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Flávia de Oliveira Ramos usa os cavalos como base para sua profissão

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Ela atua como formadora de líderes no mundo corporativo colocando em prática as lições que os cavalos ensinam, promovendo uma evolução positiva das relações humanas

Bacharel em Administração de Empresas pela FAAP, com o intuito de se especializar a paulistana Flávia de Oliveira Ramos fez MBA na Kogod School of Business, em Washington, Estados Unidos, e formação em Executive Coaching e Life Coaching pelo Integrated Coaching Institute. Amazona e mãe de dois filhos, Filipe e Tomás, ela é dona de uma consultoria de desenvolvimento de liderança, a For Leaders, inspirada em tudo que o Hipismo Clássico e os cavalos a ensinaram.

Ou seja, ela atua como consultora de líderes que buscam a superação. E, antes de mais nada, buscam a realização do seu propósito de vida e a concretização do seu legado. Portanto, o background para desenvolver o método de autoliderança  vem da sua trajetória pessoal e profissional. Flavia foi professora de Hipismo Clássico por cinco anos, participando de campeonatos estaduais e nacionais da modalidade por quase 30 anos.

Dessa forma, sua trajetória profissional corporativa foi construída com os trabalhos que desenvolveu ao longo de mais de 20 anos. Bagagens que ela adquiriu em sua vida com os cavalos e nas empresas por onde passou atuando nas funções de gestora nacional de vendas e marketing; gestora de prospecção e atendimento; comunicação interna e externa, marketing, gestão da marca, gestão de mídias sociais e gestão do projeto de cultura corporativa; gestora executiva de marketing e comunicação.

Conversamos com ela, confira!

O começo  “A primeira vez que eu subi em um cavalo foi aos 11 anos em um acampamento no interior e eu achei algo bem difícil. Quem estava guiando a gente era o filho de um fazendeiro do local, poucos anos mais velho que eu, com extrema habilidade. Vê-lo montando me fez querer aprender e logo depois que voltei pedi aos meus pais. Como na minha família ninguém tinha ligação com cavalos, passou um tempo até eu começar a fazer aula de equitação.  Aos 13 anos consegui começar as aulas, na Hípica Paulista, na capital, e fiquei lá até os 17 anos de idade. O Hipismo é um esporte muito caro e meus pais não investiram então me mantive fazendo as aulas na hípica. Como eles são portugueses íamos para Portugal nas férias de julho e eu montava lá também. Lembro que em troca de aulas eu trabalhava com os cavalos de cavaleiros de Adestramento, na Hípica de Campo Grande, em Lisboa, e assim foi durante quatro anos. Formação que me ajudou muito na minha formação para o Salto”.  Começo como profissional  “Quando meus pais colocam na minha mão seguir com os custos das aulas, eu estava com 17 anos, e passei a fazer alguns ‘bicos’, como assistente de júri na Hpica Paulista, trabalhava alguns cavalos para alguns picadores. Aos 18 anos, fui trabalhar no Centro Hípico de Cotia, em São Paulo, onde eu dava aulas de equitação na escolinha, trabalhava cavalos de clientes, que apresentava em provas, período que durou seis anos.  Meus pais me apoiavam em tudo, mas não ma patrocinaram, mesmo tendo uma boa condição financeira. Paralelo a esse trabalho com os cavalos, eu continuei estudando. Aos 22 anos, comprei um cavalo, o Getúlio, um BH, grande companheiro meu nas pistas. Um amigo com quem eu trabalhava me ajudou a domá-lo e chegamos a saltar em provas até 1,30m.  Saltei durante muito tempo nas provas de 1,20m com cavalos de clientes e amigos, acho que cheguei a competir com mais de 60 cavalos diferentes, devido a essa rede de relacionamento muito boa que tenho até hoje. Uma das coisas que me orgulho nesse esporte é ter feito muitos amigos. E os cavalos em quem eu competia, emprestados por esses amigos, me ajudaram muito na minha equitação, inclusive na formação de conjunto com o Getúlio.  Competi no Salto até 2011, visto que depois que engravidei nunca mais participei de provas. Porém continuo montando e trabalhando com cavalos. Monto cavalos que estão à venda, em transição de dono. O Getúlio morreu em 2015”.  O insight para a For Leaders  “Eu tenho, portanto, uma consultoria de desenvolvimento de liderança, a For Leaders, inspirada em tudo que o Hipismo Clássico e os cavalos me ensinaram. Fui executiva por mais de 20 anos, em vários tipos de empresas diferentes, a primeira delas a empresa da minha família. Nessa época eu era muito focada no esporte, dava aula de Hipismo e fazia faculdade. Mas comecei a observar a relação dos meus alunos, especialmente os adultos, com os cavalos bem como com as pessoas e a vida profissional deles.  Dei aula para executivos e percebi que eles se portavam como se estivessem em suas empresas. Se portavam de forma mais exigente, não apenas nos mementos normais, mas especialmente quando eu pedia algo que eles não conseguiam fazer. A tensão deles passava para o cavalo, que ficava tenso também. Mas quando era um aluno mais jovem, conseguia executar a mesma coisa que eu tinha pedido de forma mais tranquila no mesmo cavalo.  E eu conversava com esses meus alunos executivos, questionando se era daquela mesma forma que ele lidava com as pessoas na empresa. Ou seja, se a exigência era tão alta como eles se comunicavam com os cavalos durante as aulas. Se eles lidavam na vida profissional sem ouvir, sem ver os sinais, exigindo demais, do mesmo modo que agiam com os cavalos. Isso fazia com que eles refletissem e me abriu os olhos para que percebesse o que os cavalos me diziam sobre cada um dos meus alunos. E nesse processo também percebi como meu cavalo me contava muita coisa sobre mim mesma”.  A premissa do autoconhecimento  “Por causa do Hipismo e do meu cavalo Getúlio que eu fui fazer terapia. Os cavalos são os responsáveis pela minha busca por autoconhecimento, já que na minha relação com eles consegui aprender coisas que precisava trabalhar e desenvolver em mim. Não tive como não ver essa riqueza toda de informação e aprendizado que o cavalo me dava. E foi ai que desisti de tentar uma vida profissional como cavaleira no Hipismo e trabalhar com esse outro lado, esse poder maior que o cavalo pode ofertar. Fui para o mundo corporativo, mantendo o esporte por perto, competindo como amadora, trabalhando e estudando.  Minha rotina era bem regrada e minha vida corporativa evoluiu muito rápido. Comecei a ser líder muito cedo. Sem dúvida, fui uma líder mais assertiva por todo o aprendizado que absorvi com os cavalos. Costumo dizer que eles me domaram nesse sentido, me educaram e me ensinaram a conectar melhor as pessoas e me conectar comigo mesmo”.  xxx  “Podemos traçar um paralelo: um cavalo não vai aprender a saltar só porque a gente quer. De maneira idêntica quando a gente lidera um time. As pessoas não vão ter alta performance e entregar um resultado satisfatório só porque a gente quer. Elas precisaram querer, estar motivadas, engajadas e felizes com o que estão fazendo. Para conquistar auto-estima, auto-confiança, saber pedir ajuda, ter confiança no seu líder para entregar o trabalho da melhor forma.  E sempre que eu estava em uma situação, como líder ou liderada, me colocava na posição de amazona e como faria para convencer um cavalo a fazer determinado exercício ou enfrentar um obstáculo. Ou, se eu fosse uma égua ou um cavalo, como eu gostaria de ser guiada para enfrentar esse projeto.  Outra coisa importante no Hipismo Clássico é que o gênero não é importante, mulheres e homens, éguas e cavalos competem em igualdade.  No mercado corporativo infelizmente a realidade não é a mesma, contudo é uma lição que os cavalos nos dão. Homens e mulheres tem capacidade de ter a mesma performance em todos os nichos e níveis. Inclusive, as líderes de hoje são muito mais humanizadas e tem um modelo mental novo, dessa geração. Esse tipo de liderança humanizada é bem parecida com a da nova era de como o animal é tratado, da doma racional, respeito ao cavalo, ele como protagonista. Não se trata mais um colaborador como antes, de maneira idêntica não se trata mais um cavalo com desrespeito e maus-tratos”.  Paralelos cavalos x mundo corporativo  “Costumo dizer que a humanidade acompanha o que sempre aprendemos com os cavalos. E o meu trabalho segue tudo isso. Em outro paralelo, no esporte você adquire mais repertório a medida que vai montando bastante tempo, cavalos diferentes, somando bagagem. Com os líderes acontece da mesma forma, são melhores líderes quando está no exercício da liderança a bastante tempo, quando já levou bastante tombo, reconheceu os erros e consertou-os. A liderança é um exercício de sabedoria, um trabalho exige ainda resiliência, humildade e ‘estrada’.  Um jovem da mostras que pode ser um bom líder, mas só experiência vai fazer dele esse líder, geralmente com a ajuda de um mentor e com uma busca de autoconhecimento. E no Hipismo é igual, saber se conhecer muito para poder se conectar com o cavalo e guiar as nossas emoções em cima do cavalo, pois ele vai refletir o que a gente sente. Montar um cavalo e a liderança são dois exemplos de autoconhecimento. Só consigo liderar alguém se eu me lidero, e só consigo me liderar se eu me conheço. Essa é a filosofia do meu trabalho: conscientizar as pessoas que sem o autoconhecimento não é possível ser um líder eficaz.  O trabalho da For Leaders trás esses paralelos e esses ensinamentos. O que a gente aprende com os cavalos, no esporte e o paralelo do mundo dos cavalos com o mundo dos humanos, assim como o paralelo das hípicas, do Hipismo, competições, haras com o mundo corporativo e mercado de trabalho. Mostramos que as respostas e as melhores soluções para o mundo corporativo e o mundo dos humanos está no universo dos cavalos”.  Trabalho  “Efetivamente, a For Lerders não só faz trabalhos individuais e bem como trabalha com grupos de mentoria e coaching. Os cavalos entram me ajudando a mostrar o que precisa ser desenvolvido no líder ou liderado, caso do individual. Enquanto o trabalho coletivo é baseado no ‘team building’, para formar conjunto entre líder e liderados. Worshops de um a dois dias, podendo se estender a três dias. Todos eles são customizados, ou seja, preparamos cada workshop específico para aquele indivíduo ou grupo.  Assim sendo, para montar o trabalho, utilizamos uma mesma sequencia: diagnóstico e devolutiva do diagnóstico; estruturação do workshop para o grupo ou pessoa e sensibilização; pós workshop e jornada de transformação. Temos um método para cada uma dessas três fases e cada trabalho é customizado de acordo com a demanda no que diga respeito ao tempo, intensidade, consultores, cavalos.  No time da For Leaderes temos consultores, psicólogos, cavaleiros e horsemanship. Então, profissionais do mundo corporativo com de Hipismo. Todos com a mesma filosofia, do cavalo como protagonista, do bem-estar animal, nossa prioridade. A mesma coisa com o ser humano, sempre o bem-estar da pessoa ou time. Muito antes do lucro, do resultado e das metas vem o bem-estar e a saúde emocional, pisiquica e física deles. Se o time estiver bem ele vai performar bem.”  Por Luciana Omena Credito das fotos: Arquivo Pessoal  Veja outras notícias no portal Cavalus

