paramos para visitar um engenho de cana bem original, puxado a boi. Acompanhamos o processo de preparo da rapadura, depois visitamos uma Casa de Farinha, espaço onde são feitas as farinhadas e preparado o delicioso beiju feito de goma e coco babaçu ralado. Nossa última parada foi na Associação Artesanal Xique-Xique que conta com 25 artesãs que produzem peças que tem como foco as tradições locais de tecelagem com pontos bem característicos da região, como o “olho-de-pombo”, o “tapeueuirana” e o “catado”. Riqueza nos detalhes, dedicação, talento e trabalho minucioso.

Parque Nacional Sete Cidades

Então, o Parque Nacional das Sete Cidades ou Cidades de Pedra, se destaca por suas sete cidades imaginárias, sete grupos de formações rochosas, ricas em monumentos e semelhanças com a realidade. As “cidades” apresentam formações rochosas esculpidas pela flora, calor, sol e chuvas, em forma de figuras humanas, animais e símbolos, atrativos únicos em cada uma.

A beleza cênica dos paredões e formações rochosas servem de moldura para uma viagem ao passado ilustrada por pinturas rupestres. Passado e presente se misturam nos mais de 6 mil hectares do Parque, que também é uma zona de encontro da Caatinga com o Cerrado. Nossa cavalgada no Parque começou entre pés de pequi e juazeiros que se juntam na mesma paisagem que une flora e fauna típica dos dois biomas.

Cavalgar nesses biomas enriquece ainda mais as belezas naturais do Parque, um cenário impressionante que já foi mencionado pelo autor de “Eram os Deuses Astronautas”, Erich Von Dãniken, que atribuiu a construção das Sete Cidades de Pedra a forças não naturais.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Safári a cavalo na Índia

Paulo Junqueira Arantes, em sua coluna da semana relata sobre um texto de sua autoria do livro Marwari – The Horse of Índia

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Normalmente livros de viagem remetem às memórias e relatos sobre as experiências vivenciadas. Hoje escrevo sobre um livro que nasceu no meio de uma viagem a cavalo que fiz na Índia em 2018. Ele é resultado de minha paixão por cavalos.

A Índia é um país multicultural, com uma raça de belos cavalos com uma história fascinante, o Marwari. Para divulgar essa raça que faz parte da herança cultural da Índia e esteve em risco de extinção, me associei a renomada equine photographer Paula da Silva na edição do livro de arte – Marwari The Horse of Índia.

A seguir meu texto no livro (que tem 120 fotos artísticas da Paula)

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Horse Safaris

Na Índia as viagens a cavalo são denominadas de Horse Safáris. Muitos ex-Rajputs (descendentes dos xátria, uma das classes dominantes de grandes guerreiros no centro e norte da Índia) tentaram encontrar formas de manter a raça. Na década de 1980, quando a indústria de turismo da Índia começou a decolar, muitos deles foram pioneiros e transformaram suas antigas fortalezas, palácios e mansões em museus ou hotéis e começaram organizar safáris a cavalo. A sementes de salvação da raça Marwari foram plantadas.

O primeiro safari a cavalo foi realizado no final dos anos 1970 mas só no início dos anos 1990 se transformaram numa atividade comercial no Rajastão.

A melhor maneira de visitar o coração deste país emocionante é montando num belo cavalo Marwari seguindo os passos dos antigos marajás. Uma viagem a cavalo pelo Rajasthan, oferece uma visão real da rica história, cultura e tradição do Rajastão. É uma oportunidade única de a cavalo, percorrer regiões rurais onde as pessoas ainda vivem como fazem há séculos, mantendo uma vida muito simples.

A aventura inclui vivenciar a riqueza cultural e o estilo de vida fascinante dos Rajputs, cheio de cores e esplendor. Hospedagem em antigos palácios e luxuosos acampamentos, uma festa para os sentidos.

Por Paulo Junqueira Arantes

Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil

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Cavalgue a Ganhe um Cavalo – Brumbie

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre os seus próximos destinos para viagens a cavalo

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Um brumby / brumbie é um cavalo selvagem que vive livre na Austrália. Os Brumbies são descendentes de cavalos fugitivos ou perdidos, na época dos primeiros colonizadores europeus. Hoje vivem em várias regiões do país, incluindo alguns Parques Nacionais, como o Parque Nacional Alpine e o Monte Kosciuszko National Park, aonde passei alguns dias. https://cavalus.com.br/cultura-e-estilo/cavalgadas-brasil/outback-cavalgada-na-australia-2a-parte/

Dizem que um brumbie escolhe você!

