Saúde & Bem-estar

Prevenção e cuidados contra o carrapato que transmite febre maculosa

Os cuidados com os animais como os cavalos também precisam ser intensificados, já que podem ser hospedeiros do carrapato que transmite a febre maculosa

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Prevenção e cuidados contra o carrapato que transmite febre maculosa

Nos últimos dias, o aumento de casos e óbitos por febre maculosa, principalmente na região Sudeste, tem chamado a atenção da população e do Ministério da Saúde. Mas além dos humanos, os cavalos também podem ser atingidos. Os médicos-veterinários Hélio Itapema, Rachel Campbell e Beatriz Tofani alertam que a transmissão acontece a partir da picada do carrapato popularmente conhecido como carrapato-estrela (Amblyomma sculptum). A espécie A. sculptum está presente na maioria dos estados brasileiros e causa prejuízos aos criadores de equídeos.

Segundo os profissionais, os carrapatos causam irritação local da pele e dos tecidos, o que pode fazer com que o cavalo se esfregue constantemente nas árvores ou cercas. “Isso resulta em perda de pelo; danos na pelagem; anemia devido à perda de sangue e transmissão de uma série de doenças graves”, explicam.

Outro fator que deve ser notado é a presença de um carrapato nos cavalos. Conforme os médicos-veterinários, aqueles que estão em um animal há pouco tempo (uma hora a alguns dias) parecem achatados. “Já, os carrapatos que estão em um animal por várias horas ou dias parecem muito mais arredondados devido ao sangue que consumiram. O diagnóstico é feito pelo aparecimento de marcas de picadas de carrapato no animal e pela presença da praga agressora”. 

Cavalos no pasto

Eles também contam que cavalos pastando podem facilmente pegar carrapatos enquanto roçam na vegetação ou nos caules da grama. “A atividade do carrapato é estimulada pelo movimento, correntes de ar e dióxido de carbono exalado pelos animais”, explicam. 

Uma dica que Hélio, Rachel e Beatriz dão é a remoção rápida a fim de minimizar doenças e danos. A forma correta é usar uma pinça para segurar cuidadosamente o carrapato perto da pele e puxar com cuidado. “Nunca tente remover um carrapato com as mãos desprotegidas, pois algumas doenças transmitidas por carrapatos podem ser transmitidas imediatamente através de feridas na pele ou contato com membranas mucosas”, alertam. “Ainda, o uso de fósforos quentes na remoção de carrapatos também deve ser evitado”. 

Tratamentos

Os médicos-veterinários revelam que cavalos infestados devem ser tratados com inseticidas que matam larvas, ninfas e adultos aderidos. “Entre em contato com seu veterinário para obter uma receita ou uma recomendação do melhor produto de controle de carrapatos para seu cavalo. Certifique-se de informar ao veterinário quais outros animais você possui, pois isso pode fazer diferença na recomendação do profissional”, sugerem. 

Outra medida eficaz para controlar a exposição dos animais é mantê-los longe de áreas propensas a carrapatos, que vivem, em sua maioria, em microhabitats específicos, como grama alta ou bordas entre pastagens e bosques. A destruição desses microhabitats reduz o número de carrapatos. “Remover grama alta e ervas daninhas de sua propriedade e manter as pastagens cortadas podem ajudar a proteger seu cavalo”. 

O tratamento com inseticida da vegetação pode reduzir ligeiramente o risco de carrapatos. No entanto, não é recomendado para uso amplo devido à poluição ambiental e ao custo de grandes áreas. 

Em relação às pessoas que trabalham com cavalos, os médicos-veterinários avaliam que a prevenção também é muito importante para evitar qualquer tipo de contaminação pela bactéria da febre maculosa. “Para se proteger e facilitar a visualização de carrapatos e ácaros, é muito importante que as pessoas usem calças e camisas de cores claras, de preferência botas, ao entrar em áreas arbustivas. A parte inferior da calça deve ser enfiada na bota e selada com fita adesiva”. 

A seguir mais dicas de prevenção

  • Evite caminhar em áreas conhecidas por estarem infestadas de carrapatos;
  • Verifique se há carrapatos em seu corpo a cada duas horas. Quanto mais cedo for removido, menor o risco de infecção;
  • Ao remover um carrapato, não o esmague com as unhas. Espremer pode liberar bactérias que podem penetrar em pequenas feridas na pele; 
  • Não force a liberação tocando o carrapato com uma agulha ou palito de fósforo quente. O estresse faz com que ele libera grandes quantidades de saliva, o que aumenta as chances de expressão da bactéria transmissora da doença.

Sintomas nos humanos

De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sintomas da febre maculosa são febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, dor muscular constante, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés e gangrena nos dedos e orelhas.

A doença também pode provocar paralisia dos membros, com início nas pernas, chegando até os pulmões, causando parada respiratória. Além disso, com a evolução da febre maculosa, é comum o aparecimento de manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que não coçam, mas podem aumentar em direção às palmas das mãos, braços ou solas dos pés.

Diagnóstico

Ainda com informações do Ministério da Saúde, o diagnóstico oportuno da febre maculosa é difícil, principalmente durante os primeiros dias de doença, tendo em vista que os sintomas também são parecidos com outras doenças, como leptospirose, dengue, hepatite viral, malária, sarampo ou pneumonia.

No entanto, é importante que a pessoa com sintomas da febre maculosa procure um médico para que possa fazer a avaliação dos sintomas. Durante a consulta, o médico buscará saber se a pessoa mora em região de mata ou florestas, onde possa ter sido picada por um carrapato. O profissional de saúde também solicitará exames para confirmar o diagnóstico.

Tratamento

A cartilha do Ministério ressalta que, assim que surgirem os primeiros sintomas, é importante procurar uma unidade de saúde para avaliação médica. O tratamento da febre maculosa é feito com antibiótico específico e deve ser iniciado no momento da suspeita. Em determinados casos, pode ser necessária a internação da pessoa. A falta ou demora no tratamento da febre maculosa pode agravar o caso, podendo levar ao óbito.

