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Shady King Times EK

Luciano Rodrigues, cavaleiro e pesquisador, comenta nesse artigo sobre o garanhão Shady King Times EK e o seu legado no universo QM

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Shady King Times EK

Alguns animais não têm proprietários, são patrimônios públicos. Aquela capa da Edição 162 da Revista Quarto de Milha mudou tudo. Nela estava estampado Shady King Times EK, a estrela do Haras Two Brothers.

No dia 21 de junho de 2021, nos despedimos desta lenda da raça Quarto de Milha, filho de Shady Leo com Trouble’s Katie FF, nascido no dia 15 de outubro de 1997.

Uma história

Todos que me acompanham sabem de minha admiração por esse cavalo, todos sabem de minha admiração pela linhagem Shady Leo. Todas as férias ou em um feriado prolongado, os amigos se reuniam em uma fazenda, entre averiguar o gado e laçar no final do dia, no momento de tranquilidade, peguei algumas revistas para folear. Estava lá na capa, ele, a lenda.

Pensei comigo: “é isso que eu quero”. Procurei conhecê-lo um pouco mais, procurava seus filhos, tentava encontrar formas de vê-lo, não foi possível. Os anos se passaram, as prioridades eram os estudos, depois construir uma carreira e, depois de exatos 15 anos, trouxe um filho dele pra casa.
Ninguém pode imaginar o tamanho da felicidade. Todos que me conhecem sabe o quanto sou fanático nesta linhagem. Shady King Times EK partiu, mas deixou um legado.

Legado

Até o momento, Shady King Times EK possui 991 filhos registrados, que juntos somam 6.852,5 pontos pela ABQM, o 5º maior reprodutor da história da ABQM. Não estamos falando de um garanhão de uma modalidade específica, não, Shady King Times EK é sinônimo de versatilidade.

Possui filhos pontuados em Três Tambores, Seis Balizas, Laço Cabeça, Vaquejada, Laço Pé, Laço em Dupla, Ranch Sorting, Laço Individual, Laço Comprido, Team Penning, Cinco Tambores, Maneabilidade e Velocidade e Conformação. Uma máquina na produção.

Shady King Times EK
Fonte: ABQM

Como avô, Shady King já possui a marca de 2.699,25 pontos. Como reprodutor possui a premiação de R$ 2.221.111,50, conforme Sistema de Gerenciamento de Provas – SGP. Além de receber o ABQM Awards como melhor reprodutor de Laço Cabeça em 2017.

Que justiça seja feita

Um grande cavalo merece ser lembrado eternamente. Que me perdoem os outros que já se foram, mas Shady King Times EK está um patamar acima.

Shady King é rei, como o nome diz. Deve estar no lugar mais alto. Chega no céu sem pedir licença, seu lugar já estava reservado.

Nada mais justo que colocá-lo no seu devido lugar desde que nasceu: Hall da Fama. E que uma estátua seja feita na entrada da ABQM, com os dizeres: “o melhor que o Quarto de Milha já conseguiu”.

Colaboração: Luciano Ferreira Rodrigues Filho
Cavaleiro e Pesquisador | 
Campeira Dom Herculano
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Rancho das Américas

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Constelações Sistêmicas com cavalos contribuem na resolução de questões pessoais e profissionais

Consteladora explica que com o animal, o entendimento das situações é mais fácil

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Constelação Sistêmica é uma prática terapêutica que busca resolver conflitos que atravessam gerações, criada pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger.

A técnica estuda a relação das emoções e das energias que acumulamos, seja consciente ou inconsciente.

Essa prática permite compreender como os fatores influenciam nas tomadas de decisões em nossa vida pessoal ou profissional, de forma a reverter os aspectos negativos que desequilibram nossas vidas.

A terapia sistêmica atua liberando a pessoa de emaranhados de seu campo morfogenético por meio de processos de autoconhecimento e cura emocional, possibilitando clareza nas tomadas de decisões, tanto na vida pessoal quanto profissional. Empresários vem investindo na aplicação da técnica para resolver problemas dentro das suas empresas.

Geralmente, a aplicação da metodologia se dá por meio de pessoas ou objetos que “interpretam” os personagens envolvidos na questão trazendo clareza na resolução do problema. Uma novidade que está atraindo a atenção dos criadores de cavalos é a utilização dos animais neste processo.

Segundo a Facilitadora de Terapias Integrativas e Consteladora Sistêmica com Cavalos Rosilene Gomes, as constelações com cavalos são feitas através de uma abordagem sistêmica na qual os animais entram no papel de representantes do sistema familiar do cliente. “O cavalo responde principalmente sobre o que não foi dito, que não foi formulado ou objetivado e por isso, traz para o cliente, muitas vezes, perspectivas diferentes e surpreendentes”, explica Rosilene.

Ainda de acordo com a consteladora, os animais por não terem capacidade de interpretar e julgar as ações expressas nas terapias, não interferem nos resultados. “Quando usamos pessoas, somos seres racionais e instintivamente podemos reagir a determinadas ações e sentimentos apresentados, mesmo que involuntariamente”, afirma.

Passo a passo da terapia

A sessão pode ser realizada em qualquer propriedade e necessita de no mínimo cinco cavalos ou muares, que não podem ser garanhões e que devem estar em um local fechado. “Pode ser até um cercado com cordas, por exemplo”, explica a consteladora.

