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Importância da boa postura na busca pela performance do conjunto

Karoline Rodrigues traduziu o artigo ‘Monte como se estivesse esquiando’ do Performance Horse Journal – edição Outubro/Novembro 2017. Confira!

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Doug Williamson, Million Dollar Rider pela NRCHA, afirma que postura, posição e equilíbrio em cima do cavalo determinam o resultado de qualquer performance do conjunto. Ele insiste para que os cavaleiros montem ‘como se não tivesse ninguém em cima’. Cavalo e cavaleiro são um só, principalmente quando cortam um boi na cerca.

Antes de mais nada, Doug sugere que o cavaleiro fique na posição de um esquiador. Para fazer curvas em esquis de neve, os joelhos ficam flexionados e as pernas, embaixo do corpo. A curva acontece quando o peso é colocado no esqui de fora.

É a mesma coisa que um cavaleiro que busca uma boa performance do conjunto deveria fazer quando cortar um boi na cerca. Do mesmo modo quando fizer spins ou esbarros. A pressão no estribo de fora permite que o cavaleiro desafie a gravidade – acompanhando ao longo da virada fluidamente – ao invés de ser jogado para fora e ficar para trás.

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Firme na busca pela performance do conjunto

Ainda de acordo com Doug, não é para agarrar na sela com os joelhos ou com o corpo. Aliás, essa é a pior coisa a se fazer. É por isso que todo mundo cai. A sela é mais larga abaixo dos joelhos do que no assento na altura da virilha. Então, se você apertar os joelhos para se segurar – no ponto mais largo – só vai te expulsar para fora da sela como ‘um tubo de pasta de dente’.

“Você tem que acompanhar o cavalo, principalmente no corte na cerca”, ele repete. “E por acompanhar o cavalo, quero dizer não agarrar nele para ficar em cima. Só pise no estribo de fora durante a virada e flua com ele. Ao invés de grudar nele com as pernas, eu mantenho meus pés debaixo de mim e espero a virada.”

Colaboração: Karoline Rodrigues/Plusoneandahalf
Crédito das fotos: Cedidas/NRCHA

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Cleveland Bay é uma das raças inglesas mais antigas do mundo

Uma raça de cavalos que se originou na Inglaterra durante o século 17

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O Cleveland Bay tem esse nome em homenagem a sua coloração: bay = castanho. Assim como também homenageia o distrito de Yorkshire de Cleveland, Inglaterra. É um cavalo bem musculoso, com pernas fortes. Porém curtas em relação ao corpo. Os cavalos são sempre da cor castanho. Embora alguns pelos claros na crina e na cauda sejam característicos de algumas linhagens.

Um dos mais antigos da Inglaterra, o Cleveland Bay tem ancestrais que desenvolvidos durante a Idade Média. Como resultado, usados como cavalos de carga (tração). Eram puros e derivados da extinta raça Chapman. Os cruzamentos mais na frente, portanto, foram com andaluz e berber. Logo depois, com árabes e thoroughbred. Seu uso em carruagens e passeio selecionou, em seguida, animais mais leves.

Cleveland Bay é uma das raças inglesas mais antigas do mundo. Uma raça de cavalos que se originou na Inglaterra durante o século 17
Cavalos da raça ao redor de Buckingham

A popularidade do Cleveland Bay oscilou muito desde que foi importado em primeiro lugar para os Estados Unidos no início do século 19. Apesar de um declínio depois da Segunda Guerra Mundial, com a industrialização, os exemplares voltaram a ser procurados a partir da década de 1970. Dados do Wikipedia, no entanto, mostram que apenas cerca de 550 cavalos existissem em todo o mundo em 2006.

Além de ser um cavalo de tiro, o Cleveland Bay também é bastante apto para puxar carroças. Era um dos cavalos preferidos para a agricultura antes do aparecimento das máquinas de trabalho. Hoje em dia esta raça marca presença nas cavalariças da monarquia britânica (a puxar carruagens), como também em competições, tanto de Salto como de Dressage (Adestramento).

