Western Pleasure

ANWP realiza 1ª Etapa do Campeonato 2022

Inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo SPG Sistema. Serão R$ 10 mil em premiações somados ao rateio das inscrições

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Atenta ao crescimento expressivo da categoria Western Pleasure nas provas oficiais e oficializadas da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Quarto de Milha (ABQM), a Associação Nacional de Western Pleasure (ANWP), lança seu primeiro campeonato o ANWP 2022.

Aberto a todas as raças e oficializado pela ABQM e pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Paint (ABCPaint), o torneio acontece na Fazenda Barrinha, em Espírito Santo do Pinhal (SP), em três etapas, sendo a 1ª Etapa no dia 18 de fevereiro, a 2ª Etapa no dia 8 de abril, e a final em 9 de junho.

As inscrições para a 1ª Etapa do Campeonato podem ser realizadas pelo SGP Sistema. Nessa etapa, há premiação garantida de R$ 10 mil aos participantes, além do rateio de inscrições nas categorias Aberta Livre, Aberta Light, Amador, Amador Principiante, Jovem A (13 anos ou menos), Jovem B (14 a 18 anos), Jovem A Principiante (11 anos ou menos), Jovem B Principiante (12 a 14 anos), Jovem C Principiante (15 a 18 anos), Pré-Futurity Aberta e Pré-Futurity Amador. Ainda há uma categoria incentivo, chamada Iniciante, para cavaleiros que farão prova pela primeira vez.

O julgamento estará a cargo do juiz Fernando de Oliveira.

O evento contará ainda com a transmissão ao vivo pela HorsePix.

Incentivos a modalidade

Visando incrementar o número de participantes e de animais competitivos, a Associação tem como objetivos promover a modalidade Western Pleasure em todo o território brasileiro; incentivar o número de provas oficiais e oficializadas; realizar intercâmbio com entidades congêneres que visem o mesmo objetivo; manter relações e entendimentos buscando colaborar com todas as associações de criadores relacionadas aos animais, em especial a ABQM; e criar um canal de comunicação com todos que gostam da modalidade, mas não tinham um espaço para essa troca de ideias.

Segundo Diego Ramos, Diretor Técnico da ANWP e responsável por 10 campeonatos Potro do Futuro de Western Pleasure, a boa iniciação de um cavalo na modalidade reflete em uma base sólida, que permite que o cavalo possa prosseguir em qualquer outra modalidade, pois os movimentos de passo trote, galope são as bases de uma boa guia bem como o recuo.

Atualmente, a Associação conta com provas oficiais da ABQM e as provas oficializadas de Western Pleasure, que acontecem conjuntamente às provas dos Núcleos de Rédeas, em que também competem vários cavaleiros da modalidade.

Através dos Núcleos, a entidade passou a receber incentivo de premiações, o que despertou naturalmente o interesse de competidores para a modalidade. “Nós sabemos que uma modalidade só poderá crescer se tiver organização, objetivos em comum, boa premiação, suporte das Associações de raça e divulgação. O conhecimento e o interesse vão sendo, então, disseminados. Muitos têm cavalos voltados especificamente à modalidade e também muitos têm bons animais que competem em outras modalidades e fazem boas provas no Western Pleasure. Essa, inclusive, é uma das características da própria raça QM”, destacam os organizadores do Campeonato.

Para mais informações sobre o Campeonato e sobre a Associação pelos telefones (19) 99613-2071 (Kiki Benevides – Presidente ANPW), (11) 9923-4502 (D. Helô), (14) 99118-6923 (Lucas Machado) e (11) 9916-4163 (Natalia).

Por: Equipe Cavalus Comunicação

Fotos: Divulgação

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Western Pleasure

Western Pleasure reúne elegância e equitação apurada

Modalidade que coloca em julgamento o passo, trote e galope do cavalo e a habilidade do cavaleiro em manter a calma e o controle completo

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Com toda a certeza, a modalidade mais elegante do meio equestre. O Western Pleasure coloca em julgamento o passo, trote e galope do cavalo e a habilidade do cavaleiro em manter a calma e o controle completo. Quem olha da beira da cerca pensa que é bem fácil competir nesse esporte. Mas, não se engane.

Essa sensação de que o conjunto – cavalo e cavaleiro – não faz esforço algum se dá justamente por conta da habilidade e treinamento deles. Buscam, acima de tudo, parecer o mais leve possível. Por isso, a dupla tem de ter harmonia total. O cavaleiro comanda o cavalo, que recebe os comandos de maneira praticamente imperceptível.

Como o nome já diz, o Western Pleasure é o prazer de montar o cavalo. Então é uma prova de passo, trote e galope; galope, trote, passo e recuo. Bastante difundida nos Estados Unidos, que nunca perdeu por lá a grandeza e a quantidade de praticantes, no Brasil os apaixonados pelo esporte seguem na luta pelo fomento. Para ajudar nesse fortalecimento, nasceu em maio de 2020 a Associação Nacional do Cavalo de Western Pleasure – ANWP.

O cavalo de Pleasure é mais tranquilo, a prova não é contra o cronômetro, não tem obstáculos. Então, em teoria, ela é uma grande porta de entrada para as pessoas que gostam de montar, que as vezes não montam tão bem ou que querem começar para uma modalidade. Ganham confiança em montar a cavalo, a competir, e depois seguem para outras modalidades.

Western Pleasure coloca em julgamento o passo, trote e galope do cavalo e a habilidade do cavaleiro em manter a calma e o controle completo

Origem do Western Pleasure

A modalidade, então, tem origem no velho oeste, período em que se percorriam grandes distâncias a cavalo. Para que o cavaleiro e o animal suportassem esses longos trajetos, os criadores passaram a selecionar animais com movimentação boa no trote, ou seja, macio. Cobriam uma distância grande, porque a passada é longa e não cansa o animal e o cavaleiro conseguia montar.