Essa é uma cavalgada aonde durante seis dias, você seleciona, treina e monta seu próprio Brumbie e, no final dessa semana, tem a opção de leva-lo com você, sem pagar nada mais. Caso não queira ou não possa leva-lo, não tem problema, seu anfitrião, Clancy, encontrará um lar para ele.                                                     

No primeiro dia você vai escolher seu cavalo ou como dizem por lá, um brumbie vai escolher voce! Com idades entre 2 e 4 anos, eles são em sua maioria calmos e corajosos, têm pés firmes e fortes, aprendem rápido e são mais fáceis de treinar do que os cavalos domésticos, devido à sua socialização natural na natureza. Todos são inteiros e sem marca.

Doma Racional de Cavalo Selvagem

Após o jantar do primeiro dia, Clancy, Wayne e Brian Hampson compartilham um pouco do histórico dos Brambies e uma visão geral do Programa que foi desenvolvido em várias etapas para construir gradualmente a confiança, as habilidades e a segurança do cavalo e do cavaleiro, com o objetivo de criar uma relação de equipe entre os dois.

As etapas

1. Deixar o brumbie relaxado no redondel e, controlar seus movimentos sem cordas. Andar, trotar, galopar e parar são ensinados em ambas as direções.                                                                                           

2. Juntos – ensinar seu brumbie a segui-lo e aceita-lo perto por meio de uma série de situações de aproximação, recuo e pressão.                                                             

3. Dessensibilizar seu brumbie a todos os equipamentos, ruídos e contato.                                                      

4. Ensinar movimentos com um cabresto leve.                         

5. Dessensibilizar seu brumbie com a sela.                                     

6. Montar seu brumbie no cabresto usando comandos de voz e rédeas leves.                                                  

7. Ensinar seu brumbie outras habilidades mais avançadas (se o tempo permitir).

O método de Brian pode ser melhor resumido pelas palavras: firme, mas gentil. Ele ensina as pessoas a desenvolver um relacionamento próximo com seus brumbies, e uma confiança que permite seus alunos realizarem coisas com seus cavalos que nunca poderiam imaginar em tão pouco tempo. Todos saem da experiência com um entendimento muito melhor de como os cavalos aprendem e a melhor maneira de ensiná-los.

As cavalgadas

O período da tarde é dedicado a explorar as belas trilhas do Vale de Yarra. Para essas cavalgadas estão disponíveis cavalos Quarto de Milha, Cruzados Árabe, Cruzados Clydie e também alguns Brumbies, já domados.

A equipe

O Dr. Brian Hampson é PhD em estudos de cavalos selvagens, e pesquisa eles em vários lugares do mundo. Ele tem mais de 10 anos de experiência em domar brumbies para a sela. Ele usa métodos naturais de equitação para suavizar, treinar e montar brumbies selvagens.

Wayne Ryan trabalha em tempo integral como cavaleiro profissional, ferrador e nos últimos 40 anos foi responsável por domesticar centenas de Brumbies.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Cavalgada das Quatro Águas em Portugal: mar, rio, lagoa e riachos

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre os seus próximos destinos para viagens a cavalo

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Viagem a cavalo num dos destinos badalados do verão português, Vila Nova de Milfontes no coração do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, maior Parque Natural de Portugal. Uma combinação perfeita: praias de rio e de mar e uma cidadezinha muito charmosa. https://www.cavalgadasbrasil.com.br/destinos/europa/portugal

Nessa cavalgada vive-se a paixão dos donos pela região e por cavalos Lusitanos. “É a paixão pela lendária arte equestre que nos motiva. Preservamos os costumes alentejanos, as tradições da terra e os ciclos da Natureza”.

A Cavalgada das Quatro Águas no Alentejo

Primeiro dia – Primeira água – o mar! cavalgamos cerca de duas horas através de uma floresta de eucaliptos e sobreiros, até chegar ao nosso destino da manhã, um local cercado por enormes formações rochosas aonde nos esperava o piquenique de almoço. De tarde, cavalgamos mais uma hora até chegar no mar, aonde brindamos na beira da praia.

