Hipismo

Time Brasil de Concurso Completo tem novo técnico

William Fox-Pitt assume cargo frente ao time de cavaleiros em atividade na Europa. Guto Faria, está à frente dos cavaleiros do Time Brasil em atividade no país

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O time Brasil do ciclo olímpico até Paris 2024 já possui um técnico. Na última sexta (27), o britânico William Fox-Pitt, ícone do Concurso Completo de Equitação mundial, assumiu o cargo de técnico do Time.

Seu vasto currículo inclui três medalhas olímpicas por equipes, prata em Atenas 2003 e Londres 2012, e bronze em Hongkong 2008, sede do hipismo nas Olimpíadas de Pequim. Em Jogos Equestres Mundiais, o cavaleiro detém ouro por equipes e prata em Lexington (EUA) 2010, e prata por equipes e bronze individual na Normandia (França) 2014.

Cavaleiro ímpar, Fox-Pitt é recordista de vitórias em Internacionais – CCI5* (nível máximo) com nada menos que 14 títulos. Em 2011, o britânico e agora treinador do time Brasil foi o primeiro cavaleiro a vencer cinco diferentes concursos 5*.

É hexacampão do Burghley Horse Trials 1994/2002/2005/2007/2008/2011 na Grã-Bretanha, considerado o mais famoso e maior evento da modalidade, tricampeão Rolex Kentucky nos EUA 2010/2012/ 2014, bicampeão Stars of Pau, França 2011/2013, bicampeão Badminton Horse Trials, Grã Bretanha 2004/2015 e campão do Luhmühlen Horse Trials, Alemanha 2008. Nem mesmo uma séria queda em 2015, tirou o britânico do jogo e o cavaleiro voltou a integrar a equipe britânica na Rio 2016.

Fox-Pitt estará frente ao Time Brasil de cavaleiros em atividade na Europa, nesse primeiro momento visando à preparação e formação da equipe para o Mundial 2022 que tem lugar em Pratoni del Vivaro, na Itália, entre 14 e 19/9, além é claro, os Jogos Pan-americanos 2023 no Chile, em que as equipes medalhistas garantem vaga do país nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

Técnico do time Brasil em solo nacional

Para os cavaleiros do Time Brasil em atividade no Brasil, o CBH contratou o técnico Guto Faria, cavaleiro olímpico, que está acompanhando os atletas nas principais competições. O grande objetivo, por sua vez, é a formação da equipe nos Jogos Sul-americanos Odesur 2022, que na modalidade Concurso Completo acontecem na Argentina, entre 4 e 6/11. As equipes medalhistas nos Jogos Sul-americanos, qualificam o país para o Pan 2023. Fox Pitt e Guto Faria desde já trocarão informações, sempre com auxílio de João Aragão, diretor de Concurso Completo e cavaleiro de destaque internacional na modalidade Salto.

Concurso Completo de Equitação

O Concurso Completo de Equitação (CCE) é uma modalidade olímpica, também conhecida como o “triatlo equestre”. A competição é dividida em três provas – Adestramento, Cross-country e Salto – que são realizadas em dias consecutivos. O esporte é uma importante mostra da capacidade do conjunto competir em três diferentes disciplinas distintas entre si, em um curto espaço de tempo, o que exige alto preparo técnico e físico.

O Adestramento é a primeira prova a ser cumprida. O conjunto precisa efetuar determinados movimentos (figuras) de diferentes graus de dificuldade mostrando entrosamento e equilíbrio. No segundo dia acontece o Cross-country, onde o conjunto percorre um percurso externo, com obstáculos inspirados no campo, mas sempre com um alto grau de dificuldade. Finalmente, a terceira e última prova é o Salto.

Por: Assessoria de Imprensa CBH

Fotos: FEI/ CBH

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Hipismo

CSI-W Indoor SHP reúne a elite do esporte em Concurso de Salto

Com R$ 608 mil em premiação, as disputas são válidas para o ranking Senior Top da Confederação Brasileira de Hipismo

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CSI-W Indoor

A Sociedade Hípica Paulista recebe entre os dias 23 e 28 de agosto, o maior evento indoor de Hipismo na América do Sul, o CSI-W Indoor SHP. Organizado e promovido pela Sociedade Hípica Paulista, a prova tem chancela da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) e Federação Equestre Internacional (FEI).

Em sua 32º edição, o CSI-W Indoor SHP reúne a elite do esporte no Concurso de Salto Internacional e Nacional, com R$ 608 mil em premiação.

As disputas do CSI-W* são válidas para o ranking Senior Top da Confederação Brasileira de Hipismo, seletiva pela liga sul-americana para Final da Copa do Mundo 2023, além de observatórias para os Jogos Pan-americanos de 2023, no Chile.

Entre os participantes da prova, destaque para os cavaleiros convocados para integrar a equipe no Campeonato Sul-americano – Odesur 2022, valendo vaga no Pan 2023: Stephan Barcha, campeão do GP Indoor 2021; José Roberto Reynoso Fernandez Filho, tetracampeão do GPs Indoor 2010/2017/2018/2019; Marcello Ciavaglia, bicampeão GP Indooor 2015/2019; Guilherme Foroni, atual vice-campeão brasileiro senior top e Flávio Grillo, destaque no ranking Senior Top.

O CSI-W Indoor SHP conta com 19 provas, dentre elas a prova show Bulova 4 barras, atração na noite de sábado (27), que vão de obstáculos de 1,10m a 1,45m, com destaque para a Copa Ouro a 1,40m na sexta-feira (26) e o Clássico Credit Suisse a 1,45m no sábado (27).

