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Quando chega a hora de desacelerar e partir para novos projetos

A super campeã dos Três Tambores, Daiane Sudário, conta para o portal Cavalus como está sendo sua mudança de rotina

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Para um atleta de alto rendimento, a decisão de diminuir o ritmo da rotina a que está acostumado não deve ser fácil. Em outras palavras, é preciso ter coragem para encontrar o momento certo. Com toda certeza, ao longo dos anos, as prioridades mudam e essa hora chega para todo mundo. Mas quando é a hora certa de desacelerar e partir para novos projetos?

Conversamos com a super campeã dos Três Tambores, Daiane Sudário, sobre o assunto. Ela participa de provas e rodeios há 22 anos e nos últimos cinco algumas coisas a fizeram repensar na carreira. De acordo com ela, entre os pontos de reflexão, encontrou dificuldade de formar conjunto com alguns amimais que montou. A fim de se manter competitivo, esse é um dos pontos principais de quem pratica o esporte equestre.

Títulos de mais destaque: bicampeã Nacional pela ANTT, bicampeã do Rodeio Internacional de Barretos, bicampeã do Rodeio de Americana, bicampeã do Superhorse Três Tambores, Tetracampeã do Rodeio de Jaguariúna, campeã Top Team Crystal, campeã Nacional ANTT Silver Race, entre muitos outros prêmios.

Portanto, por cerca de 20 anos Daiane viajou para as competições praticamente todos os finais de semana. Adicione a isso a rotina de treinos e você tem uma equação, com toda certeza, puxada. Em busca dos sonhos como atleta, o competidor perde momentos em família, por exemplo, e acaba deixando de lado alguns projetos. Como foi essa transformação você confere na entrevista a seguir!

A super campeã dos Três Tambores, Daiane Sudário, conta para o portal Cavalus como está sendo sua mudança de rotina e os novos projetos
Daiane entrou de cabeça em novos projetos, como a faculdade de Fisioterapia e sua própria marca de roupas

Quando pensou em mudar essa rotina e por quê?

“Foi por acaso, pois eu estou firme nos treinamentos ainda. Mas sempre quis ter um outro trabalho que eu me identificasse. Como no nosso meio existem muitas marcas western, sempre recebia algumas roupas para fazer propaganda. Então, pensava: se a marca fosse minha, eu iria inovar, fazer roupas mais despojadas, tipo country urbano. Foi aí que o meu noivo [Luciano Pariz] me incentivou. Uma semana depois eu já tinha desenhado a coleção toda e lançamos a nossa marca, Bucci Barn – Country Style”.

Como foi esse processo?

“Foi tudo muito rápido, porém, difícil. Antes de tudo, não tínhamos uma confecção ainda para isso. Então, uma amiga de infância, que eu converso todos os dias, me indicou uma empresa conceituada em São Paulo, que faz roupas para grandes grifes. Tudo se encaixou e aconteceu. Mostrei meus desenhos e fizemos os pilotos”.

O planejamento é importante?

“Sim, com toda certeza. No meu caso, que escolhi como segunda atividade uma marca de roupas, planejo todas as datas de lançamento das coleções. Temos que seguir um calendário para lançar tudo na época certa. Mas, com a falta de matéria prima na pandemia, não conseguimos manter a organização como gostaríamos. Alguns tecidos chegaram em uma semana, outros duas, já outros em um mês e, por fim, outros demoraram mais de três meses do pedido. Colocamos no mercado mesmo assim e adicionamos as demais peças depois, mas tudo é aprendizado”.

Como é a sua rotina hoje?

“Hoje eu estou dedicando a faculdade, me formo esse ano em Fisioterapia. E estou me dedicando a loja também. Por isso, minha rotina com os cavalos mudou muito. Está bem mais devagar. De segunda a quarta dou aulas de Três Tambores para algumas alunas que tenho na minha cidade”.

