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Fotografia de cavalos revela mais do que a imagem em si

Luciano Rodrigues, cavaleiro e pesquisador, comenta em sua coluna da semana os desafios de ser um criador de cavalos e todos os seus deveres

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Nos últimos anos, o uso da tecnologia para os negócios envolvendo o cavalo se tornou ferramenta indispensável. Fotografia de cavalos em celulares, computadores, máquinas, aliadas com as redes sociais, aplicativos de mensagens e sites acabam favorecendo nos negócios.

Uma fotografia, um vídeo, um print da árvore genealógica dos animais tudo ajuda na hora dos negócios. E quantos negócios são feitos através destes canais? Animais enviados do sul para o norte, de leste a oeste. Tudo por causa de um vídeo ou uma simples foto.

Contudo, o negócio pode ser injusto, afinal, o que está por trás de uma fotografia de cavalos?

Uma história

Precisava de uma fotografia do tipo para ‘catálogo’. Até poderia ser com o meu celular, utilizando os aplicativos de cortar aqui, girar ali, até dar uma editada, colocar uma música de fundo, etc. Vamos aprendendo a lidar com isso.

Mas, decidimos contratar um fotógrafo, já que eu queria ver aquela baita máquina fotográfica fazendo ‘o registro. Não seria qualquer fotografia.

Assustei com o preço, mas contratei o serviço, pois sabia que era um bom profissional. Valeu cada centavo! A foto ficou linda, com brilho, contraste, luz, cor, e todas as coisas que o fotógrafo explicou.

O interessante foi uma das falas dele, quando perguntei sobre o trabalho. Ele me disse: “é tranquilo”.

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Por trás de uma fotografia de cavalos

Não, não é tranquilo. Uma fotografia pode ser só uma fotografia, mas o que está por trás dela ninguém imagina. Somente o criador tem ideia o que significa aquela imagem ou vídeo. Anos de trabalho e planejamento.

Começa antes mesmo do animal nascer. Planejamento do garanhão, qual utilizar, comprar coberturas, ir buscar o sêmen debaixo de temporal, expectativa da fecundação, foi absorvido ou não, veterinário indo e vindo dentro da propriedade. Enfim está em gestação.

A partir daí é marcar 11 meses, sim 11 meses de dedicação, alimentação, suplementação, exames, medicamentos, cuidados para não perder a cria, e com todos os cuidados ainda assim perdemos o embrião ou o feto. Recomeçamos tudo novamente, pois somos criadores. Dedicamos nossa vida à criação de cavalos. Faz parte.

Nasceu, tudo certo. Curar umbigo, ajudar nos primeiros passos, torcer para as onças não comerem o potro, e assim vai 7 meses até o desmame. Todos os dias vendo e cuidando, curando algum ferimento, tosando o animal, ensinado o uso do cabresto, tirando algumas cócegas, técnicas de imprinting, etc.

Desmamando, agora pensamos no futuro do potro. Vamos vender, vamos ficar, vai pro Laço, vai pro Tambor, o que vamos fazer com esse bichinho? Vamos vender, pois somos criadores, começamos a prepará-lo. Venderemos com 1 ano ou 2 anos? Tanto faz o trabalho é o mesmo, a dedicação é a mesma, o que muda é o tempo dedicado a criação do animal.

Exercícios, alimentos, água, baia, raspa, banho, enxuga, limpa cocheira, põe cepilho, tira cepilho, sal mineral; cura alguns ferimentos, suplementos, faz os cascos, minha nossa, e isso é todo dia.

Luciano Rodrigues, cavaleiro e pesquisador, comenta em sua coluna da semana os desafios de ser um criador por trás da fotografia de cavalos

Criador não tira férias

Algumas são duas ou três vezes no dia, não tem feriado, não tem sábado nem domingo. Não tem descanso, é uma vida, precisa comer, beber, dormir.

Em casa temos que organizar quem viaja, nunca a família viaja junto, alguém tem que ficar cuidando.

Por fim, temos o animal que achamos estar no melhor nível, no melhor momento. Organizamos o leilão, para quem será vendido ou até para uma publicação no Instagram ou Facebook.

Chega o fotógrafo. “É tranquilo”, ele fala. Não, não é. O talento dele não se discute, claro. Mas para nós foram 2 anos e meio até 3 anos de muita dedicação dia e noite, com chuva ou sol, todos os dias dos anos. Uma fotografia não poderia validar toda a dedicação para um animal. É injusto.