Segundo dia – Segunda água – o lago!  – saímos da praia e cavalgamos ao longo de falésias até chegar num restaurante que nos serviu o melhor peixe fresco da costa. À tarde, a experiência foi completamente diferente, seguimos em direção ao interior, rumo à segunda água – o lago!

O dia terminou numa bela fazenda onde os cavalos ficaram e nós voltamos de carro para a Quinta. A noite teve apresentação do Cavalo Lusitano, acompanhado de música ao vivo e tapas para o jantar!                                                                                              

Terceiro dia – Após um rápido traslado para encontrar os cavalos, começamos explorar a segunda água – o lago. Cavalgamos cerca de duas horas ao longo da orla do belo lago Campilhas, até chegarmos ao local do piquenique de almoço, nas margens de outro lago menor. À tarde, cavalgamos cerca de duas horas de volta para os estábulos da Quinta, passando por algumas fazendas tradicionais do Alentejo.      

                         

Quarto dia – Neste dia fomos visitar um tradicional criador de Cavalos Lusitanos, a famosa Coudelaria Brito Paes e a noite fizemos uma cavalgada de lua cheia.     

Quinto dia – Este dia foi dedicado à terceira água – o rio! Uma cavalgada circular combinou impressionantes vistas panorâmicas de pequenas colinas, a travessia de pitorescos vales e a descoberta do rio Mira – considerado um dos menos poluídos da Europa. Um piquenique de almoço foi servido nas margens do Mira.                                                                                    

Sexto dia – O último dia de cavalgada nos levou a quarta água – os riachos! Outra cavalgada circular de 2h30 de manhã e mais 2h30 de tarde pela típica paisagem alentejana, onde as vistas panorâmicas mudam a cada 5 minutos. O piquenique de almoço foi num local místico onde um dos córregos locais atravessa um desfiladeiro rochoso com profundidade desconhecida…

Rui e sua mulher Pamela nos receberam com maestria em sua Coudelaria e ofereceram uma verdadeira imersão equestre na natureza. 

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Galope na praia é um dos vídeos mais assistidos no Instagram este ano, com quase meio bilhão de visualizações!

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É a fantasia de qualquer pessoa que gosta de cavalos: você e seu cavalo galopando na praia com o sol brilhando e as ondas quebrando na areia molhando os cascos do cavalo. Seu cavalo e você se sentem livres voando sem asas ao longo da praia entre as gaivotas.

Preparar seu cavalo para uma cavalgada na praia

Embora o sonho de cavalgar na praia seja de muitos, nem todos podem transformá-lo em realidade, a menos que o oceano esteja perto de você. De qualquer maneira quando tiver essa oportunidade, você deve preparar seu cavalo para essa aventura, se quiser que ela seja tão maravilhosa quanto em seus sonhos.

Cavalo encontra a praia

Se o seu cavalo nunca viu o oceano, não deve chegar na praia e fazê-lo chegar perto do mar imediatamente. Embora alguns cavalos possam entrar facilmente na água, a maioria não quer chegar perto das ondas. A simples visão do mar pela primeira vez pode assustar até mesmo um cavalo normalmente calmo.

Ele estará em um ambiente totalmente novo, diferente, com o vento soprando, o som e o movimento das ondas. Seu cavalo deve estar confortável perto da água antes de fazer um passeio na praia, isso significa ensiná-lo a andar na água antes. Riachos são o tipo de obstáculo mais próximo que você encontra e que ajudará seu cavalo a se acostumar com a ideia de entrar no mar.

A primeira vez que você levar seu cavalo à praia, tente ir com cavaleiros em cavalos experientes na praia. Se os outros cavalos do seu grupo estiverem calmos, isso ajudará muito a aumentar a confiança do seu cavalo. Escolha um dia e hora em que a praia esteja relativamente tranquila, sem pessoas jogando bola, ouvindo música alta. Procure organizar sua cavalgada durante a maré baixa, quando a areia deve estar mais firme e as ondas menos violentas.

Entrar no mar

Ao chegar com seu cavalo na praia pela primeira vez, esteja preparado para que ele fique em alerta máximo. Os sons e cheiros do oceano serão novos para ele e podem ser intimidantes, deixe-o se acostumar a estar neste novo ambiente por um tempo antes de montar. Depois procure cavalgar tranquilamente na areia seca e evitar a água por um tempo. Quando sentir que ele já está tranquilo, aproxime-se lentamente do mar, tendo o cuidado de ler as dicas de seu cavalo para determinar como ele está. Um método para fazer ele entrar aos poucos na água é andar em círculos na areia, movendo-se lentamente em direção à água a cada círculo. Esteja preparado para uma reação de surpresa na primeira vez que ele sentir a água bater nas pernas.