Apesar de estar em perigo de extinção, este não é um perigo eminente. Graças aos apreciadores da raça. Portanto, existem alguns pontos espalhados pelo mundo em que fazem todos os esforços possíveis para multiplicá-los.

Fonte: cavalos.animals.info, Wikipedia
Crédito das fotos: Wikipedia

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10 dicas para comprar seu primeiro cavalo

Você sempre teve vontade de comprar um cavalo e agora acha que chegou a hora certa! Mas, é preciso ficar atento a alguns pontos para que essa experiência seja realmente prazerosa

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Quando a gente sabe que chegou a hora de realizar um sonho antigo, quer logo mergulhar de cabeça no projeto. Por exemplo, você sempre quis comprar um cavalo e, finalmente, isso será possível.

Tenha em mente que seu primeiro cavalo será inesquecível. Aquele que sempre terá um lugar especial na sua história, independente do que aconteça no processo. Por isso, é importante prestar atenção em alguns pontos para que esse momento seja positivo em sua memória para sempre.

Dizem por ai que se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Mas, nesse caso, ajudará você a começar na direção certa!

Você sempre teve vontade de comprar um cavalo e agora acha que chegou a hora certa? Preste atenção nessas dicas que são super importantes!

Então vamos as dicas para comprar seu primeiro cavalo

  1. Peça ajuda a um cavaleiro experiente. Nem todo mundo no meio do cavalo é verdadeiro. Seu treinador ou amigo perceberá sinais sutis de problemas de saúde ou de comportamento.
  2. Nunca compre por impulso. A emoção é real, mas evite tomar decisões precipitadas.
  3. É uma boa ideia dar uma olhada em alguns cavalos. E embora o primeiro possa ser o seu favorito, você vai querer ter certeza.
  4. Tire muitas fotos e grave vídeos e mostre ao seu instrutor ou treinador, especialmente se eles não puderem comparecer.
  5. Observe o cavalo do chão, não monte logo de cara. Peça para vê-lo no pasto, na cocheira, sendo preparado. É essencial ter uma ideia do comportamento dele nessas situações.
  6. O vendedor deve montar o cavalo primeiro. Não confie quando ele disser que o animal é quieto e bem-educado. Você vai querer ver por si mesmo.
  7. Conheça a história e a experiência do cavalo. Não tenha medo de fazer muitas perguntas e pesquisas.
  8. Pague o seu próprio veterinário para examinar o cavalo. Também conhecido como exame pré-compra . Essa é uma dica muito útil na identificação de problemas de integridade e saúde.
  9. Peça uma ou duas semanas de teste. Nem todo vendedor concorda com isso, mas é algo que pode ser muito útil. Você verá as verdadeiras ‘cores’ desse cavalo.
  10. Um contrato assinado é obrigatório! Seria bom se tudo pudesse ser um acordo de aperto de mão, mas isso não vai protegê-lo no tribunal.

Além dessas dicas, se você tiver algum outro alerta, compartilha com a gente!

Por Equipe Cavalus
Fonte: Cowgirl Magazine
Crédito das fotos: Divulgação/Pixabay

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O nobre ofício da doma

Karoline Rodrigues, em sua primeira coluna de 2021, aborda sobre esse tema tão peculiar

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Domar cavalos é um trabalho nobre. Sem dúvida, quase uma arte. E que merece todo reconhecimento dada sua importância na vida de um cavalo que vai iniciar seu treinamento. No quesito doma, qualquer pessoa aprende o ofício. Mas, poucos têm o dom.

Sobretudo, cada domador tem um método. Quer seja pelo dom, quer seja pelo esforço do aprendizado, cada método tem seus méritos, finalidades e objetivos. Cada treinador, por sua vez, gosta que seus cavalos sejam iniciados de certa maneira. Tem uma filosofia de trabalho e um programa de treinamento.

Eu, por exemplo, já tentei muitas vezes domar potros, só que nunca completo o processo. Acho que eu até aprendi a doma pelo tanto de vezes que tentei. Seja como for, ainda tenho medo. E não tenho o dom, definitivamente.

