Cavalgadas Brasil

Como se preparar fisicamente para uma viagem a cavalo

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre como se preparar fisicamente antes de uma cavalgada

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Como se preparar fisicamente para uma viagem a cavalo

Você programou uma viagem a cavalo e está contando os dias para ela começar! Como está seu condicionamento físico? Pensou como vai se sentir após 5 horas por dia na sela? Depois de uma longa cavalgada, muitas pessoas ficam cansadas, mas não precisam ficar doloridas.

Não é necessário se tornar um atleta, mas um pouco de preparação física antes da viagem vai contribuir para que sua experiência seja maravilhosa. Numa viagem a cavalo você vai usar músculos que não costuma usar no dia a dia, e será melhor eles estarem preparados. Claro que o ideal é antes da viagem passar algumas horas na sela, mas se isso não for possível, existem alguns exercícios que podem ajudar e, mesmo que a cavalgada esteja próxima, nunca é tarde para se exercitar, e poder aproveitar melhor a viagem.

Condicionamento físico

Um bom condicionamento físico, força e resistência são úteis, porque na equitação voce exige muito de várias partes do corpo. Durante a cavalgada voce terá muitos músculos trabalhando para manter sua posição no cavalo em movimento e quanto mais rápido você estiver, mais eles trabalham. Depois de cinco horas na sela, você terá feito um bom exercício; suas pernas, costas, seu tronco e seus braços, todos entraram em trabalho. Caminhar, correr e andar de bicicleta certamente podem ajudar, mas nessas atividades você não usa os mesmos músculos que vai usar na equitação.

Fit to ride

Aqui estão algumas dicas:

  • Aquecer antes de montar – procurar sempre aquecer os músculos que serão utilizados na cavalgada, isso é importante para preparar o corpo para a atividade e diminuir riscos de lesão muscular.
  • Trabalhar a Pelvis – A falta de exercícios e movimentos enfraquece a função pélvica, e isso dificulta nosso corpo absorver o movimento do cavalo. Quando montamos, nos comunicamos com nosso cavalo por meio da pélvis. Ela nos conecta ao cavalo e tem um papel fundamental na estabilização do nosso tronco, que representa dois terços do nosso peso corporal. Procure observar um bom cavaleiro em ação e veja como não parece que ele está se movendo, isso acontece porque ele está usando o corpo e, especialmente, a região pélvica, para se manter em equilíbrio no cavalo. Pilates e ioga são ótimas práticas para restabelecer o equilíbrio e soltar a pélvis.
  • Respiração – aprender a respirar corretamente. Temos a tendência de encurtar e prender a respiração quando estamos cavalgando e isso reduz os níveis de oxigênio no cérebro, o que afeta nossa coordenação, equilíbrio e reações. Tente adquirir o hábito de respirar profundamente por alguns minutos todos os dias, e incorpore isso na sua cavalgada.
  • Postura – ombros, corpo, costas – boas práticas com os ombros para trás, e as costas eretas. Pense nisso quando sentado na mesa, dirigindo o carro, e andando na rua. Isso vai ajudar a ter a posição correta no cavalo e fortalecer ombros e costas.

Get Into Shape for Horseback Riding – que contém uma série de exercícios práticos.

Yoga for Equestrians

Recomendo a página da FEI – Federação Equestre Internacional, que contém uma lista de exercícios terapêuticos inspirados em posturas de ioga para aliviar problemas e trazer equilíbrio ao corpo, melhorando sua equitação.

Se quiser se aprofundar no assunto, recomendo o livro “The Riders Fitness Program”, de Dennis, McCully e Juris e o programa online https://www.westernworkouts.com/.

Clinica de Cavalgadas

Existem cavalgadas para vários níveis de habilidade. Você deve começar escolhendo uma que esteja mais de acordo com sua experiência e, aos poucos ir evoluindo. A agência Cavalgadas Brasil criou as Clinicas de Cavalgadas, para aqueles que desejam se preparar melhor para uma viagem a cavalo.

São aulas práticas e teóricas com professores habilitados, que tem o objetivo de preparar cavaleiros e amazonas para cavalgadas de vários dias, em terrenos de todo tipo, associando a aprendizagem ao prazer da cavalgada. O objetivo é deixar os alunos confiantes, equilibrados, seguros e relaxados em qualquer tipo de terreno, com diferentes tipos de cavalo, enfrentando com tranquilidade os desafios e imprevistos de uma cavalgada na natureza.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br
Crédito imagens: Western Workouts

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Cavalgadas Brasil

Cavalgada na Colômbia

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre cavalgada na Colômbia, que começa em Oiba e termina em Barichara

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Cavalgada na Colômbia

Uma trilha desafiadora seguindo rotas históricas pela província de Santander, no leste da Colômbia. A viagem a cavalo começou em Oiba e terminou na cidade colonial de Barichara. Cavalgamos por caminhos percorridos pelos conquistadores e colonizadores. Chamados de estradas reais, muitos desses caminhos em pedra, foram feitos com o trabalho de índios, e levam à emblemáticas joias arquitetônicas, legado da colonização espanhola na Colômbia. Ao longo do caminho, conhecemos algumas das paisagens mais bonitas do país e tivemos oportunidade de conhecer a vida local em algumas pequenas aldeias.