Atrações do CSI-W Indoor

O concurso de Salto Internacional começa na sexta-feira (26) com a elite do Hipismo em pista no GP a 1,50m, prova classificatória para o GP SHP – momento mais esperado do 32º Indoor e que acontece no domingo (28). A etapa ocorre em duas fases, a primeira com obstáculos a 1,55m, habilitando os conjuntos que fizerem pista limpa seguirem para e a segunda volta, que começa com obstáculos a 1.40m e desempate a 1.60m. A armação dos percursos estará a cargo de Anderson Lima Moreira.

Quem vencer o GP inscreve o nome no Troféu Jayme Loureiro Filho – instituído em 2019 em homenagem ao mentor do picadeiro coberto inaugurado em 1965 -, onde quem vencer três vezes tem direito a posse permanente do cobiçado troféu, feito já conquistado pelo tetracampeão do GP, o olímpico José Roberto Reynoso Fernandez Filho.

Rodrigo Pessoa no CSI-W

O atual campeão olímpico e mundial, o cavaleiro Rodrigo Pessoa participará do evento em uma missão especial: a convite da Hermès, sua patrocinadora e parceira do Indoor, Pessoa vai ministrar uma clínica teórica para um seleto grupo de atletas, conversar com os cavaleiros que participarão do Hermès Young Talen.

O cavaleiro também estará na homenagem que a SHP, presidida por Fernando Sampaio Ferreira Filho, preparou para seu pai, Nelson Pessoa, o Neco, sócio honorário da casa, batizando uma nova pista de areia de centenária entidade com seu nome.

Fonte: Assessoria de imprensa

Fotos: Luis Ruas

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Hipismo

Rodolpho Riskalla fecha ECCO FEI World Championships com mais uma medalha

Brasileiro confirmou seu favoritismo e se torna o maior vencedor na história do Adestramento Paraequestre

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Rodolpho Riskalla fecha ECCO FEI World Championships com mais uma medalha

ECCO FEI World Championships encerrou suas apresentações neste domingo (14) e o time Brasil finalizou sua participação com a conquista de mais uma medalha. Confirmando o favoritismo, o paulistano Rodolpho Riskalla conquistou seu segundo bronze no Mundial Paraequestre Freestyle.

Montando Don Henrico, Hannoveriano de 19 anos, seu parceiro desde 2017, o conjunto registrou a nota 78,385%, conquistando o terceiro lugar dentre os 40 finalistas. Com o resultado, o cavaleiro se torna o maior vencedor na história do Adestramento Paraequestre brasileiro, com sete anos competindo na modalidade.

A prova, realizada na BB Horse Arena, em Herning, na Dinamarca, consiste em uma apresentação de bailado a cavalo, em que cada passo, trote e galope levavam histórias e exemplos de superação.

Das três provas que Rodolpho Riskalla participou, conquistou dois bronzes e ficou em quarto na terceira, encerrando um ciclo vitorioso com Don Henrico, com quem ganhou quatro medalhas em Mundiais – já havia conquistado duas pratas no Mundial de 2018, em Tryon, EUA – além da prata na prova técnica na Paralimpíada de Tóquio 2020 + 1, feitos inéditos para o Brasil, entre muitos outros pódios no circuito internacional.

“A gente estava feliz com Don Henrico, foi uma super última prova. Foi emocionante” declarou Riskalla. Agora, depois de tantas conquistas, Don Henrico, que é de propriedade da ex-amazona olímpica alemã Ann-Kathrin Lisenhoff, vai ter sua merecida aposentadoria e o cavaleiro está em busca de uma nova montaria de olho na Paraolimpíada de Paris 2024.

Pódios individuais ECCO FEI World Championships

GRAU IV

Prova técnica

Ouro – Sanne Voets / Demantur RS2 N.O.P – Holanda (76,750%)

Prata – Demi Haerkens / EHL Daula – Holanda (76,000%)

Bronze – Rodolpho Riskalla / Don Henrico – Brasil (74,925%

Freestyle

Ouro – Sanne Voets / Demantur RS2 N.O.P – Holanda (82,485%)

Prata – Kate Shoemaker / Quiana – EUA – (80,275%).

Bronze – Rodolpho Riskalla / Don Henrico – Brasil – (78,385%)

Competição por times

Além das apresentações individuais, o time Brasil composto por: Sérgio Oliva, montando Milenium; Thiago Fonseca dos Santos com Johnny Walker Plus e Flamarion Pereira de Silva com Francis, finalizou sua participação em 11º lugar, em uma competição que reuniu 83 conjuntos de 18 países.

Final da ECCO FEI World Championships

Infelizmente, não foi dessa vez que o Brasil conquistou uma vaga no tão almejado pódio da ECCO FEI World Championships. Depois de grandes participações em três provas qualificativas, os brasileiros Yuri Manzur e Marlon Zanotelli desistiram de disputar as finais para poupar suas montarias.

Yuri Mansur montava QH Alfons do Santo Antonio e chagou à final na sétima colocação, mas, QH Alfons do Santo Antonio não estava 100%, sentindo um leve desconforto e, por isso, foi poupado.

Já Zanitelli, montando a égua Like a Diamond van het Schaeck, depois de uma avaliação técnica que apontou que ele teria poucas chances de medalha, decidiu também poupar seu animal.

Parabéns aos cavaleiros brasileiros que não mediram esforços para levar nossa bandeira ao principal pódio da modalidade.

Por Camila Pedroso. Redação Cavalus

Fonte: CBH

Fotos: Luis Ruas

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Hipismo

Crianças são a base do trabalho da Hípica Jundiaí

Escola oferece aulas para crianças a partir dos dois anos e se orgulha dos diversos títulos conquistados pelos alunos

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Crianças são a base do trabalho da Hípica Jundiaí

Há 12 anos, a Hípica Jundiaí vem desenvolvendo um trabalho importante junto às crianças, visando o fomento do esporte. Fundada em 2010 pelos cavaleiros Nicolás de Zavalía e Juan Pablo Mussini, a hípica surgiu da necessidade de atender uma lacuna no mercado: escolas de Hipismo na região de Jundiaí (SP).

