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Jovenil Dias Machado é um dos mais ativos na Rédeas em Goiás

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Jovenil Dias Machado é um dos mais ativos na Rédeas em Goiás O treinador acabou de ganhar a Copa Cardinal – ANCR Derby de Rédeas, um título que o emocionou muito

O treinador acabou de ganhar a Copa Cardinal – ANCR Derby de Rédeas, um título que o emocionou muito

Jovenil Dias Machado, 46 anos, é natural de Padre Bernardo, interior de Goiás. Trabalhando dentro do Rancho Seabra com seu CT Jovenil Dias, mora na capital Goiânia. Antes de mais nada, em seu dia a dia hoje são 20 cavalos em treinamento, entre potros e cavalos prontos.

Ele acabou de ganhar o ANCR Derby – Copa Cardinal Aberta N4 e N3. Acima de tudo, lista entre seus principais títulos: Campeonato Nacional ANCR 2007, ANCR Derby N3 2014, ANCR Super Stakes N3 2013, ANCR Derby – Copa Cardinal N3 2017.

Confira entrevista!

Como tudo começou

“Eu trabalho com cavalo desde os meus 16 anos de idade. Comecei a competir, acho que com 18 anos. Mas fazia Três Tambores nessa época. Conheci a Rédeas nos anos 90, quando o Congresso Brasileiro da ABQM foi em Goiânia.

Foi nessa prova que vi pela primeira vez a modalidade. Até lembro que foi o Eduardo Ribeiro que ganhou. Fiquei muito apaixonado pela Rédeas e decidi, naquele dia, que era aquilo que eu queria para a minha vida.

Além do Tambor, antes da Rédeas, também pratiquei Team Roping, eu laçava pé. Ffaz cerca de dez anos que eu estou focado somente na Rédeas. Portando, desde 2000 eu decidi ficar só na Rédeas e agora não participo mais de outras competições”.

Jovenil Dias Machado é um dos mais ativos na Rédeas em Goiás O treinador acabou de ganhar a Copa Cardinal – ANCR Derby de Rédeas, um título que o emocionou muito
Foto: Renner Mariano

Dia a dia

“O meu perfil de treinador é bem tranquilo, treinando meus cavalos em casa. Entretanto, como competidor sou um pouco agressivo na hora das apresentações.

Costumo frequentar o Campeonato Goiano de Rédeas, o nosso campeonato regional da ANCR. Nós, que somos da ACOR – Associação Centro-Oeste de Rédeas, costumamos correr as provas de Brasília também. E, geralmente, vou pras provas da ABQM e da ANCR em São Paulo.

Dessa forma, a minha manobra favorita na Rédeas é o esbarro. Acho que é o momento mais bonito da prova”.

Lembrança Inesquecível

“Um momento inesquecível para mim foi no Campeonato Nacional em 2007, pois foi a primeira vez que eu fui competir em São Paulo. A prova da ANCR era na Fazenda Barrinha, em Espírito Santo do Pinhal/SP. Estavam empatados Eduardo Christians e Roberto Jou com a nota 74 e eu era o penúltimo ou antepenúltimo a entrar.

De tal forma que eles estavam preparando, aquecendo os cavalos para ir ao desempate. Quando entrei com Makin Angel JA acabei marcando 74,5 pontos, ficando com o título da Aberta Limitada e reservado campeão da Aberta”.

Jovenil Dias Machado é um dos mais ativos na Rédeas em Goiás O treinador acabou de ganhar a Copa Cardinal – ANCR Derby de Rédeas, um título que o emocionou muito
Jovenil Dias Machado e Lapidado Whiz Dunit, campeões Copa Cardinal Ranch Aberta N4 e N3 – Foto: Adilson Silva

Vitória no Derby

“Esse título recente, com o Lapidado Whiz Dunit, para mim foi muito importante. Acima de tudo, porque já tinha uns dois anos que eu não corria as provas da ANCR. Então, esse titulo acabou se tornando ainda mais especial. Eu estava mais correndo o regional.

