Rédeas

Rio Grande do Sul realiza primeira prova de Rédeas de 2021

1ª etapa do 18° Campeonato Gaúcho de Rédeas ARCR e 3° Potro do Futuro aconteceram no Centro Querência em Porto Alegre

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A Associação Riograndense do Cavalo de Rédeas deu o ponta pé inicial para a modalidade na temporada. A primeira etapa do 18° Campeonato Gaúcho ARCR aconteceu no dia 6 de fevereiro, no Centro Querência, em Porto Alegre/RS. Junto com o 3° Potro do Futuro da entidade. A prova de Rédeas contou com 119 inscrições e distribuiu R$ 18 mil em prêmios.

Fabricio Suris assumiu a presidência da ARCR em julho de 2020. Um período complicado ainda por conta da pandemia do novo coronavírus. De acordo com ele, cheio de incógnitas, pois não sabiam como procederiam com o calendário. “Pensamos por muito tempo qual seria a melhor forma de fazer a primeira prova desta gestão”, afirma.

Prova de Rédeas válida com primeira etapa do 18° Campeonato Gaúcho da ARCR e 3° Potro do Futuro aconteceram no Centro Querência em POA
Diretoria ARCR

Segundo ele, o principal desafio seria manter um campeonato que vinha sendo um sucesso, porém agora em meio a uma pandemia. “Por termos um grupo muito comprometido com a associação e a modalidade, foi possível estruturarmos o evento e cuidar de cada detalhe”.

Em primeiro lugar, a escolha do local. Conforme Fabrício explica, a prova de Rédeas aconteceu no Centro Hípico Querência. “Tradicional centro de eventos equestres, eles tomaram todos os cuidados necessários para que fosse possível regularizar e aprovar o evento em todas as secretarias municipais pertinentes. Fizemos cumprir todas as regras e protocolos exigidos para o bem estar de todos”.

Prova de Rédeas válida com primeira etapa do 18° Campeonato Gaúcho da ARCR e 3° Potro do Futuro aconteceram no Centro Querência em POA
Roberto Jou e Mapuche Mandinga

Entre os pontos do regulamento, não foi possível a presença de público. Assim, todo o evento teve transmissão ao vivo pela internet. Saldo totalmente positivo, já que a live gerou um alcance muito bom de visualizações.

Na avaliação do presidente, o principal destaque foi o engajamento de todos. Proprietários, competidores, apoiadores e patrocinadores (VTR Ventury, Organnact, Haras Virgínia) não mediram esforços. “Juntos fizemos um evento grandioso com recorde de cavalos (60 no total) participando.”

Resultados

As provas foram julgadas por Leopoldo Potter. A próxima etapa já tem data, dia 14 de abril, também no Centro Querência, junto com o 3° Snaffle Bit. Fique por dentro: @arcr.redeas.

Por Equipe Cavalus
Crédito das Fotos: Divulgação/Spolavori Fotografias
Na foto de chamada: Campeão da etapa na categoria Aberta – Max Conceição com Snowboard Dunit QR

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Rédeas

Country Dun It é um dos mais respeitados garanhões do Brasil

Além da beleza, o baio produziu gerações com importantes indivíduos; um legado sem precedentes

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A chegada de Country Dun It ao Brasil ocorreu em 1999. Importado dos Estados Unidos pelo DA Ranch, de Avaré/SP, antes de vir ao Brasil foi campeão do Congress Open Reining Futurity 1995. Assim como venceu o Oklahoma Reining Open Futurity 1996, o NRHA Open Super Stakes Plus. E foi ainda finalista do NRHA Open Futurity.

Filho de Hollywood Dun It e Country Bobs Sugar, o baio ganhou mais de US$ 40 mil em prêmios em sua campanha nas pistas. Mas é o seu legado como reprodutor que impressiona.

Country Dun It foi líder das estatísticas de Reprodutores do Quarto de Milha de 2012 a 2018 em Rédeas. Soma mais de 2.075 pontos na reprodução. Seus filhos são campeões em Rédeas, Ranch Sorting, Laço Individual, Team Penning, Laço Cabeça, Vaquejada, Laço Pé, Três Tambores e Working Cow Horse. Melhor garanhão do ABQM Awards por vários anos.