No terceiro dia chegamos em Charala, pequena cidade cuja sobrevivência sempre esteve ligada a produção de algodão. Fomos visitar uma tecelagem artesanal dirigida por mulheres que usam as mesmas técnicas das tribos indígenas Guane que viviam nesta área antes da chegada dos espanhóis.

No dia seguinte, atravessamos o Rio Fonce e depois continuamos até as Cachoeiras de Juan Curi onde paramos para almoçar vendo a água caindo a mais de 180 metros em uma piscina natural.

Nos últimos dias de cavalgada antes de chegar em Barichara passamos por plantações de café e tabaco a caminho do Canyon Chicamocha. Com 2.000 metros de profundidade, o Chicamocha é uma atração natural colombiana indicada na campanha para selecionar as sete maravilhas naturais modernas do mundo.

Barichara está na cordilheira oriental dos Andes. Esta vila permanece congelada no tempo, e seu isolamento ajudou a preservar a arquitetura colonial, a vida local tranquila e a rica cultura que a tornam um destino especial. As ruas de paralelepípedos em forma de labirinto alinhadas com belas casas coloniais brancas inspiraram muitos artistas e artesãos que decidiram viver na cidade.

Os cavalos que montamos são fruto de uma seleção criteriosa de mais de 25 anos. Todos possuem sangue do crioulo colombiano cruzados com anglo-árabes. A marca do coração na paleta deles tem sido utilizada em bovinos e cavalos da família de nosso anfitrião Julio Pardo, há mais de 150 anos.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Travessia Paso de Piuquenes – Cordilheira dos Andes – Argentina

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre a travessia Paso de Piuquenes, na Cordilheira dos Andes

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Travessia Paso de Piuquenes - Cordilheira dos Andes – Argentina

A Cordilheira dos Andes é a maior cadeia montanhosa e a segunda mais alta do mundo em extensão, atravessando seis países, num total de aproximadamente 8.000 km.

A Travessia da Cordilheira dos Andes foi estratégica no plano que José de San Martín elaborou para realizar a Expedição de Libertação do Chile e do Peru em 1817. San Martín elaborou um plano de invasão: as colunas deveriam cruzar os Andes simultaneamente para forçar o governador do Chile, a dividir suas forças

A Travessia

Com o objetivo de dividir as tropas inimigas, San Martín ordenou as colunas cruzarem a Cordilheira dos Andes por diferentes “Pasos” hoje chamados de Las Seis Rutas Sanmartinianas – Paso de Los Patos, Paso de Uspallata, Paso de Come-Caballos, Paso de Guana, Paso del Portillo e Paso del Planchón. Foi um avanço numa frente de mais de 2.000 quilômetros, por meio da gigantesca cordilheira. Com isso os monarquistas no Chile, não sabiam realmente aonde chegariam os inimigos, e tiveram que dividir suas forças.

Paso Portillo de Piuquenes

O Paso Portillo de Piuquenes está localizado no cordão principal da Cordilheira dos Andes, ao norte do Cerro Marmolejo e ao sul do Nevado de Piuquenes, nas bacias que desaguam no Pacífico e no Atlântico respectivamente. Do lado argentino chegamos nele depois de uma subida partindo do vale do rio Palomares. Do lado chileno é uma descida íngreme em zigue-zague para o vale do rio El Yeso. O Piuquenes faz parte de uma rota que foi utilizado ao longo dos séculos por diferentes personagens da história, José de San de Martín, Charles Darwin e muitos viajantes e tropeiros de gado.

Hoje meu relato é sobre a Travessia a cavalo do Paso Portilo de Piuquenes.

Essa Travessia histórica foi uma verdadeira expedição aonde vivenciamos a Cordilheira dos Andes em sua plenitude. Subimos a cavalo a mais de 4300 metros de altura, percorremos trilhas de montanha seguindo os passos do General San Martín, entre as montanhas mais altas do continente americano: Aconcágua (6962 m) e Mercedario (6848 m).