Em outras palavras, notou-se a importância de se formar conjuntos harmônicos no andamento e surgiu a modalidade Western Pleasure. Nela, os participantes competem juntos, caminhando em volta do perímetro da arena a passo, depois a trote e, por último, a galope. A pedido do juiz da prova, os cavaleiros seguram as rédeas apenas com uma mão, por exemplo, e não se pode mudar de mão durante a prova. O cavaleiro não pode tocar na sela ou no cavalo com a sua mão livre ao decorrer do percurso.

Seguindo tais princípios, o cavalo mostra sua facilidade em mudar de andamento a pedido do juiz e ao comando do cavaleiro. Outro fator importante nas provas é notar a tranquilidade do animal nas mudanças de andamento. Se está andando na mão correta, além da posição do pescoço e da cabeça. Requer, sobretudo, dedicação, concentração e paciência daqueles que a praticam. Apesar de ser técnica, com necessidade de um conhecimento aprofundado de montaria, ela é até mais fácil de se praticar do que outros esportes equestres.

Algumas raças que mantém o Western Pleasure em suas programações de eventos são Quarto de Milha, Paint Horse e Appaloosa.

Fonte: Canal Rural e Editora Passos
Crédito das fotos: Divulgação/APHA e AQHA

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Western Pleasure

Criada a Associação Nacional de Western Pleasure

A modalidade preza harmonia no andamento e foi criada no Velho Oeste, período em que se percorriam grandes distâncias a cavalo

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Fundada em Maio de 2020, a Associação Nacional do Cavalo de Western Pleasure – ANWP tem sede em Itapira/SP. Kiki Benevides é a Diretora Presidente. Por um período de dois anos, até maio de 2022, a primeira diretoria terá ainda Diego Ramos, Mônica Carvalho, José Pinfildi Neto, Regina Célia Rocha, Heloisa Chiattone, Gilson Vendrame e Leticia Farina Candido de Oliveira.

“O crescimento expressivo de participantes de Western Pleasure nas provas oficiais da ABQM nos últimos anos nos levou a pensar na união. Juntar em uma associação tantas pessoas que gostam da modalidade. E que, acima de tudo, podem se beneficiar dessa congregação de ideais”, conta Kiki Benevides.

Antes de mais nada, a entrada dela na para a Comissão de Western Pleasure, Conformação e Performance Halter  da ABQM fortaleceu a possibilidade de expandir a modalidade. “A cada foto que postávamos em redes sociais, recebíamos solicitações de orientações e sugestões. Mais do que em tempo e, principalmente, visando incentivar e seguir esse crescimento, pensamos na criação da Associação”.

A modalidade preza harmonia no andamento e foi criada no Velho Oeste, período em que se percorriam grandes distâncias a cavalo

Metas para a Associação de Western Pleasure

Além do objetivo maior de incrementar o número de participantes e animais competitivos, a Associação tem como missão promover a modalidade Western Pleasure em todo o território brasileiro. De acordo com Kiki, é meta ainda incentivar o número de provas oficiais e oficializadas. Bem como realizar intercâmbio com entidades congêneres que visem o mesmo objetivo.

A fim de manter-se no propósito de expansão, a ANWP tem intenção de manter relações e entendimentos para colaborar com todas as associações de criadores relacionadas aos animais. “Em especial, com a Associação Brasileira do Cavalo Quarto de Milha. Assim, queremos também criar um canal de comunicação com todos que gostam da modalidade, mas não tinham um espaço para essa troca de ideias”, relata a competidora e criadora.

A modalidade preza harmonia no andamento e foi criada no Velho Oeste, período em que se percorriam grandes distâncias a cavalo

Incentivos e a importância dos Núcleos

Atualmente, o Western Pleasure acontece em todas as provas oficiais do cavalo Quarto de Milha, pela ABQM. Do mesmo modo que a modalidade é ativa em provas oficializadas, que acontecem junto às provas de rédeas no Núcleo Anhanguera do Cavalo de Rédeas e no Núcleo Castelo do Cavalo de Rédeas.

“Foi através dos Núcleos que passamos a receber incentivo de premiações. Dessa forma, voltamos, naturalmente, o olhar dos participantes para o esporte. Nós sabemos que uma modalidade só poderá crescer se tiver organização, objetivos em comum, boa premiação, suporte das Associações de raça e divulgação”, pondera a presidente da ANWP.

Com efeito, se todos os pontos acima forem seguidos, o conhecimento e o interesse serão, então, disseminados. “Muitos tem cavalos voltados especificamente à modalidade e também muitos tem bons animais que competem em outras provas. Esses, habilidosos, fazem boas provas no Western Pleasure também”.

Por outro lado, a criação da ANWP levou antigos competidores a reviver os tempos áureos do Western Pleasure no Brasil. “Quando partimos para a organização da Associação, recebemos muitas mensagens. Inclusive de antigos competidores que relembraram as provas que contavam com muitos participantes”.

Futuro

A ANWP segue com um grupo unido, com a finalidade de fortalecer e incrementar todos os ideais já citados. Em resumo, seguem firmes no incremento de provas, bem como participam ativamente no Comitê de Western Pleasure da ABQM. Inclusive, muito se discutiu durante o Campeonato Nacional e Potro do Futuro 2020 em Araçatuba/SP.