Portanto, voltar a correr pela ANCR e voltar ganhando, além de ganhar no Nível 3 e ainda no Nível 4, foi muito importante e emocionante também. Foi maravilhoso!”

Por Luciana Omena
Colaboração: Karoline Rodrigues e Analúcia Araújo
Crédito da foto de chamada: Divulgação/Renner Mariano

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ANCR realiza ‘Live’ no Potro do Futuro e Campeonato Nacional

Associação Nacional do Cavalo de Rédeas mudou o formato da competição por conta da pandemia; evento aconteceu de 24 a 28 de novembro, em Avaré

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“Um [evento] Potro do Futuro e Campeonato Nacional para entrar para história da modalidade Rédeas no Brasil! Gostaria de agradecer a cada um que ajudou a constituir esta Live. E, principalmente, a Deus, por nos permitir tudo isso”, comenta Francisco Moura, presidente da ANCR.

“Tudo que se faz com amor e paixão da certo, acreditem! Parabéns a todos que participaram, os campeões e todos que trabalharam no evento! Não vou conseguir citar nomes, pois são muitas pessoas que construíram e geriram esta Live e posso me esquecer de alguém. Um grande abraço a todos e continuem se cuidando! Nos vemos logo mais em 2021!”

O 30° ANCR Potro do Futuro aconteceu, portanto, de 24 a 28 de novembro, na EMAPA em Avaré/SP. Um evento exclusivo para animais de três anos hípicos. Junto com ele, então, o 29° Campeonato Nacional de Rédeas, a 11ª Copa Internúcleos da ANCR e o Cardinal Ranch Cup N1 (Principiante).

Assim, por conta da pandemia do novo coronavírus, as provas esse ano foram adiadas. A fim de cumprir todas as exigências sanitárias, não houve a presença de público. Desse modo, liberados apenas competidores, suas equipes e o staff da ANCR. Para público, transmissão via internet através dos sites da Associação, da Jequitibá Comunicação e pelo app Ride2Play.

Segundo dados da organização, houve 8500 visualizações na transmissão, que alcançou pessoas de 23 países. A apresentação foi de Fernanda Camargo, que entrou ao vivo dos bastidores com entrevistas diversas, contagiando os telespectadores com simpatia e muito profissionalismo.

ANCR mudou o formato da competição por conta da pandemia; PF, CN e Copa Internúcleos aconteceram de 24 a 28 de novembro, em Avaré/SP
Giovanna Diniz e Fantastico Voodoo MV

Potro do Futuro

Exclusivo para animais da geração 2016, o ANCR Potro do Futuro aconteceu nas categorias Aberta – Níveis 2, 3 e 4 e Amador – Níveis 2, 3 e 4. A saber, 69 cavalos começaram a disputa na categoria Aberta, que contou com uma classificatória e uma repescagem. Enquanto na Amador, 35 conjuntos participaram da classificatória.

Na final da Aberta, Marcelo Almeida (foto) faturou seu sexto título e um anel de ouro cravejado de diamantes como prêmio. Com o baio GSP Was Your Johnny (Hollywood Gotta Gun x Cherry Bueno), de Gabriel Cordeiro Martins, marcou 226,5 na final do Nível 4. Seu primeiro título foi em 2011, com That’s Great Dunit. Em seguida, Dominic Dunit em 2014; Gunna Dun It em 2015; Country Style Tari em 2016; Just In Holygun QR em 2019.

O campeão dos Níveis 2 e 3, e segundo lugar do Nível 4, foi o conjunto Matheus Gabriel de Oliveira e Rock In Hollywood (Hollywood Gotta Gun x Rock This Diamonds), de Otávio Canela, com a nota 225. Os dois cavalos filhos do mesmo garanhão e de criação do Quality Ranch.

Giovanna Diniz, com o alazão Fantastico Voodoo MV (Shiners Voodoo Dr x Corona Lite Chex), de sua propriedade, carimbou seu terceiro título de Potro do Futuro ANCR Amador. Na final, o conjunto – que ganhou um trailer com capacidade para dois cavalos – recebeu dos juízes a nota 221. Giovanna foi campeã dessa prova também em 2013 com Jessie James Whizi e em 2017 com Gold Red Dunit.