O começo

“A primeira vez que eu subi em um cavalo foi aos 11 anos em um acampamento no interior e eu achei algo bem difícil. Quem estava guiando a gente era o filho de um fazendeiro do local, poucos anos mais velho que eu, com extrema habilidade. Vê-lo montando me fez querer aprender e logo depois que voltei pedi aos meus pais. Como na minha família ninguém tinha ligação com cavalos, passou um tempo até eu começar a fazer aula de equitação.

Aos 13 anos consegui começar as aulas, na Hípica Paulista, na capital, e fiquei lá até os 17 anos de idade. O Hipismo é um esporte muito caro e meus pais não investiram então me mantive fazendo as aulas na hípica. Como eles são portugueses íamos para Portugal nas férias de julho e eu montava lá também. Lembro que em troca de aulas eu trabalhava com os cavalos de cavaleiros de Adestramento, na Hípica de Campo Grande, em Lisboa, e assim foi durante quatro anos. Formação que me ajudou muito na minha formação para o Salto”.

Em competição com Getúlio

Começo como profissional

“Quando meus pais colocam na minha mão seguir com os custos das aulas, eu estava com 17 anos, e passei a fazer alguns ‘bicos’, como assistente de júri na Hípica Paulista, trabalhava alguns cavalos para alguns picadores. Aos 18 anos, fui trabalhar no Centro Hípico de Cotia, em São Paulo, onde eu dava aulas de equitação na escolinha, trabalhava cavalos de clientes, que apresentava em provas, período que durou seis anos.

Meus pais me apoiavam em tudo, mas não ma patrocinaram, mesmo tendo uma boa condição financeira. Paralelo a esse trabalho com os cavalos, eu continuei estudando. Aos 22 anos, comprei um cavalo, o Getúlio, um BH, meu grande companheiro nas pistas. Um amigo com quem eu trabalhava me ajudou a domá-lo e chegamos a saltar em provas até 1,30m.

Saltei durante muito tempo nas provas de 1,20m com cavalos de clientes e amigos, acho que cheguei a competir com mais de 60 cavalos diferentes, devido a essa rede de relacionamento muito boa que tenho até hoje. Uma das coisas que me orgulho nesse esporte é ter feito muitos amigos. E os cavalos em quem eu competia, emprestados por esses amigos, me ajudaram muito na minha equitação, inclusive na formação de conjunto com o Getúlio.

Competi no Salto até 2011, visto que depois que engravidei nunca mais participei de provas. Porém continuo montando e trabalhando com cavalos. Monto cavalos que estão à venda, em transição de dono. O Getúlio morreu em 2015”.

O insight para a For Leaders

“Eu tenho, portanto, uma consultoria de desenvolvimento de liderança, a For Leaders, inspirada em tudo que o Hipismo Clássico e os cavalos me ensinaram. Fui executiva por mais de 20 anos, em vários tipos de empresas diferentes, a primeira delas a empresa da minha família. Nessa época eu era muito focada no esporte, dava aula de Hipismo e fazia faculdade. Mas comecei a observar a relação dos meus alunos, especialmente os adultos, com os cavalos bem como com as pessoas e a vida profissional deles.

Dei aula para executivos e percebi que eles se portavam como se estivessem em suas empresas. Se portavam de forma mais exigente, não apenas nos mementos normais, mas especialmente quando eu pedia algo que eles não conseguiam fazer. A tensão deles passava para o cavalo, que ficava tenso também. Mas quando era um aluno mais jovem, conseguia executar a mesma coisa que eu tinha pedido de forma mais tranquila no mesmo cavalo.

