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O que é Contrato Barter no Agronegócio?

No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira (16), o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre o contrato Barter

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No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira (16), o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre o contrato Barter no agronegócio. Você sabe o que é? Portanto, se você tem dúvidas sobre esse tema, não deixe de conferir o vídeo abaixo.

O contrato Barter é uma forma facilitada de negociação. O termo “barter” significa permuta, troca. Assim, é uma prática na qual o agricultor pode trocar uma parcela da sua produção por insumos. Dessa forma, a negociação é realizada ainda antes da colheita, o que impede a variação de preço.

Além disso, ele é uma alternativa para garantir a safra. Por exemplo, se o produtor tem milho, pode negociá-lo e trocar por insumos para o fomento da lavoura, como sementes ou herbicidas.

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Quando começar a planejar a sucessão rural?

No primeiro “Dr. da Roça Responde”, nesta sexta-feira (07), o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala tudo sobre sucessão rural; qual a melhor forma de planejar

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No primeiro episódio do quadro “Dr. da Roça Responde”, em parceria com o Portal Meio Rural, o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre quando começar a planejar a sucessão rural.

A sucessão rural familiar em empresas do agronegócio, assim como para os produtores rurais, ambos ainda que de pequeno porte, é uma questão importante. De tal forma que o planejamento é vital desde o início.

Esse planejamento, portanto, prepara os familiares para todas as adversidades que possam surgir no meio do caminho. Apesar dos laços afetivos, o profissionalismo deve permanecer.

Não é raro nos depararmos com conflitos familiares e grandes prejuízos quando alguns pontos são descuidados. O que coloca por água abaixo tudo o que foi construído por anos e todo o empenho que se teve em de buscar reconhecimento e sucesso.

Saiba mais no vídeo abaixo:

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Produtor rural deve pagar IPTU ou ITR?

No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira (29), o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre ITR para o produtor rural

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No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira (29), o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre uma confusão comum entre produtores rurais. Qual imposto deve pagar, IPTU ou ITR?

O IPTU é o Imposto Predial Territorial Urbano. Quem arrecada é o Município e, pela lei, o imóvel deve estar localizado em área urbana. Já o ITR é o Imposto Territorial Rural. É arrecadado pela União e o imóvel pertence a uma área rural. Pela questão da localidade, o valor do IPTU costuma ser bem mais alto que o do ITR.

Todavia, cabe salientar que o STJ, não enxergou tal regra como absoluta. Saiba mais no vídeo abaixo:

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Produtor rural tem direito a restituição de tributos

No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira (16), o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre Restituição de Tributos Para Produtor Rural

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No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira (23), o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre um direito do produtor rural. Trata-se da restituição de tributos. Você sabia disso? Não, então não deixe de conferir o vídeo abaixo.

Afinal, existem tributos que podem ser restituídos pelo produtor rural e vale a pena verificar com seu contador ou advogado.

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Dr. da Roça

Saiba o que é contrato de integração no agronegócio

No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira, o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre o contrato de integração no agronegócio

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No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira (09), o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre o contrato de integração agronegócio. Você sabe o que é? Portanto, se você tem dúvidas sobre esse tema, não deixe de conferir o vídeo abaixo.

Antes de mais nada vale citar que a integração se viabiliza por contrato no qual o produtor rural se responsabiliza por parte do processo produtivo. Repassando, assim, essa produção à agroindústria, como matéria-prima a ser processada e transformada no produto final.

Isso, por sua vez, fornece ao produtor os insumos e serviços necessários. De modo que a integração se assemelha a uma parceria que não se confunde com o contrato de parceria rural. Saiba mais no vídeo:


Crédito da foto: Divulgação/Dr. da Roça

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Dr. da Roça

O que é contrato de compra e venda no agronegócio?

No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira, o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre o contrato de compra e venda dentro da propriedade rural

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O que é contrato de compra e venda no agronegócio?

No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira (2), o Dr. da Roça, Caius Godoy, explica a importância do contrato de compra e venda no agronegócio. Portanto, se você tem dúvidas sobre esse tema, não deixe de conferir o vídeo abaixo.

Seja comprador ou vendedor, você produtor rural deve se atentar às cláusulas do contrato de compra e venda de uma propriedade rural. Busque uma assessoria para saber tudo que está sendo inserido no contrato para que não haja surpresas futuras desagradáveis.

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Dr. da Roça

Qual é a importância do contrato social no agronegócio?

No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira, o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre o contrato social no agronegócio

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No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira (26), o Dr. da Roça, Caius Godoy, explica a importância do contrato social no agronegócio. Portanto, se você tem dúvidas sobre esse tema, não deixe de conferir o vídeo abaixo.

Antes de mais nada vale esclarecer que a cláusula de sucessão no contrato social é muito importante. Sendo assim, deve sempre ser revisada. Dessa forma, a dica de hoje é: vamos tirar o contrato da gaveta e dar aquela revisada que sempre vai ficar mais barato que deixar em cima da hora.