Por Hélio Itapema, Rachel Campbell e Beatriz Tofani 
Com edição de Wesley Vieira
Informações do Ministério da Saúde
Foto: Montagem/Portal Cavalus
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Anestesia inalatória proporciona segurança durante procedimentos cirúrgicos em equinos

Neste artigo, a M.V Monique Hoffmann fala sobre a eficácia da técnica e os benefícios da sua aplicação em equinos

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Anestesia inalatória proporciona segurança durante procedimentos cirúrgicos em equinos

No âmbito da medicina veterinária, a anestesia inalatória destaca-se como uma técnica fundamental, desempenhando papel crucial em procedimentos cirúrgicos. Neste artigo, analisamos não somente a eficácia da técnica, mas também os benefícios da sua aplicação em equinos.

Anestesia inalatória

A administração de agentes anestésicos inalatórios redefine a experiência do paciente. O Isoflurano é administrado por meio da sonda endotraqueal e é rapidamente distribuído pela corrente sanguínea para outros tecidos, incluindo o cérebro, assim o ativo desencadeia o efeito desejado.

A anestesia inalatória oferece segurança tanto para o animal quanto para o médico veterinário, isso ocorre devido a rápida absorção, distribuição e eliminação do Isoflurano, com baixíssima taxa de metabolização hepática (cerca de 0,2% de taxa de metabolização), de forma que é excretado praticamente inalterado pelos pulmões, permitindo com que seja utilizado em grupos especiais como: animais jovens, idosos, com quadros de disfunção hepática, renal ou cardíaca, tendo em vista que a maior parte dos fármacos de indução anestésica injetáveis dependem do metabolismo hepático e eliminação renal, sendo uma grande desvantagem para animais que se enquadram nos grupos especiais citados anteriormente. Além disso, essas características permitem a segurança para o veterinário devido a facilidade na manutenção da profundidade anestésica e na recuperação ágil.

O anestésico inalatório não é utilizado de forma isolada, sendo necessário um protocolo anestésico adequado, com demais produtos que ofereçam, juntos, a inconsciência, relaxamento muscular e analgesia adequadas para o procedimento em questão. O Isoflurano isoladamente não possui propriedade analgésica. É importante reforçar que o protocolo anestésico deve ser sempre definido caso a caso. A escolha do agente anestésico é crucial para a redução dos riscos de complicações no paciente, tornando-se um elemento fundamental para a segurança do procedimento. Diferentes agentes apresentam características distintas e a seleção depende do tipo de procedimento, duração desejada da anestesia e condições de saúde específicas do animal.

Após o procedimento, é essencial assegurar a recuperação do animal em relação à anestesia. Este cuidado contínuo promove a transição suave do estado anestesiado para a plena recuperação pós procedimento. A utilização de anestésico inalatório permite recuperação mais rápida e calma em relação aos anestésicos injetáveis.

Portanto, precauções individuais devem ser meticulosamente observadas. A consulta ao veterinário especializado e a adesão às melhores práticas de anestesia tornam-se fundamentais para a segurança e o bem-estar dos animais durante esses procedimentos, proporcionando uma abordagem personalizada e cuidadosa em cada situação.

Artigo escrito por Monique Hoffmann, médica veterinária e coordenadora da linha de produtos de grandes animais da Syntec do Brasil e Julia Bogik, auxiliar de marketing da linha de produtos de grandes animais da Syntec do Brasil
Foto: Reprodução/Freepik

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Desparasitação em cavalos deve ser feita precocemente para evitar doenças graves

Os parasitas andam por todo o lado: no estábulo, no pasto e na comida, por isso é importante saber sobre a desparasitação nos cavalos

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Desparasitação em cavalos deve ser feita precocemente para evitar doenças graves

Os cavalos podem ficar infetados com parasitas de várias formas. A ingestão de ovos de parasitas é uma das formas mais comuns. Pois estes mantêm-se contagiosos durante meses no estábulo e na pastagem.

Embora uma infestação parasitária nem sempre seja evidente, pode provocar doenças graves em alguns cavalos. Portanto, é importante para qualquer dono encontrar a desparasitação mais adequada para o seu caso precocemente.

Como é que uma infestação parasitária se manifesta nos cavalos?

A maioria dos parasitas provoca problemas gastrointestinais nos cavalos. Normalmente, manifestam-se como diarreia, relutância para comer ou perda de peso.

Porém, os assim chamados grandes estrongilídeos (sobretudo os Strongylus vulgaris) são especialmente perigosos. Então, ao fixarem-se às paredes das artérias intestinais, podem provocar a morte do cavalo infetado.

Por que motivo a resistência se torna num problema no caso das desparasitações
Não são apenas as bactérias: também os parasitas estão a tornar-se cada vez mais resistentes aos medicamentos. Os veterinários na Europa, por exemplo, têm vindo a notar um aumento na resistência entre os pequenos estrongilídeos (Cyathostominae, por exemplo) ou vermes redondos (por exemplo, Parascaris spp.).

Em consequência, os antiparasitários disponíveis no mercado deixam de ser eficazes – para prejuízo da saúde dos cavalos. Portanto, as infestações por parasitas deixam de ter tratamento, situação que, no pior dos casos, pode causar a morte dos animais.

Devido a este grande problema de resistência, a utilização responsável dos desparasitantes atualmente disponíveis é da maior importância. E não apenas pelos veterinários – também pelos donos.

Dicas de utilização: como, quando e quais os desparasitantes para cavalos?

Deve discutir precocemente com o seu veterinário que tratamento desparasitário é mais indicado para o seu cavalo e em que circunstâncias. São vários os fatores que têm importância aqui e que devem avaliar em conjunto.

O que devo ter em conta antes e depois da desparasitação?

