Internacional

Fallon Taylor é vibrante e tem uma carreira de sucesso nos Três Tambores

Publicado

⠀em

Entre seus feitos, competiu na National Finals Rodeos enquanto ainda era uma adolescente

No mundo dos esportes, 15 anos é uma eternidade. Com as carreiras dos atletas ocupando, em geral, muito menos tempo, ultrapassar a marca de 15 anos fazendo a mesma atividade não é algo que a maioria consegue. Mas para Fallon Taylor, esse período tem uma importância significante em sua vida. A competidora nasceu em Whitesboro, Texas, e ganhou as manchetes nos anos 1990, quando se qualificou para quatro NFR’s consecutivas, entre 1995 e 1998. Sua primeira NFR ela fez com 13 anos e terminou em sexto lugar no ranking mundial.

Fallon Taylor durante a NFR de 1997. Foto: WPRA/Kenneth Springer

Ser uma adolescente no maior rodeio do mundo foi uma emoção para ela. “Foi incrível! Eu tinha uma perspectiva diferente do que a maioria dos adultos que estavam lá se estressando com coisas diferentes. Eu estava animada por estar em Las Vegas, fazer boas apresentações, dar alguns autógrafos e estar junto ao meu cavalo. Foi muito encantador ser tão jovem e ter cavalos incríveis”.

Depois desse começo avassalador, Taylor quis viver novas experiências. Aproveitou alguns convites para ser modelo de passarela e atriz. No Texas, ela já fazia alguns trabalhos comerciais e com o convite para ir trabalhar em Nova York, não hesitou. Teve o apoio incondicional dos pais para viver as experiências que teve vontade. Mesmo que representasse ter a filha viajando pelo mundo, mudando-se para longe. Eles queriam ela feliz.

E o sucesso veio. Ela tornou-se conhecida e era bem cotada para grandes desfiles e séries de televisão. Fez até participações em Two And A Half Man, mas nada disso a afastou do Texas e do seu rancho. “Nada me fez perder a paixão pelos meus cavalos. Mesmo que eu não estivesse no centro das atenções, eu fui treinando meus cavalos durante 15 anos ativamente e diariamente, esperando por isso”. Fallon voltou aos holofotes em 2013 quando conquistou mais uma qualificação para a NFR.

Flos Heiress, ou Babyflo, é sua companheira desde então. “Ela nasceu e cresceu aqui no rancho e foi treinada aqui, e é muito especial para mim e minha família”. Essa temporada de 2013 foi especial, conta Fallon. “Poder ir aos mesmos rodeios de antes e voltar à NFR foi uma grande honra”. Mas esse retorno quase não aconteceu. Em 2009, ela quebrou a vértebra C-2 em um acidente com cavalo que a afastou por algum tempo das arenas e colocou seus planos futuros no esporte em dúvida. “Não foi uma recuperação rápida. Demorei cerca de um ano e meio para voltar a ser competitiva novamente. Mas fiquei feliz quando tomei a decisão de voltar às pistas e correr atrás de tudo de novo. É legal ter uma segunda chance”.

Fallon se recuperou de sua lesão e começou a treinar com afinco sua jovem égua. Mesmo que ela tivesse potencial, o surgimento de Babyflo foi uma surpresa para a competidora e sua família. “Na primeira semana de treinamento decidimos leva-la a uma prova e ela ganhou. Então eu liguei para casa e disse a todos que esse era o cavalo que me levaria de volta ao topo do circuito”.

Em 2012, Fallon e Babyflo terminaram a temporada 16º e por apenas um ponto não chegaram a Las Vegas. Mas Babyflo foi nomeada o segundo melhor cavalo de Três Tambores da temporada e Fallon sabia que seria só questão de tempo. E de fato, se concretizou. No ano seguinte, 15 anos após sua última classificação, ela estava de volta. “Foi uma loucura. Eu era uma criança nas outras quatro oportunidades, por isso foi incrível voltar como adulta. E foi incrível entrar no Thomas and Mack center após tantos anos e reviver tudo”. Entraram em quinto, mas não fizeram uma boa final e terminaram em 13° lugar.

