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Revolução digital no campo: conheça a fazenda high tech

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Revolução digital no campo: conheça a fazenda high tech

O local fica na Esalq-USP, em Piracicaba/SP. O Notícias Agrícolas acompanhou com exclusividade os primeiros passos do projeto

Partindo de Campinas/SP para Piracicaba/SP o agronegócio logo dá as caras com um verdadeiro manto de plantações de cana-de-açúcar na Rodovia SP-304. A estrada tem o nome do agrônomo e empresário brasileiro falecido em 1898, Luiz de Queiroz.

No final da rodovia, já na cidade de Piracicaba, está a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), nosso destino final. Vamos acompanhar os primeiros passos da fazenda high tech da universidade.

Polo de desenvolvimento industrial e agrícola no estado de São Paulo há pelo menos 200 anos, a cidade de Piracicaba/SP não perde tempo quando o assunto é evolução no agro.

A cidade respira inovação tecnológica com várias companhias do setor. Não é por acaso que recebeu o título de Vale do Piracicaba ou AgTech Valley, em referência ao vale norte-americano, na Califórnia, onde estão situadas várias empresas e escritórios de alta tecnologia.

Assim como no vale dos Estados Unidos, em que a Universidade de Stanford teve papel importante no desenvolvimento do ecossistema de inovação tecnológica, no Vale do Piracicaba, o avanço teve suporte importante da Esalq-USP, que é a principal escola de agronomia do país e a quinta melhor do mundo.

A iniciativa mais recente de inovação no agronegócio é a criação de uma fazenda modelo digital, que tem apenas seis meses, mas grandes perspectivas, principalmente pelo local em que está localizada.

Primeiros passos

“Todo esse ambiente de hubs e startups, em Piracicaba, nos motivou na ideia de nossa fazenda digital, dentro Fazenda Areão. Agora, o objetivo é levar grandes empresas do agronegócio para dentro desse ambiente com suas tecnologias, para que elas tenham um ambiente de coworking e que aproveitem todo o ecossistema do Vale para testarem suas tecnologias. A Esalq, mais uma vez, é pioneira”, afirma Felipe Pilau, professor do departamento de engenharia de biossistemas da Esalq-USP que encabeça o projeto.

Os primeiros projetos para tornar a Fazenda Areão, do século passado, totalmente digital já saíram do papel, através do “Fazenda Conectada”. Nele, uma área de 100 m² (10 hectares) conta com uma estação meteorológica da Ativa Soluções que processa e envia para a nuvem informações através de tecnologia 4G baseada em Internet das Coisas.

Outro talhão, recebeu um lisímetro, equipamento que parece ser uma panela na superfície do solo, e que penetra a terra com o objetivo de medir o consumo de água das plantas. No caso da Areão, o aparelho está localizada em uma plantação de cana-de-açúcar.

Os dados desses equipamentos já estão sendo disponibilizados e agora ideia da Esalq-USP é automatizar um pivô central em uma terceira área, ao lado dos dois experimentos, para que ele consiga automaticamente fazer seu trabalho levando em conta as necessidades apontadas pelas tecnologias das duas primeiras etapas.

Agricultores da região também poderão ter acesso aos dados. “Ao automatizar, conseguiremos fazer uma irrigação extremamente precisa”, afirma Pilau. Esses projetos instalados na fazenda contam com parcerias com a Vivo Empresas, segmento corporativo da Telefônica Brasil, Ericsson e startups do agronegócio.

Primeiros equipamentos instalados na fazenda digital da Esalq-USP. Fotos: Felipe Pilau

Pioneiro

“O projeto é pioneiro no país por se tratar de um sistema de irrigação 100% conectado, com benefícios diretos na operação, como a redução de falhas decorrentes de erros humanos, o aumento de produtividade – já que o cultivo está sempre em condições ideais de água no solo –, a redução de custos e, ao otimizar o consumo de água e energia, a diminuição de impactos ambientais”, afirma O Head de Marketing e Produtos IoT/Big Data B2B da Vivo, Diego Aguiar.

Pilau conta que espera por mais empresas interessadas em participar do projeto Agro IoT Lab, fruto da parceria da Esalq-USP com as empresas de tecnologia, para que toda a área da Fazenda Areão, nas proximidades do Campus Luiz de Queiroz, seja totalmente high tech em pouco tempo.

“A ideia é ocupar toda a propriedade, que tem área de cerca de 150 hectares, podendo zonear em espaços de pecuária, irrigação, máquinas e outras. Ter diversas empresas em um único ambiente testando suas soluções pra gente será como uma vitrine das novas tecnologias do agronegócio”, ressalta o professor da Esalq-USP.

A fazenda experimental também deve servir como base de teste das tecnologias desenvolvidas pela própria incubadora da Escola Luiz de Queiroz, a ESALQTec.

A iniciativa surgiu em 2006 com o objetivo de que o conhecimento gerado na universidade se torne inovação, através de produtos ou serviços, por meio de convênio entre a escola de agricultura e instituições parceiras. As incubadas são selecionadas através de editais concorridos e abrangem vários setores do agronegócio. Atualmente, são dez startups residentes e uma centena acompanhada de perto.

Os planos são de expansão

“Trabalhamos em uma nova unidade também na Fazenda Areão, com potencial de duplicar nossa capacidade. O Brasil só será o maior celeiro de produção de alimentos do mundo, se tiver tecnologia. Nos últimos anos, pelo menos 19 startups passaram pelas portas da ESALQTec, algumas uniram forças com outras empresas e muitas têm tido sucesso em suas áreas de atuação”, destaca Sergio Marcus Barbosa, gerente executivo da ESALQTec. Piracicaba conta hoje cerca de 40% das startup s agro em São Paulo, segundo a Associação Brasileira de Startups (ABstartups).