E eu conversava com esses meus alunos executivos, questionando se era daquela mesma forma que ele lidava com as pessoas na empresa. Ou seja, se a exigência era tão alta como eles se comunicavam com os cavalos durante as aulas. Se eles lidavam na vida profissional sem ouvir, sem ver os sinais, exigindo demais, do mesmo modo que agiam com os cavalos. Isso fazia com que eles refletissem e me abriu os olhos para que percebesse o que os cavalos me diziam sobre cada um dos meus alunos. E nesse processo também percebi como meu cavalo me contava muita coisa sobre mim mesma”.

O começo  “A primeira vez que eu subi em um cavalo foi aos 11 anos em um acampamento no interior e eu achei algo bem difícil. Quem estava guiando a gente era o filho de um fazendeiro do local, poucos anos mais velho que eu, com extrema habilidade. Vê-lo montando me fez querer aprender e logo depois que voltei pedi aos meus pais. Como na minha família ninguém tinha ligação com cavalos, passou um tempo até eu começar a fazer aula de equitação.  Aos 13 anos consegui começar as aulas, na Hípica Paulista, na capital, e fiquei lá até os 17 anos de idade. O Hipismo é um esporte muito caro e meus pais não investiram então me mantive fazendo as aulas na hípica. Como eles são portugueses íamos para Portugal nas férias de julho e eu montava lá também. Lembro que em troca de aulas eu trabalhava com os cavalos de cavaleiros de Adestramento, na Hípica de Campo Grande, em Lisboa, e assim foi durante quatro anos. Formação que me ajudou muito na minha formação para o Salto”.  Começo como profissional  “Quando meus pais colocam na minha mão seguir com os custos das aulas, eu estava com 17 anos, e passei a fazer alguns ‘bicos’, como assistente de júri na Hpica Paulista, trabalhava alguns cavalos para alguns picadores. Aos 18 anos, fui trabalhar no Centro Hípico de Cotia, em São Paulo, onde eu dava aulas de equitação na escolinha, trabalhava cavalos de clientes, que apresentava em provas, período que durou seis anos.  Meus pais me apoiavam em tudo, mas não ma patrocinaram, mesmo tendo uma boa condição financeira. Paralelo a esse trabalho com os cavalos, eu continuei estudando. Aos 22 anos, comprei um cavalo, o Getúlio, um BH, grande companheiro meu nas pistas. Um amigo com quem eu trabalhava me ajudou a domá-lo e chegamos a saltar em provas até 1,30m.  Saltei durante muito tempo nas provas de 1,20m com cavalos de clientes e amigos, acho que cheguei a competir com mais de 60 cavalos diferentes, devido a essa rede de relacionamento muito boa que tenho até hoje. Uma das coisas que me orgulho nesse esporte é ter feito muitos amigos. E os cavalos em quem eu competia, emprestados por esses amigos, me ajudaram muito na minha equitação, inclusive na formação de conjunto com o Getúlio.  Competi no Salto até 2011, visto que depois que engravidei nunca mais participei de provas. Porém continuo montando e trabalhando com cavalos. Monto cavalos que estão à venda, em transição de dono. O Getúlio morreu em 2015”.  O insight para a For Leaders  “Eu tenho, portanto, uma consultoria de desenvolvimento de liderança, a For Leaders, inspirada em tudo que o Hipismo Clássico e os cavalos me ensinaram. Fui executiva por mais de 20 anos, em vários tipos de empresas diferentes, a primeira delas a empresa da minha família. Nessa época eu era muito focada no esporte, dava aula de Hipismo e fazia faculdade. Mas comecei a observar a relação dos meus alunos, especialmente os adultos, com os cavalos bem como com as pessoas e a vida profissional deles.  Dei aula para executivos e percebi que eles se portavam como se estivessem em suas empresas. Se portavam de forma mais exigente, não apenas nos mementos normais, mas especialmente quando eu pedia algo que eles não conseguiam fazer. A tensão deles passava para o cavalo, que ficava tenso também. Mas quando era um aluno mais jovem, conseguia executar a mesma coisa que eu tinha pedido de forma mais tranquila no mesmo cavalo.  E eu conversava com esses meus alunos executivos, questionando se era daquela mesma forma que ele lidava com as pessoas na empresa. Ou seja, se a exigência era tão alta como eles se comunicavam com os cavalos durante as aulas. Se eles lidavam na vida profissional sem ouvir, sem ver os sinais, exigindo demais, do mesmo modo que agiam com os cavalos. Isso fazia com que eles refletissem e me abriu os olhos para que percebesse o que os cavalos me diziam sobre cada um dos meus alunos. E nesse processo também percebi como meu cavalo me contava muita coisa sobre mim mesma”.  A premissa do autoconhecimento  “Por causa do Hipismo e do meu cavalo Getúlio que eu fui fazer terapia. Os cavalos são os responsáveis pela minha busca por autoconhecimento, já que na minha relação com eles consegui aprender coisas que precisava trabalhar e desenvolver em mim. Não tive como não ver essa riqueza toda de informação e aprendizado que o cavalo me dava. E foi ai que desisti de tentar uma vida profissional como cavaleira no Hipismo e trabalhar com esse outro lado, esse poder maior que o cavalo pode ofertar. Fui para o mundo corporativo, mantendo o esporte por perto, competindo como amadora, trabalhando e estudando.  Minha rotina era bem regrada e minha vida corporativa evoluiu muito rápido. Comecei a ser líder muito cedo. Sem dúvida, fui uma líder mais assertiva por todo o aprendizado que absorvi com os cavalos. Costumo dizer que eles me domaram nesse sentido, me educaram e me ensinaram a conectar melhor as pessoas e me conectar comigo mesmo”.  xxx  “Podemos traçar um paralelo: um cavalo não vai aprender a saltar só porque a gente quer. De maneira idêntica quando a gente lidera um time. As pessoas não vão ter alta performance e entregar um resultado satisfatório só porque a gente quer. Elas precisaram querer, estar motivadas, engajadas e felizes com o que estão fazendo. Para conquistar auto-estima, auto-confiança, saber pedir ajuda, ter confiança no seu líder para entregar o trabalho da melhor forma.  E sempre que eu estava em uma situação, como líder ou liderada, me colocava na posição de amazona e como faria para convencer um cavalo a fazer determinado exercício ou enfrentar um obstáculo. Ou, se eu fosse uma égua ou um cavalo, como eu gostaria de ser guiada para enfrentar esse projeto.  Outra coisa importante no Hipismo Clássico é que o gênero não é importante, mulheres e homens, éguas e cavalos competem em igualdade.  No mercado corporativo infelizmente a realidade não é a mesma, contudo é uma lição que os cavalos nos dão. Homens e mulheres tem capacidade de ter a mesma performance em todos os nichos e níveis. Inclusive, as líderes de hoje são muito mais humanizadas e tem um modelo mental novo, dessa geração. Esse tipo de liderança humanizada é bem parecida com a da nova era de como o animal é tratado, da doma racional, respeito ao cavalo, ele como protagonista. Não se trata mais um colaborador como antes, de maneira idêntica não se trata mais um cavalo com desrespeito e maus-tratos”.  Paralelos cavalos x mundo corporativo  “Costumo dizer que a humanidade acompanha o que sempre aprendemos com os cavalos. E o meu trabalho segue tudo isso. Em outro paralelo, no esporte você adquire mais repertório a medida que vai montando bastante tempo, cavalos diferentes, somando bagagem. Com os líderes acontece da mesma forma, são melhores líderes quando está no exercício da liderança a bastante tempo, quando já levou bastante tombo, reconheceu os erros e consertou-os. A liderança é um exercício de sabedoria, um trabalho exige ainda resiliência, humildade e ‘estrada’.  Um jovem da mostras que pode ser um bom líder, mas só experiência vai fazer dele esse líder, geralmente com a ajuda de um mentor e com uma busca de autoconhecimento. E no Hipismo é igual, saber se conhecer muito para poder se conectar com o cavalo e guiar as nossas emoções em cima do cavalo, pois ele vai refletir o que a gente sente. Montar um cavalo e a liderança são dois exemplos de autoconhecimento. Só consigo liderar alguém se eu me lidero, e só consigo me liderar se eu me conheço. Essa é a filosofia do meu trabalho: conscientizar as pessoas que sem o autoconhecimento não é possível ser um líder eficaz.  O trabalho da For Leaders trás esses paralelos e esses ensinamentos. O que a gente aprende com os cavalos, no esporte e o paralelo do mundo dos cavalos com o mundo dos humanos, assim como o paralelo das hípicas, do Hipismo, competições, haras com o mundo corporativo e mercado de trabalho. Mostramos que as respostas e as melhores soluções para o mundo corporativo e o mundo dos humanos está no universo dos cavalos”.  Trabalho  “Efetivamente, a For Lerders não só faz trabalhos individuais e bem como trabalha com grupos de mentoria e coaching. Os cavalos entram me ajudando a mostrar o que precisa ser desenvolvido no líder ou liderado, caso do individual. Enquanto o trabalho coletivo é baseado no ‘team building’, para formar conjunto entre líder e liderados. Worshops de um a dois dias, podendo se estender a três dias. Todos eles são customizados, ou seja, preparamos cada workshop específico para aquele indivíduo ou grupo.  Assim sendo, para montar o trabalho, utilizamos uma mesma sequencia: diagnóstico e devolutiva do diagnóstico; estruturação do workshop para o grupo ou pessoa e sensibilização; pós workshop e jornada de transformação. Temos um método para cada uma dessas três fases e cada trabalho é customizado de acordo com a demanda no que diga respeito ao tempo, intensidade, consultores, cavalos.  No time da For Leaderes temos consultores, psicólogos, cavaleiros e horsemanship. Então, profissionais do mundo corporativo com de Hipismo. Todos com a mesma filosofia, do cavalo como protagonista, do bem-estar animal, nossa prioridade. A mesma coisa com o ser humano, sempre o bem-estar da pessoa ou time. Muito antes do lucro, do resultado e das metas vem o bem-estar e a saúde emocional, pisiquica e física deles. Se o time estiver bem ele vai performar bem.”  Por Luciana Omena Credito das fotos: Arquivo Pessoal  Veja outras notícias no portal Cavalus