Portanto, para se assegurar de que o tratamento antiparasitário produz pleno efeito e que nenhum dos outros cavalos está infetado com nenhuma das fases de infeção, deve ter em conta os seguintes pontos:

Depois da desparasitação, passado quanto tempo é que os parasitas são eliminados?
Depois de ter administrado os antiparasitários ao seu cavalo, é de esperar que excrete parasitas regularmente nos próximos três dias, pelo menos.

Desparasitação nos cavalos: após o tratamento, durante quanto tempo é que o meu cavalo não pode ir ao prado?

Tendo em conta que o seu cavalo irá excretar parasitas durante três dias após o tratamento, é importante que não vá pastar durante esse período.

Portanto, apenas do quatro dia para a frente se deve assumir que o risco de infeção para outros cavalos é bastante baixo.

Podem montar-se os cavalos após a desparasitação?

Para proteger o seu cavalo após a desparasitação, é indicado não o montar no dia da administração do desparasitante. À semelhança das vacinas, é melhor dar ao seu animal um ou dois dias de descanso.

Fonte: Zooplus Magazine
Foto: Reprodução/Freepik

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Com mercado aquecido, cooperativa agroindustrial fatura mais de R$ 7,2 bilhões em 2023

Há mais de 50 anos no mercado de nutrição animal, a Agrária está entre as maiores cooperativas do Brasil; conheça essa gigante do agronegócio

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Com mercado aquecido, cooperativa agroindustrial fatura mais de R$ 7,2 bilhões em 2023

Mais de R$ 7,2 bilhões. Este é o faturamento anual de uma das maiores cooperativas do Brasil. Fundada em 1951, a Agrária se destaca no cultivo de trigo, cevada, soja e milho, para produção de ração animal. Há 50 anos no mercado de nutrição de aves, bovinos de corte e leite, coelhos, ovinos, suínos e equinos, a marca se tornou referência em todo o país. A partir de investimentos robustos, sua capacidade fabril atingiu 240 mil toneladas/ano.

Para se tornar essa gigante do agronegócio, nos últimos anos, a Agrária Nutrição Animal investiu mais de R$ 56 milhões em capacitação, modernização e infraestrutura. “Um dos investimentos realizados, foi na capacidade de armazenagem de estoque de matéria-prima e de produtos acabados. Também direcionamos recursos à revitalização da automação e aumento da capacidade produtiva”, afirmou Marcelo Narlok, coordenador industrial da Agrária.

Cooperativa Agrária investiu 15 milhões em nova linha de ração para equinos

A inovação está no DNA da Cooperativa Agrária Agroindustrial, que atualmente conta com 705 cooperados e 1,7 mil colaboradores. Em 2022, a cooperativa realizou um investimento, acima dos R$ 15 milhões, para o desenvolvimento de uma nova linha de rações texturizadas (multicomponentes), para nutrição de equinos de todas as raças. Segundo a Agrária, esse aporte gerou um salto na capacidade de produção de rações para cavalos.

“Modernizamos as embalagens da nova linha de rações equinas, que conta com sete produtos de baixo teor de amido (Cool Diet). Deixamos de usar embalagens de polipropileno, e passamos a produzir embalagens de polietileno. Essa mudança reflete a nossa busca contínua por mais segurança, resistência e qualidade, alinhando os nossos produtos ao perfil do mercado de nutrição que queremos alcançar”, enfatizou Juliano Gross, coordenador comercial da Agrária.

Baixo teor de amido nas rações eleva saúde e desempenho dos equinos

A abordagem convencional da alimentação equina, baseada em altos teores de amido e melaço, está ficando para trás. Sob a liderança da Agrária, o conceito ‘Cool Diet’ (baixo amido) está emergindo no país, como uma mudança pioneira na nutrição animal. Um estudo recente, aponta que este avanço inovador, além de atender às necessidades nutricionais, traz benefícios à saúde geral e melhora o desempenho atlético dos cavalos de competição.

Sobre a Cooperativa Agrária Agroindustrial

A Agrária é uma cooperativa agroindustrial, localizada em Guarapuava (PR). Fundada em 1951, alia tradição e história à tecnologia e gestão de excelência. A partir da agricultura, a Agrária instituiu cadeias produtivas completas, que compreendem desde pesquisa agrícola, até a industrialização. A Agrária Nutrição Animal, empresa que compõe os negócios da cooperativa, conta com 23 representantes e tem atuação no Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

Por Jean Philippe Vasconcelos/Agência Cavalus
Fotos: Divulgação/Agrária Nutrição Animal

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Conheça a importância do sal mineral na nutrição de cavalos atletas

De acordo com especialista, a suplementação de minerais é essencial na dieta dos equinos, pois promove vários benefícios à saúde desses animais

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Conheça a importância do sal mineral na nutrição de cavalos atletas

O clima tropical brasileiro é caracterizado por um solo, naturalmente, desequilibrado em minerais. Isso impacta diretamente na qualidade do pasto. De acordo com especialista, os equinos que são criados em cocheiras recebem a ingestão de até duas variedades de forrageiras em suas dietas, comprometendo a absorção de minerais essenciais e afetando o desenvolvimento ósseo, tendíneo e ligamentar.

Segundo Fábio Oliveira, gerente técnico de equinos da Supra Nutrição Animal, a resposta para esse desequilíbrio é o sal mineral. “A suplementação é determinante para corrigir essas deficiências e assegurar a variedade necessária de minerais em diferentes fases da criação”, explica o especialista da Alisul, empresa dedicada à fabricação de produtos para nutrição animal, líder no mercado há 44 anos com a marca Supra.

O sal mineral na nutrição dos cavalos atletas

Do cálcio ao selênio, macro e microminerais desempenham papéis cruciais na utilização de energia, na constituição de ossos e em reações enzimáticas vitais para o metabolismo equino. “A suplementação mineral não é apenas uma prática, mas uma estratégia essencial para otimizar a saúde e o desempenho dos cavalos atletas, garantindo que alcancem seu potencial máximo, além de evitar distúrbios ortopédicos”, ressalta Oliveira.

