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Roteiros de Charme a Cavalo: as cavalgadas mais luxuosas do mundo – Parte 3

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Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, encerra essa viagem surpreendentemente glamorosa através das cavalgadas mais luxuosas

Já se imaginou fazendo cavalgadas luxuosas em países que talvez você nunca iria visitar se não fosse para um passeio a cavalo? Sem dúvida, conhecer o mundo a cavalo pode ser um luxo e por isso selecionei mais alguns destinos com muito requinte e acomodações elegantes. Essa é a parte 3 desse assunto.

De um sofisticado castelo de Marajá na Índia a um Roteiro de Vinho com muito glamour na África, apresento destinos de luxo aonde cavalgamos o dia todo e no final do dia descansamos com muito conforto. São os Roteiros de Charme a Cavalo!

Equador

Roteiro de Charme no Equador

Essa cavalgada aconteceu numa tradicional fazenda do Equador que remonta ao século XVI. Muito bem localizada no meio da Cordilheira dos Andes, de fato tem mais de 100 cavalos em seus 4000 acres. A casa sede é cercada por belos jardins e o restaurante nos ofereceu uma culinária excepcional da deliciosa cozinha andina.

Assim, m montamos em cavalos que são resultado de cruzamentos de cavalos andaluz, conhecidos localmente como ‘Zuleteño’, uma raça criada na fazenda. No primeiro dia seguimos caminhos que nos levaram às aldeias vizinhas aonde pudemos ter contato com a vida local.

Em seguida, nos outros dias cavalgamos nas montanhas, com belas paisagens, passando em alguns lagos, picos vulcânicos e cachoeiras. Essa cavalgada foi uma inesquecível experiência andina!

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, encerra essa viagem surpreendentemente glamorosa através das cavalgadas mais luxuosas
Índia

Cavalgada dos Marajás de Rajasthan

Está entre as cavalgadas Top 10 Horseback Rides, by National Geographic. A Cavalgada de palácio a palácio no Rajasthan nos excelentes cavalos da raça Marwari é considerada, acima de tudo, uma viagem exótica. Os palácios são preciosidades arquitetônicas. A comida e os serviços especiais.

O estado indiano de Rajastão, aonde cavalgamos, é historicamente uma das regiões mais ricas da Índia repleta de fortalezas e palácios magníficos. Ficamos hospedados em alguns destes palácios durante a cavalgada.

Ìndia

Cavalgamos nos famosos cavalos Marwari em trilhas como os marajás fizeram quando estavam em expedição. São cavalos nativos da região, parte integrante da herança cultural do Rajastão, distinguidos por suas orelhas em forma de lira que curva para dentro com as pontas se encontrando no meio.

Vale de Loire

Cavalgada pelos Castelos do Vale de Loire

Do mesmo modo, também figura na lista da National Geographic ‘Top 10 Horseback Rides’. O Vale do Loire é conhecido como o Jardim da França e o grande destaque é seu patrimônio arquitetônico, seus famosos castelos e suas cidades históricas, além de seus vinhos.

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, encerra essa viagem surpreendentemente glamorosa através das cavalgadas mais luxuosas
Vale de Loire

A paisagem do Vale do Loire é de grande beleza. Cavalgando de castelo em castelo, retornamos ao século XVI, quando as áreas do entorno eram reservadas como campos reais de caça. Além disso, há destaques como o Grand Chateau de Chambord,  onde passamos por vilas e aldeias históricas. A viagem termina com cavalgadas em Versailles e Maisons Lafitte, uma cidade do cavalo a poucos minutos de Paris.

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Alentejo

Equitação Clássica no Alentejo

Com localização privilegiada no coração do Alentejo, o ‘Monte’ ou edifício principal da fazenda remonta à época romana e com muito requinte foi transformado numa tradicional Quinta alentejana, que hoje integra a estrutura de um sofisticado Equo Resort. Cavalgamos todos os dias dentro de uma reserva ecológica com muitas Azinheiras e Sobreiros, passando por lagos e ao longo de belas trilhas em paisagem típica de campo Alentejano.

Os cavalos Lusitanos, cavalo de sela mais antigo do mundo, são todos de linhagem Alter, desenvolvida em 1748 para servir a realeza e que deu origem a raça Mangalarga no Brasil. A raça apresenta aptidão natural para cavalgadas e alta escola e tivemos, sobretudo, oportunidade de assistir os treinos da equipe olímpica da Quinta.

