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National Finals Rodeo define os campeões mundiais da temporada!

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Vai começar! O rodeio mais esperado do ano acontece de 7 a 16 de dezembro, em Las Vegas!

Dois brasileiros disputando títulos mundiais. Prêmios milionários, diários e para os campeões mundiais. Os maiores nomes do rodeio completo na arena do Thomas and Mack Center. Apresentações de alta qualidade técnica. Realizado desde 1959. Encerramento da temporada da maior associação de rodeio do mundo, a Professional Rodeo Cowboys Association. Transmitido para mais de 55 milhões de famílias em todo o território americano através da CBS Sports Network e para um número ainda maior através da internet.

A Wrangler National Finals Rodeo é o momento máximo após uma temporada árdua para competidores das modalidades bareback riding, steer wrestling, team roping (headers e heelers), saddle bronc riding, tie-down roping, barrel racing e bull riding. São mais de 30 rodeios por mês ao longo de um ano inteiro. Para estar entre os 15 classificados em cada uma das categorias , é necessário somar uma quantidade boa em ganhos. Então, é imprescindível estar no maior número de etapas e voltar para casa com prêmios. A vida de um cowboy ou cowgirl que corre PRCA é na estrada a maior parte da temporada. Tem rodeio praticamente todos os dias. Para se ter uma base, um atleta PRCA corre em média mais de 70 rodeios no ano.

Junior Nogueira NFR 2015. Foto Larry Smith

E a ‘nota de corte’, ou seja, o valor mínimo que deve ser adquirido para estar entre os classificados, foi mais alto esse ano. Geralmente, a PRCA espera isso na modalidade Touro, mas de forma surpreendente, segundo eles, um aumento significativo aconteceu em outras modalidades também.  Quem está na ponta da tabela puxou esse valor para cima, ganhando mais prêmios e fazendo com que os concorrentes tivessem que se mexer mais e buscar mais dólares. Para estar na zona de classificação foi preciso suar a camisa,

Chegar à NFR é motivo de orgulho e sensação de dever cumprido, mas conquistar o título é o momento máximo para a carreira de qualquer atleta. E a caminhada não é fácil. Os 15 classificados se apresentam todos os dias, dez dias consecutivos. Ganham prêmios diários em dinheiro, do primeiro ao sexto lugares na ordem crescente de notas ou tempo, valores que vão sendo somados ao ranking da etapa e ao ranking mundial. Ao final das dez rodadas, uma classificação é feita de acordo com a performance da etapa, e uma ordem é estabelecida. Tira-se daí o campeão da etapa em cada uma das modalidades. São adicionados mais prêmios em dinheiro ao ranking mundial, do primeiro ao oitavo lugares após os dez rounds, e só aí os campeões mundiais são definidos.

Marcos Costa NFR 2015. Foto: Larry Smith

Correr a Finals é o sonho de dez entre dez brasileiros que atuam nos esportes que compõem a PRCA. E dois deles estão fazendo história nas cronometradas, são ídolos aqui e por lá também. Junior Nogueira, no Laço Pé, e Marcos Alan Costa, no Laço Individual, voltam à Las Vegas para buscar a fivela tão almejada. Juninho lidera o ranking, chega à disputa com US$134.707,03. Ele também concorre ao título de All-Around, posicionando-se em quinto lugar por enquanto. Prêmio que Juninho levou ano passado, tornando-se o primeiro brasileiro a conquistar uma fivela de campeão mundial da ProRodeo. Marcos Alan é o quarto colocado em sua classe, com o acumulado de US$121.902.09. Ano passado ele terminou como o segundo melhor do mundo. Será a quarta final de Juninho e a segunda de Marcos Alan.

“Esse ano vou tentar laçar mais tranquilo. A pressão é grande, passamos o ano inteiro na estrada focados em chegar a Las Vegas. Conquistar esse título é meu sonho, mas quero pensar em um round por vez, laçar com calma, pensar só na prova em si, fazer o que a gente faz o ano todo, esquecer a fivela um pouco para ter mais tranquilidade round a round. Se for da vontade de Deus, nós seremos campeões esse ano. Se não formos, também estou contente com tudo que estamos fazendo e de estar na Finals mais um ano”, conta Testinha, que tem como parceiro Kaleb Driggers.

