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Lívia Maria é laçadora de destaque no Breakaway Roping

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Lívia Maria é laçadora de destaque no Breakaway Roping

A família sempre teve ligação com os esportes equestres por conta dos negócios

A laçadora Livia Maria Machi de Oliveira residente em Novo Horizonte/SP. Do alto dos seus 26 anos de idade, tornou-se amante do meio equestre desde muito pequena. “Comecei a montar com três anos de idade”, conta.

A família sempre gostou e apoiou que Livia Maria montasse. “Acho que por termos a loja – Nova Terra Country – no segmento o incentivo foi um pouco maior”. O Breakaway veio de uma simples aposta com sua amiga Karoline Rodrigues.

Assim sendo, surgiu a paixão pela modalidade e Livia Maria nunca mais parou. Procurando, contudo, se aperfeiçoar cada vez mais. E a dedicação da laçadora vem surtindo efeitos, pois já conquistou diversos títulos.

Entre eles, campeã Nacional ABQM 2019, reservada campeã Congresso ABQM 2017, reservada campeã Nacional ABQM 2017, 3º lugar Copa dos Campeões ABQM 2017, campeã Revolution Team Roping e 4º Lugar Rodeio de Americana.

Seu companheiro de pista é Getúlio Bar Peppy (Skippy Bar Peppy x Candy Special FNS) e ela no CT MR, com Márcio Ramazzini. Livia Maria destaca ainda que “para o Breakaway as principais provas são Congresso e Nacional. Espero que cada vez mais a modalidade possa crescer, podendo competir em grandes rodeios por aqui”.

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Sonho

O sonho da laçadora de Breakaway é passar um período em solo americano. “Tenho vontade, como competidora, de poder ficar um tempo nos Estados Unidos. Dessa maneira, poder aperfeiçoar ainda mais o meu laço”, expõe.

Ela aproveita a oportunidade e nos conta um pouco sobre quais as dificuldades encontradas na modalidade. “Acredito que enfrentamos falta de valorização e espaço. Por ser um esporte que chegou há pouco tempo no Brasil. Assim sendo, não temos tantas provas como gostaríamos”.

Ainda, de acordo com Livia Maria, nas provas existentes, a premiação é bem abaixo das outras modalidades. “Fazemos por amor e para propagar esse esporte, que muitos ainda não conhecem. Lutamos para que o Breakaway cresça ainda mais. E cada vez desperte a vontade das mulheres em competir”.

Por fim, Livia Maria agradece a todos que a cercam. “Agradeço sempre a Deus, pelas oportunidades; minha família, que sempre me apóia; todos os meus amigos, que me acompanham e me dão forças; e ao meu treinador que tem aquela paciência.”

Por Verônica Formigoni
Foto: Miguel Oliveira

Breakaway

Reforço das provas de Breakaway em Minas Gerais

A primeira etapa do CMLB de Breakaway Roping aconteceu no dia 20 de fevereiro, no Rancho Colorado, em Itaúna/MG

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O sábado, dia 20 de fevereiro de 2021, ficará marcado para sempre como a retomada das provas de Breakaway em Minas Gerais. A competição aconteceu como parte do Campeonato Mineiro de Laço de Bezerro – CLMB, no Rancho Colorado, em Itaúna/MG.

Antes de mais nada, vale lembrar que o Breakaway em Minas Gerais não acontecia desde 2015. Na época, organizaram apenas uma prova só e nunca mais aconteceu. “Por isso esse ano ficamos ansiosas para participar. Quando recebemos o convite da organização não hesitamos”, afirma Tania Alves, competidora e que esteve à frente dos preparativos.

Ela conta que, primeiramente, criou um grupo de Whatsapp a fim de reunir as meninas. E, em seguida, convidou as competidoras para participar. “O destaque da prova, sem dúvida, foi a participação das meninas. Tivemos sete competidoras, onde cinco eram iniciantes”, reforça Tania.

As sete são mineiras e treinam o Breakaway em Minas Gerais. Ainda de acordo com Tania, a presença das iniciantes foi uma surpresa. “Nos surpreendemos, mas com muita alegria, já que é um estímulo para nós que queremos alavancar a modalidade em nosso Estado”.

Na volta das provas de Breakaway em Minas Gerais, a primeira etapa do CMLB de Breakaway Roping aconteceu no dia 20 de fevereiro
Homenagem a Nicholas Collard

Desafios e bons resultados

Como toda retomada, há desafios, ainda mais em tempos de pandemia. “Entre os desafios, inicialmente, era a confirmação do evento, e que incluíssem realmente o Breakaway Roping. Com tudo certo, a partir daí, tínhamos conquistar a presença das competidoras”. 

Para isso, Tania e os organizadores do CMLB contaram com o entusiasmo gerado, principalmente, pelo curso ministrado pelo laçador profissional Daniel Lopes em Minas. “Esse, sem dúvida, foi um diferencial”.