Como oferecer suplementação mineral aos equinos

“Garantir o acesso irrestrito a cochos de suplementação, com a administração cuidadosa de doses conforme a dieta e o clima, é fundamental. A proximidade de cochos de água limpa também desempenha um papel vital na ingestão regular de minerais”, orienta Fábio. Ele ainda reforça que é importante consultar profissionais para orientação personalizada, garantindo uma nutrição equilibrada e a longevidade atlética dos equinos.

Por Giovanna Catanho/Agência Cavalus
Fotos: Divulgação/Felipe Ulbrich

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Uruguai confirma caso de encefalomielite equina em um ser humano

Ainda nesta semana, o estado do Rio Grande Sul confirmou um caso positivo no município de Barra do Quaraí, na Fronteira Oeste

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Uruguai confirma caso de encefalomielite equina em um ser humano

Na última terça-feira (30), o Uruguai divulgou o 1º caso de encefalomielite equina em um ser humano, uma doença viral transmitida por mosquitos, detectada inicialmente no mês passado num cavalo na costa oeste do país, na fronteira com a Argentina.

O Ministério da Saúde Pública (MSP) informou que se trata de uma pessoa residente no departamento de San José (sudoeste), que em análise laboratorial deu positivo para Encefalomielite Equina Ocidental (EEM).

WEE é a mais leve das três variantes desta doença, que em humanos, causa febre alta, dor de cabeça intensa, fraqueza muscular e convulsões, e pode ser fatal.

“O paciente tem evoluído favoravelmente e até ao momento é o único caso”, afirmou o MSP em comunicado, sem especificar o sexo ou a idade da pessoa.

Referiu que “a circulação viral confirmada pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pescas (MGAP) em vários animais de diferentes departamentos tornava expectável a ocorrência de algum caso humano, tal como tem ocorrido noutros países”.

Encefalomielite em outros países

A Argentina, que declarou emergência sanitária em 30 de novembro devido a surtos no centro e nordeste do país, já registou dezenas de infeções e várias mortes por encefalomielite equina em humanos.

O vírus é transmitido das aves para diversas espécies de mosquitos. Cavalos e pessoas são infectados quando são picados por mosquitos que transmitem o vírus. O risco de contágio entre cavalos e de cavalos para humanos é “insignificante”, segundo as autoridades.

Vale lembrar que no Brasil, o Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso da doença no último dia 26 de janeiro. O diagnóstico positivo ocorreu no município de Barra do Quaraí, na Fronteira Oeste.

Até agora, nenhum caso em humanos havia sido relatado no Uruguai.

O MSP reiterou medidas para evitar a picada de mosquitos que possam estar infectados, como eliminar potenciais criadouros destes insetos, manter recipientes com água tapados e evitar a acumulação de pneus ao ar livre.

Em pleno verão austral, com altas temperaturas, humidade e proliferação de mosquitos, apelou ao uso de calças e camisas de manga comprida, repelentes e redes mosqueteiras nos quartos.

No Uruguai, que tem um rebanho de quase 400 mil cavalos, os doentes com encefalomielite equina representam 0,25% e as mortes representam 0,08%, indicou o MGAP no seu último balanço oficial de 30 de janeiro.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução/Pixabay

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Artrose em equinos: doença degenerativa das articulações gera grandes limitações aos cavalos

Saiba como identificar e tratar a artrose em equinos e evitar um problema maior no bem-estar do seu cavalo

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Artrose em equinos: doença crônica das articulações gera grandes limitações aos cavalos

Uma doença crónica das articulações, como a artrose nos cavalos, implica grandes limitações tanto para o animal como para o dono. Explicamos-lhe neste artigo como pode ajudar o seu cavalo da melhor forma possível.

A artrose nos cavalos é perigosa?

A artrose, ou osteoatrose, é uma doença degenerativa das articulações. Ou seja, o que acontece é a destruição irreversível da cartilagem das articulações. Portanto, o animal tem que ser submetido a tratamento durante toda a vida.

Assim sendo, um diagnóstico atempado é de extrema importância. Pois um tratamento abrangente permite abrandar a progressão da doença e também prevenir que outras partes do sistema motor sejam afetadas.

Sintomas: quais os sinais da artrose nos cavalos?

Um cavalo que sofra de artrose manifesta distúrbios a nível do movimento, acompanhados por coxeio e dor. Inicialmente, os sintomas são muitas vezes difíceis de interpretar. É frequente desenvolverem-se gradualmente.

Os sintomas mais importantes:

  • Coxeio pronunciado, especialmente após um período de descanso ou iniciarem um movimento; a claudicação melhora depois de uma curta fase de movimento
  • Marcha rígida, debilitada
  • Ausência de vontade para se movimentarem
  • Evitar determinados movimentos
  • Inchaço da articulação afetada ou articulações esponjosas
  • Dores intensas, por vezes
  • Sensibilidade à pressão, quente (pico da inflamação aguda)
  • Dificuldade em manter-se de pé e deitar-se
  • Tropeçar
  • Tensão muscular no dorso
  • Sintomas intensificam-se com tempo frio e húmido

Quando devo ir ao veterinário?

Ao notar qualquer um destes sintomas ou no caso de o seu cavalo ter uma lesão grave, dirija-se ao veterinário o mais depressa possível para que este possa iniciar rapidamente o tratamento adequado.

Diagnóstico: como se detecta a artrose nos cavalos?

Para estabelecer o diagnóstico são necessários um exame geral, a identificação de sintomas específicos e a avaliação de fatores de risco (como o posicionamento errado das articulações, movimentos incorretos, excesso de peso, deficiências nutricionais ou doenças metabólicas. Além disso, uma análise ao sangue também ajuda a identificar fatores de risco.

Através da palpação rigorosa das articulações, tendões e ligamentos, o veterinário também consegue reconhecer o estado do animal e detectar sensibilidade à dor, calor e inchaço.

Como tratar um cavalo com artrose?

