Tie-down Roping

Lucas Peres continua paixão da família pelo Laço Individual

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Os maiores incentivadores de Lucas na prática do Laço Individual são meu pai e os tios; família fomenta a modalidade na Fazenda Mandaguari

“Escolhi o Laço Individual porque sempre tive grande amor pelo laço. Sem dúvida, paixão que vem desde que nasci, vendo meus pais e meus tios laçarem”, afirma Lucas Bueno Peres. O jovem, habilidoso nas pistas, começou a laçar aos sete anos de idade. Antes de mais nada, somente três anos antes ele montou em um cavalo pela primeira vez.

Como competidor, ele se dedica a rotina de treinos com afinco. Sobretudo, desafio a ser perseguido todos os dias. Ele sabe que para ser campeão não basta somente ter a habilidade de um bom laçador. Precisa buscar sincronia, precisão, rapidez e sinergia entre cavalo e cavaleiro.

Entre seus títulos no Laço Individual, os títulos mais importantes foram o 2º Mega Calf Roping e a vitória no Campeonato da ANLB, em 2011. Também destaca como importante às participações em algumas etapas da ANLB, como a final de 2013. Assim como as vitórias pela ABQM: Congresso 2016 Jovem Laço Técnico; Nacional 2016 Jovem Laço Técnico e Cronometro; Copa dos Campeões 2016 Jovem Laço Técnico e Cronometro.

Ainda na Jovem, Lucas venceu o Congresso 2017 Laço Técnico e Cronometro; Nacional 2017 Laço Técnico e Cronometro; Copa dos Campeões 2017 Laço Técnico. Em seguida, Lucas foi campeão Congresso 2018 Laço Técnico e Cronometro; Copa dos Campeões 2018 Jovem Laço Técnico e Cronometro. Além disso, foi campeão do 1°Summer Trailers Calf Roping no Amador Técnico em 2018. Enquanto no Derby da ABQM Laço Individual Técnico ganhou na Aberta Castrado.

Diversos títulos conquistados na sela de Hancoock Dun’it, filho de Pilgreen Dun’it.

Os maiores incentivadores de Lucas na prática do Laço Individual são meu pai e os tios; família fomenta a modalidade na Fazenda Mandaguari
Foto: Reprodução Instagram/Rodolfo Lesse

Laços inseparáveis com a família

 A família, sobretudo, tem uma participação especial na vida do atleta. Algo que ele coloca como prioridade na rotina de treinos e provas. “Meus maiores incentivadores são meu pai Alexandre, meus tios Eduardo, Márcio e Junior. E ainda meus avós. Eles estão sempre na pista comigo me dando conselhos e me ajudando nos treinos e nas provas”, reforça Lucas.

De um lado, a paixão pelo esporte que escolheu e a dedicada rotina de treinos acompanhada de perto pela família. Por outro lado, sonhos e os desafios de um dia ser atleta de Laço Individual campeão nos Estados Unidos. Com efeito, vontade movida pela inspiração vitoriosa espelhada em cada um de seus ídolos: Cody Ohl, Roy Cooper, Tyson Durfey e Joe Beaver.

Colaboração: Mônica Gropelo/Editora Passos
Crédito da foto: Divulgação/Miguel Oliveira

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Nacional ANLI 2020 bate recorde de inscrições

Evento – que acontece nos dias 27 e 28 de novembro, no Haras NSG, em São Pedro/SP – registrou 450 inscritos, resultado de 245 cards

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O número de inscrições para o Nacional ANLI 2020 bateu todos os recordes. Ao todo, foram registrados 450 inscritos, entre as provas do Potro do Futuro, Prova Técnica, Final Pro Tie Down, Prova de Cronômetro, além de Breakaway Feminino e Jovem.

Antes de mais nada vale destacar que o evento acontece nos dias 27 e 28 de novembro, na arena do Haras NSG, em São Pedro/SP. Portanto, o local receberá os amantes do Laço Individual para a  disputa de uma premiação garantida que já ultrapassou os R$ 175 mil anunciado incialmente e está em R$ 200 mil. 

De acordo com o presidente da Associação Nacional do Laço Individual (ANLI), Fábio Luis Parizi, o recorde de inscrições é resultado de outra conquista da entidade. Afinal, o número de cards, ou seja, competidores associados pagantes atingiu a marca de 245. 