Junior Nogueira. Foto: Larry Smith

A disputa do ano passado foi difícil para ele. Estava machucado, com músculo rompido na virilha e uma lesão no tendão, que o fizeram mudar o estilo de laçar, atrapalhando-o. “Além disto, perdi meu avô duas semanas antes da competição, então, eu estava machucado fisicamente e abalado mentalmente. Foram coisas ruins que me ajudaram a aprender, já que o aprendizado é contínuo por aqui. Nesta Finals está tudo caminhando bem e estou muito feliz por isto, só tenho que agradecer a Deus por mais um ano estar lá nas cabeças e poder lutar pelo título.”

Após o encerramento da temporada regular, Marcos Alan intensificou os treinos. Nesse meio tempo, ganhou o bicampeonato mundial AQHA e o All American Finals. “A gente sempre espera o melhor. Estou me preparando o máximo possível para essa final. Aprendendo sempre com meus erros e vou tentar dar o meu melhor nessa final. É um momento único, algo que não dura para sempre. Já me sinto abençoado de ter me classificado, mas não é fácil. Requer muita concentração, treino, cabeça boa. Mas estou confiante. Deus tem o melhor para nós, sempre”, falou Marquinhos.

Marcos Alan. Foto: James Phifer

Ele chegou a liderar o ranking no inverno e na primavera, mas como são muitas provas, é muito difícil se manter o ano inteiro laçando bem. “Acabei caindo três posições no ranking, mas numa avaliação geral, foi uma boa temporada. Tive um bom verão também, em alguns rodeios falhei, outros sorteei bezerro muito difícil, sem chances de ganhar, mas o importante é chegar na Finals e mais um ano estar em Vegas”.

Os dez dias de NFR são cheios de atividades para os competidores. Antes de seguirem para mais uma noite de disputa, eles cumprem agenda com sessões oficiais de autógrafos, além de outros eventos de encontro com fãs realizados pelos patrocinadores, marcados em hotéis de Las Vegas ou mesmo no Cowboy Christmas Fair. A fila para conseguir um autógrafo é grande e com número limitado de participantes que têm a oportunidade do contato com seus ídolos que ficam lado a lado numa grande mesa, somente aguardando para assinar o folder oficial ou mesmo entregar o seu próprio.

Você pode ver cada um dos finalistas, clicando aqui. E poderá ficar por dentro de tudo acessando o hotsite oficial da NFR. Estamos na torcida por um êxito desses nossos ídolos!

Por Luciana Omena

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Jane Mayo é tricampeã mundial da Girls Rodeo Association

Com uma doença grave quando criança, desacreditada pelos médicos, foi salva quando o pai comprou um cavalo para ela ficar mais tempo ao ar livre

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Montando seu lendário cavalo V’s Sandy, Jane Mayo venceu três campeonatos mundiais consecutivos de Três Tambores. Na época, a associação era chamada de Girls Rodeo Association – GRA, nome dado pelas fundadoras em 1948. Somente em 1982 passou a se chamar Women’s Professional Rodeo Association – WPRA.

De acordo com sua biografia, Jane Mayo foi acometida por uma rara doença no sangue quando era pequena. Os médicos previram que ela morreria antes dos 5 anos de idade. Seu pai, WH Mayo, comprou um cavalo manso para ela, Old Buck. A menina doente aprendeu a cavalgar. De tal forma que ar o fresco e o sol que ela absorveu enquanto montava trouxeram de volta sua saúde.

Assim, Jane começou a competir em rodeios no circuito escolar de Okemah, cidade do Condado de Okfuskee, Oklahoma. Em 1955, ela se formou na Okemah High School e tornou-se membro da Girls Rodeo Association. Desse modo, ganhou seu primeiro cavalo realmente bom, V’s Sandy. Formaram uma dupla e tanto no rodeio americano e nos Três Tambores.