Na maior parte dos casos, o tratamento é para o resto da vida. São muitos os fatores que favorecem os sintomas da artrose nos cavalos. Portanto, existem abordagens mais holísticas que podem aliviar os sintomas e adiar o agravamento do problema.

Que valores devo ter em mente para o tratamento?

Os custos dependem em grande parte da medicação e do tratamento escolhidos. Portanto, podem chegar às várias centenas de euros mensais.

O que desencadeia a artrose nos cavalos?

A artrose é uma doença crónica das articulações. O que acontece é que a cartilagem articular, que reveste as extremidades ósseas e funciona como amortecedor, vai sendo destruída.

Em resultado da falta de cartilagem, as articulações inflamam e os ossos por debaixo da cartilagem são alvo de deterioração. Portanto, desenvolvem-se deformações ósseas que enrijecem gradualmente a articulação.

Perigo das posições de alívio

A artrose nos cavalos pode progredir de tal modo que a doença de uma única articulação pode afetar todo o sistema motor. Quando a articulação provoca muita dor durante o movimento, o cavalo não põe peso na articulação afetada ou apenas põe carga num dos lados.

Esta postura de proteção, ou alívio, sobrecarrega incorreta e excessivamente as outras articulações. Simultaneamente, danifica a articulação doente, já que a cartilagem existente já não é abastecida com nutrientes suficientes. Em consequência, os tecidos são danificados, o que acelera a destruição da cartilagem.

O que desencadeia a artrose nos cavalos:

  • Carga só de um lado ou inadequada, especialmente durante o crescimento do animal
  • Desgaste das articulações devido a sobrecarga ou excesso de peso
  • Trauma, como lesões musculares, nos tendões ou ossos
  • Inflamação prévia e não tratada das articulações (artrite)
  • Mau posicionamento dos membros
  • Predisposição genética
  • Falta de exercício
  • Má postura, por exemplo, devido a uma dieta desequilibrada (falta de nutrientes) ou ao tratamento impróprio dos cascos
  • Doenças metabólicas
  • Desgaste das articulações devido ao envelhecimento

Como posso proteger o meu cavalo da artrose?

A artrose nos cavalos pode desenvolver-se em consequência de inflamações articulares não curadas. Portanto, se o seu cavalo tem uma lesão grave, leve-o ao veterinário o mais depressa possível. Assim, pode começar o tratamento adequado rapidamente.

Qual o papel da alimentação do meu cavalo?

Evite sempre sobrecarregar as articulações. Preste sempre atenção à condição nutricional do seu cavalo, já que o excesso de peso é considerado um fator de risco para o desenvolvimento de artrose.

Portanto, ofereça ao seu cavalo uma alimentação saudável e que satisfaça as suas necessidades. Se tem dúvidas, procure aconselhamento para calcular as doses.

Fonte: Zooplus Magazine
Foto: Reprodução/Brastock Images

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“Conceito ‘Cool Diet’ está revolucionando a nutrição equina no Brasil”, afirma veterinário

Em entrevista exclusiva, o consultor de nutrição de cavalos, Ricardo Moraes, esclarece dúvidas de criadores sobre as rações com baixo teor de amido; leia na íntegra

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”Conceito 'Cool Diet' está revolucionando a nutrição equina no Brasil”, afirma veterinário

O tradicional mercado equino brasileiro está passando por uma revolução. O predomínio das rações ‘Sweet Feed’, ricas em amido proveniente do milho, está sendo desafiado por uma abordagem pioneira – o conceito ‘Cool Diet’. Sob a liderança de uma cooperativa paranaense, esta mudança não só atende às necessidades nutricionais, mas também traz benefícios significativos à saúde geral e ao desempenho atlético dos cavalos de todas as raças.

Para entender melhor essa transformação, conversamos com o médico veterinário e consultor da Agrária Nutrição Animal, Ricardo Moraes. Ele compartilhou insights e assegura que a redução do amido nas rações não é apenas uma tendência, mas uma necessidade crescente para garantir a saúde gastrointestinal e otimizar o desempenho dos equinos. Acompanhe a entrevista para descobrir como a abordagem ‘Cool Diet’ está redefinindo a nutrição equina:

Portal Cavalus: Ricardo Moraes, é um prazer tê-lo aqui para discutir a revolucionária abordagem ‘Cool Diet’ na nutrição equina. Pode nos contar como essa mudança está redefinindo os padrões de bem-estar e desempenho dos cavalos?

Ricardo Moraes: Também é um prazer para nós da All Horses e da Agrária Nutrição Animal falar sobre este tema! O conceito ‘Cool Diet’, com baixo teor de amido, vai além de atender às necessidades nutricionais. Ele proporciona um suporte completo ao organismo do cavalo, promovendo não apenas energia, mas também benefícios à saúde geral e desempenho atlético.

Portal Cavalus: Por que essa abordagem é tão crucial para a saúde gastrointestinal e o desempenho dos equinos?

Ricardo Moraes: A redução do amido, proveniente do milho, e do açúcar, presente no melaço, nas rações equinas não é apenas uma tendência, mas uma necessidade crescente. A microbiota gastrointestinal ativada pelo ‘Cool Diet’ oferece vitaminas, aminoácidos e ácidos graxos voláteis, garantindo a saúde, crescimento adequado, eficiência reprodutiva e desempenho físico.

Portal Cavalus: Quais benefícios foram revelados pelo levantamento da Agrária, em relação a uma dieta com baixo teor de amido?

Ricardo Moraes: Além de reduzir os riscos de distúrbios gastrointestinais, a abordagem promove uma absorção mais eficiente de nutrientes. A digestão eficaz do amido também impacta na prevenção de condições como a Laminite, proporcionando um suporte sólido para o sistema locomotor dos animais.

Portal Cavalus: Entendemos que cereais têm diferentes níveis de digestibilidade de amido. Como a Agrária Nutrição Animal incorpora esse conhecimento em suas formulações?