África do Sul

Roteiro de Charme na África do Sul

Cidade do Cabo – Gourmet Wine Trail ride – situada no coração das vinícolas da região Winelands, em uma área rica em história e cultura. Conhecida, principalmente, por seus excelentes vinhos e ótima gastronomia, essa é uma das cavalgadas que se apresenta como ótima escolha para um grupo de amantes de cavalos e bons vinhos. Cavalgamos em belas trilhas cruzando vinhedos com paradas para degustação.

O hotel boutique aonde ficamos, no sopé da montanha Simonsberg, completou a requintada experiência. Nele o luxo combina com a beleza do entorno. De sua cozinha gourmet saíram pratos harmonizando com os vinhos premiados que tomamos.

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, encerra essa viagem surpreendentemente glamorosa através das cavalgadas mais luxuosas
Arábia

1001 Noites na Arábia

Cavalgada no deserto de Abu Dhabi é uma experiência única para os amantes de cavalos e de paisagens desérticas. Uma combinação perfeita de modernidade e tradição. Eventualmente, nossa hospedagem num oásis combinava isolamento com luxo, em meio a uma das mais belas paisagens árabes.

O resort é localizado no maior deserto de areia ininterrupto do mundo, conhecido como The Empty Quarter. É tão remoto que, para chegar até ele, a maioria dos hóspedes vão de helicóptero. Entretanto nós, é claro, fomos em cavalos árabes muito adaptados às condições do deserto.  Noites mágicas sob as estrelas.

Arábia

O horário das cavalgadas seguiram o ritmo do calor, do sol e no final de cada dia, recuperamos a energia no spa (premiado no World Spa Awards como Best Desert Spa), antes do jantar sob o céu do deserto. Uma viagem a cavalo aonde descobrimos o espírito da Arábia.

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, encerra essa viagem surpreendentemente glamorosa através das cavalgadas mais luxuosas
Indonésia

Roteiro de Charme na Indonésia

Cavalguei numa ilha da Indonésia que tem o cavalo espiritualmente conectado com a cultura do povo. Certamente é uma das cavalgadas com um dos destinos de praia mais requintados do mundo e foi um privilégio poder cavalgar durante alguns dias naquelas praias paradisíacas com água azul-turquesa.

Indonésia

Subindo nas montanhas cruzei com búfalos trabalhando nos campos de arroz e, chegando no topo, parei em mirantes com vistas espetaculares do oceano. O resort aonde nos hospedamos com toda a certeza é um dos mais premiados da Ásia, reconhecido por sua hospedagem requintada e experiência culinária singular.

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, encerra essa viagem surpreendentemente glamorosa através das cavalgadas mais luxuosas
Marrakesh

Roteiro de Charme em Marrakesh

Marrakesh é reconhecida, antes de mais nada, como um dos destinos mais requintados do mundo e ficou melhor quando pude combinar a visita a essa icônica cidade com alguns dias de cavalgada a partir de um Eco Lodge de luxo, localizado a menos de uma hora da cidade.

Paulo Junqueira, em sua coluna da semana, encerra essa viagem surpreendentemente glamorosa através das cavalgadas mais luxuosas
Marrakesh

Cavalguei em trilhas que percorrem as maravilhosas paisagens no sopé das montanhas do Atlas e parte das florestas do Parque Nacional Toubkal.  Meu cavalo Berbere era muito bom, inteligente e bem cômodo.  A hospedagem foi um dos destaques dessa cavalgada no Marrocos, vivenciei uma experiência cultural intensa e exótica.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Cavalgada na África do Sul – Reserva de Witteberg

Paulo Junqueira destaca em sua coluna da semana mais uma cavalgada na África do Sul e a excelente sela McClellan usada nos safáris a cavalo na África

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O diferencial dessa cavalgada, portanto, é que é realizada em uma bela reserva na região de Witteberg. Ademais, local onde criam mais de 300 cavalos das raças Árabe e Boerperd (raça Sul Africana).

Antes de mais nada, a criação desses cavalos Árabes é focada em cavalos para Enduro. Assim, duas provas de Enduro afiliadas à Free State Endurance são realizadas lá a cada ano. As distâncias variam entre 40 e 80 km.

