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ApHC renuncia à qualificação ao Appaloosa World Championship Show

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ApHC renuncia à qualificação para o Appaloosa World Championship Show 2020

Medida tem como objetivo beneficiar os expositores e os clubes regionais durante período de dificuldade econômica por conta da pandemia

Como resultado da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), o Conselho de Administração da Appaloosa Horse Club (ApHC) concordou, por unanimidade, em renunciar à qualificação para o Appaloosa World Championship Show 2020. O evento ainda está confirmado para ser realizado de 30 de outubro a 7 de novembro, em Fort Worth, Texas.

“Chegamos a essa decisão da maneira certa”, disse o presidente da ApHC, Ken Johnson. “Analisamos tendências, reunimos informações, ouvimos nossos membros, debatemos isso entre nós e resistimos às propostas de avançar muito rapidamente. Embora essa ação beneficie tremendamente nossos expositores, era imperativo que ajudássemos nossos clubes regionais também durante esses tempos econômicos difíceis.”

Para esse fim, o Conselho de Administração também aprovou um plano para atribuir um conjunto adicional de pontos para cada show regional em 2020, incluindo os já realizados. Portanto, não haverá taxas de pontos nacionais avaliados nesse conjunto adicional.

Ademais, em um esforço para ajudar os pilotos de trilha e enduro, o ApHC deu o passo adicional de aprovar uma moção para renunciar aos requisitos de milhagem para o ANCER e ANCCTR 2020.

“Apesar dos sérios desafios que estamos enfrentando, essas decisões são vantajosas para todos os nossos membros”, acrescentou Johnson. “Quero elogiar toda a diretoria por seu trabalho árduo e contribuição para a implementação dessas medidas necessárias. Eles trabalharam incansavelmente em nome do ApHC e de seus membros. ”

Além da renúncia à qualificação, o Conselho de Administração também aprovou uma série de mudanças de regras e estatutos que serão publicadas em breve para revisão e comentário.

Por Natália de Oliveira
Crédito da foto: Divulgação/ApHC

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ABCCAppaloosa atende exigência do MAPA e elege nova diretoria, cria estatuto e regulamento

Luciano Beretta entregou a documentação exigida ao MAPA a fim de obter uma nova concessão à associação. Material será avaliado pelo Ministério

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ABCCAppaloosa atende exigência do MAPA e elege nova diretoria, cria estatuto e regulamento

Notícias sobre a associação do cavalo Appaloosa. Segundo o agora novo diretor da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Appaloosa (ABCCAppaloosa) Luciano Bererra, a associação elegeu uma nova diretoria, desenvolveu um estatuto e regulamento, conforme solicitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Diante deste novo passo, a ABCCAppaloosa reuniu, no último dia 4, toda essa nova documentação e enviou para o MAPA para avaliação e, se aprovado, obter o direito de concessão de uma nova associação.

“Não estamos pedindo a reabertura da antiga associação e sim uma nova concessão, com outras normas e estatuto. Utilizamos a documentação antiga da associação anterior, mas não queremos uma reabertura”, explica Beretta.

Membros da nova diretoria da ABCCAppaloosa

A recém eleita diretoria da ABCCAppaloosa é composta por Luciano Beretta como novo presidente, Marcello Gouveia Pereira e Francisco Diniz Borges Simas como vice-diretores executivos e Alberto Alves Casemiro Neto, Felipe Lemos de Moraes, Jairo Guilherme Camargo Roseiro, Waldei Miguel Paccola, Daniel Martins Cassimiro, Caio Lemos Netto, Thiago Hemerson Ramos Gomes Parnaíba e José Orcar Ferro Gonçalves como vice-presidentes.

O conselho administrativo é formado por Francisco Diniz Borges Simas, Marcello Gouveia Frauzino Pereira, Luciano Beretta e Waldinei Miguel Paccola como membros eleitos e Gilberto Ponso Faé e Thiago Hemerson Ramos Gomes Parnaíba como membros natos.

Já o conselho Fiscal é formado por Alexandre Alves Casimiro Neto, Caio Lemos Netto e Jairo Guilherme Camargo Roseiro como membros efetivos e Felipe Lemos de Moraes, Daniel Martins Casimiro e José Oscar Ferro Gonçalves como membros suplentes.

