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Laçadores se unem em mais uma causa do bem

#todospelakarol é a hashtag da campanha em prol da laçadora de Breakaway Karol Rodrigues

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Karoline Rodrigues é laçadora de Breakaway Roping, muita ativa e participativa na modalidade. Ano passado ela passou por um tratamento contra um câncer no útero e se recuperou. Contudo, em exame recente, descobriu que a doença voltou na região da bexiga e ela precisa de cirurgia. Com o intuito de ajudar no custo do tratamento, visto que o SUS não cobre e ela não tem plano de saúde, os laçadores se uniram em campanha.

O custo inicial estimado era de R$ 40 mil, contudo Karol precisará ficar mais dias na UTI, então o montante necessário passou para R$ 100 mil. “Só temos a agradecer a toda família do cavalo que entrou de cabeça nessa campanha junto com a gente. Mais uma vez o lema ‘um por todos e todos por um’ se mostrou presente. Com toda a certeza, juntos somos mais forte. Quando um de nós precisa de ajuda, a maioria das pessoas não hesita”, conta Anália Fonseca.

#todospelakarol é a hashtag de campanha dis laçadores em prol da laçadora de Breakaway Karol Rodrigues que luta contra um câncer na bexiga

Laçadores em campanha

As primeiras doações, portanto, foram de coberturas de garanhões. Criadores e proprietários de diversas modalidades, prontamente disponibilizaram coberturas de seus cavalos. E a lista não para de crescer. A ideia é conseguir coberturas e outros produtos para vender e reverter em dinheiro para a Karol.

Anália conta que logo depois de iniciada a campanha, a coisa ganhou proporções inimagináveis. “Temos agora cobertura de 20 garanhões diferentes, doadas não só por laçadores, como também por pessoas de outras modalidades. É lindo de ver quanta gente se sensibilizou”.

Em outras palavras, as doações começaram a surgir de todos os lugares. A lista de doações para o leilão também tem botas, camisas, joias, semijoias, bonés, fivelas, chapéus, diversos tipos de acessórios para cavalos, entre outros.

Anália reforça que “toda ajuda é bem vinda e reverteremos para a conta do tratamento. Estamos muito felizes mesmo, pois em pouco tempo alcançamos muito mais do que imaginávamos. Muita gente de todas as esferas do cavalo se envolveu. Sem dúvida, é muito gratificante!”

#todospelakarol é a hashtag de campanha dis laçadores em prol da laçadora de Breakaway Karol Rodrigues que luta contra um câncer na bexiga

Como doar

Para participar da campanha #todospelakarol basta entrar no grupo de Whatsapp clicando aqui. É esse o meio onde os responsáveis divulgam os itens. Portanto, através de leilão as coberturas e os produtos são vendidos – a lista tem quase 100. Todo o valor arrecadado com o leilão é revertido para a campanha. Qualquer pessoa pode participar e ajudar!

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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Breakaway

Breakaway Roping cresce a cada ano no Brasil

Uma modalidade praticada essencialmente por mulheres que vem se fortalecendo passo a passo nos quatro cantos

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Breakaway Roping – algo como ‘laçada que se abre’, em tradução livre – tem origem americana. Por lá, remonta a meados dos anos 90, modalidade exclusivamente feminina. No Brasil, começou em caráter experimental em 2012 na ABQM. Avaré/SP ‘parou’ para ver Eliziane Nogueira laçar. Foi, sem duvida, um ‘ponta pé’ inicial de respeito.

Antes de mais nada, o Breakaway Roping é uma modalidade do rodeio cronometrado que deriva do Laço Individual, nome que hoje é conhecido o antigo Laço de Bezerro. Logo após partir do brete com seu cavalo, a competidora deve laçar um bezerro em movimento no menor tempo possível.

A amazona e o cavalo ficam em uma área ao lado à do bezerro no brete. Prova liberada e uma barreira de barbante que está em volta do pescoço do animal se rompe. Então, ele segue rumo a arena. A competidora tem a permissão de correr e efetuar a laçada.

Está tudo ok quando o laço deve entrar pela cabeça do bezerro e provocar o rompimento do fio preso à sela. Assim, o final do laço fica preso ao pito da sela com um fio de barbante. Fio que, geralmente, possuí uma fita de cor vermelha presa à sua extremidade.

Com efeito, esse recurso permite que o juiz enxergue melhor o momento em que o fio se rompe e laço se solta. Ao rompê-lo, a amazona sinaliza para que o cavalo pare imediatamente. O cronômetro dispara assim que a barreira abre e continua até o rompimento do laço preso ao pito.

Vence, portanto, quem marcar o menor tempo. Como penalidade, acrescenta-se 10 segundos ao tempo final pelo rompimento da barreira. Ou seja, quando o conjunto romper a barreira antes do boi. E a laçada é invalidada – a competidora fica sem tempo – caso não acerte o laço no local correto.