“A associação todo ano faz um card, que o competidor paga como se fosse uma anuidade. Assim, ele ganha o direito de correr nas provas credenciadas da associação. Além das provas que a associação faz. Como o Potro do Futuro, Prova Técnica e a Final. Vale lembrar que esse ano não teve a Final por causa da pandemia. Então, quem adquiriu o card esse ano vai poder participar da Final no ano que vem. Então, esses 245 cards aí são 245 competidores. Que é um numero muito legal”, frisa o presidente.

Nacional e Potro do Futuro da ANLI 2019 – Foto: Divulgação/Rodolfo Lessa

Ano de ascensão do Laço Individual

Fábio ainda enfatiza que, apesar da pandemia do novo coronavírus, a modalidade de Laço Individual teve uma ascensão significativa em 2020. Sobretudo, até a mais do que a ANLI imaginava no início do ano.

“Começamos o ano com 35 provas agendadas, credenciadas na associação, para ir tirando os rankings. Com isso, a gente projetava 180 cards no ano. Mas veio a pandemia e teve poucas provas. Mesmo com todos esses acontecimentos, conseguimos agora chegar com essa prova fazendo 245 cards, é muito legal. Porque o dinheiro da anuidade do card é 100% revertido para premiação da Final, que ficou para o ano que vem agora”.

Expectativa para o Nacional ANLI 2020

Diante destes números, a expectativa para o Campeonato Nacional ANLI é a melhor possível, garante o presidente. “Nos vamos fazer as provas em uma das melhores estruturas do país. Eu acho que a associação nunca teve uma prova tão bem feita, num lugar tão legal, como vai ser esse evento do dia 27 e 28. Vai ter competidor do Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Brasília e São Paulo”.

Paralelo a isso, a ANLI também tem se preocupado com os demais itens determinantes para o sucesso do evento. “A gente está preparando tudo de melhor. Uma bezerrada de uma qualidade excelente, de cruzamento industrial, de nelore, sadia, tudo lote homogêneo. Além de tudo dividido por categoria. Quadro de juízes com americano muito experiente, um dos melhores que tem nos Estados Unidos para julgar junto dos brasileiros. Manejo e preparado de pista igual é nos eventos da ABQM. Locução do Alessandro Mendes. Então, tudo caminhando para ser a melhor prova que a ANLI já fez”.

Programação do evento

Por Natália de Oliveira
Crédito da foto em destaque: Divulgação/Haras NSG

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Laço Individual: das tarefas do dia a dia dos ranchos ao rodeio

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Tie-Down Roping, ou Laço Individual, mostra a habilidade do competidor com a corda e o bezerro; o Brasil tem um campeão mundial da modalidade

A maioria dos esportes equestres que vemos hoje tem raízes nas tarefas da pecuária nos primeiros dias do Velho Oeste. Portanto, a origem do Tie-Down Roping, ou Laço Individual, é americana. Trabalhar com gado, pastorear bois e laçar bezerros são tarefas do dia a dia dos ranchos. Com toda a certeza, uma das ações mais antigas da atividade é o laço.

Naquela época, por volta do Século 18, os fazendeiros não tinham as comodidades de cercas elétricas. Nem da medicina moderna para lidar com o que tinham pela frente. Sobretudo, era um tempo em que o Oeste dos Estados Unidos estava subdesenvolvido. Embora o tempo e a tecnologia tenham mudado a paisagem por lá, tudo que é ligado ao rodeio parece inalterado.

Sem dúvida, uma das funções que continua até hoje em fazendas de todo o mundo. O Laço Individual, portanto, testa a habilidade do cavalo em seguir o bezerro em velocidade. Dessa forma, fornece ao cavaleiro a melhor oportunidade de laçá-lo. Anteriormente, a modalidade era chamada de Laço de Bezerro ou Calf Roping.

Assim como no Laço em Dupla, o Laço Individual nasceu dos deveres de vaqueiros. No dia a dia de seu trabalho, precisam pegar e conter bezerros para marcar ou tratar. Os fazendeiros se orgulhavam da velocidade com que podiam laçar os bezerros, o que logo transformou o trabalho em competições informais.

O esporte começou então com a Professional Rodeo Cowboys Association nos Estados Unidos. E chegou ao Brasil através da Associação Brasileira do Quarto de Milha.

