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Brasileiro Franco Bertolani fica com título do Winter Slide de Rédeas

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Redieiros voltam a esquentar ‘turbinas’ para temporada nos Estados Unidos

O Winter Slide é uma prova de médio porte em Oklahoma que acaba sendo um dos primeiros bons encontros dos competidores de Rédeas nos Estados Unidos a cada começo de temporada. Aos poucos, treinadores, cavaleiros de todas as modalidades e cavalos vão retomando as atividades.

A ideia é voltar os cavalos para as competições, pegar ritmo para encarar os grandes eventos que já têm data marcada. E no calendário de início de ano da Rédeas, o Winter Slide aconteceu de 26 de janeiro a 3 de fevereiro, no Hard Murphy Coliseum, em Ardmore. As provas foram julgadas por Drake Johnson.

As categorias, entre Aberta, Non Pro e Amador, valeram para os resultados do Derby e ainda provas AQHA, NRHA e sem idade limitada para os animais (Ancillary). Competidores da Youth (Jovem) e Cavalos Novos (Novice) também entraram em pista. Entre os destaques, o treinador brasileiro, radicado nos Estados Unidos, Head Trainer do Cardinal Ranch, Franco Bertolani.

Com KR Crackerjack, de propriedade de Annapoala SRL, marcou nota 75 para ficar com o título do Open Derby. A mesma nota valeu para a NRHA Open Nível 4, onde também sagrou-se campeão. E ainda, para a Open Slate NRHA, que a mesma nota serviu para o título dessa outra categoria.

“A diferença estre as categorias não é muito discrepante. Uma delas, o Open Derby, é para cavalos que já ganharam até US$ 10 mil. O Derby Nível 4 pela NRHA, para cavalos de quatro anos, é a prova principal do evento. E o Open Slate é uma prova aberta, para todas as idades. Como em uma passada valeria para as três categorias, eu resolvi inscrever o cavalo para as três. Foi bom, que deu muito certo!”, conta Franco.

Para esse novo ano, Franco conta que já está trabalhando em ritmo acelerado, visando as principais competições da temporada. “A expectativa é muito boa. Estou com bastante cavalos de três anos em treinamento, cavalos muito bons. Trabalhando bastante, para ficar bem mais do que preparado para o que temos pela frente. Estou bem tranquilo e confiante com os animais que tenho para esse ano”.

Trevor Dare, com Electric Wind, marcou 74,5 para ficar como campeão Derby Intermediate Open, e segundo lugar na Open. Luke Gagnon, com Tinker With Chicks, nota 73, levou o Dery Limited Open; enquanto o Derby Open Nivel 1 ficou para Thomas Rodden, com Pale Faced Dancer, nota 72,5. Na Non Pro, o Derby teve Lindsey McCutcheon, sobrinha de Tom McCutcheon, como campeã. Ela montou Spooky Vortex e marcou 73 pontos.

Por Luciana Omena
Na foto: Franco e KR Crackerjack durante a premiação. Crédito: Cedida

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Internacional

PBR realiza rodeio inédito solidário em um porta-aviões no Texas

Competição aconteceu no USS Lexington, um dos porta-aviões mais famosos dos Estados Unidos e que esteve em combate na Segunda Guerra Mundial

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Um rodeio da PBR só para convidados sem valer pontos para os rankings do campeonato. Assim foi o PBR Air Force Reserve Cowboys for a Cause. De tal forma que aconteceu em Corpus Christi, Texas, dia 22 de novembro, a bordo do porta-aviões USS Lexington. Isso mesmo! Cinco equipes de três atletas participaram desse evento inédito e beneficente.

Uma semana após encerrar a temporada 2020 do campeonato mundial a PBR e seus parceiros lançaram o ‘Cowboys for a Cause’, um novo projeto. De acordo com a entidade, colocar 15 dos melhores atletas em uma plataforma de lançamento de mais de 265 metros de comprimento foi uma forma de agradecer aos fãs. Bem como ser gratos aos militares pelos esforços que fazem pelos cidadãos norte-americanos.

E claro, que os brasileiros estiveram por lá! Marco Eguchi, Lucas Divino, Dener Barbosa, Eduardo Aparecido, Maurício Moreira e Luciano Castro. Além disso, estrelas norte-americanas como Dekek Kolbaba, Cody Tell, Keyshawn Whitehorse. Assim como os que já despontam como destaques, Boudreaux Campbell e Chase Dougherty. Eles e os demais convidados foram divididos nas equipes: Wrangler; Pendleton Whisky; South Point; Bad Boy Mowers e Boot Barn.