Entenda o caso

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) decretou o encerramento das atividades da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Appaloosa (ABCCAppaloosa) em fevereiro de 2022, deixando a entidade proibida de realizar o registro genealógico da raça em todo território nacional.

Em 2021, o serviço de registro da raça foi oferecido à Associação Brasileira de Cavalo Quarto de Milha (ABQM) que após tentativa, desistiu por não ter viabilidade para a realização.

A princípio, a ABCCAppaloosa estava inativa há cerca de três anos e em dezembro último o ex-criador e treinador de cavalos da raça, o empresário Luciano Beretta foi procurado por criadores para ajudar a resgatar ou criar uma nova associação.

Como a entidade estava sem atividade e os animais sem uma associação para serem registrados, o MAPA informou que seria dado baixa nas atividades da ABCCAppaloosa.

Diante deste cenário, o empresário, mesmo sabendo do pouco tempo para reunir a documentação, tentou salvar a associação, sem sucesso.

Com a entrega da documentação, o material será avaliado pelo MAPA e o prazo para o retorno é indeterminado, mas a nova diretoria está animada e esperançosa com a possibilidade.

Por: Camila Pedroso/ Verônica Formigoni

Fotos: Arquivo

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Decretado o encerramento da Associação Appaloosa

MAPA decretou o fim da entidade, criadores articulam uma nova associação para gerir os criadores da raça no país

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) decretou o encerramento das atividades da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Appaloosa (ABCCAppaloosa). A entidade está proibida de realizar o registro genealógico da raça em todo território nacional.

Atualmente, em 2021 o serviço de registro da raça foi oferecido à Associação Brasileira de Cavalo Quarto de Milha (ABQM) que após tentativa, desistiu por não ter viabilidade para a realização.

A princípio, a ABCCAppaloosa estava inativa há cerca de três anos e em dezembro último o ex-criador e treinador de cavalos da raça, o empresário Luciano Beretta foi procurado por criadores para ajudar a resgatar ou criar uma nova associação.

Desde já, como a entidade estava sem atividade, e os animais sem uma associação para serem registrados, o MAPA informou que seria dado baixa nas atividades da ABCCAppaloosa.

Diante deste cenário, o empresário, mesmo sabendo do pouco tempo para reunir a documentação, tentou salvar a associação, sem sucesso.

Nova entidade

Com isso, uma nova entidade está em processo de criação, com toda a documentação já obtida pela associação antiga. Uma nova diretoria foi anunciada, com Luciano Beretta como presidente, Marcelo Frauzino e Francisco Diniz Borges Simas como vices-executivos.

“O fato é que agora todos os animais serão inspecionados e teremos um número concreto da população ativa da raça. Podem ter certeza, será feito isso!”, afirmou Beretta.

Contudo, a nova associação terá sede no Centro Hípico de Tatuí (SP), e toda a documentação da nossa Associação já foi enviada ao MAPA. A expectativa é que em alguns meses, a nova entidade já esteja legalizada e construída.

Atualmente, não existem registros oficiais da raça Appaloosa no Brasil que apontem a quantidade exata de animais, mas a estimativa é que existam entre 200 e 300 criadores, com um rebanho entre 6 e 8 mil cabeças.

Os animais já registrados deverão ser inspecionados novamente para que se tenha uma população ativa de forma correta.  “Aos criadores e proprietários de cavalos peço um pouco mais de paciência para que a nova entidade esteja legalmente constituída e representando a raça”, finalizou Beretta.

Por: Camila Pedroso/ Verônica Formigoni

Fotos: Arquivo

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Retrospectiva 2021 – Cavalo Appaloosa

Associação prepara retorno para 2022, com um grande leilão da raça que deverá ser realizado em Cesário Lange/SP

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ABCCAppaloosa atende exigência do MAPA e elege nova diretoria, cria estatuto e regulamento

Dando continuidade às entrevistas com o diretores da associações de cavalos, a entrevista de hoje é com o diretor de uma associação que estava desativada há três anos, mas que está preparando seu retorno agora em 2022.

José Oscar Gonçalves assumiu neste ano a diretoria da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Appaloosa (ABCCCAppaloosa) e junto com sua equipe trabalha para reativar a associação.