Como todos sabem, o distanciamento social imposto pela pandemia da Covid-19 dificultou a realização de novos projetos. Contudo, a Associação já tem o planejamento três provas oficializadas em parceria com os Núcleos de Rédeas para 2021. Também há o projeto para a realização de clinicas da modalidade, que objetivam fortalecer e instrumentalizar o conhecimento técnico a novos participantes.

“É fundamental destacar ainda que a Associação nasce bastante forte com apoio da Rações Vale, Sioux de Luxe, Fazenda Pantaleão, NeutralCare, Anglo Itapira e Mogi, Jequitibá Comunicação, VZE, FNSL, Carneiro Freios, Cândido’sRanch”, finaliza Kiki. Fique ligado: @western_pleasure_.

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Cedidas/ABQM

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Western Pleasure

O futuro do Western Pleasure ganhou reforço de peso

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Motivadas por competidoras experientes, crianças tomam gosto pela modalidade

Além de proporcionar conhecimento aprofundado de montaria, a modalidade é uma grande porta de entrada para a prática de outros esportes equestres. Esse é o Western Pleasure, bastante difundido nos Estados Unidos, mas com poucos praticantes no Brasil.

Para se ter uma ideia, por lá chega-se a ter mais de 200 inscrições por prova. Tal fato deve-se aos benefícios que o esporte proporciona aos seus praticantes, seja o cavaleiro ou o cavalo. A modalidade tem origem no velho oeste, período em que se percorriam grandes distâncias a cavalo.

Para que o cavaleiro e o animal suportassem esses longos trajetos, os criadores passaram a selecionar cavalos com movimentação boa no trote, ou seja, macio. Assim, notou-se a importância de se formar conjuntos harmônicos no andamento. Nasceu a modalidade.

Leticia, Kiki e Sophia

Quem a pratica aqui no Brasil, é apaixonado por tudo que envolve o Pleasure. Especialmente, o prazer de montar. Outro fato que pesa a favor da modalidade, é o reforço para uma melhora de postura durante a equitação. Algo que pode ser útil em qualquer momento da vida do cavaleiro.

Há dois anos, mais ou menos, Kiki Benevides e Letícia Farina Cândido se uniram em busca do fortalecimento do Western Pleasure no Brasil. “É uma modalidade linda, que sempre teve muitos adeptos, mas que estava ‘adormecida’. Kiki era uma das únicas que continuava firme e forte, competindo e fazendo de tudo para levantar a modalidade. Há alguns anos comecei a competir também. Depois veio o Gabriel Claro”, conta Leticia.

Por estar sempre juntos nas provas, os três se uniram ainda mais a buscar uma solução para não deixar o esporte ‘morrer’, E o que seria melhor do que incentivar as crianças a conhecer, praticar e se apaixonar pelo Pleasure?

Western Pleasure

Leticia, Valentina, Octavio e Gabriel Claro

Para quem nunca viu uma prova, nessa modalidade os participantes competem juntos. Eles caminham em volta do perímetro da arena a passo, depois a trote e, por último, a galope. A pedido do juiz da prova, os cavaleiros devem segurar as rédeas apenas com uma mão e não se pode mudar de mão durante a prova. O cavaleiro não pode tocar na sela ou no cavalo com a sua mão livre ao decorrer do percurso.

Então, a cada categoria, todos os inscritos entram juntos e realizam a prova conforme descrito acima. Esse é um fator, que Letícia lembra, dificultar para que cada cavaleiro que pratica possa atuar com mais de um cavalo. Então, qual a solução?

“Uma das alternativas que vimos foi colocarmos as crianças para competirem nos nossos cavalos nas categorias Jovem e Jovem Principiante. Além de aumentarmos o número de inscrições na modalidade, tornou-se uma forma de incentivo para essa nova geração”. E tem dado certo. De 2017 para 2018, houve um aumento de 70% nas inscrições do Congresso da ABQM, por exemplo.

Western Pleasure

Valentina Cipolla Lunardini

As opções que se têm hoje para o Western Pleasure se limitam às provas da ABQM – Congresso, Nacional, Copa dos Campeões e Potro do Futuro -, além das provas no Núcleo Anhanguera. Mas Letícia reforça que com esse crescimento, estão buscando mais parceiros e patrocinadores para que seja possível fazer mais provas regionais.

Valentina Cipolla Lunardini e o irmão Octavio estão entre as crianças que aderiram ao esporte. “Em 2016, meu irmão participou pela primeira vez no Western Pleasure. Nesse dia eu conheci a modalidade, com movimentos suaves e elegantes. Esse ano, recebi o convite da Letícia para montar em uma de suas éguas no Congresso da ABQM”, lembra Valentina.

Ela conta que ficou muito feliz com o convite, mas um pouco nervosa. “Nunca tinha feito essa modalidade, mas ocorreu tudo bem e eu peguei o segundo lugar. Novamente, Leticia me chamou para o Nacional, me emprestando outro cavalo. Novamente fiquei em segundo, e ganhei o Castrado. E gostei muito de competir nessa modalidade, porque além de ser linda, me ajudou muito na postura e o controle do cavalo”.

Western Pleasure

Octavio Cipolla Lunardini

Para Octavio, como o próprio nome da modalidade diz, é um prazer enorme começar a correr. “O Western é uma modalidade muito elegante e com movimentos suaves e controle do animal. É preciso já saber bem de montaria para fazer uma apresentação no Western Pleasure. Minha primeira vez foi em 2016, com meu cavalo de Rédeas”, conta ele, reforçando que tomou gosto pela modalidade.

Western Pleasure

Sophia Oliveira Teixeira

Esse ano, a Leticia e o Gabriel Claro, que é treinador da Kyara Dun It, fizeram convite para ele competir no Congresso ABQM e no Campeonato Nacional ABQM com essa égua. “Alcançamos o lugar mais alto do pódio, o primeiro lugar. A égua é simplesmente excelente e muito concentrada no que faz, facilitando muito nas apresentações. Quero muito continuar treinando e me aprimorando nesta modalidade”.