A premissa do autoconhecimento

“Por causa do Hipismo e do meu cavalo Getúlio que eu fui fazer terapia. Os cavalos são os responsáveis pela minha busca por autoconhecimento, já que na minha relação com eles consegui aprender coisas que precisava trabalhar e desenvolver em mim. Não tive como não ver essa riqueza toda de informação e aprendizado que o cavalo me dava. E foi ai que desisti de tentar uma vida profissional como cavaleira no Hipismo e trabalhar com esse outro lado, esse poder maior que o cavalo pode ofertar. Fui para o mundo corporativo, mantendo o esporte por perto, competindo como amadora, trabalhando e estudando.

Minha rotina era bem regrada e minha vida corporativa evoluiu muito rápido. Comecei a ser líder muito cedo. Sem dúvida, fui uma líder mais assertiva por todo o aprendizado que absorvi com os cavalos. Costumo dizer que eles me domaram nesse sentido, me educaram e me ensinaram a conectar melhor as pessoas e me conectar comigo mesmo”.

O que podemos aprender com os cavalos

“Podemos traçar um paralelo: um cavalo não vai aprender a saltar só porque a gente quer. De maneira idêntica quando a gente lidera um time. As pessoas não vão ter alta performance e entregar um resultado satisfatório só porque a gente quer. Elas precisaram querer, estar motivadas, engajadas e felizes com o que estão fazendo. Para conquistar auto-estima, auto-confiança, saber pedir ajuda, ter confiança no seu líder para entregar o trabalho da melhor forma.

E sempre que eu estava em uma situação, como líder ou liderada, me colocava na posição de amazona e como faria para convencer um cavalo a fazer determinado exercício ou enfrentar um obstáculo. Ou, se eu fosse uma égua ou um cavalo, como eu gostaria de ser guiada para enfrentar esse projeto. Outra coisa importante no Hipismo Clássico é que o gênero não é importante, mulheres e homens, éguas e cavalos competem em igualdade.

No mercado corporativo infelizmente a realidade não é a mesma, contudo é uma lição que os cavalos nos dão. Homens e mulheres tem capacidade de ter a mesma performance em todos os nichos e níveis. Inclusive, as líderes de hoje são muito mais humanizadas e tem um modelo mental novo, dessa geração. Esse tipo de liderança humanizada é bem parecida com a da nova era de como o animal é tratado, da doma racional, respeito ao cavalo, ele como protagonista. Não se trata mais um colaborador como antes, de maneira idêntica não se trata mais um cavalo com desrespeito e maus-tratos”.