Consciente da importância do suporte da ESALQTec no desenvolvimento da empresa, a @Tech também criou um Hub de Inovação de pecuária de precisão em sua sede, em Piracicaba (SP), o AnimalsHub.

“Atualmente, nós temos nossos projetos que vão se tornar startups, dentro do AnimalsHub, e também outras startups que incubam suas soluções e co-desenvolvem sistemas a fim de trazer novos valores para o setor produtivo”, comemora Albertini.

A Esalq-USP conta com uma área em Piracicaba de mais de 3 mil hectares, o que corresponde a 48,85% de toda a USP. O Campus Luiz de Queiroz tem 914,5 ha e as estações experimentais em Anhembi, Anhumas e Itatinga: 2.910,9 ha. São mais de 200 docentes e mais de 450 técnicos na universidade. Dados de 2018, da própria instituição, mostram que quase 50% dos alunos da Escola estão matriculados no curso de Engenharia Agronômica.

Mas, afinal, o que é agricultura digital?

A agricultura digital ou a chamada agricultura 4.0 cada vez mais se torna realidade no agronegócio brasileiro, mas desafios ainda precisam ser superados. Ela abrange um conjunto de tecnologias que podem auxiliar os produtores nas atividades rurais. Pode ser através da agricultura de precisão, que utiliza-se da geoestatística, do monitoramento por satélites, radares e drones. Existe uma ampla variedade de soluções.

O assunto tem chamado tanto a atenção, que criou o governo brasileiro criou neste mês de outubro a Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão e Digital, que passa a interagir no âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para promover o setor. Também haverá interação importante com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, além de instituições agropecuárias e de tecnologia.

“Fizemos um estudo no final de agosto para entender o que está acontecendo, porque como uma referência no ramo cada vez mais estamos sendo procurados para consultorias e demandas de infraestrutura. Identificamos que existem atualmente 1125 startups do agronegócio no Brasil e que elas tiveram crescimento expressivo nos últimos anos”, afirma Massruhá. 

Na vanguarda da tecnologia no agronegócio, a Embrapa Informática Agropecuária foi criada há mais de 30 anos e tem acompanhado de perto as mudanças do setor através da inovação tecnológica. “Ao longo dos anos, temos visto que a agricultura digital passou por três etapas. A primeira surgiu com a chegada da internet, na década de 1990, depois vieram os smartphones e a terceira são os desafios do futuro e as oportunidades”, explica Massruhá.

Avanços

Apesar dos avanços no ruraltech nos últimos anos, ainda existem muitos desafios a serem superados, segundo Massruhá, como a questão da conectividade, que está relacionada com infraestrutura, a rede de baixa frequência e questões regulatórias.

“Temos as tecnologias, os dados, mas vamos chegar a um momento que a capacidade humana não vai mais conseguir dar conta, vamos precisar dos algoritmos”, diz a chefe da unidade de Informática Agropecuária.

Dados da PNAD Contínua TIC 2017 ( Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), a última pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que trouxe dados sobre o uso da internet, o acesso à internet tem crescido expressivamente em áreas rurais nos últimos anos, chegando a 41% de domicílios conectados, quase metade da população dessa área.

Isso reforça os desafios de conectividade em um país com dimensões continentais. O celular é o principal dispositivo utilizado pelos brasileiros para usar a rede.

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“Na área rural, mais de 90% dos usuários utilizam a internet para envio de mensagem de texto, voz e e-mail. São atividades relacionadas ao pessoal e a atividade econômica que elas exercem. As pessoas que não utilizam a internet, alegam razões de falta conhecimento e isso está ligado com a infraestrutura mesmo”, explica Jefferson Mariano, analista socioeconômico do IBGE.

O Censo Agropecuário, realizado em 2016, também deve trazer importantes informações sobre como a internet tem sido utilizada no meio rural. A divulgação desses dados específicos deve ser feita pelo instituto de pesquisa ainda neste ano.

Investidores

A Embrapa realiza editais anuais para que startups do agro possam se conectar com investidores. A terceira chamada do “Pontes para Inovação” tem inscrições abertas até o dia 28 de outubro. “Ao juntarmos importantes atores do ecossistema de inovação, tais como investidores, aceleradoras de startups e instituições intensas em PD&I, em uma ação como esta, estamos ampliando as possibilidades de inserir no mercado ativos tecnológicos que irão impactar positivamente a agropecuária brasileira”, explica o diretor de inovação e tecnologia da Embrapa, Cleber Soares.

O agronegócio tem sido um dos principais setores da economia brasileira ao longo dos últimos anos. Apesar de resultado praticamente estável no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2018, com alta de 0,1% por conta de questões climáticas, o setor agropecuário foi o motor do PIB em 2017, com crescimento de 12,5%, segundo o IBGE. A agricultura é o maior empregador único do mundo e proporciona meios de subsistência para 40% da população global, segundo a ONU.

“Esse é um mercado crescente, que avança a cada ano, e vemos que está sendo limitado pela quantidade de pessoas que sabem trabalhar com a tecnologia. Para isso, investimos muito em treinamentos na empresa. Mas entendemos que é um processo, que não acontece de uma hora para a outra”, afirma Menegatti. A InCeres está sediada no Vale do Piracicaba, nasceu em 2014, e faz parte do Pulse – Hub de Inovação da Raízen.