A logística da expedição no coração da Cordilheira exigiu uma equipe muito experiente, os guias/ baqueanos, os cavalos e as mulas, que com passo firme e seguro nos levaram por caminhos estreitos em alta montanha. Os baqueanos utilizam mulas para transportar cargas entre essas montanhas a séculos e fizeram disso um meio de sobrevivência. A convivência com eles durante essa semana foi mais um ponto alto da Expedição.

Ao chegar no Paso Portillo de Piuquenes, a 4.030 metros acima do nível do mar, cruzamos a fronteira entre Argentina e Chile e tivemos um almoço especial. Os cavalos argentinos não estão autorizados a cruzar a fronteira, por isso trocamos de cavalos e também de guias. A partir dali os “arrieros” chilenos nos levaram até rio Yeso, ponto final da Expedição.

Durante toda cavalgada a vida animal que encontramos foram apenas algumas lebres, ratos-dos-Andes, guanacos e pegadas de pumas. Além dos condores, águias-brancas e falcões.

O acampamento

Na maioria dos dias o mato foi nosso banheiro e o rio nossa banheira, mas isso não incomodou, a experiência do acampamento no meio de uma natureza tão majestosa é algo que nos faz entender o quanto ela é maravilhosa.

Essa é uma cavalgada para quem busca aventura, desafio e conhecer a Cordilheira dos Andes da forma mais profunda.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Cavalgada de resistência na Islândia

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre a Cavalgada de resistência na Islândia

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Cavalgada de resistência na Islândia

A Islândia é meu destino para junho de 2022, lá tenho amigos e parceiros, e sempre acompanho as várias atividades equestres que acontecem nesse país incrível.

Aníta Margrét Aradóttir é uma instrutora de equitação formada pela Universidade Hólar, na Islândia, e monta desde pequena, apesar de ninguém na sua família ter ligação com cavalos. Seu amor e interesse por eles é algo que nasceu com ela.

Mongol Derby

Conquistar o mundo a cavalo é fácil, disse Ghengis Khan (1162-1227). Em seu tempo como imperador, ele montou um sistema de mensageiros que podiam viajar a cavalo desde a capital Kharkhorin até o Mar Cáspio em apenas alguns dias. Em 2014, Anita participou da corrida de cavalos mais longa e desafiadora do mundo, o Mongol Derby, que foi inspirado no sistema de mensageiros do grande Khan. Ela montou cavalos da Mongólia por 1000 quilômetros em apenas 10 dias!

Travessia na Islândia

“Depois de participar do Mongol Derby, quis estabelecer algo semelhante no meu país, a Islândia, porque achei que nosso país seria perfeito para esse tipo de prova”, diz Aníta, que viu seu sonho se tornar realidade em agosto, quando como funcionária da Associação Equestre da Islândia conseguiu o apoio para liderar o trabalho para sediar uma prova de resistência nas terras altas da Islândia. Afinal, a resistência é uma das marcas registradas do cavalo islandês!

A forma da prova foi que cada equipe consistia de um cavaleiro, dois assistentes e três cavalos, e apenas dois cavalos eram usados por dia. O ponto de partida foi a fazenda Lýtingsstaðir em Skagafjörður e a rota foi para o sul sobre Kjölur e o ponto final foi em Skógarhólar / Þingvellir, num total de 240 quilômetros em quatro dias. Os competidores percorreram duas etapas de 25-35 quilômetros o pulso e a condição dos cavalos foram verificados por um veterinário. Foi necessária uma boa preparação e treinamento dos cavalos e cavaleiros, mas mesmo assim aconteceram alguns imprevistos, mas no final tudo deu certo.

“Aprendemos muito, esse foi o foco da nossa primeira prova. Vimos que podemos realizar esse tipo de evento na Islândia, e podemos esperar que se torne algo popular, uma vez que já é muito comum virem aqui do exterior para viajar em nossos cavalos fortes nesta paisagem incrível. Os cavalos que participaram eram extremamente fortes e se saíram muito bem, e todos estavam acostumados a fazer parte dos grupos de viagens a cavalo, então estavam em sua melhor forma. Quanto aos cavaleiros, a melhor preparação também é viajar muito a cavalo, foi o que fiz nos treinos para a Mongólia. Também é bom malhar e correr, basta seguir em frente e ficar mais forte”, diz Aníta.

No próximo ano, o plano é adicionar rastreadores GPS em todos os participantes para que sua localização fique acessível em uma página da web durante toda a prova.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Crédito imagens: Icelandic Equestrian Association

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Rotas Históricas a Cavalo – Real Caminho do Viamão

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre Rotas Históricas a cavalo, cenário de gravação de um documentário

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Rotas Históricas a Cavalo – Real Caminho do Viamão

A cavalgada dessa semana foi para gravação de um documentário para TV produzido pela Canal Azul Filmes e Produtora Brasileira. Trata-se da terceira temporada da série “Homens do Caminho, Rotas Históricas a Cavalo” – desta vez revivendo o Real Caminho do Viamão, Rota dos Tropeiros.