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Atenção produtor rural: venda casada é crime

No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira, o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre venda casada na hora de obter crédito no banco

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venda casada

A “venda casada” acontece quando, neste caso, ao acessar um correspondente bancário para obter o crédito, oferecem ao produtor rural um outro produto ou serviço junto ao crédito. Exemplo: caso a liberação do crédito rural seja condicionada à compra de outros produtos e serviços bancários (título de capitalização, aplicações financeiras etc.).

Para saber mais sobre venda casada, assista ao vídeo do Momento do Agronegócio, com o Dr. da Roça, Caius Godoy.

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Dr. da Roça

Você sabe qual é a diferença de contrato de parceria e arrendamento?

No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira, o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre a diferença de contrato de parceria e arrendamento

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No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira (12), o Dr. da Roça, Caius Godoy, explica a diferença de contrato de parceria e arrendamento. De acordo com ele, os contratos de arrendamento e parceria rural são parecidos, Mas possuem uma diferença fundamental em seu conceito. Ambos são instrumentos criados pelo Estatuto da Terra e de uso comum no meio agrícola

Arrendamento rural é o contrato agrário pelo qual uma pessoa se obriga a ceder à outra, por tempo determinado ou não, o uso e gozo de imóvel rural, parte ou partes do mesmo, incluindo, ou não, outros bens, benfeitorias e ou facilidades, com o objetivo de nele ser exercida atividade de exploração agrícola, pecuária, agro-industrial, extrativa ou mista, mediante certa retribuição ou aluguel , observados os limites percentuais da Lei.

Parceria rural é o contrato agrário pelo qual uma pessoa se obriga a ceder à outra, por tempo determinado ou não, o uso específico de imóvel rural, de parte ou partes do mesmo, incluindo, ou não, benfeitorias, outros bens e ou facilidades, com o objetivo de nele ser exercida atividade de exploração agrícola, pecuária, agro-industrial, extrativa vegetal ou mista; e ou lhe entrega animais para cria, recria, invernagem, engorda ou extração de matérias primas de origem animal, mediante partilha de riscos do caso fortuito e da força maior do empreendimento rural, e dos frutos, produtos ou lucros havidos nas proporções que estipularem, observados os limites percentuais da lei.

Abaixo, você confere no vídeo mais detalhes sobre a diferença de contrato de parceria e arrendamento. Não perca!

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Dr. da Roça

Veja dicas de contrato bancário para produtor rural

No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira, o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre contrato bancário para produtor rural

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Uma das dicas importantes para o produtor rural é, sem dúvida, revisar o seu contrato bancário. Somente assim ele conseguirá evitar abusividade de taxas de juros, comissão de permanência, venda casada, taxa administrativa, entre outros.

Dessa forma, no “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira (04), o Dr. da Roça, Caius Godoy, dá dicas de contrato bancário para o produtor rural. Portanto, confira mais detalhes no vídeo abaixo!

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Dr. da Roça

Por que fazer o contrato de arrendamento rural?

No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira, o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre a importância do contrato de arrendamento rural

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Por que fazer o contrato de arrendamento rural?

Antes de mais nada vale esclarecer que o arrendamento rural é o contrato agrário em que uma das partes cede à outra o uso e gozo do imóvel rural. É como uma espécie de locação de terra. Além disso, esse contrato pode incluir outros bens, benfeitorias e facilidades.

Dessa forma, no “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira (26), o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre a importância do contrato de arrendamento rural. Portanto, confira mais detalhes no vídeo abaixo!

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Dr. da Roça

O que é recuperação judicial para o produtor rural?

No “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira, o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre a importância da recuperação judicial neste momento de crise mundial

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A atual crise mundial trouxe sérias consequências para a economia de todo o planeta, alias, com perdas financeiras em muitos setores. Já no agronegócio, mesmo sofrendo consequências menos intensas quando comparado a outros setores, os prejuízos também foram sentidos. Para enfrentar esse momento, a recuperação judicial, prevista na lei 11.101/2005, representa um importante instrumento de salvaguarda.

Sem dúvida, ela ajuda o produtor rural a enfrentar esse momento sem que ele seja obrigado a encerrar suas atividades. Contudo, você sabe o que é a recuperação judicial? Sabe também como o produtor rural pode adotar esse instrumento jurídico para se manter na ativa e se reestruturar em tempos de crise?

Dessa forma, no “Momento do Agronegócio” desta sexta-feira (19), o Dr. da Roça, Caius Godoy, fala sobre a importância da recuperação judicial neste momento de crise mundial. Portanto, confira mais detalhes no vídeo abaixo!

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Dr. da Roça

Você sabe qual é a importância do calendário rural?

Na primeira dica do “Momento do Agronegócio”, do Dr. da Roça, fique por dentro da importância do calendário rural para o agronegócio

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Dando início na divulgação do quadro “Momento do Agronegócio”, comandado pelo advogado Caius Godoy, mais conhecido como Dr. da Roça, hoje você fica sabendo sobre a importância do calendário rural.