O começo  “A primeira vez que eu subi em um cavalo foi aos 11 anos em um acampamento no interior e eu achei algo bem difícil. Quem estava guiando a gente era o filho de um fazendeiro do local, poucos anos mais velho que eu, com extrema habilidade. Vê-lo montando me fez querer aprender e logo depois que voltei pedi aos meus pais. Como na minha família ninguém tinha ligação com cavalos, passou um tempo até eu começar a fazer aula de equitação.  Aos 13 anos consegui começar as aulas, na Hípica Paulista, na capital, e fiquei lá até os 17 anos de idade. O Hipismo é um esporte muito caro e meus pais não investiram então me mantive fazendo as aulas na hípica. Como eles são portugueses íamos para Portugal nas férias de julho e eu montava lá também. Lembro que em troca de aulas eu trabalhava com os cavalos de cavaleiros de Adestramento, na Hípica de Campo Grande, em Lisboa, e assim foi durante quatro anos. Formação que me ajudou muito na minha formação para o Salto”.  Começo como profissional  “Quando meus pais colocam na minha mão seguir com os custos das aulas, eu estava com 17 anos, e passei a fazer alguns ‘bicos’, como assistente de júri na Hpica Paulista, trabalhava alguns cavalos para alguns picadores. Aos 18 anos, fui trabalhar no Centro Hípico de Cotia, em São Paulo, onde eu dava aulas de equitação na escolinha, trabalhava cavalos de clientes, que apresentava em provas, período que durou seis anos.  Meus pais me apoiavam em tudo, mas não ma patrocinaram, mesmo tendo uma boa condição financeira. Paralelo a esse trabalho com os cavalos, eu continuei estudando. Aos 22 anos, comprei um cavalo, o Getúlio, um BH, grande companheiro meu nas pistas. Um amigo com quem eu trabalhava me ajudou a domá-lo e chegamos a saltar em provas até 1,30m.  Saltei durante muito tempo nas provas de 1,20m com cavalos de clientes e amigos, acho que cheguei a competir com mais de 60 cavalos diferentes, devido a essa rede de relacionamento muito boa que tenho até hoje. Uma das coisas que me orgulho nesse esporte é ter feito muitos amigos. E os cavalos em quem eu competia, emprestados por esses amigos, me ajudaram muito na minha equitação, inclusive na formação de conjunto com o Getúlio.  Competi no Salto até 2011, visto que depois que engravidei nunca mais participei de provas. Porém continuo montando e trabalhando com cavalos. Monto cavalos que estão à venda, em transição de dono. O Getúlio morreu em 2015”.  O insight para a For Leaders  “Eu tenho, portanto, uma consultoria de desenvolvimento de liderança, a For Leaders, inspirada em tudo que o Hipismo Clássico e os cavalos me ensinaram. Fui executiva por mais de 20 anos, em vários tipos de empresas diferentes, a primeira delas a empresa da minha família. Nessa época eu era muito focada no esporte, dava aula de Hipismo e fazia faculdade. Mas comecei a observar a relação dos meus alunos, especialmente os adultos, com os cavalos bem como com as pessoas e a vida profissional deles.  Dei aula para executivos e percebi que eles se portavam como se estivessem em suas empresas. Se portavam de forma mais exigente, não apenas nos mementos normais, mas especialmente quando eu pedia algo que eles não conseguiam fazer. A tensão deles passava para o cavalo, que ficava tenso também. Mas quando era um aluno mais jovem, conseguia executar a mesma coisa que eu tinha pedido de forma mais tranquila no mesmo cavalo.  E eu conversava com esses meus alunos executivos, questionando se era daquela mesma forma que ele lidava com as pessoas na empresa. Ou seja, se a exigência era tão alta como eles se comunicavam com os cavalos durante as aulas. Se eles lidavam na vida profissional sem ouvir, sem ver os sinais, exigindo demais, do mesmo modo que agiam com os cavalos. Isso fazia com que eles refletissem e me abriu os olhos para que percebesse o que os cavalos me diziam sobre cada um dos meus alunos. E nesse processo também percebi como meu cavalo me contava muita coisa sobre mim mesma”.  A premissa do autoconhecimento  “Por causa do Hipismo e do meu cavalo Getúlio que eu fui fazer terapia. Os cavalos são os responsáveis pela minha busca por autoconhecimento, já que na minha relação com eles consegui aprender coisas que precisava trabalhar e desenvolver em mim. Não tive como não ver essa riqueza toda de informação e aprendizado que o cavalo me dava. E foi ai que desisti de tentar uma vida profissional como cavaleira no Hipismo e trabalhar com esse outro lado, esse poder maior que o cavalo pode ofertar. Fui para o mundo corporativo, mantendo o esporte por perto, competindo como amadora, trabalhando e estudando.  Minha rotina era bem regrada e minha vida corporativa evoluiu muito rápido. Comecei a ser líder muito cedo. Sem dúvida, fui uma líder mais assertiva por todo o aprendizado que absorvi com os cavalos. Costumo dizer que eles me domaram nesse sentido, me educaram e me ensinaram a conectar melhor as pessoas e me conectar comigo mesmo”.  xxx  “Podemos traçar um paralelo: um cavalo não vai aprender a saltar só porque a gente quer. De maneira idêntica quando a gente lidera um time. As pessoas não vão ter alta performance e entregar um resultado satisfatório só porque a gente quer. Elas precisaram querer, estar motivadas, engajadas e felizes com o que estão fazendo. Para conquistar auto-estima, auto-confiança, saber pedir ajuda, ter confiança no seu líder para entregar o trabalho da melhor forma.  E sempre que eu estava em uma situação, como líder ou liderada, me colocava na posição de amazona e como faria para convencer um cavalo a fazer determinado exercício ou enfrentar um obstáculo. Ou, se eu fosse uma égua ou um cavalo, como eu gostaria de ser guiada para enfrentar esse projeto.  Outra coisa importante no Hipismo Clássico é que o gênero não é importante, mulheres e homens, éguas e cavalos competem em igualdade.  No mercado corporativo infelizmente a realidade não é a mesma, contudo é uma lição que os cavalos nos dão. Homens e mulheres tem capacidade de ter a mesma performance em todos os nichos e níveis. Inclusive, as líderes de hoje são muito mais humanizadas e tem um modelo mental novo, dessa geração. Esse tipo de liderança humanizada é bem parecida com a da nova era de como o animal é tratado, da doma racional, respeito ao cavalo, ele como protagonista. Não se trata mais um colaborador como antes, de maneira idêntica não se trata mais um cavalo com desrespeito e maus-tratos”.  Paralelos cavalos x mundo corporativo  “Costumo dizer que a humanidade acompanha o que sempre aprendemos com os cavalos. E o meu trabalho segue tudo isso. Em outro paralelo, no esporte você adquire mais repertório a medida que vai montando bastante tempo, cavalos diferentes, somando bagagem. Com os líderes acontece da mesma forma, são melhores líderes quando está no exercício da liderança a bastante tempo, quando já levou bastante tombo, reconheceu os erros e consertou-os. A liderança é um exercício de sabedoria, um trabalho exige ainda resiliência, humildade e ‘estrada’.  Um jovem da mostras que pode ser um bom líder, mas só experiência vai fazer dele esse líder, geralmente com a ajuda de um mentor e com uma busca de autoconhecimento. E no Hipismo é igual, saber se conhecer muito para poder se conectar com o cavalo e guiar as nossas emoções em cima do cavalo, pois ele vai refletir o que a gente sente. Montar um cavalo e a liderança são dois exemplos de autoconhecimento. Só consigo liderar alguém se eu me lidero, e só consigo me liderar se eu me conheço. Essa é a filosofia do meu trabalho: conscientizar as pessoas que sem o autoconhecimento não é possível ser um líder eficaz.  O trabalho da For Leaders trás esses paralelos e esses ensinamentos. O que a gente aprende com os cavalos, no esporte e o paralelo do mundo dos cavalos com o mundo dos humanos, assim como o paralelo das hípicas, do Hipismo, competições, haras com o mundo corporativo e mercado de trabalho. Mostramos que as respostas e as melhores soluções para o mundo corporativo e o mundo dos humanos está no universo dos cavalos”.  Trabalho  “Efetivamente, a For Lerders não só faz trabalhos individuais e bem como trabalha com grupos de mentoria e coaching. Os cavalos entram me ajudando a mostrar o que precisa ser desenvolvido no líder ou liderado, caso do individual. Enquanto o trabalho coletivo é baseado no ‘team building’, para formar conjunto entre líder e liderados. Worshops de um a dois dias, podendo se estender a três dias. Todos eles são customizados, ou seja, preparamos cada workshop específico para aquele indivíduo ou grupo.  Assim sendo, para montar o trabalho, utilizamos uma mesma sequencia: diagnóstico e devolutiva do diagnóstico; estruturação do workshop para o grupo ou pessoa e sensibilização; pós workshop e jornada de transformação. Temos um método para cada uma dessas três fases e cada trabalho é customizado de acordo com a demanda no que diga respeito ao tempo, intensidade, consultores, cavalos.  No time da For Leaderes temos consultores, psicólogos, cavaleiros e horsemanship. Então, profissionais do mundo corporativo com de Hipismo. Todos com a mesma filosofia, do cavalo como protagonista, do bem-estar animal, nossa prioridade. A mesma coisa com o ser humano, sempre o bem-estar da pessoa ou time. Muito antes do lucro, do resultado e das metas vem o bem-estar e a saúde emocional, pisiquica e física deles. Se o time estiver bem ele vai performar bem.”  Por Luciana Omena Credito das fotos: Arquivo Pessoal  Veja outras notícias no portal Cavalus