O Breakaway Roping é uma modalidade praticada essencialmente por mulheres que vem se fortalecendo passo a passo nos quatro cantos

Breakaway Roping nos Estados Unidos

O Breakaway Roping é amplamente praticado nos Estados unidos, país de sua origem. Inegavelmente, há um número bem grande de laçadoras espalhadas pelas regiões. As disputas acontecem, geralmente nos rodeios.

A saber, as meninas começam cedo por lá, desde as categorias júnior, ensino médio e colegial. Entre os campeonatos que apoiam as mais novas, a Little Britches Rodeo Association e outras organizações semelhantes.

Evoluindo para os rodeios universitários e semi-profissionais. O Breakaway também tem seu espaço nas competições da American Quarter Horse Association, associação americana do Quarto de Milha. Nas provas da AQHA, todavia, participam homens e mulheres.

Por outro lado, na Women’s Professional Rodeo Association, o maior órgão de nível profissional do esporte, apenas mulheres competem. Aliás, é através da associação mundial de rodeio feminino que conhecemos as maiores ‘feras’ do Breakaway. Verdadeiras lendas da modalidade, como Lari Dee Guy e Jackie Crawford, com inúmeros títulos mundiais no currículo.

Mesmo existindo há muitos anos nos Estados Unidos, foi só apenas de uns dois anos para cá que o Breakaway ganhou a devida notoriedade. Conquistou espaço, portanto, em alguns dos maiores e mais ricos eventos, como o The American, circuito mundial da PRCA e WCRA.

O Breakaway Roping é uma modalidade praticada essencialmente por mulheres que vem se fortalecendo passo a passo nos quatro cantos

No Brasil

No Brasil o Breakaway Roping também é disputado na categoria Jovem, além da Feminina Aberta, Amador e Amador Principiante. Contudo, é a Feminina a grande ‘meninas dos olhos’ de quem pratica e busca melhorias para o esporte. Muitas meninas migraram de outros esportes, enquanto outras já começaram direto laçando.

De fato, cada vez mais regiões aderem à modalidade. E cada vez mais campeonatos tornam-se parceiros, provas não só de Team Roping, como também de Laço Individual. Fomento de todos os lados, mais fortes no Estado de São Paulo, mas ganhando força em Brasília, Minas e Paraná. Ao mesmo tempo, as meninas estão investindo mais, indo as provas e batendo recordes.

A temporada 2020, por exemplo, começou aquecida. A pandemia da Covid-19 deu um freio nos eventos. Contudo, o ano encerrou de forma positivo para a modalidade. De acordo com informações das próprias laçadoras, mesmo em um ano de crise, o Breakaway Roping premiou com quase R$ 30.000,00.

A fim de trilhar um caminho ainda mais forte, as meninas formaram uma comissão para representar e dar voz ao Breakaway Roping frente a provas, organizadores de eventos e associações de raça e modalidade. Com toda a certeza, a modalidade passou de caráter experimental à consolidação entre eventos e competidoras.

O Breakaway Roping é uma modalidade praticada essencialmente por mulheres que vem se fortalecendo passo a passo nos quatro cantos

Detalhes

A traia do cavalo é composta por sobremanta, manta, sela de laço individual, protetores para as patas dos cavalos (caneleira, cloche e skidboots), gamarra e freio. As cordas de Breakaway são mais curtas do que quaisquer outras no mercado, com cerca de 7 a 9 metros.

Mas as especificações são iguais a uma de laço comum: boias, cabo, sirigola na ponta. A competidora tem que aprender a girar e alimentar a corda de acordo com a necessidade da sua laçada.

Por Equipe Cavalus
Fonte: Breakaway Roping Journal, Wikipedia, WPRA
Crédito das Fotos:

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Breakaway Roping encerra o ano com saldo positivo

A modalidade passou de caráter experimental à consolidação entre eventos e competidoras; após 5 anos, qual o cenário desse esporte no Brasil?

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Desde que chegou ao Brasil, o Breakaway Roping teve o começo de temporada ‘mais aquecido’ de todos os tempos. Provas marcadas em diversos eventos, não só de Laço Individual, como também de Laço em Dupla. O caminho se desenhava forte quando veio a pandemia. Tudo parou e os planos mudaram.

Mas, o que era para ser uma temporada perdida encerra com saldo totalmente positivo. “Sem dúvida, demos um salto com a modalidade. Crescemos a cada ano e caímos no gosto da mulherada de outras modalidades. Com isso, conquistamos cada vez mais adeptas”, comenta Anália Fonseca.