A unidade oferece todos os serviços relacionados ao Hipismo, como Escola de Equitação, Pônei Clube, Hospedagem de Cavalos, Treinamento de atletas, Formação de Cavalos Novos, Comércio de Cavalos e Equoterapia.

Zavalia atuava como executivo de uma multinacional, e resolveu mudar de vida, investindo na Hípica. Hoje, a unidade possui mais de 170 alunos, e se orgulha de alguns nomes de destaque no cenário nacional que passaram pela escola, como Lucas Teixeira Lima, Rafaela Dias Mello, Juan Pablo Mussini, Nicolas de Zavalia e Ricardo Mauro Gornatti.

Dentre a gama de serviços voltados para as crianças, destaque para o Pônei Club, uma aula de equitação para crianças de dois a cinco anos, com aulas individuais de meia hora, em que os pequenos aprendem a montar brincando, com aulas mais lúdicas.

A aula oferece o primeiro contato com o cavalo e a possibilidade de criar uma relação com um ser vivo. São ensinadas técnicas de Hipismo e do Salto, respeitando os tempos e as aspirações de cada aluno. A aula já recebeu ao longo de sua fundação mais de 300 alunos, alguns hoje, atletas de alto nível no Brasil.

“O hipismo é uma atividade física que envolve muita coisa, além da parte motora e física, como concentração, confiança, equilíbrio e disciplina. É um esporte apaixonante, pois o principal é o contato com os cavalos, em que cavalo e cavaleiro entram em harmonia. É extremamente gratificante ver os alunos progredindo e, cada vez se apaixonando mais por esses animais fascinantes”, afirma.

A partir dos seis anos, a hípica oferece a escola de Equitação, com alunos de todas as idades, inclusive idosos. “Atingimos diferentes objetivos individuais, uns com foco mais esportivo, outros a lazer, ou mesmo pessoas que vêm para superar seus medos”, afirma o empresário.

Durante as aulas, o aluno aprende, além de todos os comandos do animal, a saltar. “Mesmo não sendo uma obrigação, em algum momento todos acabam saltando pela emoção que isso implica e pelo desafio”, explica Zavália.

Principais conquistas dos alunos da Hípica Jundiaí

A Hípica Jundiaí é conhecida e respeitada no Brasil inteiro pelas conquistas dentro e fora do país. Se destacam, Campeão Individual Categoria Mirim do Sul-Americano; três títulos de Campeão por Equipe nos Sul-Americanos de Argentina, Chile, Brasil nas categorias Mirim/Pre Junior e Junior; Campeão Brasileiro Categoria Mirim 2017; Vice-campeã Paulista Individual Categoria Mirim; Campeã Paulista por equipe Categoria Mirim; premiados pela Federação Paulista de Hipismo como a segunda melhor escola da Região e Vice-campeã por equipe Paulista de Amazonas 2017.

Campeonatos internos

Visando treinar os alunos para participarem de provas, a Hípica Jundiaí promove campeonatos internos. “Isso é possível graças ao grande número de alunos que temos.

Oferecemos a oportunidade do aluno se preparar para campeonatos fora da hípica. Na última edição recebemos mais de 60 inscritos, somente alunos próprios, desde a apresentação de crianças com pôneis até pistas de 1,30cm”, relembra.

Outras atividades

Além das aulas de Equitação, a Hípica Jundiaí oferece Equoterapia, com uma equipe multifuncional que conta com um psicólogo e fisioterapeuta, além do Equitador, que trabalham com praticantes de forma independente.

“Não queremos fazer da Equoterapia simplesmente um passeio a cavalo. Para isto, contamos com uma equipe multidisciplinar focada no tratamento”, ressalta.

O espaço ainda aloja animais de alunos que competem em níveis maiores e possui um espaço de recuperação e aposentadoria de cavalos, tudo criteriosamente desenvolvido para trazer conforto e bem-estar aos animais.

A hípica Jundiaí está localizada na Av. Tashin Asad Raschid Shahrouri, 531 – Medeiros, Jundiaí. Mais informações no site da Hípica.

Por Camila Pedroso. Redação Cavalus

Fotos: Divulgação

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Hipismo

Time Brasil segue fazendo história no ECCO FEI – World Championships

João Victor Marcari Oliva conquistou um feito inédito, Rodolpho Riskalla levou bronze no Adestramento Paraequestre e o time está classificado para a decisão por equipes

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O ECCO FEI – World Championships, prova que substitui os Jogos Equestres Mundiais (WEG) está movimentando o universo do Hipismo nessa semana. A prova, que ocorre na Dinamarca, na arena Herning até domingo (14), está sendo histórica para o time Brasil.

Já na segunda-feira (8), depois de se classificar na 26ª posição para a segunda fase do primeiro Grand Prix Special, (feito inédito para um atleta do país), o cavaleiro João Victor Marcari Oliva montando o lusitano Escorial Horsecampline, atingiu a média final de 73,313%, mais um recorde de aproveitamento conquistado em dois dias.

“Estou muito feliz. Meu cavalo está mostrando o melhor dele e eu também estou dando meu máximo. Trabalhamos para isso e agora estamos colhendo o fruto do nosso trabalho”, comemorou o atleta.

O GP Special contou com a participação dos 30 melhores conjuntos do Grand Prix, quando 93 duplas de 34 países competiram dias 6 e 7. Valendo medalha e vaga para a final individual para os 15 melhores resultados, o GP Special foi representado por amazonas e cavaleiros de 14 países.

João Victor foi o único atleta da América Latina e finalizou a prova no 21º lugar. “Não fomos para a final, mas estamos indo embora com muita alegria porque viemos e cumprimos nosso objetivo. Estou muito feliz com o meu cavalo, minha equipe e o resultado.

