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Haras Passira: há 40 anos criando Quarto de Milha com qualidade genética

Conheça um pouco da história do criatório pernambucano, fundado no ano de 1980 pelo engenheiro químico Ismar Gomes de Amorim Filho, um verdadeiro apaixonado pela raça

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O Haras Passira, localizado no município de Gravatá/PE, é um bom exemplo de uma criação de sucesso de cavalos Quarto de Milha na Região Nordeste do Brasil. Antes de mais nada vale frisar que o criatório foi fundado pelo engenheiro químico Ismar Gomes de Amorim Filho, que sempre esteve envolvido com o mundo rural.

Afinal, aos quatro anos de idade, ganhou o seu primeiro animal. Foi um presente dado por seu pai, um tordilho da raça Crioulo Nordestino. Depois, já na fase adulta, entre os anos de 1964 e 1972, Ismar começou a correr Vaquejada.

O amor que sempre teve pelos esportes equestres e pelos atributos do cavalo Quarto de Milha – como docilidade, velocidade, inteligência e habilidade -, foram decisivos na escolha de Ismar Amorim por essa raça. Esta que hoje é responsável pela grandeza da Vaquejada nas regiões Norte e Nordeste e que se espalha por todo País cada dia mais.

Ismar na época em que apresentava cavalos de Conformação – Foto: Arquivo Pessoal
Rodrigo montando nos primeiros animais adquiridos da raça Quarto de Milha – Foto: Arquivo Pessoal

Início da criação Haras Passira

Contudo, foi no de 1980 que Ismar iniciou a sua criação no município de Passira/PE (vindo daí o nome do Haras “Passira”). Após 10 anos, mudou-se para Gravatá/PE. “Neste meio tempo descobrimos que o nome Passira, em tupi guarani, significa “lugar encantado”. Sendo assim, o nome vai continuar se perpetuando como Haras Passira”, afirma Ismar.

De acordo com o criador, o local conta com uma área total de 240 hectares, sendo 210 de pastagens divididas em 32 piquetes e oito maternidades. Além disso, sua estrutura física é composta de 56 baias, centro de manejo, dois redondéis para treinamento e uma pista de vaquejada.

Ismar, Alessandra e Eduarda na construção do haras já em Gravatá – Foto: Arquivo Pessoal
Equipe Haras Passira – Foto: Arquivo Pessoal

Com relação a equipe de campo, uma cartela variada de profissionais qualificados. Entre eles: gerente, tratadores, domador, casqueador, tratorista e vigilância, além de dois veterinários terceirizados com suas respectivas equipes, todos em perfeita sintonia com os projetos de melhoramento genético do Haras.

Ademais, a paixão por cavalos também foi transferida para a esposa Christina e os três filhos do casal: Alessandra, Rodrigo e Eduarda, que abraçaram a criação de Quarto de Milha. Estando, assim, todos presentes no dia-a-dia do Haras Passira.

Ismar com os filhos Alessandra, Eduarda e Rodrigo – Foto: Arquivo Pessoal

Perfil do criatório

Ainda conforme Ismar, o perfil do criatório do Haras Passira prioriza a Vaquejada, como também as modalidades de trabalho, Corrida, Tambor e Baliza, Laço em Dupla e Laço ao Pé. “Em minha opinião, as modalidades de Tambor e Baliza são importantes para a iniciação das crianças no mundo equestre. Meu filho Rodrigo começou a correr nestas provas, o que me deu a certeza absoluta que este é o melhor caminho para a juventude na construção da amizade e da boa convivência esportiva”.

Sem dúvida, El Two Eyed faz parte da base genética do Haras Passira – Foto: Arquivo Pessoal

Assim, o criatório já possuía matrizes de linhagens consagradas como: Eternaly Fred, Shady Apolo Bars, Mr Par Three, Dan’s Boy Skippy. Mesmo assim, com o objetivo de melhorar, ainda mais, a qualidade genética do seu plantel, Ismar importou dos Estados Unidos 25 éguas e seis garanhões filhos de Campeões Mundiais. Na época, exigência do Regulamento para Importação da ABQM.

Com isso, a base genética do Haras Passira é composta de três linhagens que fazem parte do seleto grupo do Hall Of Fame e Foundation da AQHA. São eles: Mean and Lean, El Two Eyed e Badgers Nurse.