Ricardo Moraes: Reconhecemos as nuances dos cereais e, em algumas de nossas formulações para equinos, retiramos o milho e trabalhamos com o mínimo de melaço possível. Nas fórmulas que contêm milho, utilizamos o grão floculado, que inclusive é feito na própria empresa. Adaptamos as nossas formulações, destacando a importância do processo de gelatinização do amido, para melhorar a digestibilidade e evitar complicações.

Portal Cavalus: Pode nos falar sobre a Agrária Nutrição Animal e sua contribuição para essa nova era na nutrição de cavalos?

Ricardo Moraes: A Agrária é uma cooperativa com tradição, história e expertise técnica. Estamos marcando uma nova era na nutrição equina, elaborando rações com qualidade, segurança na produção e controle rigoroso de cada lote, garantindo o bem-estar e desempenho excepcional dos cavalos.

Portal Cavalus: Ricardo, agradecemos por compartilhar essas informações valiosas com os nossos leitores e seguidores. Para saber mais sobre a Agrária Nutrição Animal, os interessados podem acessar: www.agraria.com.br.

Por Jean Philippe Vasconcelos/Agência Cavalus
Fotos: Divulgação/Agrária Nutrição Animal

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Confira algumas dicas de como dar banho em seu cavalo

Higiene está ligada ao bem-estar animal dos cavalos, por isso, o banho é essencial para uma boa saúde

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Confira algumas dicas de como dar banho em seu cavalo

Se o seu cavalo está coberto de lama ou se vai levá-lo a uma apresentação, é necessário dar um banho nele. Como cavalos são sensíveis ao frio, é melhor que o banho seja num dia ensolarado. E caso ele esteja doente, banhe-o apenas depois de consultar um veterinário.

Preparando o cavalo para o banho

  1. Reúna os materiais. Você precisará dos itens e ferramentas certos para a tarefa. Os mais importantes da lista são xampu e o condicionador específicos para cavalos. E as ferramentas: uma raspadeira de rodo, uma escova de náilon, uma raspadeira de borracha, uma escova para a crina, e camurça ou toalha. Você também precisará de uma fonte de água, obviamente, e de um degrau, se as costas do cavalo forem altas demais para você.
  2. Amarre o cavalo com uma volta de salteador. Escolha um lugar onde a água possa ser drenada. Muitos estábulos têm uma área dedicada ao banho dos cavalos. A volta do salteador (ou nó de fuga) é a melhor opção, pois, como pode ser desfeito com um simples puxão se o animal entrar em pânico, evita que ele se machuque ou danifique a cerca aonde está amarrado. Também permite ao tratador se afastar enquanto ele se debate.
  3. Passe a raspadeira de borracha no corpo do cavalo, em gestos circulares, para desalojar a terra e o detrito presos aos pelos do cavalo. Para removê-los, use uma escova de náilon. A raspadeira de borracha (ou, algumas vezes, de plástico) é uma escova que estimula a circulação do sangue nos músculos e na pele do animal. É o primeiro item na rotina de cuidados com o cavalo, uma vez que solta a terra e detritos presos ao pelo. A escova de náilon (ou de pelo animal) tem cerdas rígidas, ideais para limpar a terra e sujeira desalojadas pela raspadeira de borracha. Também é ótima para retirar lama seca das patas e dos cascos do cavalo.
  4. Nas patas, use a escova de náilon. Muitas raspadeiras de borracha são duras demais para a sensível região das patas, e por isso a escova de náilon é preferível. Escove de cima para baixo, na direção do crescimento dos pelos.
  5. Passe uma escova para crina na crina e na cauda. Trata-se de um utensílio com os dentes largos e bem espaçados, que tira a sujeira e desfaz nós. Havendo alguma parte muito emaranhada, desfaça os nós com os dedos em vez de forçar o pente. Nunca pare atrás do cavalo. Enquanto estiver penteando ou lavando a cauda, pare ao lado do cavalo e estique o braço para alcançá-la. Assim, estará livre do perigo se ele der um coice.