Adestramento Paraequestre no Mundial

E no Adestramento Paraequestre deu Brasil no pódio na quarta-feira (10). Rodolpho Riskalla montando Don Henrico conquistou a medalha de bronze na prova técnica.

O cavaleiro de 37 anos fez uma apresentação muito elogiada, no BB Horse Arena terminando sua performance com a nota média geral de 74,925%.

“Estamos super felizes, estava difícil, pois tinha bastante cavalo bom e eram 20 conjuntos, com diversos concorrentes novos. Estou muito contente, pois é o último concurso do meu cavalo que agora está com 19 anos e fez tanto por mim. Já vamos sair daqui com uma medalha e agora é ficar entre os 8 na prova por equipe do meu grau (IV) para classificar para o Freestyle se der tudo certo”, destacou Riskalla.

E as conquistas do cavaleiro não pararam por aí. Nesta sexta-feira (12), ele conquistou sua vaga para o Freestyle, valendo medalha individual, na grande final no domingo (14). O cavaleiro e Don Henrico registraram com 75,195% de aproveitamento na prova por equipes (Grau IV), conquistando o quarto posto entre os oito finalistas, competindo com 18 conjuntos.

A disputa será a última competição do craque Don Henrico, hannoverano de 19 anos, de propriedade da ex-amazona olímpica alemã Liselotte Lisenhof, que agora vai gozar de merecida aposentadoria.

Resultados no Salto do ECCO FEI – World Championships

Já na quinta-feira (10) foi a vez da modalidade de Salto realizar a sua estreia no Campeonato Mundial, no Estádio Stutteri Ask, em Herning, na Dinamarca.

Três conjuntos nacionais fizeram percurso limpo na prova de caça, a 1.55m (em que a cada falta são acrescidos quatro segundos ao tempo final), na seguinte ordem de largada: Marlon Zanotelli com Like a Diamond van Het Schaeck, em 84s27; Yuri Mansur e QH Alfons Santo Antonio, 86s38; e Pedro Veniss montando Nimrod de Muze Z, 85s15, computando respectivamente, 2,60, 3,04 e 3,66 pontos.

Todos ficaram a menos de uma falta do vencedor Julien Epalilard com Carcacole de Roque, 75s08, integrante da equipe da França, vice-líder.

Já Bernardo Alves com Mosito van Hellehof, primeiro em pista, teve um problema no número seis do percurso de 14 obstáculos, idealizado pelos holandeses Louis Konickx e Quintin Maertens, quando seu ainda jovem cavalo (10 anos) estranhou um muro branco e o cavaleiro desistiu, tendo seu resultado descartado para efeito de contagem da equipe.

O saldo do Brasil é o muito positivo, ocupa o sétimo lugar, com 9,29 pontos, a menos de uma falta da França, vice-líder, e a 5,6 pontos do time líder Suécia, 3,69. Dos 22 países, 12 computam menos de 12 pontos (equivalente a três faltas) na competição.

Vaga carimbada na decisão por equipes

Na quinta-feira, (11) a equipe do Brasil carimbou sua passagem para a final, depois de uma classificação em 10º lugar. A Suécia, atual campeã olímpica, lidera com menos de uma falta (equivalente a 4 pontos).

Dez das vinte e duas nações avançaram para a final por equipes. Ao mesmo tempo, os 60 melhores conjuntos também avançaram para final por equipes, também válida como terceira qualificativa individual.

Garantiram o passaporte para a decisão por equipes: Suécia, 3,69 pontos, França, 5,44, Alemanha, 11,76, Holanda, 13,31, Bélgica, 13,49, Grã-Bretanha, 14,66, Suíça, 14,83, Canadá, 15,56, Irlanda, 17,15 e Brasil, 17,29. Vale destacar que o Brasil está a menos de uma falta da Bélgica, quinta colocada.

As cinco primeiras equipes no mundial garantem vaga para Paris 2024 e a França, por ser país sede, independente do resultado, já tem vaga garantida. Assim, se o Brasil chegar em até sexto lugar também estará habilitado aos Jogos Olímpicos, independentemente do resultado do Pan 2023 no Chile, onde os três melhores países também irão se garantir nos Jogos de Paris.

Já a final individual, a 1.65m, dois percursos, acontece no domingo (14), a partir da 9h (fuso brasileiro). Entram na primeira volta os 25 melhores. Todas as disputas do ECCO FEI – World Championships serão transmitidas ao vivo pelo Canal Olímpico do Brasil.

Por Camila Pedroso • Redação Cavalus

Fonte: CBH

Fotos: Luis Ruas

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Hipismo

Mundial de Hipismo tem brasileiros em destaque

João Victor Marcari Oliva montando Escorial Horsecampline conquistaram um feito inédito ao país. Provas ocorrem na Dinamarca até o próximo dia 14 e classificam os seis melhores países para as Olimpíadas

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Começou o Mundial de Hipismo com brasileiros em destaque

O ECCO FEI – World Championships está movimentando os atletas do hipismo no mundo. Não é para menos, pois a prova é um passaporte para as Olimpíadas de Paris 2024 para os países que se classificarem entre os seis primeiros colocados.

A prova, realizada na Dinamarca, na arena Herning, é o palco das modalidades hípicas até o próximo dia 14 e chega para substituir os Jogos Equestres Mundiais (WEG, na sigla em inglês) que entre 1990 e 2018 foram realizados a cada quatro anos, reunindo a elite das oito modalidades regidas pela Federação Equestre Internacional (FEI) em um único local.

A complexidade da infraestrutura de um evento desse porte levou a FEI a retomar o nome e modelo do ECCO FEI – World Championships, instituído em 1953, evento que inspirou o WEG, com a volta da realização dos Mundiais em diferentes palcos e países.