Mean and Lean – Foto: Arquivo Pessoal

Em busca do aperfeiçoamento das qualidades da raça

Inegavelmente, a busca do criatório do Haras Passira tem sido para aperfeiçoar as qualidades da raça Quarto de Milha. “A minha rotina como criador é procurar sempre fazer cruzamentos que possam aumentar a heterozigoze dos animais. Favorecendo, portanto, a sua estrutura óssea, reduzindo o estresse, aprimorando o “balance”, mas sem perder o “cow-sense”, obviamente. Pois considero esse como a maior virtude do cavalo Quarto de Milha”, diz Ismar.

Em 2006, começou a utilizar para reprodução o jovem garanhão El Patron HAP “Lourinho” (filho de El Two Eyed em mãe Mean and Lean), que precocemente se destacou nas provas de Vaquejada e, atualmente, é produtor de grandes campeões. Do mesmo modo, em meados de 2011, adquiriu o garanhão Beaver Freckles (pontuado em Apartação), como também, no ano de 2019, o garanhão Hot Blood Doc (Registro de Mérito e Superior em Vaquejada).

Hot Blood Doc – Foto: Arquivo Pessoal
Por fim, Eduarda, Alessandra e Rodrigo durante a premiação do 8ª Hall da Fama ABQM – Foto: Arquivo Pessoal

Resultados expressivos

Consequentemente, o Haras Passira tem sido recompensado com resultados acima da média. Tanto em leilões quanto nas competições. Bons exemplos são as vitórias conquistadas em mais de seis campeonatos nos Estados Unidos.

Já no Brasil, o criatório pernambucano produziu campeões em várias modalidades: Vaquejada; Tambor; Baliza; Apartação; Laço em Cabeça; Laço de Pé; e Working Cow Horse. Com vários produtos, aliás, Superiores e Registros de Mérito.

Por fim, para coroar todo o trabalho desenvolvido nestes 40 anos, Ismar Amorim foi um dos homenageados do 8° Hall Da Fama ABQM. “Os meus animais já me deram tantas alegrias que o mínimo que posso fazer é tratá-los com amor e muita responsabilidade”, finaliza Ismar.

Instagram: @haraspassira

Por Natália de Oliveira
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal/Haras Passira

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Casos de mormo em equinos são registrados em Santa Catarina

CIDASC informou que nove cavalos de propriedades localizadas no Oeste do estado foram acometidos pela doença

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De janeiro a março de 2021, foram registrados nove casos de mormo em equinos de propriedades localizadas no Oeste Catarinense. Isso de acordo com informações da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC).

Como resultado, os casos de mormo em equinos no estado pegou de surpresa autoridades sanitárias. Afinal, Santa Catarina estava prestes a conquistar o reconhecimento nacional como área livre da bactéria.

Dos nove casos registrados no estado, três foram identificados na região de Chapecó. Outros em São Carlos, São Miguel do Oeste, Tijuca, São José, Canelinhas e Rio do Cedro. A fim de evitar uma maior proliferação da doença, as cidades estão fazendo ações integradas nas entradas e saídas do estado.

Além disso, as autoridades catarinenses orientam que os criadores locais estabeleçam métodos de controle na propriedade. Como, por exemplo, o cadastro da propriedade em dia, com os nascimentos e compras, com as devidas guias de trânsito e exames necessários.

Sobre o mormo

Quando diagnosticado pelos meios reconhecidos internacionalmente, mesmo que não apresentando sintomas, o caso deverá ser obrigatoriamente notificado ao órgão responsável do estado. Na sequência, o animal deverá ser submetido a eutanásia.

Conforme especialista, pensar que o animal está curado do mormo é um grande risco para a sanidade animal e, inclusive, humana. Já que no homem a doença pode se manifestar de forma aguda, com febre, formação de nódulos com laringite e infecções nos vasos linfáticos. Podendo, portanto, evoluir para a morte do paciente.

Antes de mais nada vale frisar que o mormo é uma zoonose gravíssima e de grande importância socioeconômica, bem como sanitária. Sendo assim, os principais sintomas são:

  • Febre; temperatura elevada
  • Tremores;
  • Suor excessivo;
  • Sensibilidade a luz;
  • Rigidez muscular;
  • Catarro e sangramento nasal;
  • Perda de peso progressiva;

Como solicitar exame de mormo

O mormo acomete cavalos, asininos e muares. Ela faz parte do Programa Nacional de Sanidade dos Eqüídeos (PNSE), estabelecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Sendo assim, a solicitação e a realização de exames para diagnóstico da doença é procedimento que só pode ser desenvolvido em conformidade com a legislação.

Por fim, o diagnóstico do mormo é regulamentado pela IN 24 de abril de 2004. As amostras para a realização do exame de AIE devem ser colhidas somente por médicos veterinários devidamente reconhecidos pela Secretaria de Agricultura do estado. Bem como o nome constar na lista oficial do MAPA.