Cavalo pode sentir vertigem

Se o seu cavalo já está tranquilo em águas rasas procure mantê-lo ao passo pois quando vier uma onda, muitos cavalos sentem vertigem e podem cambalear quando ela começa a retroceder. Se isso acontecer, ajude seu cavalo a se equilibrar usando as rédeas e as pernas.

Alguns cavalos gostam tanto da água que querem rolar nela. Se seu cavalo abaixar a cabeça e começar a dar patadas, toque ele para frente e puxe sua cabeça para cima, caso contrário, você pode tomar um banho junto com ele!

Minhas cavalgadas em praias

Eu gosto muito de cavalgar na praia. No Brasil as cavalgadas nas praias de Pipa, Trancoso, Caraíva e Lagoa dos Patos são inesquecíveis!  Minha égua Shakira parece que voa em cada galope.

As cavalgadas nas praias de Vilanculos em Moçambique e em Sandal Island na Indonésia são emocionantes, uma experiência de equitação com muita aventura.

Por Paulo Junqueira Arantes
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O espírito de uma viagem a cavalo

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre o espirito de uma viagem a cavalo, algo que não se trata do tempo ou distância percorrida

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O espírito de uma viagem a cavalo

Algumas pessoas pensam que uma viagem a cavalo é uma cavalgada por um período muito longo, às vezes meses, percorrendo centenas de quilômetros. Mas esta não é necessariamente a definição de uma viagem a cavalo, não se trata do tempo ou da distância percorrida, o verdadeiro espírito de uma viagem a cavalo é uma cavalgada em que você viaja com seu cavalo, mesmo que somente por poucos dias.

Minha experiência

Eu tive oportunidade de realizar algumas viagens a cavalo mais longas, percorri os históricos Caminho de Santiago Compostela na Espanha e a Estrada Real no Brasil. Foram mais de 2600 kms a cavalo em pouco mais de 60 dias. Foi uma das experiências mais enriquecedoras de minha vida. Me permitiu ver a natureza de forma diferente e sentir fazer parte dela.Ter meus cavalos Elmo e o Garantido como companheiros na viagem da Estrada Real acrescentou algo muito especial à experiência.

Long Riders Guild – Cavaleiros de Longo Percurso

Com essas viagens passei fazer parte do Long Riders Guild entidade inglesa que reúne Cavaleiros de Longo Percurso ao redor do mundo.  CuChullaine O’Reilly, fundador da Long Riders Guild, descreve as viagens a cavalo da seguinte forma: “O que nenhuma publicação equestre e encantadores de cavalos vai dizer é que uma viajem a cavalo traz consigo um tipo especial de sabedoria, ajuda você a ver o mundo com outro olhar e se abrir para a aventura da autoconquista. As viagens a cavalo não se limitam a cobrir grande quilometragem, é a jornada que você e seu cavalo fazem juntos para chegar às fronteiras de um lugar invisível. É uma jornada que você vê do alto daquele altar da liberdade, sua sela. É um antídoto para a obsessão do mundo com a velocidade, porque o ritmo de alguns kms por hora de seu cavalo força você a desacelerar seu corpo, o que por sua vez resulta na abertura de seu espírito. Assim, uma jornada equestre não apenas o transporta ao longo do caminho físico que se estende à frente, mais importante, permite que você cavalgue na trilha secreta traçada no fundo de sua alma. ”

Viagem a cavalo tradicional

“Antigamente, as viagens a cavalo eram cheias de dificuldades e perigos. Com nossa visão moderna sobre ética, moral e bem-estar animal, certamente elas não se enquadrariam na categoria “viagem responsável”. Mas naquela época simplesmente não havia outra maneira, as pessoas viajavam a cavalo por semanas, às vezes meses. Durante essas longas jornadas, muitas vezes havia quantidade ou qualidade insuficiente de forragem e os cavalos eram alimentados com o que estava disponível. Às vezes os cavalos tinham ferimentos e não tinha veterinário ou medicamentos ao longo do percurso para trata-los.