Na sequência, o cliente inicia os relatos sobre seus problemas e sentimentos e o animal, por meio da energia emitida, traz os movimentos que permitem uma percepção mais aguçada da situação.

Quando o cliente conhece o animal, ele percebe mais facilmente as alterações comportamentais dele

“Lá no início, eu fiz uma constelação com cavalos. Estava com várias questões em minha vida e um conflito com minha mãe apareceu através dos movimentos dos cavalos. Imediatamente, o cavalo que interpretava meu sentimento começou a vir em minha direção para me morder, expressando todas as emoções que eu estava sentindo. Fiquei com medo e olhei desesperada para o meu constelador, Paulo Neumann, que me solicitou para mentalmente pedir a ajuda da minha mãe, um pedido verdadeiro. Quando efetivamente me conectei com minha mãe e clamei por socorro, imediatamente o animal que a representava levantou a cabeça e o outro se afastou e não me mordeu, foi incrível e muito sincrônico”, relembra Rosilene.

A emoção envolvida com a terapia foi tamanha que Rosilene passou a estudar a técnica e hoje se tornou consteladora. “É surpreendente as descobertas e resoluções que encontramos com a técnica”, afirma.

A escolha da propriedade do cliente para a aplicação da terapia é recomendada, pois o cliente conhece o animal e percebe mais facilmente as alterações comportamentais dele, conforme as emoções expressadas.

“O cliente se surpreende com as reações do animal e passa e ter uma melhor percepção sobre o problema e como resolvê-lo. É uma questão pessoal, ninguém muda ninguém, a mudança tem que partir de dentro do cliente. A constelação te ajuda a clarear a situação e assim, revolvê-la, te desprendendo das amarras”, finaliza Rosilene.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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Desafios dos Esportes Equestres no Mundo em Transformação

Orlando Filho, médico veterinário e consultor em equideocultura e agronegócios – EquiAgro, faz uma análise nesse artigo sobre as tendências de bem-estar animal frente ao mercado equestre

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Analise do mercado equestre frente às tendências de bem-estar animal.

O esporte equestre é uma atividade eminentemente cultural em diversas
regiões do mundo, obviamente, possuindo suas particularidades, as quais
basicamente foram originadas e moldadas através da utilização dos equídeos
para fins bélicos, caça e lida no campo, este último com presença marcante até
os dias atuais.

Segundo dados dos últimos Censos Agropecuários – IBGE, respectivamente
dos anos de 2006 e 2017, os equinos utilizados para trabalho no Brasil não
estão somente associados à atividade pecuária como a criação de bovinos,
mas também em outras atividades como produção de lavouras, produção
florestal, horticultura, dentre outras. Assim sendo, as estimativas mais recentes
do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) a cerca da
divisão do efetivo de equinos no país apontam que 78% da tropa são de
animais para lida (trabalho) e 22% são animais destinados ao esporte, lazer e
criação.

No entanto, mesmo com um efetivo menor em comparação aos animais de
trabalho, são os equinos de esporte e lazer que movimentam economicamente
a maior fatia deste mercado. Ou seja, são os consumidores relevantes,
justamente pela representatividade e grande participação junto à sociedade
como um todo. Com essa relevância e grande exposição, os questionamentos,
principalmente sobre questões técnicas e éticas, são inevitáveis e atualmente
se mostram mais frequentes.

Exemplo claro e recente é a decisão da União Internacional de Pentatlo
Moderno (UIPM), entidade que rege essa modalidade olímpica, em excluir a
prova de hipismo da modalidade, após a ONG global PETA (People for the
Ethical Treatment of Animals) encaminhar ao Comitê Olímpico Internacional
(COI) pedido de exclusão da prova que é uma das modalidades disputada com
outras quatro provas no pentatlo moderno. Situação gerada pela polêmica da
acusação de agressão a um cavalo durante as Olimpíadas de Tóquio 2020.

No Brasil, situações em que ocorrem questionamento e intervenções por parte
da sociedade em questões relacionadas aos esportes equestres não são
incomuns. Mesmo com a existência de um extenso aparato legal a fim de
garantir, regular e normatizar as atividades esportivas equestres, é sabido que
diversas provas das mais diferentes modalidades, realizadas em todos os
cantos do país, têm sofrido com este cenário. A priori modalidades com
participação de bovinos tendem a ser o maior alvo, justamente devido à
presença desse terceiro envolvido além do conjunto cavalo e cavaleiro.
Contudo, as demais modalidades equestres também acabam sendo alvos e
não escapam dos olhares vigilantes da sociedade.

Nos dias atuais, cada vez mais a sociedade reconhece a importância de se
preservar a integridade de todos os animais que estão em convívio com os
seres humanos, bem como, de se exigir medidas que visem à ética e o respeito
aos animais. Nesse sentido, setores do agronegócio sequem essa tendência
de atenção ao bem-estar animal, conceito que vem progressivamente tomando
conta dos debates em todo o mercado do Agro. Logo a equideocultura e
especificamente o segmento dos esportes equestres tiveram ações evolutivas
com relação a suas leis e normativas específicas que, sem dúvida, trouxeram
um verdadeiro avanço do princípio jurídico, estabelecendo o direito de regular
as condutas do setor equestre de maneira razoavelmente previsível e estável,
deste modo propiciando a segurança jurídica. Porém, ainda assim, os
enfrentamentos judiciais com relação a questionamentos sobre o bem-estar
dos animais que participam das atividades é uma realidade latente deste
mercado.