Nos Níveis 2 e 3 do PF Amador, vitória da chilena Catalina Adriana Perez. A amazona conduziu o baio amarilho Make Cielo Mad (Cielo Doc x Don’t Make Me Mad) e marcou 212 na final.

ANCR mudou o formato da competição por conta da pandemia; PF, CN e Copa Internúcleos aconteceram de 24 a 28 de novembro, em Avaré/SP
Marcelo Almeida e So Much Colonels
ANCR mudou o formato da competição por conta da pandemia; PF, CN e Copa Internúcleos aconteceram de 24 a 28 de novembro, em Avaré/SP
João Felipe Lacerda e Whiz A Machine Gun

Campeonato Nacional ANCR

O Campeonato Nacional é uma prova para animais de qualquer idade hípica, disputado nas categorias Aberta e Amador – Níveis 1, 2, 3 e 4. Antes de mais nada, em função da pandemia, a Associação não exigiu dos conjuntos classificação através dos núcleos regionais.

Na Aberta Nível 4, Marcelo Almeida, com So Much Colonels, e João Felipe Lacerda, com Whiz A Machine Gun, dividiram o prêmio ao marcar 227 pontos. Ao passo que, nos Níveis 2 e 3 do Nacional ANCR Aberta, o resultado foi inédito. Três conjuntos empataram com 218 pontos: Summertime Tag e Jean Carlos Silva; Capers Starbuck Gun e Marcos Antônio da Silva Jr; Whiz Rooster BCM e Lucas José Natal.

Por outro lado na Amador, a vitória no Nível 4 ficou para Joana G. Azevedo e Real Starlight Gun. O conjunto campeão do PF Amador de 2018 marcou nota 218 na final. Reservado campeão Nível 4 e campeão Níveis 2 e 3, o conjunto Gabriel Cordeiro Martins e Craque Marca dos Santos, com a nota 217.

Lucas Natal, com Whiz Rooster BCM, e Gabriel Martins, com Craque Marca dos Santos, ao marcar 217, dividiram o pódio da Aberta Principiante – Cardinal Cup N1. Enquanto o título da Amador N1 ficou para José Pinfildi Neto, nota 212,5, montando Showtime Rooster RLT. Importante ressaltar, sobretudo, que 40 conjuntos disputaram essa prova na Amador, o que é um número bastante animador para o esporte.

Por fim, os campeões da Jovem foram Good Reminic HS e Valentina Cipolla Lunardini, empatados com Tag Little Step e Henrique de Melo Tripoloni; e os da Jovem 10, Alegrete do Sapezal e Isabela Prestes Tizao. 

ANCR mudou o formato da competição por conta da pandemia; PF, CN e Copa Internúcleos aconteceram de 24 a 28 de novembro, em Avaré/SP
Joana Azevedo e Real Starlight Gun

Balanço

De acordo ainda com o presidente Chico Moura, a ANCR recebeu mais de 750 inscrições e o total de premiação chegou a mais de R$ 500 mil em prêmios. “Conseguimos atingir todos os nossos objetivos: segurança dos participantes devido à Covid-19; estrutura e pista ficaram muito boas; recorde de inscrições e uma premiação 10% maior que 2019”.

Sucesso total mesmo com o aumento de custo devido aos protocolos e ineditismo para realizar a Live. “Tudo isso e qualidade das provas realizadas nos garante dizer que foi o melhor Potro do Futuro e Campeonato Nacional que já realizamos!”, reforça o dirigente. 

Entre os pontos de destaque, Chico cita a preparação com antecedência e a contratação de profissionais para a Live. Segundo ele, muito importantes para o sucesso, visto que a ANCR nunca tinha realizado um evento nesse formato. “Utilizamos um protocolo rígido com a ajuda do IBEqui e da ABQM a fim de garantirmos a segurança de competidores e de todos que trabalharam. Além de todo o bem-estar na questão animal”.