Aos oito anos, Sophia Oliveira Teixeira se considera bastante iniciante nos esportes equestres. Ela treinava somente Rédeas, até que a Kiki a convidou para o Pleasure. “Eu não conhecia nada e fiquei com medo. Também não conhecia a égua. Mas a Kiki me deu a maior segurança. Treinei em casa, com meu cavalo de Rédeas. Antes da prova em Londrina, treinamos até tarde. Queria fazer bonito”, conta a pequena.

Ela saiu da pista segurando o choro. “Fiquei muito emocionada após a prova. Apresentei a Naja Moon e ficamos em quarto lugar. A Kiki me ensinou direitinho. Só conseguia abraçar minha mãe e chorar de alegria. Quando eu estava quase conseguindo me acalmar, fiquei sabendo que tinha classificado para a Copa dos Campeões. Agora não quero mais fazer só Rédeas, quero continuar no Western Pleasure também”.

Que Kiki Benevides, Leticia Farina Cândido e Gabriel Claro continuem firmes e fortes nessa caminhada. “Começamos para incentivar as crianças e teremos um prazer imenso que mais pessoas, independente se forem adultos ou crianças, entrem na modalidade!!!”, finaliza Letícia.

Por Luciana Omena
Fotos: Cedidas

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Western Pleasure

Merry Six Cash em um ano ganhou 16 primeiros prêmios, todos de campeã

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Criação da Fazenda Pantaleão, de Kiki Benevides, a matriz é destaque no ranking ABQM

Uma égua 100% nacional, de criação e propriedade da Fazenda Pantaleão, em Amparo/SP, Merry Six Cash vem fazendo história. Parece que estava destinada a brilhar nas mãos de Kiki Benevides. Filha de Streak Of Princess e Holly Gold Bill, animais também de propriedade de Kiki, Merry nasceu para as pistas de Três Tambores. Sua linhagem levou seus donos a fazer esses planos. Foi a primeira potra que nasceu na Pantaleão quando passou a ser administrada pela competidora. Desde sempre, ela mostrou qualidades como a inteligência. Em sua personalidade, porém, reinava a mansidão.

Conclusão: uma ótima égua, mas sem muita velocidade, o que complicou os planos dela para seguir carreira nos Três Tambores. Kiki tomou a decisão, com o coração partido, de vendê-la. “Sabe aquela coisa que não era para ser? Fechei umas quatro vendas e nenhuma deu certo. As pessoas sumiam, desistiam, ou qualquer outra desculpa bizarra. Difícil de acreditar. Então, em dezembro de 2016, após vender meus dois cavalos de Rédeas, em que eu também fazia Western Pleasure, tive que pensar em um novo animal de prova, em que eu pudesse seguir no Pleasure. Logo ia acontecer uma etapa do Núcleo Anhanguera de Rédeas, que teria Pleasure na programação e pontuaria para ABQM. Aquele desespero por dentro, sem saber o que fazer, até que olhei para o lado e ela estava me olhando com aquele olhar meigo e doce”, relembra Kiki.

A resposta para todos os problemas estava ali, bem ao lado dela! Uma égua linda, zaina, habilidosa, inteligente e, calma. Fica até uma história curiosa, já que Merry, aos seis anos de idade, mudou da velocidade máxima para o andar mais calmo possível. “No começo fiquei com dó, pois ela não entendia muito bem. Passou quatro anos sendo estimulada a andar rápido e correr, e agora estava eu lá, pedindo para ela ir devagar”. Mas, uma qualidade nela foi fator decisivo para torná-la a melhor égua de Western Pleasure hoje, sua mansidão. Uma égua de 1m65 com movimentos suaves iguais uma pluma.

Foi ai que tudo clareou para Kiki. “Não entendia porque não conseguia vendê-la e depois vi que Deus estava preparado algo bem maior para nós duas, principalmente para ela, mostrando o motivo maior dela ter vindo ao mundo”. Ai, em um mês ela teve que ficar pronta para a prova. E onde seria o evento? Na Fazenda Nossa Senhora de Lourdes, onde Merry sempre foi para correr Três Tambores. A competidora ficou apreensiva, mas deu tudo certo no final. A égua se comportou muito bem, assimilou muito bem os treinos e chegou a sua primeira vitória no Western Pleasure.

Quase um ano depois, foram 16 primeiro lugares. Desde que começou a nova modalidade ela não perdeu uma vez se quer. Sensacional! Seus títulos: Tríplice Coroada WP Aberta 2017, Triplice Coroada WP Amador 2017, ABQM Awards WP Aberta, ABQM Awards WP Amador, campeã Western Pleasure 2ª etapa do Núcleo Anhanguera do Cavalo de Rédeas 2017 Aberta Livre, 2ª etapa do Núcleo Anhanguera do Cavalo de Rédeas 2017 Amador, Congresso ABQM 2017 Aberta Senior, campeã AQHA Aberta Sr Congresso ABQM 2017, campeã Amador Congresso ABQM 2017, campeã AQHA Amador Congresso ABQM 2017, campeã Western Pleasure 3ª etapa do Núcleo Anhanguera do Cavalo de Rédeas 2017 Aberta Livre, campeã Western Pleasure 3ª etapa do Núcleo Anhanguera do Cavalo de Rédeas 2017 Amador, campeã Aberta Sr Campeonato Nacional ABQM 2017, campeã AQHA Aberta Sr Campeonato Nacional ABQM 2017; campeã Amador Campeonato Nacional ABQM 2017. campeã AQHA Amador Campeonato Nacional ABQM 2017, campeã Aberta Sr Copa dos Campeões ABQM 2017, campeã AQHA Aberta Sr Copa dos Campeões ABQM 2017, campeã Amador Copa dos Campeões ABQM 2017 e campeã AQHA Amador Copa dos Campeões ABQM 2017.