Mas somos criadores, fazemos por gosto e amor, às vezes somos recompensados pelo que fazemos, mas muitas vezes empatamos o negócio. É nosso ofício e amamos o que fazemos.

 Colaboração: Luciano Ferreira Rodrigues Filho
Cavaleiro e Pesquisador |
Campeira Dom Herculano
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Pexels

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De leiloeiro a narrador esportivo: conheça a história de Dudu Vaz

A fim de entender como as duas profissões entraram em sua vida, a equipe de reportagem do portal Cavalus bateu um papo com Dudu Vaz

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Eduardo Vaz, mais conhecido como Dudu Vaz, é uma figura comum e que se mistura em dois segmentos. Hora no meio rural, como leiloeiro de grandes remates de equinos e bovinos, bem como no comando na ZRTV. Hora como locutor esportivo da TV, com cinco Olímpiadas de Verão, uma de Inverno e duas Copas do Mundo no currículo, além de outros eventos importantes.

Sem dúvida, é uma figura conhecida nos dois mundos. Mas o que muitos não sabem é como esses dois segmentos se misturaram na vida de Dudu Vaz. De antemão, o que é possível dizer é que ele possui as raízes fincadas no meio rural, por ser filho de pecuarista.

Dessa forma, foi através de seu pai, Antônio Carlos Rachou Vaz de Almeida, que Dudu passou a se envolver no meio dos leilões. Dentro deste universo, foi pisteiro, fez captação de animal para o remate, gerente até chegar na posição de leiloeiro.

Mas como a locução esportiva entrou na sua vida? Como que foi a criação da ZRTV? Para entender melhor a história de Dudu Vaz, a equipe de reportagem do portal Cavalus bateu um papo com ele. A entrevista na íntegra você confere abaixo:

Dudu Vaz, Silvio Luís e Álvaro José – Foto: Arquivo pessaol
René Simões, José Eduardo Savoia e Eduardo Vaz, fazendo a cobertura das Olimpíadas – Foto: Arquivo pessoal

Como tudo começou

“Em 1974, o Sérgio Piza, Paulo Pimentel e João Bentoca foram para os Estados Unidos para acompanharem alguns leilões e voltaram encantados. Porque era um ritmo rápido. E daí eles resolveram montar uma leiloeira aqui no Brasil.

Até então a nossa referência de leilões era só do que vinha do Rio Grande do Sul, que tinha uma pegada igual do Uruguai e da Argentina. Como eles queriam leiloeiros que falassem rápido, igual era nos Estados Unidos, eles contrataram dois locutores de rádio de futebol: o Odemar Costa e o Djalma Barbosa de Lima. 

Eles tinham uma empresa de reflorestamento na Amazônia, que se chamava Programa (Progresso da Amazônia) e daí virou Programa Leilões. Só que os dois locutores não sabiam nem o que era um cavalo nem uma vaca. 

Dai o Sérgio Piza contratou o cara do cavalo  e o cara do gado. E o cara do gado era o meu pai [Rachou], que era criador de gado holandês vermelho e branco. Então, meu pai era o comentarista e eu ia com o meu pai nos leilões. 

Quando eu tinha 8 anos, eu ficava do lado do João Gabriel, que era pisteiro da Programa Leilões e hoje em dia é leiloeiro rural. E eu fui em leilões e assim foi. Em 1980, eu sai de São Manuel e mudei para São Paulo, comecei fazendo pista. Onde meu pai ia, eu ia junto.

Daí, em 1982, o Djalma saiu da Programa Leilões e criou a Djama Leilões. E o Odemar Costa saiu e abriu a DBO. Meu pai foi trabalhar com o Djalma e eu fui com ele. Daí, em 1982, o Djalma saiu da Programa Leilões e criou a Djama Leilões. E o Odemar Costa saiu e abriu a DBO. Meu pai foi trabalhar com o Djalma e eu fui com ele. De 1982 e 1986 eu trabaçeo e, v[aras empresas leiloeiras ocupando diversos cargos. Daí voltei para a Embral em 1886 e assumi a gerencia até 1997.

De 1982 e 86 eu trabaçeo e, v[aras leiloeiras ocupando diversos cargos. Daí voltei para a Embral em 1886 e assumi a gerencia até 1997. Em 1989 

Depois, eu trabalhei na Embral Leilões, depois sai e voltei, e assumi para fazer captação de animal para vender. Em 1886, eu fui ser gerente da Embral. Daí, em 1989, eu larguei a pista e fui ser leiloeiro, gado e cavalo.”