Para seguir os protocolos com 100% de segurança, por exemplo, a estrutura teve quer ser maior, com mais espaço, para garantir o distanciamento social. “Foi obrigatório o uso de máscaras todo o tempo e instalamos também muitos pontos de álcool em gel. Além disso, a temperatura das pessoas era medida em cada entrada”.

Julgaram as provas: Wadson Lander, Leopoldo Potter, Ben Balow, Brenda Brown, Christian Rammerstorfer, Fabricio Suris (equipamento), Leonardo Feitosa (bem-estar animal). Resultados completos, clique aqui.

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Adilson Silva/Foto Perigo

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Geral

Gotta Gold Chain estará em exposição no Potro do Futuro e Campeonato Nacional ANCR

Os presentes poderão conferir de perto todos os atributos de Gotta Gold Chain de 26 a 28 de novembro, no Parque de Exposições Fernando Cruz, em Avaré/SP

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Força, beleza, pedigree, performance, estrutura e caráter. Tais características resumem perfeitamente o garanhão Gotta Gold Chain, que estará em exposição durante o Potro do Futuro e Campeonato Nacional ANCR.

Portanto, os presentes poderão conferir de perto todos esses atributos. Antes de mais nada vale frisar que o evento acontece de 26 a 28 de novembro, no Parque de Exposições Fernando Cruz Pimentel, em Avaré/SP.

De acordo com Anderson Bernal, um dos proprietários de Gotta Gold Chain, esta será a primeira vez que o garanhão participa de um evento da Associação Nacional do Cavalo de Rédeas (ANCR). “Contudo, essa é a terceira apresentação dele desde que chegou ao Brasil. Na ocasião, estaremos apresentando ele e o projeto de fomento que temos dele, que distribuirá R$2,5 milhões em prêmios para seus filhos. Sem dúvida, ele é um garanhão que encanta pela beleza, estrutura e toda sua genética campeã. Vocês ficaram surpresos”, expõe o proprietário.

Conheça mais o Gotta Gold Chain

O garanhão veio para revolucionar a genética nacional do cavalo Quarto de Milha, em especial de Rédeas. Afinal, em pista é ganhador de U$89.571,00. Seu pai, Jacs Electric Spark é produtor de mais de U$ 3,5milhões e ganhador de U$85.907,00 em Rédeas. Bem como o Melhor Reprodutor dentre os filhos do lendário Shining Spark, 12° Melhor Reprodutor de todos os tempos em Rédeas pela NRHA.

Já sua mãe é Snip O Chex, produtora de mais de U$ 320 mil, filha da lendária, Snip O Gun, Lider All Time Reining Producer que produziu mais de U$900 mil. Uma das melhores linhagens maternas de Rédeas. 

Gotta Gold Chain Foto: Divulgação/Gerson Veiga

Projeto Chain

Gotta Gold Chain é propriedade dos criadores Alessandro Almeida – Alpakatha Ranch, Anderson Bernal – EJB Ranch e Giovani Bernardo Soares – GBS Ranch. Como resultado, formam o condomínio Gotta Gold Chain, que tem projeto de distribuir uma bolsa de R$ 2.450.000,00 milhões em premiações extra para seus filhos, num período de cinco anos no Potro do Futuro da ABQM e ANCR.

O prêmio será distribuído entre a classe Aberta e Amador da seguinte maneira: campeão – R$ 20 mil, reservado campeão – R$10 mil e o 3º colocado R$5 mil, contemplando as modalidades de: Laço Cabeça, Laço Pé, Laço Individual Técnico, Laço Comprido, Vaquejada, Rédeas, Working Cow Horse, Team Penning e Ranch Sorting.

“Assim é uma forma de estimular ainda mais aos proprietários em ter filhos do Chain em seu plantel, pois além de adquirir qualidade genética comprovada, tem a chance de ter uma premiação extra na principal prova da vida do animal atleta”, finaliza Anderson Bernal.