Em Herning, o Brasil é representado por equipe nas modalidades Salto, Adestramento Paraequestre e Volteio, e com representantes no individual no Adestramento (Dressage).

Conheça time Brasil de cada modalidade no Mundial de Hipismo

O Salto é a única modalidade que o país já conquistou uma medalha no WEG, outo no individual para o conjunto Rodrigo Pessoa e Gandini Lianos, nos jogos realizados em Rooma, no ano de 1998.

O time verde e amarelo conta com atletas olímpicos, medalhistas e campeões panamericanos: Marlon Zanotelli montando Like a Diamond van het Schaeck, Bernardo Alves com Mosito van het Hellehof, Yuri Mansur montando QH Afons Santo Antoni e Felipe Amaral com Androide 3K. O técnico é o suíço Phillipe Guerdat e o chefe de equipe Pedro Paulo Lacerda.

João Victor Marcari Oliva montando Escorial Horsecampline e Nuno Chaves de Almeida com Feel Good V serão os representante do Brasil no Adestramento (Dressage).

Até a semana passada, o Brasil estava inscrito para participar como equipe, mas devido à problemas de saúde, o cavalo Famous do Vouga, montaria de Pedro Tavares de Almeida, não conseguiu embarcar da Alemanha para a Dinamarca. O alemão Norbert

A modalidade de Volteio, esporte que exige muita técnica e equilíbrio na execução das acrobacias realizadas no lombo do cavalo, terá Nicolas Martinez Valencia, Clara Zerwes Tremblay, Giovanna da Matta Ghidetti Pimentel, Giovanna Teixeira Ricardo, Manuela Santos Garcia, Carolina Plihal Ferreira, Flávia da Rocha Brito, Hélène Natalle Lejeune, Edoardo Crivelli Visconti e Sophie Marie Cambrai Martin. A técnica é a alemã Agnes Werhahn, colecionadora de títulos mundiais, e a chefe de equipe é Maria Luiza Giugni, ex-atleta com participação em Mundiais.

No Adestramento Paraequestre, Rodolpho Riskalla montando Don Henrico (Grau IV) e Sérgio Oliva com Millenium (Grau I) – duas duplas medalhistas paraolímpicas -, e os estreantes Thiago Fonseca dos Santos com Johnny Walker Plus (Grau V) e Flamarion Pereira da Silva montando Francis (Grau II) são os representantes do Time Brasil no Adestramento Paraequestre.

Andrea Kober é a técnica da equipe, Rosana Ayrosa como chefe de equipe e Luana Kim como médica fisiatria multidisciplina.

Com duas pratas no último Mundial, em Tryon, Estados Unidos, em 2018, e prata na prova técnica na Paralimpíadas de Tóquio 2021, Rodolpho Riskalla compete pela última vez com Don Henrico em Herning, com expectativa de somar mais um pódio na carreira da dupla.

Primeiros resultados promissores no mundial de Hipismo

E o time brasileiro começou muito bem no mundial. João Victor Marcari Oliva conquistou um feito inédito para o país: ficou na 26ª posição entre 93 competidores de 34 países, avançando para a segunda fase da competição. A segunda etapa ocorre hoje (08) com os 30 melhores conjuntos. A prova é válida para a classificação para a disputa do pódio individual com participação de 15 duplas finalistas.

“Estou muito feliz, foi uma boa prova, meu cavalo estava escutando bem as ajudas e concentrado. Fiquei feliz com o resultado e a nossa apresentação. Desde Tóquio tivemos tempo de fazer alguns ajustes e temos melhorado os resultados com muito trabalho. O Escorial vem correspondendo a este trabalho e conto com a ajuda de uma boa equipe”, comemorou o atleta.

“É a primeira vez que temos um brasileiro no segundo dia de competição individual. O João fez uma prova excelente, chamou a atenção de todos e merecidamente recebeu essa classificação inédita. Está de parabéns!”, comemorou Sérgio de Fiori, diretor de Adestramento da Confederação brasileira de Hipismo (CBH).

O GP também definiu o pódio por equipes neste domingo com participação de times de 19 países. Para efeito de classificação foram consideradas as três melhores notas de cada país, e quem conquistou o ouro foi a Dinamarca com 235,451%, a prata ficou com a Grã Bretanha (234,223%) e o bronze com a maior detentora de títulos mundiais e olímpicos, a Alemanha (230,791%).

Acompanhe todas as provas ao vivo do ECCO FEI – World Championships no site https://www.canalolimpicodobrasil.com.br/.

Por Assessoria de Imprensa CBH

Fotos: Luis Ruas

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Hipismo

Parque Marechal Osório no RS recebe provas de Hipismo do Exército

Instituição realizou o Concurso Completo Internacional, Nacional e Brasileiro do Exército

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Entre 29 e 31 de julho, o Parque Histórico Marechal Manoel Luis Osorio, em Tramandaí, no Rio Grande do Sul, foi palco do Concurso Completo de Equitação (CCE) Internacional com Séries Internacionais, Nacionais – CCN Bicentenário da Independência do Brasil, o Campeonato do Exército e Campeonato Gaúcho 2022.

O concurso foi promovido pelo Comando Militar do Sul do Exército e pelo 3º Regimento de Cavalaria de Guarda (Regimento Osório) do Exército, responsável pelo Parque Histórico, que reúne condições ideais para prática da modalidade considerada um triatlo equestre com provas de Adestramento, Cross-Country e Salto.

Os percursos “Cross Country” do Parque foram todos renovados e sobre eles os atletas brasileiros buscaram se qualificar para o Campeonato Sul Americano de Concurso Completo de Equitação que acontece na Argentina, entre 4 e 6 de novembro. Ao todo, o evento reuniu 67 conjuntos inscritos nas diversas séries.