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto: Divulgação

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Missouri Fox Trotter tem origem nas montanhas Ozark

Uma raça de cavalos que se originou no estado de Missouri, nos Estados Unidos

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O Missouri Fox Trotter tem sua origem no Missouri, nos Estados Unidos, daí seu nome. Desenvolveu-se, antes de mais nada, nas montanhas Ozark por colonos no início do Século 19. A saber, os Ozarks cobrem uma porção significativa do norte do Arkansas e a maior parte da metade sul do Missouri.

Assim, o Missouri Fox Trotter rapidamente se tornou uma raça de marcha apreciada por suas habilidades de cavalo de carga, resistência e movimentos suaves. Em outras palavras, executa uma caminhada de marcha conhecida como ‘fox trot’. Trata-se de uma marcha diagonal quebrada de quatro tempos, em que o pé anterior do par diagonal pousa antes do traseiro, eliminando o momento de suspensão e aumentando a suavidade.

Os cruzamentos para a formação dessa nova raça começaram com os cavalos levados ao Missouri por colonos dos estados do Tennessee, Kentucky e Virgínia. Desse modo, contribuíram para a formação do Missouri Fox Trotter as raças Arabian, Morgan, American Saddlebred, Tennessee Walking Horse e Standardbred .

Missouri Fox Trotter, uma raça de cavalos que se originou no estado de Missouri, nos Estados Unidos, na região das montanhas ozark

Na época, 1821, se destacou o andar característico para ganhar terreno nas montanhas. Um andar único, útil no terreno rochoso das montanhas Ozark. A raça tornou-se popular entre os criadores de gado também por sua capacidade de trabalhar no rebanho.

Outros dois usos: cavaleiros em trilhas, que apreciam seus passos, resistência e capacidade de carregar peso; e em programas de equitação para deficientes físicos, por conta do seu andar suave e cadenciado. Desse modo, velocidade, resistência e marcha são características apreciadas também pelo serviço florestal dos Estados Unidos na escolha da raça para o trabalho de patrulhamento.

O Missouri Fox Trotter ultrapassou as fronteiras americanas quando a exportação para a Europa começou na década de 1950.

Fonte: Wikipedia
Crédito das fotos: Divulgação/Horsebreedpictures

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Marcas no rosto e pernas do seu cavalo são esclusivas deles

Embora existam várias marcas básicas em cavalos, cada uma é única para cada um

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Antes de mais nada, marcas no rosto e pernas do seu cavalo são exclusivas deles. Cada um é, inegavelmente, diferente do outro. Portanto, se você quiser uma maneira útil de distinguir cada cavalo que encontrar, aprenda a conhecer cada uma das marcas.

Algumas são realmente raras e fascinantes, enquanto outras são mais comuns. Se você é daquela pessoa que não desgruda do seu cavalo então saberá enumerar perfeitamente formato e localização de marcas no rosto e pernas do seu melhor amigo.

marcas no rosto e perna: embora existam várias marcas básicas em cavalos, cada uma é única para cada um; você conhece bem a do seu cavalo?
Rosto

Além disso, pode até virar uma brincadeira entre os amigos que montam juntos no mesmo rancho ou centro de treinamento. Escolha um cavalo específico e sem olhar cada um deve listar formato e onde as marcas estão. Vale até para identificá-los: ‘aquele meu alazão, calçado do pé direito’!

Ademais, conhecer as marcas no rosto e perna do seu cavalo vale ainda para efeito de registro em sua respectiva associação de raça. Sobretudo, marcações em cavalos são normalmente áreas brancas distintas sobre uma cor de base escura. Elas se apresentam desde nascimento e não mudam ao longo da vida do cavalo.

marcas no rosto e perna: embora existam várias marcas básicas em cavalos, cada uma é única para cada um; você conhece bem a do seu cavalo?
Pernas

Muitos cavalos têm pelos faciais brancos que os diferenciam, ao passo que outros não possuem uma marcar se quer. Por exemplo, há umas menores, como uma estrela ou um coração na testa.  Outras estão mais para um recorte ou uma faixa branca. No entanto outras aparecem em quase todo o rosto.

São tipos diferentes e muito interessantes como toda a certeza. Ah, e ainda tem as marcas nas pernas. Aparecem em uma ou nas quatro patas, em tamanhos variados. Nas fotos acima os nomes estão em inglês mas conseguimos visualizar bem. Mas, e ai, conta pra gente alguma marca do seu cavalo!!!

Colaboração: Cowgirl Magazine
Crédito das fotos: Divulgação/Pexels e Tapestryequines

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