Com uma doença grave quando criança, desacreditada pelos médicos, Jane Mayo foi salva quando o pai comprou um cavalo para ela montar

Em 1959, Jane Mayo marcou o menor tempo da final mundial, 19s2. Ganhou dois dos quatro rounds e ficou com o título da etapa. Sua primeira fivela de ouro se confirmou com a soma de US$ 5.814,00 em ganhos na temporada. No ano seguinte (1960), outro título mundial, com ganhos de US$ 7.833,00. Contudo 1961 foi seu auge, quando venceu sua terceira fivela de ouro com um recorde da época de US$ 8.356 em ganhos.

A história conta que ela gostava de laçar bezerros e Bulldog mais do que de Três Tambores. Creditava todo seu sucesso ao seu cavalo e lembra da parte mais difícil do seu trabalho, as longas viagens entre um rodeio e outro.

Fonte: WPRA, okgenweb.net
Crédito das fotos: WPRA

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Brasileiro Marcos Alan Costa fica em terceiro lugar em Waco

Pela PRCA, Marcos Alan, Junior Nogueira, Alex Cardozo e Valdiron Oliveira participaram da final do circuito do Texas

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Um começo de ano diferente para os competidores da PRCA. Alguns dos rodeios mais tradicionais e importantes desse começo de temporada, como Denver, não aconteceram – e não acontecerão – por conta da pandemia da Covid-19. Para Marcos Alan Costa (foto), a estreia em 2021 foi durante a final do RAM Texas Circuit Finals Rodeo.

O brasileiro, que já foi campeão desse circuito, encerrou a competição de Tie-Down Roping em terceiro lugar ao somar 28s9. Marcos Alan acumulou, portanto, US$ 1.063,00 para o ranking. Realizada em Waco, Texas, a final reuniu apenas os competidores da região pontuados ao longo de 2020.

Junior Nogueira também laçou nesse rodeio. Seu melhor resultado ao lado do parceiro Cody Snow foi o segundo lugar na primeira rodada do Team Roping. Eles marcaram 5s2 e ficaram com US$ 1.063,00 de prêmio.

Enquanto pela modalidade Touros, dois brasileiros estiveram na disputa. O melhor resultado foi de Valdiron Oliveira com uma parada na primeira rodada. Empatado com Jeff Askey, marcou 83.5 pontos. Alex Cardozo também montou.

Somente os campeões da final em cada modalidade e os campeões gerais do circuito em soma de ganhos classificam-se para a final nacional na Flórida. Essa semana a PRCA realiza ainda a final do Montana Pro Rodeo Circuit Finals, dias 15 e 16 de janeiro, em Kalispell.

Praticamente todo final de semana tem um rodeio em Fort Worth, Texas. Assim, no final do ano passado, a brasileira Keyla Polizelo Costa foi campeã nos Três Tambores em um desses rodeios com sua égua Zumanity Cristal CMV. Em seguida, uma semana depois, no mesmo Cowtown Coliseum, no coração do Stockyards, ficou em segundo lugar com Spotlite Ta Fame.

Pela PRCA, Marcos Alan Costa, Junior Nogueira; no Laço, Alex Cardozo e Valdiron Oliveira; Touros, participaram da final do circuito do Texas
Leo Camarillo – Foto: Arquivo ProRodeo

Rodeio mundial perdeu dois ícones

O dia 30 de dezembro de 2020 será eternamente marcado pela partida de duas lendas do cavalo: Leo Camarillo e Robbie Schroeder.

Leo Camarillo, ProRodeo Hall of Famer, faleceu aos 74 anos em Chandler, Arizona. Em sua trajetória, foi cinco vezes campeão mundial: Team Roping em 1972-73, 1975, 1983; e All-Around em 1975. Faz parte da galeria da fama desde 1979 em Colorado Springs, Colorado. Ao lado do irmão Jerold, Leo tornou-se uma lenda, com 20 qualificações para a NFR e diversos outros títulos.

Robert ‘Robbie’ Lynn Schroeder tinha 62 anos e era conhecido como um dos melhores horsemans do nosso meio. Atuou em todas as disciplinas ao longo da carreira. De acordo com o site da AQHA, ele tem mais de 100 títulos de campeão e reservado campeão nas raças Quarto de Milha, Paint Horse e Appaloosa. Do mesmo modo que adorava ser mentor e passar um tempo com a família em Whitesboro, Texas.

Brasileiros, assim como toda a comunidade do cavalo, lamentaram essas perdas. Veja o depoimento de Junior Nogueira.