Hora do banho

  1. Lave a face dele. Como essa é a área mais sensível do corpo, convém lidar com ela logo no início do banho. Mergulhe uma esponja em água morna e esprema o excesso. Use-a para limpar a cara do cavalo, sempre seguindo a direção em que o pelo cresce. Tome cuidado para não derrubar água nos olhos, que deixaria o animal irritado. Nunca passe xampu na face do cavalo, somente água pura. Se houver muita sujeira, esfregue a cara dele várias vezes até que a água escorra limpa.
  2. É melhor molhar o cavalo antes de aplicar o xampu. Para isso, você pode usar uma mangueira ou passar nele uma esponja mergulhada em água. Nem todo cavalo gosta de ser molhado com mangueira. Para dar a ele tempo de entender o que está acontecendo, comece pela base das patas e vá devagar em direção ao tronco. Não use uma pistola de pressão, que irritaria o cavalo.
  3. Limpe o ânus e os genitais. Agora é uma boa hora para limpar o prepúcio (se estiver lidando com um macho) e o ânus do animal. Use um maço de algodão ou um pano limpo reservado apenas para este fim. Use panos separados no ânus e no prepúcio. Ensaboe e enxágue a região do pênis e do prepúcio. Aproveite a oportunidade para verificar se há alguma anormalidade na genitália.
  4. Quanto ao ânus, use somente um pano úmido. Se o pano ficar sujo, dobre-o para deixar à mostra uma parte limpa e passe-o no ânus do animal outra vez. Repita o processo até limpar a área completamente. Pare ao lado do cavalo, nunca atrás dele, durante esta etapa.
  5. Passe o xampu. Agora que o animal está úmido, despeje uma porção do tamanho de uma moeda (ou a indicada pelo fabricante) numa esponja molhada e esfregue-a no pelo dele. Dependendo do tamanho do cavalo, pode ser necessário repetir esse processo várias vezes. Ensaboe e enxague pequenas áreas de cada vez, pois o xampu pode deixar o pelo ressecado se agir por tempo demais. Xampu nem sempre é necessário. Se usado com muita frequência, aliás, pode despojar a pele da oleosidade natural que mantém a pelagem impermeável durante as chuvas.
    Se apresenta o cavalo em exposições e precisa lavá-lo com xampu mais do que uma vez por mês, talvez seja necessário deixá-lo sempre no estábulo, pois ele estará menos preparado para enfrentar as intempéries.
  6. Enxágue. Se deixado em contato com a pele, o xampu a ressecará e irritará, além de tirar o brilho do pelo. Daí a importância de enxaguar bem o xampu. Apanhe um balde cheio de água limpa e despeje-a com auxílio de uma esponja. Repita até que a água caia sem fazer espuma. Ou você pode enxaguá-lo com a mangueira
  7. Seque o cavalo. Agora que a água está saindo limpa e não há mais resíduos de xampu, o cavalo está pronto para ser seco. Uma alternativa é passar a raspadeira de rodo no sentido de crescimento do pelo. O rodo derruba o excesso de água armazenado no pelo. Se você não tem essa ferramenta, pode alisar o cavalo com a beirada externa da mão. Outra opção é usar várias toalhas limpas. Depois de secar o máximo possível, caminhe com o cavalo ao sol por aproximadamente dez minutos. Se o dia estiver nublado, vista nele uma manta ou uma capa protetora.
  8. Cuidadosamente, penteie a crina. Não tente desfazer nós com a escova de crina — em vez disso, desfaça-os com os dedos e só então passe a escova.
  9. Lave a cauda. Esta parte merece muita atenção, especialmente em animais de cauda clara. Já que o cavalo não sente frio na cauda, você pode lavá-la quando quiser. Segure o balde com xampu e água com uma mão e a cauda com a outra. Mergulhe-a no balde até tão perto da base quanto for possível. Agite-a no interior do balde, tentando tirar a sujeira. Limpe a base da cauda com uma esponja mergulhada na solução de água morna e xampu. Enxague a cauda em vários baldes de água limpa. Mais uma vez, use a esponja para enxaguar a base. Enxugue a cauda com uma toalha e deixe o cavalo pastando num lugar ao sol até ela terminar de secar. E vale lembrar: jamais pare atrás do cavalo. Para evitar coices, fique ao lado dele e estique o braço para manusear a cauda.

Fonte: WikiHow
Fotos: Reprodução/Internet

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Saúde & Bem-estar

Saiba como evitar ácaros em cavalos

Se o cavalo estiver com uma boa imunidade, não serão tão afetados pelos ácaros

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Saiba como evitar ácaros em cavalos

Chega ao estábulo e o seu cavalo mostra-se particularmente inquieto. Além disso, bate com os cascos. E contorce-se quase acrobaticamente para se coçar? Então, é possível que se trate de uma infestação de ácaros. Leia este artigo e fique a saber mais sobre os ácaros nos cavalos.

O que são ácaros?

Os ácaros são aracnídeos que, como parasitas, atacam pessoas e várias espécies de animais. E os cavalos são uma das espécies afetadas pelos ácaros, tanto na pele como no pelo.

A maioria das espécies apreciam locais húmidos e quentes. Portanto, não é de estranhar que se multipliquem muito rapidamente quando o tempo está mais húmido (outono, transição do inverno para a primavera). Se, devido à muda do pelo, o sistema imunitário do cavalo estiver enfraquecido e a barreira cutânea lesada pela humidade, os ácaros têm o caminho facilitado.

Portanto, os animais afetados sofrem de comichão praticamente insuportável. Assim, dependendo da área afetada, o cavalo esfrega ou morde as zonas do corpo onde tem comichão. Perda de pelo e infeções secundárias bacterianas são duas das consequências.

Que ácaros atacam os cavalos?
Existem muitos tipos diferentes de ácaros e, claro, nem todos são significativos para o caso dos cavalos. Porém, todos os ácaros podem provocar sarna nos cavalos. É possível diferenciar as duas situações de acordo com a gravidade e a região do corpo afetada.

Ácaros corioptes (Chorioptes bovis)

Os ácaros corioptes são muito comuns em cavalos e provocam a chamada pata escamosa. Então, esta doença começa habitualmente na área do travadouro. Mas se não for tratada, pode alastrar-se às patas da frente e ir na direção do casco.

Os sintomas típicos são caspa e eczema com crosta no travadouro que inicialmente parecem borbulhas. Durante os cuidados com o pelo, soltam-se grandes crostas e também pelo. Além disso, à medida que a doença progride, a pele engrossa e surgem depósitos de gordura.

Tendo em conta que eles apreciam humidade e calor, os cavalos de sangue frio com as suas longas crinas, são especialmente afetados. Mas os animais de sangue quente também não escapam aos parasitas.

Diagnóstico: como reconhecer se o meu cavalo tem ácaros?

A comichão intensa é o primeiro indicador importante de uma infestação. Além disso, na maioria dos casos, as alterações na pele em determinada parte do corpo já sugerem o tipo de ácaro presente.

De modo a excluir outras causas (dermatite estival equina, por exemplo) e a determinar o tipo de ácaro, o veterinário precisa de uma amostra da área de pele afetada. Portanto, raspa cuidadosamente a pele com uma lâmina de bisturi. De seguida, examina o material obtido através do microscópio.

Assim que o culpado tiver sido identificado, o veterinário dá início a um tratamento apropriado.

Tratamento: como são tratados os ácaros nos cavalos?

O tratamento dos ácaros nos cavalos implica normalmente medidas internas e externas.

Em relação ao tratamento local, o veterinário usa champôs e soluções especiais. E o tratamento é repetido a intervalos regulares. Mas se o pelo das áreas afetadas for particularmente denso ou comprido, antes de mais é importante cortá-lo ou tosquiá-lo.

Porém, um tratamento exclusivamente local normalmente só alivia os sintomas. Isto é, não elimina completamente os ácaros. Assim, o veterinário também poderá ter que administrar ivermectina, oralmente ou por injeção. Este tratamento tem que ser repetido várias vezes.