Os viajantes tinham que continuar até encontrar um lugar aonde o cavalo pudesse se recuperar. Essas longas viagens podem parecer muito aventureiras e emocionantes para alguns de nós, mas na realidade muitas vezes estavam longe disso.” Eduard Brunscho

Viagem a cavalo

Considero as viagens a cavalo atuais uma renovação da forma antiga e tradicional. Com bom planejamento e logística, são organizadas para proporcionar ótimas experiências. Hoje, poucos têm tempo para passar semanas ou meses viajando a cavalo, por isso, elas são organizadas em períodos curtos (na sua maioria com 5 dias) e ficaram mais acessíveis para mais pessoas. Os roteiros são criteriosamente estudados, fora dos caminhos turísticos tradicionais, com paisagens de tirar o folego, evitando estradas e trilhas perigosas. Esta abordagem contemporânea para viagens a cavalo provou satisfazer um desejo que estava latente e desperta um interesse cada vez maior entre amantes de cavalos e cavalgadas.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Minha Lista de Destinos para Cavalgada – Viagens que você define – viagens que definem você

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre os seus próximos destinos para viagens a cavalo

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Minha Lista de Destinos para Cavalgada - Viagens que você define - viagens que definem você

Faz alguns anos publicaram pesquisas sobre o gene da sede de viagens. De acordo com o estudo, este gene afeta os níveis de dopamina do cérebro, que por sua vez molda nosso comportamento e motivação. Portadores do gene tem forte desejo de sair da zona de conforto e partir para novos destinos, não importa se perto ou longe. Estudo feito por David Dobbs, do National Geographic, apoia essas descobertas e aponta que se aplicam especificamente a paixão por viagens.

Paixão por viagens a cavalo

Eu definitivamente me coloco nessa categoria, estou sempre pensando na próxima viagem a cavalo, e lembro quando isso começou. Foi numa viagem de carona que fiz com dois amigos até Brasília, passando por Minas, pouco tempo depois, com 17 anos fui estudar nos Estados Unidos. Durante as férias fui conhecer o Yellowstone National Park, cruzando 3 estados do oeste americano, aonde fiz minha primeira cavalgada em solo americano. Depois dessa viagem continuei viajando sempre pelo Brasil e pelo mundo.
Sou viajante por natureza, algo sempre me impulsionou a buscar novas experiências, descobrir o que existe além do horizonte.

Viajologia

Gosto muito do conceito Viajologia, criado pelo fotógrafo Haroldo Castro. O neologismo significa a arte e a ciência de viajar, considerando a experiência de viajar comparável a um período intenso de estudo. Reconhece a viagem como uma escola dinâmica. 

Próximas viagens – 2022

Tive a sorte de realizar muitas das viagens a cavalo que estavam na minha lista de destinos para cavalgar, mas ainda faltam várias. Devido a pandemia tive que adiar algumas que já estavam confirmadas. Então, em 2022 pretendo recuperar esse tempo parado, fazer um safári a cavalo no Quênia, uma expedição a cavalo na Islândia, uma cavalgada no Egito e as cavalgadas em Roraima e Tocantins, dois dos poucos estados do Brasil aonde ainda não cavalguei.

“Sempre pensei que nada é melhor do que viajar a cavalo, pois o caminho se compõe de infinitas chegadas. Se chega a uma encruzilhada, a uma flor, a uma árvore, à sombra da nuvem sobre a poeira do caminho; se chega ao arroio, ao topo da coxilha, a uma pedra diferente das outras. Parece que o caminho vai inventando surpresas para gozo da alma do viajante” anônimo

Por Paulo Junqueira Arantes
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Cavalgada na Colômbia

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre cavalgada na Colômbia, que começa em Oiba e termina em Barichara

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Cavalgada na Colômbia

Uma trilha desafiadora seguindo rotas históricas pela província de Santander, no leste da Colômbia. A viagem a cavalo começou em Oiba e terminou na cidade colonial de Barichara. Cavalgamos por caminhos percorridos pelos conquistadores e colonizadores. Chamados de estradas reais, muitos desses caminhos em pedra, foram feitos com o trabalho de índios, e levam à emblemáticas joias arquitetônicas, legado da colonização espanhola na Colômbia. Ao longo do caminho, conhecemos algumas das paisagens mais bonitas do país e tivemos oportunidade de conhecer a vida local em algumas pequenas aldeias.