Vencedores Séries Internacionais 3* e 2*

O destaque foi para o Capitão Pedro Henrique de Resende Nunes, com Tamanho do Rincão, e o cavaleiro de São Paulo Ricky Candi, com Nice, vencedores das séries 3 Estrelas Longo e 3 Estrelas Curto, respectivamente.

Na série 2 Estrelas, o troféu foi para o Tenente Coronel Gustavo Lopes da Cruz, com Opala do Rincão e na série 1 Estrela, para o Tenente Coronel Marcelo Machado Ferreira, montando Toque do Rincão.

Campeões do Campeonato do Exército

O Campeão do Exército na série principal (2 Estrelas) foi o Tenente Coronel Gustavo Lopes da Cruz, com Opala do Rincão, representando o Comando Militar do Sul. Na série cavalos novos 5/6 anos (1 Estrela), sagrou-se vencedor o Subtenente Marlon Santos da Conceição, com Bárbaro do Rincão, também pelo Comando Militar do Sul.

Destaques Séries Nacionais

Na série BR 90m a vitória ficou com o Capitão Rafael Silva Gouveia, da Polícia Militar do Estado de São Paulo, com IZ Orquídea, e a série BR 75 com o Sargento Dionefer Severo de Almeida, montando Javolo do Rincão. A série 1 Estrela a 1ª colocação coube ao Subtenente Marlon e Bárbaro do Rincão.

Séries Estaduais

Na série BR 75m sagrou-se vencedor o Sargento Dionefer Severo de Almeida, com Javolo do Rincão. A BR 90m a vitória foi do Capitão Alexsei da Silva Peres, com Bandoleira do Rincão. Já o campeão da série 1 Estrela (Cavalos Novos 5/6 anos) foi o Subtenente Marlon Santos da Conceição, com Bárbaro do Rincão.

Na série 1 Estrela Amador Top, o troféu foi para o Capitão Mclelland Mozart Diniz Soares, com Angico do Rincão. O campeão gaúcho da série 2 Estrelas foi o Tenente Coronel Gustavo Lopes da Cruz, com Opala do Rincão.

Os cavalos do Rincão são produzidos pelo Exército Brasileiro na Coudelaria de Rincão, com sede em São Borja (RS).

Visitação aberta

Além de ser um excelente local para a prática dos esportes equestres, o Parque Histórico Marechal Manoel Luis Osorio é um sítio histórico com um imenso museu a céu aberto, funcionando para visitação durantes todos os dias da semana. Vale a pena conferir.

Fonte e fotos: Seção de Comunicação Social do 3° Regimento de Cavalaria de Guarda

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Hipismo

Atletas do Salto brasileiro brilham nas pistas internacionais neste final de semana

Francisco Musa foi campeão na Inglaterra, João Castro vice, Rodrigo Pessoa venceu na França e Yuri Manssur foi quinto na Holanda

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Neste final de semana, os atletas do Salto brasileiro brilharam nas pistas internacionais. Inglaterra, França e Holanda receberam atletas vestindo a camisa verde e amarela e estes ocuparam posições de destaque nos pódios.

Fechando as provas CSIO5* Hickstead, realizadas no The All England Jumping Course, na Inglaterra, o brasileiro Francisco Musa montando Catch me Marathon, hannoverana de 14 anos, foi o campeão do The Royal Internacional Speed Clássico, sem faltas em 61s47, superando outros 29 concorrentes. Jack Whitaker Scenletha, 6, finalizou no segundo lugar.

Já João Victor Castro com Coco Chanel conquistou o vice 4º na prova The Royal International Salver, a 1.50m. Dos 38 conjuntos, 15 foram ao desempate e João montando Coco Chanel, westfalen de 12 anos, zeraram em 39s56. A vitória foi do belga H&M Miro, pista limpa, 36s24. Ao lado de Marlon Zanotelli, Luiz Felipe de Azevedo, João e Musa integraram a equipe medalha de bronze na Copa das Nações Longines FEI 5*, realizada na sexta.

Salto na França e Holanda

E não foi só na Inglaterra que os brasileiros brilharam nas pistas. Na série 3* do Internacional de Dinard, na França, Rodrigo Pessoa com Chili, faturou a prova de Salto de 1.45m, sem faltas no desempate, em 37s93. Participaram da disputa 39 concorrentes, entre os quais 12 foram para decisão final. Pelo Brasil, Eduardo Menezes com Geavanta C ficaram no sexto lugar, uma falta, 36s46.

Saltando no Internacional 4* de Valkenswaard, na Holanda, Yuri Mansur levou Vitiki ao 5º posto na prova de velocidade a 1.50m, sem faltas, 69s37. Estiveram em pista 33 conjuntos com vitória do alemão Christian Kukuk montando Nice van´t Zorgvliet, pista limpa, 65s57.

Por: Assessoria de imprensa CBH

Fotos:  CSI Dinard / Sporfot / All England Jumping Course

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Hipismo

Brasil é bronze no Salto em competição na Inglaterra

Time finalizou os dois primeiros percursos empatado com França e Alemanha. Francisco e Alea Marathon registraram um derrube, em 44s38, resultado que garantiu o terceiro lugar

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Salto

A equipe brasileira de Salto conquistou o terceiro lugar na tradicional Copa das Nações CSIO5* Hickstead, realizada no centenário Royal International Horse Show na Inglaterra, na tarde desta sexta (29).

João Victor Castro, montando Dispo Cece, Francisco Musa com Alea Maraton, Luiz Felipe de Azevedo Filho com Hermes van de Vrombautshoeve e Marlon Zanotelli montando Harwick VDL, conquistaram o pódio na competição de Salto que foi disputada pelas equipes brasileira, da França e Alemanha.