Meu início da carreira como leiloeiro rural foi em 1989, oportunidade dada por Sebastião Beraldo e Cley Militelo, Foi o Beraldo, inclusive, que me chamou um dia e me deu o microfone na mão e mandou tocar o leilão. Eu tremi, mas eu assumi e estou nisso até hoje. 

Evandro Figueira, Mauro Silva e Dudu Vaz – Foto: Arquivo pessoal
Eduardo Vaz e Tatá Muniz em agosto de 2012, na cobertura dos Jogos Olímpicos de Londres – Foto: Arquivo Pessoal

No meio do esporte

“Em junho de 1996, eu estava fazendo um leilão na Água Branca e, depois desse trabalho, venho um comprador daquele leilão falar comigo e me disse que eu tinha a dicção boa. Perguntou se eu nunca pensei em narrar futebol no rádio. Mas eu disse que no rádio não, mas eu tinha o sonho de narrar futebol na televisão. Daí ele me deu um cartão e pediu para eu procurá-lo.

No dia seguinte, quando eu acordei, peguei os cartões que eu tinha recebido no leilão e vi um “João Carlos Saad, vice-presidente da Bandeirantes”. Daí eu liguei para ele, nos combinamos uma reunião pessoalmente, o diretor de esportes Juca Silveira me atendeu, falaram de me treinar para narrar futebol e o Hudson Romão ficou de me ajudar.

Daí eu fiquei seis meses indo direto lá, toda semana, só treinando, narrando jogo de futebol sem ir para o ar. E o Hudson me corrigindo, me orientando. Quando chegou em dezembro, o Hudson avisou o Juca que eu estava pronto. Tinham oito locutores na Band: Luciano do Valle, Silvio Luiz, Nivaldo Prieto, Jota Júnior, Marco Antônio Matos, Januário de Oliveira, Alexandre Santos e eu. Só fera.

Em janeiro, me ligaram que ia ter um jogo do Campeonato Espanhol que eu ia narrar, pela primeira vez. Mas seria gravado e iam passar depois os melhores momentos: Real Madrid x Atlético de Madrid.

O Juca me ligou avisando três dias antes, falando que tinha um buraco na grade e o jogo ia ser ao vivo. Era minha estreia. E eu disse que estava preparadíssimo. Meu comentarista no dia foi o João Zanforlin, que chegou a me falar que se eu tivesse nervoso, eu podia jogar para ele e assim foi.

Depois vieram mais jogos até que em 1º de março de 1997 eu fui contratado pela Band. E eu fiquei até abril de 2012. Na sequência, fui fazer um ciclo Olímpico na Record até 2016. Daí em dezembro de 2016, voltei para a Band, onde estou até hoje e não saio mais”.

Dudu Vaz com parte da equipe da Band nos anos 90 – Foto: Arquivo pesoal
Dudu Vaz e Milton Leite – Foto: Arquivo pessoal

Do futebol para outros esportes

“Quando me chamaram para narrar vôlei pela primeira vez, eu não tinha noção de nada. Aí o que eu fiz: eu liguei para o Zé Roberto Guimarães, ele criava cavalo Mangalarga e Lusitano, daí combinamos de nos encontrar. Eu fui em um treino, contei que ia narrar vôlei e não sabia como fazer.

Daí depois do treino, ele pegou as jogadoras reservas e me fez anotar as posições. Me explicou tudo, cada jogada, os nomes delas e a origem delas. Daí eu voltei em mais um treino, fiquei sentado na arquibancada olhando. E foi assim que comecei a narrar vôlei.

Aconteceu a mesma coisa no handebol. Mas eu liguei na Metodista e o Washington, que era técnico time e da seleção feminina brasileira, me ajudou. Eu fui lá e ele me explicou tudo. Que no handebol não tem pênalti, mas tiro de sete metros. Daí eu narrei três jogos do Brasil x Cuba.

Quando foi em janeiro de 2000, a Band tinha que escolher o time de locutores que ia para as Olímpiadas de Sidney. Tinham que levar três locutores, e eu era o oitavo da lista. Porém, os outros faziam mais futebol, e eu, além de futebol, tinha acabado de narrar vôlei e handebol.

E assim, fui escolhido para ir a Olímpiada, com o Luciano do Valle, Nivaldo Prieto e eu. Falavam que eu era novo, mas era o único que narrava tudo. Daí depois eu fiz: 2004, na Grécia; 2008, na China; 2012, em Londres; e em 2016, no Brasil. Sem falar em 2014 na Olimpíada de Inverno na Rússia.