A primeira série lançada em 2019, com três episódios, reviveu a rota histórica da Estrada Real que ligava Diamantina – MG a Paraty e Rio de Janeiro. 

Refazendo os percursos das principais rotas históricas brasileiras, os cavalos da raça Mangalarga Marchador da Agro Maripá são os grandes protagonistas dessa aventura.
Nessa semana cavalgamos em São Luiz do Purunã, bela região dos Campos Gerais, no Paraná. No primeiro dia, com um pouco de frio apesar da chegada da primavera, a gravação foi num bosque de Pinheiros em meio a “viração” como são chamadas aqui no sul as brumas/ neblina.

No dia seguinte fomos cavalgar na Cabanha São Rafael, um dos mais tradicionais criatórios de cavalos da raça Crioulo. Um encontro muito oportuno, uma vez que a Cabanha dedica-se ao resgate da tradição tropeira e o desenvolvimento social e sustentável da região, por meio do incentivo às ações do Instituto Purunã.

Passeio pela Cabanha proporcionou observar a integração de duas grandes raças de cavalos: Mangalarga Marchador e Crioulo

Foi um momento muito especial esse encontro de raças. Guiados pelo anfitrião Mariano Lemanski, percorremos os belos campos da Cabanha, passando por manadas de cavalos e gado. Foi interessante observar a integração de cavalos Mangalarga Marchador e Crioulo.

Também foi uma rica troca de experiências, quando Marcelo e Sophia da Agro Maripá falaram de seus projetos e puderam conhecer um pouco dos mais recentes projetos da Cabanha São Rafael -“Bem-estar único” e “As Domadoras”- Conexão com o cavalo. Karoliny Lopes, uma das “domadoras” cavalgou conosco montando uma égua que esta domando.

No último dia fomos cavalgar na Fazenda Purunã, que abriga parte da Área de Proteção Ambiental da Escarpa Devoniana, formada há 400 milhões de anos, o que garante ao local uma biodiversidade e geodiversidade muito específicas. Cavalgamos entre afloramentos de rochas com vista para cânions e belíssimas paisagens que impressionaram pela grandiosidade.

Cavalgada proporcionou vistas para os cânions – Foto: Raphael Luiz Sobania

Nesses dias de cavalgada tive mais uma oportunidade de ver como paixão pelo cavalo pode unir pessoas e culturas.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Cavalgada na Rota das Emoções – Sete Cidades/Delta do Parnaíba/Lençóis Maranhenses – 2ª parte

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, continua com a segunda parte sobre a cavalgada na Rota das Emoções, que inclui Sete Cidades, Delta do Parnaíba e Lençóis Maranhenses

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Cavalgada na Rota das Emoções – Sete CidadesDelta do ParnaíbaLençóis Maranhenses – 2ª parte

Em continuidade a nossa cavalgada na Rota das Emoções, ainda no Pauí, nosso animado grupo de amigos composto de cariocas, mineiros, paulistas e paranaenses foi para o Delta do Rio Parnaíba, que fica entre os estados do Maranhão e Piauí. Ele é o único Delta das Américas que deságua em mar aberto (Oceano Atlântico) e o 3º maior do mundo, atrás apenas dos rios Nilo (África) e MeKong. É um arquipélago em formato de letra grega delta, que se assemelha a uma mão aberta em que os dedos representam cinco saídas para o mar, também chamadas de barras(ou foz), que formam um grande santuário ecológico.

Delta do Rio Parnaíba é o único das Américas que deságua em mar aberto

Em Parnaíba começamos a cavalgada no Porto da Barra e seguimos por cerca de 25 kms cavalgando entre dunas e lagoas, com um cenário de tirar o fôlego, até chegar na praia de Carnaubinha. Cavalgamos mais um pouco nessa bela praia deserta até chegar no Resort, nosso destino final aonde um ótimo almoço nos esperava.

No dia seguinte, fomos de lancha para a Ilha das Canárias, localizada em Araioses (MA). Passamos o dia conhecendo essa reserva extrativista marinha e área de preservação ambiental com mangues e dunas, flora e fauna encontradas só ali.

Depois de alguns dias surpreendentes no Piauí, nos despedimos da família Sampaio, nossos grandes anfitriões no estado e seguimos para os Lençóis Maranhenses.