Cavalgada na África do Sul - Reserva de Witteberg

Uma das trilhas mais bonitas que percorri na fazenda, faz parte do percurso das provas. Só para ilustrar, alternei minha montaria, cavalgando nos Árabes e Boerperd. Aliás, essa última uma raça que é mais usada na maioria dos safáris a cavalo do continente africano. São cavalos muito bons e cômodos.

Durante quatro dias, cavalgamos entre planícies e algumas das montanhas mais altas da África do Sul. De tal forma que em uma das montanhas paramos para ver as pinturas dos bosquímanos, com cerca de 400 anos.

Cavalgada na África do Sul - Reserva de Witteberg

Nessa cavalgada, vimos e cruzamos com muitos animais. Springbuck, Blesbuck, Blackwilde beest, Oryx, Eland e Zebra são da fauna africana e vivem nesta reserva, que foi declarada Patrimônio Natural.

Cavalgamos cerca seis horas cada dia. Alguns dias voltamos para a sede da fazenda para o almoço, em outros dias comemos um lanche no campo. Nossa confortável hospedagem foi numa construção feita a partir de antigos edifícios agrícolas.

Sela McClellan

As selas que usamos na cavalgada foram modelo McClellan. Gosto muito dessa sela e trouxe uma comigo para o Brasil, iniciando minha pequena coleção. Inegavelmente, ela merece uma apresentação.

Foi projetada por George B. McClellan, oficial de carreira do Exército dos Estados Unidos. Ele teve a ideia logo após sua viagem pela Europa como membro de uma comissão militar encarregada de estudar os últimos desenvolvimentos e forças de cavalaria, incluindo equipamentos de campo.

Viajou durante um ano e observou várias batalhas da Guerra da Criméia. Ao retornar, apresentou uma proposta de manual para a cavalaria americana adaptada dos regulamentos de cavalaria russos existentes.

Animal da raça Boerperd com a Sela McClellan

Em conclusão, incluiu uma sela de cavalaria nessa proposta. Com efeito, alegou ser uma modificação de um modelo húngaro (Hussard), usado no serviço prussiano. A peça era também uma modificação de um modelo espanhol usado no México.

A sela McClellan foi adotada pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos em 1859. Era simples e menos cara do que as existentes. Leve o suficiente para não sobrecarregar o cavalo, mas forte o suficiente para dar um bom suporte ao cavaleiro e seu equipamento.

Cavalgada na África do Sul - Reserva de Witteberg
Modelo da sela com ajustes

De fato, foi um sucesso! E continuou em uso em várias formas até que os últimos cavalos de cavalaria e artilharia do Exército dos Estados Unidos foram desmontados no final da Segunda Guerra Mundial.

Desse modo, a sela McClellan está em uso desde 1859. Houveram algumas modificações ao longo do tempo, as mais significativas no Século 20. Continua a ser fabricada nos Estados Unidos e na África do Sul e já foi usada por cavaleiros de enduro.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Crédito das fotos: Divulgação/Martin Coetzee e Paulo Junqueira

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Expedições em Eswatíni e Lesoto

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, destinos pouco conhecidos

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A expedição que fiz para Lesoto e Eswatíni foi uma viagem não programada/agendada. Em 2010, fui a Witteberg, na África do Sul para conhecer e cavalgar com o Wiesman.

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, Lesoto e Eswatini, destinos pouco conhecidos e de muita cultura

Sua propriedade é um paraíso para amantes de cavalos, pois tem dois premiados criatórios. A saber, de cavalos Boerperd sul-africanos e cavalos Árabes de Enduro. Eles são criados selvagens nas encostas das montanhas Witteberg.  

Assim, em uma conversa com Wiesman soube da existência do Reino de Lesoto, que ficava bem próximo e resolvi ‘dar uma esticada lá’.

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, Lesoto e Eswatini, destinos pouco conhecidos e de muita cultura

Lesoto (oficialmente Reino do Lesoto) é um pequeno país da África Austral. Montanhoso, é o antigo reino da Bassutolândia, um dos países etnicamente mais homogêneos da África: 99% de sua população é da etnia basoto.

