Cavalgadas Brasil

Quem já não sonhou em cavalgar na praia?

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Paulo Junqueira mostra em sua coluna da semana destinos especiais para se cavalgar na praia

A maioria de nós tem no imaginário galopar livre numa praia deserta. Portanto, hoje vou destacar alguns dos melhores destinos de praia para cavalgar no Brasil e ao redor do mundo.

De um paraíso tropical na Indonésia ao litoral pouco conhecido do Rio Grande do Sul. Com toda a certeza, cada uma dessas cavalgadas têm seu  charme próprio. Mas uma coisa todas tem em comum: a sensação de cavalgar sob a brisa do mar.

Bahia

Cavalgada na Costa do Descobrimento – Bahia

Quem já não sonhou em cavalgar na praia? É a melhor sensação de liberdade que existe. E melhor ainda no cenário maravilhoso da região de Trancoso.

Paulo Junqueira mostra em sua coluna da semana destinos especiais para se cavalgar na praia. Imagine galopar livre numa praia deserta

Assim, todos os anos faço essa cavalgada e cada vez ela tem um sabor diferente. Os galopes na praia com minha égua Shakira, cruzar o rio Caraíva sentindo os movimentos dela nadando embaixo de mim. Sobretudo, no final do dia degustar o melhor da culinária baiana.

Uma viagem a cavalo única e exclusiva. A cavalgada começa na praia do Espelho. Essa praia foi eleita pela revista Quatro Rodas como a quarta melhor do Brasil. Apesar de ser uma cavalgada sempre pelas praias, cada dia é diferente. E a chegada em Caraíva no pôr do sol é sempre uma experiência inesquecível.

Camargue

Cavalgada em Camargue – França

Essa não é uma cavalgada típica de praia! A região de Camargue, na França, é um enorme delta de um rio que escorre gradualmente para o mar através de uma rede de lagoas, pântanos e bancos de areia.

Paulo Junqueira mostra em sua coluna da semana destinos especiais para se cavalgar na praia. Imagine galopar livre numa praia deserta

Antes de mais nada, nossas montarias foram os famosos cavalos brancos de Camargue. Também são conhecidos como Cavalos do Mar, pois vivem ali há milhares de anos. Essa viagem foi uma bela surpresa, uma região pouco explorada com muita natureza e tradição equestre.

Sandal Island

Cavalgada em Sandal Island – Indonésia

Cavalgar numa ilha paradisíaca?! Essa cavalgada que fiz no começo desse ano. Acima de tudo, é o epítome do luxo, começando pelo resort aonde ficamos hospedados. Eleito o Melhor Hotel de Praia do Mundo por dois anos consecutivos. Inegavelmente, ele realmente faz por merecer os títulos.

Paulo Junqueira mostra em sua coluna da semana destinos especiais para se cavalgar na praia. Imagine galopar livre numa praia deserta

A cavalgada incluiu nadar com os cavalos no mar, vários galopes na praia e cavalgadas até algumas aldeias perdidas no tempo. Existem poucas opções de destinos para cavalgar na Ásia e esse sem dúvida foi uma excelente opção.

Parque Nacional Lagoa do Peixe

Cavalgada no Parque Nacional Lagoa do Peixe e na Lagoa dos Patos – Rio Grande do Sul

A Cavalgada na Grande Restinga do Parque Nacional da Lagoa do Peixe é uma oportunidade única para conhecer a cavalo. A saber, trata-se de um conjunto de ecossistemas riquíssimos.

Saindo da Lagoa dos Patos, também chamada ‘mar de dentro’ – com 280 km de comprimento por até 60 km de largura – em algumas horas de cavalgada chegamos ao ‘mar de fora’ no Oceano Atlântico. Cruzamos banhados, matas nativas, campos de dunas, lagunas e praias, uma incrível e bela diversidade.

Paulo Junqueira mostra em sua coluna da semana destinos especiais para se cavalgar na praia. Imagine galopar livre numa praia deserta

Essa é outra cavalgada que faço todo ano e sem dúvida é uma das melhores do Brasil. São muitas experiências: as praias da região não são bonitas e sempre estão desertas, por isso temos toda liberdade para fazer bons galopes a beira mar.

Entre o mar e o Parque Nacional existem dunas enormes que subimos como se estivéssemos num deserto das arábias! Outro destaque é a cavalgada no final da tarde nas praias da Lagoa do Peixe, entramos a cavalo na Lagoa e compomos um cenário incrível no pôr do sol.

Moçambique

Cavalgar em Vilanculos – Moçambique

Quando imaginamos um paraíso tropical, pensamos em praias de areia branca com palmeiras e águas azuis. Então, é exatamente isso que encontramos em Moçambique.

Cavalgamos ao longo de suas praias desertas de areia branca e mergulhamos nas quentes águas azuis do Oceano Índico, ao longo das falésias com vista para o Arquipélago de Bazaruto.