Merry Six Cash não foi para reprodução, ficou reservada apenas para as competições. E tudo isso é apenas o começo de uma carreira que promete ainda muito mais sucesso!

Por Luciana Omena

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Western Pleasure

Primeira etapa do Paulista de Pleasure superou expectativas

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Prova aconteceu em Avaré/SP, dia 28 de outubro, com apoio de patrocinadores, competidores e muitos amigos

A primeira etapa do Núcleo Castelo Branco de Western Pleasure foi um sucesso! “Superamos nossas expectativas em 200%. Saiu tudo como imaginamos, todo mundo foi para casa satisfeito, conseguimos um apoio sensacional. Estamos muito felizes”, comenta Letícia Farina Cândido, que está à frente dessa organização. As provas aconteceram na EMAPA, em Avaré, no sábado, 28 de outubro, na sequência das provas de Rédeas, etapa do campeonato paulista pelo Núcleo Castelo Branco.

A premiação foi garantida e os competidores que participarem das três etapas estarão concorrendo ao sorteio de calça de couro ao final do campeonato. Apesar de pouco difundido em território brasileiro, o Western Pleasure é uma das modalidades com o maior número de adeptos nos Estados Unidos, com provas que chegam a registrar mais de 200 inscrições. Tal fato deve-se aos benefícios que o esporte proporciona aos seus praticantes, seja o cavaleiro ou o cavalo. E pensando em impulsionar ainda mais o esporte por aqui, nasceu o Núcleo Castelo, estreando com o pé direito.

“Foi uma prova pequena, mas muito bacana! Premiados muito bem e demos brindes como chapéu  importado, camisa, calça, colete. O pessoal saiu daqui muito feliz e isso nos deixou animados para dar continuidade ao esse levante em prol do Western Pleasure. Foi uma prova conjunta com o NCCR e o pessoal de Rédeas também curtiu muito. Conseguimos 100% de patrocínio para os troféus, juiz, tivemos a colaboração de muitas pessoas, o que é muito importante para o crescimento da modalidade. Ficou uma impressão muito boa dessa primeira etapa e a segunda tem tudo para ser melhor ainda. Quem veio vai voltar e quem não veio vai ouvir falar bem, e estará conosco nas próximas. Queríamos nos esmerar na organização e o objetivo foi mais do que atingido”, comenta Letícia, agradecendo aos patrocinadores Di Vialli, Vitrine do Cowboy, Selaria Santos, Supra, Agro Giro , Organact, Marcenaria Anápolis, ao apoio do NCCR e ao juiz da prova Nelson Rodrigues.

A próxima etapa ainda não está marcada, mas deverá acontecer em janeiro.

E os campeões foram:

Aberta Sênior – Marco Antônio ‘Juca’ – Fazito Whiz

Aberta Junior – Letícia Farina Cândido – Kyara Dun It

Amador Principinate – Fabiana Ruman – Junior Country Dun It

Jovem Maria Luiza Freut – Little Steppin  VSJ

Potro do Futuro Aberta – Gustavo Cruz – Next Steppin VSJ

Potro do Futuro Amador – Letícia Farina Cândido  – Next Steppin VSJ

Rédeas

No mesmo dia aconteceu a segunda etapa do NCCR 2017/2018, campeonato que faz parte do Núcleo Paulista de Rédeas da ANCR.

Campeões:

Aberta – Miguel Cruz – Tallin Cindy Whiz

Aberta Principiante – Gustavo Cirillo – Helluva Drag

Amador – Marcelo Fornetti – Great Off Spark

Amador Principiante – Jessika Monassi – Guaraná Winnin

Jovem 10 – Maria Luiza Fruet – Little Step

Jovem 10+ –  Ana Tereza – Shine Whiz

 

Por Luciana Omena

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Western Pleasure

Letícia Farina Cândido fala da sua paixão pelo Pleasure

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Ela competiu quando era adolescente e, após um tempo afastada do Western, voltou com tudo há dois anos

Reservada Campeã Amador Congresso ABQM 2016, 3° lugar Potro do futuro ABQM 2015, Campeã Congresso Amador Principiante 2017, Campeã Nacional Amador Principiante ABQM 2017, Reservada Campeã Nacional Amador ABQM2017, 3 ° lugar Aberta Junior Nacional ABQM 2017, Reservada Campeã Nacional Amador Principiante ABQM 2016, Campeã Nacional Amador Apalloosa 1996, e agora, Reservada Campeã Potro do Futuro Amador 2017, Reservada Campeã Copa dos Campeões Amador 2017, Campeã Copa dos campeões Amador Principiante 2017.

Esses são os títulos de Letícia Farina Cândido de Oliveira, nascida em Jundiaí/SP, que já competiu em Três Tambores e Seis Balizas, e agora dedica-se a Rédeas e ao Wetern Pleasure. Ela compete desde nova. Em 1996 já fazia Rédeas e Pleasure, mas ficou um tempo parada, voltando com o Western a todo vapor em 2015.

Casada com Jonathan Cândido, mãe de Helena e Lorena, ela mora em Avaré/SP, e toca junto com a família o Cândido’s Ranch, centro de treinamento e criatório de animais da raça Quarto de Milha voltado para o trabalho e a Rédeas. Com uma história no cavalo, ela falou conosco sobre uma de suas paixões, o Western Pleasure. Confira!