Lençóis Maranhenses

Paradisíaco, um dos lugares mais incríveis do Brasil, os Lençóis tem lagoas de água doce entre as dunas formando um cenário único em todo o mundo. A área protegida é enorme, porém a região dos Lençóis Maranhenses é ainda maior que o Parque Nacional.

Cavalgar nesse ambiente foi um privilégio.

Atins

Para chegar a Atins, ponto de início da cavalgada, percorremos de lancha belo trecho do rio Preguiças, passando por Mandacaru, pequeno e bonito vilarejo que tem como destaque o Farol das Preguiças. Atins está localizado à beira-mar, entre o Rio Preguiças, a praia e as dunas repletas de lagoas. O vilarejo de difícil acesso ainda é um lugar tranquilo com um clima descolado, ruas de areia que me lembraram de Caraíva na Bahia. Italianos, franceses e alemães já descobriram Atins e estão fazendo cada vez mais investimentos por lá.

Cavalgada Pôr do Sol

Nossa primeira cavalgada nos Lençóis teve como objetivo ver o pôr do sol nas dunas. Seguimos da Ponta do Mangue, vilarejo de pescadores, por áreas de vegetação seguindo trilhas de animais, entre igarapés, áreas alagadas e lagoas, passamos na Lagoa do Mario e continuamos cavalgando até o Canto do Atins, aonde chegamos já com um belíssimo pôr do sol no horizonte. Na volta paramos no Restaurante do Antônio para provar os famosos camarões na brasa, prato mais conhecido dos Lençóis Maranhenses.

Pôr do sol nas dunas

Em nosso último dia de cavalgada, atravessamos Atins e o povoado de Santo Inácio, e seguimos por áreas de vegetação do Parque Nacional Lençóis Maranhenses no limite leste do campo de dunas, com diferentes formações arenosas e flora, cerrado e restinga, atravessando igarapés, até chegar nas dunas do circuito da Lagoa Tropical, passando por diversas lagoas de diferentes cores e tamanhos. Depois entramos novamente na Ponta do Mangue, e seguimos até a casa da Dona Ziluca, que nessa região criou seus 16 filhos.

Cavalgada na Rota das Emoções – Sete Cidades/Delta do Parnaíba/Lençóis Maranhenses – 2ª parte
Restaurante tem cardápio original e saboroso

O local é simples e aconchegante, com um cardápio original e saboroso que inclui uma deliciosa galinha caipira e pescada amarela, receitas tradicionais da casa. Depois do almoço, um merecido descanso no redário. Depois de um bom café voltamos aos cavalos para percorrer um último trecho de dunas em direção da praia da antiga foz do Rio Preguiça. Assim encerramos essa espetacular viagem a cavalo com chave de ouro.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Cavalgadas Brasil

Cavalgada na Rota das Emoções – Sete Cidades/Delta do Parnaíba/Lençóis Maranhenses – 1ª parte

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma cavalgada na Rota das Emoções, que inclui Sete Cidades, Delta do Parnaíba e Lençóis Maranhenses

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Cavalgada na Rota das Emoções – Sete Cidades/Delta do Parnaíba/Lençóis Maranhenses – 1ª parte

Cavalgada na Rota das Emoções, em dois estados que inclui passagens pelo Parque Nacional Sete Cidades, Delta do Parnaíba e os Lençóis Maranhenses. Uma viagem a cavalo surpreendente que permitiu conhecer uma região muito interessante e pouco divulgada do Piauí, com cultura e belezas muito pouco divulgadas.

Nossos cavalos Mangalarga Marchador foram os companheiros ideais para essa viagem a cavalo.

Rota das Emoções

Começamos a cavalgada em Pedro II que fica a 200 km de Teresina, na Serra dos Matões. Trata-se de uma pequena cidade serrana com clima ameno e povo acolhedor. A cidade é conhecida nacional e internacionalmente pela extração de Opala. O garimpo, beneficiamento, lapidação e venda da pedra são a base para o sustento da maioria das pessoas na cidade.

Partindo do Mirante do Gritador, que tem uma vista panorâmica incrível, começamos descer a serra com destino ao Parque Nacional Sete Cidades. No caminho paramos para visitar um engenho de cana bem original, puxado a boi. Acompanhamos o processo de preparo da rapadura, depois visitamos uma Casa de Farinha, espaço onde são feitas as farinhadas e preparado o delicioso beiju feito de goma e coco babaçu ralado. Nossa última parada foi na Associação Artesanal Xique-Xique que conta com 25 artesãs que produzem peças que tem como foco as tradições locais de tecelagem com pontos bem característicos da região, como o “olho-de-pombo”, o “tapeueuirana” e o “catado”. Riqueza nos detalhes, dedicação, talento e trabalho minucioso.