E por que isso ocorre? Não se trata de algo simples de se esclarecer, mas, cabe aqui uma consideração relevante na tentativa de ampliarmos um pouco mais o tema.

E por que isso ocorre? Não se trata de algo simples de se esclarecer, mas,
cabe aqui uma consideração relevante na tentativa de ampliarmos um pouco
mais o tema.

No cenário atual que vivemos, criou-se uma barreira entre ideias, propósitos e
atitudes diferentes, dificultando que haja o mínimo de sensatez. Em outras
palavras, em todas as esferas da sociedade existem grupos favoráveis e
grupos radicalmente contrários aos esportes equestres. Com isso, as leis, que
possuem a função de controlar, regrar e legitimar, muitas vezes acabam por
ser contestadas e até mesmo desafiadas por grupos contrários, trazendo luz ao
tema para grande parte da sociedade que por sua vez buscam esclarecimentos
e atitudes positivas do setor. Pois, a obtenção de uma licença formal dos
órgãos governamentais e o atendimento aos requisitos regulatórios, não são
suficientes para os esportes equestres obterem e manterem uma chamada
Licença Social para Operar

O conceito Licença Social para Operar (LSO) vem ganhando espaço nas
publicações acadêmicas nas últimas duas décadas, e sendo amplamente
empregado por diferentes setores como a mineração, fabricação de papel e
celulose, geração de energias alternativas e na agropecuária. No setor
equestre pesquisadores australianos, da Central Queensland University,
interpretam esse cenário socioeconômico da seguinte maneira:

O público questiona se os esportes deveriam estar acontecendo na sociedade
de hoje, se tiver apoio público suficiente, ou “licença”, para a operação, e se os
esportes continuarem, as organizações realmente atenderão ao bem-estar
requerido pelos cavalos?” (Ames, K & Thomas, M. 2018).

Em meio a esses fatores, e conjecturando uma perspectiva otimista e realista,
é possível acreditar que a sustentabilidade dos esportes equestres será sim
possível, desde que haja a busca pelo equilíbrio ético e econômico das ações e
que o controle técnico das condições adequadas para o desenvolvimento dos
esportes equestres sejam medidas fundamentais para garantir o bem-estar dos
animais e o sucesso da atividade. Ainda assim, para almejar a conservação
dos esportes, Confederações, Federações, Associações de Raça, Associações
de Modalidades e Organizadores de provas deverão assumir a
responsabilidade de dialogar com a sociedade e fornecer informações sérias e
de fontes técnicas através de ferramentas de boas práticas, possibilitando a
legitimidade da atividade, o consentimento da sociedade e confiança de todos.
Com tudo, os esportes equestres devem perdurar e evoluir, mas para isso o
bem-estar animal deverá estar em primeiro lugar e o esporte em segundo
lugar.

Referências:

AMES, K. & THOMAS, M. Sports horse welfare and social licence to operate Informing communication strategies. Equestrian cultures in transition Leeds Beckett University, UK 19 -21 June, 2018.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Agropecuário – 2006. Rio de Janeiro, 2006.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Agropecuário – 2017. Rio de Janeiro, 2017.

MAPA – MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. 2016. Revisão do Estudo do Complexo do Agronegócio Cavalo. Brasília, 2016.

UIPM – UNION INTERNATIONALE DE PENTATHLON MODERNE. 2021. Disponível em:

< https://www.uipmworld.org/news >. Acesso em: 25, nov. 2021. 

Por: Orlando Filho, Médico Veterinário e Consultor em Equideocultura e Agronegócios – EquiAgro Consultoria @equiagroconsulroria / equiagro@hotmail.com

Fotos: Pixabay

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Projeto de Lei propõe alterações na Guia de Transporte de Animais em Minas Gerais

Se aprovada, prazo de validade do atestado de exame oficial negativo de Anemia Infecciosa Equina (AIE) e Mormo passa de 60 para 180 dias no estado

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Tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o Projeto de Lei (PL) 3.257/21, de autoria do Deputado Estadual, Betinho Pinto Coelho (SD), que trata sobre a ampliação do prazo de validade do atestado de exame oficial negativo de Anemia Infecciosa Equina (AIE) e Mormo, de 60 para 180 dias.

Se aprovada, a PL altera a Lei 16.938, de 2007, que institui a Política Estadual de Controle e Erradicação da Anemia Infecciosa Equina.

Para o deputado a proposta traz muitas vantagens ao setor de equideocultura, pois reduz a burocracia no transito de equinos. “Ao mesmo tempo, diminui custos operacionais importantes, desonerando pequenos, médios e grandes criadores/expositores, atendendo a uma demanda antiga que nos foi solicitada”, enfatizou.”

O criador da raça bretão Aluísio Marsalli, possui um criatório na pequena cidade de Bocaina de Minas, e comemorou a iniciativa. “Eu acho uma ótima iniciativa. Aqui na minha cidade não tem veterinário que se dedique à equinos e não há escritórios do IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária). Não existe laboratório no município e nem próximo a ele. Cada vez que preciso tirar uma GTA (Guia de Trânsito Animal) é uma tremenda mão de obra”, enfatiza Marsalli.