No terceiro dia chegamos em Charala, pequena cidade cuja sobrevivência sempre esteve ligada a produção de algodão. Fomos visitar uma tecelagem artesanal dirigida por mulheres que usam as mesmas técnicas das tribos indígenas Guane que viviam nesta área antes da chegada dos espanhóis.

No dia seguinte, atravessamos o Rio Fonce e depois continuamos até as Cachoeiras de Juan Curi onde paramos para almoçar vendo a água caindo a mais de 180 metros em uma piscina natural.

Nos últimos dias de cavalgada antes de chegar em Barichara passamos por plantações de café e tabaco a caminho do Canyon Chicamocha. Com 2.000 metros de profundidade, o Chicamocha é uma atração natural colombiana indicada na campanha para selecionar as sete maravilhas naturais modernas do mundo.

Barichara está na cordilheira oriental dos Andes. Esta vila permanece congelada no tempo, e seu isolamento ajudou a preservar a arquitetura colonial, a vida local tranquila e a rica cultura que a tornam um destino especial. As ruas de paralelepípedos em forma de labirinto alinhadas com belas casas coloniais brancas inspiraram muitos artistas e artesãos que decidiram viver na cidade.

Os cavalos que montamos são fruto de uma seleção criteriosa de mais de 25 anos. Todos possuem sangue do crioulo colombiano cruzados com anglo-árabes. A marca do coração na paleta deles tem sido utilizada em bovinos e cavalos da família de nosso anfitrião Julio Pardo, há mais de 150 anos.

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Travessia Paso de Piuquenes – Cordilheira dos Andes – Argentina

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre a travessia Paso de Piuquenes, na Cordilheira dos Andes

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Travessia Paso de Piuquenes - Cordilheira dos Andes – Argentina

A Cordilheira dos Andes é a maior cadeia montanhosa e a segunda mais alta do mundo em extensão, atravessando seis países, num total de aproximadamente 8.000 km.

A Travessia da Cordilheira dos Andes foi estratégica no plano que José de San Martín elaborou para realizar a Expedição de Libertação do Chile e do Peru em 1817. San Martín elaborou um plano de invasão: as colunas deveriam cruzar os Andes simultaneamente para forçar o governador do Chile, a dividir suas forças

A Travessia

Com o objetivo de dividir as tropas inimigas, San Martín ordenou as colunas cruzarem a Cordilheira dos Andes por diferentes “Pasos” hoje chamados de Las Seis Rutas Sanmartinianas – Paso de Los Patos, Paso de Uspallata, Paso de Come-Caballos, Paso de Guana, Paso del Portillo e Paso del Planchón. Foi um avanço numa frente de mais de 2.000 quilômetros, por meio da gigantesca cordilheira. Com isso os monarquistas no Chile, não sabiam realmente aonde chegariam os inimigos, e tiveram que dividir suas forças.

Paso Portillo de Piuquenes

O Paso Portillo de Piuquenes está localizado no cordão principal da Cordilheira dos Andes, ao norte do Cerro Marmolejo e ao sul do Nevado de Piuquenes, nas bacias que desaguam no Pacífico e no Atlântico respectivamente. Do lado argentino chegamos nele depois de uma subida partindo do vale do rio Palomares. Do lado chileno é uma descida íngreme em zigue-zague para o vale do rio El Yeso. O Piuquenes faz parte de uma rota que foi utilizado ao longo dos séculos por diferentes personagens da história, José de San de Martín, Charles Darwin e muitos viajantes e tropeiros de gado.

Hoje meu relato é sobre a Travessia a cavalo do Paso Portilo de Piuquenes.

Essa Travessia histórica foi uma verdadeira expedição aonde vivenciamos a Cordilheira dos Andes em sua plenitude. Subimos a cavalo a mais de 4300 metros de altura, percorremos trilhas de montanha seguindo os passos do General San Martín, entre as montanhas mais altas do continente americano: Aconcágua (6962 m) e Mercedario (6848 m).

A logística da expedição no coração da Cordilheira exigiu uma equipe muito experiente, os guias/ baqueanos, os cavalos e as mulas, que com passo firme e seguro nos levaram por caminhos estreitos em alta montanha. Os baqueanos utilizam mulas para transportar cargas entre essas montanhas a séculos e fizeram disso um meio de sobrevivência. A convivência com eles durante essa semana foi mais um ponto alto da Expedição.