Parque Nacional Sete Cidades

Então, o Parque Nacional das Sete Cidades ou Cidades de Pedra, se destaca por suas sete cidades imaginárias, sete grupos de formações rochosas, ricas em monumentos e semelhanças com a realidade. As “cidades” apresentam formações rochosas esculpidas pela flora, calor, sol e chuvas, em forma de figuras humanas, animais e símbolos, atrativos únicos em cada uma.

A beleza cênica dos paredões e formações rochosas servem de moldura para uma viagem ao passado ilustrada por pinturas rupestres. Passado e presente se misturam nos mais de 6 mil hectares do Parque, que também é uma zona de encontro da Caatinga com o Cerrado. Nossa cavalgada no Parque começou entre pés de pequi e juazeiros que se juntam na mesma paisagem que une flora e fauna típica dos dois biomas.

Cavalgar nesses biomas enriquece ainda mais as belezas naturais do Parque, um cenário impressionante que já foi mencionado pelo autor de “Eram os Deuses Astronautas”, Erich Von Dãniken, que atribuiu a construção das Sete Cidades de Pedra a forças não naturais.

Por Paulo Junqueira Arantes
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Cavalgada em Dubai com cavalos árabes

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma cavalgada em Dubai com cavalos árabes

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Cavalgada em Dubai com cavalos árabes

Para apaixonados por cavalos e cavalgadas, uma opção para quem quer fazer uma cavalgada no deserto em uma visita a Dubai, é conhecer os estábulos de Al Jiyad. Eles oferecem uma experiência interessante, a apenas trinta minutos de carro de Dubai, em um ambiente tranquilo na bela região desértica de Saih Al Salam.

Oportunidade para um galope pelas dunas em um belo cavalo árabe e possibilidade de ver alguns dos animais selvagens únicos da Arábia de perto. A área de conservação de Al Marmum é o lar do órix árabe, gazelas e raposas do deserto, entre outros animais que normalmente não são visíveis de carro.

Al Jiyad é uma opção para quem quer fazer uma cavalgada no deserto em uma visita a Dubai
Al Jiyad é uma opção para quem quer fazer uma cavalgada no deserto em uma visita a Dubai

O Al Jiyad atende a todos os níveis de cavaleiros e tem cavalos adequados a cada perfil de experiência. Os guias experientes conduzem desde um passeio pelas belas dunas do deserto até uma cavalgada mais emocionante nas trilhas de enduro. Ambas as experiências oferecem belas memórias deste ambiente único e ficam ainda mais especiais, no nascer ou o pôr do sol sobre o deserto.

Cavalgada em Dubai com cavalos árabes
Raça mais antiga é apreciada em todo o mundo

Montando Cavalos Árabes

O cavalo árabe é apreciado em todo o mundo e é uma das raças de cavalos mais antigas, suas origens remontam a 4.500 anos. Existe uma lenda antiga sobre a origem do cavalo árabe. Muito, muito tempo atrás, em um deserto da Arábia, um redemoinho de poeira se abateu sobre um homem e sua tribo.

O homem congelou de medo com a visão, mas então, do centro daquela massa de areia e poeira em redemoinho veio uma visão extraordinária. O homem esfregou os olhos, pois não confiava na visão, mas quando os abriu novamente viu que era verdade. Dessa poeira caótica vieram cascos empinados que galoparam pelo deserto, movendo-se tão rápido que pareciam engolir o chão.

O homem exclamou “Dê as boas-vindas a esta criatura”, pois acima daqueles cascos emergiu um dos animais mais bonitos que ele já tinha visto. O homem reuniu seu povo para mostrar-lhes o ser magnífico e mágico. “Bebe o vento”, anunciou ele, e por muito tempo o chamaram de Bebedor do Vento; só mais tarde foi chamado de cavalo. Então, cada tribo queria cavalos próprios, e daquele primeiro redemoinho de força e beleza vieram milhares de outros.

Foi um prazer especial montar esses cavalos incríveis em suas terras nativas.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Roteiro de Charme na Austrália

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma cavalgada que explora umas das últimas fronteiras da Austrália

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Roteiro de Charme na Austrália

Cavalgada explorando uma das últimas fronteiras da Austrália. Passando por desfiladeiros profundos, montanhas, fontes termais, alagados, planícies, florestas tropicais e cachoeiras. Uma área com mais de 280 mil hectares. incrivelmente bela e praticamente inexplorada.