Afinal, a gestão jurídica bem organizada no agronegócio ajuda o produtor rural a evitar multas ou sanções. Nesse sentido, o calendário rural com todas as obrigações como ITR, código florestal, CCIR e outros irá te ajudar a cumprir todas obrigações em dia e ficar sem dor de cabeça para focar na produção. 

Portanto, confira mais detalhes no vídeo abaixo!

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Dr. da Roça

‘Momento do Agronegócio’: veja assuntos de direito para os produtores rurais

O portal Cavalus passa a exibir semanalmente o quadro do Dr. da Roça para auxiliar pequenos e médios produtores

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A fim de auxiliar pequenos e médios produtores rurais que acompanham o portal Cavalus, o quadro ‘Momento Agronegócio’ passará a ser exibido semanalmente por aqui. Ele é comandado pelo Dr. Caius Godoy, mais conhecido como Dr. da Roça, que é advogado e administrador de empresas.

Sendo assim, todas as sextas-feiras serão exibidos vídeos com assuntos de direito para o agronegócio dadas pelo Dr. da Roça. Antes de mais nada vale citar que ele teve sua carreira construída em assessorias administrativas e jurídicas, operações bancárias, tributárias, de mercado de capitais, fundos de investimentos e outras voltadas ao agronegócio.

Além disso, é especialista em negociações/contratos com atuação envolvendo instituições financeiras, órgãos governamentais, autarquias, agências reguladoras e cartórios. (Veja vídeo abaixo de apresentação do novo quadro)

Ideia do quadro Momento do Agronegócio

Com raízes fincadas na roça, na cidade de Duartina, no centro oeste paulista, Caius resolveu há cerca de cinco anos retornar as suas origens. Assim, surgiu o projeto Dr. da Roça com o intuito de levar informações sobre o setor para dentro da porteira.

“Os grandes pecuárias já são muito bem assessorados. Mas quando a gente fala do pequeno e médio produtor, que hoje representa a maioria no agro, você vai tratar com um pessoal que sente dificuldade de entender algumas coisas relacionados ao direito do agronegócio. E são essas pessoas que eu quero auxiliar de alguma forma. E auxiliar antes de entrar no judiciário, de ter o problema. Auxiliar com o consultivo mesmo”, explica Caius Godoy.

E ainda acrescenta: “O Momento do Agronegócio é para levar dicas essenciais para o produtor. Ou para que ele fique a par de produtos que já existem, mas não conhece e, assim, possa se beneficiar. Além disso, a ideia é explica sobre o que está acontecendo no setor. Para que ele fica antenado e atualizado ao agronegócio”.

Por fim, vale mencionar que, atualmente, o advogado Dr. da Roça mantém escritório em Campinas e Jaguariúna, que é o AgroBox Assessoria e Capital em Agronegócio. Então, não perca, a partir da próxima sexta-feira, acompanhe aqui no portal Cavalus assuntos de direito para os produtores rurais com o Dr. da Roça no ‘Momento do Agronegócio’.

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Agro Notícias

Ex-Ministro da Agricultura do Brasil é indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2021

Alysson Paolinelli é uma figura importante para o agro brasileiro, com diversos feitos de destaque no setor

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O diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), Durval Dourado Neto, protocolou a indicação de Alysson Paolinelli ao Prêmio Nobel da Paz 2021. A nomeação, portanto, já está com o Conselho Norueguês responsável por premiar os vencedores, o The Norwegian Nobel Committee.

Antes de mais nada, especialistas confirmam indicação de Alysson Paolinelli ao Prêmio Nobel da Paz 202 com base na sua dedicação ao conhecimento científico e desenvolvimento da agricultura tropical.

Alysson Paolinelli é ex-Ministro da Agricultura e fundador – no final da década de 60 – da Empresa Brasileira de Pesquisa Agrícola (Embrapa). Mineiro de Bambuí nasceu em 1936 e formou-se em 1959 em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Lavras.

Feitos

Em 1971, Paolinelli assumiu a Secretaria de Agricultura de Minas e criou incentivos e inovações tecnológicas para o Estado. Nessa época, por exemplo, Minas Gerais era o maior produtor de café do Brasil.

Alguns anos depois, aceitou o cargo de ministro da Agricultura no governo de Ernesto Geisel (1974 a 1979). Como Ministro, modernizou a Embrapa e promoveu a ocupação econômica do Cerrado. Envolvido na política, em 1986 elegeu-se deputado federal por Minas Gerais. 

Alysson Paolinelli, figura importante para o agro brasileiro, foi indicado pelo diretor da Esalq ao Prêmio Nobel da Paz 2021
Foto: Agência Senado

O indicado brasileiro ao Prêmio Nobel da Paz 2021 sempre incentivou a pesquisa, a ciência e a tecnologia. De tal forma que, entre outros feitos, implantou um programa de bolsa de estudos para estudantes brasileiros em diversos centros de pesquisa em agricultura pelo mundo.