Copa do Mundo eu narrei: Alemanha, em 2006, e África do Sul, em 2010. Foi assim, que eu conheci os cinco continentes viajando pelo esporte, e fazendo o que gosto.”

Dudu Vaz com cowboys brasileiros no Rancho do Fabiano Vieira – Foto: Arquivo pessoal
Flávio Ribeiro, Gabriela Conde, Raquel Gottsch (CEO do Cowboy Channel), Patrick Gottsch (Chairman do Rural Media Group) e Dudu Vaz – Foto: Arquivo Pessoal

ZRTV

“Atualmente, eu me divido entre três paixões. Sou leiloeiro rural, contratado para trabalhar em eventos específicos. Além disso, sigo trabalhando no Grupo Bandeirantes de Comunicação. O que for preciso, eu faço por lá.

Mas não para por aí. Porque eu ainda tenho a ZRTV, que é uma empresa de transmissão de eventos e leilões pela internet. Inicialmente, em 2012 quando eu montei, se chamava a Zona Rural TV. No início, eu tinha um sócio, mas depois não deu certo e daí eu comprei, sozinho, todos os equipamentos para fazer as transmissões. 

Depois de um tempo nos pegamos os direitos de transmissão do Campeonato Paulista de Futsal. Daí onde ia transmitir isso, futsal na Zona Rural TV ia ficar estranho. Daí por isso virou ZRTV e aí usando toda a experiência que eu tive na TV, eu trouxe para a ZRTV.

Entre os principais eventos que eu faço a transmissão, estão:

  • desde 2012: transmissão de leilões virtuais e presenciais (Programa Leilões, Embral Leilões, Connect Leilões, Criar Leilões, LG Leilões, Starworld Leilões);
  • desde 2013: Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga;
  • desde 2013: Exposição Nacional do Cavalo Árabe;
  • desde 2014:  Nacional, Congresso e Potro do Futuro ABQM;
  • 2017/2018: Circuito Barrel Racing e Copa Avaré de Três Tambores;
  • 2019: Grand Prix do Haras Raphaela;
  • 2019 a 2020:  Final ANLI;
  • 2020: transmissão e narração em português da NFR – National Finals Rodeo;
  • 2021: transmissão e narração em português do San Antonio Rodeo and Livestock Show, The American Rodeo (eventos confirmados até 07/03/21)

Além disso tudo, faço ainda Rédeas, Crioulo, Núcleo do Mangalarga Marchador, entre outros. Por que, sem dúvidas, hoje o foco da ZRTV é transmissão western de esportes no Brasil. Ahh e não posso deixar de frisar que, desde 2015, estamos transmitindo o The American. 

O The American  é parceira da PRCA e nós somos os representantes do Cowboy Channel no Brasil. Eles transmitem os grandes rodeios do mundo e a gente, da ZR TV, pode fazer as transmissões tudo em português. A gente faz a narração em português e também geração de conteúdo.

Para acompanhar as transmissões, o pessoal só precisa assinar o Cowboy Channel (clique aqui pra saber como),  que no aplicativo terá a opção de acompanhar as transmissões em português, comigo”, finaliza Dudu Vaz.

Por Natália de Oliveira
Colaboração: Verônica Formigoni
Crédito das fotos: Arquivo pessoal/Dudu Vaz

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Pilates para atletas equestres é ganho de performance

Os exercícios do Pilates têm diversos objetivos para atletas de modalidades equestres, como melhora de flexibilidade, condicionamento físico, força, resistência, coordenação motora e corporal, além do equilíbrio

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Nos dias de hoje, não há dúvida nenhuma de que recursos ‘extra pista’ colaboram na melhora da performance dos esportistas, seja eles de qual esporte for. E entre esses recursos, inclui-se o Pilates para atletas equestres. Exercícios que levam inúmeros benefícios não só para os competidores e treinador profissionais, como também para os amadores.

E o que você precisa saber antes de começar é que o Pilates para atletas equestres é indicado para todas as modalidades da equitação. Então, se você sente aquela necessidade de um ‘algo a mais’ no seu programa de treinamento, uma opção é buscar o treino do cavaleiro, já que o conjunto não se faz apenas do cavalo, não é mesmo?