Fallon Taylor e Babyflo

Em 2014 ela foi campeã mundial de Três Tambores pela PRCA. Se qualificou mais uma vez em 2015, somando sete NFR’s no currículo. Na temporada 2018, ela é está em 18° no ranking mundial com US$19.094,45 e espera chegar a sua oitava final mundial. Além de sua carreira de sucesso, com mais de um milhão em ganhos no total, Fallon Taylor é carismática, vibrante. Mantém um canal no youtube com mais de 79 mil inscritos, onde mostra seu dia a dia e dá dicas de treinamento. Ministra clínicas por todos os Estados Unidos. É reconhecida de longe por sua vestimenta colorida e lançou uma marca de roupas com seu estilo. Mas acima de tudo, é ídolo nos Estados Unidos, tem 200 mil seguidores nas redes sociais, e também no Brasil.

Por Luciana Omena
Fonte e Fotos: NFR Insider

Internacional

Kaique Pacheco vence etapa da PBR em Arcadia

Após protesto dos competidores, entidade mudou o formato da competição a partir dessa segunda etapa

Publicado

⠀em

Final de semana com outra vitória brasileira no campeonato mundial da PBR. Kaique Pacheco, campeão mundial de 2018, venceu a etapa da Arcadia, Flórida. A entidade realiza um começo de temporada inusitado, em arenas abertas, por conta da pandemia do novo coronavírus. Portanto, esses primeiros dois meses de 2021 a PBR chama de Unleash The Beast: American Roots Edition.

Diferente do anunciado, a competição dos dias 23 e 24 de janeiro na Mosaic Arena mudou de formato. O campeão geral da etapa foi o atleta que teve a maior pontuação agregada. Ou seja, maior soma das notas obtidas nas montarias. Em contraste com o que aconteceu na primeira etapa de Ocala, em que o campeão geral foi o que somou mais pontos de bônus adicionados ao ranking mundial.

O Departamento de Competição da PBR discutiu o assunto com os 30 melhores atletas do ranking ao lado do Comitê de Competição. Informações de bastidores, entretanto, dão conta de que os competidores fizeram um protesto no sábado (23). A greve iniciada pelos bullriders norte-americanos levou à tomada de decisão por parte da PBR.

Aliás, a entidade teve que contornar a crise por conta do contrato de transmissão com a TV. Encerrada a primeira rodada, os competidores avisaram que não iriam mais montar. Em resumo, depois de muita conversa, a PBR convenceu 12 a voltarem para arena, mas esse short go não contou pontos. A etapa foi decidida com a soma das notas da primeira rodada no sábado e as duas rodadas do domingo (24).

Kaique Pacheco vence etapa da PBR em Arcadia que teve protesto dos competidores; entidade mudou o formato da competição a partir dessa etapa
Kaique x Marquis Metal

Kaique Pacheco tem vitória importante

O brasileiro Kaique Pacheco foi o competidor que somou a maior pontuação agregada em Arcadia. Com toda a polêmica, a PBR considerou as notas da primeira rodada, da segunda e do short go de sábado. Com três montarias válidas em três tentativas, o único com 100% de aproveitamento, ele somou 262 pontos. Sua primeira parada foi em Skeeter Peter, 88 pontos.

No dia seguinte, parou em Rocket Man para 84,25 pontos. Por fim, selou o título com 89,75 pontos em Marquis Metal Works Bill The Butcher. Arcadia marcou a 15ª vitória de Kaique Pacheco em etapas da primeira divisão da PBR. Ele somou no final de semana US$ 30.200,72 e 116 pontos para o ranking mundial. E agora é terceiro melhor na classificação geral.

O segundo melhor brasileiro da etapa foi Marco Eguche, terceiro lugar na soma geral de notas. Em quarto lugar, Junior Patrik de Souza, afirmando a liderança do ranking mundial. Pontuaram ainda Dener Barbosa (7°), Alex Cerqueira (12°), Claudio Montanha Jr (13°) e Mauricio Moreira (14°). Com essa classificação, Maurício assegura a segunda colocação no ranking geral. 

Nesse mesmo final de semana teve etapa da segunda divisão, a Pendleton Whisky Velocity Tour. Vitória do novato brasileiro Marcelo Procópio Pereira. Somou 173,50 pontos por duas montarias válidas em três. De bônus, ganhou 40 pontos e agora chega em segundo lugar no ranking da VT.

Kaique Pacheco vence etapa da PBR em Arcadia que teve protesto dos competidores; entidade mudou o formato da competição a partir dessa etapa
Marcelo Pereira – Foto: André Silva

Como ficará daqui em diante

O formato implementado, de cada dia ser uma competição diferente, com o público vendo um campeão por noite, era o desejo da PBR. Foi assim em Ocala. Nesse formato anunciado antes da primeira etapa, a soma de notas nas montarias servia para definir os bônus de pontos adicionados ao ranking. E era a soma desse bônus que definia o campeão geral.

