“O objetivo do projeto é aproximar o público do mundo do Cavalo Crioulo.
Falar sobre a importância da cultura do Freio de Ouro e do cavalo para a história
e cultura dos gaúchos”, afirma a gerente de relações comerciais da
ABCCC, Mariana Marimon.
O Giro mais recente, realizado em julho, durante a Classificatória
Aberta, foi marcado pelo bate-papo que contou com a participação dos
ginetes Tomaz Gonçalves, João Garcia e do advogado, membro do Conselho
Fiscal da ABCCC e participante das provas da Raça Crioula, Carlos
Souza. Eles falaram para mais de 80 crianças que tiveram a oportunidade
de conhecer a rotina dos ginetes e um pouco sobre a história do Freio
de Ouro como patrimônio Histórico e Cultural Nacional. “Recebemos
crianças que fazem parte do projeto social Mais Selas, Menos Telas, que
é do ginete do Freio de Ouro Tomaz Gonçalves, para conhecerem mais
sobre as possibilidades de futuro, trabalhando e vivendo do cavalo”,
diz Mariana.
A vivência da infância em cima do lombo é um privilégio e cria
memórias que duram para sempre. E foram essas recordações que o
ginete Tomaz Gonçalves compartilhou. “Contei da minha rotina e um
pouco da minha história, pois todas as minhas conquistas estão muito
ligadas à minha base, à infância que tive com homens do campo,
acompanhando trabalhos nas estâncias e nas idas para as competições
com meu pai, que também era ginete. Tudo sempre no entorno do Cavalo
Crioulo”, afirma Gonçalves. O ginete, que ganhou o primeiro Freio
Jovem com apenas cinco anos, contou que, desde muito novo, o pai usou o
cavalo para ensiná-lo a ter comprometimento e dedicação. “Sempre
nos falou que o treinamento era muito importante, que a gente tinha que
se dedicar para chegar em algum lugar. Ficou um exemplo que acredito ser
extremamente importante repassar para as novas gerações”,
acrescenta.
O médico-veterinário e ginete João Garcia também palestrou no evento
e falou para as crianças sobre o impacto do Freio Jovem na vida dele e
sobre a influência do cavalo na sua formação em Medicina
Veterinária. “Trabalho com clínica e medicina esportiva de equinos,
sou o veterinário da Marcha de Resistência e sou jurado das provas
esportivas da ABCCC. Além disso, corro as provas e somos criadores
ativos, temos uma égua nossa que é finalista da Morfologia e outra,
criada por nós, na grande final do Freio de Ouro da Expointer”, disse
Garcia.
Carlos Souza acrescentou que a receptividade das crianças foi muito
positiva, pois quando se fala de cavalo e de cultura, todas demonstram
interesse. “A maioria tem contato com cavalos e elas gostaram muito da
nossa fala sobre o Freio de Ouro, das informações sobre como o gaúcho
tem cuidado com o seu cavalo, com o gado, com as suas raízes e com as
suas tradições”, avaliou.
Segundo Mariana, a próxima edição do Giro Cultural Freio de Ouro 2025
será realizada durante a 48ª Expointer. O projeto é promovido pela
Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) e pelo
Ministério da Cultura do Governo Federal, através da Lei Rouanet.
Por : Jardine Comunicação
Foto : Maurício Vinhas