A super campeã dos Três Tambores, Daiane Sudário, conta para o portal Cavalus como está sendo sua mudança de rotina e os novos projetos
O nome da marca foi inspirado em sua mãe, Rogéria Bucci

Quais são os projetos de agora em diante?

“Espero que em 2021 seja mais tranquilo, pois já vou estar formada e com a loja em andamento. Quero voltar a treinar e competir só por perto na minha região, levando minha marca para grandes provas também. Sobre as aulas e cursos, ainda estão nos meus planos, só vou parar quando engravidar. Que acho que final de 2021 acontecerá se Deus quiser”.

Fique ligado: @buccibarn.

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Divulgação/Lucas Campos e Soraia Sudário

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Casos de mormo em equinos são registrados em Santa Catarina

CIDASC informou que nove cavalos de propriedades localizadas no Oeste do estado foram acometidos pela doença

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De janeiro a março de 2021, foram registrados nove casos de mormo em equinos de propriedades localizadas no Oeste Catarinense. Isso de acordo com informações da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC).

Como resultado, os casos de mormo em equinos no estado pegou de surpresa autoridades sanitárias. Afinal, Santa Catarina estava prestes a conquistar o reconhecimento nacional como área livre da bactéria.

Dos nove casos registrados no estado, três foram identificados na região de Chapecó. Outros em São Carlos, São Miguel do Oeste, Tijuca, São José, Canelinhas e Rio do Cedro. A fim de evitar uma maior proliferação da doença, as cidades estão fazendo ações integradas nas entradas e saídas do estado.

Além disso, as autoridades catarinenses orientam que os criadores locais estabeleçam métodos de controle na propriedade. Como, por exemplo, o cadastro da propriedade em dia, com os nascimentos e compras, com as devidas guias de trânsito e exames necessários.

Sobre o mormo

Quando diagnosticado pelos meios reconhecidos internacionalmente, mesmo que não apresentando sintomas, o caso deverá ser obrigatoriamente notificado ao órgão responsável do estado. Na sequência, o animal deverá ser submetido a eutanásia.

Conforme especialista, pensar que o animal está curado do mormo é um grande risco para a sanidade animal e, inclusive, humana. Já que no homem a doença pode se manifestar de forma aguda, com febre, formação de nódulos com laringite e infecções nos vasos linfáticos. Podendo, portanto, evoluir para a morte do paciente.

Antes de mais nada vale frisar que o mormo é uma zoonose gravíssima e de grande importância socioeconômica, bem como sanitária. Sendo assim, os principais sintomas são:

  • Febre; temperatura elevada
  • Tremores;
  • Suor excessivo;
  • Sensibilidade a luz;
  • Rigidez muscular;
  • Catarro e sangramento nasal;
  • Perda de peso progressiva;

Como solicitar exame de mormo

O mormo acomete cavalos, asininos e muares. Ela faz parte do Programa Nacional de Sanidade dos Eqüídeos (PNSE), estabelecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Sendo assim, a solicitação e a realização de exames para diagnóstico da doença é procedimento que só pode ser desenvolvido em conformidade com a legislação.

Por fim, o diagnóstico do mormo é regulamentado pela IN 24 de abril de 2004. As amostras para a realização do exame de AIE devem ser colhidas somente por médicos veterinários devidamente reconhecidos pela Secretaria de Agricultura do estado. Bem como o nome constar na lista oficial do MAPA.

Por Equipe Cavalus
Crédito da foto: Divulgação

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Missouri Fox Trotter tem origem nas montanhas Ozark

Uma raça de cavalos que se originou no estado de Missouri, nos Estados Unidos

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O Missouri Fox Trotter tem sua origem no Missouri, nos Estados Unidos, daí seu nome. Desenvolveu-se, antes de mais nada, nas montanhas Ozark por colonos no início do Século 19. A saber, os Ozarks cobrem uma porção significativa do norte do Arkansas e a maior parte da metade sul do Missouri.