Soluções

Dentre as soluções desenvolvidas pela empresa para o produtor rural através da agricultura de precisão, a principal é uma plataforma que correlaciona informações de mapas e gera dados sobre doenças, pragas, pluviometria e outros. O produtor tem acesso aos resultados na palma da mão através do próprio celular, com aplicativo mobile para Android e iOS, o InCeres Coleta.

“Acredito que o próximo passo da agricultura digital seja a busca de alternativas para aumentar a produtividade com mínimo de área possível. Com certeza, isso vai passar pela internet das coisas. Para poder alimentar uma população crescente, o Brasil vai precisar cada vez mais incorporar tecnologias”, afirma Massruhá que acredita que as novas gerações terão papel importante nessa trajetória.

O desafio para alimentar uma população mundial que deve chegar a 9 bilhões de pessoas em 2050, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), de fato é grande, porque será preciso aumetar a produção em até 70% nos próximos anos e isso passa e muito pela inovação no agro. Não dá para perder tempo. E a Esalq-USP sai na frente.

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas
Foto: Jornal da USP

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Ex-Ministro da Agricultura do Brasil é indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2021

Alysson Paolinelli é uma figura importante para o agro brasileiro, com diversos feitos de destaque no setor

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O diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Durval Dourado Neto, protocolou a indicação de Alysson Paolinelli ao Prêmio Nobel da Paz 2021. A nomeação, portanto, já está com o Conselho Norueguês responsável por premiar os vencedores, o The Norwegian Nobel Committee.

Antes de mais nada, especialistas confirmam indicação de Alysson Paolinelli ao Prêmio Nobel da Paz 202 com base na sua dedicação ao conhecimento científico e desenvolvimento da agricultura tropical.

Alysson Paolinelli é ex-Ministro da Agricultura e fundador – no final da década de 60 – da Empresa Brasileira de Pesquisa Agrícola (Embrapa). Mineiro de Bambuí nasceu em 1936 e formou-se em 1959 em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Lavras.

Feitos

Em 1971, Paolinelli assumiu a Secretaria de Agricultura de Minas e criou incentivos e inovações tecnológicas para o Estado. Nessa época, por exemplo, Minas Gerais era o maior produtor de café do Brasil.

Alguns anos depois, aceitou o cargo de ministro da Agricultura no governo de Ernesto Geisel (1974 a 1979). Como Ministro, modernizou a Embrapa e promoveu a ocupação econômica do Cerrado. Envolvido na política, em 1986 elegeu-se deputado federal por Minas Gerais. 

Alysson Paolinelli, figura importante para o agro brasileiro, foi indicado pelo diretor da Esalq ao Prêmio Nobel da Paz 2021
Foto: Agência Senado

O indicado brasileiro ao Prêmio Nobel da Paz 2021 sempre incentivou a pesquisa, a ciência e a tecnologia. De tal forma que, entre outros feitos, implantou um programa de bolsa de estudos para estudantes brasileiros em diversos centros de pesquisa em agricultura pelo mundo.

Cuidou também da reestruturação do crédito agrícola e do reequacionamento da ocupação do bioma amazônico. Sobretudo, foi com a iniciativa de Paolinelli que o Brasil se tornou uma potência alimentar para todo o planeta.

Tem fama de, desde jovem, ter talento para revolucionar setores inteiros. Sua carreira conta ainda com o cargo de presidente do Banco do Estado de Minas Gerais, assim como presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Em 2006, Paolinelli ganhou o prêmio World Food Prize, o equivalente ao Nobel da alimentação. De acordo com o site da Esalq, em junho do ano passado assumiu como Titular da Cátedra Luiz de Queiroz de Sistemas Agropecuários Integrados.

Fonte: Esalq, Wikipedia, Canal Rural
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Esalq

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5G vai trazer US$ 77 bilhões para agricultura

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Transformação digital para a agricultura pode ser “um dos motores da recuperação econômica do país no pós-pandemia”

A chegada da internet 5G no Brasil deve ampliar em cerca de US$ 77 bilhões os ganhos na agricultura. É o que aponta estudo elaborado em conjunto pela Nokia e pela Omdia. Representará, acima de tudo, uma “verdadeira transformação digital. Assim como impulsionará a produtividade na América Latina. Principalmente no Brasil, com ganhos significativos para a economia”.

De acordo com o White Paper ‘Why 5G in Latin America?’, o impacto econômico estimado é de até um ponto percentual a mais no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Conforme os autores, essa transformação digital pode tornar-se “um dos motores da recuperação econômica do país no pós-pandemia”.

Destaque

O estudo aponta o cenário brasileiro com destaque. A expectativa é que o 5G tenha um impacto de até US$ 1,2 trilhão no Produto Interno Produto do país no período de 2021 até 2035. “Os setores mais positivamente impactados serão: Tecnologia, Informação e Comunicação (US$ 241 bilhões). Em seguida, Governo (US$ 189 bilhões), Manufatura (US$ 181 bilhões), Serviços (US$ 152 bilhões). Por fim, Varejo (US$ 88 bilhões), Agricultura (US$ 77 bilhões) e Mineração (US$ 48,6 bilhões)”.

Aliás, o documento ainda aponta que a agricultura no Brasil é altamente produtiva. Sobretudo, orientada para a exportação, com importantes efeitos em outras indústrias. A saber: Manufatura e Serviços. Por isso, o 5G tem o potencial de ser a única camada necessária para conectar casos de usos diferentes.

Por exemplo, coleiras de animais, sistemas de irrigação, sensores de equipamentos, câmeras, veículos autônomos e UAVs (drones). A maioria das fazendas no Brasil não possui cobertura de celular, portanto os ganhos potenciais são grande. Conectar a força de trabalho e a infraestrutura pode ter um impacto significativo na produtividade do setor. Principalmente, considerando a possibilidade de avançar diretamente para o 5G.