Confira a entrevista!

Equipe Cavalus Comunicação: Como foi a no de 2021 para o cavalo Appaloosa?

José Oscar Gonçalves: O ano de 2021 foi um ano de reconstrução, nossa associação estava desativada há três anos, e neste ano nós conseguimos fazer a parte legal, escolher uma nova diretoria, habilitar junto ao Ministério da Agricultura, então foi um ano burocrático.

O ano de 2022, nós estamos programando retornar a raça, a partir já de janeiro, fevereiro, com toda força.

Equipe Cavalus Comunicação: Como será 2022 diante dessa retomada?

José Oscar Gonçalves: O mercado tem se mostrado muito bom para a raça, nós tivemos alguns exemplos nos últimos leilões no final do ano onde o preço do Appaloosa foi muito bom, a procura foi inclusive internacional Uruguai, Paraguai, Argentina, sós temos vendido muitos animais para fora do país.

A nossa projeção que é em 2022 nós tenhamos um ano de normalização dos registros dos animais que nasceram nestes últimos anos, e um crescimento de aproximadamente 25% de criação, e isso denota que vamos conseguir fazer, já no primeiro trimestre um leilão de volta da raça a mercado, onde projetamos um valor de mercado bem interessante.

Equipe Cavalus Comunicação: Onde será o leilão?

José Oscar Gonçalves: Cesário Lange, interior de São Paulo, um leilão com o apoio de Luciano Bereta, que nós vamos tentar fazer entre março e abril, um leilão exclusivo da raça, onde vai mostrar a volta da associação, e o retorno da raça ao mercado.

Por: Camila Pedroso

Foto: Divulgação/ Arquivo

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O último filho de Top Vantage

Garanhão foi um dos grandes pilares da raça Appaloosa no Brasil; atualmente, Quarterback And é o único filho direto de Top Vantage na reprodução

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Seria impossível contar a história da raça Appaloosa no Brasil, sem citar o garanhão que foi um dos grandes pilares da raça. Ainda mais quando se trata de trabalho e corrida. Trata-se do grande Top Vantage.

Além de um excelente indivíduo, seus filhos elevaram seu nome a patamares inatingíveis na história de qualquer raça equina. Afinal, o que grandes criadores e selecionadores buscam, e precisam, são grandes indivíduos. Mas, além disso, que sejam grandes produtores e que produzam filhos iguais ou melhores do que eles próprios.

Sem dúvida, são poucos animais que chegam a esse nível. Entre eles, temos o Top Vantage. O garanhão emplacou sua produção com campeões no gado e na velocidade. Como, por exemplo, Araponga’s Top Bristly, mais conhecido como Cara de Rato. Ele ganhou mais de R$ 100 mil em sua campanha na vaquejada.

Já na corrida outro filho de destaque foi Arapongas Top Flash que, em 1995, venceu todas as suas oito entradas no Jockey Club de Sorocaba. Acumulando, portanto, alto speed index de AAAT-118. Na época, inclusive, competindo com animais Quarto de Milha nacionais e importados.

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Mas quem é o último filho de Top Vantage?

O único filho direto do Top Vantage atualmente na reprodução é o Quarterback And. Como se não bastasse, ainda carrega na sua veia materna sangue do Pac Man Bonanza, grande produtor em especial na Rédeas e no Laço.

Recentemente, Quarterback And foi adquirido por um condomínio composto por grandes criadores e investidores da raça do nordeste brasileiro. São eles: Haras Fazenda Conselho, Haras Miguel Gonzaga, Rancho Paraíso e Haras Redenção.

Como resultado, Quarterback And irá servir as mais importantes matrizes da atualidade da raça. E seguirá à disposição dos demais criadores para venda de sêmen, continuando assim o legado de seu pai.

