Internacional

Mandy McCutcheon é a única mulher a atingir a marca de US$ 2 milhões

Publicado

⠀em

Em 2014, Mandy McCutcheon tornou-se não só a única mulher, como também a única Non Pro a chegar aos US$ 2 milhões em Rédeas pela NRHA

Se você não tem familiaridade com a Rédeas talvez não conheça Mandy McCutcheon. Mas, te asseguro, ela é uma das cavaleiras mais premiadas e conhecidas da modalidade no mundo. Antes de mais nada, não só é a única mulher, como também a única Non Pro a chegar aos US$ 2 milhões em ganhos pela NRHA. Ou seja, nenhum outro competidor amador atingiu essa quantia pela associação americana até hoje.

Antes de mais nada, Mandy McCutcheon nasceu na ‘família Real’ da Rédeas. Seus pais são Tim e Colleen McQuay e ela sempre foi a garota prodígio da modalidade. Aliás, o McQuay Stables é um centro de referencia em cavalos de diversos estilos. Mandy começou a montar aos 6 anos de idade. Ela também competiu em horsemanship e showmanship nos eventos da AQHA, associação americana do cavalo Quarto de Milha. Com toda certeza, os cavalos são o estilo de vida dos McQuays.

Quando seu pai transformou todo o rancho para ser especializado em Rédeas, Mandy McCutcheon tinha 10 anos. Idade em que apresentou seu primeiro cavalo na modalidade. De fato, a qualidade dos cavalos do rancho dos pais contribuiu muito para seu sucesso, mas o talento dela é nato. Sempre comenta que nunca imaginou fazer outra coisa na vida.

Em 2014, Mandy McCutcheon tornou-se não só a única mulher, como também a única Non Pro a chegar aos US$ 2 milhões em Rédeas pela NRHA
Cade, Tom, Carlee e Mandy

Títulos

Quando ainda era Mandy McQuay, ela ganhou seu primeiro NRHA Non Pro Futurity em 1993 com Hollywoods Striker. Em seguida, logo em 1994, repetiu o título, com Mi Hollywood Darlin. Em 1998 e 2001, foi reservada campeã dessa que é a prova mais importante da temporada. Mas continuou ganhando e são nove títulos no total. Já com o sobrenome do marido, Mandy venceu novamente em 2005, com Rawhides Banjo; 2007, com Haidachino Hollywood; 2008, com Smart Scat; 2009, com West Coast Mizzen.

Nova década e mais títulos de Futurity no currículo. Em 2012 foi co-campeã com Customized Gunner e em 2013 ganhou com Ms Whiz Dunit. Best Nite Ever foi sua montaria no título de 2017. E Mandy tem ainda mais dois reservados, em 2011 e 2016. Isso sem contabilizarmos as vitórias no NRHA Derby, Congress, AQHA, WEG/FEI e NRBC, entre outros.

Como não poderia deixar de ser, Mandy casou com uma pessoa do cavalo. Tom McCutcheon é o mais novo de quatro irmãos e todos cresceram muito perto do negócio da família, junto do pai. O filho deles, Cade McCutcheon, já é um fenômeno na Rédeas. Aos 19 anos tornou-se profissional e tem ganhos de mais de US$ 1 milhão. A família McCutcheon também se destaca na NRHA como proprietários. Mandy alcançou um milhão de dólares com seus cavalos em 2016, enquanto tom bateu essa marca em 2017.

Natural de Tioga, Texas, a família – que ainda conta com a filha Carlee – hoje mora em Aubrey, também no Texas. Ademais, se não bastasse tudo isso, ela cresceu junto com Hollywood Dun It, um dos animais mais especiais de todos os tempos.