Cavalos x Mundo corporativo

“Costumo dizer que a humanidade acompanha o que sempre aprendemos com os cavalos. E o meu trabalho segue tudo isso. Em outro paralelo, no esporte você adquire mais repertório a medida que vai montando bastante tempo, cavalos diferentes, somando bagagem. Com os líderes acontece da mesma forma, são melhores líderes quando está no exercício da liderança a bastante tempo, quando já levou bastante tombo, reconheceu os erros e consertou-os. A liderança é um exercício de sabedoria, um trabalho exige ainda resiliência, humildade e ‘estrada’.

Um jovem da mostras que pode ser um bom líder, mas só experiência vai fazer dele esse líder, geralmente com a ajuda de um mentor e com uma busca de autoconhecimento. E no Hipismo é igual, saber se conhecer muito para poder se conectar com o cavalo e guiar as nossas emoções em cima do cavalo, pois ele vai refletir o que a gente sente. Montar um cavalo e a liderança são dois exemplos de autoconhecimento. Só consigo liderar alguém se eu me lidero, e só consigo me liderar se eu me conheço. Essa é a filosofia do meu trabalho: conscientizar as pessoas que sem o autoconhecimento não é possível ser um líder eficaz.

O trabalho da For Leaders trás esses paralelos e esses ensinamentos. O que a gente aprende com os cavalos, no esporte e o paralelo do mundo dos cavalos com o mundo dos humanos, assim como o paralelo das hípicas, do Hipismo, competições, haras com o mundo corporativo e mercado de trabalho. Mostramos que as respostas e as melhores soluções para o mundo corporativo e o mundo dos humanos está no universo dos cavalos”.

O começo  “A primeira vez que eu subi em um cavalo foi aos 11 anos em um acampamento no interior e eu achei algo bem difícil. Quem estava guiando a gente era o filho de um fazendeiro do local, poucos anos mais velho que eu, com extrema habilidade. Vê-lo montando me fez querer aprender e logo depois que voltei pedi aos meus pais. Como na minha família ninguém tinha ligação com cavalos, passou um tempo até eu começar a fazer aula de equitação.  Aos 13 anos consegui começar as aulas, na Hípica Paulista, na capital, e fiquei lá até os 17 anos de idade. O Hipismo é um esporte muito caro e meus pais não investiram então me mantive fazendo as aulas na hípica. Como eles são portugueses íamos para Portugal nas férias de julho e eu montava lá também. Lembro que em troca de aulas eu trabalhava com os cavalos de cavaleiros de Adestramento, na Hípica de Campo Grande, em Lisboa, e assim foi durante quatro anos. Formação que me ajudou muito na minha formação para o Salto”.  Começo como profissional  “Quando meus pais colocam na minha mão seguir com os custos das aulas, eu estava com 17 anos, e passei a fazer alguns ‘bicos’, como assistente de júri na Hpica Paulista, trabalhava alguns cavalos para alguns picadores. Aos 18 anos, fui trabalhar no Centro Hípico de Cotia, em São Paulo, onde eu dava aulas de equitação na escolinha, trabalhava cavalos de clientes, que apresentava em provas, período que durou seis anos.  Meus pais me apoiavam em tudo, mas não ma patrocinaram, mesmo tendo uma boa condição financeira. Paralelo a esse trabalho com os cavalos, eu continuei estudando. Aos 22 anos, comprei um cavalo, o Getúlio, um BH, grande companheiro meu nas pistas. Um amigo com quem eu trabalhava me ajudou a domá-lo e chegamos a saltar em provas até 1,30m.  Saltei durante muito tempo nas provas de 1,20m com cavalos de clientes e amigos, acho que cheguei a competir com mais de 60 cavalos diferentes, devido a essa rede de relacionamento muito boa que tenho até hoje. Uma das coisas que me orgulho nesse esporte é ter feito muitos amigos. E os cavalos em quem eu competia, emprestados por esses amigos, me ajudaram muito na minha equitação, inclusive na formação de conjunto com o Getúlio.  Competi no Salto até 2011, visto que depois que engravidei nunca mais participei de provas. Porém continuo montando e trabalhando com cavalos. Monto cavalos que estão à venda, em transição de dono. O Getúlio morreu em 2015”.  O insight para a For Leaders  “Eu tenho, portanto, uma consultoria de desenvolvimento de liderança, a For Leaders, inspirada em tudo que o Hipismo Clássico e os cavalos me ensinaram. Fui executiva por mais de 20 anos, em vários tipos de empresas diferentes, a primeira delas a empresa da minha família. Nessa época eu era muito focada no esporte, dava aula de Hipismo e fazia faculdade. Mas comecei a observar a relação dos meus alunos, especialmente os adultos, com os cavalos bem como com as pessoas e a vida profissional deles.  Dei aula para executivos e percebi que eles se portavam como se estivessem em suas empresas. Se portavam de forma mais exigente, não apenas nos mementos normais, mas especialmente quando eu pedia algo que eles não conseguiam fazer. A tensão deles passava para o cavalo, que ficava tenso também. Mas quando era um aluno mais jovem, conseguia executar a mesma coisa que eu tinha pedido de forma mais tranquila no mesmo cavalo.  E eu conversava com esses meus alunos executivos, questionando se era daquela mesma forma que ele lidava com as pessoas na empresa. Ou seja, se a exigência era tão alta como eles se comunicavam com os cavalos durante as aulas. Se eles lidavam na vida profissional sem ouvir, sem ver os sinais, exigindo demais, do mesmo modo que agiam com os cavalos. Isso fazia com que eles refletissem e me abriu os olhos para que percebesse o que os cavalos me diziam sobre cada um dos meus alunos. E nesse processo também percebi como meu cavalo me contava muita coisa sobre mim mesma”.  A premissa do autoconhecimento  “Por causa do Hipismo e do meu cavalo Getúlio que eu fui fazer terapia. Os cavalos são os responsáveis pela minha busca por autoconhecimento, já que na minha relação com eles consegui aprender coisas que precisava trabalhar e desenvolver em mim. Não tive como não ver essa riqueza toda de informação e aprendizado que o cavalo me dava. E foi ai que desisti de tentar uma vida profissional como cavaleira no Hipismo e trabalhar com esse outro lado, esse poder maior que o cavalo pode ofertar. Fui para o mundo corporativo, mantendo o esporte por perto, competindo como amadora, trabalhando e estudando.  Minha rotina era bem regrada e minha vida corporativa evoluiu muito rápido. Comecei a ser líder muito cedo. Sem dúvida, fui uma líder mais assertiva por todo o aprendizado que absorvi com os cavalos. Costumo dizer que eles me domaram nesse sentido, me educaram e me ensinaram a conectar melhor as pessoas e me conectar comigo mesmo”.  xxx  “Podemos traçar um paralelo: um cavalo não vai aprender a saltar só porque a gente quer. De maneira idêntica quando a gente lidera um time. As pessoas não vão ter alta performance e entregar um resultado satisfatório só porque a gente quer. Elas precisaram querer, estar motivadas, engajadas e felizes com o que estão fazendo. Para conquistar auto-estima, auto-confiança, saber pedir ajuda, ter confiança no seu líder para entregar o trabalho da melhor forma.  E sempre que eu estava em uma situação, como líder ou liderada, me colocava na posição de amazona e como faria para convencer um cavalo a fazer determinado exercício ou enfrentar um obstáculo. Ou, se eu fosse uma égua ou um cavalo, como eu gostaria de ser guiada para enfrentar esse projeto.  Outra coisa importante no Hipismo Clássico é que o gênero não é importante, mulheres e homens, éguas e cavalos competem em igualdade.  No mercado corporativo infelizmente a realidade não é a mesma, contudo é uma lição que os cavalos nos dão. Homens e mulheres tem capacidade de ter a mesma performance em todos os nichos e níveis. Inclusive, as líderes de hoje são muito mais humanizadas e tem um modelo mental novo, dessa geração. Esse tipo de liderança humanizada é bem parecida com a da nova era de como o animal é tratado, da doma racional, respeito ao cavalo, ele como protagonista. Não se trata mais um colaborador como antes, de maneira idêntica não se trata mais um cavalo com desrespeito e maus-tratos”.  Paralelos cavalos x mundo corporativo  “Costumo dizer que a humanidade acompanha o que sempre aprendemos com os cavalos. E o meu trabalho segue tudo isso. Em outro paralelo, no esporte você adquire mais repertório a medida que vai montando bastante tempo, cavalos diferentes, somando bagagem. Com os líderes acontece da mesma forma, são melhores líderes quando está no exercício da liderança a bastante tempo, quando já levou bastante tombo, reconheceu os erros e consertou-os. A liderança é um exercício de sabedoria, um trabalho exige ainda resiliência, humildade e ‘estrada’.  Um jovem da mostras que pode ser um bom líder, mas só experiência vai fazer dele esse líder, geralmente com a ajuda de um mentor e com uma busca de autoconhecimento. E no Hipismo é igual, saber se conhecer muito para poder se conectar com o cavalo e guiar as nossas emoções em cima do cavalo, pois ele vai refletir o que a gente sente. Montar um cavalo e a liderança são dois exemplos de autoconhecimento. Só consigo liderar alguém se eu me lidero, e só consigo me liderar se eu me conheço. Essa é a filosofia do meu trabalho: conscientizar as pessoas que sem o autoconhecimento não é possível ser um líder eficaz.  O trabalho da For Leaders trás esses paralelos e esses ensinamentos. O que a gente aprende com os cavalos, no esporte e o paralelo do mundo dos cavalos com o mundo dos humanos, assim como o paralelo das hípicas, do Hipismo, competições, haras com o mundo corporativo e mercado de trabalho. Mostramos que as respostas e as melhores soluções para o mundo corporativo e o mundo dos humanos está no universo dos cavalos”.  Trabalho  “Efetivamente, a For Lerders não só faz trabalhos individuais e bem como trabalha com grupos de mentoria e coaching. Os cavalos entram me ajudando a mostrar o que precisa ser desenvolvido no líder ou liderado, caso do individual. Enquanto o trabalho coletivo é baseado no ‘team building’, para formar conjunto entre líder e liderados. Worshops de um a dois dias, podendo se estender a três dias. Todos eles são customizados, ou seja, preparamos cada workshop específico para aquele indivíduo ou grupo.  Assim sendo, para montar o trabalho, utilizamos uma mesma sequencia: diagnóstico e devolutiva do diagnóstico; estruturação do workshop para o grupo ou pessoa e sensibilização; pós workshop e jornada de transformação. Temos um método para cada uma dessas três fases e cada trabalho é customizado de acordo com a demanda no que diga respeito ao tempo, intensidade, consultores, cavalos.  No time da For Leaderes temos consultores, psicólogos, cavaleiros e horsemanship. Então, profissionais do mundo corporativo com de Hipismo. Todos com a mesma filosofia, do cavalo como protagonista, do bem-estar animal, nossa prioridade. A mesma coisa com o ser humano, sempre o bem-estar da pessoa ou time. Muito antes do lucro, do resultado e das metas vem o bem-estar e a saúde emocional, pisiquica e física deles. Se o time estiver bem ele vai performar bem.”  Por Luciana Omena Credito das fotos: Arquivo Pessoal  Veja outras notícias no portal Cavalus

