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Você conhece os presidentes dos EUA que gostam de cavalos?

Desde que foi criado em 1789, o cargo já foi ocupado por 45 pessoas e cinco eram apaixonados e muito ligados aos cavalos

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O presidente dos Estados Unidos é o chefe de Estado e chefe de governo do País. Dessa forma, alguns deles ao longo de mais de 230 anos tinham nos cavalos uma forma de lazer. Imagine só, comandar a maior nação do planeta deve ser algo estressante. Por outro lado, para alguns era instrumento de trabalho.

Desde que foi criado em 1789, o cargo de presidente dos EUA já foi ocupado por 45 pessoas e 5 gostam de cavalos e eram apaixonados por eles
Entre os presidentes dos EUA que gostam de cavalos, o famoso Theodore Roosevelt – Foto: friendsofsagamorehill

Desde os primórdios

Como general das forças armadas, andar a cavalo era uma obrigação para o presidente George Washington (1789-1797). Ele começou a cavalgar muito jovem e tinha um profundo respeito por seus parceiros equinos. Durante a Guerra Revolucionária, preferiu montar seu cavalo, Nelson. No entanto, a maioria das pinturas o mostra em seu cavalo tordilho, Blueskin.

O 18° presidente, Ulysses S. Grant (1869-1877), tinha uma incrível habilidade para cavalgar. Dessa forma, sempre foi muito estimado por sua proficiência a cavalo. Ele não era apenas um cavaleiro, mas também um treinador. Ou seja, conhecido por sua habilidade para manejar cavalos. Há rumores de que com apenas 7 anos de idade, Grant ensinou um potro, até então xucro, a puxar um trenó a fim de carregar lenha em apenas um dia.

Como presidente, Theodore Roosevelt (1901-1909) mantinha vários cavalos nos estábulos para que sair e cavalgar a hora que quisesse sozinho ou com os filhos. Ele cresceu cavalgando em fazendas nas Dakotas (Sul e Norte). Roosevelt  fez parte ainda dos Rough Riders (Primeiro Regimento de Cavalaria Voluntária dos Estados Unidos) na Guerra Hispano-Americana.

Desde que foi criado em 1789, o cargo de presidente dos EUA já foi ocupado por 45 pessoas e 5 gostam de cavalos e eram apaixonados por eles
Lyndon B. Johnson também está entre os chefes de estado da nação americana que gostam de cavalos – Foto: historic_imagery

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Lyndon B. Johnson (1963-1969), o 36° presidente, cresceu no trabalho com gado em uma fazenda no Texas. A casa da fazenda na propriedade, inclusive, tinha o nome de Casa Branca do Texas. Famoso por criar gado Hereford, o Rancho LBJ participava de exposições e seus animais tinham grande valor. Ao longo de sua carreira política, ele ajudaria a manter o rancho, local em que foi quando se aposentou.

Já o presidente Ronald Reagan (1981-1989) usou cavalos para fazer uma pausa em sua carreira política. Tanto é verdade, que criou a Unidade Montada de Serviços Secretos. Ele era dono de um rancho em Santa Bárbara, Califórnia, conhecido como ‘Ranch in the Sky’. Sua esposa Nancy também era vista cavalgando ao lado dele.

Fonte: Cowgirl Magazine
Na foto de chamada: George Washington|Crédito: thesummitlighthouse

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Você sabia que existe uma competição de doma de potros?

Fundado em 2003 por Tootie Bland – passando para as mãos da Morris Communications Company em 2020 – é um evento que se esforça para entreter e educar os fãs na arte da equitação natural

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Antes de mais nada, o Road to the Horse desafia os melhores cavaleiros do mundo a construir uma parceria com um cavalo de três anos xucro. Portanto, nesse evento de doma de potros, os concorrentes têm três dias intensos de competição. Com a edição 2020 cancelada por conta da pandemia, 2021 apresentou o evento de 26 a 28 de março no Texas.

Aliás, houve ainda uma alteração de local para o Road to the Horse desse ano. Uma mudança sem precedentes, de acordo com os organizadores. Do Kentucky Horse Park para Fort Worth, Texas, no Cowtown Coliseum. Além disso, uma preparação para cumprir regras sanitárias e todos os protocolos de saúde para a segurança dos participantes e público.