Cobrindo toda região noroeste da Austrália, Kimberley esse “sertão” australiano, tem cerca de três vezes o tamanho da Inglaterra e uma população de menos de 40.000 habitantes. A região é conhecida por sua paisagem selvagem e a magnífica cordilheira Cockburn, que tem a forma de uma grande fortaleza redonda e se eleva mais de 600 metros acima das planícies. Paisagens de beleza extraordinária, melhor ainda quando exploradas a cavalo.

Os pioneiros de Kimberley no início da década de 1880, originalmente tentaram criar ovelhas, no entanto, a grama natural chegava a quase dois metros de altura na estação chuvosa e à medida que a seca chegava, não servia como alimento para animais como ovelhas.

Roteiro de Charme na Austrália
Local conta com cavernas e diversos pontos interessantes para os amantes de uma bela paisagem

Minha programação incluiu conhecer a cultura viva e rica dos povos aborígenas da Austrália, que remonta a dezenas de milhares de anos. Com o conhecimento transmitido de geração em geração, eles têm uma perspectiva distinta não apenas da terra, mas da própria vida.

O ponto de partida da viagem foi Kununurra, a maior cidade da Austrália Ocidental, com uma população de 5.000 habitantes, é a base para explorar a região. Tem um Parque Nacional à sua porta: o Hidden Valley (ou Parque Nacional Mirima) fica a apenas 1 km de Kununurra. Tem cavernas interessantes, rochas coloridas em camadas e pequenos desfiladeiros. O Celebrity Tree Park e o Waringarri Aboriginal Arts Center também valeram a visita. Para concluir a passagem por Kununurra, pegamos um barco no lago e tivemos a sorte de ver crocodilos de água doce e uma jibóia de cabeça preta.

A cavalgada

Nossa viagem a cavalo começou descendo para a base da Cordilheira Cockburn em direção ao Vale Caroline. O roteiro incluiu uma parada nas fontes termais Wild Dog para um lanche e um mergulho, antes de seguirmos em direção aos currais de gado da Cantin, com vista para a cordilheira Cockburn e muitas árvores antigas Baobá.
Em mais um dia de cavalgada, seguimos em direção a Zebedee Hot Springs através do deslumbrante Moonshine Gorge, paramos para um mergulho nas águas termais, um oásis em meio a uma paisagem tão seca.

Roteiro de Charme na Austrália
Selas australianas têm assento mais profundo

A sela australiana não tem nada a ver com as que chamamos de “australianas” aqui no Brasil. Elas combinam algumas características das selas inglesas e western, foram desenvolvidas para cavalgar em terrenos difíceis. Elas têm um assento mais profundo, assentam mais à frente, tem um apoio para os joelhos e os estribos também são colocados em uma posição mais avançada. Por isso o centro de gravidade e o peso do cavaleiro ficam em uma posição mais para frente.

O casal Christian and Laura, nossos guias, tem cerca de 30 cavalos nessa região, aonde desde 2013 realizam viagens a cavalo com clientes de todo o mundo. Christian conhece muito bem essa terra antiga e misteriosa, e compartilhou conosco muitas histórias do “homem branco”.

Explorar essas terras antigas, a cavalo foi um privilégio!

Por Paulo Junqueira Arantes
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Cavalgadas, Mulheres e Cavalos

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre mulheres e a relação delas com os cavalos e as cavalgadas

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Cavalgadas, Mulheres e Cavalos

As mulheres estão presentes em todas as atividades humanas e no universo dos cavalos, essa realidade a nível mundial já é predominante. Assim, no Brasil ela está cada vez mais assumindo seu espaço, ocupando lugar de destaque na criação e nas atividades esportivas.

Voando Sem Asas – Como os Cavalos Tocam a Alma das Mulheres

Então, como bem explica Mary Midkiff em seu livro “Voando Sem Asas – Como os Cavalos Tocam a Alma das Mulheres”, mais do que se destacar, a mulher cultiva uma relação muito especial com os cavalos, que transcende o simples fato de montar o animal. Trata-se de um dom de extrema percepção e sensibilidade.

Cavalgada também é uma atividade em que as mulheres se destacam. Após 20 anos de estreita relação com amazonas de todo o mundo, estou convencido de que a razão mais importante para a proeminência feminina nas cavalgadas é sua capacidade de se relacionar com os cavalos, sua sensibilidade e paciência.

Bem como, cerca de 70% dos clientes de minha agência de viagens a cavalo, Cavalgadas Brasil, são mulheres. Elas tendem encontrar um relacionamento fácil com os cavalos, naturalmente se preocupam com o bem-estar físico e psicológico deles e são extremamente cuidadosas.