O total apurado foi US$ 250 mil para a Operation Homefront – uma organização sem fins lucrativos que atua junto a famílias de militares – e outras instituições. E como chegaram a esse valor? A Ford prometeu US$ 25.000 para cada montaria que completasse os oito segundos, o que deu US$ 200 mil. Enquanto a Wrangler doou US$ 25 mil em nome do time vencedor, e a Team Bad Boy Mowers outros US$ 25 mil. 

Competição da PBR aconteceu no USS Lexington, um dos porta-aviões mais famosos dos EUA e que esteve em combate na Segunda Guerra Mundial
Lucas, Chandler e Luciano recebem prêmio

Resultados

Duas equipes tiveram 100% de aproveitamento. Mas o Team Bad Boy Mowers derrotou o Team Boot Barn por 266,75 a 265,25 pontos. O brasileiro Luciano de Castro teve o melhor desempenho da equipe Bad Boy Mowers. A maior nota do time foi dele, 90,5 pontos a bordo do Safety Meeting. Tye Chandler somou 86,5 pontos em Black Cadillac, enquanto o capitão Lucas Divino selou a vitória com 89,75 pontos no Soup in a Group.

A Boot Barn teve as paradas de Cody Teel, Keyshawn Whitehorse e Chase Dougherty. Já o Team Wrangler, que terminou em terceiro lugar, contou com uma parada, a do brasileiro Mauricio Gulla Moreira, 89,75 pontos em Concealed Carry. Dener Barbosa também marcou pontos para sua equipe, a South Point, ao superar Bad Decisions (89,75 pontos).

Um evento de porta-aviões há muito tempo estava na lista de desejos do CEO da PBR Sean Gleason. De tal sorte que 60 fãs que compraram pacotes ficaram ‘boquiabertos’ no local. Não apenas participaram de um rodeio inédito como também puderam visitar o navio-museu.

MONTARIA DO BRASILERIO MAURICIO MOREIRA

PBR no USS Lexington

O USS Lexington é um dos porta-aviões mais famosos da marinha norte-americana. Participou, antes de mais nada, da Segunda Guerra Mundial em substituição a uma embarcação do mesmo nome. Conhecido como ‘Fantasma Azul’, o porta-aviões operou durante 50 anos. E, desde 1992 está ancorado em Corpus Christi, litoral texano. 

Para montar a arena, a PBR levou ao topo do navio cerca de 300 toneladas de aço para as estruturas e areia para o piso das montarias. Por outro lado, os touros subiram pelo elevadores usados para embarcar aviões. No layout, o convés da embarcação contou além da arena com lugares para um público vip, entre militares, outros convidado e fãs pagantes.

Só para ilustrar, essa não é a primeira vez que a PBR realiza um evento especial em um lugar não muito comum. Há exatos 10 anos, uma arena foi montada no meio da rua, entre os prédios da Time Square, a esquina mais movimentada de Nova York. Na ocasião, 15 competidores participaram de um evento especial de promoção da PBR World Finals, que ocorreu na semana seguinte em Las Vegas.

Em 2014, também às vésperas da final mundial, uma arena foi montada em uma praia em Huntington Beach, na Califórnia. Novamente 15 competidores montaram durante o dia, a luz do sol. No ano seguinte, uma arena foi montada na Hollywood Boulevard, em Los Angeles, desta vez para o lançamento do filme The Longest Ride (Uma Longa Jornada).

Apartação e Rédeas

Armando Costa Neto e Sweet Lil Kit Kat, com 222 pontos, ficaram no Top 10 da primeira passada do NCHA Open Futurity. A maior e mais importante prova de Apartação da temporada acontece de 19 de novembro a 13 de dezembro, no Will Rogers Coliseum, em Fort Worth, Texas. 542 cavalos começaram a disputa da Open, e o primeiro go terminou ontem (23).

Armandinho ainda disputa com Stars Go Blu, nota 215. Por sua vez, Rodrigo Taboga apresentou Word On Fire, 219 pontos, e Red Reyn, 217 pontos. Os dois brasileiros, com os dois cavalos, estão classificados para a segunda passada que acontece de 24 a 26 de novembro. Acompanhe as notas clicando aqui.