Fonte: NRHA e The Last Cowboy
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal e Wattenbery

Veja histórias de outros Legends no portal Cavalus

Internacional

Brasileiro Junior Nogueira é o quinto melhor no Laço Pé

Laçador disputa o circuito mundial de rodeio pela PRCA e seus ganhos no RAM National Circuit Finals Rodeo elevaram sua posição no ranking

Publicado

⠀em

Uma viagem para Kissimmee, Flórida, foi bastante produtiva para o laçador brasileiro Junior Nogueira. Até poucas rodadas atrás ele não aparecia entre os 50 melhores e agora é o quinto melhor do ranking mundial da PRCA no Laço Pé com US$ 23.769,22. A final nacional da PRCA, que aconteceu de 8 a 10 de abril, pagou um total de US$ 465.719,00

O brasileiro Junior Nogueira laçou nesse rodeio com Dustin Egusquiza. Isso porque os dois foram os campeões regionais do circuito do Texas (com seus parceiros oficiais). A final desse regional aconteceu em Waco, de 31 de dezembro a 2 de janeiro e Juninho laçou com Cody Snow, pontuando apenas na primeira rodada. Contudo, no ranking do circuito o brasileiro somou o maior ganho, mais de US$ 21 mil, conquistando a vaga para a final Nacional.

Em Kissimmee, Juninho e Egusquiza venceram a primeira rodada, 4s8, e US$ 5.080,00 de premiação para cada. Com 4s5, foram a segunda melhor dupla da segunda passada, mais US$ 3.849,00 para a conta. Dessa forma, avançaram como líderes do evento para a semifinal e por essa posição mais US$ 5.080,00 de prêmio.

Já na semi, ficaram em segundo lugar, 6s6, e somaram mais US$ 4.618,00 cada. Em seguida, o terceiro melhor tempo do round final, 9s6, e US$ 3.079,00 em ganhos. Ou seja, Juninho entrou na zona de premiação em todas as rodadas do National Circuit Finals Rodeo e só nesse final de semana somou US$ 21.706,00.

No formato da disputa, as duas primeiras rodadas foram classificatórias e os tempos somados a fim de decidir quem passaria para a semifinal. Na semi e na final apenas quatro duplas concorreram. Resultados decidiram os campeões do rodeio; e de acordo com a pontuação do ranking geral do circuito, os campeões nacionais.

Campeões Nacionais – Foto: Divulgação/ProRodeo

Final Nacional da PRCA

O RAM National Circuit Finals Rodeo nada mais é do que a tradicional Final Nacional dos circuitos regionais ou estaduais da PRCA. Reúne somente os melhores da temporada em cada circuito, representados pelo melhor do ranking da temporada 2020 e pelo campeão da final regional. Então, 24 atletas de cada modalidade estiveram em Kissimmee, na Flórida.

Vale lembrar que em 2020, devido a pandemia, o evento aconteceu somente em setembro, em Greeley no Colorado. Em seguida, a PRCA realizou todas as finais regionais, definindo os classificados para a final nacional.

São 12 os circuitos regionais ou estaduais da PRCA. Cada competidor do circuito mundial, filiado à associação, deve escolher um circuito para pontuar no início de cada temporada. Eles participam de eventos em qualquer estado, valendo pontos para o ranking mundial, mas quando competem em rodeios dentro do seu circuito somam pontos também para o ranking regional.

Além desses 12 circuitos dentro do território norte-americano, o RNCFR tem vaga também para os melhores pontuados em eventos chancelados pela PRCA no Canadá e no México. Porém, este ano os mexicanos não participaram já que não houve eventos válidos para o ranking na temporada passada.

Mais importante ainda, e o fato que ajudou não só o brasileiro Junior Nogueira, como também outros atletas, historicamente o dinheiro ganho durante o RNCFR não valia para o ranking mundial da PRCA. Desde a edição 2020 isso mudou, permanecendo agora para 2021.

Houve muitas reviravoltas no ranking depois desse final de semana. Como para o ranking mundial o que conta é o dinheiro ganho nas etapas, somar os ganhos da final nacional tornou o evento uma competição ainda mais importante na briga pelo título mundial.