As três equipes terminaram os dois percursos na tradicional Copa das Nações de Salto empatadas com oito pontos: França, Alemanha e Brasil levando a decisão do pódio ao desempate.

O destaque do Brasil ficou por conta do jovem talento João Victor Castro, amazonense de 25 anos radicado na Europa, montando Dispo Cece, primeiro a largar a cada rodada e único a zerar os dois percursos.

Francisco Musa e Alea Maraton fecharam com uma falta a cada volta e Luiz Felipe de Azevedo Filho montando Hermes van de Vrombautshoeve, e Marlon Zanotelli com Harwick VDL, ambos com um derrube no primeiro percurso e pista limpa no segundo.

Pela regra, cada uma das equipes escalou um conjunto para o desempate e o Brasil foi representando por Francisco e Alea Marathon que registrou um derrube, em 44s38, resultado que garantiu o bronze para o Brasil.

A França representada por Roberto Olivier com Vivald des Meneaux; Levy Edward montando Uno de Cerisy; Marc Dillaser com Arioto du Gevres e Kevin Staut montando Visconti du Telman foi campeã, com Mark e Arioto no desempate que zerou em 41s95.

O segundo lugar ficou com a Alemanha com Ludger Beerbaum montando Mila; Tobias Meyer com Greatest Boy H, Marcus Ehning montando A la Carte NRW e Philipp Weishaupt com Asathir. Tobias e Greatest Boy zeraram o desempate em 42s89.

Ouro do Brasil no Salto

Em 2017, o Brasil garantiu o inédito ouro no CSIO5* de Hickstead com Marlon Zanotelli montando Sirene de la Motte, Pedro Veniss com For Felicia, Yuri Mansur e Babylotte, e Pedro Muylaert montando Prince Royal Z MFS.

Por: Assessoria de imprensa CBH

Fotos: Arquivo pessoal

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Hipismo

Amor pelos cavalos rege a vida de Zé Durante

Cavaleiro profissional e instrutor de Salto, Claudio Durante, ou Zé Durante, é um atleta de destaque no cenário nacional com uma classificação para Olimpíadas e Mundial na carreira

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Claudio Durante Junior, ou simplesmente Zé Durante é cavaleiro e instrutor de Salto. Nascido em São Paulo, hoje mora em São Roque, interior de estado, onde realiza a sua maior paixão: seu trabalho com os cavalos.

“O cavalo é praticamente tudo na minha vida, com exceção da família e filhos. Amo muito viver perto dos cavalos, e trabalhar com eles é um privilégio em que posso aprender mais todos os dias. E o melhor, é através deles que ganho a minha vida! Nós cuidamos da vida dos cavalos e eles cuidam do nosso coração”, enfatiza animado.

Cavaleiro profissional e instrutor de Salto, Zé Durante iniciou suas atividades com os cavalos em 1987, com o Hipismo Rural. “Comecei no Hipismo Rural, fiz Três Tambores, Concurso Completo de Equitação (CCE) e hoje atuo no Salto Clássico, minha maior paixão”, comenta Durante.

Suas principais conquistas no esporte foram no CCE, modalidade em que foi três vezes Campeão Brasileiro, três vezes Campeão Paulista e conquistou duas provas internacionais 3 estrelas. “No CCE conquistei ainda uma importante classificação para a Olimpíadas de Sidney em 2000 e uma classificação para o Mundial de Jerez de La Fronteira, na Espanha, em 2002”.

Dentre seus animais de montaria, Zé Durante destaca Krug Pullman, que está entrando nos Grande Prêmios a 1,45m. “Ele é um animal fantástico.  Juntos, fomos campeões Paulista por equipe na categoria Sênior em 1,40/1,45 m este ano, e estamos trabalhando para estreia-lo ainda em 2022 no 1,50”, comenta.

Em 1998, Claudio resolveu dar uma reviravolta em sua vida profissional e decidiu seguir seu coração e trabalhar apenas com os cavalos. “Deixei de trabalhar com o comércio e passei a ensinar. Sempre gostei muito de aprender e ensinar tudo o que eu sei”, comenta.

Durante já ministrou aulas para importantes nomes na modalidade de Salto como: Fernando Perracini, Renan Guerreiro, Matheus Sant’anna, Thiago Sant’anna, José Ricardo Sant’anna, entre outros. “Hoje treino a amazona Paula Rodrigues de Sá”.

Mas não são só os cavalos que enriquecem a vida de Zé Durante. Seus dois filhos Pedro (11) e Thiago (7), são a alegria deste paizão. Pedro, já participou de algumas provas e fala que quando crescer quer ser veterinário. Já o mais novo, quer seguir os passos do pai. “Ele fala que quer ser cavaleiro como eu. Fico muito feliz com isso! O que mais gosto é que ambos amam os animais e quero que sejam pessoas do bem, mas se escolherem montar vai ser bem legal. Acho o meio do cavalo um dos melhores pra formar caráter, aprender a ser humilde e ser determinado”, afirma animado.

Zé Durante é filho de Claudio e Nair Durante, grandes nomes da raça Árabe. Todo o envolvimento da família com os cavalo se deu através de Claudio. “Meu pai não era de uma família tradicional no cavalo, mas era um apaixonado e eu vivia com ele para todos os lados. Aprendi com ele a amar e cuidar dos animais”, pontua.

Claudio e Nair Durante

Durante relembra que a criação de seu pai serviu de estopim para este grande amor dele com os cavalos.  A criação em si durou pouco, mas nunca mais largamos os cavalos. Devo ele essa vida que eu levo com os cavalos, pois foi ele quem me ensinou a amá-los”.

Entre todos os ensinamentos que aprendeu com seu pai, Zé gosta de enfatizar um: “Acho importante, além de ser cavaleiro, ser do cavalo, entender como o cavalo vive, suas necessidades e o que é melhor para ele”, finaliza.