Ao chegar no Paso Portillo de Piuquenes, a 4.030 metros acima do nível do mar, cruzamos a fronteira entre Argentina e Chile e tivemos um almoço especial. Os cavalos argentinos não estão autorizados a cruzar a fronteira, por isso trocamos de cavalos e também de guias. A partir dali os “arrieros” chilenos nos levaram até rio Yeso, ponto final da Expedição.

Durante toda cavalgada a vida animal que encontramos foram apenas algumas lebres, ratos-dos-Andes, guanacos e pegadas de pumas. Além dos condores, águias-brancas e falcões.

O acampamento

Na maioria dos dias o mato foi nosso banheiro e o rio nossa banheira, mas isso não incomodou, a experiência do acampamento no meio de uma natureza tão majestosa é algo que nos faz entender o quanto ela é maravilhosa.

Essa é uma cavalgada para quem busca aventura, desafio e conhecer a Cordilheira dos Andes da forma mais profunda.

Por Paulo Junqueira Arantes
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Como se preparar fisicamente para uma viagem a cavalo

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre como se preparar fisicamente antes de uma cavalgada

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Como se preparar fisicamente para uma viagem a cavalo

Você programou uma viagem a cavalo e está contando os dias para ela começar! Como está seu condicionamento físico? Pensou como vai se sentir após 5 horas por dia na sela? Depois de uma longa cavalgada, muitas pessoas ficam cansadas, mas não precisam ficar doloridas.

Não é necessário se tornar um atleta, mas um pouco de preparação física antes da viagem vai contribuir para que sua experiência seja maravilhosa. Numa viagem a cavalo você vai usar músculos que não costuma usar no dia a dia, e será melhor eles estarem preparados. Claro que o ideal é antes da viagem passar algumas horas na sela, mas se isso não for possível, existem alguns exercícios que podem ajudar e, mesmo que a cavalgada esteja próxima, nunca é tarde para se exercitar, e poder aproveitar melhor a viagem.

Condicionamento físico

Um bom condicionamento físico, força e resistência são úteis, porque na equitação voce exige muito de várias partes do corpo. Durante a cavalgada voce terá muitos músculos trabalhando para manter sua posição no cavalo em movimento e quanto mais rápido você estiver, mais eles trabalham. Depois de cinco horas na sela, você terá feito um bom exercício; suas pernas, costas, seu tronco e seus braços, todos entraram em trabalho. Caminhar, correr e andar de bicicleta certamente podem ajudar, mas nessas atividades você não usa os mesmos músculos que vai usar na equitação.

Fit to ride

Aqui estão algumas dicas:

  • Aquecer antes de montar – procurar sempre aquecer os músculos que serão utilizados na cavalgada, isso é importante para preparar o corpo para a atividade e diminuir riscos de lesão muscular.
  • Trabalhar a Pelvis – A falta de exercícios e movimentos enfraquece a função pélvica, e isso dificulta nosso corpo absorver o movimento do cavalo. Quando montamos, nos comunicamos com nosso cavalo por meio da pélvis. Ela nos conecta ao cavalo e tem um papel fundamental na estabilização do nosso tronco, que representa dois terços do nosso peso corporal. Procure observar um bom cavaleiro em ação e veja como não parece que ele está se movendo, isso acontece porque ele está usando o corpo e, especialmente, a região pélvica, para se manter em equilíbrio no cavalo. Pilates e ioga são ótimas práticas para restabelecer o equilíbrio e soltar a pélvis.
  • Respiração – aprender a respirar corretamente. Temos a tendência de encurtar e prender a respiração quando estamos cavalgando e isso reduz os níveis de oxigênio no cérebro, o que afeta nossa coordenação, equilíbrio e reações. Tente adquirir o hábito de respirar profundamente por alguns minutos todos os dias, e incorpore isso na sua cavalgada.
  • Postura – ombros, corpo, costas – boas práticas com os ombros para trás, e as costas eretas. Pense nisso quando sentado na mesa, dirigindo o carro, e andando na rua. Isso vai ajudar a ter a posição correta no cavalo e fortalecer ombros e costas.

Get Into Shape for Horseback Riding – que contém uma série de exercícios práticos.