Análise

Ari Lopes, analista sênior da Omdia, afirma que o 5G terá força. De acordo com ele, “trará grandes impactos para a sociedade e muitos benefícios também. O estudo voltado para a América Latina com a Nokia traz informações interessantes. Antes de mais nada, de como a tecnologia poderá ser aproveitada e o que há em jogo com o atraso da adoção do 5G”.

Para Wilson Cardoso, diretor de soluções da Nokia para a América Latina, o 5G “não é apenas um G. Proporcionará a digitalização da sociedade e todas as máquinas, equipamentos e sensores. Um grande impulso na economia. Além de que todos os elementos conectados irão buscar e trazer informações. Estamos ansiosos em contribuir para o debate público sobre a importância da adoção do 5G na América Latina e no Brasil”.

5G vai trazer US$ 77 bilhões para agricultura. Transformação digital pode ser um dos motores da recuperação econômica do país no pós-pandemia
Foto: Pixabay

CNA mostra que agro abre 86,2 mil vagas e lidera expansão de vagas de janeiro a julho de 2020

O setor agro abriu mais de 86,2 mil postos de trabalho de janeiro a julho deste ano. Como aponta análise feita pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ao analisar dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.

A agropecuária seguiu liderando a geração de novas vagas de trabalho em 2020. Depois de ser o único setor de atividade econômica a abrir vagas no primeiro semestre do ano. Foram 62.663 mil no acumulado dos primeiros seis meses. Segundo o levantamento, em julho o setor apresenta novo saldo positivo com a abertura de mais 23 mil vagas.

Os principais segmentos que mais abriram vagas em julho foram produção de lavouras temporárias, produção de lavouras permanentes. E ainda hortícolas, criação de bovinos, florestas plantadas, criação de aves e criação de suínos. Principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Bahia.

O setor da construção civil também teve aumento dos postos de trabalho, com 8.742 mil de janeiro a julho. Acesse o comunicado técnico da CNA e veja o comparativo entre os setores da economia e o saldo líquido de vagas entre janeiro e julho de 2020.

Fonte: Agrolink / CNA
Crédito da foto: Portal Campo e Negócios

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3 mil caminhões estão atendendo pecuaristas por aplicativo

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O serviço, voltado para criadores de todos os portes, permite a contratação de frete e seguro por meio do celular

De olho no potencial da pecuária brasileira, o braço de transportes da JBS está investindo um milhão de reais no Uboi, aplicativo que atende pequenos, médios e grandes pecuaristas. A ideia, portanto, é usar a frota do grupo para transportar gado de terceiros, um nicho de negócio altamente especializado e com grande demanda no Brasil.

De acordo com a revista Exame, o volume de abates no país gira em torno de 35 milhões de cabeças ao ano. Para cada bovino abatido, ocorrem pelo menos dois transportes – entre engorda e destino final. Com isso, o potencial desse nicho de negócio é de no mínimo 70 milhões de cabeças transportadas por ano.

O serviço do Uboi poderá ser contratado, inicialmente, por produtores dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e na região do Vale do Araguaia, Mato Grosso. A meta é ampliar o alcance nos próximos meses para áreas que contam com operações da JBS.

100% monitorado, para o Uboi são três mil veículos para transporte de gado, somando a frota própria, de 600 caminhões, e a terceirizada. Além disso, o aplicativo é muito intuitivo e que, em três telas é possível fazer o pedido do frete. Para os pecuaristas mais tradicionais, com pouca intimidade com tecnologias, a empresa também tem atendimento por telefone.

Sem metas, o Uboi deve continuar expandindo a oferta para outras regiões do país. O entrevistado da revista Ricardo Gelain, diretor da JBS Transportadora, disse que esse é um segmento extremamente pulverizado. A ideia é entender este mercado, mas ainda não definiram metas, e querem profissionalizar o transporte de gado no país.

Fonte: Exame
Credito da foto: Divulgação/JBS

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Congresso Brasileiro do Agronegócio trata dos desafios do setor

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Evento, acima de tudo, apontará os caminhos para o agro depois da pandemia

A responsabilidade do agronegócio brasileiro em levar alimentos à mesa das famílias no país e no mundo foi posta à prova  com o distanciamento social imposto pela pandemia da Covid-19. E, o setor respondeu de maneira contundente, ao manter sua produção, a fim de garantir o abastecimento em supermercados, feiras livres e centrais de alimentos.  

Mesmo assim, o segmento está enfrentando desafios, com a brusca transformação imposta pelo vírus. Por isso, precisou acelerar a adoção de tecnologias, de processos e gestão, como forma de sustentar toda a cadeia produtiva.

Em meio a esse novo cenário, a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), cumprindo seu papel de trabalhar para o desenvolvimento do agro nacional, decidiu promover o Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA) em parceria com a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, um dos eventos mais relevantes do universo do agronegócio brasileiro. Marcado para o dia 3 de agosto, a partir das 9h, terá um formato totalmente virtual. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diretamente no site oficial. 

De acordo com o Marcello Brito, presidente do Conselho Diretor da ABAG, o segmento está buscando entender seu papel depois da pandemia. Com a finalidade de, ainda, direcionar seus esforços para manter sua produtividade e competitividade em um cenário global de crise. Brito receberá a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, na solenidade de abertura do evento online. 