Keyla e Marcos – Foto: Arquivo Pessoal

Keyla e Marcos Alan

Nos Três Tambores, a brasileira Keyla Polizello é, no momento, a terceira melhor na média (soma de tempos) do tradicional San Angelo Rodeo. Acontecendo desde o dia 9 de abril, essa etapa só termina dia 23, com semifinal e final. E as chances de classificação para ela são muito boas. Na segunda rodada, em conjunto com Spotlite Ta Fame, Keyla marcou 14s44, o quinto melhor tempo.

Enquanto não chega a confirmação, ela disputa ao lado do marido rodeios na Califórnia nos próximos dias, como o de Red Bluff. Marcos Alan Costa, no Tie-Down Roping somo ainda US$ 13.423,00 no ranking mundial e é o 18° colocado no momento. Assim como os demais atletas, o laçador brasileiro busca estar em uma das 15 vagas para a final mundial da PRCA.

Por Luciana Omena
Colaboração: Abner Henrique/Rodeio S.A. e Eugenio José
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Matt Cohen

Veja mais notícias da editoria Internacional no portal Cavalus

Continue lendo

Internacional

Brasileiro André Coelho garante vaga para o Breeders Challenge

Com US$ 1milhão em prêmios programados para 13 a 19 de setembro, competição de Três Tambores realizará, ao todo, quatro classificatórias

Publicado

⠀em

O brasileiro André Coelho permaneceu em Washington a fim de participar de mais uma competição de Três Tambores em Walla Walla. As mais de 16 horas que separam a sua casa, em Bennet, Colorado, do local das provas o fizeram tomar a decisão de permanecer mais tempo na estrada. Logo depois do Sand Cup foi a vez do VGBRA Barrel Daze.

Antes de mais nada, a primeira passada da categoria Futurity valeu como a segunda classificatória para o Breeders Challenge. Entre 13 a 19 de setembro, no Will Rogers Coliseum, em Fort Worth, Texas, 80 finalistas em quatro categorias concorrerão a US$ 1 milhão.

Com Slym Shady (Frenchmans Fabulous x SF Tiny Bit Of Fame), o brasileiro André Coelho marcou o segundo menor tempo da classificatória do Breeders Challenge, 15s461. Assim, garantiu um lugar na final da competição em setembro. Ainda restam mais duas provas – Memphis (TN) e Montrose (CO) – e ele poderá tentar uma segunda vaga.

Brasileiro André Coelho garante presença na prova que pagará US$ 1milhão em prêmios, programada para 13 a 19 de setembro no Texas
André e Slym Shady durante o Sand Cup – Foto: Divulgação/Shane Rux

O desempenho do treinador com Slym Shady durante o VGBRA Barrel Daze também rendeu a ele o sexto lugar na categoria Futurity (31s271). Esse potro, ao lado de uma filha o A Streak Of Flying, são dois dos cavalos mais promissores do brasileiro no momento. A temporada de futurities segue a todo vapor nos Estados Unidos e é importantes escolher bem qual a prova participar.

Uma semana atrás, o brasileiro André Coelho foi terceiro lugar com o Slym Shady no Sand Cup Futurity. Agora ele passa uns dias em casa e logo depois segue para Oklahoma, para o Ruby Buckle Futurity. Os campeões do Barrel Daze foram Samantha Flannery e Promise Me Fame (30s678).

Por Luciana Omena
Crédito da fotos Arquivo Pessoal

Veja mais notícias da editoria Internacional no portal Cavalus

Continue lendo

Internacional

José Vitor Leme supera dor e vence mais uma etapa da PBR

No primeiro rodeio da PBR com 100% de capacidade da arquibancada nesse período de um ano de pandemia, brasileiros conquistam seis das dez primeiras posições

Publicado

⠀em

Com 100% de aproveitamento, mesma porcentagem de fãs na arquibancada de uma arena coberta, José Vitor Leme (foto) venceu a 9ª etapa da PBR 2021, em Sioux Falls, South Dakota, de 9 a 11 de abril. Contudo, uma vitória de superação, já que logo no começo da terceira rodada torceu seu tornozelo no brete, o mesmo que havia lesionado no começo do ano.