Em Oklahoma City, Oklahoma, os brasileiros começam a disputa do 2020  NRHA Open Futurity. Da mesma forma que na Apartação, na Rédeas também é a prova mais importante da temporada. A 55a. edição do evento acontece de 26 de novembro a 5 de dezembro na Jim Norrick Arena.  A NRHA divulgou recorde de participação esse ano, junto com Adequan NAAC, mais de 1600 baias foram montadas.

Serão 20 conjuntos que representarão o Brasil na primeira passada, cavalos apresentados por 11 treinadores – Fernando Salgado, Franco Bertolani, Luis Gianassi, Rodrigo Nieves, Eduardo Salgado, Lucio Casalecchi, Gabriel Borges, Marcos Guimarães, Pedro Baião, Lorinaldo Gomes, Ricardo Amaral -, de 26 a 28. Em seguida, há um corte e um número menor de cavalos continua na competição. Logo após a segunda passada, pela soma de notas, são definidos os finalistas. Fique por dentro clicando aqui.

Por Luciana Omena
Colaboração: Abner Henrique/Rodeo S.A.
Crédito das fotos: BullStockMedia/PBR

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Brasil em destaque no Barrel Futurities of America

O BFA Futurity é a maior prova para potros de Três Tambores nos Estados Unidos

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O Barrel Futurities of America aconteceu de 13 a 21 de novembro na Lazy E Arena, em Guthrie, Oklahoma. Com dois talentosos treinadores brasileiros morando nos Estados Unidos e ainda criadores investindo em potros por lá, o Brasil foi destaque em mais um ano. A saber, nos Estados Unidos existem 16 grandes provas de potro do futuro na modalidade. O mais antigo é o Old Days Fort Smith, no Arkansas. Contudo, o BFA tornou-se o mais importante.

André Coelho com She Shaking Her Bacon e João Leão com Flos Hush Money se classificaram para a final do BFA Futurity no sábado (21). Antes de mais nada, o Futurity é a categoria para cavalos de quatros anos, que foram Juvenille ano passado. Para a final, 50 cavalos dos mais de 200 que correram as classificatórias.

Para chegar à decisão o que vale é o menor tempo marcado do conjunto em dessas duas oportunidades. O resultado, portanto, se dá com a soma desse tempo mais o tempo da final. João Leão entrou na zona de premiação ao terminar essa competição em 12° lugar  – 15s722 e 15s621 (na final). Flos Hush Money (Slick By Design x Flos Heiress) é de propriedade de Fallon Taylor, competidora famosa e dona do rancho no qual João trabalha, em Collinsville, Texas.

Há algumas semanas, inclusive, João e a égua ficaram em terceiro lugar no mundial AQHA. 17° lugar foi o resultado final de André e She Shaking Her Bacon. Segundo ele, a égua correu muito bem mas a marcou 15s8, tempo que na soma não deu para ficar no Top 15.  

Brasail se deu bem mais um ano no Barrel Futurities of America, a maior prova para potros de Três Tambores nos Estados Unidos
Premiação de Streakin SunFrost, filho do garanhão brasileiro A Streakin Of Moon

Cavalos premiados

O Barrel Futurities of America começa com o concorrido Super Stakes Slot Race. Em 2020, André Coelho montou Famous Zorrero, filho do garanhão brasileiro El Shady Zorrero. Dessa forma, com 15s865 ficou em 11°, uma ótima classificação. Em seguida, a Juvenille, uma prova para animais de três anos. Mais de 350 cavalos correram as duas passadas e nessa categoria não tem final.

Assim, o que manda como resultado é a soma dos dois tempos (ou a média). O conjunto campeão, com 31s095, foi Streakin SunFrost e Lyndsey Hays-Banks. Streakin SunFrost é de propriedade de Darren Scholl e filho de A Streakin Of Moon, garanhão desde 2015 dos criatórios brasileiros Haras Raphaela e Fazenda Delta. De acordo com informações dos donos do produtor brasileiro, A Streakin Of Moon veio no ventre da mãe e nasceu no Brasil.

No total, Streakin SunFrost ganhou mais de US$ 25 mil. Antes de tudo, 2020 é a estreia de A Streakin Of Moon (A Streakin Of Fling x Marthas Six Moons) como pai não só aqui no Brasil, como também nos Estados Unidos. Sua primeira geração no Brasil foi quarto lugar no Potro do Futuro da ABQM com Infamous Moon HR.