Por: Camila Pedroso

Fotos: Arquivo pessoal

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Hipismo

Luciana Diniz volta a defender a bandeira do Brasil

Depois de 16 anos vestindo a camisa de Portugal, amazona retorna ao time Brasil de Salto

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Luciana Diniz

Boa notícia para o hipismo brasileiro. Após 16 anos sem competir pelo país, Luciana Diniz, amazona de cinco Olimpíadas, volta vestir a camisa verde e amarela.

A amazona é integrante da tropa de elite do hipismo mundial e estava defendendo a bandeira de Portugal desde 2006. O país é a terra de seus avós. O anuncio do retorno ao time brasileiro ocorreu na segunda (18).

A tradição, o amor pelos cavalos e os esportes estão no DNA da família Diniz. Lica Diniz, mãe de Luciana, foi oito vezes campeã brasileira de adestramento, seu pai Arnaldo dos Santos Diniz, jogador de Polo, modalidade também praticada em alto nível por dois de seus irmãos: André e Fábio, e Pedro Diniz, ex-piloto de Fórmula 1.

Aos 18 anos, Luciana, que começou a montar aos 9 anos e iniciou sua carreira na Sociedade Hípica Paulista, se mudou para Bélgica para época treinar com Nelson Pessoa Filho, o Neco, um dos principais treinadores do hipismo mundial.

A carreira deslanchou. Em 1994, Luciana disputou seu primeiro Mundial, na Holanda, em 2004 integrou o Time Brasil, nono colocado em Jogos Olímpicos de Atenas. “Saltar uma Olimpíada pelo Brasil foi a realização de um sonho”, lembra Luciana.

Em 2006, Luciana passou a defender Portugal. Desde então, foram cinco Jogos Olímpicos. Na Rio 2016, Luciana foi nona colocada com Fit for Fun, e em Tokyo 2020+1, Luciana com Vertigo du Desert “bateu na trave” na disputa por uma medalha fechando em décimo lugar com apenas uma falta no penúltimo obstáculo na grande final.

Luciana ainda venceu e se classificou para inúmeros GPs5*. Em 2015, a amazona com sua égua Fit For Fun foi campeã da classificação geral do Global Champions Tour, com vitória nos GPs de Madrid, Viena e Doha, entre outras classificações.

No último dia 3, no CHIO Aachen 2022, meca do hipismo mundial na Alemanha, Luciana aposentou oficialmente sua égua Fit fo Fun, também duas vezes vice-campeã no GP Rolex de Aachen.

O que te motivou a voltar a defender a bandeira do Brasil?

Luciana Diniz: Meu retorno tem motivações pessoais, familiares e profissionais. Diria que as de cunho pessoal são as mais fortes, um sentimento de voltar para casa.

Você bateu na trave nos Jogos de Tokyo 2020+1. Como foi e que lição você tirou dessa situação?

Luciana Diniz: Sofri uma queda apenas dois meses antes dos Jogos Olímpicos. O Andreas, meu ex-marido, pai dos meus filhos e treinador estava montando o Vertigo. Pude ficar cinco semanas sem montar às vésperas do Jogos e meus cavalos estavam em plena forma.

A falta foi um dos grandes ensinamentos do esporte. Cair sete vezes e se levantar oito. Os tombos, os “up and downs” fazem parte do esporte e da vida. O importante é perseguir seus sonhos. De maneira estratégica e equilibrada.

Você segue treinando em Centro de Treinamento de Andreas Knippling, em Hennef, na Alemanha?

Luciana Diniz: Sim, agora estamos nos preparando com vistas a Paris, estou vivendo esse sonho de saltar pelo Brasil na Olimpíada da França.

Qual conquista da sua vida você diria que é uma das mais marcantes?

Luciana Diniz: Vencer o GCT 2015 com Fit sem dúvida foi uma das minhas conquistas mais marcantes.

A metodologia Butterfly (Borboleta) que você desenvolveu aprimora não somente o cavaleiro e cavalos, como também o desenvolvimento e equilíbrio pessoal. Pode nos falar um pouco sobre ela?

Luciana Diniz: Trata-se de uma visão holística sobre o esporte. Um método que considera os aspectos que influenciam no seu desempenho, desde o emocional, o físico, o técnico, etc. E este aprendizado pode e deve ser aplicado na sua vida profissional e pessoal: “a better person and a better rider” – uma pessoa melhor e um cavaleiro/amazona melhor.

Como é a sua preparação física, especialmente após a sua queda?

Luciana Diniz: Faço um acompanhamento com pilates, fitness, exercícios myoflex, trabalho de toda forma para fortalecer um problema que foi fruto de uma queda. Estou ótima e aprendi a viver com uma artrose crônica e tenho que tomar sempre bons cuidados como aprender a cair com ajuda de aulas de judô e outras.

Qual é a sensação de competir em alto nível?

Luciana Diniz: Espero ser uma motivação para as jovens amazonas. O hipismo é singularíssimo neste aspecto de que homens e mulheres de diferentes idades competem em igualdade. É fantástico. Chegar ao nível internacional é difícil independente do gênero, embora o meio seja machista, como em tudo.

Como foi a sua recepção pela Confederação Brasileira de Hipismo?

Luciana Diniz: Fui recebida de braços abertos, o que me deixou muito feliz e ainda mais entusiasmada. O Fefo, (Fernando Sperb, presidente da CBH), disse que sempre foi meu fã e que seu sonho seria me trazer de volta. Fiquei muito feliz ao escutar isso. O Pedro Paulo Lacerda, chefe de equipe, também foi sempre fiel e há anos tenta me persuadir a voltar. Tudo tem a hora certa. O Pan-americano no Chile e Olimpíadas de Paris são meus próximos objetivos.

Por: Assessoria de imprensa CBH

Fotos: Luis Ruas

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