Fonte: AV Comunicação Equestre e Assessoria de Imprensa
Crédito da foto: Divulgação/Gerson Veiga

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Rédeas

Rédeas é um esporte equestre mundialmente famoso

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Modalidade técnica e o início para todo cavalo, a Rédeas tem movimentos precisos e os competidores são julgados por juízes com base em suas apresentações

Se você for a uma prova de Rédeas, não estranhe a falta de agitação e aglomeração. A modalidade pode ser facilmente confundida com um esporte equestre de elite. Talvez por ser muito técnica e de diversos nuances. Você, certamente, não irá encontrar o local fervilhando de competidores como nos Três Tambores, por exemplo. Mas a paixão é a mesma, sem dúvida.

Por isso, não se engane. Quando a coisa começa a pegar fogo as arquibancadas se incendeiam. A torcida é de arrepiar ao proferir gritos, assobios e palavras de incentivo. O silêncio momentâneo quando um conjunto entra em pista transforma-se rapidamente à medida que a prova transcorrer. A cada manobra um grito de Yheee!

Na descrição que encontramos no site oficial da Associação Nacional do Cavalo de Rédeas – ANCR: ‘A Rédeas é a modalidade de Hipismo Western na qual o cavalo recebe adestramento básico. Entre todas as modalidades do cavalo, é a mais técnica. Controlar um cavalo não é apenas guiá-lo, mas dominar seus movimentos. O cavalo melhor controlado deverá ser voluntariamente guiado com pouca ou nenhuma resistência’.

Modalidade técnica e a base para o cavalo, a Rédeas tem movimentos precisos e os competidores são julgados com base nas apresentações
Crédito da foto: Divulgação/FEI-Liz Gregg

O que é Rédeas?

Já sabemos que é uma modalidade técnica e a base para o cavalo. Tudo começou, aliás, durante o período da colonização americana. O cavalo foi uma peça muito importante para o homem do campo. E foram estes colonizadores, os futuros cowboys, que sentiram a necessidade de ter um cavalo bem adestrado.

Além disso, precisavam de um animal ‘na mão’ como meio de transporte seguro. Na época, tinham que lavrar o solo e lidar com os bois, quando precisavam laçar, apartar, girar e parar rápido. Com o passar do tempo, essa lida do dia a dia se aperfeiçoou. Assim como a criação e treinamento dos cavalos também. Surgiram várias modalidades de Hipismo Western, entre elas a Rédeas.

Com a finalidade de regulamentar o esporte, a associação americana foi fundada em 1966 por um grupo de criadores e proprietários de cavalos. Trate-se da National Reining Horse Association – NRHA que você já deve ter lido muito sobre ela aqui no portal Cavalus. Bem como sobre a ANCR, entidade brasileira, fundada em 15 de abril de 1989.

Porém, a modalidade chegou ao Brasil antes, através da Associação do Quarto de Milha, a ABQM. De fato, foram eles que realizaram as primeiras provas de Rédeas por aqui.

Modalidade técnica e a base para o cavalo, a Rédeas tem movimentos precisos e os competidores são julgados com base nas apresentações
A Rédeas, sobretudo, é uma modalidade da Federação Equestre Internacional. Por isso, participa a cada quarto anos dos Jogos Equestres Mundiais. Na foto, João Felipe Lacerda no último WEG em 2018 – Crédito: Luis Ruas/CBH

Regras

O melhor cavalo de Rédeas deverá mostrar-se voluntariamente guiado ou controlado com pouca ou nenhuma resistência aparente. É assim que diz o Livro de Regras da ANCR. Qualquer movimento dele próprio deve ser considerado como falta de controle. Todos os desvios do percurso exato descrito devem ser considerados falta ou perda de controle temporário. O juiz avalia, portanto, a severidade do desvio.

Após deduzir todas as faltas estabelecidas contra o percurso descrito e o desempenho geral do cavalo, os créditos deverão ser aplicados. São levados em conta critérios como suavidade, sutileza, atitude, rapidez e autoridade para desempenhar várias manobras. Enquanto o conjunto emprega controle de velocidade e cria grau de dificuldade.