Mesmo com seu desaparecimento em novembro 2013, aos 21 anos, faz parte de um seleto grupo de reprodutores com excelente posição em todos os rankings. Por exemplo, é líder do ranking de Reprodutores da Associação Nacional do Cavalo de Rédeas com R$ 527.443,45.

Sua história se funde a de Alexandre Lima Sampaio Novais, do DA Ranch (In Memorian). É impossível pensar em um sem o outro. Antes de mais nada, sua genética é requisitada até hoje.

Filhos de destaque

Em Rédeas, destacam-se Silk Dun Doc, tem mais de R$ 40 mil em ganhos nas categorias Aberta e Amador, bem como 38,5 pontos em Registro de Mérito. Campeão de inúmeras provas de Derby, Super Stakes e ainda campeão Nacional ANCR 2012, do Potro do Futuro ANCR 2010, Congresso e Copa dos Campeões ABQM 2014.

Country Hit tem 37,7 pontos pela ABQM e quase R$ 50 mil em ganhos pela ANCR. Na Amador ganhou o Super Stakes ANCR 2019 N3 e N2 e ainda foi reservado N4. Enquanto na Aberta, foi campeão Potro do Futuro ANCR 2018 N3 e 4° lugar N4, campeão Super Stakes ANCR 2019. E ainda bicampeão Congresso ABQM 2018-19 e campeão Nacional ABQM 2018-19 e da Copa dos Campeões.

Por outro lado, seus dois filhos mais pontuados são Suzie Q Dun It, com 203,25 pontos em Ranch Sorting e Team Penning, e Pilgreen Dun It, 170 pontos pela ABQM, em Laço Individual. Sem dúvida, Country Dun It reuniu beleza com sua pelagem exótica, que imprimiu em seus filhos. Mas, acima de tudo, genética. Entrou para o Hall da Fama da ABQM em 2019, imortalizando seu legado.

Colaboração: ABQM
Crédito da foto: Divulgação/Gabriel OIiveira

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Rédeas

Lucio Casalecchi realiza o sonho de trabalhar com Rédeas nos EUA

Jovem que já passou uma temporada na Argentina mora e trabalha com a modalidade há dois anos nos Estados Unidos

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Há dois anos nos Estados Unidos, Lucio Pontes Casalecchi Filho, 24, agradece pelas oportunidades que vem recebendo de apresentar os cavalos treinados por ele em grandes eventos de Rédeas. O mais recente, OKRHA Ride & Slide, em Tulsa, em que foi campeão de duas categorias.

Nascido em Espírito Santo do Pinhal/SP, Lucio Casalecchi mora em Purcell, Oklahoma, trabalhando para o brasileiro Thiago Boechat. Desde que chegou aos Estados Unidos, já competiu na final do NRHA Futurity 2019, na final do NRBC 2020, foi campeão do Waco Open Derby. E agora No Derby de Tulsa, campeão Nível 2 e Novice Horse Open com Ruffed Up Spooks.

Lucio Casalecchi que já passou uma temporada na Argentina mora e trabalha com a modalidade há dois anos nos Estados Unidos
NRHA Futurity

E tudo começou quando ele decidiu ser treinador profissional de cavalos de Rédeas aos 14 anos, em 2010. “Eu treinava com meu tio e amigo Laercio Casalecchi, com quem aprendi muita coisa. E assim passei a ir às minhas primeiras competições, sempre na Aberta. Aliás, sempre foi meu objetivo e meta me tornar profissional”, conta Lucinho.

A fim de seguir aprendendo e evoluindo, ele correu muitas etapas do Núcleo Anhanguera. “Por vários anos, não tive oportunidade de correr em provas grandes, já que era eu que pagava minhas inscrições. Até que em 2016 participei do meu primeiro Campeonato Nacional da ANCR e consegui ser campeão Aberta N1. Com toda a certeza, sou muito grato a todos que me ajudaram e me incentivaram no Brasil”.