Congresso Brasileiro do Agronegócio trata dos desafios do setor. O evento, acima de tudo, apontará os caminhos para o agro depois da pandemia

Destaques do Congresso Brasileiro do Agronegócio

Desse modo, para responder os principais questionamentos dos produtores rurais e profissionais do agro, a ABAG optou por dividir o Congresso Brasileiro do Agronegócio em três painéis. Moderados pelo jornalista William Waack. São eles: O Agro Brasileiro e a Crise Global, Mercado Financeiro, Seguro e Crédito Rural e O Agro e A Nova Dinâmica Econômica, Social e Ambiental. 

Em cada um deles, os internautas acompanharão o depoimento de uma importante personalidade nacional. como o Embaixador do Brasil junto à União Europeia, Marcos Galvão, o Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto. E ainda o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Celso Luiz Moretti.  

Além disso, em todos os painéis, os participantes também poderão fazer perguntas durante os debates. Serão respondidas pelos especialistas dos segmentos do agronegócio e da economia, da indústria alimentícia, de institutos de pesquisa e do comportamento social e humano.

Para Marcello Brito, neste momento desafiador pelo qual passa o planeta, o Congresso Brasileiro do Agronegócio ressalta o esforço do agro nacional em trazer avaliações que colaborem para um entendimento sobre os caminhos a seguir em um futuro próximo. O presidente da ABAG também será responsável pelo encerramento do evento junto com o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, atual coordenador do GVagro da FGV.   

Fique por dentro: congressoabag.com.br.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Crédito da foto: Pexels

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Seminário virtual aproxima jovens rurais e promove troca de experiências

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3º Seminário Regional de Juventude Rural cumpriu a proposta de valorização do trabalho e vida no campo e de troca de experiências

3º Seminário Regional de Juventude Rural cumpriu a proposta de valorização do trabalho e vida no campo e de troca de experiências

Pelo primeiro ano com edição virtual, o 3º Seminário Regional de Juventude Rural cumpriu sua proposta de oportunizar um espaço de valorização do trabalho e vida no campo e de troca de experiências entre jovens rurais.

Promovido pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), o evento teve 881 inscritos. E foi realizado exatamente no Dia da Juventude Rural, 15 de julho, com transmissão foi feita pelas redes sociais da instituição.

O secretário Covatti Filho, que também é um jovem de 32 anos, lembrou o desafio de ser secretário de Estado. Acima de tudo, em busca constante pela modernização dentro da gestão pública.

Segundo ele, também é um desafio numa propriedade fazer a sucessão rural, e ela é necessária, até porque o futuro depende dessa nova geração. “Visto que precisam de tecnologia, de oportunidades e é isso que a Emater nos ajuda a fazer essa construção. Por isso este seminário”, ressaltou Covatti.

Jovem quer permanecer

Na oportunidade, o presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, avaliou que se fala-se muito em fixar o jovem no campo e esta é a semana para o debate aprofundado do tema. Ademais, considerado fundamental para o meio rural.

“Sucessão não é apenas ficar no campo. É a garantia de alimentos, de continuidade do fornecimento de produtos de qualidade, com os jovens trazendo novas técnicas, novas ideias, novas tecnologias, com mais gestão e, consequentemente, maior resultado. A ideia de planejar e administrar para ter bons resultado é essencial”, frisa.

Sandri ressaltou que o RS possui 2,7 milhões jovens entre 12 e 29 anos, sendo que 350 mil (12%) estão no meio rural. De fato, um percentual que vem se mantendo ao longo do tempo. Ele ressalta ainda que a maioria dos estudos indica que parte dos jovens deseja permanecer no campo e construir projetos futuros na própria localidade.

“Os pais valorizam o conhecimento, mas nem sempre o conhecimento é usado na propriedade. Então eu diria que a valorização desse conhecimento e sua aplicação na propriedade são fundamentais para que a juventude se sinta reconhecida, emancipada e passe a ter independência”.

Sandri destacou que a Emater/RS-Ascar está investindo mais na capacitação da juventude, a partir de suas demandas. Sobretudo, ouvindo a família, valorizando o planejamento e dando uma atenção especial ao jovem. “Possibilitando ouvir os anseios para junto com os pais fazer o casamento perfeito para que as coisas aconteçam, ouvindo os jovens antes de agir”.

Exemplos

O jovem Diego Terlan Baldissera e seu pai, Adelir Paulino Baldissera, do município de Machadinho, além de relatarem suas experiências sobre a importância das políticas públicas na sucessão rural familiar, deram uma aula sobre relação familiar.

“Como pai tenho obrigação de dar apoio ao meu filho. Eu, quando jovem, estudei, trabalhei seis anos fora da propriedade e depois voltei”, conta Adelir. Na propriedade, a família trabalha com piscicultura e erva-mate e o filho, diz o pai, está dando conta do recado.

Já a jovem Alessandra Vinhaga, do município de Coxilha, que decidiu ficar no meio rural cuidando da atividade leiteira, mostrou o protagonismo e a força jovem feminina no meio rural. “Estou realmente realizada, faço meu trabalho com amor e é possível ganhar dinheiro”.

Durante o Seminário foi exibido um vídeo com depoimentos de jovens da região de Passo Fundo, que já estão inseridos no processo produtivo, mostrando o lado positivo de viver e trabalhar no meio rural.

O evento contou ainda com uma participação especial de Ed Júnior, César Grisa e Carlos Magrão, integrantes do grupo Multivozcional, que trouxeram arte e música.

Avaliação

Para a Gerência Regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, composta por Oriberto Adami e Dartanhã Luiz Vecchi, o evento superou as expectativas. Acima de tudo, cumpriu o papel de dar voz aos jovens, promovendo uma troca de experiência com os relatos feitos por eles mesmos e aproximando os jovens das lideranças do setor agropecuário.