Vive da agricultura e criação de ovelhas na cordilheira do Drakensberg. Assim também, domina a maior parte do território e atinge mais de 3 mil metros de altitude.

Paulo Junqueira conta sobre dois reinos incrustados na África do Sul, Lesoto e Eswatini, destinos pouco conhecidos e de muita cultura

É o único país do mundo com toda a área acima dos mil metros. Ou seja, mais de 80% do território está acima dos 1,8 mil metros de altitude. Além disso, a geografia única do país valeu-lhe o título de ‘Reino no Céu’.

Reino de Eswatíni

Recém-nomeado, o Reino de Eswatíni tem nome de origem indígena, que significa ‘Terra dos Suazi’. Pequeno, é o menor país do hemisfério sul, possui muita cultura, aventura e vida selvagem.

Antiga Suazilândia, Eswatíni é um dos destinos mais subestimados (e menos visitados) da África. Antes demais nada, existe desde meados do século 13. Ademais, é uma das poucas monarquias nativas africanas ainda existentes. Junto com Lesoto e Marrocos.

Dessa forma, minha sugestão é explorar a Grande Reserva de caça Mkhaya, conhecida como ‘Refúgio para espécies ameaçadas’. Em contrapartida, outra opção é partir do histórico santuário de vida selvagem de Mlilwane e seguir pelas trilhas que cruzam planícies e montanhas. Passando por comunidades rurais da Suazi.

Essas reservas têm habitats bem diferentes. Enquanto Mlilwane são montanhas e áreas de pastagem, Mkhaya é uma típica savana espinhosa.

Uma combinação incrível! Reservas naturais, rica cultura Suazi, paisagem diversificada e abundante vida selvagem fazem desse pequeno reino um novo e interessante destino para um safari a cavalo.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
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Cavalgada da Água Boa

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Paulo Junqueira conta sua experiência com a Cavalgada da Água Boa no Rio Grande do Norte

Cavalguei, alguns anos atrás, na região de Tibau do Sul, a Cavalgada da Água Boa. O município fica entre a Lagoa das Guaraíras e o Oceano Atlântico, no Rio Grande do Norte. A hospedagem foi no Hotel Marinas.

Logo depois de me acomodar, fomos para o Haras Água Boa, do amigo Rogério Bivar. Localizado, portanto  a 10 km do hotel e a 4 km do mar. Antes de mais nada, o haras cria cavalos Mangalarga Marchador de marcha picada desde 1999. E são vários os animais premiados em exposições.

Foto: Paula Silva

Cavalgamos nas praias com oportunidade para vários galopes. Assim como nadamos com os cavalos e cavalgamos em noite de lua cheia. Cada dia teve um diferencial de natureza.

A renomada fotógrafa Paula da Silva acompanhou nossa cavalgada. Por consequência, suas fotos da viagem foram publicadas em várias revistas internacionais.

Paulo Junqueira conta sua experiência com a Cavalgada da Água Boa no Rio Grande do Norte, feita alguns anos atrás em companhiade amigos

Não só falésias, como também berçário de tartarugas-marinhas, santuário ecológico. E, inegavelmente, muita praia bonita. Os cavalos muito cômodos, estavam sempre dispostos. Assim sendo, mostraram que a seleção do haras faz diferença.

Paulo Junqueira conta sua experiência com a Cavalgada da Água Boa no Rio Grande do Norte, feita alguns anos atrás em companhiade amigos

Durante os quatro dias de cavalgada, passamos pelas praias de Sagi. A saber, desde a divisa com a Paraíba, Mata Estrela, praia de Baia Formosa, praia de Sibauma, praia do Canto, Chapadão e praia da Pipa.

Paulo Junqueira conta sua experiência com a Cavalgada da Água Boa no Rio Grande do Norte, feita alguns anos atrás em companhiade amigos
Foto: Paula Silva

Na Barra do Cunhau atravessamos a balsa com os cavalos. Nosso destino, então, em algumas noites, foi a famosa Pipa que fica a pouco minutos de Tibau do Sul. Esse, sem dúvida, é um excelente destino de praia para cavalgar no Brasil.

Por Paulo Junqueira Arantes
Cavaleiro profissional e Diretor da agência Cavalgadas Brasil
Crédito da foto de chamada: Paula Silva
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