Por Guilherme Freitas Areia, gerente agropecuário e apaixonado pelo cavalo Appaloosa. Desde 2010, mantém um grupo no Facebook intitulado Appaloosa Brasil para falar sobre a raça. Atualmente, também migrou para o Instagram: @appaloosaoficial 

Legenda da foto em destaque: Quarterback And
Crédito da foto em destaque: Divulgação/Appaloosa Brasil

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Mercado aquecido para exemplares da raça Appaloosa

O colunista do portal Cavalus, Guilherme Freitas Areia fala como o mercado, de uns anos pra cá, tem procurado mais por exemplares da raça Appaloosa

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De dois anos pra cá ficou bem nítido o aquecimento do mercado para exemplares da raça Appaloosa no Brasil. Não somente pelo mercado interno, mas pelo interesse de diversos países. Como, por exemplo, Paraguai e Argentina. Que, inclusive, há alguns anos já importaram garanhões e matrizes do Brasil.

Para se ter uma ideia, a procura é tanta que a maioria dos criadores vendem os potros assim que nascem. Entregando, portanto, o mesmo na desmama ao novo proprietário. 

Devido a grande maioria dos criadores já comercializarem os potros nos próprios haras e assim que nascem, ultimamente não estamos vendo leilões em que a raça é protagonista.

Em conversa com o titular do Haras Mata do Algodão, Marcelo Frauzino, com quase 40 anos de criação, ele relata que diariamente recebe consultas de compradores. Contudo, infelizmente não tem conseguido atender a demanda. Mesmo que dobrasse sua produção anual, ainda não venceria a procura.

Outro grande criador, de Potirendaba/SP, Marcos Marcelo Redi tem quase 100 matrizes da raça. Nos últimos meses, seu maior cliente tem sido o Estado de Roraima. De acordo com ele, este é o melhor momento de comercialização desde que começou a criar. Afinal, o criador já vendeu toda a sua produção da última estação. Além disso, pela maior média de preço dos últimos anos.

São os mais variados clientes com finalidades diferentes, procurando animais para o esporte (tambor, vaquejada, laço, halter). Ou, simplesmente, pelo prazer de se ter um animal único, como é o Appaloosa. 

A raça vem se mostrando um ótimo investimento, com a procura crescendo a cada mês. Isso é resultado do trabalho sério realizado pelos criadores. E, obviamente, pela qualidade dos animais produzidos e ofertados ao mercado

Buddy Doc EPB – Foto: Divulgação/Appaloosa Brasil

Compradores de exemplares da raça Appaloosa satisfeitos

Exemplo disso é o senhor Aureliano Amaro Ribeiro, de Recife/PE. Ele estava à procura de um animal para competir vaquejada e, assim, adquiriu Buddy Doc EPB, de Raul Carvalho e Alarico Gonçalves.

Como resultado, Aureliano se diz satisfeito e impressionado com a docilidade do potro, bem como habilidade com o gado. Buddy já está em treinamento para vaquejada, e é, sem dúvida, uma promessa da raça.

Outro comprador satisfeito com a aquisição de seu potro Appaloosa é Lucas Braga, de Rio Branco/AC. Ele adquiriu HC Sweet Kiss, do Haras Criola, e pretende iniciá-lo nos três tambores em breve.

Mas não para por aí, porque Lucas também pretende comprar mais animais da raça futuramente, provando que o mercado está, de fato, aquecido para o Appalosa.

Por Guilherme Freitas Areia, gerente agropecuário e apaixonado pelo cavalo Appaloosa. Desde 2010, mantém um grupo no Facebook intitulado Appaloosa Brasil para falar sobre a raça. Atualmente, também migrou para o Instagram: @appaloosaoficial 

Legenda da foto em destaque: Buddy Doc EPB
Crédito da foto em destaque: Divulgação/Appaloosa Brasil

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Os exemplares da raça Appaloosa que se destacam nos Três Tambores

O colunista do portal Cavalus, Guilherme Freitas Areia fala sobre os animais da raça Appaloosa que já se destacaram e ainda se destacam nas pistas de Três Tambores no país

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Todo mundo sabe que os Três Tambores é uma das provas equestres com maior número de competidores e premiações em dinheiro. Entre as raças que se sobressaem no esporte, temos, certamente, diversos exemplares Appaloosa.

Aliás, a raça tem como tradição, além de apresentar animais de destaque, também competitivos. Como, por exemplo, Peppy  Proud JBF, de propriedade de um condomínio (Rancho Paraíso, Haras Fazenda Conselho, Haras MG, Haras José Cardoso, Bruno Januzzi e Ivan Gontijo). O garanhão mantado já ganhou, inclusive, mais de R$ 150 mil em prêmios. Ele foi recordista mineiro e campeão nacional.