Mas, depois da conversa com os atletas, a PBR voltou ao formato antigo. Uma etapa de dois dias, por exemplo, todos montam no primeiro e segundo dias. Então, há a rodada decisiva entre os 12 melhores. O campeão da etapa será o que tiver maior soma de notas. Ele ganhará bônus em dinheiro pela vitória e uma fivela. 

Uma mudança que permanece é a quantidade de competidores habilitados: 30. Os 30 melhores do ranking geral montam na divisão principal, ao contrário de 35 em anos anteriores.

A próxima etapa será dias 30 e 31 de janeiro, em Okeechobee, Flórida.

Por Luciana Omena
Fonte: PBR
Crédito das fotos: BullStockMedia/PBR

Veja mais notícias da editoria Internacional no portal Cavalus

Continue lendo

Internacional

Terry Riddle dedica mais de 40 anos da sua vida à Apartação

Cavaleiro NCHA Hall of Fame, criador, dirigente faleceu recentemente deixando um legado importante para a indústria

Publicado

⠀em

Quando a notícia do falecimento de Terry Riddle chegou, toda a indústria mundial do cavalo sentiu. Sem dúvida, a perda de uma pessoa considerada um de seus grandes cavaleiros da Apartação, especialmente. Aos 74 anos, ele morava em Foster, Oklahoma, de onde seguia uma vida de mais de 40 anos dedicados a sua paixão.

Terry Riddle foi um dos pilares do mundo da Apartação. Não só como cavaleiro – Members Hall of Fame (2008) e NCHA Riders Hall of Fame (1989) – mas também como criador. Nesse meio tempo, ganhou US$ 2 milhões em prêmios e foi diretor da NCHA participando do comitê executivo e da vice-presidência (1996-97). Do mesmo modo que integrou o comitê de diversas associações – gado, eventos de idade limitada e leilões.

Criado em um rancho no norte do Texas, começou a domar cavalos para seu pai ainda jovem. Enquanto frequentava a faculdade, decidiu tornar-se treinador de cavalos. Rodeio e laço eram sua paixão nessa época. Contudo, a chance de ganhar bastante dinheiro com as premiações o atraiu para a Apartação.

Sua carreira nesse esporte começou quando ele formou conjunto com Lenaette. A égua era filha de Doc O’Lena e uma das grandes matrizes da história. Terry Riddle montou muitos dos grandes cavalos e garanhões da Apartação. Freckles Playboy, por exemplo; Young Gun e Freckles Merada, irmãos próprios, filhos de Freckles Playboy e Lenaette, que ele mesmo criou; assim como Docs Stylish Oak, Lizzies Gotta Player e Hes A Peptospoonful, para citar alguns.

Cavaleiro NCHA Hall of Fame, criador, dirigente, Terry Riddle faleceu recentemente deixando um legado importante para a indústria

Terry Riddle nas pistas

Seu primeiro sucesso foi Lenaette. Shorty Freeman, vencedor do NCHA Futurity de 1970 em Doc O’Lena e sogro de Riddle, apresentou a égua no NCHA Futurity de 1975. Foram campeões e Terry já era o proprietário dela em sociedade com Joe Ayres. Havia treinado a campeã até abril daquele ano. Lenaette, aliás, gerou filhos e filhas que ganharam mais de meio milhão de dólares nas provas.

No ano seguinte, Riddle apresentou Freckles Playboy encerrando o NCHA Futurity 1976 como co-reservado campeão. Dividiu o segundo lugar com seu cunhado, Bill Freeman. Ademais, foi o cruzamento entre Freckles Playboy e Lenaette que marcou o legado do treinador. Com Docs Stylish Oak e as filhas de Freckles Playboy, aprimorou ainda mais o pedigree dos cavalos de Apartação.

Com Shesa Playmate, Riddle ganhou logo em seguida o NCHA Derby 1982. Linhagens presentes em muitos dos melhores cavalos da atualidade. Por falar em linhagem, Terry Riddle influenciou a carreira do irmão, Bill Riddle. Por volta de 1977, com seu novo negócio em alta, ele ligou e pediu que o irmão se unisse a ele, largando o laço e os rodeios. Deu certo! Os dois são duas das lendas do cavalo e da Apartação para sempre.