Cuidou também da reestruturação do crédito agrícola e do reequacionamento da ocupação do bioma amazônico. Sobretudo, foi com a iniciativa de Paolinelli que o Brasil se tornou uma potência alimentar para todo o planeta.

Tem fama de, desde jovem, ter talento para revolucionar setores inteiros. Sua carreira conta ainda com o cargo de presidente do Banco do Estado de Minas Gerais, assim como presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Em 2006, Paolinelli ganhou o prêmio World Food Prize, o equivalente ao Nobel da alimentação. De acordo com o site da Esalq, em junho do ano passado assumiu como Titular da Cátedra Luiz de Queiroz de Sistemas Agropecuários Integrados.

Fonte: Esalq, Wikipedia, Canal Rural
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Esalq

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Dr. da Roça

Saiba o que está previsto em lei para peões e salva-vidas de rodeios

Neste artigo, o Dr. Roça explica o que está previsto dentro da lei para a função de peão e salva-vidas de rodeios

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Milhares de brasileiros são apaixonados por rodeios e, por isso, esse evento se tornou tão popular no país. Com a popularização deste tipo de evento, diversos homens descobriram suas vocações, como os peões e os salva-vidas de rodeios que se arriscam para fazer o que amam.

Atualmente, o rodeio é considerado uma atividade esportiva e é regulamentado pela lei federal nº 10.519 de 2002. Já os peões passaram a ser reconhecidos como atletas profissionais devido à lei nº 10.220 de 2001. Sendo assim, é fundamental conhecer os desafios e direitos dos profissionais do evento para respeitar as leis.

Desafios dos peões de rodeio e salva-vidas

Segundo a lei nº 10.220, considera-se atleta profissional o peão de rodeio “cuja atividade consiste na participação, mediante remuneração pactuada em contrato próprio, em provas de destreza no dorso de animais equinos ou bovinos, em torneios patrocinados por entidades públicas ou privadas”.

Ou seja, o peão é aquela figura conhecida do rodeio que se aventura em cima dos animais para entreter o público e para tentar ganhar grandes recompensas com esse desafio. O trabalho de um peão exige muita coragem, porque ele pode cair de cima do animal ou sofrer acidentes graves, como ser pisoteado pelo touro.

Além disso, é preciso muita dedicação para atingir o preparo físico e mental adequado para realizar essa atividade em diversos eventos.

Já o salva-vidas é outro profissional de rodeio que deve ter muita ousadia, coragem e amor pelo que faz para enfrentar os desafios da profissão. Afinal, é ele quem distrai o animal para que o peão possa sair em segurança da arena.

Geralmente, esse serviço é feito em dupla ou trio para que a função seja menos perigosa. Os salva-vidas também devem ter um bom preparo físico, mental e conhecer técnicas para fazer bem esse trabalho.

Diretos

Os direitos dos trabalhadores que se arriscam por dias em rodeios foram regulamentados principalmente pela lei nº 10.220 de 2001. De acordo com ela, a entidade promotora das provas de rodeio deve fazer um contrato com o peão e esse tem que conter:

  • A qualificação das partes contratantes;
  • O prazo de contratação;
  • O modo e a forma de remuneração (com valores especificados dos prêmios, gratificações e, se houver, das bonificações);
  • Cláusula penal para as hipóteses de descumprimento ou rompimento do contrato por uma das partes.

Conforme a lei, o contrato ainda tem que estipular o início e o fim da jornada de trabalho, que não pode ser superior a 8 horas diárias.

Além do contrato, a entidade também deve contratar seguro de vida e de acidente para os peões, que compreendam indenizações por morte ou invalidez permanente no valor de R$ 100 mil. Esse valor tem que ser atualizado a cada um ano (com base na Taxa Referencial de Juros TR) contados a partir da publicação da lei.

O seguro de vida para salva-vidas é igualmente obrigatório, de acordo com a lei nº 10.519 de 2002. Nela, está especificado que “os organizadores de rodeio ficam obrigados a contratar seguro pessoal de vida e invalidez permanente ou temporária, em favor dos profissionais de rodeio, que incluem os peões de boiadeiro, os ‘madrinheiros”, os ‘salva-vidas’, os domadores, os porteiros, juízes e os locutores”.

Em caso de não cumprimento…

Caso essas leis não sejam cumpridas, as entidades podem sofrer diferentes penalidades. Como, por exemplo, pagamento de multas, proibição de participar de competições e até terem o rodeio suspenso.

Sendo assim, é essencial que os direitos dos peões e salva-vidas que se arriscam em rodeios sejam sempre cumpridos. Dessa forma, eles estarão protegidos e as entidades vão atuar em conformidade com as leis.

O rodeio, assim como no meu coração, está no de diversas pessoas que tem paixão por este esporte que move multidões. Portanto, esses atletas merecem e devem ter o nosso respeito.