Voos mais altos

Para chegar com mais segurança aos Estados Unidos, que era o seu objetivo, Lucio Casalecchi deixou tudo no Brasil e se mudou para a Argentina. Trabalhou por um ano e meio com Edvaldo Gonçalves, treinando os cavalos de Alberto Casasco, segundo ele, um dos maiores criadores de Quarto de Milha do País.

“Foi uma experiência incrível! Escolhi passar por essa etapa antes de vir para os Estados Unidos, como uma forma de treinamento. Afinal, até então eu não tinha morado sozinho e trabalhado para outra pessoa a não ser meio tio. Por isso achei que seria interessante me certificar a fim de não cometer erros futuros”.

Lucio Casalecchi que já passou uma temporada na Argentina mora e trabalha com a modalidade há dois anos nos Estados Unidos
NRBC

Na Argentina, Lucio Casalecchi foi campeão nacional em todos os níveis, do 1 ao 4, e reservado campeão do Futurity Palermo. De acordo com o treinador, sua maior dificuldade de morar fora é a saudade da família e dos amigos. Contudo, em relação ao trabalho e ao idioma ele tirou de letra.

“Para o meu futuro espero evolução e crescimento sempre. O trabalho e constância nos mostra que estamos no caminho certo e com as pessoas certas ao nosso lado.”

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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Dicas de spin para potros em início de treinamento

Spin é uma das manobras que compõe a modalidade Rédeas e consiste em giros de 360º, executados sobre o posterior (interno) do cavalo fixo no solo

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Modalidade técnica e a base para o cavalo, a Rédeas tem movimentos precisos. O spin para potros em início de treinamento é uma das primeiras manobras que se ensina, e contém fundamentos que servirão inclusive para os demais movimentos do esporte.

Conversamos sobre o assunto com o treinador Pedro Ribaldo, que tem seu CT em Avaré/SP, no Rancho Karoline.

O spin é uma das manobras da modalidade Rédeas; fomos conversar com Pedro Ribaldo que deu dicas de spin para potros em início de treinamento

Confira algumas dicas:

  • “No início, sempre dou os comandos que eu vou usar quando ele já estiver pronto. Sempre abrindo a perna de dentro para aliviar a pressão, ‘abrindo a porta’ para ele seguir nessa direção”.
  • “Encosto a rédea de fora e trago a rédea de dentro na altura de onde quero que o cavalo dê o passo com a mão de dentro, trazendo o nariz dele um pouco para dentro”.
  • “Tento obter pelo menos uma cruzada de mão e saio andando para frente. Quando ele cruza, movimento para frente. Faço isso repetidamente até o cavalo não errar mais essa cruzada, não se atrapalhar nem cruzar por trás (a mão de fora cruzar por trás da mão de dentro). Não tento forçar duas cruzadas até ele saber uma limpa”.
  • “Nunca trago o cavalo para trás para tentar forçar a cruzada de mãos, pois isso dificulta ainda mais o processo. Sempre penso para frente e para o lado”.
O spin é uma das manobras da modalidade Rédeas; fomos conversar com Pedro Ribaldo que deu dicas de spin para potros em início de treinamento
  • “Nessa fase, não me preocupo com a posição da cabeça, apenas quero que ele se concentre na cruzada de mãos”.
  • “Aos poucos, vou acrescentando mais cruzadas. Com o tempo, o cavalo vai ficando mais mole das paletas, pegando confiança e cruzando com mais facilidade e mais constância”.
  • “É preciso ter paciência nessa fase e respeitar o tempo de cada um. Uns aprendem mais rápido e outros levam mais tempo”.

Ainda de acordo com Pedro, esse é o início de tudo, falando de potros em doma. “Isso não significa que o spin estará pronto. Quando as passadas estiverem limpas começo a me preocupar com posição, com costelas e garupa, afinar posicionamento do corpo e adicionar velocidade.”

O spin é uma das manobras da modalidade Rédeas; fomos conversar com Pedro Ribaldo que deu dicas de spin para potros em início de treinamento

Por Equipe Cavalus
Crédito das fotos: Plusoneandahalf

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