Para o médico veterinário Helio Itapema, a proposta, se aprovada, é extremamente arriscada e pode trazer muito perigo, pois os cavalos, principalmente os de competições, transitam muito entre as cidades e Estados e, eventualmente, um cavalo que tenha entrado em contato com um animal contaminado continuará transitando por seis meses, podendo levar a doença durante seu trajeto.

“Eu particularmente tenho bastante medo, receio. A partir do momento que um animal sai de uma propriedade e entra em contato com um cavalo doente ele pode estar transmitindo a doença, e se você pensar que ele vai estar em contato com outros cavalos por seis meses, é muito arriscado. Imagine um cavalo de esporte, a quantidade de lugares que ele vai, e a quantidade de cavalos que ele tem contato, por estes seis meses. É muito perigoso”, alerta.

A Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou o parecer de 1° turno pela aprovação do Projeto e ele agora vai para votação no plenário.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Pixabay

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Arenas perdem Tenor dos Rodeios

José Rodrigues Pereira, o Barra Mansa, faleceu na manhã de hoje (23)

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O mundo do rodeio acordou mais triste na manhã de hoje. O locutor José Rodrigues Pereira, o Barra Mansa, faleceu hoje (23), em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

Ele estava internado em um hospital da cidade após passar por uma cirurgia de emergência, segundo divulgou em nota sua assessoria de imprensa.

“Infelizmente comunicamos aos amigos e fãs o falecimento do nosso Barra Mansa. Barra Mansa sempre foi referência, ídolo do rodeio, e que deu a oportunidade para muitas pessoas de realizarem seu sonho. Uma pessoa de uma humildade sem igual, com uma fé inabalável, que sempre cuidou da família e dos amigos. A voz que nunca se cansa, descansou. O tenor das arenas está ao lado de Deus. Fica a memória do grande mestre das arenas do Brasil, a voz mais linda do rodeio se calou, mas sempre estará em nossos corações”, disse o comunicado oficial.

No último dia 17 a assessoria do locutor informou que seu quadro de saúde era delicado, após passar por uma cirurgia de emergência para o tratamento de uma hérnia encarcerada. No boletim médico do dia 18, foi informado que seu quadro era grave. Nos dias seguintes, 19 e 21, a assessoria informou que ele estava estável e com pequenos sinais de melhora, mas ainda considerado grave.

O velório será realizado hoje, 23, a partir das 14h, e será sepultamento às 18h, na cidade de Adolfo, interior de São Paulo, sua cidade natal.

Inspiração para outros locutores

Nome respeitado no meio, Barra Mansa sempre incentivou e inspirou os jovens que ingressavam no meio. Dentre os nomes mais consagrados estimulados por ele estão Marco Brasil, Asa Branca, Della Morena, Mara Magalhães, Márcio Procópio, Leandro Sato, entre outros.

Rafael Vilela é uma das vozes dos rodeios que se inspirou em Barra Mansa em toda a sua trajetória. “Eu o acompanhava nas novelas da antiga TV Manchete e o admirava, achava fantástico o trabalho dele. Depois, quando comecei a trabalhar com locução, ele se tornou uma base, referência de seriedade e comprometimento”, afirma Vilela.

O locutor se lembra emocionado do seu primeiro encontro com o ídolo. “Tinha 20 anos e ia narrar algumas provas no Rodeio de Jaguariúna, em 1995, quando me informaram que ele queria me conhecer. Pensei, nossa, como assim, que eu quero conhecê-lo! Ele veio até mim, com aquele vozeirão incrível e me disse: ‘Menino você tem futuro.’ Ele fez uma série de elogios naquele dia que ficaram gravados para sempre no meu coração. Costumo dizer que ele era mais que um amigo, era meu ídolo”, afirma Vilela.

A história do Tenor das Arenas

O início de Barra Mansa nas arenas foi em 1977 e sua estreia como um dos locutores oficiais do Rodeio Internacional de Barretos se deu em 1982, onde permaneceu até os dias de hoje.

Gravou alguns CDs com músicas sertanejas, participou da novela Ana Raia e Zé Trovão da antiga TV Manchete e tinha um programa na rádio Regência FM chamado Rodeio na Regência, com clássicos da viola caipira e o programa Rodeio com Barra Mansa, na rádio Ondas Verdes FM, de Catanduva.


O Portal Cavalus deixa os sentimentos a todos os amigos e familiares do grande Tenor das Arenas, Barra Mansa.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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Homeopatia em equinos traz resultados satisfatórios

Técnica pode ser utilizada em todas as enfermidades, até mesmo durante cirurgias

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Jhonny é um Quarto de Milha, sem registro, que competia em provas de Três Tambores. Em 2019, foi diagnosticado com Bambeira, uma doença que provoca a deterioração do sistema nervoso central.

Após o tratamento com medicamentos alopáticos, seu quadro estagnou, mas ele ficou com uma sequela: arrastando um dos pés.

Segundo sua proprietária Lisandra Carvalho, da Fazenda Nossa Senhora Aparecida, localizada em Salto de Pirapora/SP, o animal recebeu diversos tratamentos e medicamentos para melhorar sua condição, mas nenhum fazia efeito nas pernas. Até que ela conheceu a homeopatia e os benefícios da técnica aplicada em cavalos.

“Conheci através de uma amiga e decidi tentar. Acabei me surpreendendo. Jhonny acabou melhorando, ficando mais animado e brincalhão”, comemora.