Por Dr. Caius Godoy (Dr. Da Roça), sócio na AgroBox Advocacia em Agronegócios.
E-mail: caius.godoy@agroboxadv.com.br
Canal no YouTube: Dr. Da Roça
Crédito da foto: Divulgação/Pixabay

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Dr. da Roça

Entenda sobre o processo de recuperação judicial para produtores

Com a atual crise que vivemos, a recuperação judicial pode ser a última salvaguarda jurídica do produtor rural. Saiba como funciona e como pedir!

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A atual crise mundial trouxe sérias consequências para a economia de todo o planeta, com perdas financeiras em muitos setores. Já no agronegócio, mesmo sofrendo consequências menos intensas quando comparado a outros setores, os prejuízos também foram sentidos. Para enfrentar esse momento, a recuperação judicial, prevista na lei 11.101/2005, representa um importante instrumento de salvaguarda.

Sem dúvida, ela vem ajudando o produtor rural a enfrentar esse momento sem que ele seja obrigado a encerrar suas atividades. Mas você sabe o que é a recuperação judicial? Sabe também como o produtor rural pode adotar esse instrumento jurídico para se manter na ativa e se reestruturar em tempos de crise?

A fim de esclarecer todas as dúvidas, conversamos com o Dr. Caius Godoy (Dr. Da Roça), advogado e sócio na AgroBox Advocacia em Agronegócios e temos as respostas. Confira abaixo:

O que é recuperação judicial?

Prevista na lei 11.101/2005 ora em vigência, a recuperação judicial é caracterizada como um importante instrumento de salvaguarda para o produtor rural. Este que, porventura, passa por uma crise econômico-financeira, tal qual estamos vivenciando em decorrência da Covid-19.

Para Godoy, esse é um instrumento adotado para evitar o encerramento precoce de suas atividades. Ou que a mesma sofra sérias consequências de uma inadimplência não resolvida, inclusive com provável perdimento de bens.

Podemos resumir a Recuperação Judicial como uma forma de processo judicial visando que empresas que estejam passando por dificuldades financeiras literalmente fechem suas portas (falência)”.

Sendo assim, a empresa consegue isso mediante a apresentação de um plano aonde será estabelecido de qual forma ela pretende se recuperar. Bem como com o objetivo de renegociar e alongar os prazos com os seus credores para o cumprimento das suas obrigações.

A Recuperação Judicial permite que devedor e credor sofram bem menos os efeitos de uma crise e possam assim continuar exercendo a sua função social. Podemos resumir como “um acordo que é intermediado pela justiça”, complementa Godoy.

Sobretudo, o interessante é que essa forma de processo também é aplicada aos Produtores Rurais. Estes que podem ter os mesmos benefícios quando comparados às demais categoria da sociedade.

Quando e como produtores rurais podem solicitar sua recuperação judicial?

Estando dentro das exigências vigentes, Godoy explica ainda que toda e qualquer empresa ligada ao agronegócio com exceção das dispostas na Lei 11.101/05 podem pedir a Recuperação Judicial.

Não existe um momento na vida da empresa para solicitar, independente de qual seja o motivo, gestão, crise e/ou outros. A dificuldade financeira que pode resultar em uma falência tem como “solução” jurídica a Recuperação Judicial, que junto a um advogado especializado, se viabiliza”.

Em recente entendimento do STJ (Superior Tribunal de Justiça) foi definido que os Produtores Rurais não precisam de um registro na Junta Comercial, condição exigida pela Lei 11.101/05, para solicitar a sua Recuperação Judicial.

Não há obrigação nem a necessidade de se comprovar os dois anos de inscrição. Essa comprovação deve ser realizada simplesmente pela sua atividade rural, o que no meu entendimento é justo, já que para o Produtor Rural exercer suas atividades esse registro nunca havia sido exigido. Como sabemos, em sua grande maioria os Produtores Rurais exercem suas atividades na Pessoa Física”.

Passa a passo para solicitar a recuperação judicial por produtores

Entendida a necessidade de solicitar a recuperação judicial do seu negócio, cabe ao produtor seguir um passo a passo até conseguir esse processo.

Em um primeiro lugar, junto a um consultor/advogado, é preciso ter um cenário bem detalhado e o mais completo possível de toda situação financeira do devedor (produtor rural) e a partir disso, propor o chamado Plano de Recuperação Judicial. “É nele que serão expostas as maneiras encontradas para sanar os problemas e se recuperar”, completa Godoy.

Depois, a partir daí existirão diversas etapas que irão ocorrer entre o peticionamento do pedido da Recuperação Judicial e a etapa mais delicada, que é cumprimento desta.

Por apresentar muitos detalhes, é extremamente importante o auxílio de profissionais experientes na área para que o Plano seja realmente executável e tenha grandes chances de êxito”, segue o especialista em direito do agronegócio.

Por fim, precisamos entender que a Recuperação Judicial é um procedimento complexo e longo que envolve profissionais experientes nesta área, funcionários e fornecedores.