Pilates para atletas equestres é ganho de performance

Recursos posturais e biomecânicos

De acordo com a Dra. Alessandra Gritti, Fisioterapeuta  e proprietária do Studio AG, existem, dentro do Pilates, alguns recursos posturais e biomecânicos específicos para quem monta cavalo. Ou seja, o método é adaptado para a necessidade do aluno e trata, justamente, o ponto em que ele mais precisa de ajuda.

“Trabalhamos, por exemplo, estabilização e fortalecimento do CORE – composto por 29 músculos, entre os principais, tronco, abdômen, lombar, glúteos, períneo e abdutores. Um tronco fortalecido ajuda o praticante do esporte equestre a permanecer nas posturas exigidas com mais facilidade, bem como ajuda a melhorar suas reações na região quando necessário”.

Postura, então, é um dos requisitos para quem monta. Boa postura e musculatura das regiões do CORE fortalecidas, pois é muito exigida pelo praticante do esporte equestre. Em seguida, a Dra. Alessandra conta que também trabalha sempre com o ganho de flexibilidade.

“Recebo praticantes com encurtamento e pouca flexibilidade. De fato, algo que dificulta a evolução na equitação. Só para exemplificar, cavaleiros que não conseguem abduzir (afastar) muito os membros inferiores (pernas) por conta de um encurtamento ou uma rotação interna de quadril. Então, trabalhamos o movimento oposto”.

Pilates para atletas equestres é ganho de performance

Outro ponto chave, conforme explica a especialista, é a consciência corporal. “Para qualquer atividade a consciência corporal é importante, assim conseguimos corrigir e receber melhor os comandos”.

Passo a Passo

Em primeiro lugar, para que o tratamento surta efeito, é imprescindível a troca de ideias entre o fisioterapeuta e aluno. Entender quais as dificuldades no dia a dia do atleta e o que ele acredita que pode melhorar com as aulas de Pilates.

“Logo após essa conversa, faço uma avaliação postural dele a fim de observar o que é necessário alinhar”, conta a Dra. Alessandra. A partir dai, ela começa a desenvolver no aluno o ganho de consciência de seus pontos fracos. “Dessa forma, trabalhamos juntos”.

Em resumo, ela treina com o aluno o movimento e, conforme ele ganha ‘forma’ sem compensar em outras posturas, começa o movimento junto com fortalecimento muscular. “A cada 15 dias e ou uma vez ao mês, falo novamente com o aluno e pergunto o que ele sentiu de melhora ou piora. Com esse acompanhamento, vamos evoluindo. É muito importante construir o movimento com o praticante”.

Além disso, a fisioterapeuta, no caso do cavaleiro ter um treinador, também o inclui no processo. Quem conta é uma das alunas do Studio, Paula Camargo. “Ela fala com o nosso treinador também. Para ver onde estão as maiores dificuldades do competidor nas provas. Por exemplo, na primeira prova que eu fui depois da pandemia, fiquei com muita dificuldade nos giros para sustentar meu corpo no centro do cavalo e bater perna”, lembra a competidora de Três Tambores

Paula afirma que seu corpo ‘tombava’ na hora que batia a perna, um dos movimentos da modalidade para estimular o cavalo na velocidade. “Então, ela avaliou o movimento junto com meu treinador e me deu um exercício específico para eu conseguir me manter na posição certa e conseguir movimentar as pernas. Na competição seguinte já estava bem mais fácil”.

Pilates para atletas equestres é ganho de performance

Pontos-chaves em que o Pilates para atletas equestres atua com precisão

Por fim, para que não fique nenhuma dúvida, a especialista lista os destaques do Pilates que ajudam na equitação:

  • Consciência corporal
  • Correção postural
  • Ganho de força
  • Melhora e ganho de flexibilidade
  • Equilíbrio respiração para concentração
  • Prevenção e redução de dores e lesões
  • Manutenção da mobilidade articular do tronco
  • Potencialização do desempenho de atletas, graças ao aumento do desenvolvimento de potência, da eficiência e estabilidade

Por Equipe Cavalus
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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Competidores prontos para o início da temporada de Equitação de Trabalho

Croquis da primeira etapa do Ranking Brasil Virtual foram divulgados semana passada

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O Ranking Brasil Virtual terá três etapas e o ‘ponta pé’ inicial da temporada de Equitação de Trabalho 2021 foi dado com a divulgação dos croquis no dia 19 de fevereiro. De acordo com a Associação Brasileira da Equitação de Trabalho, a ideia é manter o formato criado ano passado em meio a pandemia.