O trabalho

“Efetivamente, a For Leaders não só faz trabalhos individuais e bem como trabalha com grupos de mentoria e coaching. Os cavalos entram me ajudando a mostrar o que precisa ser desenvolvido no líder ou liderado, caso do individual. Enquanto o trabalho coletivo é baseado no ‘team building’, para formar conjunto entre líder e liderados. Worshops de um a dois dias, podendo se estender a três dias. Todos eles são customizados, ou seja, preparamos cada workshop específico para aquele indivíduo ou grupo.

Assim sendo, para montar o trabalho, utilizamos uma mesma sequencia: diagnóstico e devolutiva do diagnóstico; estruturação do workshop para o grupo ou pessoa e sensibilização; pós workshop e jornada de transformação. Temos um método para cada uma dessas três fases e cada trabalho é customizado de acordo com a demanda no que diga respeito ao tempo, intensidade, consultores, cavalos.

No time da For Leaders temos consultores, psicólogos, cavaleiros e horsemanship. Então, profissionais do mundo corporativo com de Hipismo. Todos com a mesma filosofia, do cavalo como protagonista, do bem-estar animal, nossa prioridade. A mesma coisa com o ser humano, sempre o bem-estar da pessoa ou time. Muito antes do lucro, do resultado e das metas vem o bem-estar e a saúde emocional, pisiquica e física deles. Se o time estiver bem ele vai performar bem.”

Por Luciana Omena
Credito das fotos: Arquivo Pessoal

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Você sabia que hoje é celebrado o ‘Dia Nacional do Criador de Cavalos’?

Data é celebrada desde 2009 no Brasil e é resultado de um Projeto do ex-senador Gilberto Goellner (DEM/MT)

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A fim de homenagear todos os envolvidos com o fascinante mundo dos cavalos é celebrado nesta terça-feira, 24 de novembro, o “Dia Nacional do Criador de Cavalos”. No entanto, o que muitos não sabem é que esta data comemorativa existe desde 2009.

Sobretudo, é resultado de um Projeto de Lei do ex-senador Gilberto Goellner (DEM/MT), que recebeu parecer favorável na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal. O intuito da proposta do parlamentar foi de homenagear todos aqueles envolvidos com cavalos, sejam eles criadores, veterinários, tratadores e atletas.

Para tanto, o dia 24 de novembro foi escolhido para ser celebrado, anualmente, o ‘Dia Nacional do Criador de Cavalos’ por ser a data de fundação da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos do Passo Fino (ABCCPF), sediada em Brasília/DF.

Na época, o então senador quis enaltecer o segmento de criação de cavalos pela representatividade econômica no País. Acima de tudo, por conta do crescimento do número de adeptos na equinocultura nacional, algo registrado até nos dias atuais.