Todos devem ter o mesmo compromisso, que é realmente recuperar esse Produtor Rural e/ou empresa relacionada ao Agro para que a mesma possa continuar a cumprir com a sua finalidade social, trazendo realização e satisfação a todos”, finaliza Godoy.

Fonte: Agrishow Digital
Crédito da foto: Divulgação/Pexels

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Dr. da Roça

CNA debate sobre o método de diagnóstico do mormo

Segundo especialistas, método de diagnóstico do mormo adotado no país, atualmente, não dá confiança

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O Grupo de Trabalho de Sanidade Animal da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu recentemente sobre o método de diagnóstico do mormo (Burkholderia mallei) em equídeos.

Antes de mais nada vale ressaltar que a doença é transmitida por secreções nasais, orais, oculares, fezes e urina de animais infectados. Além disso, acontece casos de transmissão ao homem e a outros animais.

De acordo com a coordenadora de Produção Animal da CNA, Lilian Figueiredo, para o setor produtivo o grande problema é que o método de diagnóstico da doença adotado, atualmente, não dá confiança. “Não sabemos se, de fato, o animal realmente é positivo para a enfermidade e deve ser sacrificado. Por isso, é necessária uma revisão do programa e novos estudos sobre o tema”.

Nesse sentido, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) desenvolve o Programa Nacional de Sanidade de Equídeos (PNSE). Sobretudo, o programa prevê ações de prevenção, controle e erradicação desse tipo de doença.

“A política pública do Mapa segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O diagnóstico é feito por meio de dois tipos de exames sorológicos. Em que o material passa por um teste de triagem para saber se o animal é soro reagente”, afirmou a médica veterinária e responsável pelo PNSE, Eliana Lara.

Medidas da Embrapa

A Embrapa Gado de Corte também tem feito trabalhos relacionados ao mormo. A ideia é fortalecer o protocolo de diagnóstico da doença no Brasil. Segundo o pesquisador Flabio Araújo, os estudos envolvem a infecção experimental de equinos com a Burkholderia mallei para montar um banco de soros dos animais infectados desde o dia zero da infecção.

“Também estamos com planos de trabalho para caracterizar os genomas e proteomas de cepas autóctones de B. mallei isoladas no Brasil. Com esses estudos será possível verificar a transmissão entre propriedades”, disse.

Flabio Araújo argumentou ainda que a Embrapa também está trabalhando com um teste sorológico rápido para a doença.

Segurança no diagnóstico

Na avaliação do presidente da Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe), Pio Guerra, os criadores precisam de uma forma segura de diagnosticar se o animal está infectado ou não.

“Precisamos de um protocolo seguro, que evite o sacrifício de animais e não traga prejuízos genéticos e econômicos. É um assunto sério e importante para a economia rural brasileira. Por isso, coloco-me à disposição para colaborar no que for preciso e ajudar o poder público a encontrar uma resposta funcional para o tema.”

Por fim, vale destacar que a CNA é uma das entidades que participam da rede de Colaboração do PNSE. Assim, enviará ao Mapa sugestões de melhorias para o Programa, ainda de acordo com Lilian Figueiredo.

Fonte: Agrolink
Crédito da foto: Divulgação/Pexels/David Foster

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Dr. da Roça

Brasil abre 100 novos mercados externos para produtos agro

O mais recente é a exportação de suínos para a Colômbia; confira a lista completa

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O mais recente é a exportação de suínos para a Colômbia; confira a lista completa

O Brasil conquistou a abertura de 100 novos mercados externos para produtos da agropecuária nacional desde janeiro de 2019. Nesse sentido, o mais recente é a exportação de suínos (reprodução) para a Colômbia.

Todavia, o trabalho de abertura de novos mercados externos não contempla apenas a venda de produtos tradicionais. Aliás, dos quais o Brasil já é um grande exportador, como carnes.

Mas, sobretudo, de diversos produtos da cadeia agrícola, como castanhas, chá, frutas, pescados, lácteos e plantas. Atendendo, portanto, ao objetivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de diversificar a pauta exportadora brasileira.

“Isso significa novas oportunidades para os produtores brasileiros que vêm trabalhando com afinco e demostrando muita resiliência, mesmo passando por uma pandemia. Acredito muito na competência e competitividade dos nossos produtores e essas aberturas refletem a intenção do Mapa em diversificar cada vez mais nossa pauta de exportação”, destaca a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Entre as aberturas de produtos não tradicionais estão: Castanha de Baru para a Coreia do Sul; mudas de coco para a Guiana; Castanha do Brasil para Arábia Saudita; milho de pipoca para Colômbia; gergelim para Índia; mudas de eucalipto para Colômbia; ovos com casca para Singapura; e abacate para Argentina.

Ademais, foram abertos mercados para produtos de alto valor agregado. Como, por exemplo, material genético avícola para os Emirados Árabes Unidos e Marrocos, bem como embriões equinos para os Estados Unidos.