Outro grande destaque da raça Appaloosa é Winnin Doc Gam FSN, conhecido por todos como Doquinho, de propriedade do Haras Kassunguê, de Zé Milton Moraes. O animal disputou provas montado por Guilherme Andrade na Jovem, bem como por Vitor Amaury na Aberta. Como resultado, Doquinho ganhou provas em diversos estados, e acumulou mais de R$ 100 mil em prêmios.

Ademais, em 2012 reinou nas pistas Asterix Shady Canion, um filho direto de EF Shay Brown. Apenas naquele ano, o animal ganhou cinco provas, montado pelo seu treinador Ismair Gonzaga. Em outubro de 2020, Asterix foi um dos recordes do Leilão LUB, vendido pelo Haras Paiol Grande e arrematado por José Oscar Gonçalves, de Recife/PE.

Por fim, não poderia deixar de mencionar o recordista em ganhos e um dos grandes nomes da raça Appaloosa, Cutter Exocet Lee. Ele é de propriedade do Haras Raphaela, ganhou mais de 30 rodeios e acumulou mais de R$ 300 mil em prêmios.

Entre seus principais títulos, destaque para Campeão ANTT 2013 e o penta campeonato do disputado rodeio de Americana. Considerado o xodó de sua proprietária Caroline Rugolo, ela batizou sua marca de moda country homenageando o garanhão Appaloosa, nascendo então, em 2016, a Cutter Jeans.

Peppy Proud JBF – Foto: Divulgação/Appaloosa Brasil

Em Busca Do Recorde

O Appaloosa detentor do recorde da raça é Little Vantage FHG (Big Streakin Six). Durante a Copa WV, no Haras Raphaela, em 2014, montado por Larissa Mendonça, marcou 16s913 na categoria Feminina, extremamente disputada.

Um conjunto que vem se destacando e crescendo, é HR Butter Exocet TE, uma filha do Cutter, montada por Leticia Delospital. Afinal, durante o VS Festival Indoor, realizado em dezembro de 2020, numa passada emocionante, o cronometro marcou 16s958, dando o titulo de campeã na categoria Jovem B .

Por Guilherme Freitas Areia, gerente agropecuário e apaixonado pelo cavalo Appaloosa. Desde 2010, mantém um grupo no Facebook intitulado Appaloosa Brasil para falar sobre a raça. Atualmente, também migrou para o Instagram: @appaloosaoficial 

Legenda da foto em destaque: Winnin Doc Gam FSN
Crédito da foto em destaque: Divulgação/Appaloosa Brasil

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Saiba mais sobre os exemplares homozigotos Appaloosas

O colunista do portal Cavalus, Guilherme Freitas Areia cita alguns exemplares homozigotos comprovados em laboratório

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Através de um estudo realizado por pesquisadores dos Estados unidos foi possível identificar o gene LP ou Leopardo. Ou seja, o gene que é responsável por imprimir o padrão de pelagem branca que reconhecemos no Appaloosa. Como resultado, animais homozigotos, portadores do gene LP, obrigatoriamente terão características de Appaloosa.

Demonstrando, portanto, nem que seja uma indicação mínima de sua presença como despigmentação nas genitálias ou esclerótica branca. Resumidamente, um animal homozigoto terá 100% de seus filhos pintados e/ou com as acima citadas indicações mínimas. Independente da cor da égua ou garanhão que seja acasalado. 

O teste de homozigose é uma ferramenta que auxilia nos cruzamentos. Obviamente que não há mais importante. Porém, desde que aliadas a outras como qualidade genética e performance. 

Os dois primeiros animais da raça a serem testados pelo laboratório Animal Genetics Inc, de Talahasse, na Florida, nos Estados Unidos, foram: Hopefisher WLMj (Haras Criola) e Mr. Special Dream (Haras São Raphael).

Os testes foram realizados em meados de 2012. E de lá pra cá, já foram testados diversos animais, tanto machos como fêmeas. Sendo assim, o plantel brasileiro, atualmente, conta com diversos exemplares homozigotos comprovados em laboratório. 