Tie-Down Roping, ou Laço Individual, mostra a habilidade do competidor com a corda e o bezerro; o Brasil tem um campeão mundial da modalidade

Origem

Colocar a ‘mão na massa’ era tarefa dos fazendeiros de outrora. Precisavam, principalmente, confiar em seus instintos. Acima de tudo, ter a parceria dos seus cavalos e, eventualmente, de alguns bons amigos. Era necessário ‘sujar’ as mãos para fazer o trabalho de manejo que qualquer propriedade rural necessitava.

Uma das maiores, e provavelmente mais importantes, tarefas é garantir que seu rebanho seja saudável. Assim como que seu gado não se perca no pasto de seus vizinhos. Para evitar que essas coisas acontecessem, o pessoal daquela época aprendeu rapidamente como laçar seus bois. A contenção também ajuda na avaliação de algum machucado ou na marcação do gado.

Seja como for, uma coisa levou a outra e foi criada uma modalidade de laço nos rodeios. Ao contrário dos campos gramados dos tempos antigos, o Laço Individual moderno geralmente ocorre na terra. É mais seguro para o bezerro, para o competidor e seu cavalo. Para se ter um parâmetro, os bezerros devem pesar entre 90 a 127 kg.

Nas provas de Laço Individual a inspeção nos animais é rígida. Juízes registrados em Associações e com experiência atestam a sanidade física e mental do gado. Mas também dos cavalos. Entre as principais regras, a presença de um médico veterinário. E ainda clausulas específicas de bem-estar animal.

Tie-Down Roping, ou Laço Individual, mostra a habilidade do competidor com a corda e o bezerro; o Brasil tem um campeão mundial da modalidade

Regras

Depois de liberados na inspeção, os bezerros entram no brete. Quando chega a sua vez, recebem uma corda leve ao redor do pescoço, que desata quando a porta abre. Em frente ao brete do competidor também é armada uma barreira. Artifício usado para garantir que o bezerro tenha uma vantagem inicial.

Então, o laçador dá o sinal ‘verde’ e pede a liberação do bezerro. A porta o brete é aberta e eles correm em direção à pista. Os bezerros são sorteados para cada laçador. O competidor não pode ultrapassar sua barreira antes que o bezerro atravesse a dele. Caso ocorra, há uma penalidade de dez segundos ao seu tempo final.

O cronometro é acionado quando o laçador sente que está pronto. Em seguida, cavaleiro, cavaleiro e bezerro estão em velocidade na pista. Com o intuito de finalizar a corrida, o laçador joga a corda ao redor do pescoço do bezerro. Nesse momento, o cavalo faz uma parada, o cavaleiro desmonta e segue em direção ao bezerro a pé.

O laçador deve suspendê-lo, levantar as patas do chão para ‘peiar’ três delas. Feito isso, levanta a mão, o cronômetro para. Ele faz o caminho de volta ao seu cavalo. Enquanto isso, o juiz espera seis segundos para garantir que as pernas do bezerro permaneçam amarradas. Nesse meio tempo, se ele se soltar invalida a laçada.

Tie-Down Roping

O recorde mundial da modalidade é 6s3, de Rick Canton em 2005. A PRCA também marca 6s5 de Cody Oh na National Finals Rodeo de 2003. Mesmo tempo marcado por Clint Robinson em 2004 e Ryan Jarret em 2014. Mas é na casa dos 7 segundos que a maioria dos laçadores fica. Aliás, um tempo considerado perfeito aqui no Brasil também.

Além do laço cronometrado, por aqui uma modalidade que ganha cada vez mais espaço é o Laço Individual Técnico. Desse modo, o conjunto é avaliado de acordo com as manobras que executa e não através do tempo marcado. O laçador mais pontuado pela ABQM é o veterano Nolberto Bobeda. Enquanto no Técnico, Marcos Peres lidera como mais pontuado.

Além da ABQM, diversas associações realizam campeonatos. A entidade mais representativa hoje é a Associação Nacional de Laço Individual – ANLI. Do mesmo modo que a PRO Tie-Down Roping, recém-criada para fomentar a categoria profissional. Do Mirim ao Master, todos podem laçar.