Além disso, ela conta que esperam ter superado as expectativas da comissão organizadora do CMLB para dar continuidade a essa parceria por muitos anos ainda. “Queremos fazer outras provas e que outras competidoras também se sintam motivadas a participar”, finaliza.

Classificação: 
1° lugar – Fernanda Souza
2° lugar – Tânia Alves
3° lugar – Lilian Gontijo
4° lugar – Gabriela Dacanal

Por Luciana Omena
Crédito das Fotos: Cedidas
Na foto de chamada, Fernanda e Tânia

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Breakaway Roping cresce a cada ano no Brasil

Uma modalidade praticada essencialmente por mulheres que vem se fortalecendo passo a passo nos quatro cantos

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Breakaway Roping – algo como ‘laçada que se abre’, em tradução livre – tem origem americana. Por lá, remonta a meados dos anos 90, modalidade exclusivamente feminina. No Brasil, começou em caráter experimental em 2012 na ABQM. Avaré/SP ‘parou’ para ver Eliziane Nogueira laçar. Foi, sem duvida, um ‘ponta pé’ inicial de respeito.

Antes de mais nada, o Breakaway Roping é uma modalidade do rodeio cronometrado que deriva do Laço Individual, nome que hoje é conhecido o antigo Laço de Bezerro. Logo após partir do brete com seu cavalo, a competidora deve laçar um bezerro em movimento no menor tempo possível.

A amazona e o cavalo ficam em uma área ao lado à do bezerro no brete. Prova liberada e uma barreira de barbante que está em volta do pescoço do animal se rompe. Então, ele segue rumo a arena. A competidora tem a permissão de correr e efetuar a laçada.

Está tudo ok quando o laço deve entrar pela cabeça do bezerro e provocar o rompimento do fio preso à sela. Assim, o final do laço fica preso ao pito da sela com um fio de barbante. Fio que, geralmente, possuí uma fita de cor vermelha presa à sua extremidade.

Com efeito, esse recurso permite que o juiz enxergue melhor o momento em que o fio se rompe e laço se solta. Ao rompê-lo, a amazona sinaliza para que o cavalo pare imediatamente. O cronômetro dispara assim que a barreira abre e continua até o rompimento do laço preso ao pito.

Vence, portanto, quem marcar o menor tempo. Como penalidade, acrescenta-se 10 segundos ao tempo final pelo rompimento da barreira. Ou seja, quando o conjunto romper a barreira antes do boi. E a laçada é invalidada – a competidora fica sem tempo – caso não acerte o laço no local correto.

O Breakaway Roping é uma modalidade praticada essencialmente por mulheres que vem se fortalecendo passo a passo nos quatro cantos

Breakaway Roping nos Estados Unidos

O Breakaway Roping é amplamente praticado nos Estados unidos, país de sua origem. Inegavelmente, há um número bem grande de laçadoras espalhadas pelas regiões. As disputas acontecem, geralmente nos rodeios.

A saber, as meninas começam cedo por lá, desde as categorias júnior, ensino médio e colegial. Entre os campeonatos que apoiam as mais novas, a Little Britches Rodeo Association e outras organizações semelhantes.

Evoluindo para os rodeios universitários e semi-profissionais. O Breakaway também tem seu espaço nas competições da American Quarter Horse Association, associação americana do Quarto de Milha. Nas provas da AQHA, todavia, participam homens e mulheres.

Por outro lado, na Women’s Professional Rodeo Association, o maior órgão de nível profissional do esporte, apenas mulheres competem. Aliás, é através da associação mundial de rodeio feminino que conhecemos as maiores ‘feras’ do Breakaway. Verdadeiras lendas da modalidade, como Lari Dee Guy e Jackie Crawford, com inúmeros títulos mundiais no currículo.

Mesmo existindo há muitos anos nos Estados Unidos, foi só apenas de uns dois anos para cá que o Breakaway ganhou a devida notoriedade. Conquistou espaço, portanto, em alguns dos maiores e mais ricos eventos, como o The American, circuito mundial da PRCA e WCRA.

O Breakaway Roping é uma modalidade praticada essencialmente por mulheres que vem se fortalecendo passo a passo nos quatro cantos

No Brasil

No Brasil o Breakaway Roping também é disputado na categoria Jovem, além da Feminina Aberta, Amador e Amador Principiante. Contudo, é a Feminina a grande ‘meninas dos olhos’ de quem pratica e busca melhorias para o esporte. Muitas meninas migraram de outros esportes, enquanto outras já começaram direto laçando.

De fato, cada vez mais regiões aderem à modalidade. E cada vez mais campeonatos tornam-se parceiros, provas não só de Team Roping, como também de Laço Individual. Fomento de todos os lados, mais fortes no Estado de São Paulo, mas ganhando força em Brasília, Minas e Paraná. Ao mesmo tempo, as meninas estão investindo mais, indo as provas e batendo recordes.

A temporada 2020, por exemplo, começou aquecida. A pandemia da Covid-19 deu um freio nos eventos. Contudo, o ano encerrou de forma positivo para a modalidade. De acordo com informações das próprias laçadoras, mesmo em um ano de crise, o Breakaway Roping premiou com quase R$ 30.000,00.