Com transmissão do Cowboy Channel, duelaram nessa competição de doma de potros Wade Black (campeão Wild Card 2019), Craig Cameron e Ken McNabb (convidados). Enquanto que pelo Wild Card (competidores inscritos e depois selecionados), disputaram Wylene Davis, Cole Cameron e Craig Moore. Ao todo, US$ 100 mil em prêmios.

Wade Black sagrou-se campeão do Road to the Horse 2021 ao acumular 1417 pontos em três rodadas. McNabb ficou em segundo lugar, 1373 pontos. Por fim, Craig Cameron foi o terceiro colocado, 1300 pontos. Cole Cameron, filho de Craig, venceu o Wild Card e tem vaga garantida para a edição 2022. Ele somou 1380 pontos. Davis encerrou em segundo lugar, 1319 pontos, com Moore em terceiro, 1237 pontos.

Fundado em 2003 por Tootie Bland, o Road to the horse é um julgamento de doma de potros que educa os fãs na arte da equitação natural
Cole Cameron

Road to the Horse – um julgamento de doma de potros

Os expectadores testemunham toda a jornada dos concorrentes, desde a seleção do potro até o desafio final dos obstáculos. Do lote disponível, o time de juízes escolhe os três cavalos xucros. Logo depois, cada treinador selecionado tem três dias para trabalhar com esses potros.

Há tempo estipulado para cada atividade e eles têm uma série de pré-requisitos que julgados a cada fase do trabalho. As seções se dividem em cada um trabalhar ao mesmo tempo em currais um ao lado do outro dentro da arena. E em outro momento, cada treinador realiza suas funções com o espaço da arena todo para ele, um de cada vez.

Cada atividade vale pontos. O julgamento dos treinadores, sempre convidados pessoas de vários estilos de montaria e países, consiste em quesitos como aproximação, grau de dificuldade, tranquilidade ao montar, grau de força usado e confiança, curiosidade e sensibilidade, resposta do cavalo a vários tipos de movimentos.

Clique aqui para assistir uma parte do evento.

Fonte: Road to the Horse, Cowboy Channel
Crédito das fotos: Divulgação

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Campeão mundial de montaria vence prova de laço ao lado da esposa

Mike White, aposentado das arenas de rodeio desde 2010, campeão mundial de Montaria em Touros pela PRCA, hoje treina cavalos de laço e participa de provas ao lado da esposa

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Uma dupla de marido e mulher foi destaque por mais um ano no Bob Feist Invitational. O campeão mundial de montaria em touros Mike White venceu a categoria #12,5 ao lado da esposa Hannah. Somaram ao todo 34s67 e ganharam US$ 130.000,00.

E não foi a primeira vez que eles conquistaram essa prova. Na edição 2020 também foram campeões juntos. A BFI Week que abriga entre outros o Bob Feist Invitational é uma das maiores provas de laço dos Estados Unidos. Não só pela alta premiação, como também pela qualidade dos competidores.

De DeKalb, Texas, o ex-competidor e campeão mundial de montaria e sua esposa foram a Guthrie, Oklahoma em busca do ‘bi’. Curioso que apenas uma semana antes, no World Series em Tunica, Mississippi, ela errou todos os bois para o marido. Contudo, com um casamento sólido de 21 anos, nada os abalou.

Mike White, aposentado das arenas de rodeio desde 2010, campeão mundial de Montaria em Touros pela PRCA, hoje treina cavalos de laço

Hannah passou todo o tempo antes do BFI treinando incansavelmente no cavalete. Além disso, o casal ganhou ainda mais US$ 4 mil pela vitória na primeira rodada da categoria. Enfrentaram outras 240 duplas e uma pressão deles mesmos por um bom resultado.

Mike White teve uma carreira sólida no rodeio. Ganhou o título mundial da PRCA em 1999 e entrou em três finais mundiais. Em 1999 ele migrou para a PBR, chegando a nove finais mundiais. Ganhou mais de US$ 2 milhões em sua carreira e se aposentou em 2010. Mesmo com toda a experiência de competição, disse que estava nervoso ao entrar na pista da Lazy e Arena.