Como foi seu primeiro contato com cavalos?

Letícia: Tenho contato com os cavalos desde que nasci. Na época, meu pai criava Mangalarga Paulista e por volta dos meus 14 anos, ele mudou para a raça Quarto de Milha. O cavalo sempre fez parte do meu dia a dia, em Jundiaí, na minha época de infância e adolescência no Rancho Dom Quixote. Depois fui para a faculdade fazer Medicina Veterinária, onde me especializei na área de reprodução de equinos. Hoje atuo na minha área como Veterinária, administradora do Haras e competidora aqui no Cândido’s Ranch, em Avaré.

Como e quando o Western Pleasure entrou na sua vida?

Letícia: Fiz minha primeira prova de Pleasure quando tinha uns 14 anos, mais ainda não sabia muito bem que modalidade eu ia seguir. A minha primeira prova fiz em uma égua da Laurie Deleu, quando ela ainda estava aqui no Brasil. Quando voltei a praticar a modalidade, em 2015, realmente me apaixonei e decidi que ia levar a sério e me dedicar de corpo a alma. Estou bastante determinada a dar continuidade.

O que mais te chama atenção nessa modalidade?

Letícia: É uma modalidade linda, clássica, que exige muita interação entre o cavaleiro e o cavalo, qualquer detalhe faz toda a diferença. É preciso muita equitação. É bárbaro para quem quer melhorar a equitação, pois exige muito da gente. Toda a disciplina, a beleza dos cavalos, é realmente um show.

O que você acha que poderia ser feito para que se popularizasse mais?

Letícia: Uma maior divulgação da modalidade, mais provas regionais, cursos, pois somos carentes aqui no Brasil de cursos sobre Pleasure. Toda e qualquer forma de fomentar essa modalidade é muito válida.

Como você se prepara para as provas de Pleasure?

Letícia: Treino diariamente,  na parte na manhã na guia e na parte da tarde montada. Normalmente, uso os animais que serão treinados posteriormente para Redéas. Procuro os animais mais calmos e com uma movimentação melhor para o Pleasure.

O que você mais curte dentro da pista e o que menos curte?

Letícia: Eu já fiz umas 12 provas e gosto de tudo, dos treinos, dos preparativos, da escolha das roupas para as provas, de preparar os cavalos no dia na prova, da hora de entrar na pista, de tudo. Não tem nada que eu não goste.

O que te motiva a continuar no Western Pleaseure?

Letícia:  A paixão pela modalidade me faz continuar. Mesmo com poucos competidores, é uma pena que tão poucos conheçam esse esporte, pois é apaixonante. Por isso, deixo aqui meu convite a todos para que venham conhecer essa modalidade tão linda e especial! E temos uma data para que todos compareçam, que é dia 28 de outubro, aqui em Avaré, durante a prova de Rédeas do Núcleo Castelo Branco, vamos fazer a primeira prova, de três, do Núcleo Castelo de Western Pleasure.

Por Luciana Omena
Fotos: arquivo pessoal

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Breakaway

Breakway Roping desfilou na pista de Avaré hoje

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Provas de Três Tambores, Western Pleasure, Laço Cabeça e Ranch Sorting também foram as atrações nas três pistas

Os competidores e seus preciosos cavalos Quarto de Milha encaram dia a dia os desafios de se superarem para buscar títulos nas competições mais importantes do ano. E está sendo assim em Avaré/SP, durante o Potro do Futuro, Copa dos Campeões e Derby, que está acontecendo desde o dia 9, segunda-feira, no Parque de Exposições Francisco Cruz Pimentel.

Karol Rodrigues posando com seu
prêmio no estande da Editora Passos

No dia três, entre os que brilharam estão as competidoras da modalidade Breakway Roping. Introduzida recentemente no Brasil, ela não é exclusiva para mulheres, mas caiu rapidamente no gosto das cowgirls que buscam algo a mais no esporte. Fugindo do tradicional, as arrojadas amazonas não ficam a dever para nenhum outro laçador.

Na Arena Wrangler hoje, houve disputas nas categorias Aberta Feminina, Amador Feminina, Amador Principiante Feminina e Jovem pela Copa dos Campeões.

Na Amador Principiante, três competidores conseguiram completar a prova. Karoline Aparecida Rodrigues, com Noble Dun It, foi a campeã com 32s115. Ela, inclusive, ganhou este ano todas as provas, já que foi vencedora nesta mesma categoria no Congresso e no Nacional. O segundo lugar ficou para Lucy Fazzio de Campos, com Zone Doc VS, com o tempo de 32s405. Lívia Maria Machi de Oliveira ficou com a terceira posição ao montar Conquista Rebell Jay e marcar 33s575.

Kiki Benevides concedendo entrevistas após as
conquistas de hoje no Western Pleasure

Outro destaque do dia foi para o Western Pleasure, que realizou provas nas categorias Potro do Futuro e Copa dos Campeões. A elegância da equitação clássica tomou conta da Arena Trip4u na manhã desta quarta. Pela Copa, na Jovem Principiante, Victoria Zuppa apresentou White Pretty Bill para ficar com a primeira colocação. Já pelo Potro do Futuro, Kiki Benevides levou mais dois troféus nesta modalidade. Foi campeã com Naja Moon MR38 na Aberta Livre e na Amador.

Encerrada na tarde desta quarta  na Arena Wrangler, o Potro do Futuro Laço Pé Aberta Livre já tem seus campeões. Depois de uma classificatória com 59 concorrentes, onde marcou a segunda maior nota, Rodrigo Corrêa Paoliello foi o campeão. Montando Pop Lassie Ronald, ele marcou 221 na final para levar o título. Seu irmão, Rafael Paoliello, ficou com a segunda e a terceira posições. Com 219,5, foi segundo montando First Maid EK, e com Julie Times EK, foi o terceiro, com 219.