Mulheres guias de cavalgadas

Muitas mulheres ao redor do mundo são guias de cavalgadas, dessa forma destaco algumas com quem tive oportunidade de cavalgar. Laura Rosseti, que além de guiar entre cafezais na região de Mocóca e Guaxupé é juiza de atrelagem; Tammy Robaina que guia uma famosa Travessia na Patagonia Argentina; a Cristina Glenz que deixou uma bem sucedida carreira de executiva no Brasil para guiar suas cavalgadas no Uruguai; a Ingeborg Hernes que deixou seu emprego na Holanda para se tornar guia na Namíbia e a Barney Bestelink que aprendeu a montar no Quênia, estudou na British Horse Society, competiu em eventos internacionais de equitação e a mais de 30 anos é uma das mais reconhecidas guias de safaris a cavalo na África.

Por fim, na idade média, quando os cavalos eram um símbolo de poder, existia quase que um monopólio masculino na equitação. Mas nem sempre foi assim, na Grécia antiga quando sabiam muito sobre a natureza humana, a mitologia sobre as mulheres cavaleiras era muito rica. A Mongólia tem mais cavalos que pessoas, quando estive lá, pude observar que as mulheres participam das atividades e cuidados dos cavalos junto com os homens.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br

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Cavalgadas Brasil

Roteiro de Charme na Mantiqueira

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, escreve sobre uma Cavalgada na Mantiqueira, que tem um roteiro repleto de charme.

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Roteiro de Charme na Mantiqueira

Nessa semana fiz uma cavalgada intitulada Roteiro de Charme na Mantiqueira, que tem como base a fazenda Palmares, em Amparo/SP. É uma fazenda histórica muito bonita, aonde criam cavalos manga-larga marchador e produzem café. Dessa forma, como a paixão do dono são os cavalos, o nome do premiado café produzido na fazenda é Café do Haras.

Assim, Ricardo Bacelar, anfitrião dessa cavalgada tem como lema de seu Haras “Criar com Harmonia, Treinar com Sabedoria, Cavalgar com Alegria!”, que ele segue fielmente como um mantra.

Sela Verde

A criação do Haras V8 é a 1º do Brasil (desde 2013) certificada com o programa Sela Verde, que é um programa de capacitação, sensibilização, certificação e aperfeiçoamento da atividade equestre. Dessa forma, a Certificação Equestre do projeto Sela Verde nasceu pela parceria entre as ONGs Biotrópicos e Conservação Internacional Brasil. É um programa muito interessante que tem como princípios a conservação ambiental, a responsabilidade social e o bem-estar animal. Assim, as primeiras normas foram geradas em 2010, em Belo Horizonte. Contudo, a diferença para outras normas internacionais de outras certificações é que este é o primeiro selo “Equino”.

Roteiro de Charme na Mantiqueira

A Cavalgada justifica seu título – Roteiro de Charme na Mantiqueira, os cavalos, as instalações e a programação tudo tem muito charme. No primeiro dia o destino foi a Vinícola Terrassos, saímos do Haras e começamos a cavalgada nos corredores dos cafezais da fazenda, cruzando alguns trechos de mata, passamos por pastos aonde estão éguas com seus potros, depois pegamos uma estradinha até chegar nos parreirais da vinícola.

A Terrassos é uma vinícola boutique, com uma produção pequena, artesanal e a preocupação em produzir um vinho de “terroir”. Em seguida, depois de acomodar nossos cavalos num piquete, fomos para a bela sede da Vinícola aonde nos esperavam aperitivos, degustação de vinho e almoço, tudo com a belíssima paisagem da Mantiqueira a nossa frente.

Atalaia

Então, no segundo dia de cavalgada nosso destino foi a Fazenda Atalaia. Foram 2 horas percorrendo trilhas, estradas e matas. Dessa vez passamos pelos pastos aonde estão garanhões e como estávamos montados em éguas, eles ficaram agitados e foi bonito de ver… ao chegar na Atalaia, que há mais de 20 anos produz queijos premiados que são armazenados em tulhas. Bem como, uma degustação de queijos e almoço estavam a nossa espera.

Roteiro de Charme na Mantiqueira
Após o roteiro, degustação de queijos estava a espera

Alguns queijos harmonizam muito bem com o mel de abelhas nativas (sem ferrão) produzidos na fazenda. O queijo Mantiqueira, de sabor suave com casca maturada com alecrim foi meu favorito na degustação.

Por fim, a Fazenda Atalaia também merece destaque por sua história e arquitetura. A propriedade que é de 1870 pertenceu a Pedro Penteado, presidente do Banco Industrial de Amparo. Portanto, suas construções restaurada são um convite para uma viagem histórica às origens das construções da São Paulo, do barro e da madeira.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br

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