Bill Jack Pot, Mr. Special Dream RFR, Wood Cash PJP, Treze Darkness Cowboy e Hopefisher WLMJ

Títulos dos homozigotos Appaloosas

Os homozigotos vem se destacando não só pela pelagem, mas também pela produção e resultados em competições. Na Conformação, Mr Special Dream foi ganhador da sua geração com mais de 10 títulos. Com destaque, aliás, para o Campeão Potro do Futuro e Grande Campeão Nacional da Raça. 

Além disso, Treze Darkness Cowboy (Haras Mata do Algodão), único descendente do Hi Tech Cowboy no Brasil, também começa a se destacar com suas primeiras produções.

Hopefisher WLMJ  foi tricampeão nacional e bicampeão do Congresso da raça. Ademais, em suas primeiras gerações já produziu uma campeã do Futurity e do congresso chamada Omega Hopebetter Dream, também testada homozigota. Hope também produziu a potra HC Olympea Campeã Futurity  e Campeã Nacional. 

Nas linhagens de trabalho a raça também está servida de homozigotos. Como, por exemplo, Bill Jack Pot (Haras Miguel Gonzaga), Don Colors Jack PJP (Omega Ranch), Wood Cash PJP (Eduardo Sacaro) e Freckles Caipora (Haras Appaloosa). Sendo que este último já produziu em suas primeiras gerações animais pontuados na apartação. 

Por fim, vale mencionar que a raça demonstra que está caminhando. Selecionando animais de função e com linhagens consagradas. Contudo, sem esquecer da característica mais marcante e comercial que são as pintas.

Por Guilherme Freitas Areia, gerente agropecuário e apaixonado pelo cavalo Appaloosa. Desde 2010, mantém um grupo no Facebook intitulado Appaloosa Brasil para falar sobre a raça. Atualmente, também migrou para o Instagram: @appaloosaoficial 

Legenda da foto em estaque: Santa Fé Magical Fire
Crédito da foto em destaque: Divulgação

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O retorno das cores nas pistas de Apartação do Brasil

Estreando como colunista do portal Cavalus, Guilherme Freitas Areia fala sobre o retorno de exemplares da raça Appaloosa nas pistas de Apartação do país

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Após alguns anos sem ter representantes Appaloosas nas pistas e provas de Apartação pelo Brasil, a raça volta com força total com exemplares de ponta. Sobretudo, das melhores linhagens existentes, demonstrando ”cow sense” e habilidade para trabalhar com o gado.  

Dessa forma, os pintados vem se destacando na modalidade, em que o desafio do cavalo é movimentar-se sem que o boi volte ao rebanho. Demonstrando, portanto, sintonia entre cavalo e cavaleiro. 

Em 2017, liderando o retorno dos pintados às pistas, temos a potra alazã mantada Freckles Frida LMC. Ela é de propriedade do Haras Appaloosa e treinada por Gildo Vendrame. Além disso, vale mencionar que ela é neta do Impressivetipster e filha do maior produtor de Apartação da raça, Freckles Caipora RFP, que obteve a nota 68 durante o Campeonato Paulista da ANCA. No mesmo ano, ainda sagrou-se Campeã Potro do Futuro da raça. 

Em 2018, o irmão próprio de Freckles Frida, o Freckles Caipira LMC – de propriedade da Estância Pedra Branca, também montado por Gildo Vendrame -, na disputa pelo Potro do Futuro da ANCA, enfrentou uma pista extremamente competitiva. Afinal, havia quase 90 conjuntos inscritos. Mesmo assim, Caipira demonstrou habilidade e concentração, ficando no Top 25, com nota 71. 

Já em 2019 e 2020 foi a vez de Dito Bee Dee DT. O animal é de propriedade de Douglas e Igor Tramontina, mais uma vez treinado por Gildo Vendrame. Assim, o jovem garanhão – filho direto de Son Of Jay – disputou o Campeonato Mineiro da ANCA, ficando em 3 lugar, com 69 pontos. 

Freckles Caipira LMC ( Freckles Caipora RFP x Lady Chanel RFP) – Foto: Divulgação/Foto Perigo

O Futuro da raça na modalidade 

A fim de garantir a continuidade desse trabalho que vem apresentando ótimos resultados, os criadores vem investindo e apostando nesses animais. Como, por exemplo, o titular da Estancia Pedra Branca, Alarico Gonçalves.