Dessa forma, o julgamento de um cavalo de Rédeas será baseado na execução de grupo de manobras. A saber, elas não mudam de um percurso para outro, o que muda é a sequência em que são realizadas em cada um deles. A nota vai de zero a infinito e podem ser julgadas por um a cinco juízes. No caso de cinco juízes, a maior e a menor nota são desconsideradas. O recorde de nota no mundo é 236,5 pontos marcados por Andrea Fappani e Custom Legend. Assista a prova!

Eventualmente, entre as diferenças da Rédeas para outros esportes, é que os potros devem ser nominados no Programa de fomento da ANCR para poder competir.  Ao passo que as categorias Aberta e Amador são divididas em Nível 4, Nível 3, Nível 2 e Nível 1, de acordo com os ganhos dos competidores em nos dos anos hípicos anteriores.

Um exemplo de um dos percursos da modalidade

Manobras

  • Entrada – Mostra o cavalo do portão de entrada ao centro da arena para iniciar o percurso.
  • Esbarro – É o ato de diminuir a velocidade do cavalo, do galope para a posição da parada, trazendo os posteriores embaixo do corpo do cavalo.
  • Spins – Giros de 360º, executados sobre o posterior (interno) fixo no solo.
  • Rollbacks – Giros 180º sobre os posteriores completados após o esbarro, em direção oposta
  • Círculos – São manobras ao galope designadas com velocidade e tamanho, executados na mesma área geográfica na arena.
  • Recuos – Manobra requisitada para que o cavalo se mova ao reverso, em linha reta e por pelo menos três metros.
  • Pausa – O cavalo demonstra habilidade em permanecer parado de maneira relaxada durante o momento descrito nos percursos.
  • Trocas de Mãos – Ato de o cavalo trocar seus anteriores e posteriores ao galope, enquanto muda de direção.
  • Run downs e Run arounds – São as corridas em linha reta pelo meio e laterais da arena.

Para complementar os dados de cada manobra, as penalidades e o que os juízes esperam do conjunto, clique aqui.

Modalidade técnica e a base para o cavalo, a Rédeas tem movimentos precisos e os competidores são julgados com base nas apresentações
O cantor Sorocaba (foto) e outras celebridades praticam Rédeas – Foto: Divulgação/Adilson Silva

Destaques

É uma modalidade que pode ser feita por qualquer raça. No Brasil, as mais comuns em provas são Quarto de Milha, Crioulo, Appaloosa e Paint Horse. Porém, um indivíduo com habilidade pode surgir em qualquer raça. Já tivemos bons exemplos no Mangalarga, Andaluz, Pantaneiro e outras. Animais com linhagem de Trabalho voltado para a Rédeas são procurados não apenas pelos que praticam o esporte, como também por pessoas de outras modalidades.

Nos últimos anos, acima de tudo, os cavalos ofertados em leilões específicos estão altamente valorizados. É possível manter um treinador em seu haras ou deixar seu cavalo em treinamento no CT de um profissional. Além de Brasil e Estados Unidos, você encontra a Rédeas em Europa, África do Sul, Israel, Uruguai, Argentina, Chile, entre outros. As principais provas são Potro do Futuro, Derby e Super Stakes e ANCR tem núcleos por todo o Brasil.

Estatutariamente a ANCR é filiada a NRHA. Como resultado, para participar das provas proprietários e cavaleiros devem ser sócios das duas entidades. Aliás, o Brasil tem uma boa aproximação com a associação americana. Isso possibilita ao nosso País usufruir de um intercâmbio importante para o aumento da parte técnica.

E por falar em Estados Unidos, brasileiros competem em alto nível também por lá. Em todas as provas de Rédeas que acompanhamos, sempre tem um brasileiro sendo destaque. Se você nunca viu, basta procurar aqui no portal Cavalus. A modalidade tem como peculiaridade ainda a presença de celebridades. De Michael Schumacher, passando pelos atores Lyle Lovett e William Shatner (capitão Kirk), até chegar aos cantores Sorocaba e Rio Negro e ao ex-lutador de MMA Minotauro.

Por Luciana Omena
Crédito da foto de chamada: Divulgação Suceed Equine-Ben Gerst

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