Fonte: NCHA
Na foto de chamada com o lendário Freckles Playboy/crédito: Don Shugart

 Veja histórias de outros Legends no portal Cavalus

Continue lendo

Internacional

Salto, Laço e Tambor: brasileiros no pódio em provas internacionais

O Winter Equestrian Festival acontece na Flórida sempre com presença de brasileiros; veja também boa classificação de Marcos Alan na PRCA; Keyla Polizelo e um cavalo de brasileiro nos Três Tambores

Publicado

⠀em

Entre os brasileiros no pódio em provas internacionais, teve um no top 3 da edição 2021 do Winter Equestrian Festival, que abriu calendário no dia 6 de janeiro. Competidores de todo o mundo, mesmo com algumas restrições de translado, estão no famoso Palm Beach International Equestrian Center, em Wellington, Flórida.

Sem dúvida, um retorno bem-vindo ao maior e mais antigo circuito de Salto mundo. Vale lembrar que as duas últimas semanas do evento ano passado foram canceladas por conta do início da pandemia. O WEF 2021, portanto, terá duração de 13 semanas, seguindo até 4 de abril.

E como de praxe, os brasileiros do Salto já começaram bem a competição. Só para exemplificar, a participação brasileira costuma ser forte. Esse ano não deve ser diferente, embora com participações pontuais. Já que cavaleiros e amazonas que estão no Brasil têm restrições de viagem impostas pela pandemia.

Assim sendo, o primeiro resultado positivo chegou já nessa segunda semana de competições. Na quinta-feira, 14, Cassio Rivetti (foto) fez terceiro lugar com Genesis. O top brasileiro garantiu o prêmio no Internacional 3* WEF Challenge Round 1, a 1.45m, ao zerar os dois percursos e marcar 43s156 no desempate.

Dos 70 conjuntos, 17 zeraram a primeira volta. Somente três voltaram a zerar na principal disputa de Salto do dia. Na mesma prova, oitavo lugar para Rodrigo Pessoa e Calle, 4 p.p. na segunda volta. No sábado, 16, Eduardo Menezes emplacou um nono lugar com H5 Quintol. Quatro pontos perdidos na primeira volta durante o Wellington Regional Medical Center Grand Prix CSI3*.

Resultados completos, clique aqui.

Winter Equestrian Festival no Salto; PRCA no Laço; Fort Worth e Arizona no Tambor; confira a atuação dos brasileiros nesse final de semana
Marcos Alan – Foto: Cedida

PRCA

Passando para o campeonato mundial de rodeio completo, um laçador entra nesse time dos brasileiros no pódio do final de semana. Aliás, um rodeio que sempre ‘deu sorte’ ao brasileiro Marcos Alan Costa terminou no último dia 16 de janeiro. Sandhills Stock Show & Rodeo, em Odessa, Texas.

Marquinhos fez sua laçada no meio da semana e somente depois das performances de todas as turmas pode comemorar o sétimo lugar. No Tie-Down Roping, seu tempo foi 7s9, empatado com Shane Hanchey.

Antes de mais nada, o ranking mundial da PRCA é medido por dinheiro ganho nas etapas. Com alguns dos maiores rodeios cancelados ou adiados agora no começo de ano, todos os competidores adequaram suas estratégias. No momento, Marquinhos é o 20° colocado no Tie-Down Roping com US$ 3.674,71.

Outro brasileiro somou dólares nesse rodeio. Na Montaria em Touros Alex Cardozo foi oitavo colocado ao marcar 81 pontos. A saber, ele disputa simultaneamente os circuitos da PRCA e da PBR.

Outras informações, clique aqui.

Três Tambores

Mais brasileiros no pódio, agora na prova de Três Tambores. Mais um fim de semana de rodeio em Fort Worth, Texas para a brasileira Keyla Polizelo. O Cowtown Coliseum, no coração do Stockyards, realiza um rodeio por final de semana e ela ficou em terceiro lugar no dia 16 de janeiro.

No Arizona, durante o Greg Olson Futurity & 5D Derby, teve cavalo de brasileiro ganhando dólares. Mended Heart, de propriedade do criatório B2B Ranch, ficou em segundo lugar no 2D da categoria Derby, sob condução de Lacey Harmon. O conjunto marcou 17s077. Assista a passada clicando aqui.

Nesse mesmo evento em Buckeye, Arizona, vale destacar a vitória de Kassie Mowry e Sand In My Socks no Slot Race. Com toda a certeza, um conjunto que os amantes do Tambor devem prestar atenção ao longo do ano.

Por Luciana Omena
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Arquivo Pessoal

Veja mais notícias da editoria Internacional no portal Cavalus

Continue lendo
X
X