Afinal, ele enviou Freckles Caipira rumo ao nordeste aos cuidados do parceiro e amigo Raul Carvalho, onde o garanhão ira cobrir éguas Appaloosas e Quarto de Milha. Sobretudo, das melhores linhagens de boi da atualidade. 

Da mesma forma, Dito Bee Dee  DT continua em treinamento e campanha no CT de Gildo Vendrame. Sendo que na ultima estação já serviu algumas éguas, inclusive a Freckles Frida, e sua primeira geração nasce no fim desse ano. 

É certo que daqui pra frente ainda iremos ver com muito mais frequência e constância exemplares pintados nas pistas. Destacando-se pela habilidade e destreza no trabalho, com o diferencial da pelagem marcante da raça, e que as diferenciam das demais. 

Por Guilherme Freitas Areia, gerente agropecuário e apaixonado pelo cavalo Appaloosa. Desde 2010, mantém um grupo no Facebook intitulado Appaloosa Brasil para falar sobre a raça. Atualmente, também migrou para o Instagram: @appaloosaoficial 

Legenda da foto em estaque: Dito Bee Dee DT ( Son Of Jay x Miss Black Dandy Doc DT)
Crédito da foto em destaque: Divulgação/Fernando Ulhoa

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Morre Exocet Nez Perce, reprodutor líder absoluto do ranking da raça Appaloosa

Exocet Nez Perce foi e ainda é responsável por mudar a história da raça nos Três Tambores; aos 30 anos, ele partiu por causas naturais nesta terça-feira (02)

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Era para essa reportagem ter uma conotação diferente. Era para servir como homenagem à lenda, até então viva, da raça Appaloosa no Brasil. Contudo, quando a repórter a qual assina este texto estava prestes a publicar uma matéria falando Exocet Nez Perce – o reprodutor líder absoluto do ranking da raça pelo SGP sistema e que completou 30 anos recentemente – uma notícia inesperada mudou o rumo desta reportagem. 

Na manhã desta terça-feira (02), de causas naturais, veio a falecer Exocet Nez Perce. A informação foi confirmada ao portal Cavalus pelo gerente agropecuário Guilherme Freitas – que é um apaixonado pela raça e mantém nas redes sociais, desde 2010, um grupo exclusivo para falar sobre o cavalo Appaloosa no Brasil.

Guilherme conta que recebeu uma mensagem pela manhã do proprietário do cavalo, Luiz Henrique Suzuki, informando sobre o falecimento de Exocet Nez Perce. “A última lenda Viva do Appaloosa, infelizmente, nos deixou essa manhã. Deixou seu legado, e marcou história na raça”.

Foto mais recente, de Exocet Nez Perce nas terras do Monte Cristo Ranch, em Sarapuí/SP – Foto: Divulgação

Legado de Exocet Nez Perce

Antes de mais nada vale mencionar que, a princípio, a importação de Exocet Nez Perce (Vittoro II x Ilustrious Dancer) pode até ter ocorrido de forma despretensiosa pelo Haras Murcass. Em suma, porque ele chegou ao Brasil no ventre de sua mãe. “Mas, inegavelmente, foi um marco dentro da criação nacional da raça Appaloosa”.

Em primeiro lugar, por carregar um dos sangues mais comprovados na época da Appaloosa Horse Club (ApHC) Racing e Leopardo. Depois, por ter produzido em solo brasileiro nada mais nada menos do que Cutter Exocet Lee. O animal – que é propriedade do Haras Raphaela – foi campeão desde os 3 anos de idade e seguiu assim até os 16, 17 anos.

Como sendo filho da lenda da raça Appaloosa, Cutter Exocet Lee foi campeão de inúmeras provas e rodeios, com destaque para o Campeonato da ANTT e a final de Barretos. Como resultado, acumulou ao longo de sua carreira mais de R$ 300.000,00 em prêmios.

Se não bastasse isso, sua neta, HR Butter Exocet, de propriedade de João Luis Delospital e montada por Leticia Delospital, vem se destacando nas pistas do Brasil. Afinal, a égua bateu o recorde do pai nos Três Tambores no fim do ano passado, com o tempo de 16s958, e se tornando, assim, a atual Appaloosa mais rápida do Brasil.