A homeopatia, explica a médica veterinária e homeopata Dr. Ana Paula Muniz, pode ser aplicada em todos os tipos de patologias, e tanto em uma fase aguda quando crônica. “O que vai levar a equipe a realmente alcançar o resultado esperado é encontrar o medicamento adequado para aquele animal específico ou mesmo grupo de animais, de acordo com os sinais e sintomas físico, mental e emocional apresentados”, explica.

Ainda de acordo com Dr. Ana, a homeopatia trabalha o animal como um todo, atuando na prevenção e cura de doenças por meio da estabilização do organismo.

“A técnica contribui para a eliminação da doença, blindagem do organismo, pois um corpo equilibrado não fica suscetível à doenças e assim fornecendo a qualidade de vida do indivíduo.”, esclarece.

Quando a doença não tem cura, a homeopatia atua na diminuição dos sinais clínicos, oferecendo mais conforto ao animal.

A técnica é indicada para o tratamento de todos os tipos de enfermidades, porém não descarta a possibilidade de uma intervenção cirúrgica, por exemplo.

“Se há a necessidade de cirurgia, a homeopatia não é capaz de eliminar, assim como a própria medicação alopática, mas ela pode atuar em conjunto, por exemplo diminuindo o uso de sedativos durante o processo, auxiliando na interrupção de uma hemorragia e mesmo no pós-operatório, trabalhando na reabilitação e seguindo somente com ela”.

A técnica pode ser aplicada em todos os animais, desde a gestante ao equino atleta e nos casos de equinos que já estão medicados com remédios alopáticos, essa troca por homeopáticos é gradativa.

“O organismo precisa ‘desmamar’. Então realizamos gradativamente a substituição, ou mesmo atuamos em conjunto a depender da condição da resposta do organismo devido a dependência medicamentosa”, aponta a homeopata.

Contraindicação

Apesar de serem medicamentos 100% naturais, os homeopáticos assim como os alopáticos podem causar intoxicação.

Por isso, é sempre indicado que se consulte um especialista para avaliar o paciente e prescrever o medicamento ideal.

“A intoxicação da medicação homeopatia é diferente da medicação alopática, mas são medicamentos e devem ser administrados adequadamente.

A dosagem na homeopatia não é causa de uma intoxicação, mas a frequência e seleção deste medicamento.

A administração de um medicamento errado pode interferir em outros órgãos e causar outros problemas ao organismo, não sendo assim, somente no órgão em que vê a doença.

Por isso, consulte sempre um especialista”, finaliza. A melhora de Jhonny foi tamanha que Lisandra voltou a montar nele e pretende se despedir das pistas com ele já no ano que vem.

“Mas vamos continuar montando aqui na fazenda porque ele adora. Graças a homeopatia ele voltou a ser quem ele era”, comemora.

Por Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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Sanjay, um dos grandes ícones da Apartação

Com um “cow sense” extraordinário e oriundo de uma nobre genética, mostrou toda sua qualidade como atleta e deixou um legado na reprodução

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Além de Shady Apollo Bars, a Fazenda Berrante, de Assis (SP), que foi o segundo criatório a alavancar à raça Quarto de Milha pelo Brasil, trouxe um potro que se tornou um craque nas pistas de Apartação e que disseminou na reprodução suas qualidades: Sanjay. Nascido em abril de 1980, foi trazido ao Brasil em outubro do ano seguinte por Renato Eugênio de Rezende Barbosa, o ‘Tô’.

Segundo seu primo, Henrique Barbosa, a Fazenda vinha com uma base sólida com animais originários nas raízes da King Ranch, tais como: Old Sorrel, Silver, Wimpy, King, Hired Hands Cardinal e Bill Cody, então adquiriram nos anos 70 o cavalo Shady Apolo Bars (Ranch Bars) e dois filhos de Doc Bar em mães Poco Tivio: Docs Gamay (74) e Docs Roustabout (75) – precocemente falecido.

Focado no projeto de introdução e melhoramento da sua criação, ‘Tô’ foi aos EUA em visita ao rancho dos amigos Carol e Matlock Rose. E entre diversos potros nascidos, interessou-se por um deles, curiosamente, o único Freckles Playboy do lote: Sanjay. Um descendente de Sugar Bars e que tinha na sua linha baixa o melhor e mais moderno na Apartação da época: o sangue de Peppy San, por parte de sua mãe, Miss Pepsan – uma irmã de sangue de Peponita.

A história deste sucesso teve início no Brasil, aos 22 meses, quando teve seu primeiro contato com o lendário treinador Jayme de Jesus Rodrigues. “Ele me impressionou com a sua docilidade e inteligência, mostrando ser um atleta completo: disciplinado, conciso, forte, valente, ágil nos movimentos, um espelho perfeito de cada movimento do boi, além de ser um amigo insubstituível”, revelou Jayme, concluindo: “Nas provas, se tinha chuva ou não, Sanjay trabalhava sem medo de errar, fazendo o público delirar nas apresentações”.