Assim, o Missouri Fox Trotter rapidamente se tornou uma raça de marcha apreciada por suas habilidades de cavalo de carga, resistência e movimentos suaves. Em outras palavras, executa uma caminhada de marcha conhecida como ‘fox trot’. Trata-se de uma marcha diagonal quebrada de quatro tempos, em que o pé anterior do par diagonal pousa antes do traseiro, eliminando o momento de suspensão e aumentando a suavidade.

Os cruzamentos para a formação dessa nova raça começaram com os cavalos levados ao Missouri por colonos dos estados do Tennessee, Kentucky e Virgínia. Desse modo, contribuíram para a formação do Missouri Fox Trotter as raças Arabian, Morgan, American Saddlebred, Tennessee Walking Horse e Standardbred .

Missouri Fox Trotter, uma raça de cavalos que se originou no estado de Missouri, nos Estados Unidos, na região das montanhas ozark

Na época, 1821, se destacou o andar característico para ganhar terreno nas montanhas. Um andar único, útil no terreno rochoso das montanhas Ozark. A raça tornou-se popular entre os criadores de gado também por sua capacidade de trabalhar no rebanho.

Outros dois usos: cavaleiros em trilhas, que apreciam seus passos, resistência e capacidade de carregar peso; e em programas de equitação para deficientes físicos, por conta do seu andar suave e cadenciado. Desse modo, velocidade, resistência e marcha são características apreciadas também pelo serviço florestal dos Estados Unidos na escolha da raça para o trabalho de patrulhamento.

O Missouri Fox Trotter ultrapassou as fronteiras americanas quando a exportação para a Europa começou na década de 1950.

Fonte: Wikipedia
Crédito das fotos: Divulgação/Horsebreedpictures

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Marcas no rosto e pernas do seu cavalo são esclusivas deles

Embora existam várias marcas básicas em cavalos, cada uma é única para cada um

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Antes de mais nada, marcas no rosto e pernas do seu cavalo são exclusivas deles. Cada um é, inegavelmente, diferente do outro. Portanto, se você quiser uma maneira útil de distinguir cada cavalo que encontrar, aprenda a conhecer cada uma das marcas.

Algumas são realmente raras e fascinantes, enquanto outras são mais comuns. Se você é daquela pessoa que não desgruda do seu cavalo então saberá enumerar perfeitamente formato e localização de marcas no rosto e pernas do seu melhor amigo.

marcas no rosto e perna: embora existam várias marcas básicas em cavalos, cada uma é única para cada um; você conhece bem a do seu cavalo?
Rosto

Além disso, pode até virar uma brincadeira entre os amigos que montam juntos no mesmo rancho ou centro de treinamento. Escolha um cavalo específico e sem olhar cada um deve listar formato e onde as marcas estão. Vale até para identificá-los: ‘aquele meu alazão, calçado do pé direito’!

Ademais, conhecer as marcas no rosto e perna do seu cavalo vale ainda para efeito de registro em sua respectiva associação de raça. Sobretudo, marcações em cavalos são normalmente áreas brancas distintas sobre uma cor de base escura. Elas se apresentam desde nascimento e não mudam ao longo da vida do cavalo.

marcas no rosto e perna: embora existam várias marcas básicas em cavalos, cada uma é única para cada um; você conhece bem a do seu cavalo?
Pernas

Muitos cavalos têm pelos faciais brancos que os diferenciam, ao passo que outros não possuem uma marcar se quer. Por exemplo, há umas menores, como uma estrela ou um coração na testa.  Outras estão mais para um recorte ou uma faixa branca. No entanto outras aparecem em quase todo o rosto.

São tipos diferentes e muito interessantes como toda a certeza. Ah, e ainda tem as marcas nas pernas. Aparecem em uma ou nas quatro patas, em tamanhos variados. Nas fotos acima os nomes estão em inglês mas conseguimos visualizar bem. Mas, e ai, conta pra gente alguma marca do seu cavalo!!!

Colaboração: Cowgirl Magazine
Crédito das fotos: Divulgação/Pexels e Tapestryequines

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