De volta a Arena Trip4u, no Ranch Sorting, os campeões Potro do Futuro Aberta Livre foram Helton Candido Da Cruz, com Smart Little June, e Adriano Carani, com Moon And Playboy, marcando 44s171 e os dez bois. A classificatória teve 59 duplas e a final foi com os dez melhores. Na Amador, os melhores, após uma classificatória disputada, Rafael Tadeu Collin Dias, com Estrela Double Cat, e Rodrigo Zandona Vieira, com Reyconect EMB, que passaram os dez bois em 47s 359.

Acompanhe todos os resultados no hotsite do evento.

Por Equipe Cavalus

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Western Pleasure

Juiz explica as vantagens da prática do Pleasure

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 Além de proporcionar conhecimento aprofundado de montaria, a modalidade é uma grande porta de entrada para a prática de outros esportes equestres.

Apesar de pouco difundido em território brasileiro, o Western Pleasure é uma das modalidades com o maior número de adeptos nos Estados Unidos, com provas que chegam a registrar mais de 200 inscrições. Tal fato deve-se aos benefícios que o esporte proporciona aos seus praticantes, seja o cavaleiro ou o cavalo. E para entender melhor todas as vantagens deste esporte equestre que conversamos com o árbitro de provas Francisco Garcia, que atua há mais de 20 anos na área.

Ele explica que a modalidade tem origem no velho oeste, período em que se percorriam grandes distâncias à cavalo. Para que o cavaleiro e o animal suportassem esses longos trajetos, os criadores passaram a selecionar cavalos com movimentação boa no trote, ou seja, macio. “Esses animais cobrem uma distância grande, porque a passada é longa e não cansa o animal e o cavaleiro conseguia montar”.

Assim, notou-se a importância de se formar conjuntos harmônicos no andamento e surgiu a modalidade Western Pleasure. Nela, os participantes competem juntos, caminhando em volta do perímetro da arena a passo, depois a trote e, por último, a galope. A pedido do juiz da prova, os cavaleiros devem segurar as rédeas apenas com uma mão e não se pode mudar de mão durante a prova. O cavaleiro não pode tocar na sela ou no cavalo com a sua mão livre ao decorrer do percurso.

Seguindo tais princípios, o cavalo mostra sua facilidade em mudar de andamento ao comando do juiz. Outro fator importante nas provas é notar a tranquilidade do animal nas mudanças de andamento e se está andando na mão correta, além da posição do pescoço e da cabeça. “A prova requer dedicação, concentração e paciência daqueles que praticam a modalidade. Apesar de ser técnica, com necessidade de um conhecimento aprofundado de montaria, ela é até mais fácil de se praticar do que os demais esportes equestres”.

Chico Garcia

Francisco acredita que essa ‘facilidade’ seja responsável pelo grande número de adeptos do esporte nos Estados Unidos e crê que se os amantes de cavalos passassem a enxergar todas essas vantagens, a modalidade seria também mais praticada no Brasil. “O Pleasure demanda mais de técnica, a pessoa se aprofundar um pouco mais e ela acaba não sendo tão praticada por aqui porque não tem explosão, boi envolvido, ela parece ser uma prova sem emoção, mas por ser técnica ela é uma modalidade muito interessante, sim”.

O árbitro ainda garante que um bom competidor de Western Pleasure estará apto depois a praticar qualquer outra modalidade. “O cavalo de Pleasure é mais tranquilo, a prova não é contra o cronômetro, não tem obstáculos. É uma prova de andamento. Então, teoricamente, ela é uma grande porta de entrada para as pessoas que gostam de montar, que as vezes não montam tão bem ou que querem começar para uma modalidade. Ganham confiança em montar a cavalo, a competir, e depois seguem para outras modalidades”.

Para o futuro da modalidade no Brasil, Francisco Garcia só vê uma alternativa: o investimento em eventos de Western Pleasure. “Toda modalidade ela tem o seu crescimento proporcional a quantidade de eventos voltados para ela. Como o Tambor, que é a locomotiva da performance dos cavalos atualmente, porque você tem provas em vários lugares, premiação boa, muitos treinadores. Se o mesmo for feito com o Pleasure, com certeza a modalidade só tende a crescer no país e a trazer benefícios ao mundo do cavalo”, finaliza.

Por Equipe Cavalus

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Western Pleasure

Kiki Benevides conta sua história na modalidade!

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“O Western Pleasure é a minha base. Foi como eu conheci o cavalo e comecei a fazer provas.”

A sua própria história de vida se mistura à sua história no cavalo. Ana Cristina Benevides Chiattone, a Kiki, começou a ter contatos com cavalos muito nova, aos três anos de idade, na Fazenda Pantaleão, do seu avô, criador de cavalos há mais de 40 anos. Inicialmente ele criava cavalos de Corrida, e quando passou a ter animais de Western Pleasure e Conformação, foi a época dela iniciar seu contato com esses animais. Então, sua entrada nas provas foi através dessas duas modalidades. “Foi maravilhoso, me deu uma base excepcional de equitação, foi muito bom”, afirma.

Kiki aprendeu a gostar de cavalo por causa do Western Pleasure, lá por volta de 1993, cavalo para montar, sua referencia. Foi seu inicio, foi como ela aprendeu a montar, é seu exemplo de cavalo de prova.  E aos cinco, seis anos de idade, ela já fazia prova. Orientada e incentivada pelo avô, tia e pais, ela montava e treinava para competir. Quem a vê hoje, correndo de um lado para outra nas provas oficias da ABQM, por exemplo, apresentando seus animais em Rédeas, Pleasure, Performance Halter, com estilo, com postura, agora sabe de onde veio tudo isso.