Tie-Down Roping, ou Laço Individual, mostra a habilidade do competidor com a corda e o bezerro; o Brasil tem um campeão mundial da modalidade

Brasileiro campeão mundial de Laço Individual

Em 2017, o mundo parou para ver Marcos Alan Costa ser campeão mundial PRCA de Tie-Down Roping. Como se diz hoje em dia, ele ‘zerou a vida’ ao conquistar o título mais sonhado de dez entre dez laçadores. O brasileiro terminou a temporada 2017 com US$ 317.421,33. Foi uma vitória conquistada round a round. Natural do Paraná, o laçador hoje mora em Childress, Texas, com sua esposa, a amazona Keyla Polizello.

Com a mentoria de Stran Smith, ele foi para os Estados Unidos. Desde 2014 atua profissionalmente pela PRCA. Ao todo, são mais de US$ 830 mil em ganhos e três finais mundiais. Marquinhos estava liderando o ranking 2018 quando machucou o joelho. Precisou abrir mão da temporada para fazer cirurgia e se recuperar. Desde então, luta bravamente com os melhores do mundo para retornar ao topo da tabela. Em 2019 foi 19° colocado e na atual classificação é o 29°.

Entre seus feitos ainda na ‘terra do Tio Sam’, foi segundo lugar no ranking de Novato do Ano em 2014. Nos anos seguintes, ganhou diversas etapas do campeonato mundial. Entre elas o importante rodeio de Denver em 2017 e foi campeão do circuito do Texas em 2018. Marquinhos também foi bicampeão mundial AQHA 2017-18. Assim como ganhou o The Patriot esse ano.

Fonte: Silver Spurs Rodeo, Wikipedia, ProRodeo
Crédito das fotos: PRCA, East Oregonian, Spicer Gripp

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Conheça Marco Aurélio Pereira Filho, destaque do Laço Individual

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Lelo, como é conhecido no cavalo e do Laço Individual, tem contato com o meio desde que nasceu

Marco Aurélio Pereira Filho, 31, é natural de São João da Boa Vista/SP. Região bastante forte no cavalo, assim como no Laço Individual. Mas Lelo, como é conhecido no meio, mora há 20 anos em Jaguariúna/SP. Entre suas lembranças de família, sua mãe conta que seu primeiro presente quando bebê foi uma sela para cavalo em vez de um berço.

Com toda a certeza, um empurrãozinho do destino para que ele se tornasse o profissional que é hoje no Laço Individual. A saber, entre seus principais títulos, Lelo é campeão Nacional ABQM Jovem, Amador e Aberta. Assim como foi campeão da segunda etapa da PRO Tie Down Roping  e campeão CRLI.

O laçador e treinador é formado em medicina veterinária pela Uni FAJ. Pensando no fomento do esporte e dos profissionais, é ainda um dos idealizadores da PRO Tie Down Roping. Conversamos com ele, confira!

Lelo, como é conhecido no cavalo e do Laço Individual, tem contato com o meio desde que nasceu. Ama sua profissão e se vê realizado!

Como tudo começou

“Era um bebê, literalmente, quando tive meu primeiro contato com cavalos. Meu pai, apesar de não ter praticado nenhuma modalidade, sempre foi um grande incentivador do Laço Individual e em Dupla. E, na época, minha mãe diz que meu primeiro presente de nascido foi uma sela e não um berço.

Assim sendo, comecei a montar na chácara do meu pai, em Vargem Grande do Sul/SP. Aos 5 anos já participava de alguma provinhas de Tambor e Baliza. Estar no meio com meu cavalo aconteceu de forma bastante natural. Então, percebi que eu sempre queria fazer aquilo [estar nas provas].”

Laço Individual

“Minha paixão sempre foi o Laço. Contudo, no começo, por não ter tamanho, não ter a destreza de dominar a corda e o cavalo, fiz um pouco de Tambor e Baliza. Mais sempre treinando para ser laçador.

Sem dúvida, o laço me conquistou desde o primeiro dia que conheci. Na verdade sempre fui um laçador, vivia com a corda na mão. Laçava tudo e todos (risos), inclusive levava a corda para a escola como meu brinquedo favorito.

Não me recordo bem da primeira prova. Mas lembro bastante dessa época. Meus pais organizavam e fomentavam o esporte na região de São João. Então, eu e meu irmão vivemos naquele meio desde sempre. Crescemos assim por toda nossa infância, e se pudesse repetiria tudo de novo.

O esporte equestre é tão presente, que além do meu dia a dia com o Laço Individual, também pratico Laço em Dupla nas horas vagas”.