“Em 2020, adaptamos as competições para um modelo virtual a fim de não pararmos a modalidade por completo. Como essa temporada ainda começou incerta, em reunião da diretoria, resolvemos manter o ranking virtual para movimentar os competidores, núcleos e fomentar a Equitação de Trabalho”, afirma Ney Messi, presidente da ABET.

Dessa forma, cada etapa começa com a divulgação dos croquis, ou seja, os percursos para cada grupo de categorias. Em seguida, prazo para inscrições, logo depois o prazo para a entrega dos vídeos. Por fim, o julgamento propriamente dito.

Os competidores interessados em participar da etapa de abertura devem ficar atentos a essas datas: 19/02 – divulgação dos croquis; 22 a 26/02 – inscrições; até 04/03 – entrega dos vídeos; julgamento – 9 a 13/03; resultados – 14/03.

“Cada etapa terá a Copa Brasil, considerando todos os conjuntos inscritos, e ainda os resultados regionais. Mantivemos os núcleos de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Brasília, com o adendo do núcleo de Santa Catarina”.

No site oficial da ABET consta a data das três primeiras etapas, que não mudarão. O que ainda não está totalmente fechado para essa temporada de Equitação de Trabalho é o Campeonato Brasileiro.

“Estamos na expectativa para o retorno das provas presenciais. Caso sintamos que é seguro voltarmos em junho, por exemplo, o Campeonato Brasileiro Virtual terá apenas uma etapa. Porém, se decidimos manter tudo no virtual, sem as provas presenciais, então faremos um Brasileiro online com de duas a três etapas”, explica Ney.

Croquis da primeira etapa do Ranking Brasil Virtual foram divulgados semana passada; todos prontos para temporada de Equitação de Trabalho

Pontos importantes

O Ranking Brasil Virtual de Equitação de Trabalho 2021 terá patrocínio da Agro Maripá. O que não muda também é a premiação, troféu (campeão) e medalhas (1° a 3° lugares em cada categoria). “Vale lembrar que essa competição online é um treino para os competidores, para ninguém ficar parado em casa sem as provas presenciais. Um momento de tirar dúvida, receber o feedback dos juízes e se aperfeiçoar”, lembra Ney.

Então, a base será a mesma das competições de 2020, com a disputa somente da fase de Maneabilidade. “Alguns pontos a destacar aos competidores: sigam o padrão das medidas que está no croqui; obstáculos de treino, mas as medidas precisam estar de acordo com o regulamento; seja  fiel 100% ao desenho do croqui”.

Ainda de acordo com Ney, são fatores observados em 2020 e que resultaram em perda de pontos aos conjuntos. Outra dica do presidente da ABET é atenção ao padrão das filmagens. “Tudo está no regulamento e é importante que o competidor siga fielmente. Por exemplo, ano passado alguns conjuntos perderam pontos porque os juízes não conseguiram ver um bom ângulo de determinado obstáculo”.

Para 2021, serão quatro croquis, separados por grupo de categorias, com um obstáculo a mais em cada croqui. “Queremos que as provas virtuais sejam bem próximas de uma prova real, já que um dos objetivos é preparar os conjuntos para o retorno das provas presenciais”.

A ABET terá nesta temporada de Equitação de Trabalho 2021 cinco juízes. A cada etapa, um fica de fora e quatro julgam, em duplas a cada dia, revezando. “Ano passado não sabíamos muito bem como seria, mas agora já conhecemos esse formato lançado por conta da pandemia. Esperamos que quem esteve com a gente ano passado volte e também queremos receber novos adeptos”.

Regulamento

Todos os anos, a diretoria da ABET junto à comissão de arbitragem realiza alterações no regulamento. Depois de revisado, o regulamento serve para todas as provas da modalidade na temporada em todo o Brasil. “Nosso objetivo é, justamente, que o documento fique o mais perfeito possível. Então sempre nos reunimos no final de uma temporada ou no começo de outra para entendermos o que precisamos melhorar nesse ponto”, reforça Ney.

Entre as alterações para 2021, talvez uma delas seja a mais importante, pois serve para todas as categorias. “Colocamos no regulamento, descrito de forma clara, uma tabela de itens que podem reduzir a nota na prova de Maneabilidade. Competidores tinham dúvida em relação aos descontos de nota nessa fase da prova. Portanto, nessa versão do regulamento esse ponto está mais bem explicado em todas as situações que gerarão os descontos na nota”, finaliza o presidente.

Fique atento: abetequitacaodetrabalho.wordpress.com | @abet_brasil_et_oficial.

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Divulgação/Ney Messi

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