“Com este seminário buscamos levar informações, proporcionar trocas de experiências entre jovens rurais, famílias e extensionistas, mostrando o potencial do rural. Também nos propomos motivar ações como a de olhar para a propriedade e identificar suas belezas”, afirma a extensionista da Emater/RS-Ascar e coordenadora do evento, Doriana Miotto.

Ela acrescentou a importância da música, da cultura, da arte, da inovação tanto na produção. Assim como em ações sociais, valorizando o trabalho na propriedade, mas também incentivando a interação, a liderança e a construção de um mundo melhor. “Hoje é o Dia Estadual do Jovem Rural, desejamos a todos muito sucesso em todas as suas escolhas e força para continuar na bela missão de alimentar o mundo”.

Fonte: Agrolink
Crédito da foto: Divulgação/Pexels

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O impacto da Covid-19 na produção de proteína animal

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O impacto da Covid-19 na produção de proteína animal Os primeiros sintomas já podem ser sentidos no agronegócio, com a queda nos preços das carnes e a possível tendência de se agravar com o aumento do desemprego

Os primeiros sintomas já podem ser sentidos no agronegócio, com a queda nos preços das carnes e a possível tendência de se agravar com o aumento do desemprego

O agronegócio brasileiro tem um importante papel a cumprir no novo cenário mundial: ajudar a alimentar o mundo, seja na produção de grãos ou de proteína animal. O impacto da Covid-19 representa uma nova reorganização da sanidade humana e animal em um momento de fragilidade que se espalhou pelo mundo em uma velocidade extraordinária.

Para debater o tema, o grupo Aqua Capital – fundo de investidas do agronegócio e detentor da empresa YesSinergy – organizou uma live especial. Houve a participação, principalmente, do CEO da Yes, Luciano Roppa. E ainda do professor de Agronegócio Global do Insper, Marcos Jank e, do ex-CEO da Marfrig, Eduardo Miron. O trio analisou a Covid-19 sob o prisma do agronegócio. A iniciativa contou com o engajamento online de mais de 500 pessoas.

“2020 caminhava para ser um ano incrível para o mercado de carnes. Sobretudo, em virtude da China ainda não ter resolvido totalmente o problema de desabastecimento causado pela peste suína africana. Agora, o cenário é completamente incerto. As reais consequências da Covid-19 estão sendo conhecidas apenas no dia a dia, na medida em que a crise vai evoluindo”, avalia o CEO da Yes, empresa que desenvolve soluções biotecnológicas para uma nutrição animal eficaz, segura e sustentável.

Roppa reforça ainda que, “para quem está dentro da granja, não havia como se planejar para uma situação como essa, principalmente depois de um primeiro trimestre excelente com crescimento de 33% nas exportações de carne suína, 9% de carne de frango e 5% de carne bovina. Mas, o coronavírus saiu da Ásia e chegou até nós”.

Marcas

A Covid-19 atingiu o Brasil em seu momento de produção máxima em todos os setores de proteína animal, pois havia grandes expectativas de exportações e melhora da demanda interna. Com os primeiros sintomas da enfermidade desde o início do isolamento, o desemprego entre os informais aumentou. E, por fim, chegou ao setor agrícola. Se o consumidor não tem renda, ele passa a selecionar o que consome e, no agronegócio, o reflexo é confirmado no aumento da demanda por carne de frango e ovos.

“Percebemos que as cadeias começaram a sentir os impactos a partir da semana do dia 30 de março, com o início da retenção. Houve queda na venda de carnes na casa de 30% e o frango chegou a R$ 2,90 no mercado. A carne bovina começou a apresentar represamento nos cortes nobres, e a suinocultura também tanto nos produtores quanto nos frigoríficos”, detalha Roppa.

Consumo

Sobre o consumo, Eduardo Miron alerta que a mudança já começa a beneficiar as proteínas mais baratas e a cadeia avícola tem vantagem nesse cenário. No entanto, ela precisa se manter atenta, já que com o aumento da velocidade e necessidade dos mercados poderá ocorrer um sufocamento na cadeia de frango, que corre o risco de sofrer um oversupply.

Em exportação, e adiantando-se à depressão do mercado interno, Roppa indica que essa é uma oportunidade para os suinocultores e avicultores, que, ao exportar, trazem uma receita importante que não virá internamente.

Insegurança alimentar em um mundo em desenvolvimento

Para Marcos Jank, a pandemia passa de uma crise de saúde para uma crise de segurança alimentar também, já que a recessão, as rupturas nas cadeias de suprimentos e as restrições ao comércio internacional podem causar desabastecimento, volatilidade de preços, pânico e instabilidade social. “Agora começam as restrições ao comércio internacional alimentar, com o retorno do estado-nação, controles rígidos de fronteiras e favorecimento da produção e dos produtores locais”.

Nesse momento, segundo o professor, as melhores medidas para mitigar uma crise global de segurança alimentar consistem no monitoramento de mercados e preços, em manter a população bem informada, assim como os mercados abertos para a transação internacional, evitando interrupções das cadeias de suprimento. Além disso, o apoio aos agricultores é essencial, bem como garantir a nutrição infantil com a merenda escolar.

Jank pontua que o Brasil tem agora o momento de se afirmar no mundo como um importante abastecedor global de alimentos. “O País precisa liderar a discussão mundial sobre a consistência dos sistemas de vigilância e controle de doenças que atingem animais e humanos”.