Profissão

“Sempre soube que queria laçar profissionalmente. Mesmo tendo feito faculdade e outras coisas, o foco sempre foi fazer algo para agregar na profissão como treinador de Laço Individual.

Assim, treinar cavalos veio como consequência de tentar ter bons cavalos para laçar. Nunca tivemos dinheiro para comprar o melhor cavalo. Então, além de laçar começamos a treinar para ter bons cavalos e competir.

Portanto, a decisão de seguir essa profissão acredito que está comigo desde sempre. Nunca foi um sonho, mais sim um objetivo de vida. Em resumo, para mim não existia outra alternativa a não ser levar essa vida.

Lelo, como é conhecido no cavalo e do Laço Individual, tem contato com o meio desde que nasceu. Ama sua profissão e se vê realizado!

Meu maior desafio, com toda a certeza, é manter o foco. Apesar de ser eu ter o maior prazer na profissão, tive que privar de muitas coisas durante a vida. Tudo isso como resultado de dedicação e aperfeiçoamento diários.

Uma das coisas que me faz perder o sono são os erros. Por mais que sejam inevitáveis, saber que você está para ganhar uma prova e cometer um erro bagunça a cabeça. Manter a cabeça no lugar sempre é um grande desafio.

Inegavelmente, sou realizado em poder fazer o que eu quis quando criança. Amo laçar, amo competir e isso que me faz acordar, fazer exercícios, comer certo, preservar o corpo para poder competir e prolongar minha carreira.”

Foto: Rodolfo Lesse

Competidor

“Hoje monto bons cavalos. A Sweet Lassie chegou e muitos duvidavam. Com ela fui campeão Nacional ABQM Aberta com 19 anos. Com o Doctor Roosters, trabalhei junto com meu irmão e o tornamos um dos melhores do país. Também monto VPF Pop Fever, campeã Potro do Futuro ANLI. E ainda Tuffy, Chiplena, Miss, entre outros, cada um importante em um determinado período.

Um dos momentos que mais me marcou até hoje foi no rodeio de Jaguariuna em 2004. Estava  classificado para semifinal do Laço Individual e na época tinha 15 anos. Quem conhece sabe que é um rodeio extremamente apertado. Me vi, sobretudo, no meio de todas as ‘feras’ do esporte.

Lelo, como é conhecido no cavalo e do Laço Individual, tem contato com o meio desde que nasceu. Ama sua profissão e se vê realizado!
Foto: Miguel Oliveira

Quando entrei na arena, o locutor Rafael Vilela me exaltou. Disse que eu era de Jaguariúna, representava a cidade, senti o grito da arquibancada, uma saudação inexplicável. Na época o sentido de rodeio era mais tradicional, o público era outro, a essência da festa de peão era outra. A torcida era para mim aquele dia, inexplicável.”

PRO Tie Down Roping

“A PRO Tie Down Roping surgiu com o intuito de valorização. Valorizar a imagem dos profissionais, as premiações, os animais. E para isso acontecer precisávamos de exposição e financeiro. Então, buscamos profissionalizar mais a coisa toda.

Criamos uma página no Instagram, que conta a história, mostra os resultados e expõe a imagem dos atletas e animais. Desse modo, o objetivo é mostrá-los para todos, o que fazem e quem são de verdade os profissionais, não apenas conhecer por nome.

Lelo, como é conhecido no cavalo e do Laço Individual, tem contato com o meio desde que nasceu. Ama sua profissão e se vê realizado!
Foto: Miguel Oliveira

Hoje estamos com uma parceria com a Loja Western Jaguariúna. O Saulinho está fabricando e vendendo os produtos da linha PRO. Temos bonés, peias, camisetas, camisas. Assim como muitas novidades de vestuário e traias estão chegando. O dinheiro das vendas são revertidos para a premiação das provas PRO.

Começamos em 2019 e foi um grande passo, distribuímos mais de R$ 70.000,00 em prêmios, atingindo o objetivo inicial. 2020 estava inclinado para ser um ano excelente. O Laço Individual em forte crescente pelas mãos da ANLI. Enquanto a PRO pretendia lançar grandes projetos.

Com a pandemia, atrasou tudo. Estamos ainda em uma fase de incerteza das provas e para realizar eventos. Nesse meio tempo, fortalecemos a marca e nosso caixa, para que quando voltar tenhamos uma temporada sensacional.”

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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