Mas afinal, o que é preciso para ser um bom criador de cavalos? Para responder esta pergunta conversamos com Aluísio Marins, da Universidade do Cavalo, que separou os seis deveres fundamentais de um criador de cavalos. Confira:

6 deveres do criador de cavalos

1. Prover para o mercado o máximo de qualidade com a responsabilidade que é criar. Criar não é simplesmente ‘derrubar’ o potro no chão e colocar para vender. Antes de tudo, você assume uma responsabilidade com aquele cavalo.

2. A quantidade vai impactar na qualidade. Não na qualidade genética e morfológica, mas, sim, na qualidade de vida, de criação. Ou seja, a quantidade vai impactar na qualidade de vida que você pode ofertar para um cavalo.

3. O mais importante são as éguas e não os garanhões. Então, um criador de verdade investe em égua.

4. Saber fazer a gestão dos custos da criação. Isso não significa economia. Significa gastar com prudência e administrar esses custos.

5. A criação tem que ser pautada na saúde dos potros. Às vezes, o criador erra na nutrição dos cavalos e erra no manejo básico dos potros. E isso reflete lá na frente em problemas de saúde, principalmente locomotor, que ‘queimam’ a criação dele.

6. Por fim, a aposta genética só se concretiza a partir de duas coisas: do meio que ele coloca o cavalo para viver e a partir das pessoas que estão trabalhando com ele. Porque o cavalo é feito exatamente disso. Enquanto ele é só uma aposta genética, ele não se provou. Mas a forma como esse cavalo vive, como ele vai ser treinado, isso sim importa. O fator genético é o primeiro fator de escolha em cima do que o criador quer. Mas é só uma escolha, não é nada concretizado. O que concretiza o fator genético é o meio de vida.”

Por Natália de Oliveira e Luciana Omena
Crédito da foto: Divulgação/Pexels

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Gotta Gold Chain estará em exposição no Potro do Futuro e Campeonato Nacional ANCR

Os presentes poderão conferir de perto todos os atributos de Gotta Gold Chain de 26 a 28 de novembro, no Parque de Exposições Fernando Cruz, em Avaré/SP

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Força, beleza, pedigree, performance, estrutura e caráter. Tais características resumem perfeitamente o garanhão Gotta Gold Chain, que estará em exposição durante o Potro do Futuro e Campeonato Nacional ANCR.

Portanto, os presentes poderão conferir de perto todos esses atributos. Antes de mais nada vale frisar que o evento acontece de 26 a 28 de novembro, no Parque de Exposições Fernando Cruz Pimentel, em Avaré/SP.

De acordo com Anderson Bernal, um dos proprietários de Gotta Gold Chain, esta será a primeira vez que o garanhão participa de um evento da Associação Nacional do Cavalo de Rédeas (ANCR). “Contudo, essa é a terceira apresentação dele desde que chegou ao Brasil. Na ocasião, estaremos apresentando ele e o projeto de fomento que temos dele, que distribuirá R$2,5 milhões em prêmios para seus filhos. Sem dúvida, ele é um garanhão que encanta pela beleza, estrutura e toda sua genética campeã. Vocês ficaram surpresos”, expõe o proprietário.

Conheça mais o Gotta Gold Chain

O garanhão veio para revolucionar a genética nacional do cavalo Quarto de Milha, em especial de Rédeas. Afinal, em pista é ganhador de U$89.571,00. Seu pai, Jacs Electric Spark é produtor de mais de U$ 3,5milhões e ganhador de U$85.907,00 em Rédeas. Bem como o Melhor Reprodutor dentre os filhos do lendário Shining Spark, 12° Melhor Reprodutor de todos os tempos em Rédeas pela NRHA.

Já sua mãe é Snip O Chex, produtora de mais de U$ 320 mil, filha da lendária, Snip O Gun, Lider All Time Reining Producer que produziu mais de U$900 mil. Uma das melhores linhagens maternas de Rédeas. 

Gotta Gold Chain Foto: Divulgação/Gerson Veiga

Projeto Chain

Gotta Gold Chain é propriedade dos criadores Alessandro Almeida – Alpakatha Ranch, Anderson Bernal – EJB Ranch e Giovani Bernardo Soares – GBS Ranch. Como resultado, formam o condomínio Gotta Gold Chain, que tem projeto de distribuir uma bolsa de R$ 2.450.000,00 milhões em premiações extra para seus filhos, num período de cinco anos no Potro do Futuro da ABQM e ANCR.

O prêmio será distribuído entre a classe Aberta e Amador da seguinte maneira: campeão – R$ 20 mil, reservado campeão – R$10 mil e o 3º colocado R$5 mil, contemplando as modalidades de: Laço Cabeça, Laço Pé, Laço Individual Técnico, Laço Comprido, Vaquejada, Rédeas, Working Cow Horse, Team Penning e Ranch Sorting.

“Assim é uma forma de estimular ainda mais aos proprietários em ter filhos do Chain em seu plantel, pois além de adquirir qualidade genética comprovada, tem a chance de ter uma premiação extra na principal prova da vida do animal atleta”, finaliza Anderson Bernal.

Fonte: AV Comunicação Equestre e Assessoria de Imprensa
Crédito da foto: Divulgação/Gerson Veiga

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Incitatus é o cavalo do imperador Calígula que foi nomeado senador

O terceiro imperador de Roma, conhecido como Calígula, nutria um amor profundo por seu cavalo preferido, chamado Incitatus (Impetuoso)

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Incitatus – em latim, Impetuoso – era o preferido do Imperador Romano Calígula – reinado de 37-41 d.C.. Tratava-se de um cavalo de corrida trazido da Hispânia – nome dado a Península Ibérica na Roma Antiga –  de onde, na época, Roma importava cerca de 10 mil cavalos por ano.

De acordo com biografia de Calígula escrita por Suetónio, Incitatus tinha cerca de dezoito criados pessoais. Assim como era enfeitado com um colar de pedras preciosas e dormia no meio de mantas de cor púrpura. A saber, essa cor era destinada somente aos trajes imperiais, ou seja, um monopólio real.

O terceiro imperador de Roma, conhecido como Calígula, nutria um amor profundo por seu cavalo preferido, chamado Incitatus (Impetuoso)

O devotamento era tão grande que Calígula fez uma estátua de Inciatus, Em tamanho real, de mármore, com um pedestal em marfim. Conta a história, então, que Calígula incluiu o nome de Incitatus no rol dos senadores e ponderou a hipótese de fazer dele cônsul. Ninguém na cidade podia fazer barulho em véspera de competição, a fim de não incomodar o sono do animal, 

Além disso, Calígula nomeou o cavalo como sacerdote. E ainda designou uma guarda pretoriana – força militar romana criada para guardar o imperador e seus familiares – para tomar conta de seu sono. A história conta ainda que mantinham Incitatus em um luxuoso estábulo dentro do palácio imperial. E Calígula exigia que os senadores despachassem com o colega equino.

O terceiro imperador de Roma, conhecido como Calígula, nutria um amor profundo por seu cavalo preferido, chamado Incitatus (Impetuoso)

Sua ideia era humilhar o Senado romano e mostrar que se podia nomear um cavalo sacerdote e senador, podia fazer qualquer coisa com a vida de qualquer pessoa.

Fonte: Wikipedia, El País, Aventuras na História, Uol
Crédito das fotos: Wikimedia Commons

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