Paulo Junqueira mostra em sua coluna da semana destinos especiais para se cavalgar na praia. Imagine galopar livre numa praia deserta

Mas não foram só as praias que fizeram dessa uma viagem especial. Os donos da fazenda e nossos guias, Pat e Mandy, se mudaram do Zimbábue em 2001. Eles levaram cerca de 100 cavalos que resgataram de várias fazendas do Zimbábue.

Escutamos muitas histórias das aventuras que foi essa viagem. Em outras palavras, elas estão no livro de sucesso que escreveram com o relata: Cento e Quatro Cavalos – Memórias de Uma Família na África.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
www.cavalgadasbrasil.com.br

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Cavalgada na África do Sul – Reserva de Witteberg

Paulo Junqueira destaca em sua coluna da semana mais uma cavalgada na África do Sul e a excelente sela McClellan usada nos safáris a cavalo na África

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O diferencial dessa cavalgada, portanto, é que é realizada em uma bela reserva na região de Witteberg. Ademais, local onde criam mais de 300 cavalos das raças Árabe e Boerperd (raça Sul Africana).

Antes de mais nada, a criação desses cavalos Árabes é focada em cavalos para Enduro. Assim, duas provas de Enduro afiliadas à Free State Endurance são realizadas lá a cada ano. As distâncias variam entre 40 e 80 km.

Cavalgada na África do Sul - Reserva de Witteberg

Uma das trilhas mais bonitas que percorri na fazenda, faz parte do percurso das provas. Só para ilustrar, alternei minha montaria, cavalgando nos Árabes e Boerperd. Aliás, essa última uma raça que é mais usada na maioria dos safáris a cavalo do continente africano. São cavalos muito bons e cômodos.

Durante quatro dias, cavalgamos entre planícies e algumas das montanhas mais altas da África do Sul. De tal forma que em uma das montanhas paramos para ver as pinturas dos bosquímanos, com cerca de 400 anos.

Cavalgada na África do Sul - Reserva de Witteberg

Nessa cavalgada, vimos e cruzamos com muitos animais. Springbuck, Blesbuck, Blackwilde beest, Oryx, Eland e Zebra são da fauna africana e vivem nesta reserva, que foi declarada Patrimônio Natural.

Cavalgamos cerca seis horas cada dia. Alguns dias voltamos para a sede da fazenda para o almoço, em outros dias comemos um lanche no campo. Nossa confortável hospedagem foi numa construção feita a partir de antigos edifícios agrícolas.

Sela McClellan

As selas que usamos na cavalgada foram modelo McClellan. Gosto muito dessa sela e trouxe uma comigo para o Brasil, iniciando minha pequena coleção. Inegavelmente, ela merece uma apresentação.

Foi projetada por George B. McClellan, oficial de carreira do Exército dos Estados Unidos. Ele teve a ideia logo após sua viagem pela Europa como membro de uma comissão militar encarregada de estudar os últimos desenvolvimentos e forças de cavalaria, incluindo equipamentos de campo.

Viajou durante um ano e observou várias batalhas da Guerra da Criméia. Ao retornar, apresentou uma proposta de manual para a cavalaria americana adaptada dos regulamentos de cavalaria russos existentes.

Animal da raça Boerperd com a Sela McClellan

Em conclusão, incluiu uma sela de cavalaria nessa proposta. Com efeito, alegou ser uma modificação de um modelo húngaro (Hussard), usado no serviço prussiano. A peça era também uma modificação de um modelo espanhol usado no México.

A sela McClellan foi adotada pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos em 1859. Era simples e menos cara do que as existentes. Leve o suficiente para não sobrecarregar o cavalo, mas forte o suficiente para dar um bom suporte ao cavaleiro e seu equipamento.

Cavalgada na África do Sul - Reserva de Witteberg
Modelo da sela com ajustes

De fato, foi um sucesso! E continuou em uso em várias formas até que os últimos cavalos de cavalaria e artilharia do Exército dos Estados Unidos foram desmontados no final da Segunda Guerra Mundial.

Desse modo, a sela McClellan está em uso desde 1859. Houveram algumas modificações ao longo do tempo, as mais significativas no Século 20. Continua a ser fabricada nos Estados Unidos e na África do Sul e já foi usada por cavaleiros de enduro.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Crédito das fotos: Divulgação/Martin Coetzee e Paulo Junqueira

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Expedições em Eswatíni e Lesoto

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, destinos pouco conhecidos

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A expedição que fiz para Lesoto e Eswatíni foi uma viagem não programada/agendada. Em 2010, fui a Witteberg, na África do Sul para conhecer e cavalgar com o Wiesman.