Regiões

Dos 100 novos mercados, 45 são na América (Argentina, Colômbia, Peru, Estados Unidos, México, Canadá, Guiana, Equador, Venezuela, Guatemala e Bolívia); 40 na Ásia (Arábia Saudita, China, Cazaquistão, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Índia, Japão, Malásia, Indonésia, Taiwan, Irã, Tailândia, Mianmar, Singapura e Qatar); 14 na África (Egito, Marrocos e Zâmbia) e um na Oceania (Austrália), conforme dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

Mesmo com os impactos da pandemia do coronavírus, a maioria dos processos de abertura foi concluída este ano, com 66 mercados.

Países

Os novos mercados envolvem 30 países. Isso porque algumas nações passaram a importar mais de um produto agrícola do Brasil. Cada novo mercado corresponde a exportação de um produto.

Nesse sentido, houve uma ampliação significativa com os vizinhos sul-americanos, com a abertura de 17 novos produtos para a Argentina, oito para a Colômbia e seis para a Bolívia.

“Abrir um mercado é abrir uma porta. E estou certa de que trabalharemos juntos para que nossos produtores de fato passem por ela”, afirma a ministra. Na Ásia, Singapura e Mianmar abriram sete novos mercados, cada um, para os produtos brasileiros. Na África, Egito abriu oito mercados.

Categorias por produtos

Os produtos derivados de aves (carnes, miúdos e farinhas) estão entre os mais procurados, totalizando 13 aberturas, assim como 11 de bovinos, nove de plantas, oito de produtos suínos, oito de material genético bovino, sete de lácteos e cinco de frutas.

Fonte: Agrolink
Crédito da foto: Divulgação/Pexels

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Dr. da Roça

Safra de soja do Brasil deve bater recorde, aponta pesquisa

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Estudo da Reuters garante que  as chuvas aguardadas vão disparar o plantio de soja no país

O atraso no plantio de soja do Brasil registrado neste início dos trabalhos da safra 2020/21 não alterou previsões de colheita no maior produtor e exportador global da oleaginosa. Afinal, uma pesquisa da Reuters aponta recorde de 132,25 milhões de toneladas.

De acordo com avaliações de 12 analistas, a área plantada pode até crescer mais do que o previsto atualmente. Considerando, assim, os preços recordes da oleaginosa no país. Contudo, na comparação com sondagem da Reuters publicada em setembro, a projeção de plantio ficou praticamente estável.

Com algumas poucas reavaliações nas projeções de analistas e uma intensificação de chuvas esperada para a próxima semana, a pesquisa mostrou uma estimativa de safra 550 mil toneladas acima do levantamento anterior.

Se o tempo colaborar, o país poderia produzir 7,5 milhões de tonelada a mais do que na temporada anterior. Quando a seca reduziu fortemente a safra do Rio Grande do Sul, conforme os dados.

“Acho que o relatório de outubro vai trazer área maior do que essa. E para a soja não tem problema algum esse atraso no início do plantio”, disse o coordenador de Grãos da consultoria Datagro, Flávio França Junior.

Na sequência, ele ainda lembrou que há previsão de chuvas para a próxima semana, o que permitirá o desenvolvimento dos trabalhos.

Plantio da soja atrasado

Até a semana passada produtores do Brasil tinham semeado 1% da área total, conforme números da consultoria Céleres. Anteriormente, 6,5% no mesmo período do ano passado.

“Ainda é cedo para dizermos que a produtividade será prejudicada por esse atraso. Se o volume de chuvas se normalizar nas próximas semanas, a tendência é vermos os produtores acelerarem o ritmo de plantio e recuperarem esse atraso”, disse a analista Daniely Santos, da Céleres.

Para o especialista em Commodities da Refinitiv, Anderson Nacaxe, o período seco preocupa. No entanto, o setor tem máquinas que permitem uma rápida reação.

“Com chuvas previstas para semana que vem, acreditamos que a janela de plantio deva se iniciar. Assim, passamos a ficar de olho no período imediatamente seguinte, onde de fato uma seca atrapalharia a germinação”, completou Nacaxe.

O analista Aedson Pereira, da IHS Markit, destacou que o atraso no plantio poderia mexer na intenção da segunda safra, de milho ou algodão.

“Áreas de algodão de segunda safra podem registrar forte retração, cedendo espaço para milho”, afirmou ele, lembrando que a pluma tem um ciclo mais longo e precisa ser semeada antes em regiões de Mato Grosso.

Na quinta-feira, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deverá divulgar uma nova projeção para a safra de grãos 2020/21, incluindo a soja.

Área Maior

Pereira também pontuou que o atraso da soja deve sim colaborar para uma maior janela de exportação dos Estados Unidos, visto que a soja brasileira entrará mais tarde no mercado. “Já que o Brasil não terá grande disponibilidade de soja em janeiro até meados de fevereiro”, destacou.