A fim de trilhar um caminho ainda mais forte, as meninas formaram uma comissão para representar e dar voz ao Breakaway Roping frente a provas, organizadores de eventos e associações de raça e modalidade. Com toda a certeza, a modalidade passou de caráter experimental à consolidação entre eventos e competidoras.

O Breakaway Roping é uma modalidade praticada essencialmente por mulheres que vem se fortalecendo passo a passo nos quatro cantos

Detalhes

A traia do cavalo é composta por sobremanta, manta, sela de laço individual, protetores para as patas dos cavalos (caneleira, cloche e skidboots), gamarra e freio. As cordas de Breakaway são mais curtas do que quaisquer outras no mercado, com cerca de 7 a 9 metros.

Mas as especificações são iguais a uma de laço comum: boias, cabo, sirigola na ponta. A competidora tem que aprender a girar e alimentar a corda de acordo com a necessidade da sua laçada.

Por Equipe Cavalus
Fonte: Breakaway Roping Journal, Wikipedia, WPRA
Crédito das Fotos:

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Breakaway Roping encerra o ano com saldo positivo

A modalidade passou de caráter experimental à consolidação entre eventos e competidoras; após 5 anos, qual o cenário desse esporte no Brasil?

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Desde que chegou ao Brasil, o Breakaway Roping teve o começo de temporada ‘mais aquecido’ de todos os tempos. Provas marcadas em diversos eventos, não só de Laço Individual, como também de Laço em Dupla. O caminho se desenhava forte quando veio a pandemia. Tudo parou e os planos mudaram.

Mas, o que era para ser uma temporada perdida encerra com saldo totalmente positivo. “Sem dúvida, demos um salto com a modalidade. Crescemos a cada ano e caímos no gosto da mulherada de outras modalidades. Com isso, conquistamos cada vez mais adeptas”, comenta Anália Fonseca.

De acordo com ela, houve outra conquista importante. “Ganhamos espaço nas associações e nas provas. Os incentivos aumentaram, quer seja em premiação, quer seja na qualidade do gado. Além disso, o formato dos eventos para o Breakaway Roping ficou muito mais fácil das meninas aderirem”. Por conseqüência, mesmo em um ano de crise, o esporte premiou com quase R$ 30.000,00.

“A ABQM deu premiação de fomento de R$ 8 mil, enquanto a ANLI premiou a modalidade com R$ 10.200,00 mil. Um cenário que mudou totalmente o rumo das coisas. Então, além de aumentarmos nossa participação na ABQM – de 51 inscrições ano passado para 81 no Campeonato Nacional -, garantimos mais duas vagas para o The American”.

Em resumo, o Breakaway Roping bate cada vez mais recordes de número de provas, em inscrições, premiações e incentivo. “Acredito que em 2021, se tudo voltar ao normal, com toda a certeza, cresceremos ainda mais”, reforça Anália, competidora e uma das responsáveis por movimentar a modalidade nos bastidores.

Breakaway Roping passou de caráter experimental à consolidação entre eventos e competidoras; após 5 anos, qual o cenário desse esporte aqui?
Campeonato Nacional ABQM com recorde de participações

De caráter experimental à consolidação

Aliás, as laçadoras formaram uma comissão para representar e dar voz ao Breakaway Roping frente a provas, organizadores de eventos e associações de raça e modalidade. “Eu gosto muito de competir, mas adoro o trabalho nos bastidores, cuidar da imagem do esporte, difundir e inserir a modalidade em provas e rodeios”, reforça Anália.

Assim como ela, outras pessoas estão envolvidas nesse processo. Uma delas é a Dona Nina. Não é competidora, tem uma pequena criação de cavalos QM, e exerce grande influência no meio. Já contamos aqui no portal a história dela com o Breakaway. Sua paixão pelo Laço nasceu, sobretudo, por conta do filho, Nicholas Collard, competidor de Laço Individual.

“Proativa como é, não demorou para ela fazer parte da Comissão do Laço dentro das Associações, como a ABQM e a ANLI. Dona Nina também é conselheira e a Madrinha do Breakaway Roping. Sempre atenta e atuante, nada foge do seu radar. Está sempre presente, uma querida no meio por todos”.

E foi dessa forma, fazendo a ‘lição de casa’, que elas todas conseguiram mudar o cenário desse esporte. De 2015 para cá, formaram a comissão e estão sempre reunidas e traçando estratégias. “Buscamos soluções para aumentar o número de competidoras, fomento, bem como formar alianças com grandes organizadores de provas e associações”.

Por fim, Anália comenta do maior desafio e o que almejam para o futuro da modalidade: “Nosso maior desafio é, sem dúvida, permitir que as mulheres que laçam tenham espaço favorável para competir. E almejamos, assim como muitos competidores, a volta do rodeio completo e a adesão do Breakaway Roping à grade.”

Por Luciana Omena
Crédito das fotos: Divulgação

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