Conheça mais um pouco na entrevista a seguir!

Lembra como foi sua primeira prova de Pleasure?

Foto: Arquivo Pessoal

Kiki Benevides: Nossa, eu lembro pouco, tinha cinco anos. Mas tenho uns flashs. Foi com uma égua do meu avô chamada Scarlette, filha do Zanador, ganhamos vários prêmios.  Além do Pleasure também fiz Showmanship, que era como se fosse Conformação, puxando o caval de trabalho, com percurso a seguir. Lembro que não dormi na noite anteior direito, ansiedade, frio na barriga. Lembro que vestia os coletinhos de franja, gravatinha borboleta. Era muito legal.

Temos poucos competidores aqui no Brasil. A que se deve isso em sua opinião?

KB: Nos Estados Unidos é a prova mais requisitada que tem. São muitos participantes, vários dias de classificatórias. Aqui no Brasil, acredito que não seja volumosa pelo fato da educação de equitação mesmo. Hoje em dia, a pessoa quer começar a montar, então escolhe a modalidade e, sem nunca ter subido em cima de um cavalo, ganha o mais rápido e caro, entra na pista ganha e fica feliz assim. Mas não sabe o q é um freio, o que é botar cavalo na mão certa, postura em cima da sela, posicionamento de perna, calcanhar, cotovelo, ombro.
E o Western  Pleasure é extremante clássico, de uma equitação absoluta e, que se a pessoa não tem essa educação, jamais vai saber a importância.
Acho que é isso que falta no Brasil, essa educação, desde pequeno saber montar, equitação básica, independente da modalidade que a pessoa vá escolher depois. A modalidade que mais ensina a montar corretamente é o Western, postura perfeita, o posicionamento correto, adequado. E como é um esporte pacato, clássico, fino, de uma educação máxima em cima da sela, as pessoas não têm interesse nisso. Querem dinheiro e adrenalina.

Porque você sempre faz questão de estar nas provas de Pleasure ?

KB: Além de ser a minha educação, onde comecei, quem faz Western Pleasure e entende de fato o que é a modalidade, se apaixona e não quer mais sair. Independente se ganha ou não. Só aquela coisa de você entrar na pista e vencer os seus desafios, do galope perfeito, do trote, postura da cabeça, do cavalo estar extremante adequado aos seus comandos, nunca mais a pessoa quer largar. Por isso toda vez entro na pista com cavalos diferentes, para superar meus desafios, para ver cada cavals um melhor que o outro.

Já competiu Pleasure nos EUA? Ou acompanhou provas, como é?

KB: Western Pleasure nunca competi lá, apesar de ter tido oportunidade. Quando morei no Deleu Ranch, tinha um rancho na frente do haras e eu ia montar sempre lá, com o Mark Shaffer, que é minha referência e exemplo de treinamento de Western.
As provas lá são fantásticas. Acompanhei o mundial do ano passado, foi demais. Pude ver muitas coisas novas que estão surgindo. Aproveitar pra conhecer técnicas novas. O Western para mim é maravilhoso.

Foto: Arquivo Pessoal

O que, em sua opinião, faria os Brasileiros olharem melhor para a modalidade?

KB: Acho que a única coisa é investir dinheiro em premiação. Até triste dizer isso, mas hoje todo mundo quer o retorno do investimento. E elas se interessam pelo que gostam, como Rédeas, Apartação, Tambor e como Western tem poucas pessoas, não tem retorno lucrativo, é uma prova técnica e serena, fica para trás.
Acho difícil as pessoas se interessarem pelo fato também dessa coisa de como ela foi educada no meio do cavalo. A maioria gosta de começar e já querer competir. Não se preocupam em pensar em aprender a montar bem e depois aprender a modalidade. No Estados Unidos a indústria é diferente. As pessoas nascem no meio do cavalo e para começarem a fazer prova,  tem que saber montar. Eles não admitem as pessoas que não tem postura.
O nosso mercado de cavalo é muito escasso nesse sentido, não temos essa cultura igual os americanos. É barato para investir, para crescer, diferente daqui do Brasil. Então, se conseguimos premiação alta, acho que as pessoas iriam voltar mais o interesse.

Quais ações podem ser feitas para fomentar?

KB: Investir, achar pessoas que queiram investir. Boas premiações, fazer mais provas. Um exemplo que veio agora, são provas particulares, como o Haras Dan, que já tem sua prova tradicional e muito boa de Rédeas, incluir o Western. Seria uma referência para chamar atenção das demais pessoas.

Você tem um esquema de treinos para essa modalidade?

KB: Na verdade não tenho um esquema. Sigo tudo que eu aprendi até hoje. Vai muito do cavalo. Um cavalo de western tem que ser natural, o mais próximo do natural possível. Se vem dele natural, o trote, a movimentação bonita, suave, adequada, ai treinar é a coisa mais simples do mundo, deixar seu cavalo o mais natural possível.

Foto: Arquivo Pessoal

Quais cavalos você seleciona para competir Pleasure?

KB: Procuro ver o cavalo solto no pasto ou redondel e piquete. Observo a movimentação dele por si só, o natural dele como ele é, e o quanto ele é suave quando se movimenta.

Rédeas, Tambor, Performance Halter, Pleasure, que mais você ja fez? Rsrs

KB: Já fiz Conformação, Showmanship, Cinco Tambores, Apartação. Sou apaixonada por cavalo, independente da modalidade ou raça.

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