Assim, montou em Lil 2 Train sentindo dores. Parou os 8 segundos e marcou 90,5 pontos. Classificado em primeiro lugar para a rodada decisiva, José Vitor Leme foi ‘para o sacrifício’ como dizemos aqui no Brasil. Selecionou Hundred Bad Days e valeu a pena. Recebeu dos juízes 92,25 pontos, sua sétima nota na casa dos 90 pontos, e carimbou o título da etapa.

“Eu só me concentrei nos meus touros a fim de tentar fazer o meu melhor. Senti um pouco de dor, mas sei que preciso ser um cowboy e montar meus touros. Foi para isso que vim. Tento me concentrar nos meus touros e fazer meu trabalho”, comenta o brasileiro à reportagem da PBR. Por seus esforços, ele ganhou um cheque de US$ 37.414,41 e 178,5 pontos pra o ranking mundial. 

Dessa forma, manteve a terceira posição na classificação geral, mas encurtou a distância para o líder. José Vitor Leme tem agora 95,50 pontos a menos que o brasileiro Kaique Pacheco, primeiro colocado do mundial de Montaria em Touros da PBR. Além disso, Leme somou sua 15ª vitória em eventos da elite da PBR nos Estados Unidos na tarde deste domingo.

De acordo com o Rodeio S.A., com mais esta vitória – a segunda na atual temporada – o brasileiro entra para o seleto clube de competidores que atingiram a marca de 15 títulos na principal divisão da PBR, feito alcançando somente por outros oito atletas até então.

No primeiro rodeio com 100% da capacidade da arquibancada, brasileiros conquistam seis das dez primeiras posições; José Vitor Leme vence
Paulo Lima – Foto: André Silva

Outros resultados

Nessa etapa Kaique Pacheco não foi bem, uma parada apenas, 86 pontos em Rising Sun. Cooper Davis é o segundo colocado do ranking geral, 69 pontos atrás do brasileiro. O norte-americano também fez uma etapa menos expressiva, contando ainda que não montou nas rodadas finais por conta de uma concussão.

João Ricardo Vieira foi o outro único competidor com 100% de aproveitamento em seus touros nessa etapa. Chegou bem perto de vencer a etapa. Para a decisão, o brasileiro selecionou um bom touro, I’m Legit Too. Em busca do seu primeiro título mundial na modalidade, parou e ‘fez bonito’: 93 pontos, a maior nota da etapa e da rodada. 

Ele deixou Dakota do Sul com 134 pontos adicionados ao ranking e US$ 26.028,92 pelo vice. É o quarto na tabela geral de classificação, 183 pontos atrás do líder. O terceiro colocado foi Dener Barbosa, caiu apenas no round final. Boogie Bomb o derrotou em 4s96. Mas o final de semana lhe rendeu pontos importantes, pois subiu de 12° para quinto no ranking mundial.

Pontuaram ainda Marco Eguchi (5°), Eduardo Aparecido e Marcelo Procopio Pereira (7°), Ramon de Lima (11°), Silvano Alves (13°), Kaique (14°), Rafael Henrique dos Santos (17°), Alex Cerqueira (18°), Junior Patrik Souza (19°).

No mesmo final de semana, pela segunda divisão – Velocity Tour – o brasileiro Paulo Ferreira Lima venceu a etapa de College Station, Texas. Parou nos três touros que montou e com o resultado subiu para a importante 37ª posição na classificação geral do campeonato.

A próxima etapa da Unleash the Beast acontece dias 17 e 18 de abril, em Oklahoma City. Pela Velocity, etapa em Grand Forks, North Dakota, dias 16 e 17.

Fonte: PBR
Tradução e adaptação: Luciana Omena
Crédito das fotos: BullStockMedia/PBR

Veja mais notícias da editoria Internacional no portal Cavalus

Continue lendo