Além disto, é fundamental tratar a área envolvente ao cavalo. E não falamos apenas do estábulo, mas de todos os objetos com os quais o animal tenha tido contacto.

Infelizmente, os ácaros alastram-se incrivelmente rápido a outros cavalos. Portanto, por uma questão de segurança, deve tratar todos os cavalos do estábulo.

Qual a duração estimada do tratamento?

Se o seu cavalo tiver sarna, prepara-se para um tratamento mais longo. Dependendo da gravidade da doença, o tratamento pode durar semanas ou até meses. Porque os ovos dos ácaros podem sobreviver no ambiente durante vários meses.

Portanto, o tratamento consistente do cavalo, dos companheiros de estábulo e do ambiente em redor é importante para o sucesso terapêutico.

Existem remédios caseiros para os ácaros nos cavalos?

Independentemente do tipo de sarna do cavalo – a doença não pode ser curada com remédios caseiros. Porém, pode recorrer ao óleo da árvore do chá ou ao óleo de coco para complementar o tratamento. Os unguentos de zinco promovem a cicatrização das feridas em infeções bacterianas secundárias.

Prevenção: como evitar os ácaros nos cavalos?

Se o seu cavalo tiver um sistema imunitário forte, os ácaros normalmente não o afetam. Portanto, procure oferecer-lhe uma dieta equilibrada. O fornecimento suficiente de vitaminas e minerais é essencial para o seu cavalo se manter saudável, sobretudo no período da muda do pelo.

Além disto, também as condições de acomodação têm uma influência decisiva na saúde do cavalo. A boa higiene do estábulo e a limpeza regular das mantas, dos acessórios de limpeza e cuidados e da sela são fulcrais.

Por fim, cuidar regularmente do pelo evita que os ácaros se multipliquem tão rapidamente. Quando o tempo está mais húmido, o melhor é cortar os pelos compridos junto aos tornozelos.

Fonte: Zooplus Magazine
Fotos: Reprodução/Freepik

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Saúde & Bem-estar

Baixo teor de amido nas rações eleva saúde e desempenho dos equinos, revela pesquisa

Descubra como a revolucionária abordagem de baixo amido na alimentação equina está redefinindo os padrões de bem-estar e performance dos cavalos

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Baixo teor de amido nas rações eleva saúde e desempenho dos equinos, revela pesquisa

O mercado equino brasileiro, tradicionalmente, abraçou as rações “Sweet Feed”, ricas em amido proveniente do milho, mas uma revolução está em curso. Sob a liderança de uma cooperativa paranaense, o conceito “Cool Diet” (baixo amido) está emergindo como uma mudança pioneira na nutrição animal. Um estudo recente, aponta que este avanço inovador, além de atender às necessidades nutricionais, traz benefícios à saúde geral e melhora, significativamente, o desempenho atlético dos cavalos de competição.

Segundo especialista, a abordagem convencional da alimentação equina, baseada em altos teores de amido e melaço, está ficando para trás. De acordo com Ricardo Moraes, médico veterinário e consultor da Agrária Nutrição Animal, o conceito ‘Cool Diet’ redefine a nutrição equina, oferecendo não apenas energia, mas um suporte completo ao organismo do cavalo. “A redução do amido nas rações não é apenas uma tendência, mas uma necessidade crescente para garantir a saúde gastrointestinal e o desempenho dos equinos”, alerta Moraes.

Ricardo Moraes (Consultor da Agrária Nutrição Animal)

Nova abordagem nutricional

A pesquisa revelou os benefícios substanciais de uma dieta com baixo teor de amido. Esta abordagem não só reduz os riscos de distúrbios gastrointestinais, como promove uma absorção mais eficiente de nutrientes. “A microbiota gastrointestinal ativa, impulsionada pelo “Cool Diet”, proporciona vitaminas essenciais, aminoácidos e ácidos graxos voláteis, garantindo não apenas a saúde do animal, mas também um crescimento adequado, eficiência reprodutiva e desempenho físico”, afirma o veterinário e consultor da Agrária Nutrição Animal.

Quanto à digestão de amido, o médico veterinário Ricardo Moraes esclarece: “A capacidade de um cavalo digerir amido é de, aproximadamente, 1 grama por kg de peso vivo.” O levantamento realizado pela Agrária Nutrição Animal reforça ainda que, além dos benefícios digestivos, a redução do amido nas rações equinas tem impacto direto na prevenção de condições como a Laminite, proporcionando um suporte sólido para o sistema locomotor dos animais, especialmente dos cavalos atletas, de qualquer esporte equestre ou raça.

Cereais têm diferentes níveis de digestibilidade de amido

Milho, por exemplo, possui baixa digestibilidade (29 a 45%), enquanto aveia (80 a 99%) e cevada (95%) apresentam excelente digestibilidade. A Agrária Nutrição Animal reconhece essas nuances e incorpora esse conhecimento em suas formulações. A fermentação excessiva do amido pode levar a complicações sérias, desde cólicas até problemas de casco. Ricardo Moraes alerta sobre os riscos e destaca a importância do processo de gelatinização do amido, como no milho floculado, para melhorar a digestibilidade e evitar complicações.

Sobre a Agrária Nutrição Animal

A Agrária é uma cooperativa agroindustrial localizada em Guarapuava (PR), com sede no distrito de Entre Rios. Fundada em 1951, alia tradição e história à tecnologia e gestão de excelência. A partir da agricultura, a Agrária instituiu cadeias produtivas completas, que compreendem desde pesquisa agrícola, até a industrialização. Atualmente, se destaca na indústria ao elaborar rações equinas com expertise técnica, garantindo qualidade, segurança na produção e controle rigoroso de cada lote, marcando uma nova era na nutrição de cavalos.

Saiba mais sobre a Agrária: www.agraria.com.br

Por Jean Philippe Vasconcelos/Agência Cavalus
Foto de chamada: Jean Philippe Vasconcelos/Agência Cavalus

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