Mais cedo nesta semana, a consultoria AgRural havia chamado a atenção para o comprometimento da oferta brasileira em janeiro, com o atraso do plantio, o que beneficia norte-americanos.

Para o analista Luiz Fernando Roque, da Safras & Mercado, a produtividade esperada foi mantida, mas ele alertou que a intenção de plantio poderá ser alterada positivamente.

“Se mudar (nosso número) vai ser na área ao longo do plantio, percebemos que a intenção pode ser um pouco maior. Nas últimas semanas falamos com um pessoal que vê um pouco mais (área) no Rio Grande do Sul e no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).”

Fonte: Agrolink/Reuters
Crédito da foto: Divulgação/Pexels

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Agro Notícias

5G vai trazer US$ 77 bilhões para agricultura

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Transformação digital para a agricultura pode ser “um dos motores da recuperação econômica do país no pós-pandemia”

A chegada da internet 5G no Brasil deve ampliar em cerca de US$ 77 bilhões os ganhos na agricultura. É o que aponta estudo elaborado em conjunto pela Nokia e pela Omdia. Representará, acima de tudo, uma “verdadeira transformação digital. Assim como impulsionará a produtividade na América Latina. Principalmente no Brasil, com ganhos significativos para a economia”.

De acordo com o White Paper ‘Why 5G in Latin America?’, o impacto econômico estimado é de até um ponto percentual a mais no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Conforme os autores, essa transformação digital pode tornar-se “um dos motores da recuperação econômica do país no pós-pandemia”.

Destaque

O estudo aponta o cenário brasileiro com destaque. A expectativa é que o 5G tenha um impacto de até US$ 1,2 trilhão no Produto Interno Produto do país no período de 2021 até 2035. “Os setores mais positivamente impactados serão: Tecnologia, Informação e Comunicação (US$ 241 bilhões). Em seguida, Governo (US$ 189 bilhões), Manufatura (US$ 181 bilhões), Serviços (US$ 152 bilhões). Por fim, Varejo (US$ 88 bilhões), Agricultura (US$ 77 bilhões) e Mineração (US$ 48,6 bilhões)”.

Aliás, o documento ainda aponta que a agricultura no Brasil é altamente produtiva. Sobretudo, orientada para a exportação, com importantes efeitos em outras indústrias. A saber: Manufatura e Serviços. Por isso, o 5G tem o potencial de ser a única camada necessária para conectar casos de usos diferentes.

Por exemplo, coleiras de animais, sistemas de irrigação, sensores de equipamentos, câmeras, veículos autônomos e UAVs (drones). A maioria das fazendas no Brasil não possui cobertura de celular, portanto os ganhos potenciais são grande. Conectar a força de trabalho e a infraestrutura pode ter um impacto significativo na produtividade do setor. Principalmente, considerando a possibilidade de avançar diretamente para o 5G.

Análise

Ari Lopes, analista sênior da Omdia, afirma que o 5G terá força. De acordo com ele, “trará grandes impactos para a sociedade e muitos benefícios também. O estudo voltado para a América Latina com a Nokia traz informações interessantes. Antes de mais nada, de como a tecnologia poderá ser aproveitada e o que há em jogo com o atraso da adoção do 5G”.

Para Wilson Cardoso, diretor de soluções da Nokia para a América Latina, o 5G “não é apenas um G. Proporcionará a digitalização da sociedade e todas as máquinas, equipamentos e sensores. Um grande impulso na economia. Além de que todos os elementos conectados irão buscar e trazer informações. Estamos ansiosos em contribuir para o debate público sobre a importância da adoção do 5G na América Latina e no Brasil”.

5G vai trazer US$ 77 bilhões para agricultura. Transformação digital pode ser um dos motores da recuperação econômica do país no pós-pandemia
Foto: Pixabay

CNA mostra que agro abre 86,2 mil vagas e lidera expansão de vagas de janeiro a julho de 2020

O setor agro abriu mais de 86,2 mil postos de trabalho de janeiro a julho deste ano. Como aponta análise feita pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Ao analisar dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.

A agropecuária seguiu liderando a geração de novas vagas de trabalho em 2020. Depois de ser o único setor de atividade econômica a abrir vagas no primeiro semestre do ano. Foram 62.663 mil no acumulado dos primeiros seis meses. Segundo o levantamento, em julho o setor apresenta novo saldo positivo com a abertura de mais 23 mil vagas.

Os principais segmentos que mais abriram vagas em julho foram produção de lavouras temporárias, produção de lavouras permanentes. E ainda hortícolas, criação de bovinos, florestas plantadas, criação de aves e criação de suínos. Principalmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Bahia.

O setor da construção civil também teve aumento dos postos de trabalho, com 8.742 mil de janeiro a julho. Acesse o comunicado técnico da CNA e veja o comparativo entre os setores da economia e o saldo líquido de vagas entre janeiro e julho de 2020.

Fonte: Agrolink / CNA
Crédito da foto: Portal Campo e Negócios

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