Conclusão

A Covid-19 trouxe um novo pensamento para o mundo de que é preciso pensar nas questões sanitárias, E, acima de tudo, combater o uso de carnes de animais selvagens, que pode ter dado origem ao novo coronavírus. “O Brasil pode ser protagonista nessa área de debate global de sanidade animal no mundo. Temos muito a dizer pelo papel que já cumprimos em termos de segurança alimentar e sustentabilidade”, afirma Jank.

“O brasileiro tem por essência uma grandeza única, afinal somos os maiores produtores de alimentos do mundo. O nosso produtor não abandona sua missão de alimentar o Brasil e o mundo. Acredito nisso, pois participo dessa cadeia há 48 anos e sei da fibra e do valor dos nossos produtores rurais”, finaliza Roppa.

Fonte: Assessoria de imprensa
Crédito da foto: Divulgação/ Pexels

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Sistema CNA/Senar defende ampliação da conectividade no campo

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Sistema CNA/Senar defende ampliação da conectividade no campo Seminário online debateu a importância da conectividade no campo

Seminário online debateu a importância da conectividade no campo

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debateu a relevância da conectividade no campo durante seminário sobre a importância das redes privativas para o sucesso da tecnologia 5G no país. A reunião aconteceu por videoconferência na quarta (10).

Assim sendo, o coordenador técnico do Instituto CNA, Joaci Medeiros, falou sobre a atuação do Sistema CNA/Senar com o intuito de levar a conectividade ao meio rural.

“Entendemos a importância do desenvolvimento de políticas públicas que facilitem o acesso às inovações tecnológicas. E, ainda, proporcionem a fixação das famílias no campo, o aumento da renda, da produtividade e da segurança rural”, destaca.

Na avaliação do coordenador, a falta de conectividade é um dos principais gargalos enfrentados pelo agro. “Dos mais de 5 milhões de estabelecimentos rurais existentes no Brasil, cerca de 72% são propriedade offlines, ou seja, não têm qualquer tipo de conexão. Nem mesmo aquelas mais simples, como chamada de voz”, observa.

Dessa forma, para superar esses obstáculos, Joaci explicou que o Sistema CNA/Senar está desenvolvendo projetos para ampliar e melhorar a conectividade em áreas rurais. Desde o segundo semestre de 2019, estão sendo realizados testes que estudam a viabilidade de conexão por satélite e cobertura terrestre.

“Pela relevância da agropecuária para a economia, acreditamos que a priorização da conectividade no meio rural vai gerar benefícios para todo o País, tendo em vista que o setor é responsável por 43% das exportações brasileiras, emprega 44% da mão-de-obra e é responsável por mais de 20% do Produto Interno Brasileiro”, disse.

Fonte: Notícias Agrícolas | CNA/Senar
Crédito da foto: Divulgação/ RCIA Araraquara

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27ª edição da Agrishow é adiada para 2021

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Diante do atual cenário, empresa organizadora reagendou a feira para ser realizada de 26 a 30 de abril, em Ribeirão Preto

A empresa organizadora da Agrishow – uma das maiores feiras agrícolas no mundo -, informou através de nota oficial que optou por adiar a 27ª edição do evento, que aconteceria neste ano, para 2021. Dessa forma, a feira será realizada de 26 a 30 de abril, em Ribeirão Preto/SP.

De acordo com a nota oficial, a empresa estava aguardando as novas diretrizes do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura do Município de Ribeirão Preto. Isso com relação à reabertura gradual dos negócios e, consequentemente, dos grandes eventos, para que a empresa pudesse confirmar a nova data da 27ª edição.

Antes de mais nada vale ressaltar que a Agrishow é uma feira que reúne cerca de 800 marcas expositoras. Sobretudo, boa parte dos equipamentos expostos são de grande porte.

Com isso, demanda tempo de preparação e muitas vezes liberação alfandegária. Bem como um longo período de planejamento minucioso para que esses equipamentos sejam expostos no evento.

Nesse sentido, dois fatores complementares foram analisados. O primeiro é com relação ao extenso e complexo período de montagem da feira, que habitualmente leva cerca de 40 dias. Além disto, a empresa avaliou o cronograma de reabertura das atividades econômicas da Prefeitura de Ribeirão Preto.

Assim, só seria possível realizar a feira na semana de 17 de agosto, período indicado pela maioria dos expositores como sendo ideal para o mercado. Isso desde que não houvesse nenhum retrocesso neste cronograma em virtude do aumento dos casos de COVID-19 na região.

Diante deste cenário, a Informa Markets, organizadora do evento, resolveu adiar o evento para 2021. “Aproveitamos para reiterar nosso compromisso com a qualidade do evento e a segurança de todos os participantes de acordo com as normas do Governo do Estado de São Paulo. Estamos certos de que a próxima edição será uma grande oportunidade para o setor se reencontrar. Além de conhecer tecnologias inovadoras e realizar bons negócios, para o desenvolvimento do agronegócio e, consequentemente, para a retomada da economia do Brasil”, finaliza a nota.

União de entidades do agronegócio

A Agrishow é uma iniciativa das principais entidades do agronegócio no país: Abag – Associação Brasileira do Agronegócio; Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos; Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos; Faesp – Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo e SRB – Sociedade Rural Brasileira.

Fonte: Agrishow
Crédito da foto: Divulgação/Agrishow

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Relatório mostra crescimento na exportação de produtos

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Relatório mostra crescimento na exportação de produtos do agronegócio Documento partiu do monitoramento do Abastecimento no Estado de São Paulo

Documento partiu de monitoramento do Abastecimento no Estado de São Paulo

O Grupo Técnico de Monitoramento do Abastecimento de Alimentos e produtos agropecuários no Estado de São Paulo lançou nono diagnóstico. Dessa forma, foi possível atualizar os principais impactos da pandemia do novo coronavírus ao agronegócio. Os dados englobam toda a cadeia, nos 645 municípios, e foram colhidos de 18 a 22/05/2020.