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, Lesoto e Eswatini, destinos pouco conhecidos e de muita cultura

Sua propriedade é um paraíso para amantes de cavalos, pois tem dois premiados criatórios. A saber, de cavalos Boerperd sul-africanos e cavalos Árabes de Enduro. Eles são criados selvagens nas encostas das montanhas Witteberg.  

Assim, em uma conversa com Wiesman soube da existência do Reino de Lesoto, que ficava bem próximo e resolvi ‘dar uma esticada lá’.

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, Lesoto e Eswatini, destinos pouco conhecidos e de muita cultura

Lesoto (oficialmente Reino do Lesoto) é um pequeno país da África Austral. Montanhoso, é o antigo reino da Bassutolândia, um dos países etnicamente mais homogêneos da África: 99% de sua população é da etnia basoto.

Vive da agricultura e criação de ovelhas na cordilheira do Drakensberg. Assim também, domina a maior parte do território e atinge mais de 3 mil metros de altitude.

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, Lesoto e Eswatini, destinos pouco conhecidos e de muita cultura

É o único país do mundo com toda a área acima dos mil metros. Ou seja, mais de 80% do território está acima dos 1,8 mil metros de altitude. Além disso, a geografia única do país valeu-lhe o título de ‘Reino no Céu’.

Reino de Eswatíni

Recém-nomeado, o Reino de Eswatíni tem nome de origem indígena, que significa ‘Terra dos Suazi’. Pequeno, é o menor país do hemisfério sul, possui muita cultura, aventura e vida selvagem.

Antiga Suazilândia, Eswatíni é um dos destinos mais subestimados (e menos visitados) da África. Antes demais nada, existe desde meados do século 13. Ademais, é uma das poucas monarquias nativas africanas ainda existentes. Junto com Lesoto e Marrocos.

Dessa forma, minha sugestão é explorar a Grande Reserva de caça Mkhaya, conhecida como ‘Refúgio para espécies ameaçadas’. Em contrapartida, outra opção é partir do histórico santuário de vida selvagem de Mlilwane e seguir pelas trilhas que cruzam planícies e montanhas. Passando por comunidades rurais da Suazi.

Essas reservas têm habitats bem diferentes. Enquanto Mlilwane são montanhas e áreas de pastagem, Mkhaya é uma típica savana espinhosa.

Uma combinação incrível! Reservas naturais, rica cultura Suazi, paisagem diversificada e abundante vida selvagem fazem desse pequeno reino um novo e interessante destino para um safari a cavalo.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Cavalgada da Água Boa

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Paulo Junqueira conta sua experiência com a Cavalgada da Água Boa no Rio Grande do Norte

Cavalguei, alguns anos atrás, na região de Tibau do Sul, a Cavalgada da Água Boa. O município fica entre a Lagoa das Guaraíras e o Oceano Atlântico, no Rio Grande do Norte. A hospedagem foi no Hotel Marinas.

Logo depois de me acomodar, fomos para o Haras Água Boa, do amigo Rogério Bivar. Localizado, portanto  a 10 km do hotel e a 4 km do mar. Antes de mais nada, o haras cria cavalos Mangalarga Marchador de marcha picada desde 1999. E são vários os animais premiados em exposições.

Foto: Paula Silva

Cavalgamos nas praias com oportunidade para vários galopes. Assim como nadamos com os cavalos e cavalgamos em noite de lua cheia. Cada dia teve um diferencial de natureza.

A renomada fotógrafa Paula da Silva acompanhou nossa cavalgada. Por consequência, suas fotos da viagem foram publicadas em várias revistas internacionais.

Paulo Junqueira conta sua experiência com a Cavalgada da Água Boa no Rio Grande do Norte, feita alguns anos atrás em companhiade amigos

Não só falésias, como também berçário de tartarugas-marinhas, santuário ecológico. E, inegavelmente, muita praia bonita. Os cavalos muito cômodos, estavam sempre dispostos. Assim sendo, mostraram que a seleção do haras faz diferença.

Paulo Junqueira conta sua experiência com a Cavalgada da Água Boa no Rio Grande do Norte, feita alguns anos atrás em companhiade amigos

Durante os quatro dias de cavalgada, passamos pelas praias de Sagi. A saber, desde a divisa com a Paraíba, Mata Estrela, praia de Baia Formosa, praia de Sibauma, praia do Canto, Chapadão e praia da Pipa.

Paulo Junqueira conta sua experiência com a Cavalgada da Água Boa no Rio Grande do Norte, feita alguns anos atrás em companhiade amigos
Foto: Paula Silva

Na Barra do Cunhau atravessamos a balsa com os cavalos. Nosso destino, então, em algumas noites, foi a famosa Pipa que fica a pouco minutos de Tibau do Sul. Esse, sem dúvida, é um excelente destino de praia para cavalgar no Brasil.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
Crédito da foto de chamada: Paula Silva
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