“Ainda se tratando de tambor, Exocet Nez Perce produziu o campeão nacional, o Dandy EXO Lee”, frisa Guilherme.

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Sem dúvida, legado de Nez Perce será eterno – Foto: Divulgação/Appaloosa Brasil

Produção em destaque em outras modalidades

Exocet Nez Perce também produziu filhos ganhadores em outras modalidades. Afinal, é pai de dois destaques na Vaquejada. Uma delas é Firing Dream Exo SB, conhecida como Anita, que coleciona títulos na categoria profissional no norte do país. E o outro destaque é Black White Exo Lee, campeão correndo esteira.

Já na Corrida, produziu Chief Nez Perce, garanhão mais vitorioso entre os Appaloosa em 2002. “É imensurável a importância desse garanhão para a raça, que escreveu e continuará escrevendo uma linda trajetória através de suas produções. Meus sentimentos ao Monte Cristo Ranch e ao Luiz Henrique Suzuki”, finaliza Guilherme Freitas.

Por Natália de Oliveira
Crédito das fotos: Divulgação/Appaloosa Brasil

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HR Butter Exocett é a Appaloosa mais rápida do Brasil

A égua bateu o recorde do pai nos Três Tambores, Cutter Exocett, ao ser conduzida pela jovem competidora Letícia Delospital: 16s958

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Um exemplar da raça Appaloosa entrou na casa dos 16 segundos nos Três Tambores e, ainda, em uma das pistas mais cobiçadas pelo cavalo Quarto de Milha. Trata-se da égua HR Butter Exocett, que, ao ser conduzida pela jovem competidora Letícia Delospital, chegou a marca dos 16s958, se tornando, portanto, a Appaloosa mais rápida do Brasil.

O feito aconteceu na categoria Jovem B do 2° VS Festival Indoor, realizado em dezembro do ano passado, no Haras Raphaela, em Tietê/SP. Antes de mais nada vale frisar que HR Butter Exocett é filha do garanhão da raça mais premiado de todos os tempos, Cutter Exocett. Ele, inclusive, era o detentor até então do recorde de tempo do Appaloosa nos Três Tambores: 17s070.

Em entrevista ao portal Cavalus, Letícia Delospital, de 12 anos, contou que forma conjunto com a Butter, como carinhosamente a chama, desde 2018. De lá, pra cá a dupla já soma mais de 100 tempos na casa dos 17 segundos.

Mesmo assim, elaa garante que não esperava que fosse chegar na marca dos 16. “É um sonho realizado ter ela. Onde vamos correr, ela me coloca no pódio. Sou muito feliz com ela. Não esperava que ela fosse fazer tempo nessa casa. Agora é treinar muito e buscar sempre o nosso melhor”, desabafa a competidora que acumula títulos com a Butter em provas como de Barretos, do Rancho Mariana e no Rodeio de Leme.

HR Butter é a Appaloosa mais rápida do Brasil – Foto: Arquivo Pessoal

Formação do conjunto

Letícia corre desde os 7 anos de idade nos Três Tambores. Anteriormente, montava em um exemplar da raça Quarto de Milha, mas que não chegou a formar conjunto. Era apenas um cavalo professor. Foi aí que ela começou a busca por um animal fiel para a sua idade e se deparou com a HR Butter Exocett, em 2018.

“Ela era da filha do meu treinador, mas ela não tinha tempo de montar na Butter. Sabíamos que a égua era um pouco forte para mim, porque o animal que eu corria, na época, era um animal de tempos mais altos. E o menor tempo da Butter, antes de eu começar a correr com ela, era 18s200. Mas daí compramos ela pensando em chegar nesse tempo na casa dos 18 segundos”. 

Contudo, logo nas primeiras provas Letícia e Butter já conseguiram chegar na marca de 18s200. “Ficamos muito felizes até que meses depois dei o meu primeiro 17 segundos e, a partir desse momento, ela nunca mais parou de dar 17. Alguns 17 baixo, mas nunca um 16 esse foi o primeiro tornando- a, assim, a Appallosa mais rápida do Brasil”, finaliza.

Por Natália de Oliveira
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal/Letícia Delospital

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