O relatório faz referência, sobretudo, às pesquisas do Cepea (Centro de Pesquisas Econômicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz). De janeiro a abril de 2020 o volume de produtos do agronegócio exportado pelo Brasil cresceu 6%.

Antes de mais nada, frente ao mesmo período de 2019 e teve faturamento externo de US$ 31 bilhões. Diante desse resultado, a participação do setor nas exportações totais do País foi de 47% no primeiro quadrimestre.

Neste período, o maior volume embarcado esteve atrelado à elevação das vendas da maioria dos produtos do agronegócio. Assim sendo, destaque para algodão, carne suína, açúcar, soja em grão, óleo de soja, carnes bovina e de aves.

A China continua expandindo suas relações comerciais com o Brasil. Além disso, vem aumentando a sua participação no total exportado pelo agronegócio. Do início de 2020 até abril, a participação do país asiático foi superior a 37% nas exportações totais.

Indicativos

Internamente, a alta nominal nos preços sobre o boi gordo segue inalterada em 27,8% nos últimos 12 meses (FinPec). A consultoria também registrou estabilidade na alta de 2,7% nas cotações do frango vivo registrada nos últimos 30 dias. Contudo, se mantém o recuo nominal de 16,7%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em relação aos suínos, as cotações do suíno vivo também têm se mantido em alta, na média de 2,6%. Porém ainda acumulando recuo de 29,5% para os cinco primeiros meses de 2020.

O grupo Técnico de monitoramento, de acordo com o comparativo da FinPec, destacou o frango e o suíno como itens que melhor remuneraram o produtor nos últimos 30 dias. Assim, registrando aumento de preço de 2,7% e 2,6%, respectivamente.

Quanto aos ovos, a evolução das médias mensais dos preços pagos pelo frango abatido e pelo ovo no atacado da cidade de São Paulo mostra que ambos registram desempenhos opostos em 2020. O frango enfrenta baixas praticamente contínuas desde o início do ano, enquanto o ovo registra altas sucessivas, brevemente interrompidas em maio.

Documento

O nono diagnóstico também apresenta dados da pesquisa realizada quinzenalmente pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, junto aos representantes das Câmaras Setoriais com o objetivo de identificar os principais gargalos decorrentes da crise gerada pela pandemia do COVID-19.

14 câmaras setoriais participaram nesta pesquisa. Todos os participantes relataram aumento de seus custos de produção em comparação àqueles vigentes antes da pandemia. Tais aumentos decorrem da alta nos preços dos insumos, dificuldades logísticas, custos de produção aumentados com redução no faturamento e despesa para adequação aos novos protocolos de segurança para mitigação das possibilidades de contágio da COVID-19.

O relatório finaliza com informações de que a demanda pelo serviço de transporte rodoviário de carga se manteve em queda, repetindo padrão muito próximo daquele registrado em semanas anteriores de 41,3%. Outro setor ainda bastante impactado é o de bares e restaurantes, com queda de faturamento anual acumulada, em relação ao mesmo período em 2019, da ordem de 59,5%.

Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Gustavo Junqueira, na agricultura e no agronegócio, para o alimento ir do campo à mesa do consumidor final é preciso planejamento e coordenação. “Este relatório é parte dessa ação e junto ao monitoramento de ações tomadas pelos agentes, visa promover meios para que o abastecimento seja sustentado e ampliado em todo o Estado de São Paulo”.

Fonte: Notícias Agrícolas | Sec. de Agricultura de SP
Crédito da foto: Divulgação/Sec. de Agricultura de SP

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Coronavírus: 99% de chance de vacina chinesa funcionar

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Testes estão no segundo estágio e devem ir para o exterior em breve

A Sinovac, uma empresa de biotecnologia com sede em Pequim, afirmou que a sua vacina contra a Covid-19 está em desenvolvimento na segunda fase e, acima de tudo, tem 99% de chances de ser eficaz. As informações foram divulgadas para a rede britânica Sky News. 

“Sim, sim. Deve ser bem sucedido … 99% [com certeza]”, disse Luo Baishan, pesquisador da Sinovac, quando indagado se a vacina funcionaria. 

No mês passado, Sinovac publicou resultados na revista científica Science, que mostrou que a vacina, chamada CoronaVac, protege macacos da infecção pelo coronavírus. O maior problema que a empresa enfrenta é o baixo número de casos de COVID-19 na China, o que dificulta o teste da vacina em uma situação epidêmica. Como resultado, a empresa está procurando um local com estágio mais avançado e, ao que tudo indica, o estágio três dos testes será no Reino Unido. 

De acordo com Helen Yang, diretora sênior de relações com investidores, vários países europeus podem ser consultados para a realização dos testes. “Atualmente, é um estágio muito preliminar para a discussão”, comentou. 

A empresa está avançando com a produção, apesar de continuar a pesquisa. Atualmente, está construindo uma planta comercial em outra parte de Pequim, com o objetivo de fornecer 100 milhões de doses e esse número, por maior que seja, significa limitar quem recebe a vacina. 

“É nossa recomendação que não seja toda a população que tome a vacina. Estamos discutindo isso e recomendando para outros países também. Primeiro, visamos grupos de alto risco, por exemplo, profissionais de saúde ou idosos, que podem ter um nível mais alto de mortalidade. Acho que esse será o ponto de partida. Para ser sincero, a vacina precisa ser produzida em grande escala por muito tempo”, conclui. 

Fonte: Agrolink
Crédito da foto: Divulgação/Pixabay

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