Por Luciana Omena
Fonte: PRCA
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Arquivo Pessoal

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Brasileiro Armando Costa Neto vence no Abilene Spectacular

Evento foi a primeira prova de Apartação do calendário americano em 2021

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As competições de Apartação da nova temporada estão oficialmente abertas. Eventos de idade limitada mais importantes desse começo de ano começaram com a programação do Abilene Spectacular Cutting. Entre os campeões, o brasileiro Armando Costa Neto (foto).

Armandinho e Sweet Lil Kit Kat venceram a Mid Level Open (Intermediate) para cavalos de quatro anos hípicos. Marcaram na final a nota 225. Sweet Lil Kit Kat (Kit Kat Sugar x Sweet Smoke Lena) é de propriedade do criador brasileiro Renato Eugênio Rezende Barbosa.

Os dois estiveram juntos no NCHA Open Futurity no final de 2020, onde avançaram até a fase semifinal. Em Abilene, o brasileiro fez ainda a final da Open para cavalos de quatro anos com dois cavalos, mas sem resultados expressivos.

Por outro lado, Armando Costa Neto esteve na final da Mid Level Open (Intermediate) para cavalos de cinco/seis anos hípicos. Com Niki Sixx, de sua propriedade, marcou 221,5 pontos. Como resultado, terminou a prova em terceiro lugar.

Outro brasileiro também esteve nessa competição. Rodrigo Taboga ficou bem perto da nota de corte na Open 4YO ao apresentar Kidd Kat Sugar. Contudo, por meio ponto não avançou. Ele apresentou ainda Sanctus, Playin With Metal e Rocky Mountain Blues na Open 5/6YO.

Os próximos desafios dos brasileiros nesse primeiro trimestre são: Ike Classic, Bonanza Cutting, Arbuckle Futurity, The Cattleman’s Derby e NCHA Super Stakes. Fica fora dessa lista o Augusta Futurity, adiado por conta da pandemia.

Resultados completos, clique aqui.

Evento foi a primeira prova de Apartação do calendário americano em 2021. Os brasileiros Armando Costa Neto e Rodrigo Taboga competiram!
Wimpys Little Step – Foto: Divulgação/John Brasseaux

Rédeas

A menos de dois anos, Wimpys Little Step tornou-se apenas o terceiro garanhão a gerar filhos ganhadores de mais de US$ 11 milhões pela National Reining Horse Association. Nesse meio tempo, com o fim da temporada 2020, ele mudou de nível.

Se juntou a Topsail Whiz e Gunner como garanhão produtor de mais de US$ 12 milhões em ganhos de seus filhos. Ou seja, Wimpys Little Step atingiu a marca de NRHA Twelve Million Dollar Sire.

Filho de Nu Chex To Cash e Leolita Step, Wimpys Little Step foi um projeto da Hilldale Farm. Aos 21 anos de idade, é de propriedade da Silver Spurs Equine, de Purcell, Oklahoma. A saber, criatório que tem o envolvimento do brasileiro Thiago Boechat.

CFR Centenario Wimpy, apresentado pelo brasileiro Franco Bertolani nas pistas, e que hoje está no Brasil, é um dos cinco melhores filhos do garanhão. (Fonte: QHN)

Três Tambores

André Coelho e João Leão começaram a temporada 2021 no Sweep MVP Futurity. A prova aconteceu de 8 a 10 de janeiro, no Southern Buckeye Equestrian Center, Arizona. Assim sendo, na categoria Futurity, André ficou em sétimo lugar 1D com Jesse Famous Fling , 34s847 na soma dos tempos. Eles somaram ganhos ainda na primeira rodada, quinto lugar com 17s509. Enquanto João foi segundo 2D com Special For Tres PZ, 36a189. O conjunto campeão foi Kassie Mowry e Sand In My Socks, 34s137.

Por outro lado, João somou uns dólares a mais na categoria Friday Open, segundo lugar 2D com Flos Hush Money, 17s713. Assim como André e Jesse Famous Fling, décimo lugar 2D na Saturday Open, 17s509. (Fonte: Barrel Racing Report)

Por Luciana Omena
Créditos da foto de chamada: Divulgação/Performance Horse Central

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