Yoga for Equestrians

Recomendo a página da FEI – Federação Equestre Internacional, que contém uma lista de exercícios terapêuticos inspirados em posturas de ioga para aliviar problemas e trazer equilíbrio ao corpo, melhorando sua equitação.

Se quiser se aprofundar no assunto, recomendo o livro “The Riders Fitness Program”, de Dennis, McCully e Juris e o programa online https://www.westernworkouts.com/.

Clinica de Cavalgadas

Existem cavalgadas para vários níveis de habilidade. Você deve começar escolhendo uma que esteja mais de acordo com sua experiência e, aos poucos ir evoluindo. A agência Cavalgadas Brasil criou as Clinicas de Cavalgadas, para aqueles que desejam se preparar melhor para uma viagem a cavalo.

São aulas práticas e teóricas com professores habilitados, que tem o objetivo de preparar cavaleiros e amazonas para cavalgadas de vários dias, em terrenos de todo tipo, associando a aprendizagem ao prazer da cavalgada. O objetivo é deixar os alunos confiantes, equilibrados, seguros e relaxados em qualquer tipo de terreno, com diferentes tipos de cavalo, enfrentando com tranquilidade os desafios e imprevistos de uma cavalgada na natureza.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br
Crédito imagens: Western Workouts

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Cavalgadas Brasil

Cavalgada de resistência na Islândia

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre a Cavalgada de resistência na Islândia

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Cavalgada de resistência na Islândia

A Islândia é meu destino para junho de 2022, lá tenho amigos e parceiros, e sempre acompanho as várias atividades equestres que acontecem nesse país incrível.

Aníta Margrét Aradóttir é uma instrutora de equitação formada pela Universidade Hólar, na Islândia, e monta desde pequena, apesar de ninguém na sua família ter ligação com cavalos. Seu amor e interesse por eles é algo que nasceu com ela.

Mongol Derby

Conquistar o mundo a cavalo é fácil, disse Ghengis Khan (1162-1227). Em seu tempo como imperador, ele montou um sistema de mensageiros que podiam viajar a cavalo desde a capital Kharkhorin até o Mar Cáspio em apenas alguns dias. Em 2014, Anita participou da corrida de cavalos mais longa e desafiadora do mundo, o Mongol Derby, que foi inspirado no sistema de mensageiros do grande Khan. Ela montou cavalos da Mongólia por 1000 quilômetros em apenas 10 dias!

Travessia na Islândia

“Depois de participar do Mongol Derby, quis estabelecer algo semelhante no meu país, a Islândia, porque achei que nosso país seria perfeito para esse tipo de prova”, diz Aníta, que viu seu sonho se tornar realidade em agosto, quando como funcionária da Associação Equestre da Islândia conseguiu o apoio para liderar o trabalho para sediar uma prova de resistência nas terras altas da Islândia. Afinal, a resistência é uma das marcas registradas do cavalo islandês!

A forma da prova foi que cada equipe consistia de um cavaleiro, dois assistentes e três cavalos, e apenas dois cavalos eram usados por dia. O ponto de partida foi a fazenda Lýtingsstaðir em Skagafjörður e a rota foi para o sul sobre Kjölur e o ponto final foi em Skógarhólar / Þingvellir, num total de 240 quilômetros em quatro dias. Os competidores percorreram duas etapas de 25-35 quilômetros o pulso e a condição dos cavalos foram verificados por um veterinário. Foi necessária uma boa preparação e treinamento dos cavalos e cavaleiros, mas mesmo assim aconteceram alguns imprevistos, mas no final tudo deu certo.

“Aprendemos muito, esse foi o foco da nossa primeira prova. Vimos que podemos realizar esse tipo de evento na Islândia, e podemos esperar que se torne algo popular, uma vez que já é muito comum virem aqui do exterior para viajar em nossos cavalos fortes nesta paisagem incrível. Os cavalos que participaram eram extremamente fortes e se saíram muito bem, e todos estavam acostumados a fazer parte dos grupos de viagens a cavalo, então estavam em sua melhor forma. Quanto aos cavaleiros, a melhor preparação também é viajar muito a cavalo, foi o que fiz nos treinos para a Mongólia. Também é bom malhar e correr, basta seguir em frente e ficar mais forte”, diz Aníta.

No próximo ano, o plano é adicionar rastreadores GPS em todos os participantes para que sua localização fique acessível em uma página da web durante toda a prova.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br
Crédito imagens: Icelandic Equestrian Association

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