Por fim, no Derby, categoria para cavalos de cinco anos, que já passaram pelo Juvenille e pelo Futurity nos anos anteriores, mais um animal representou o Brasil. Mended Heart (Heart of Cartel em mãe Frenchmans Guy), de propriedade do criatório brasileiro B2B Ranch, fez o quarto melhor tempo da final – 15s9 – e encerrou a competição como décimo lugar na média – 31s357. O cavalo, que tem planos de vir para o Brasil em 2021, é apresentado por Lacey Harmon desde 2018.

Em uma grande coincidência, a mãe de Streakin SunFrost, Barefoot N Buckwild, é filha de Blue Raysen Wagon. Assim como a mãe de Mended Heart, French Bar Belle. Portanto, Streakin SunFrost e Mended Heart vem da mesma linhagem materna. 

Brasail se deu bem mais um ano no Barrel Futurities of America, a maior prova para potros de Três Tambores nos Estados Unidos
Em 2019, Bebel Diniz, Mended Heart e Lacey Harmon

Mais informações, clique aqui.

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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Jason Vanlandingham é o único com duas Tríplices Coroas

Treinador de Rédeas conquistou em 2020 o status de Two Million Dollar Rider pela NRHA e destaca-se cada vez mais como uma lenda da modalidade

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Jason Vanlandingham começou a treinar profissionalmente no verão de 1998. Em mais de 20 anos de carreira, o treinador tem um currículo invejável na Rédeas. Além de todos os títulos nas mais importantes provas, tornou-se em 2020 ganhador de mais de US$ 2 milhões em prêmios. “O segundo milhão foi muito mais fácil de conseguir do que o primeiro. Demorou 15 anos para obter o primeiro e cinco para o segundo. É bom quando estamos montando bons cavalos”.

Ao mesmo tempo em que é NRHA Two Million Dollar Rider ele ainda é Triple Crown NRHA. Aliás, Jason Vanlandingham é o único na historia da Rédeas a vencer a Tríplice Coroa duas vezes. Ou seja, venceu as três maiores provas da modalidade com o mesmo cavalo em duas oportunidades. Primeiro com Not Ruf At All, animal que esteve ao lado dele nas conquistas do NRHA Open Futurity 2013, NRHA Open Derby 2014 e NRBC Open 2016.

Na Rédeas o conjunto fica elegível para a tríplice por um período de três anos. Por isso, depois de vencer o NRHA Open Futurity 2018 com A Vintage Smoke teve lastro para fechar mais esse feito. Os dois foram campeões do NRBC Open 2019 e do NRHA Derby 2020. Antes de mais nada, essa vitória no Derby serviu para ele ultrapassar a marca dos dois milhões em ganhos. “Fazer algo que ninguém mais fez é muito especial”, reforça.

Jason Vanlandingham é o único com duas Tríplices Coroas na Rédeas e em 2020 conquistou o status de Two Million Dollar Rider pela NRHA
Jason e a esposa Adrienne no Brasil, em curso no Rancho Karoline

Talento e trabalho

Not Ruf At All e A Vintage Smoke, por esses feitos, tornaram-se cavalos especiais para a carreira de Jason Vanlandingham. Ambos são filhos de A Sparkling Vintage. A mãe de Not Ruf At All, que é de propriedade de Vaughn Zimmerman, é All Ruffed Up (por Lil Ruf Peppy). Enquanto Diane Mesmer é proprietária de A Vintage a Smoke, filho de Lady Smoke Peppy (por Mister Dual Pep). Nos últimos  cinco anos ele também montou com sucesso A Smokin Whiz e Wimpys High Bid, entre outros.

Antes de mais nada, a simplicidade do programa de treinamento de Jason Vanlandingham é outra marca da sua carreira. A forma como passa seus conceitos, tudo simples e objetivo. Além disso, a maneira como ele corrige os problemas, trabalha e ensina os cavalos. Dedicação é um diferencial, assim como o talento. Ele já veio ao Brasil, uma vez para um evento da ANCR e em duas outras oportunidades (2019 e 2020) para uma clínica no Rancho Karoline.

No início de sua carreira, Jason e a esposa Adrienne tomaram a decisão de manter sua operação pequena para permitir mais tempo para a família. Como resultado, o Vanlandingham Reining Horses – desde 2005 em Whitesboro, Texas -, concentra-se no treinamento e na exibição apenas de cavalos para a categoria Aberta em provas de Futurity e Derby.

Fonte: Website Official, NRHA
Crédito das fotos: Wattenbery e Adilson Silva

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