Lenda das pistas e da reprodução

Sanjay acumulou em seu cartel os títulos pela ABQM de campeão Potro do Futuro, em 1983, e tricampeão Nacional de Apartação (84/85/86), além de campeão Derby ANCA (89), obtendo o Registro de Mérito Superior com 85,5 pontos. Além de extraordinário “cow sense” como atleta, tornou-se um dos destaques na reprodução com 68 animais em campanha, acumulando 685,5 pontos no RMT, em 13 modalidades: Apartação, Rédeas, Laço em Dupla, Laço Individual (técnico e cronômetro), Laço Cabeça e Pé, Vaquejada, Team Penning, além de Três Tambores, Seis Balizas, Western Pleasure e Conformação.

Desaparecido prematuramente em novembro de 1993, aos 13 anos de idade, Sanjay deixou um legado genético dos mais respeitados no criatório da raça Quarto de Milha, ocupando exclusivamente na Apartação o sexto lugar no Ranking de Reprodutores em todos os tempos, somando 443 pontos em 41 filhos nas pistas. Destacam-se entre eles os premiados pela ABQM e ANCA: Handle Doc, Koko Bars, Play Boy Free, Anjin San, Chinoca, Pantera Playgirl, San Spook GR, Jay Streak, Sang Gay Jay, San Pozanji, Caiaque Jay RT, Doc Jay Koko, San Made, Sparta San, GoldenBoy Jay, Playboy Jay, Jay Boy, Ramada Jay: entre outros.

Em 2013, todo esse legado de Sanjay passou a ser eternizado pela ABQM com uma justa homenagem no Hall da Fama.

Por Abdalla Jorge Abib – jornalista e design gráfico, que atua há 45 anos com experiência e dedicação à agropecuária e ao cavalo Quarto de Milha. Foi editor e produtor da revista oficial da ABQM por mais de 33 anos
E-mail: ajabibeditor@hotmail.com| Instagram: abdallajorgeabib | Facebook: abdallajorgeabib
Crédito da imagem: Sebastião Sobrinho

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Calma, brava gente!

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A verdadeira reforma política: enxugar a máquina pública e fiscalizar os governantes, a fim de que parem de defender somente os próprios interesses

Devido ao conturbado momento sócio-político-econômico brasileiro, acho oportuno publicar uma breve reflexão sobre o tema. Antes de dar sugestões, fazer críticas ou tecer elogios, sugiro que você leia todas as linhas a seguir com parcimônia, despido de pré-conceitos (leva só 05 minutinhos)… A análise é bem simplória, apartidária, tendo como intuito pontuar algumas questões díspares que vêm sendo debatidas de forma exacerbada e bastante agressiva nas redes sociais. Tenhamos mais calma, brava gente!

Para contribuirmos com o nosso país, antes de tudo, temos que melhorar a nós mesmos. Como? Sendo os melhores possíveis dentro das nossas limitações, ou seja, buscando a evolução, apesar dos inúmeros defeitos que temos. Cito alguns exemplos que elucidam isso: já furei fila de banco; comprei DVD pirata; joguei lixo na rua. Hoje em dia, não repito tais atos falhos, pois acredito que eu sendo bom, estimulo o próximo a fazer o mesmo, daí formamos uma corrente de pessoas do bem, que querem um país seguro, com Leis claras e justas, oportunidades de emprego, boas escolas e hospitais, estradas descentes. Calma, brava gente!

Uso as redes sociais, fundamentalmente, para manter contato com os amigos, divulgar o meu trabalho e estreitar parcerias comerciais. Evito abordar assuntos que não sejam positivos, que não tragam o bem ao todo. Neste sentido, penso ser oportuna a verdadeira discussão em torno da real reforma política. A meu ver é preciso enxugar a máquina pública. Desde o Brasil-colônia, salvo raras exceções, os políticos brasileiros defendem apenas os próprios interesses e suprem as necessidades daqueles que os cercam, não ligando para os anseios do povo. Sendo assim, por que fomentar partidos? Por que viabilizar fundo partidário? Por que não balizar os ganhos dos agentes públicos com o restante da classe trabalhadora do país, atrelando-os ao salário mínimo nacional? Realmente são necessários tantos vereadores, deputados, senadores, além do sem-número de cargos comissionados para gerir o país? Política tem que deixar de ser cabide de emprego, nepotismo. Calma, brava gente!

Há pessoas comprometidas em fazer a diferença na Política. No entanto, o mecanismo precisa ser desmantelado, pois é podre, propenso à corrupção. Culturalmente, o brasileiro acha que “o que é público não tem dono”, uma grande falácia. Como os governantes, invariavelmente, são incompetentes na gestão do bem comum, que validem as privatizações, deixando o Estado responsável pelo básico. Vide as parcerias público-privadas que estão funcionando bem, especialmente em hospitais e instituições educacionais. Com boa vontade, administração competente e contratações via Meritocracia dá para beneficiar a população. Calma, brava gente!

Eu acredito no Brasil. O nosso país tem uma força imensurável. Olhemos para o Agronegócio, que mesmo sofrendo com tantas mazelas, barreiras e desatinos de governantes, registra crescimento ano a ano. A pujança do setor é algo incontestável, fruto do trabalho de homens idôneos, cujas iniciativas servem de modelo em produtividade a países desenvolvidos, sendo referência em desempenho. O caipira de outrora, hoje está moderno e faz de seu árduo trabalho o sustento de uma enorme cadeia econômica-social, sempre valorizando princípios ético-morais, preservando a integridade da fauna e da flora. Calma, brava gente!