De acordo com ela, houve outra conquista importante. “Ganhamos espaço nas associações e nas provas. Os incentivos aumentaram, quer seja em premiação, quer seja na qualidade do gado. Além disso, o formato dos eventos para o Breakaway Roping ficou muito mais fácil das meninas aderirem”. Por conseqüência, mesmo em um ano de crise, o esporte premiou com quase R$ 30.000,00.

“A ABQM deu premiação de fomento de R$ 8 mil, enquanto a ANLI premiou a modalidade com R$ 10.200,00 mil. Um cenário que mudou totalmente o rumo das coisas. Então, além de aumentarmos nossa participação na ABQM – de 51 inscrições ano passado para 81 no Campeonato Nacional -, garantimos mais duas vagas para o The American”.

Em resumo, o Breakaway Roping bate cada vez mais recordes de número de provas, em inscrições, premiações e incentivo. “Acredito que em 2021, se tudo voltar ao normal, com toda a certeza, cresceremos ainda mais”, reforça Anália, competidora e uma das responsáveis por movimentar a modalidade nos bastidores.

Breakaway Roping passou de caráter experimental à consolidação entre eventos e competidoras; após 5 anos, qual o cenário desse esporte aqui?
Campeonato Nacional ABQM com recorde de participações

De caráter experimental à consolidação

Aliás, as laçadoras formaram uma comissão para representar e dar voz ao Breakaway Roping frente a provas, organizadores de eventos e associações de raça e modalidade. “Eu gosto muito de competir, mas adoro o trabalho nos bastidores, cuidar da imagem do esporte, difundir e inserir a modalidade em provas e rodeios”, reforça Anália.

Assim como ela, outras pessoas estão envolvidas nesse processo. Uma delas é a Dona Nina. Não é competidora, tem uma pequena criação de cavalos QM, e exerce grande influência no meio. Já contamos aqui no portal a história dela com o Breakaway. Sua paixão pelo Laço nasceu, sobretudo, por conta do filho, Nicholas Collard, competidor de Laço Individual.

“Proativa como é, não demorou para ela fazer parte da Comissão do Laço dentro das Associações, como a ABQM e a ANLI. Dona Nina também é conselheira e a Madrinha do Breakaway Roping. Sempre atenta e atuante, nada foge do seu radar. Está sempre presente, uma querida no meio por todos”.

E foi dessa forma, fazendo a ‘lição de casa’, que elas todas conseguiram mudar o cenário desse esporte. De 2015 para cá, formaram a comissão e estão sempre reunidas e traçando estratégias. “Buscamos soluções para aumentar o número de competidoras, fomento, bem como formar alianças com grandes organizadores de provas e associações”.

Por fim, Anália comenta do maior desafio e o que almejam para o futuro da modalidade: “Nosso maior desafio é, sem dúvida, permitir que as mulheres que laçam tenham espaço favorável para competir. E almejamos, assim como muitos competidores, a volta do rodeio completo e a adesão do Breakaway Roping à grade.”

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Divulgação

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Laçadoras de Breakaway Roping ‘afiam’ suas cordas durante curso

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Laçadoras de Breakaway Roping ‘afiam’ suas cordas, algo importante para qualquer esporte, já que treino nunca é demais! Sobretudo no esporte equestre

Em qualquer esporte, treino nunca é demais! Sobretudo no esporte equestre, em que as modalidades envolvem não só os atletas, mas também o cavalo e, muitas vezes, uma corda

Laçadoras de Breakaway Roping se reuniram no final do mês de junho para um curso da modalidade em Arealva/SP, ministrado pelo bezerreiro Marcos Nicolielo. Em meio à pandemia, com as provas ainda suspensas, foi oportunidade para aperfeiçoar técnicas ou aprender coisas novas.

O curso para as laçadoras de Breakaway Roping foi idealizado por Lucy Fazzio. “Como está tudo muito parado, muita gente não está nem treinando, tive a ideia de organizar esse curso em dois dias. Nunca tínhamos tido algo do gênero na região de Botucatu-Bauru e aproveitamos a proximidade do Marcos Nicolielo em Arealva para programar”, relata.

Com tudo definido e o curso lançado, em um espaço de 15 dias até a data, eles não esperavam uma adesão alta. “Em quatro dias todas as vagas foram preenchidas”, reforça Lucy. Acima de tudo, foi perceptível a evolução das participantes. “Foi muito bacana mesmo. Inclusive, uma moça do Acre, que estava acompanhando uma amiga, fez o curso e foi uma das que mais se destacou”.

Sem dúvida, pode montar novamente, girar corda e amealhar conhecimento deixou as laçadoras animadas e ainda com mais ritmo. Lucy conta que além dessa inscrição de última hora do Acre, receberam não só meninas da região como também de Minas e Paraná. Seguiram, acima de tudo, as normas de segurança como não compartilhar objetos pessoas, entre outras.

Por Luciana Omena
Crédito da foto: Divulgação

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