Nascido na Louisiana, Mike treina cavalos de laço e cria gado no Texas. Nas horas vagas, trabalha como ringman em leilões regionais. Ele planeja usar o prêmio no BFI para investir.

Fonte: BFI
Crédito das fotos: Divulgação

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Evento trágico pode ter mudado o rumo das mulheres nas competições de rodeio

Em 1929, Bonnie McCarroll era uma cowgirl superstar que morreu após um acidente durante uma montaria na arena de Pendleton

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Antes de mais nada, a participação das mulheres no berço do rodeio tinha um caminho totalmente diferente do que é hoje. Elas montavam em cavalos xucros e eram parte da atração dos principais eventos. Contudo, acredita-se que o trágico acidente de Bonnie McCarroll mudou o rumo das mulheres nas competições.

Em 1929, a cowgirl Bonnie McCarroll morreu como resultado de um acidente de montaria em Pendleton, Oregon. Logo após sua morte, muitos rodeios da época abandonaram as competições femininas. Alguns especialistas do segmento acreditam, sobretudo, que se não fosse por essa tragédia, a história seria bem diferente.

Segundo eles, a necessidade de criação da WPRA – Womens Professional Rodeo Association, uma associação feminina, é improvável. Por outro lado, até as provas de Três Tambores talvez não existissem. De fato, muita gente acredita que esse acontecimento com McCarrol realmente fortaleceu a criação da nova modalidade feminina.

Em 1929, Bonnie McCarroll era uma cowgirl superstar que morreu após um acidente durante uma montaria na arena de Pendleton; isso mudou tudo

Em grande parte como resultado da morte dela, a organização da RAA – Rodeo Association of America não contou com as mulheres nas competições de rodeio que organizaram. Era, antes de tudo, uma entidade exclusivamente masculina. Criada nesse mesmo ano, 1929, com o intuito de regulamentar o esporte.

E, apesar dos apelos para fazê-lo, a RAA se recusou a incluir as mulheres nas competições em qualquer concurso que fosse. Era o foco dessa associação padronizar regras e eventos, bem como eliminar do negócio os promotores inescrupulosos que ameaçavam a integridade do esporte.

Inclusive, partiu da RAA a ideia de um campeonato que elegesse os ‘verdadeiros cowboys campeões do mundo’. A base era um sistema de pontos derivados do dinheiro ganho em seus rodeios sancionados. Sabemos que isso evoluiu até chegar às fortunas que a PRCA distribui hoje.

Em 1929, Bonnie McCarroll era uma cowgirl superstar que morreu após um acidente durante uma montaria na arena de Pendleton; isso mudou tudo

Bonnie McCarroll

A superstar Bonnie McCarroll, nascida Mary Ellen ‘Dot’ Treadwell, em 1897, atuava no rodeio como performer, praxe na época. Mas também montava em cavalos xucros e era excelente no bulldog e laço. Ao lado de outras mulheres que faziam o mesmo, como Tad Lucas, Mabel Strickland, Fox Hastings, Dorothy Morrell (Robbins) e Florence Hughes.

Nasceu destinada ao meio western. Cresceu em uma fazenda de gado em High Valley, perto de Boise, Idaho. Logo se destacou no rodeio. No início de sua carreira, ganhou dois campeonatos de Bronc Riding no Cheyenne Frontier Days, em Cheyenne, Wyoming. Assim como também foi campeã do primeiro rodeio realizado no Madison Square Garden, em Nova York.

Planejava se aposentar depois do Pendleton Roun-Up daquele fatídico setembro de 1929. Ao lado do marido, Frank Leo McCarroll, bulldogueiro, curtiria aposentadoria em Boise, Idaho. Enquanto fazia uma exibição em um cavalo xucro, foi repentinamente jogada de sua montaria, ‘Black Cat’. O animal deu uma cambalhota sobre ela. Levaram McCarroll às pressas para um hospital, mas ela morreu logo depois em decorrência dos machucados na coluna e uma pneumonia.

Fonte: Wikipedia
Crédito das fotos: Divulgação/Idaho Experience

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