Empoderamento feminino? O real poder da mulher eu vejo através das minhas avós: uma que ficou viúva cedo e deu conta de criar quatro filhos com muito empenho, esmero, zelo e amor, e a outra que cuidou dos afazeres do lar e da educação das meninas para dar total suporte ao marido prover a família. Aplaudo a minha mãe, que junto ao meu pai, sempre trabalhou duro para que eu, minha irmã e meu irmão nos tornássemos pessoas íntegras, corretas, com brio, bons modos e força para superar as dificuldades. Valorizo a minha irmã, as minhas tias e primas, a minha esposa e tantas amigas, que não se prostraram e tiveram discernimento para construir os próprios caminhos. Elas não ficaram por aí fazendo barulho, com peitos à mostra, axilas sem depilar e vociferando barbaridades, subjugando-se. Graças a Deus, a nova geração, da qual a minha filhinha faz parte, está se saindo melhor do que a nossa… Calma, brava gente!

Antes do diálogo é preciso respeito. Há que se discordar sim, mas, sobretudo, há que se respeitar. Não é porque gosto do verde, que não acho o azul belo. Não é porque trabalho duramente para pagar as contas no final do mês, que não admiro os mais abastados, tampouco menosprezo os menos favorecidos. Não é porque gosto de jogar tênis, que não prestigio o futebol. Não é porque sou são-paulino, que não brinco com o corintiano. Não é porque sinto prazer em andar a cavalo, que sou contra quem anda de bicicleta. Não é porque crio cachorros, que não aceito os que preferem adotar pets. Não é porque como carne, que não me sento à mesa com o vegano. Calma, brava gente!

Em suma, os mais otimistas (incluo-me neste grupo) acreditam que as crises sirvam para chacoalhar a árvore que dá frutos, prosperando os bons e sadios, excluindo os podres. A minha melhor versão trabalha para tempos vindouros felizes – “quem lança a culpa nos outros é porque não aceita as culpas que têm”, Chico Xavier. Sejamos as mudanças que tanto queremos no mundo! Proteção à Natureza… Integridade! Calma, brava gente!

Por Marcelo Pardini – narrador, poeta, jornalista, pós-graduado em Marketing e leiloeiro rural; titular da marca Agro MP – A voz do Agronegócio.
E-mail: contato@agromp.com.br | Instagram: agromp.marcelopardini
Crédito da imagem: Arquivo Pessoal

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Nacional que entrou para a história da raça

A XXXV Exposição Nacional do Cavalo Pônei e a XXV Nacional do Cavalo Piquira surpreenderam pela qualidade dos animais apresentados

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A XXXV Exposição Nacional do Cavalo Pônei e a XXV Nacional do Cavalo Piquira, realizadas de 8 a 14 de novembro, foram um sucesso de público e inscritos. 170 animais participantes, de 36 expositores dos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia, Sergipe e Pernambuco, estiveram presentes nestes sete dias de provas.

Visitantes de todo o Brasil passaram pelo Centro Hípico de Tatuí para prestigiar o evento. Segundo Fernando Ortega Montenegro, Diretor de Marketing da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Pônei, ABCCPônei, e Vice-presidente do Núcleo Paulista do Pônei Brasileiro, essa Nacional bateu o recorde de inscritos, superando o ano de 2015.

“O evento foi espetacular! Todos que estiveram no Cetro Hípico elogiaram a organização. Conseguimos mudar o patamar do pônei brasileiro, pois subimos o nível de qualidade dos animais em pista”, comemora Montenegro.

Visando incentivar o contato do pônei com as crianças, a Nacional realizou provas infantis e femininas, “uma maneira de trazer a família para o universo do Cavalo Pônei”, afirmou o diretor.

Grandes Campeões

Kristal do Marcon, de propriedade de Guilherme Silva Diniz, foi a Grande Campeã das Campeãs.

Prado’s Ônix, de propriedade de Alexandre Vieira Prado Filho, foi eleito o Grande Campeão dos Campeões.

Heman Dois Irmãos, de propriedade de Davi e Lara Diniz, foi o Grande Campeão Adulto da Raça.

Kartista de Bicas, de propriedade de Luiz Roberto da Silva Junior, foi o Reservado Campeão Adulto da Raça.

A lista completa de campeões pode ser visualizada no site da ABCC Pônei.

Leilão Top da Raça

Nesta edição da Nacional, foi realizado na sexta-feira, 12, o 1º Leilão Top da Raça. Foram ofertados 30 animais entre reprodutores, matrizes, potras e potros da raça pônei, todos os animais rigorosamente selecionados, com alta carga genética e retirados da cabeceira dos criatórios para este evento.

O evento conquistou 90% de liquidez e uma média de R$ 17.500, batendo o recorde dos últimos anos.

“Tivemos o maior nível de animais dos últimos anos. Foi realmente impressionante a qualidade apresentada pelos Cavalos Pôneis de todos os Estados do país. Uma Nacional que marcou época”, finalizou Fernando Montenegro.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Julio Oliveira

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Livro “O Cavalinho na Fazenda” promove a imersão das crianças no mundo dos cavalos

Segunda obra da série, livro mostra como é a vida dos cavalos que vivem e ajudam no trabalho da fazenda

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A paixão da crianças pelos cavalos transparece em todos os eventos do meio. Elas se encantam com os animais, querem se aproximar, fazer carinho. O projeto Cavalinho, desenvolvido pela fisioterapeuta Juliana Ganem Fernandes Pires, nasceu da sua necessidade de aproximar o mundo dos cavalos da vida das crianças, através da leitura.