Três fases da doma

Da forma como eu enxergo, e isso é só teoria da minha cabeça com base no que eu aprendi, a doma tem três fases:

1 – o trabalho de chão, com e sem sela;

2 – com sela, quebrar o potro e amansar;

3 – levar para fora ou para a pista, e ter controle dele.

Entendo, então, que tudo além disso já diz respeito a treinamento. Aliás, abro um parênteses aqui para dizer que nesse caso estamos falando de cavalos de performance, de genética apurada, características aperfeiçoadas, que já tiveram dois anos de manejo. Não de cavalos semi-selvagens, de índole duvidosa e comportamento repulsivo.

Trabalho de chão, na minha humilde opinião, com os animais que trabalhamos hoje em dia, é introdutório. Uma apresentação de sela e cavaleiro ao cavalo, futuros parceiros, melhores amigos inseparáveis.

Não uma punição, castigo ou sofrimento, para o que eles ainda sequer fizeram de errado. Estão aprendendo. E são incrivelmente receptivos a tudo que são solicitados a fazer.

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Praticidade da doma

Feita essa ressalva, afirmo que eu acredito na praticidade da doma. Tá, você que está lendo pode até pensar quem sou eu pra falar de doma? Compreensível. Mas nunca disse que eu era boa nisso. O que não me impede de ter opinião sobre o assunto.

Uma opinião formada com base no que eu vi meu pai fazendo ao longo dos anos (só eu tenho 33, sim, 33! Ele tem mais uns tantos anos de cavalo). No que ele ensinou outras pessoas a fazer, no que ele pede para quem doma para ele fazer. Ou no que ele me ensinou e eu tentei fazer. E, por fim, no que vi outras pessoas fazendo.

Portanto, o trabalho de chão é importante para introduzir o processo, sem dúvida. Mas ele tem que ter um propósito dentro do treinamento, que convenhamos, é feito montado, obviamente.

‘Quebrar’ o potro para mim significa fazê-lo entender os comandos de controle básicos, respeitar o que lhe é pedido por quem está em cima dele. E, depois disso, fazer o mesmo na pista. Para, então, iniciar o processo de treinamento propriamente dito. Sem violência e sem exaustão, que também é uma forma de violência, embora quem a pratique não admita.

Marco

E falando de doma, eu queria mesmo era falar do Marco. Ele é um daqueles que têm o dom. Dá gosto de vê-lo mexer num potro. Sente cada movimento, sem medo. Conversa com o potro.

E não importa o quanto o animal resista ou se assuste, ele consegue fazer o potro entender o que ele quer. Mexendo um potro do chão, mais parece uma dança. Uma dança linda de admirar, de ver progredir, de ver finalizar numa relação de confiança e entrega absoluta.

O Marco é conhecido na região [de Avaré] pelo apelido ‘Amarelo’. Ele treina cavalos para o pessoal aqui e corre provas de Laço Comprido. Reconhecido como um grande cavaleiro. Há anos ele doma pra gente e confiamos absolutamente nesse trabalho que ele faz com maestria.

Mexeu em seis potros nossos de 2 anos, cinco vezes no total, não consecutivas. Um dia numa semana só trabalhou do chão, dessensibilizou. Em seguida, na semana posterior (porque choveu) colocou sela no redondel. E mais dois dias montou na pista de boi, de dois em dois.

Eu, que sou a medrosa, monto em qualquer cavalo que ele mexeu, porque confio no que ele faz. No meio do ano passado, montei nos potros que ele iniciou. Selei nas baias com ajuda do Marcelo, rodei, quebrei do chão, montei, trotei, guiei e galopei. Só fiz isso porque ele não pode vir mexer nos potros, e vou falar disso em outro post.

Nesse artigo, quero só mandar um salve para quem tem o dom, como o Marco. E também para quem aprendeu a fazer isso bem, um trabalho tão essencial e nobre, que é a base de todo esse universo dos cavalos de performance que tanto amamos.

Colaboração: Karoline Rodrigues/Plusoneandahalf
Crédito das fotos: Arquivo Pessoal

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