Sua relação com as crianças e os cavalos se iniciou em 2008. Fisioterapeuta, especialista em Equoterapia e Neuropsicopedagogia, iniciou seu percurso na Equoterapia atuando na reabilitação e educação de crianças e adolescentes.

Em 2020, Juliana lançou o primeiro livro da série, “O Cavalinho”, onde estimulava a convivência dos cavalos com as crianças, mostrando as atividades do animal e seus cuidados no dia a dia.

O sucesso da obra levou a Juliana a escrever o segundo livro da série, “O cavalinho na fazenda”. Nesta obra, a criança é incentivada a vivenciar o mundo dos cavalos, alimentando, escovando, encilhando e cavalgando, por meio de uma narrativa que estimula os pequenos a se movimentarem e interagirem de forma imaginativa.

“Este é um livro ideal para crianças que amam cavalos, que fazem ou já fizeram Equitação ou Equoterapia, indicado até para profissionais da saúde, educação e instrutores, que poderão utilizar como um recurso de trabalho”, frisa a autora.

Cada detalhe do livro, afirma Juliana, foi estudado e planejado, a fim de aproximar a realidade encontrada em um ambiente equestre. Um processo no qual, junto à ilustradora, ela buscou imagens reais de centros hípicos, assim como dos materiais utilizados no cotidiano dos cavalos, transformando essas imagens com traçados lúdicos, mas mantendo a sua essência nas formas e cores.

A autora

Juliana é docente na formação de profissionais da saúde, da educação e da equitação pela Escola de Equo&terapia, ligada à Associação Nacional de Equoterapia (ANDE-BRASIL). Desde 2017, compões a equipe de atendimento e pesquisas referente à Equoterapia do Instituto Passo a Passo.

Créditos: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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Amor pelo cavalo rege a vida do paratleta Fabio Paiffer

Jovem vem se destacando nas pistas de Três Tambores e emociona a todos pela garra e força de vontade

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O diagnóstico de paralisia cerebral ao nascimento poderia ser encarada como um impeditivo para a vida toda. Quando o casal Adilson e Odete foi informado que seu primogênito, Fábio, era portador dessa deficiência, eles se comprometeram a ajudá-lo a ter uma vida comum, como qualquer outra criança, inserido na sociedade.

Fabio não conseguia se locomover e não tinha firmeza motora para permanecer em pé sozinho. Ele se arrastava para se locomover. Persistente, não desistia de tentar, ao menos, ficar em pé. Usar uma cadeira de rodas, para ele, era uma sentença de que nunca mais andaria. “A cadeira de roda pra mim não era uma opção, eu sabia que um dia conseguiria andar e, por medo de me acomodar, preferi insistir e não optei por ela”, relembra Fábio.

Amor pelos cavalos

Sua história com os cavalos começou aos 21 anos, quando ganhou uma burrica de presente de um tio. Com muita dificuldade, Fabio começou a montar e, o que ele não imaginava era que o simples fato de cavalgar na burrica o ajudaria a ter mais firmeza nas pernas e, consequentemente, ficar em pé.

A amor pela burrica foi crescendo e com muita insistência e incentivo da sua família, foi evoluindo ao ponto de Fabio começar a frequentar cavalgadas.

Em uma dessas cavalgadas, o paratleta foi visto pelo empresário Roberto Ulhoa e convidado a participar de uma prova de Três Tambores no Haras Raphaela, em Tietê, interior de São Paulo.

Desde então, não parou mais. Fábio passou a ser paratleta no Rancho Vida Equestre, treinado pela proprietária do espaço, Camila Nogueira, que também é sua prima e companheira de caminhada.

O primeiro troféu a gente nunca mais esquece

Sua primeira prova de Três Tambores foi em 2019, no Grand Prix do Haras Raphaela, em Tietê/SP, onde ganhou seu primeiro troféu de participação. Foi o primeiro de muitos. Fábio amou a participação e não parou mais, emocionando a todos por onde passa.

A competidora de Três Tambores Laís Gianotti conheceu a história de Fábio e compartilhou em suas redes sociais. Para sua surpresa, a treinadora de Três Tambores e proprietária do Centro Hípico São José, Juliana Bresciani viu a postagem e se ofereceu para investir no atleta, com um treinamento na modalidade.

Ao final do treinamento, após ter a certeza da força de vontade e aptidão de Fabio para o esporte, Juliana o presenteou com um cavalo Quarto de Milha, filho de uma de suas éguas, a campeã Biriba Red.

O cavalo se chama “Santo Forte”, tem três anos e atualmente está alojado no Rancho Vida Equestre, em processo de doma para iniciar em pistas. Ele é domado pelo Adilson, pai de Fábio, que acredita que poderá preparar o cavalo para atender todas as necessidades de Fabio no esporte.

Vencendo todas as dificuldades, com alegria e persistência, Fabio vem construindo uma história emocionante e impressionante de superação. Sempre deixando claro a importância do cavalo em sua vida e do quanto montar o ajudou a melhorar a sua locomoção e alcançar um dos seus grandes objetivos: deixar de rastejar e conseguir andar.

Créditos: Camila Pedroso

Fotos: Divulgação

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